Artigos Recentes

Publicidade


« Pegg diz que fã precisa ver filme duas vezes | Principal | Quase uma semana com Nicole Janeway »

Atores da Série Clássica: carisma vs. desempenho

Por Luiz Felipe | 9 de Outubro, 2008

A Série Clássica é provavelmente a série de Jornada que contou com um maior número de atores e atrizes sem praticamente nenhuma experiência. Entretanto, os personagens ficaram famosos entre o público e, muitas vezes, ganham preferência sobre personagens das séries posteriores, que contavam com atores bem mais experientes.

O segredo é tão somente o carisma. Muitas vezes a canastrice de um ator/atriz são pontos em benefício do personagem que criaram. O público passa a identificar o personagem pelos trejeitos do ator. Um ator canastrão sempre atua da mesma forma e, quando se esforça para melhorar, fica pior. Portanto, o público sabe exatamente o que esperar dele e daí surge um fascínio pelo personagem.

Ao assistir uma série de TV, ainda mais dos anos 60, o público sabe o que o personagem fará, como ele reagirá frente a determinada situação, mesmo sem ter assistido àquele episódio específico. Nesses momentos é o carisma dos atores que impera.

É interessante comparar, por exemplo, William Shatner e Patrick Stewart. O primeiro é um ator medíocre, canastrão e carismático. O segundo é um excelente ator, de primeira linha, e carismático. O público adora os dois atores e os personagens que criaram em Jornada, respectivamente, Kirk e Picard. Os fãs sabem exatamente o que esperar de cada um deles. De Shatner os fãs esperam uma figura heróica, debochada e sabem como ele agirá diante uma determinada situação; por exemplo, todos sabemos, mesmo sem ter visto o episódio, que Kirk beijará a alienígena beldade da semana, que baterá no vilão, que fará discurso humanitário ao fim do episódio etc. De Picard os fãs sabem que verão o inesperado, pois Picard é um personagem mais complexo que agirá de modo completamente diferente em situação até mesmo semelhante a que já enfrentara no passado.

Passaremos agora a uma breve análise do elenco da Série Clássica.

William Shatner: Seja qual for o filme ou série, Jornada ou não, Shatner sempre interpreta Shatner.

Até que ele se saiu bem no início do primeiro ano, talvez porque achasse necessário passar uma imagem de ator sério e garantir emprego em outro filme ou série caso Jornada fracassasse. Percebe-se que Kirk era um capitão mais sério no início, fazia menos piadas com Spock e McCoy e tirava menos sarro dos alienígenas; mas logo na segunda metade do primeiro ano o ator relaxou bastante, atuando de forma descontraída e na maioria das vezes com bom humor.

Tendo levado a sério seu trabalho no princípio da série, no terceiro ano Shatner fez exatamente o contrário. Suas piores interpretações estão nessa temporada e são tão ruins que são hilárias, como, por exemplo, em “The Paradise Syndrome” e “Turnabout Intruder”. Nesse último o corpo do Capitão Kirk é possuído pela mente de uma mulher vingativa e como resultado temos as melhores caras e caretas de Shatner. Impossível não se divertir.

Acreditem ou não, foi criado em Hollywood o termo “Interpretação Capitão Kirk”, onde o ator fala pausadamente, forçando nas palavras e passando um certo ar heróico. O exemplo mais conhecido e cômico aparece no filme “Evil Dead 2″ (”Uma Noite Alucinante”), onde Bruce “Eterno Ash” Campbell diz: “There’s… SOMETHING… down… THERE!!!” (”Há… ALGO… lá… EMBAIXO!!!”).

Já nos filmes para o cinema Shatner interpretou um Kirk mais maduro, consciente de que os velhos tempos já passaram e em crise de meia idade. A atuação de Shatner foi muito boa nos filmes II, VI e “Generations”. Gosto principalmente de sua caracterização no segundo filme, bem real e mostrando um Kirk como um homem comum e não “bigger than life”.

A frieza de Kirk no primeiro filme do cinema é devida em grande parte à interpretação de Shatner. O diretor, Robert Wise, disse em entrevistas que Shatner não estava nem um pouco à vontade em retornar ao papel de Kirk. Percebe-se um ar de nervosismo no ator durante o filme inteiro. De certa forma isso contribuiu para a imagem de Kirk no filme como os roteiristas pretendiam, pois o personagem tinha sido promovido a Almirante, passando a exercer funções meramente burocráticas e não pisava dentro de uma nave nos últimos dois anos. Mas Shatner exagerou um pouco e como resultado temos um Kirk completamente diferente do que era na série. Um estranho e quase irreconhecível Kirk. O personagem, para alívio dos fãs, foi “ressuscitado” no segundo filme como o Kirk que conhecíamos.

Quanto à função de diretor, Shatner deixa ainda mais a desejar. O quinto filme para cinema, “A Última Fronteira”, é uma coletânea de erros e uma aula de como não fazer um filme. Na verdade o filme não é tão ruim assim, mas os erros cometidos por Shatner são imperdoáveis. O ator/diretor culpou a Paramount e o orçamento reduzido que lhe foi disponibilizado pelo fracasso. Foi um modo de lavar as suas mãos e até certo ponto é verdadeira essa alegação, pois se o orçamento fosse maior teríamos efeitos especiais de verdade, melhores e mais variados cenários, e isso melhoraria substancialmente o filme, pelo menos esteticamente. A Paramount, por sua vez, acusou Shatner de administrar mal o orçamento, que estourou muito cedo. Mas a raiz do problema é o roteiro. A história é tola, manjada, e renderia um episódio fraco para a TV, quando muito. A edição é precária e tem cenas sem importância que duram uma eternidade, como por exemplo a cena do acampamento na floresta que persiste até um quarto da duração do filme, e a história nem tinha começado ainda. Os diálogos são igualmente péssimos e ainda temos que aturar aquele flerte que Uhura dá em Scotty. Acho que Shatner nunca prestou muita atenção no universo de Jornada nas Estrelas onde ele convive há mais de 35 anos.

O único ponto do quinto filme que pode ser aproveitado são alguns bons momentos entre Kirk, Spock e McCoy. A amizade deles é bem realçada no filme e isso é um ponto positivo.

Leonard Nimoy:Sem sombra de dúvida o melhor ator da Série Clássica. Encarnou o personagem de Spock à perfeição. Sempre se preocupou com o desenvolvimento da série, tendo sido um dos maiores colaboradores para criar a cultura Vulcana. Foi Nimoy quem criou o elo mental, o cumprimento vulcano e a pinça vulcana.

Uma de suas melhores atuações reside no episódio “The Naked Time”, em que um vírus toma conta da tripulação da Enterprise, fazendo com que seus sentimentos mais profundos venham à superfície. Eu considero esse episódio muito exagerado, mas Nimoy se destaca nos momentos em que Spock perde o controle sobre suas emoções. Efeito semelhante ocorreu com o personagem em “This Side of Paradise”, mas sem o mesmo impacto e a profundidade do episódio anterior.

Nimoy demonstra seu bom humor ao eleger como seu episódio favorito “Spock’s Brain”. Nesse episódio o cérebro de Spock é roubado por mulheres alienígenas que pretendem usá-lo para controlar seu mundo. Temos a bizarra imagem de um Spock “desmiolado” sendo comandado por controle remoto. É sem dúvida um dos piores e ao mesmo tempo o mais hilário dos episódios já produzidos. Imaginem o esforço de Nimoy para conter as risadas durante as cenas em que anda feito um zumbi.

Como diretor Nimoy também fez um excelente trabalho ao dirigir os filmes III e IV. Muitos fãs criticam o terceiro filme, mas eu o considero muito bom, pois tem um senso de aventura e misticismo que poucos ou até mesmo nenhum filme de hoje em dia sabe proporcionar. Os efeitos especiais podem ser imperfeitos, os vilões Klingons caricatos demais, as situações forçadas demais etc., mas é um típico filme de ficção dos meados dos anos 80, ou seja, divertido e descontraído. Já o quarto filme é sem dúvida, como muitos já disseram, uma pérola de humor dos anos 80; é um programa muito divertido, inteligente e contém uma mensagem ecológica que era principalmente importante na época de estréia do filme. Em ambos os filmes Nimoy soube dosar muito bem os elementos de aventura, ação, humor e ficção científica. Foram bons trabalhos de uma pessoa extremamente competente.

DeForest Kelley: Um ator razoável e competente, antes de Jornada fez vários papéis secundários em westerns.

No começo da série Kelley exagerava demais. A maioria das caras que ele faz durante o episódio “The Corbomite Maneuver” é risível. Para qualquer coisa que ele escuta ou vê nesse episódio suas sobrancelhas se erguem e ele faz cara mista de surpresa e curiosidade. Mais tarde esse gesto de erguer as sobrancelhas passou para Spock, sendo uma de suas marcas registradas.

Assim como Shatner, Kelley também passou a interpretar de maneira mais descontraída, mais natural, em meados do primeiro ano.

Acho difícil eleger o episódio que possui sua melhor interpretação como McCoy. Muitos fãs elegeram “For the World is Hollow and I Have Touched the Sky”, mas ouso discordar. Nesse episódio McCoy teve mais destaque do que eu qualquer outro, mas não diria que é o melhor trabalho de Kelley por esse fato. Eu diria que sua melhor interpretação foi no episódio “Bread and Circuses”, e não no contexto do episódio inteiro, mas simplesmente por uma única frase em que McCoy confronta Spock — “Sabe por que você não teme morrer, Spock? É porque você teme ainda mais viver”. A intensidade em que ele profere a frase é digna de a colocarmos como a melhor frase de McCoy em toda a série.

Uma de suas piores interpretações foi no episódio “The City on the Edge of Forever”, onde McCoy é acidentalmente drogado e sofre um surto de esquizofrenia. E dá-lhe caretas e gritos. Fora isso, esse é um dos melhores, senão o melhor, episódio de toda a série.

James Doohan: James Doohan é, sempre foi e sempre será Scotty.

O sotaque escocês que ele criou para o personagem é impagável, assim como suas reclamações quando Kirk ordenava que ele fizesse o impossível na engenharia.

No filmes para o cinema Doohan conservou todo o carisma de Scotty e até fez interpretações de qualidade, principalmente nos filmes II e VI. Uma frase que nunca esquecerei, pois me deixou impressionado, foi a impressão, nos sexto filme, que Scotty fez da filha do Chanceler Gorkon: “That Klingon bitch killed her own father!” (”Aquela cachorra Klingou matou o próprio pai!”). Uma frase bem forte, e de notável efeito, que mostrou um lado de Scotty que não conhecíamos.

Na Nova Geração Doohan fez uma emocionante e inesquecível aparição como Scotty. Foi uma das mais belas homenagens que uma série contemporânea de Jornada fez à Série Clássica. Outras homenagens foram nos episódios “Sarek” e “Unification”, ambos também da Nova Geração; e “Blood Oath” e “Trials and Tribble-ations”, da Deep Space Nine. Voyager teve também seu episódio comemorativo da Série Clássica, intitulado “Flashback”, mas eu dificilmente chamaria aquilo de homenagem e sim de abominação pela tamanha falta de respeito perpetrada contra a Série Clássica.

O pior momento de Scotty, e talvez seu único, foi a ridícula cena em que ele bate a cabeça no corredor da Enterprise, no quinto filme para o cinema, e desmaia em conseqüência. Não se pode culpar Doohan em hipótese alguma por essa “cena” e sim o roteirista e diretor do filme, ambos William Shatner.

George Takei: O único mérito de Takei é a sua voz, forte e autoritária. Fora isso não vejo nenhuma qualidade de bom ator. Sempre o considerei inexpressivo e sem carisma.

Acho que a sua melhor e única verdadeira atuação foi como o capitão Sulu no sexto filme para o cinema. Ele até impressionou um pouco, marcando uma certa presença nesse filme. Mas por outro lado o achei terrível no episódio “Flashback”, de Voyager.

Takei é visto por muitos fãs, inclusive por mim, como um oportunista, cuja vida atualmente vira em torno de aparecer em convenções para fazer lobby para a criação da série do capitão Sulu. Sua aparição no Brasil em 1996 foi no mínimo catastrófica. Com aquele sorriso forçado (e falso), fazendo sinal de cumprimento Vulcano a cada 30 segundos, contando piadas sem graça e esgotando a paciência de qualquer pessoa com sua obsessão pela série do Sulu; é uma péssima idéia que todo mundo já percebeu, menos ele.

Nichelle Nichols: Eu mesmo não chamaria Nichelle de atriz, e sim de enfeite na ponte da Enterprise. Uhura foi uma personagem que não fez absolutamente nada durante a série, ficando restrita a fazer cara de medo e abrir comunicações.

Suas piores interpretações foram nos episódios “Space Seed”, “The City on the Edge of Forever” e “Plato’s Stepchildren”.

Talvez a maior contribuição de Uhura na série tenha sido justamente no episódio “Plato’s Stepchildren”, pois o beijo com Kirk foi o primeiro beijo interracial da história da televisão norte-americana. Isso é de indiscutível importância.

Interessante é que Uhura ficou bem mais interessante nos filmes para o cinema. O amadurecimento da atriz com certeza teve suas influências e ela não parecia mais assustada com a câmera de filmagem. Mesmo não tendo uma participação tão importante nas histórias ela marcou um pouco mais de presença na ponte e até ganhou algumas frases interessantes. Ressalte-se ainda que Uhura ajudou a bolar o plano para destruir a nave Klingon camuflada no sexto filme para o cinema. É um dos pequenos toques que fazem com que personagens secundários ganhem um melhor destaque.

Walter Koenig: Koenig foi o maior exemplo de que o carisma se sobrepõe a canastrice. O ator tem simpatia de sobra e o sotaque russo tinha seu charme.

Interessante é o fato de Gene Roddenberry ter criado o personagem de Chekov devido às reclamações de alguns soviéticos de que era injusto uma nave com uma grande diversidade de raças não contar com nenhum russo a bordo, ainda mais sendo eles os pioneiros na era espacial. Entretanto, sempre que Chekov fazia um comentário sobre a história ou a importância de seu povo (comentários esses nacionalistas e não comunistas, pois estávamos em plena Guerra Fria), os demais personagens riam ou simplesmente o olhavam com uma cara de “e daí?”, mostrando sua indiferença. Também era muito comum Chekov mencionar por equívoco algum fato histórico da Rússia ou algum feito de uma famosa personalidade daquele país para em seguida ser corrigido por Kirk ou Spock, que diziam que na verdade tal fato ou ato fora de autoria de algum americano ou inglês. Além disso, Chekov era um típico russo americanizado, tendo direito até mesmo a um penteado típico dos Monkees.

O carisma do ator, pelo menos, fez com que Chekov não se tornasse mais uma relíquia da Guerra Fria, sendo um dos personagens mais queridos pelos fãs.

Um dos melhores momentos do personagem foi no sexto filme, em que ele acusa um tripulante de sabotagem citando a Cinderela e o obriga a calçar a bota usada pelo verdadeiro sabotador. É impagável.

Seus piores momentos são todos em que ele grita de dor –vide o episódio “Mirror, Mirror”, em que Chekov é torturado, e no primeiro filme para o cinema, quando ele queima a mão no console. É insuportável.

Artigo originalmente publicado no conteúdo clássico do Trek Brasilis.

Compartilhe:
  • E-mail this story to a friend!
  • Digg
  • Rec6
  • del.icio.us
  • Technorati
  • Facebook
  • Live
  • Google
  • Print this article!

Categorias: Star Trek |

29 comentários a “Atores da Série Clássica: carisma vs. desempenho”

  1. Valter afirma:
    9 de Outubro, 2008 às 5:20 pm

    Tudo bem que eles têm limitações mas você exagerou. Eu fui na Convenção do Takei quando ele veio ao Brasil e não vi nada “catastrófico”, pelo contrário.

  2. Severino afirma:
    9 de Outubro, 2008 às 5:56 pm

    Será que vai ter alguma matéria das belas moças que passaram por jornadas?

  3. mariana afirma:
    9 de Outubro, 2008 às 6:47 pm

    Credo…eu não sabia que o Takei é visto desse jeito! realmente no quesito bom ator…ele deixa um pouco a desejar…mas sei lá…né, eu achei que ele fosse legal, gente boa assim como alguns atores de ST que têm fama por serem gentis e simpáticos.

  4. VERDE afirma:
    9 de Outubro, 2008 às 7:12 pm

    Eu gostei muito da matéria e concordo com quase tudo. A definiçao do Shatner foi ótima, sempre tentei me expressar deste modo e nunca consegui, exatamente, o que foi escrito.
    Porém, sou extremamente fan de THE CITY ON THE EDGE OF FOREVER e, apesar de nao achá-lo absolutamente perfeito, o acho maravilhoso em todos os sentidos, desde a interpretaçao do Kelley até aa pequena participaçao dos outros tripulantes.

  5. Victor afirma:
    9 de Outubro, 2008 às 7:27 pm

    Luiz Felipe… pegou pesado com o probre do Takei, não vejo porque chamá-lo de oportunista, deixa o cara na dele, o personagem é até simpático e querendo ou não, ele será o eterno Sr. Sulu, mesmo que venha a fazer muitos outros papéis. Se ele não consegue desvincilhar do universo de ST, nada mais justo do que lucrar com essa imagem.

    Aliás, gostei da atuação dele como pai do Hiro Nakamura em Heroes, por lado outro, nunca passou pela minha cabeça esses anos que ele era gay, fato esse revaldo recentemente… ainda mais com aquela voz forte e autoritária, como ficou comentado na matéria.

  6. Aquiles afirma:
    9 de Outubro, 2008 às 7:55 pm

    Sei que é uma pergunta fpora do tópico, mas alguém poderia me explicar como a federação mandou cientistas estudarem o Borg 20 anos antes (USS Raven em Voyager) da Federação ter um primeiro contato com a espécie no episódio da nova geração Q-Who?

  7. Daniel Castilho afirma:
    9 de Outubro, 2008 às 10:25 pm

    Parabéns pelo artigo!

  8. Marcos Jacoby afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 1:21 am

    Quanto aos comentários do Walter Koenig, só lembrando que com o tempo pode-se aprender com os erros…
    Quem o viu em Babylon 5 como eu, ficou surpreso…
    Ele encarnou a personagem Bester de tal forma que sinceramente eu acabei desconectando ele do Chekov…

  9. J.F. Souza afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 7:42 am

    Adorei a matéria. Foi escrita com maestria… Mas eu acho que você pegou pesado com os atores…

    :-)

    Não sei se é porque eu adoro todos eles e entendo pouco da arte de atuar, o que provavelmente não me fez ver todos esses defeitos… Mas isso para mim não importa, eles são perfeitos independente de tudo isso, e eu não os trocaria por atores julgados melhores na arte cênica…

  10. VERDE afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 8:13 am

    Temos que considerar que o seriado teve dificuldades de orçamento e público, os atores eram quase que totalmente desconhecidos na época. O George Takei, por exemplo, fez pontas em Viagem ao fundo do Mar, enquanto o Shatner fez Além da Imaginação, nisso alguns se destacaram e outros não. A participação da Nichelle Nichols lhe garantiu um bom emprego, durante muitos anos, como relações públicas da NASA, ela não era boa atriz, mas aproveitou bem a oportunidade que teve. Ela era uma negra belíssima e somente a visão dela nos remete a ST pois ela nunca mais participou de nada (pelo menos que eu tenha visto). Vê-la em ST III é um grande prazer para mim (sua participação foi pequena mas gostei muito) e não gosto de ler falando mal dela (mesmo sendo tudo verdade) pois o importante foi o que ela fez em meio a todas as dificuldades de produção, sendo que, diga-se de passagem, foi muito importante para a TV de todo mundo. ST ultrapassou toda a lógica pois poderia ter sido outro seriado de SciFi medíocre diante de tudo isso que já exaustivamente comentado, mas não foi, e cada um desses atores ruins fizeram o melhor que puderam. Vamos homenageá-los como seres humanos (que são) e agradecer pela herança que nos deixaram: Uma franquia de 40 anos, com mais de 700 estórias, cuja a maioria são o suprasumo de SciFi na TV/cinema. Não critico a crítica, somente devemos analisar as proporções, pois o tipo de filme, orçamento, seriado/TV, não admitiam contratar nenhum Robert de Niro da vida e conseguir um Leonard Nimoy já foi uma vitória.
    Outro dia pequei o DVD da Noviça Voadora e me surpreendi pois tinha uma idéia totalmente diferente do seriado. Ele é horrível e muito infantil, mas tinha a futura ganhadora de Oscar, a atriz Sally Field, este foi um caso raro dentro dos seriados, uma em mil, e exigir de ST o mesmo que isso, diante destas condições é, realmente, pedir demais.

  11. JOSE RENATO afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 9:50 am

    A matéria sobre o nosso Capitão é muito pejorativa. Ele interpretava um papel da forma que o roteiro exigia ou Jornada não tinha roteiro nem direção? Você colocou sua antipatia do Capitão e não do personagem. A sua descrição do Kirk é mal feita e ridícula. Vai ver Barrados no Baile, tem mais ver com você, que não gosta definitivamente de Star Trek!!!!!!

  12. JOSE RENATO afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 9:54 am

    Não entendo algumas pessoas nesta lista que tem a função de sempre meter o pau na TOS e em Shatner. Se não gostam da série nem do ator, vão achar outra série para ver e falar as suas asneiras. Vocês estão, sempre, enchendo o saco de quem gosta de TOS. Vão fazer coisas mais produtivas, ao invés de ficar criticando sempre as mesams coisas com os mesmos argumentos fajutos… Star Trek é ficção e não filme de arte. Vão ser chatos assim da PQP!!!!!!!

  13. Raul Mamoru afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 11:02 am

    Membros da Mesa da Federação e à todos os Oficiais de Frota presentes:

    Acredito que a análise de Star Trek nesta matéria foi executada de modo realista e independente.

    Vejo boas críticas, mas não observações negativas.

    A análise e comparações foram feitas em comparação à luz da realidade profissional de outros atores da época.

    É lógico que os nossos heróis não eram grandes atores, isso assumimos.

    Sendo assim, a matéria fala sem tons pejorativos, sem se valer do típico discurso de fã.

    É natural que o conteúdo da matéria acima atinja o nosso coração de fã, mas temos que manter o discenimento entre o lado do entretenimento e as abordagens de cunho técnico/profissional.

  14. mariana afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 11:57 am

    Meu caro colega Jose Renato, que tal conter um poucos os ânimos? já entendemos claramente que vc é fã de TOS, assim como a grande maioria participativa desse fórum, e de fato o discernimento e o bom senso fazem parte de todos que aqui se fazem presente, sou uma ardorosa fã de Jornada a uns 13 anos e participo desse fórum há alguns meses e já me deparei com opiniões e artigos com os quais não concordei muito, mas vai fazer o quê? aqui no Brasil existe algo chamada direito de livre expressão, liberdade de imprensa…aquela pela qual lutamos tanto na época da ditadura, devemos contestar? claro! é nossa obrigação como cidadãos bem informados mas sem criar situações desagradáveis com pré julgamentos infundáveis. Acho que o Raul expressou-se bem qndo disse : “É natural que o conteúdo da matéria acima atinja o nosso coração de fã, mas temos que manter o discenimento entre o lado do entretenimento e as abordagens de cunho técnico/profissional.” Esta foi a mosdesta opinião de uma colega TREKKER, ah!e que tb é fã de seriados derivados de Barrados…The O.C entre tantos!! Até mais.

  15. Giuseppe afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 12:15 pm

    Primeiramente, antes de fazermos um cometário sobre a atuação de Nichelle Nichols, vale lembrar que na decada de 60, tinhamos uma cultura mundial extremamente racista e ela foi a primeira negra a ter um papel de destaque, mesmo não parecendo ter. Se não me engano a presença dela em TOS foi inspiradora para a nossa querida Whoopi Goldberg. Já vi um documentário que a Whoopi comenta a primeira vez que viu TOS e viu a TENENTE UHURA e por causa dela, ela se tornou fa de TOS e topou na hora entrar em STNG.
    Quanto ao restante, vamos ser honestos, com as dificuldades da epoca TOS foi incrivelemente fantatisto e seus atores também, tanto que em mais nada eles se identificaram. George Takei será sempre o Sulu, Bill Shatner, será sempre KIRK, Leonard Nimoy chegou a ter crise de identidade em relação a SPOCK, e dái vai…
    Hoje quando alguem (ator) aceita entrar em algum papel continuo de destaque no mundo de Jornada, tem que ter consciencia que isto o marcará para sempre e lidar com essa marca nem sempre é facil.

  16. VERDE afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 12:50 pm

    Raul e Mariana
    Estou com vcs.
    Acho que o trekker não precisa baixar o nível para expressar suas opiniões e descontentamento.
    O objetivo aqui é trocar informações de algo que todos gostamos … para que apelar?

  17. Marcos afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 1:10 pm

    Não concordo em número e grau.
    Considero Kelley não somente carismático, mas um ótimo ator. Prova disso é o espaço que ele conquistou ao longo de TOS ao lado de dois GIGANTES da telona: SHATNER E NIMOY. Sinceramente são poucas as pessoas do cinema que podem se equiparar a essa turma, que com certeza foi o melhor elenco com as melhores histórias e atuações de Star Trek!

    Foi mutio chato ler as duras críticas sobre Takey nesse espaço dedicado a fans de Jornada ou a chateação contra a Nichelle ou Shatner. Fora também o decepcionante curto espaço dedicado ao nosso querido doutor (apesar de que, pensando melhor, eu nem gostaria que se tivesse dedicado mais espaço nessa matéria a ele…)
    Aliás se formos pela opnião da mídia ou dos “especialistas” sobre o que é SER BOM ATOR, o que é UM BOM FILME… estaríamos todos num site chamado MISSAOIMPOSSIVEL3BRASILIS falando da performance de Tom Cruise ou TITANICBRASILIS comentando sobre os 11 oscar…
    VIVA TOS! VIVA SHATNER!
    Abraço a todos!

  18. Marmolaro afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 1:55 pm

    Pô cara, também acho que pegou pesado. Dizer que foram atores ruins.. não concordo. Não sou nenhum tremendo crítico de cinema, mas não acho que os atores de TOS sejam lá muito diferentes em qualidade de TNG. Alguém aí já viu o Shatner em “Twlight Zone”? Alguém aí gostou do Patrick Stuart em “Dune”. Fui na convenção com o Takei e achei super divertido sem dizer que ele deu uma de bufão. Well… well…..

  19. Luís Henrique Campos Braune afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 2:07 pm

    Uma coisa é certa: ST e TOS tem fâns apaixonadaos.

    Só lembrando algumas coisas:

    - temos liberdade de expressão;
    - este artigo é antigo, é uma reedição;
    - todos sabemos das limitações da série e dos atores, mas apesar disto, ela repercute até hoje;
    - temos que ser educados;
    - lembrar que houveram bons e maus episódeos, bons e maus momentos de atores;
    - nada é perfeito, nem qualquer outra série de ST; e
    - devemos ser agradecidos pelo trabalho que todos desempenharam em TOS.

    Quanto ao artigo, digo o seguinte:

    - apesar de respeitar a opnião do Luiz Felipe e acreditar que ele o fez de forma imparcial, ficou a tônica do negativismo; e
    - faltou falar sobre o que sempre leio sobre Kelley: que ele era um homem muito gentil.

  20. Luís Henrique Campos Braune afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 2:10 pm

    Post 17: “Alguém aí gostou do Patrick Stuart em Dune”?

    Eu vi e achei horrível. O cara não devia estar em um bom momento. Patrick é mais ator em palco, teatro. Mas, com certeza, Picard deve muito a ele, ficou excelente seu trabalho como capitão.

  21. VERDE afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 2:36 pm

    E eu pergunto, que seriadinho tem atores de deixar a boca aberta? Mesmo os mais recentes…
    O cara do Monk ganhou 2 vezes o Emmy, alguém lembra dele no Gattaca? O Hugh Laurie também ganhou mas chamou a atenção no “Pequeno Stewart Little” ou no “101 Dálmatas”? Em verdade, ator de seriado tradicionalmente é até mal falado em Hoolywood. Rock Hudson aceitou por que não tinha mais trabalho, Kiether sutherland tb ñão se destacou, fez alguns trabalhos e sumiu até aceitar o “24 horas”. Então não é nenhum fim de mundo falar que são atores medianos para ruim e, para falar a verdade, os comentários nem deveriam ser sobre isso. A performance deveria ser avaliada dentro da realidade dos seriados de TV.

  22. Marcos afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 2:53 pm

    Fazer seriado é muito mais difícil do que filme também. Que o digam os Ferengis de DS9. Com certeza é mais fácil arrumar atores novatos para aguentar a parada dura do que “estrelões” da crítica.

    Esse é o primeiro argumento que humildemente uso para discordar de vc VERDE…. quando vc diz:
    “Então não é nenhum fim de mundo falar que são atores medianos para ruim ”

    Temos inúmeros exemplos de seriados com atores incríveis, como FRIENDS, por exemplo, o sexteto era fenomenal(claro que não podemos tirar mérito do trabalho de roteiristas, diretores e etc…)… temos também os Tres Patetas… Eugene é um Gênio(é esse o nome?)… e mesmo 24 horas não deve em nada para os filmes de ação, bem como seus atores.

    É esse trabalho árduo do dia a dia que também se revelam grandes atores, aqueles que um dia serão da poltrona milionária que filmam em uma semana e vão embora… e convenhamos que é muito mais difícil manter boas histórias em todos os episódios de um seriado, o que compromete também o desempenho dos atores.

  23. Marcos afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 2:55 pm

    “É esse trabalho árduo do dia a dia que também se revelam grandes atores, aqueles que um dia serão da poltrona milionária que filmam em uma semana e vão embora…”
    Como Shatner, Nimoy, Kelley, Dohaan…

  24. Julia afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 3:24 pm

    Nem comento nada da atuação do Patric Stewart em Duna. O filme não é tão bom assim e tem um detalhe: não me parece o papel mais adequado para o Patric Stewart. Gurney Halleck é um personagem capaz de matar com a mesma habilidade com que toca baliset. Vocês realmente conseguem ver o Patrick Stewart interpretando um personagem desse em qualquer época que seja?

  25. Flávio Fernandes afirma:
    10 de Outubro, 2008 às 5:37 pm

    Não concordo com a matéria sobretudo sobre Shatner. Alías é díficil para mim criticar Shatner. O cara era tudo que eu queria ser na vida, meu heroi indiscutível desde os 10 anos até agora aos 40.

    Shatner é Kirk e Kirk é 80% de Jornada.

    É balela esta questão que Shatner é pior que Patrick Stewart. Olhe, realmente para Jornada ele não é nada inferior mesmo. Pode ser para a critica, ou num teatro com uma peça chata de Shakspeare para para nós, Trekker, Kirk sempre foi o melhor e maior de todos inclusive em relação a Spock - Nimoy que adoro também.

    Não vou nessa, e repito: Para Jornada quer na série clássica quer nos filmes Shatner-Kirk é o melhor e iconico.

  26. VERDE afirma:
    11 de Outubro, 2008 às 9:27 am

    Vou ser sincero, gostaria muito de ser Kirk, mas não gostaria de ser o Shatner.

  27. Aline afirma:
    11 de Outubro, 2008 às 1:56 pm

    José Renato,

    Get a life! Urgentemente.

  28. Anderson afirma:
    13 de Outubro, 2008 às 10:53 am

    Na verdade, acho que a questão é que TOS e TNG sao series muito distintas. Quem gosta de uma normalmente tem sérias criticas quanto a outra. Eu, por exemplo, adoro TOS e acho TNG um saco. O Picard pra mim dá sono de ver. Não consegue resolver nada por conta própria e vive pedindo ajuda aos “universitários” em qualquer situação. Kirk já era um cara de ação. Aparecia um problema e ele já saía resolvendo. É gozado como se perde tempo descendo a lenha nos atores da série original, mas vivem endeusando os da nova geração. Por que não criam um tópico para falarem mal de Picard e companhia?

  29. VERDE afirma:
    14 de Outubro, 2008 às 7:48 am

    Eu concordo que são diferentes, mas que adianta querer copiar a si mesmo. Fico satisfeito que sejam diferentes, respeitando o “estórico” de ST. Gosto das 5 séries, só não gosto do Animated.
    Kirk, Pickard, Riker, Spock, Sisko, Janeway. como diz um amigo meu não trekker: cada minuto de filme é um minuto de prazer.

Comente

Use esta ferramenta para fazer seus comentários sobre os artigos e postagens no Trek Brasilis.

Quaisquer opiniões divergentes não são apenas permissíveis como encorajadas, mas certifique-se de que aquilo que posta seja realmente isto: opiniões. Pois qualquer colocação sem boa argumentação, sem evidências que a suportem e sem conhecimento do que se fala não pode ser classificado como opinião, mas sim como mero pitaco.

Os comentários são passíveis de moderação pela equipe do TB, aplicando para isto as Normas de Uso gerais do Fórum Trek Brasilis. Xingamentos gratuitos e quaisquer outras atitudes nocivas que podem ser classificadas com trollismo será algo que a equipe de colaboradores pode bloquear.