Berman fala de seus 18 anos em Jornada (atualizado)
O produtor Rick Berman foi um dos membros da produção que permaneceu por mais tempo no comando de Jornada nas Estrelas. Desde o piloto da série A Nova Geração, até o último filme, Nemesis, Berman esteve à frente por dezoito anos. Numa entrevista realizada em 2006 e só agora disponível, ele faz um balanço do seu trabalho, comentando sobre sua ascensão e queda do comando de uma das maiores franquias da TV.
Keith Richard Berman é um veterano escritor e produtor de televisão. Em 1986 ele entrou para a franquia, para compor a equipe de Gene Roddenberry que criaria a série A Nova Geração. Com a morte de Gene, Berman assumiu o comando, tornando-se produtor das demais séries: Deep Space Nine, Voyager e Enterprise. Ele também produziu e co-escreveu os quatro últimos filmes.
Sob a orientação de Berman, A Nova Geração tornou-se a primeira série de Jornada a ser lançada em Syndication e a receber indicação para o prêmio Emmy de Melhor Drama em 1989. Ao todo, a série ganhou 16 prêmios Emmy e, com um total de 55 indicações ao Emmy, continua a ser uma das mais indicadas de todos os tempos. Deep Space Nine ganhou quatro prêmios Emmy e 31 nomeações, Voyager ganhou cinco prêmios Emmy e 26 nomeações.
Essa entrevista, que durou três horas, foi realizada em 31 de maio de 2006, ano em que Berman saiu da franquia. Foi produzida pelo Archive of American Television, que faz parte da Academy of Television Arts & Sciences, uma fundação que é notabilizada pelos arquivos de entrevistas com celebridades da televisão. O Archive possui uma grande biblioteca deste tipo. Nsse video, Berman fala sobre sua carreira na franquia e curiosidades. A Archive of American Television tornou essa entrevista acessível ao público somente agora e que foi publicado pelo site Trek Movie. Como o video é muito longo, foram colocados os principais pontos de seus comentários. Veja abaixo.
Início de trabalho em A Nova Geração
1 – Gene Roddenberry admitiu Berman parcialmente, porque achava que ele nunca tinha visto Jornada antes;
2 – A Nova Geração foi para o syndication porque poderia “fazer mais dinheiro” e porque “a Paramount sentia que a franquia estava no fim”;
3 – O teste final para a escolha de Picard ficou entre Patrick Stewart e Stephen Macht. Macht acabou sendo convidado depois para fazer um bajoriano em Deep Space Nine (The Circle e The Siege);
4 - Por insistência de Roddenberry, Stewart fez um teste com peruca. Mas o chefe da Paramount Network Television, John Pike, deu a palavra final: ”vamos com a cara inglês, mas sem a peruca”;
5 – Berman queria James Avery para fazer Worf, e Roddenberry queria um ator mais novo. Michael Dorn foi escolhido (apenas quatro anos mais jovem);
6 - William Campbell, que fez Trelane e Koloth na série original, chegou a ser escolhido para interpretar Riker, mas o executivo Pike disse que não sentia que o ator tivesse presença de comando. Assim ficaram com 2ª escolha, Jonathan Frakes. Campbell depois surgiu em Deep Space Nine no papel do mesmo Klingon, mais envelhecido.
7 – Gates McFadden (Dra. Crusher) pediu para sair no final da primeira temporada, porque a atriz entrou em conflito com escritor chefe Maurice Hurley, que não gostava de sua atuação. Berman trouxe Gates de volta para 3ª temporada, depois que Hurley saiu;
8 - Whoopi Goldberg inicialmente queria substituir Gates McFadden como a médica da nave, para 2 ª temporada, mas percebeu-se que ela não estava certa para o papel, então criaram uma espécie de “nova Yoda”, Guinam.
9 - Berman disse que tanto Denise Crosby (Tasha Yar) quanto Wil Wheaton (Wesley Crusher) lamentaram terem deixado a série “num prazo inferior a um ano”;
10 – Berman disse estar ”orgulhoso” dos atores que viraram diretores como Jonathan Frakes (Riker), Robert Duncan McNeill (Tom Paris), e Roxann Dawson (Belana Torres), mas outros “revelaram-se delatores” (não quis citar nomes);
11 – Nick Meyer veio a Berman com a idéia de amarrar Star Trek VI a série, resultando no episódio duplo ”Unificação”;
12 – A visão de Roddenberry do século 24, sem conflitos entre os personagens, foi a mais difícil premissa para escrever;
13 - No término de 7 anos, A Nova Geração estava ” com saldo devedor”, devido aos custos crescentes e que o chefe da Paramount, Sherry Lansing, queria um filme da série.
O trabalho na série Deep Space Nine
1 – Berman disse que “nunca teve uma chance” de falar sobre Deep Space Nine com Gene Roddenberry, mas considera que a série “continuou verdadeira” com a visão de Roddenberry;
2 – Foi o chefe da Paramount, Brandon Tartikoff, quem primeiro levantou a idéia de outra série para coincidir com A Nova Geração. “Nós realmente não poderíamos por mais sete pessoas em uma nave espacial … tínhamos que fazer algo diferente”;
3 – De acordo com Berman, usar Bajorianos e Cardassianos para criar um conflito, permitiu-lhes ficar dentro das regras de Gene, de não haver conflitos entre as pessoas da Frota Estelar;
4 – O co-criador Michael Piller sugeriu a idéia de um capitão negro, resultando na escolha de Avery Brooks;
5 – Deep Space Nine era para ser “mais sombria e tensa”, parcialmente, em resposta à crítica de que A Nova Geração foi “muito suave e muito convencional”
6 – Berman observa que os soldados veteranos acham Sisko “mais verossímil” como um comandante militar dos capitães de Jornada;
7 – Berman chama o ator Colm Meaney de seu ator favorito “na Terra” e nomeou o personagem como Miles O’Brien em homenagem a seu sobrinho;
8 – A escolha da atriz para fazer Dax foi a mais difícil, porque é difícil encontrar atrizes que são bonitas e podem interpretar na televisão;
9 – O retorno de Worf (Michael Dorn) na quarta temporada foi porque as “avaliações estavam caindo”, mas ele não tinha certeza se fez a diferença na audiência, talvez “um pouco”;
10 – Berman, por vezes, questionou se Roddenberry teria prosseguido com elementos espirituais na série, mas sentiu que tinha o suficiente para um elemento sci-fi;
11 – Para os efeitos do episódio Trials and Tribble-ations, eles só puderam fazer metade do que foi feito em “Forest Gump“, com a mixagem dos personagens da série original;
12 – Executivos da Paramount gostavam de mostrar o cenário do Promenade quando havia visitantes no estúdio;
13 – Deep Space Nine foi criada para ter 7 temporadas.
O trabalho na série Voyager
1 – Após o final de A Nova Geração, a Paramount percebeu que duas séries sendo executadas simultaneamente funcionaram e queria uma substituta, mas Berman e Piller consideram que o estúdio “estava pressionando” com muita Jornada (série juntamente com filme);
2 – A Paramount “foi inflexível”, especialmente sobre o uso de Jornada como âncora para a nova emissora UPN;
3 – Sem A Nova Geração eles concordaram que a nova série “poderia voltar para uma nave”, mas queriam uma mulher como capitã e uma nova configuração (quadrante Delta) para “fazer algo que não tinham feito ainda”;
4 – Os co-criadores Michael Piller e Jeri Taylor “adoraram” a atriz Geneviève Bujold, originalmente escalada como a capitã Janeway, mas Berman sentiu “que havia algo estranho … e que isso não parecia certo” com ela e com sua capacidade para lidar com episódios de TV;
5 – Eles disseram a Bujold “o quanto é horrível” trabalhar num episódio para TV e “pintaram um quadro muito escuro”, mas ela ainda queria fazer o papel, em seguida, com a desistência no segundo 2 dia, ele sentiu “uma maravilhosa sensação de justificativa”, de que estava certo sobre Bujold. Mulgrew, como foi sua primeira escolha, era “perfeita para o papel”;
Nota do editor: A atriz canadense Geneviève Bujold já havia iniciado as filmagens no papel da capitã Nicole Janeway, e voltou atrás, largando o set de filmagens após dois dias de gravação, alegando não estar acostumada com o ritmo frenético da televisão. A substituta, Kate Mulgrew, começou a filmar dois dias depois de ser contratada, tendo sido o nome da personagem alterado para Kathryn Janeway.
6 – Berman comentou sobre a insatisfação do ator Robert Beltran (Chakotay) com seu personagem, “ele ficou um pouco frustrado porque nunca conseguiu uma parte tão grande quanto ele esperava que fosse, mas ele fez um bom trabalho”;
7 – Tim Russ foi a segunda escolha para fazer Geordi La Forge (interpretado por LeVar Burton), assim Berman estava ansioso para contratá-lo em outro papel, Tuvok;
8 – Berman sobre a personagem Kes (interpretado por Jennifer Lien), ”a personagem simplesmente não funcionou, tornou-se supérflua”, assim ela foi preenchida;
9 – Trazer Jeri Ryan como 7 de 9 foi uma resposta à preocupação do estúdio quanto ao deslize da audiência e exigência para apimentar “as coisas”;
10 – O sucesso de Jeri Ryan “causou problemas” com a Kate Mulgrew e “houve um pouco de antagonismo” entre as atrizes;
11 – A alta utilização do Holodeck na Voyager foi um pouco devido aos escritores estarem “ansiosos” para usarem de novo o dispositivo depois de Deep Space Nine, onde as holosuítes de Quark eram “orgias”, com “efeitos desagradáveis”;
12 – Para o episódio final, eles “consideraram tudo”, inclusive o não retorno à Terra, 7 de 9 morrendo, morrendo Janeway e outros;
13 – Avaliação final de Berman sobre se a premissa da nave “levada para casa” era o certo a fazer: “Foi difícil. Acho que foi uma boa idéia ir nessa direção, mas há algo sobre aventurar lá fora e tentar voltar para casa, que são radicalmente diferentes um do outro. E eu acho que Jornada, em geral, é um espetáculo sobre a exploração, significa ir em frente e não tentar encontrar o seu caminho de casa, por isso nos detivemos em certas áreas, mas … Acho que foi o melhor dos dois mundos “.
O trabalho na série Enterprise
1 – O ímpeto para a Enterprise novamente veio do estúdio, quando Voyager estava terminando, e Berman disse que “implorou para que deixassem a franquia ter um descanso de alguns anos”;
2 – O estúdio queria que a série Enterprise tivesse início antes da Voyager terminar, mas Berman os convenceu a esperar até que terminasse com a série anterior;
3 – Berman achava que o prequel funcionaria melhor do que ir a frente após a era A Nova Geração, “não oferecia muito mais que isso”, pois seriam apenas trajes espaciais emborrachados e mais brilhantes no espaço;
4 – O produtor não concorda com os fãs que achavam que ele e o co-criador Brannon Braga ignoraram o canon e a continuidade, observando “Absolutamente não, nós tentamos prestar muita atenção a ele”;
5 – Lidar com alguma ciência e tecnologia foi “frustrante” porque a tecnologia moderna de hoje é mais avançada do que a mostrada em A Nova Geração ou Voyager (como os laptops sendo mais avançados que o computador de mesa de Picard ou celulares parecendo mais avançados do que os comunicadores da série original);
6 – Ele queria que o elenco de Enterprise fosse jovem e que o público se relacionasse com eles “mais do que fizeram com as outras séries”;
7 – Scott Bakula foi trazido pelo estúdio, mas a produção ficou entusiasmada com ele, já que ele era “perfeito” para Archer, e o personagem era “apenas humano”;
8 – Jolene Blalock (T´Pal) “foi outro caso de uma mulher bonita que pode interpretar”;
9 – Quanto a Conner Trinneer (Tucker), o mesmo “teve que lutar para ter o papel”, já que o estúdio queria um típico “menino bonito”;
10 – Dominic Keating foi encontrado fazendo o teste para um papel, que seria para a 7ª Temporada de Voyager;
11 – Berman e Braga entraram a bordo de um submarino na Base Naval de San Diego para obterem esse tipo de sensação para a NX-01, depois tiveram de convencer o estúdio que queria “cor, cor e cor” para a nave;
12 – Berman chama a escolha de “Faith of the Heart” para a canção tema de Enterprise como “outro exemplo de sua teimosia, certa ou errada”, mas salienta, “os fãs a odiaram”;
13 – O pensamento de Berman, inicialmente, era que ter “Star Trek” no título da série poderia torná-la “mais abrangente” e não levaria em consideração a importância da premissa como o início de tudo. Mas após avaliações da audiência, a CBS sugeriu colocar “Star Trek” de volta para o título;
14 – O longo arco para o terceiro ano foi uma resposta ao estúdio que estava preocupado com os índices de audiência, Berman achava que ajudaria a audiência e “permitiria Archer tornar-se um personagem mais durão”;
15 – A Paramount falou para a emissora UPN para ajudar a série a chegar perto dos mágicos 100 episódios na quarta temporada, reduzindo taxa de licença;
16 – Berman indaga se o episódio final These are the Voyages foi realmente ”um erro”, reconhecendo que alguns o consideraram ”desrespeitoso”;
17 – Ele cita Manny Coto e os laços com a série original como críticos para o sucesso da quarta temporada e afirmou que “não há qualquer dúvida de que poderíamos ter ido para as outras três temporadas se tivessem nos dado a chance”.
O trabalho nos filmes
1 – Star Trek VII VIII: First Contact é “sem dúvida” o filme favorito de Berman, e acredita ”que realmente funcionou” e “foi o mais divertido de fazer”;
2 – Sobre a morte de Kirk em Star Trek: Generations: “este foi um personagem que morreu há muito tempo quando A Nova Geração teve lugar, mas ficamos marcados como matadores do Capitão Kirk”;
3 – Star Trek: Generations “foi melhor que o estúdio esperava, mas aprendemos muitas lições com isso”;
4 – Star Trek: Insurreição era para ser uma história mais “flexível”. Piller queria uma mudança depois de First Contact, que seria um “retorno ao filme de ação”;
5 – Berman sente que Insurreição “teve algumas coisas incríveis, mas não funcionou muito bem como First Contact “;
6 – O produtor considera Nemesis “um clássico filme de Jornada”, no espírito dos filmes de Nick Meyer, mas reconheceu que “não foi bem recebido por todos”
7 – Não acredita que a proximidade com o lançamento de O Senhor dos Anéis fosse fator para o fracasso de Nemesis, mas admite: “Eu não sei o que deu errado”, exceto possivelmente “fadiga de franquia”.
Seus favoritos em Jornada
1 – Star Trek VII VIII: First Contact é seu filme favorito;
2 – Não é preciso muito esforço para advinhar que a A Nova Geração é a série querida de Berman, porque foi a série em que ele “ganhou experiência” e ”mais amigos com o elenco e produção”;
3 – Sua segunda escolha para série favorita foi Enterprise, porque ficou muito envolvido com a criação e roteiro;
4 – Seu convidado especial favorito foi Stephen Hawking;
5 – Os episódios de viagem no tempo são os seus preferidos, notadamente Yesterday’s Enterprise, mas Best of Both Worlds é o favorito dos favoritos;
6 – Berman acredita que o maior legado de Jornada é a visão edificante de Roddenberry “sobre o futuro, retratando a cultura do homem, mais desenvolvido na melhor maneira, ao contrário de outros sci-fi sombrios”;
7 – O ponto alto de sua carreira, ele considera que foi o trabalho no filme Fly (película de 19 minutos), como produtor assistente, onde foi capaz de trabalhar com John Lennon.
Quanto a tal comentada fadiga da franquia Berman explicou.
Jon Dulgen, que foi o presidente de todos os tempos da Paramount na época, usou a frase para mim: ”fadiga da franquia”, que eu acho que foi uma das melhores explicações para o que estava acontecendo de errado. Porque, ao mesmo tempo, fizemos um filme com um dos roteiristas de topo de Hollywood (John Logan) chamado Star Trek: Nemesis e simplesmente fracassou e, simultaneamente, houve problemas acontecendo com a empresa. Nemesis era um bom filme. Não era um filme problemático de modo algum. Acho que ele realmente tinha algo a haver com uma sensação de fadiga da franquia e o fato de ter havido muita Jornada. Como eu disse antes, acabamos, depois da quarta temporada de Enterprise, produzindo 624 horas destas quatro séries de televisão, que é algo sem precedentes.
Em relação ao novo filme Star Trek, produzido por J. J. Abrams, Berman fez seu primeiro comentário, observando que em 2006, Abrams tinha sido contratado recentemente e ainda não havia nada sobre essa reimaginação.
Bem, há uma conversa de que J.J. Abrams, que é um dos diretores quentes da televisão e cinema, começará a desenvolver um tipo de reinvenção de Jornada. Isso poderia ser muito emocionante. Eu acho que, se houver, não “se”, quando houver outra série de televisão, ela provavelmente irá sair disso. Eu acho que a TV culta precisa de um descanso. a franquia ficou apenas fora do ar por um ano. Acho que ela precisa de um pouco mais de um descanso. Acredito que Jornada vai continuar por muito tempo. Dificilmente existe uma pessoa neste planeta que não saiba o que significa velocidade de dobra, do que “leve-me para cima, Scotty” significa, ou o que um torpedo de fóton é. Acho que Jornada, de um jeito ou de outro, vai continuar por muito tempo. Quanto a TV, acho que é bom dar um descanso por um número de anos.
Sobre a crítica dos fãs ao seu trabalho à frente da franquia.
Eu levei muito das críticas a sério. Eu não acredito que qualquer uma das pessoas envolvidas nesses sites achem que eu os tenha lido, mas na verdade foi o que fizemos. E eu acho que muitas das críticas que foram dirigidas a nós pelo pessoal mais conservador tenha a haver com o fato de que nós ignoramos os seus desejos e ignoramos a cronologia de Jornada e o cânon. Não é verdade. Eu gostaria que tivesse havido alguma forma de me comunicar com essas pessoas ao longo dos anos, de um jeito um pouco mais crível. Eu entrei uma vez na Internet e disse às pessoas quem eu era e não acreditaram em mim, então eu fiquei de fora.
Como ele gostaria de ser lembrado pelos fãs e pela mídia.
Correndo o risco de parecer piegas, eu gostaria de ser lembrado como alguém que teve a visão de Gene Roddenberry, do que Jornada era - as pessoas achavam que ele não teria esse espírito ao fazer mais uma série e foi muito emocionante ver como ele estava satisfeito com a reação que A Nova Geração causou depois de muitos anos sem produzir programas na TV. Eu gostaria de ser lembrado como alguém que teve a sua visão de futuro e a idéia do que Jornada foi imaginado ser, e que tentou manter essas quatro séries e quatro filmes fiéis a seus ideais. Eu me pergunto se essa visão terá fundamento no futuro. Eu gostaria de pensar que foi algo que eu consegui alcançar.
Atualizado.
Para quem quiser saber mais a respeito das produções de séries e filmes de Jornada acesse os links abaixo das respectivas matérias no TrekBrasilis.
21 Responses to “Berman fala de seus 18 anos em Jornada (atualizado)”
Comments
Read below or add a comment...



Parabens, Ralph, pelo excelente trabalho. Só não consigo engolir a tentativa de defesa do Berman para Nemesis, que em minha opinião foi um desastre.
Wow… Quanta coisa!
Li tudo! Linha por linha!
Muito legal mesmo!
Gosto muito dessas matérias que falam do backstage, do passado…
Seja coisas boas ou um pouco desagradáveis, ver revelações, segredos, e idéias alternativas, sempre traz um sabor nostálgico.
Só senti falta para os links das matérias referentes, por exemplo, a da Geneviève Bujold parar Voyager.
(Sobre isso tem uma matéria da hora aqui no TrekBrasilis!)
A posição de Rick Berman sobre Nemesis sempre será algo misterioso para ele mesmo:
O Porque do fracasso??????
Ótimo trabalho!!!
A gente critica afú Berman e Cia, mas imagino as dificuldades de lidar com a Paramount para fazer um trabalho decente.
Claro que a maioria das porcarias que vimos em ST esses anos todos devem ser creditadas a dupla B&B, mas tenho certeza que foi um trabalho complicadíssimo de executar.
Penso que, a série Voyager e Enterprise poderiam ter sido séries muito boas e foram muito mal aproveitados os episódios.
Voyager com aqueles episódios semanais chatos, seria para mim muito mais legal se tivesse sido como a terceira e quarta temporada de Enterprise.
Enterprise com aquelas duas primeiras temporadas, sobre guerra fria temporal. Quer história mais doida.
de acordo com os extras do box do primeiro ano de Voyager, a decisão foi a de tirar a atriz Genevieve Bujold, pois foi um erro, era velha demais para o papel e não se encaixava. Eles inventaram a estória que ela abandou o set, mas foi uma decisão de comum acordo…
Berman cometeu erros? Com certeza. Mas, na minha modesta opinião, o saldo é positivo.
Mas “Nemesis” não tem desculpa…. risos
Eu li no Trek Today que ele está escrevendo suas memórias como produtor de ST. Com certeza vai ser uma leitura interessante.
Post 2.
Pois é Raul, vc tem razão. Estabeleci um link para as matérias do TB referentes aos assunto.
AVISO:
Para quem quiser saber mais sobre as produções das séries e filmes é só consultar a seção CONTEÚDO CLÁSSICO.
Lá vc poderá encontrar muita coisa interessante, inclusive a história da Geneviève Bujold. O pessoal do TrekBrasilis fez um trabalho muito bom a respeito disso e nosso arquivo é grande.
Aconselho dar uma olhada.
TNG foi muito bom
DS9, pra mim, é a melhor série da franquia.
Em Generations, morte do Kirk foi bizonha.
First Contact foi muito bom.
Insurreição foi um ep. de 2 horas.
Nemesis foi horrível.
Voyager tinha que ser parecida com BSG.
Enterprise deveria ter seguido o ritmo da quarta temporada desde o começo.
Meu resumo sobre o trabalho dele!
BOA MATÉRIA! \\//_
Já falei isso aqui umas 200 vezes…eu sou TNG e não abro mão…!!!!! e acho muita mancada acabarem com R. Berman…só por causa de Nemesis e Enterprise…temos que ressaltar sim..os 18 anos de coisas legais…que na minha opinião é o que vale né?? Excelente reportagem Ralph!!!!
OBS: O Berman vai precisar de alguns anos de terapia…pra se recuperar dos últimos acontecimentos de seu legado!!….coitado!!
Eu tenho conversado com algumas pessoas nao trekkers, mas que gostam de Star Trek e percebo a mesma coisa que nós: Nemesis nao funciona. Ele é ruim. Infelizmente para o Berman, nao há desculpas, havia dinheiro, roteiro, mas faltou muito para ser mediano. Isto decretou o fim de filmagens posteriores. Lamento pelo Berman, ele fez um bom trabalho, mas no fim deveria ter passado o bastao para quem tinha novas idéias, como o Manny Coto.
Devemos dar crédito a ele pelo bom trabalho realizado, mas tb reconhecer que ele foi teimoso.
Qto ao ENTERPRISE foi demais, pena que nao deram chance par terminar. E ele reconheceu que foi um erro fazer aquele útimo episódio.
Agora é vida nova ….
Só um reparo a fazer na excelente matéria: o nome correto é Star Trek VIII: First Contact, já que este foi o 8º filme, e não o 7º.
Post 8,
interessante você comentar que Voyager tinha que ser na linha de BSG, pois adivinha quem (pelo jeito), vai fazer isto? Stargate Universe.
É uma pena que Star Trek (pelo que eu conheço) me parece não ter sido bem explorada na tv.
Obrigado Saldan.
O caso é que Berman era muito fã de ST, quando foi trabalhar com Roddenberry deve ter sido como um sonho de criança. Ao assumir a franquia ele fez de tudo para perdurar no seu céu estrelado. Só que faltou bom censo para ele abrir espaço para novas mentes e principalmente passar o bastão de algumas das produções. Por exemplo, o Coto deveria ficar com a Enterprise, Voyager com o cara que fez BSG, que fazia parte da turma antes de “brigar” com a Paramount, diretores convidados para os filmes e o Berman com a administração da produção. Mas ele era cabeça dura (e ainda é segundo o pessoal de 24HORAS). Mas isso é teoria minha, vai-se lá saber como seria se houvessem “sês”.
Mas agora temos outro produtor. Que tem costumes diferentes, objetivos diferentes e até um universo diferente. Vai-se lá saber!
Devemos lembrar que a Voyager foi antes da nBSG, portanto não se conhecia ainda o trabalho.
Quanto ao fato dele ter saido do “cânon” com o ENTERPRISE, a própria Querra Fria Temporal foi uma quebra, pois mesmo qdo se alinhou toda a história, eles continuaram a lembrar de tudo. Isso o Berman tem que reconhecer. Houveram outros pequenos fatos também (nada para condena-lo) mas ocorreram e são fatos incontesteis.
Agora, como isso não vai salvar o destruir a Terra, acho que foi positivo, pois ENT foi muito bom. No momento estou reassistindo pela quarta vez.
gostaria que tivessem mais trabalhos “tão ruins” como esse na TV.
Pena que não teve nem chance de um filme na telona … mas paciência.
Na vida temos erros e acertos, na balança o saldo dele foi bem positivo, na minha opinião.
Adendo: Ralph, esta foi realmente uma excelente matéria.
Parabéns Ralph, espetacular ,você é o cara !!
Parabéns Berman , erros e acertos fazem parte , o que importa é a longevidade da nossa história favorita .
Abraço , Francisco Oliveira
Será que se escrevêssemos uma bela carta ao Berman ele daria uma forcinha para a Paramount Brasil lançar as temporadas restantes de DS9 e de Voyager ???
Sei que ele é muito ocupado para se preocupar com o magro público brasileiro mas, tentar não faria mal…
Tenho a impressão que o Berman não tem mais prestígio nem com a Paramount e nem com os fans americanos, muito menos para lançamentos de boxes no Brasil.
#12: Depois da abominável Atlantis, eu não espero muito de SGU não.
#14: Este post não faz sentido factualmente, parece um samba de crioulo doido.
Realmente, Berman já foi uma das pessoas mais poderosas de toda a industria do entretenimento. Mas isto, não mais.
Nunca foi uma pessoa realmente de criação, o roteirista-chefe, sempre dependendo de uma segunda figura para ser de fato funcional, ao longo do tempo. Até hoje, eu estranho aquele monte de créditos conjuntos dele com o Braga em Enterprise. Tudo muito esquisito…
Dai eu ser muito indiferente ao seu trabalho. As melhores idéias nunca vieram dele e nem poderiam, por definição. Ele sempre teve uma atitude conservadora e muitos profissionais se ressentiram disto ao longo do tempo.
E aliás, foram os falecidos Brandon Tartikoff e Michael Piller que criaram DS9 e Ira Behr tomou conta da criança. Berman basicamente assinou os cheques.
Abraço
Castanheira
Ótima reportagem! Em casa adoramos Jornada nas Estrelas e todos esses detalhes foram interessantes.
muito bom. a reportagem…