Star Trek: elenco de peso na dublagem nacional
Jornada nas Estrelas faz parte da minha vida desde que me entendo por gente. Não consigo me lembrar de uma época em que Federação, Frota Estelar, Kirk, Spock, McCoy e uniformes coloridos para viagens espaciais não fizessem parte do meu mundo. E, no meu mundo, Jornada sempre foi mágica: todos falavam a minha língua – o que fazia todo o sentido do mundo, uma vez que o universo trekker apresenta a tecnologia absurda dos tradutores universais.
Era uma época em que só conhecia minha própria família como admiradora de Jornada, não sabia se existiam outros fãs, tampouco poderia cogitar como era seu relacionamento com a linguagem empregada pelo capitão Kirk e a tripulação da Enterprise. Aos poucos, descobri o trabalho de dublagem e vi que não era coincidência que todos os desenhos e filmes a que eu assistia falassem a minha língua e, aos poucos, desenvolvi um grande amor por essa arte. E é por isso que hoje me ponho como alvo num possível fogo cruzado entre dois grupos de fãs a que pertenço para discutir a dublagem do filme Star Trek (2009), de J.J. Abrams.Antes de nos atermos a uma discussão do filme, abramos um parêntese importante. Há quem reclame de o filme chegar dublado a algumas salas de exibição, principalmente por uma parte mais extremista do fandom que despreza essa arte. No entanto, há dois anos, saiu resultado de pesquisas feitas junto ao público dos cinemas, nas quais se chegou à conclusão de que grande parte das pessoas prefere assistir a filmes em sua própria língua e não com legendas. Nos últimos dois anos, estamos vendo filmes com grande valor comercial chegarem ao Brasil nas duas versões. Não se trata de um caso de indignação, trata-se de um caso de respeito (certo, um caso de querer arrecadar mais dinheiro no Brasil) e de tornar as coisas mais democráticas e de maior alcance. Para os fãs de dublagem, isso é uma conquista, é a chance de não se sentir excluído ao escolher sair para assistir a um filme. Fechemos o parêntese.
Ao pesquisarmos sobre esse trabalho – olhando fichas sobre a produção – temos as seguintes informações: gravado nos estúdios da Delart (Rio de Janeiro), direção de Guilherme Briggs, que também atua no processo de tradução ao lado da tradutora de longa data de Jornada nas Estrelas, Cristina Nastasi. O fã de ambos os assuntos, ao ler essas informações iniciais, logo vive uma belíssima expectativa positiva: com esse comando no time, não há como a dublagem do filme ter ficado ruim! A Delart é um estúdio sério, responsável por várias dublagens de qualidade (atualmente, no Rio de Janeiro, junto com a Wan Marcher seria o estúdio com melhor qualificação no meu ranking pessoal de dublagens preferidas), incluindo aí filmes da Disney. Briggs dispensa apresentações junto ao público trekker: fã da franquia, primeira voz de Worf (Nova Geração) e Quark (DS9), diretor de dublagens consideradas ótimas pelos fãs e um dos dubladores mais queridos da internet, principalmente por seus personagens em desenhos animados (Freakazoid, Daggett de Castores Pirados, Cosmo de Padrinhos Mágicos, etc). Completando as garantias de trabalho de qualidade, uma tradutora experiente e igualmente fã, responsável pelo trabalho de tradução da redublagem da Série Clássica pela VTI Rio.
No aspecto técnico, não tenho muitas reclamações a fazer. Em filmes de ação, muitas vezes o barulho de explosão ou outros efeitos sonoros e sons ambientes acabam por ficar em um volume mais alto do que o das falas, porém esse não foi o caso de Star Trek. Conseguimos ouvir as falas em diferentes trilhas de volumes de som – afinal de contas, não podemos presumir que quem não está no foco principal da cena tenha destaque no áudio. Só me pareceu haver uma rápida “batida de boca” (dessincronia entre imagem e som) de um personagem ponta no momento do ataque à USS Kelvin, porém foi tão rápido e eu prestava atenção a várias coisas ao mesmo tempo, que pode ter sido uma pequena defasagem minha, resultando numa “ilusão auditiva”. Não tive acesso a uma longa lista de elenco, porém me pareceu que, infelizmente, houve, senão repetição, uso de algumas vozes femininas parecidas em vozerios e em pontas bem pequenas. Se não houve, peço desculpas ao diretor por estar falando isso.
O assunto principal do meu texto, contudo, são os personagens principais do filme. No fórum desta casa, eu critiquei bastante o desenvolvimento, interpretação e criação deles. Minha percepção sobre o assunto não mudou: continuo não conseguindo sentir-me identificada com eles, ainda destaco Uhura e McCoy como melhores, além de, após assistir novamente à obra cinematográfica de Abrams, Christopher Pike. Excetuando-se esses, os personagens pouco me dizem. Minha análise dos dubladores leva em consideração esse aspecto, afinal de contas, por mais que um dublador possa dar mais cor a um personagem um tanto apagado, ele é um dublador, não um fazedor de milagres!
O ator Chris Pine interpreta um jovem James Kirk que, tanto pelas situações do roteiro quanto por seu próprio trabalho de criação, não passa de um adolescente rebelde, brigão e metido a conquistador. Novamente, não o acho parecido com o Kirk de Shatner, parece-me mais um estereótipo do adolescente que cresceu sem o pai, que, em vez de tentar provar ao mundo seu valor, resolve simplesmente que não se importa com que os outros pensem, mas é só chegar alguém mais velho, uma possível figura paterna, para sentir-se determinado a mostrar das maneiras mais tortas que, na verdade, é um grande sujeito. Não se sabe como, mas a figura paterna em questão – Christopher Pike – se convence com aquela exibição de “coragem e determinação”, que não é nada mais nada menos que uma briga de bar contra quatro brucutus cadetes da Frota.
O responsável por dar uma voz brasileira a esse personagem é Marcelo Garcia, um dublador que vem se destacando nos últimos dez anos como dos melhores de sua geração. Ele confere ao jovem Kirk a prepotência da rebeldia, em muitos momentos sua voz dá a dimensão real de um garotinho que não gosta de ser contrariado, mas que finge que não está nem aí para a opinião alheia. Percebemos também a determinação e a insubordinação do personagem nos momentos em que são necessários, a galhofa no momento do Kobayashi Maru, o “falar fofo” no momento da língua anestesiada. Sua voz combinando perfeitamente com a expressão facial e corporal de Pine, além de também combinar com a aparência do ator original. Uma escolha simplesmente aprovadíssima. Em suma, um dos destaques da dublagem brasileira de Star Trek.
Uhura vem representada por Priscila Amorim, outro grande destaque na dublagem carioca. Vale salientar que Amorim é responsável por nada mais nada menos que a voz de Starbuck na dublagem da nova série de “Battlestar Galactica”, uma personagem feminina forte, que exigiu bastante tanto da atriz Katee Sackhoff quanto de sua voz brasileira. Nossa querida xenolinguista desse filme não é simplesmente a beleza feminina negra que está sempre na ponte e com uma ou outra fala que poderia ter sido proferida por qualquer outro personagem. No filme de Abrams, Uhura ganha um papel de destaque, passa a ser uma jovem mulher apaixonada, determinada e profissional competente. Priscila Amorim, no auge de sua experiência, consegue passar na voz todas as características e emoções dessa nova Uhura, que tanto me fizeram admirá-la e esperar que o papel seja mais bem desenvolvido nos filmes futuros. A melhor dubladora feminina do longa, sem sombra de dúvidas.
Para fechar os destaques, Hélio Ribeiro (cujo principal “boneco” é Steve Martin) e sua voz inconfundível no papel de capitão Pike. Bruce Greenwood emociona com esse papel e Ribeiro consegue passar o ar paternal e professoral de Pike quando acompanhado de James Kirk. Ou mesmo sua admiração por George Kirk, na cena da briga de bar. Se os olhos de Greenwood expressam o “mover de engrenagem” (citado por Luiz Castanheira em seu NutCast) e se o ator nos faz sentir nítidas sua verdade e convicção em estar nesse papel, a voz de Ribeiro as transporta para a nossa realidade tupiniquim. Não há como duvidar que, assim como Greenwood, Ribeiro “é também” o capitão Christopher Pike.
Juntamente a Hélio Ribeiro, Mauro Ramos nos emociona no papel do vulcano Sarek, não comprometendo a interpretação de Ben Cross e fazendo a fala sobre ele amar a esposa e esse ser o motivo de ter casado com ela soar ainda mais real para mim, pois não soou como algo jogado. Percebemos a verdade do sentimento e da dificuldade de falar abertamente sobre o assunto. Seu belo desempenho não foi uma novidade, uma vez que Ramos dispensa muitas apresentações, embora eu cite os seguintes trabalhos: dublador de Yagami em “Death Note” (anime), do Shrek em “Shrek Terceiro”, dentre vários outros trabalhos primorosos.
Não tenho informações de quem tenha dublado Scotty, porém não se podem tecer grandes críticas negaticas à sua atuação. Nos vários momentos de humor do papel, consegue convencer a plateia de que aquele é um momento de rir, sem grandes esforços. O que é lamentável é o desenvolvimento do engenheiro no próprio roteiro, tornando-se apenas alívio cômico em tiradas pouco inspiradas.
Assim como no elenco original, a dublagem traz pontas especiais, como a belíssima voz de Miriam Ficher em Amanda, a mãe de Spock, personagem que coube a Winona Ryder. Apesar de uma pequena participação, nota-se o brilhantismo da atuação de Ficher em suas poucas falas. Infelizmente, o brilho é ofuscado por sempre contracenar com Spock, pois nos soa muito mais natural que Spock com a voz de Briggs seja pai de Amanda de Ficher do que o contrário. Ricardo Schnetzer – mais conhecido como a voz oficial de Tom Cruise no Brasil – também faz uma ponta de luxo (maior do que a de Ficher), no papel do segundo em comando da Narada, deixando-o bem mais ameaçador que Nero.
Posso estar enganada, porém creio que ouvi a voz de um dublador de Jornada dos tempos da VTI logo no início da transmissão, na cena da batalha da Kelvin com a Narada. Juro que ouvi a voz de Ricardo Juarez no engenheiro da nave condenada. Para quem não se lembra, Juarez foi responsável pela voz de Tom Paris em Voyager. Se ele não estava presente, novamente peço desculpas ao diretor.
Seria ótimo escrever todo um texto apenas com elogios. Contudo, não podemos fechar nossos olhos para participações menos memoráveis no elenco de dublagem. Uma das maiores decepções nessa produção foi, sem dúvida alguma, o desempenho de Guilherme Briggs. Sabendo de seu talento e competência em inúmeros trabalhos, apesar de antemão percebermos que sua voz não se encaixa perfeitamente no ator Zachary Quinto, sentimo-nos inclinados a deixar esse “detalhe” de lado. Porém, uma vez que acompanhamos a projeção, é inevitável um sentimento de frustração. Essa impressão de que a voz de Briggs não combinará com o rosto de Zachary Quinto é logo constatada: sua voz é muito grave, não nos convencendo de, caso Quinto falasse português, o faria com voz similar. O personagem, pelo que aparenta a história do filme, estaria no equivalente humano a 20 e alguns anos de idade e o ator tinha por volta de 30 anos durante as filmagens, já Briggs está beirando a casa dos 40, com uma voz que está envelhecendo. Fica-nos a impressão de que Spock tem uma voz mais velha que seu próprio corpo, o que torna o trabalho desse normalmente ótimo dublador não convincente.
Fãs de dublagem cansam de dizer que tal combinação não é o que há de mais importante, o que importa realmente é a interpretação, pois bem: Briggs interpreta o personagem de maneira monocórdia e sem convicção. Nesse ponto, a fraca atuação de Quinto pode ser usada como referência, uma vez que pela primeira vez na história da franquia, Spock aparece não como um personagem que controla suas emoções, mas sim como alguém completamente inexpressivo.
Um dublador não tem por obrigação – e muitos acreditam tratar-se até mesmo de uma impossibilidade – salvar um personagem. No entanto, ao saber que o dublador responsável por aquele papel é um fã da Série Clássica, é impossível não vir à tona uma vontade de que ele pudesse emprestar pelo menos à voz do personagem as nuances necessárias para que possamos nos sentir mais próximos de Spock e torná-lo uma pessoa e não apenas um personagem unidimensional. Aliando-se a isso, a entonação do dublador/diretor/tradutor em algumas frases não respeita as leis da prosódia brasileira, tendo momentos em que Spock afirma e, ao final da fala, a voz de Briggs em vez de fazer uma linha descendente, faz uma ascendente, o que causa uma sensação de frase interrogativa, algo totalmente inapropriado ao que está sendo dito. Em outros momentos, em vez de parecer que está falando normalmente – por mais que tente suprimir sua emoção –, nossa impressão é de que o Primeiro Oficial está, em verdade, fazendo locução. Possivelmente o acúmulo de funções tenha deixado o diretor – que é o próprio a ser dirigido – menos atento a esses fatos.
Outro momento triste da dublagem é o fato de Leonard Nimoy não ser dublado por Márcio Seixas(dublador do personagem no estúdio VTI), mas sim por Jomery Pozzoli. Muitos fãs comentam o rosto enrugado, a voz cansada, o quanto Nimoy envelheceu durante esses anos em que não esteve à frente das câmeras. Com o Spock Prime de Pozzoli temos a impressão de que a sua voz não guarda o mínimo resquício do vigor de Seixas ou do tom grave de Briggs. Resultado disso: um personagem que aparenta uma maior fragilidade do que no original.
Algo que sempre é relevado por fãs de dublagem – inclusive por mim – na maioria das vezes, porém que é digno de nota: se dois dubladores fazem o mesmo personagem, tanto a voz deve guardar alguma semelhança quanto o sotaque deve ser parecido. Seria o mais lógico a se esperar, não é? Entretanto, por mais que haja envelhecimento de Spock e ele tenha passado por tantos mundos, nada justifica a mudança drástica de sotaques que Spock jovem e Spock idoso apresentam. E como a voz ficaria tão diferente assim? Por mais que o vigor comece a esmaecer ao longo de várias décadas, deve haver ao menos um eco distante, que a identifique com a voz mais jovem. Caso que não ocorre entre Briggs e Pozzoli.
Para aqueles que ficaram revoltados com a recusa de Marco Ribeiro em dublar Milk, em “Milk – A Voz da Igualdade”, então, não assistam, mesmo que seja para apresentar a franquia aos filhos ainda pequenos, a Star Trek dublado. É de Ribeiro a responsabilidade de dar vida ao Leonard McCoy, de Karl Urban. Como esse ator faz um trabalho exemplar em McCoy, fazendo-nos praticamente visualizar o antigo Magro (de DeForest Kelley), Marco Ribeiro peca nos momentos de rabugice de seu personagem, dando pouca ênfase a essa característica tão marcante, como também em vários momentos falta-lhe incutir em suas falas a convicção com que Urban diz seu texto, por mais que soe absurdo em alguns momentos. Contudo, pode-se dizer que tem um desempenho razoável ao longo da projeção, não comprometendo de todo o trabalho de Urban.
Os dois últimos pontos negativos da dublagem são as interpretações de Chekov e Nero. A bem da verdade, pouco podemos, de fato, falar do trabalho de Gustavo Pereira (Nemo em “Procurando Nemo” e Ian em “Se Liga, Ian”), já que o personagem russo pouco fala ao longo do filme. Contudo, é nítido que o sotaque por ele escolhido nos remete mais a alguém falando um portunhol misturado com francês (ou então uma estranha combinação de galego e catalão). Não sabemos exatamente como é o sotaque de um russo falando português do Brasil, porém é impossível não fazer uma relação entre o apresentado por Pereira e uma das já referidas misturas. Uma vez escolhido o sotaque, esperamos que o mesmo seja mantido em todas as falas do personagem – por menores que sejam –, porém em uma de suas falas, ao final de um dos comunicados que Chekov faz à tripulação da Enterprise, ele termina sua frase com um forte carioquês, não forçando uma diferente fonética ao português brasileiro, como outrora, o que o faz soar como a maioria de seus companheiros de bancada.
Por último, o Nero brasileiro não nos convence que é uma ameaça, assim como não é capaz de nos comover ao contar sua triste história familiar do futuro. Mesmo que Eric Bana não nos tenha presenteado com uma excelente interpretação, não conseguimos deixar de lamentar que o dublador não desperte em nós qualquer emoção através de sua voz. No lado dos romulanos, Schnetzer realmente nos faz temer por nossos heróis, ao encarnar o segundo em comando da Narada.
Seguindo o padrão do Trek Brasilis de avaliação, eu daria 3.0 de 4.0 para a dublagem desse filme. Tiro 1.0 das atuações dos dois dubladores do Spock, pois emprestam suas vozes a um dos mais importantes personagens não só do filme, como de toda a franquia, assim como da interpretação apagada do dublador de Nero, o principal antagonista da tripulação de nossa querida Enterprise.
Excetuando-se esses pontos e a pouca rabugice e convicção do McCoy de Marco Ribeiro, é uma boa dublagem, com um elenco de peso dentre os profissionais da área no Rio de Janeiro, gravado em um de nossos melhores estúdios da atualidade. Para quem curte dublagem ou para quem quer apresentar a franquia a um público mais amplo, não deixa de ser uma boa pedida assistir a esse filme dublado, embora não se possa dizer que foi um trabalho feito com perfeição.
58 Responses to “Star Trek: elenco de peso na dublagem nacional”
Comments
Read below or add a comment...



Apesar de preferir os filmes legendados, concordo que deve haver as duas versões, como uma maneira democrática para assistir os filmes.
Vi o filme legendado 3 vezes, quando sair o DVD eu vou ver dublado também! hehehe
\\//_
particularmente não gosto de filmes dublados mas tenho ciência que muitas pessoas deixariam de ver os filmes e as séries se estas não apresentassem essa opção.
filme dublado : NUNCA
Tenho respeito pelo trabalho dos dubladores, mas não dá pra comparar a atuação do ator original com a atuação do dublador. O ator original ganha normalmente milhões de dolares. Muitos roteiros são escritos já com um ator na cabeça do roteirista, levando em conta a maneira de representa, os gestos, o sotaque, etc.
Em animações então nem se fala. Os personagens se movem como o ator dono da voz original faz, até a aparência é inspirada no ator.
Além do que, no Brasil existem poucos dubladores, então todos os personagens de filmes, séries e desenhos acabam tendo a mesmissima voz, o que deixa tudo muito parecido, muito monótono.
\\//_ Life Long and Prosper
Muita gente tem dificuldade de acompanhar os filmes legendados, um excente trabalho de analise, ainda não vi a versão dublada, mas pelo que vi esta em boas mãos com a direção do Guilherme Briggs e os nomes de peso que apareceram aqui.
Tenho curiosidade de ver o filme dublado.
Alguém sabe se existe algum site que dê pra ver pedaços da dublegem no filme?
nossa, não sabia que os ex-Jetcoms estavam envolvidos nesse também…
Assisti a versão dublada dias depois da legendada.
Achei boa, mas na verdade não prestei tanta atenção.
Parabéns pela análise aprofundada, Nívea!
Geralmente prefiro o som original, mas isso pode depender do caso. Tem trabalhos muito bons e que já nos acostumamos a ouvir em português.
(lembrando que no filme legendado o som é original mas a imagem não, já que as legendas são uma interferência no visual do filme)
O que me incomoda de vez em quando são algumas escolhas da tradução (mas não foi o caso desse filme)
no meu caso em especial os dubladores são os verdadeiros atores e tornam os filmes e séries acessíveis. Vale explicar que sou deficiente visual, e, considerando que o dispositivo de visão do Laforge ainda não foi inventado, tenho que obrigatóriamente me valer dos dubladores como forma de acompanhar as histórias. Implica em dizer que nunca terei acesso a 7a temporada de TNG ou a série Enterprise, pois ao que me consta ela não foi nem será dublada. Não tive a oportunidade de ver startrek XI pois aqui em araçatuba/sp tiraram o filme após 2 semanas. Mas o importante nisso tudo é verificar que existem iniciativas e tecnologia no sentido de permitir a opção por filmes dublados ou legendados. A fox, salvo engano, permite essa escolha, o que não se pode dizer do universal (43 na SKY)
e claro, fiquei decepcionado com a ausência do Márcio Seixas…
Parabéns, Nívea. Artigo exemplar.
Abraço
Castanheira
Olha, depende muito do trabalho realizado, filme-a-filme, série-a-série….
Eu por exemplo, adorava a Dublagem dos seriados das décadas de 60 até 80, hoje, mesmo tendo a opção de assistir muitas das séries com legendas, ainda prefiro assistir PERDIDOS NO ESPAÇO, BATMAN, VIAGEM AO FUNDO DO MAR, TERRA DE GIGANTES, BESOURO VERDE, TÚNEL DO TEMPO, GALACTICA, FEITICEIRA em suas versões “Brasileiras” – que foram marcantes.
No caso de STAR TREK, a redublagem dos anos 80 me agradou um pouco, mas, sinceramente, este é um caso em que as vozes originais são muito marcantes, prefiro ver legendados todos os episódios de todas as séries do Universo STAR TREK.
Agora, outro exemplo, a opção da FOX de passar os seriados apenas dublados foi uma grande mancada pois, 24 HORAS ficou muito ruim, ARQUIVO X também não era muito bom dublado.
FRINGE ficaria horrível dublado.
Adorei este post.
Visitem também meu Blog
http://blig.ig.com.br/seriestrek/
Quanto ao Guilherme Briggs como Spock tá horrivel, tão ruim quanto o Worf do primeiro de TNG. o kIRK GOSTEI DEMAIS DE SUA DUBLAGEM!
Também não gosto de filmes dublados, pois prejudica na interpretação dos personagens, isso sem falar nas más traduções.
Porém respeito não apenas o trabalho dos tradutores como também quem não é tão sofisticado para se importar com interpretações mais reais.
Agora, quando as vozes são sempre as mesmas pra mesmo ator ajuda muito, mas qdo temos mesma voz para atores e filmes diferentes se torna estranho.
Quanto aos seriados antigos, A FEITCEIRA é bem melhor em português. Aquelas risadinhas irritantes do original estragam o filme.
Ainda não li nadinha desse texto, mas era exatamente o que eu iria solicitar aos membros da equipe de comando do Trek Brasilis.
Valeu!
Assisti legendado e na segunda vez agradeço aos dubladores , caso contrário minha filha de 6 anos não teria assistido ao filme comigo .
Abraços , Francisco Oliveira
No DF das 16 ou 17 salas que exibiram o filme, apenas 1 (ou 2?) exibiu a versao dublada, a qual tive o prazer (ou quase, prefiro o som original) de assistir. Assisti as duas versoes com meu filho… Comentario dele: “Pai, aquele cara engraçado,” (o Scotty), “tava muito mais engraçado em ingles do que em portugues…” Faço minhas as palavras dele…
Nivea, parabens pelo artigo. Como pai, acompanho esses valorosos artistas nacionais em desenhos animados e filmes para a garotada (para adultos tambem). Discordo quanto a nota da dublagem… 2,5 em 4 ja e bastante justo!
Abçs.
PS: desculpem a falta de acentuaçao! configuraç~~ao do navegador…
Realmente os que mais estranhei foram os Spocks, Chekov e Nero. Todos os outros, Kirk, Uhura, Pike, Sulu e Scotty, inclusive Ayel ficaram muito boas as vozes dubladas.
Só para efeito de comparação, citarei dublagens feitas pelos mesmos dubladores, em filmes, série e cartoons atuais, como LIGA DA JUSTIÇA e outros, para relembrar com mais facildiade alguns de seus trabalhos.
Kirk = voz de Marcelo Garcia => Flash (Wally West)
Uhura = voz de Priscila Amorim => Mulher-Maravilha (Diana)
Spock = voz de Guilherme Briggs => Superman (Clark Kent)
Spock Prime = Jomery Pozzoli => Secretário Keller (TransFormers)
Leo McCoy = Marco Ribeiro => Tony Stark (Homem de Ferro)
Hikaru Sulu = Paulo Vignolo => Nelson (de Os Simpsons)
George Kirk = Ettori Zuim => Batman/Bruce Wayne (filmes atuais)
Robau = Maurício Berguer => John Stewart/Lanterna Verde (Liga da Justiça)
…
Os AUSENTES ou prováveis dubladores mais adequados:
Spock Prime = Márcio Seixas => Batman/Bruce Wayne (nos cartoons)
Spock (jovem) = Gutemberg Barros => Sylar (Quinto em Heroes)
Ou
Spock (jovem) = Philippe Maia => Sam Winchester (Sobrenatural)
E
Nero = Márcio Simões => Coringa (O Cavaleiro das Trevas)
Ou
Nero = Dário de Castro => J’onn J’onnz (Caçador Marciano)
Eu fui ver a versão dublada com os meus sobrinhos e gostei do trabalho que foi feito, respeitando os termos técnicos e até adaptando algumas falas a nossa realidade tupiniquim. Eu pessoalmente prefiro as versões originais, pelo simples fato de que a voz faz parte da composição do personagem que o ator interpretou, devidamente orientado pela direção e roteiristas, algo difícil de reproduzir pelos dubladores. Mas eu tenho a vantagem de falar a lingua inglesa. Mesmo assim, parabens a equipe de dublagem e sua direção.
Minha esposa viu uma matéria onde foi apresentada uma avaliaçõa mundial acerca dos dubladores ao redor do mundo e o Brasil foi considerado o melhor!
E eu digo razão:
Quando o filme é dublado no Brasil, é impresso uma característica vocal extremamente diferente em cada personagem.
Está certo que são poucos dubladores, o que resulta na repetição de vozes em tudo que é seriado e filme.
Mas, em contrapartida, as dublagens feitas em árabe, francês, espanhol, JAPONÊS… (presente nos dvds e canais pagos e SAP) soam como o tom da linha telefonica: tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu…
Dublagem tem que ser no BRASIL!!!!!
Não há dúvidas que a versão dublada democratiza o acesso aos longa metragens, pois, como muitos acima já ressaltaram, não são todas as pessoas que conseguem acompanhar os caracteres gerados ao rodapé das imagens, no entanto, não há como comparar o áudio original, com toda carga de dramaticidade do ator e sua interação com os efeitos de sonoplastia que, às vezes, são empregados em sua voz, de tal forma que ainda prefiro a versão oficial do estúdio. Depois, temos também que considerar que em muitos caoso um filme tem continuações e podem surgir problemas para que determinado dublador siga com certo personagem, de forma que fica realmente estranha a situação. Parabéns pelo texto, muito bem redigido, fruto de uma real adimirador de “Jornada nas Estrelas”.
Certamente existem pessoas com dificuldades de leitura, mas a grande maioria das que preferem dublagem é por comodidade. Infelizmente brasileiro nem livro lê (o número de livrarias na ilha de manhattan é maior que no Brasil). Com a possibilidade gerada pelo DVD de assistirem dublados, criou uma facilidade ainda maior.
Infelizmente, em muito ainda se aplica a LEI DO MÍNIMO ESFORÇO.
É importante que haja a opção da dublagem para crianças e deficientes visuais. Mas o fato é que ela, assim como a alteração no formato da tela em que o filme/série foi rodado (de widescreen para fullscreen, por exemplo), é uma mutilação da obra original.
Algumas dublagens são muito ruins, mas mesmo quando de boa qualidade elas nos privam de parte vital da interpretação de um ator – sua voz. Além do mais, a qualidade técnica do áudio dublado é muitas vezes inferior ao original.
Gente, que isso, discutindo LEGENDA X DUBLAGEM???
Opções:
- Sem LEGENDA e sem DUBLAGEM
- Com LEGENDA e sem DUBLAGEM
- Sem LEGENDA e com DUBLAGEM
- Com LEGENDA e com DUBLAGEM
Viram, tem opções para todos os gostos.
…
Vida longa e próspera!
Live long e prosper!
Dublagem! Aspecto “extremamente” necessário no Brasil.
É verdade que a taxa de analfabetismo no Brasil vem caindo nos últimos anos a passos de tartaruga. Entretanto, pela falta de qualidade do ensino fundamental público, a presença de analfabetos funcionais vem aumentando. Uma criança ou adolescente do ensino básico (fundamental e médio) sabe, na medida do possível, ler e escrever, mas não compreende o que escreve ou lê. Dai a importância fundamental dos dubladores em simplificar a vida desses analfabetos funcionais, vítimas de governos populistas, e aproximá-los de um mínimo existencial de cultura. Concordando ou não, a velocidade com que as legendas são reproduzidas nos filmes em sua linguagem original são rápidas para compreensão e assimilação desses indivíduos, basta citar um exemplo da vida real: um conhecido próximo, possuindo segundo grau completo em escola pública só consegui compreender o filme Matrix depois de assisti-lo na versão dublada. A presença de versões originais e dubladas no cinema é o minimo de democratização cultural necessário para a sofrida população brasileira, ao invés de ser criticada deve ser estimulada, sem deixar de cobrar daqueles que deveriam proporcionar um ensino de qualidade num país que sonha ser do primeiro mundo ou fazer parte de alguma comunidade internacional “séria”. É uma pena enfrentarmos este problema em pleno século XXI.
\\// Boa Sorte!
Post 21
Concordo com vc. No Brasil, além da lei do mínimo esforço, tambem prevalece o baixo nível cultural. Pessoas que não tem o habito de ler jornais, revistas e livros, tem dificuldades de ler legendas na velocidade que elas aparecem. Existe também a total falta de exigencia do brasileiro. As pessoas acitam qualquer coisa. Filme com som ruim, baixa qualidade de imagem, tela distorcida, qualquer coisa. Se nós exigissimos mais qualidade, quem sabe tudo melhorava…
Life Long and Prosper \\//_
Só assisto filme dublado em raras situações, mas sempre prefiro o som original.
O dublador, por mais que se esforce nunca vai conseguir reproduzir uma cena original, a intensidade original…uma coisa é o Tarantino dirigindo a Uma Thurman, num set de filmagen com espadas e a pauleira comendo solta, outra coisa é dublar num estúdio.
Dublagem decepcionante: X-Men e Superman o retorno, Wolverine e Super lastimáveis.
Dublagem ótima: Os Incriveis.
Outra coisa que não gosto em dublagem é que coloca-se a voz tupiniquim cfe. a imponência do ator/personagem e no original, isso não corresponde, basta ver a dublagem da série Lois e Clark e as várias dublagens da Scully empregada em personagens com vozes totalmente diferente.
Realmente é fato que o brasileiro de forma generalizada não gosta de ler, e percebam, eu não disse que não lêem, a gente não gosta mesmo. A supressão intelectual é tão grande aqui que o povo acabou sendo enganado e acaba fugindo desse ótimo abto que é a leitura. Quem sai ganhando com isso? Os espertalhões dos políticos que conseguem se reeleger mesmo tendo o nome sujo, aí todos já sabem, é corrupção e total falta de retorno dos nossos carissimos impostos.
E lembrem-se, este filme cativa unicamente pela adrenalina da ação ininterrupta e exagerada, portanto acho que até quem já é acostumado em ler as legendas ficou confuso na hora de le-las ou acompanhar a ação descerebral.
E sobre o filme ser dublado ou legendado, bom eu creio que isso não é muito importante agora que ele já está quase esquecido. Já disse que o Kirk antes da Edselprise é um chato tão grande que até o Pine parecia um ator ruim interpretando um mau perssonagem, e o Kirk depois da Horrorendoprise é uma cópia escarrada e sem vergonha do perssonagem do Shatner. O Spock do Quinto é péssimo, nem o melhor dublador do mundo salva ele. O Spock Prime foi ótimo a ponto de por o novo no ridículo, não levar a sério a escolha do dublador é até falta de respeito.
O Scott é um palhaço, o Sulu é quase descartável como sempre, a Uhura é BondGirl mais do que nunca, e o Checov uma banana da Mongólia.
Os vilões decepcionaram, o Nero foi tão pequeno que Ayel apareceu (e aconteceu) mais que seu comandante, foi até justo a dubalgem nacional o privilegiar.
Outro problema da dublagem é que para colocar a voz dublada, têm-se que diminuir o som ao fundo, ou seja, perde-se graves, médios e agudos que realçam a situação em determinada locação.e, com a dublagem, fica-se com a característica do som de um estúdio fechado. Nas animações 3D a coisa já melhora um pouco, pois tanto cá quanto lá, inglês, português ou paquistanês, tudo é dublado! Por isso que aí até dá pra engolir uma dublagem (Shrek, Incríveis, Era do Gelo, Toy Story, Ratatouille, Cars), mas mesmo assim, ainda pecam quando tentam tirar a piada do original e abrasileirá-la, por exemplo!
Pelo meu gosto pessoal, filmes não teriam LEGENDAS e nem seria DUBLADOS.
Ok! Mas aí seria apelação e injustiça com os milhões de pobres ANAL-FAZ-BESTOS do ilustre idioma britânico/inglês…
.
A Vida É Longa, Mas Próspera?
Life Is Long, But Prosper?
Nívea, um russo falando português brasileiro soa EXTAMENTE como o Checov de Gustavo Pereira! Já tive contato com alguns russos e posso garantir que a reconstituição de sotaque ficou simplesmente impecável.
Se soubesse que o porco homofóbico fundamentalistas bíblico religiouco Marco Ribeiro tinha participado da dublagem, jamais iria assistir este filme. Espero que esse verme sub-humano morra de câncer nas cordas vocais, para pagar pela sua imundície.
Porco homofóbico fundamentalista bíblico religioso???
Que raio de bicho é esse??? Rsrsrsrsrsrsrsrsrs…
Pessoal,
Por falar em dublagem, comprei novamente os filmes de cinema em DVD. A imagem dos filmes está fantástica, que diferença!
Como já mencionei em outra ocasião, eu assisti (por enquanto) apenas a versão dublada, e pelo fato, até que gostei, apesar que se fosse possível, seria mais adequado, tentarem colocar os mesmos dubladores que fizeram os outros filmes de star trek (do I ao VI). Agora, falando em memória, eu gostava muito da antiga dublagem de STAR TREK e espero, algum dia, conseguir pelo menos alguns episódios com essa dublagem, pois deixou SAUDADES! Se alguém souber onde encontrar, por favor, me avise. e-mail:alexis-cesar@bol.com.br
Post 33
Alexandre,
Tenho alguns episódios dublados pela AIC São Paulo gravados em VHS. Vou arrumar um tempinho para ver como está a qualidade e passar para DVD e aí me comunico com você.
Abraços
Desculpem se vou ofender alguém, não é a intenção…
… mas enquanto vocês ficam criticando a excelente dublagem brasileira (sem o evidente conhecimento de causa) e acusando o brasileiro que opta por ou gosta de dublagem de ser preguiçoso ou analfabeto (quando o certo seria dizer que o brasileiro é, em sua maioria, ANALFABETO FUNCIONAL, ou seja, foi alfabetizado, mas não sabe ler direito), deviam tomar cuidado com a quantidade absurda de erros de português que cometem em suas mensagens… tipo… ABTO (isso é novo português para HÁBITO?).
Esse é o problema do brasileiro atual. Se preocupa demais com o inglês e de menos com o português. Escrevem rios de palavras erradas e sequer se preocupa em verificar se estão erradas ou não…
O português correto e a dublagem brasileira estão virando uma arte ignorada e desprezada… lastimável.
Vi primeiro a versão legendada.
Depois, como havia também a cópia dublada, resolvi dar uma chance – pela primeira vez em uns quinze anos.
Gostei. Por incrível que pareça, achei a voz nacional do Chekov bem melhor que a do ator. E também achei bastante positiva a dublagem do Spock I.
Mas os pontos altos, e aí eu concordo inteiramente com a autora do artigo, são as vozes de Kirk e Pike.
@30: Aspen, essa torrente de insultos, além de ser um exagero dramático que chega a ser um deserviço para o que defende, é inadequada pela intensidade e principalmente por não fundamentar razão nenhuma da alegações. Vamos ser menos apaixonados e mais racionais nas argumentações.
Pessoal
Qdo fazemos um comentário é mais uma crítica construtiva e nao com o intuito de denegrir o brasileiro.
Acho que existem alguns fundamentalistas (que nao sao religiosos) que poderiam deixar o chauvinismo de lado e ser mais amável com o próximo, afinal: cada um tem sua opiniao.
Os ditadores agem dessa forma e devemos ser democráticos e respetar uns aos outros.
Muchachos! Folks! Galera!
Isso tá virando a discussão sobre “Sexo dos anjos!” Opinião é algo pessoal, ou se concorda ou se lamenta….
Vamos acalmar os ânimos e voltar ao controle.
Tem sim boas dublagens e dublagens medíocres, mas convenhamos, as dublagens feitas no Brasil estão a anos-luz á frente (em qualidade) as equivalentes em espanhol (em geral a qualidade do áudio realmente se assemelha a qualidade de áudio rádio/telefone/mono) mas isso muda de acordo com o estúdio e orçamento contratado.
Eu tenho visto algumas dublagens no canal TCM, que são recentes (dublados por algum estúdio moderno) em que o mesmo dublador dubla quase todo o elenco, ou tem voz de personagem velho com som de jovem, não tem emoção na narrativa ou entonação condizente á cena, fica muito ruim mesmo! Eu também me recordo de uma dublagem do Parque dos dinossauros 2 (Jurassic Park: Chaos Island) ficou horrível, passou na globo.
Mas atualmente, quando um filme é criado os estúdios gravam em vários canais as trilhas de áudio para a pós-produção, depois de re-mixar todos os áudios com os efeitos e música, e tratam isso para os diversos países poderem dublar e tentar ficar o mais próximo do original, mas depende muito do contrato de dublagem e equipe.
É tudo uma questão de din-din, paga bem aí dubla com qualidade, paga mal e vira uma meleca…
O que eu tenho visto é que muitos DVD´s que estão em promoção nas Americanas por R$9,90, não tem trilha em português só legenda, é lamentável que muitos desse filmes já tenham sido dublados mas não foram lançados em DVD também dublados, isso só pode ser por motivos financeiros! Isso porque se uma canal-de-TV pagou pela dublagem poderiam usa-la para o DVD né? Mas é mais barato não comprar a dublagem e lançar sem.
Para quem conhece ou já esteve na Escandinávia, lá mesmo sendo países de primeiro-mundo não existem dublagens na TV aberta, os filmes são apresentados com o idioma original (seja ele qual for) e são legendados para o idioma local (em geral as legendas são inglês, sueco é obrigatório, norueguês e finlandês) eu pensei em comprar uns boxes de DS9 e VOY lá mas não há trilhas ou legendas em frances, espanhol e muito menos português, isso eu vi em Malmo, Estocolmo, Bergen, Oslo e Helsinki.
Mas estamos falando de país de primeiro-mundo, onde até o gari (varredor de rua) fala inglês! Analfabetismo próximo do zero, mas aqui a realidade é outra e para nossa sorte, temos ótimos estúdios com ótimos dubladores, eu gosto de filmes dublados, até porque eu gosto de navegar na net e ficar escutando um filme na TV, não necessariamente sentar e ficar imóvel assistindo (faço isso também..) mas em geral, como qualquer pessoa do século 21 tento fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, e navego na net, jogos de computador e mesmo trabalhando com o PC, escutando um bom filme.
E viva a muiti-tarefa!
Post 39:
Jorge, falou e disse TUDO:
“…eu gosto de navegar na net e ficar escutando um filme na TV, não necessariamente sentar e ficar imóvel assistindo…”
Também discuto este tópico – DUBLAGEM – em meu Blog, dêem uma espiada no
http://blig.ig.com.br/seriestrek/
Ou procurem pelo Google SERIES TREK
Alguém sabe dizer se STAR TREK (2009) será lançado em Blue-Ray no Brasil, ou se terá a opção de Audio em Português ?
Hoje 10 anos do falecimento de DeFores Kelley, o nosso Dr McCoy…
Post 41: Se seguir o padrão da Paramount será lançado sim, mas apenas com legendas em português.
Faltou realmente o Márcio Seixas. A dublagem do old Spock ficou a de um velho cansado, nada haver com a voz razoavelmente possante do Nimoy. O cara que fez a dublagem do old Spock deve ser o mesmo que dubla o bruxo (do bem) do Harry Potter. Ali combina direitinho. Mas pra old Spock, fica ruim, tem que ser o vozerão do Márcio Seixas, o melhor ou um dos melhores dubladores do Brasil.
O problema da dublagem não é a capacidade de dublagem de nossos atores (assim julgo tais profissionais), o problema é que o som ambiente (do próprio filme) atrapalha a audição da voz. Naquela cena do old Spock fazendo o elo mental, entendi chongas, pois havia uma cacafonia na cena que impediu que eu ouvisse direito. Acho que o problema é técnico e falta de percepção da direção da dublagem, de verificar quão audível está a dublagem. Já reperaram como é difícil houvir diálogos sussurados, quando dublados?
O Máricio Seixas é tão bom dublador, que ele dublou melhor o HAL do filme 2001 do que o cara original. O HAL original tem a voz meio “fofa”, enquanto o Márcio Seixas tem um puta vozeirão, tipo assim: só enfrenta quem aguenta. Outro show do Márcio é quando ele dubla meu ídolo Charlton Heston. Pô, casadinho a voz dele com o Charlton, embora diferente do próprio ator (já felecido).
Se o filme não tem sussuros e não tem muita cacafonua, a dublagem brasieira dá show. Mas prefiro legenda.
” O Máricio Seixas é tão bom dublador, que ele dublou melhor o HAL do filme 2001 do que o cara original. O HAL original tem a voz meio “fofa”, enquanto o Márcio Seixas tem um puta vozeirão, tipo assim: só enfrenta quem aguenta. ”
Post 44, desculpe, mas é aí que discordo de algumas atitudes tomadas pela dublagem nacional, achar que eles entendem melhor um personagem que o seu criador.
O Hal original com aquela voz fofa, foi uma opção do Stanley Kubrick, se ele fez assim, tem que se respeitar a escolha do diretor, não adaptar os personagens para os nossos padrões, para isso temos o cinema nacional.
A voz mansa e branda do Hal, trazia uma sensação amistosa, tranquila e de confiança com a tripulação, era um elo entre a humanidade e as máquinas, que no fim se quebrou.
A dublagem está sendo o grande calcanhar de aquiles para alguns fãs de séries de tv a cabo no Brasil, pois com o sucesso da TNT, todos os canais querem tirar uma lasquinha e aí, da-lhe filme dublado no lugar de som original.
Para mim o TNT é muito ruim, além dos intervalos ainda cortam os filmes. O ato de só passar filmes em português é uma opção, mas o Megapix tb só passa filme em português mas é melhor.
Ralph
O post 41 falou que hoje faz 10 anos da passagem do Kelley. Vai ficar em branco?
Não pensei que já tivesse passado tanto tempo ….
Post 45: concordo com vc, e respeito sua opinião. Acho que seu ponto de vista está certo. Porém, apesar do Márcio ter vozeirão, ele consegue ser suave ao mesmo tempo (uma voz poderosa e calma). Simplesmente não gostei da voz original. Não sei se é fácil achar sempre uma voz 100% adequada ao original, acho que tenta-se fazer o melhor, com exceções, claro. Acertar 100% é difícil.
Meu avô tem dificuldades para ler as legendas (principalmente em DVD) e sempre opta por filmes dublados. Ele gostou muito do filme Star Trek dublado ( eu achei muito bom ) estão de parabens estes profissionais que sempre somam o filme estrangeiro.
Colocar o analfabetismo como justificativa a existencia de filmes dublados no Brasil é ridiculo. No resto do mundo os filme estrangeiros são preferencialmente aceitos dublados.
Falando em Leonard Nimoy, alguém soube se já confirmaram o Nimoy como o dublador oficial original do vilão cibertroniano “The Fallen” do filme TransFormers: A Vingança dos Derrotados???
Post 46
Hoje faz 10 anos do falecimendo de De Kelley e está passando em branco aqui no Trekbrasilis. A propósito, acho que está faltando assunto; o site fica com um mesmo tópico por dias……..