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Anton Yelchin fala da dificuldade em fazer Chekov
Por Ralph Pinheiro | 28 janeiro, 2008
As gravações de Jornada nas Estrelas encontram-se na metade de seu caminho e o jovem ator Anton Yelchin, que faz o papel do alferes Pavel Chekov, confessa sua dificuldade inicial em se encaixar no personagem. Yelchin falou ao site MovieWeb a respeito da atuação em cenários de tela verde e como está conseguindo vencer os problemas para encarnar Chekov.
“É totalmente diferente de qualquer coisa que eu já tenha trabalhado. É difícil de um certo modo”, disse o ator. “Eu poderia sentar e conversar sobre “Charlie Barllet” (último filme em que trabalhou) por horas. Porque eu gastei horas me familiarizando com esse personagem. Com Barllet, você tem um personagem, cujo caminho pode levar mais a fundo. Então vem Jornada e existem muitos níveis para Chekov”, observou Yelchin com relação à complexidade do personagem. “No entanto, há uma certa diversão também. Eu tenho tido a oportunidade de sentar e assistir à série antiga. Eu estou sendo capaz de encontrar o que eu gostaria de tratar nele”, comentou.
O ator confessa desconhecer muita coisa sobre a franquia e se sente incomodado por falar algo em cena, sem saber de seus detalhes, além de atuar num cenário que não existe. “É estranho estar no set de filmagens, onde muitos atores, e nisso me incluo, não tem a mínima idéia do que seja um motor de turbina ou o que poderia acontecer se ele explodisse. Você está olhando para uma tela verde que supõe seja um campo de batalha. Mas nada na realidade acontece. É divertido. Isso realmente põe você dentro do estado de espírito em que está fazendo o filme”.
É a primeira experiência de Yelchin com esse tipo de produção, com todo o ambiente de efeitos especiais e principalmente por ser um filme de grande envergadura. “Eu sempre tive esse sentimento, de que estava num grande filme. É a velha idéia clássica do que se supõe ser um set de filmagens. Eu nunca tive essa oportunidade. É diferente e interessante”.
Para fazer o personagem ser completo, Yelchin disse que é preciso conhecer a fundo o que já que foi estabelecido para Chekov e assim poder adaptar ao seu jeito. “Eu adoro entender a fundo. Adoro conhecer uma pessoa muito bem. Acho que isso é a coisa mais importante. Você tem de saber de tudo. De onde veio, para onde vai. Para o modo como se veste. Isso é tudo uma extensão de quem eles são. Ninguém me perguntou sobre o que achava do uniforme de Jornada. Tudo já foi planejado em seus detalhes. Mas eu tive de encontrar coisas nesse tipo de ambiente. É simplesmente ótimo e épico estar neste plano”.
Você já se encontrou com Walter Koenig (intérprete original de Chekov)? “Não. Eu estava preocupado e angustiado que ele pudesse fazer uma visita ao set de gravações e não gostasse de mim. Ou então, poderia dizer que meu sotaque russo americano é horrível. Mas ele não veio e eu estou quase terminando”, lamentou o jovem ator.
Fonte: TrekWeb
Categorias: A Série Original, Filmes para Cinema |
20 comentários a “Anton Yelchin fala da dificuldade em fazer Chekov”
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28 janeiro, 2008 às 4:42 pm
O rapaz está muito inseguro no papel de Checkov e isso não é bom. =/
28 janeiro, 2008 às 5:11 pm
Fui na convenção do Koenig em São Paulo anos atrás. Ele menosprezou a “dificuldade” de interpretar o personagem Chekov, dizendo que basicamente era só apertar botões e que por isso ele gostava mais do seu personagem em Babylon 5.
28 janeiro, 2008 às 5:51 pm
Eu acho que nessa hora seria importante o apoio do Koenig. Pela sua fala parece que ele está meio perdido, tentando se achar. É complicado um ator ter de seguir algo estabelecido e ao mesmo tempo dar um ar de novo, principalmente para um novato, que parece deslumbrado com toda a produção. Não sei da capacidade dele, mas acredito que Abrams tem consciência da situação. Só nos resta torcer para que ele faça pelo menos o feijão com arroz.
28 janeiro, 2008 às 6:10 pm
É possível, Valter, que esse Chekov tenha mais profundidade do que o robotizado personagem de apertar botões, caso contrário o garoto não diria nada disso, ficaria na dele. É um personagem jovem e como tal pode agradar a jovem platéia. Acho que é isso que Abrams quer e porisso talvez esteja dando mais importãncia ao personagem do que ele já teve em toda a série. Daí, pode ser o medo do garoto, da responsabilidade de levar um personagem aparentemente secundário para um mais dinâmico. A não ser que ele não tenha a capacidade esperada para tal.
28 janeiro, 2008 às 7:10 pm
Sim, com certeza…
28 janeiro, 2008 às 8:24 pm
Chekov, Sulu, etc tinham pouco espaço, eu achava meio injusto. Dizem que era por causa do ego do Shatner.
Talvez as coisas mudem um pouco agora…
29 janeiro, 2008 às 8:07 am
O garoto falou em campo de batalha? Será que teremos guerra em Jornada XI? Algo com os Klingons?
Estranho.
29 janeiro, 2008 às 9:41 am
Motor de turbina? Li bem ou traduziram errado?
Tbém acho que JJ vai tentar dar um pouco mais de destaque para os personagens secundários nesse filme.
Tbém ouvi falar que eles não apareciam mais devido ao ego de Shatner.
29 janeiro, 2008 às 11:01 am
Essa história do Shatner ocupar todo o espaço/tempo da série/filmes é história antiga e verídica. Acho que aqui mesmo no TB tem uma entrevista do Koenig falando sobre isso. Ele odeia Shatner. Como eu já disse em outro post, essa coisa “do pessoal” de cada um não me interessa, o que vale é o cara na tela. Se sairmos chafurdando a vida de cada ator/atriz (em geral), acredito que 50% serão malas sem alça. É vero que o Chekov tinha um papel secundário e na maioria das vezes era só apertar botões. Por isso, não entendo o drama do ator em entender o personagem, no que diz respeito ao que já foi estabelecido. O que pode acontecer (como já foi dito aqui) é o JJ estar tentando valorizar o personagem (isso é bom) e o ator estar com esta responsabilidade.
Exitem algumas coisas estranhas no que ele disse: “Mas ele não veio e eu estou quase terminando”, lamentou o jovem ator”. Bem, se está quase terminando, é porque o personagem continua pequeno (não estou menosprezando), pois a previsão é para que as filmagens acabem em abril.
Outra coisa: isto parece antagônico -
“Você está olhando para uma tela verde que supõe seja um campo de batalha. Mas nada na realidade acontece. É divertido. Isso realmente põe você dentro do estado de espírito em que está fazendo o filme”.
Como o cara pode não ter idéia do que está acontecendo e dizer que isto é o estado de espírito do filme? Eu hein… o cara é duplamente novo: na carreira e na idade. Tá sentindo o peso de um personagem pequeno (apesar de ser estimado por nós).
Das 2 uma: ou o cara é ruinzinho mesmo ou ele tá fazendo fita para valorizar… quem viver, verá!
29 janeiro, 2008 às 11:07 am
A insegurança do ator se dá, na minha opinião, por falta de conhecimento da franquia e pela força que ela tem, aliado ao fato que o ator pode ‘inventar’ alguma coisa no personagem mas não pode mudar a sua essência. A responsabilidade é grande!
29 janeiro, 2008 às 11:37 am
Teste para Chekov:
JJ: “Repita:”
JJ: “Nuclearrrr Vessssellllzzzz”
JJ: “A tecnologia x,y,z foi deszzzenvolvida pelos Ruszzos”
JJ: “Diszzzparrrando Torpedozzzzzz. Sirrrr”
Eu não espero nada mais do que isso do “novo” Chekov.
29 janeiro, 2008 às 2:08 pm
Christian, turbine engine é o sistema da turbina ou simplesmente turbina. Não tem a palavra motor. Obrigado pela observação.
Luís Henrique Campos Braune acho que o Yelchin quis dizer que atuando numa tela verde, o ator tem de se concentrar no espírito do filme ou da cena, mesmo sem ver nada. Isto é, se você tem uma cena em que algo explode, vc tem de expressar o sentimento daquela situação. Precisa de muita concentração.
29 janeiro, 2008 às 3:36 pm
É claro que não era pra botar Checov, Sulu, etc como os principais nos filmes, mas depois de 20 anos na série eu acho que eles mereciam ser tratados como mais que meros extras (de vez em quando eles até conseguiam uma chance)
Dizem que o Shatner queria que todas as frases inteligentes fossem reescritas pra ele… Isso acaba deixando aquela sensação de super capitão que faz tudo sozinho.
Mas a estrutura dos seriados mudou em relação aos anos 60. Hoje você poderia ter um episódio de vez em quando focando só o Sulu, só a Uhura,etc.
29 janeiro, 2008 às 3:44 pm
Esses personagens sempre foram mais símbolos da diversidade racial humana que outra coisa…
29 janeiro, 2008 às 4:49 pm
Pior que hoje em dia isso nem é mais ousado, é “politicamente correto”.
29 janeiro, 2008 às 6:46 pm
Não vejo dificuldades em interpretar o Chekov como o personagem aparecia na série clássica (apertar botões e fazer sotaque russo). Porém, caso o personagem seja mais desenvolvido (como fizeram com os da Nova Geração) aí sim precisará de um pouco mais de capacidade de atuar.
29 janeiro, 2008 às 8:52 pm
Se ele não está seguro em fazer uma cena com fundo verde ou azul que seja, é porque ele não tem a experiência necessária para estar neste filme. À quantos anos este tipo de recurso é utilizado não só no cinema mas em séries, novelas (até na globo) e na TV em geral? Como ator ele já deveria estar preparado para isso, principalmente sabendo que se trata de um filme de ficção científica! Estou com medo do Chekov dele…
One to beam up!
29 janeiro, 2008 às 10:31 pm
É Ralph, faz sentido o que vc colocou no psot 12… mas que eu tô com medo do cara eu tô!
30 janeiro, 2008 às 7:50 pm
Será que o Chekov vai virar Wesley? hahaha
31 janeiro, 2008 às 4:46 am
“Oh, Coitado!”
Não joga praga no garoto…!