Nicholas Meyer fala sobre Star Trek de Abrams
O site TrekMovie teve a oportunidade de conversar rapidamente com o escritor e diretor Nick Meyer, durante sua participação num painel sobre Jornada, ocorrido no evento do American Cinematheque Star Trek Marathon em Santa Monica. Meyer opiniou sobre o filme de J. J. Abrams e se estaria interessado em assumir a cadeira de diretor na sequência.
Veja um resumo dos pontos discutidos por Meyer com o TrekMovie.
• Meyer comentou que, por duas vezes, teve que entrar para ‘salvar’ a franquia com Star Trek II: A Ira de Khan e Star Trek VI: A Terra Desconhecida. Disse que “compreendeu a posição de J.J. Abrams, vendo a si mesmo” quando Abrams planejou reviver a franquia com Star Trek;
• Sobre o filme Star Trek, Meyer disse: “Eu achei que foi espectacular”;
• Meyer (um amigo da família para o pai de J.J. Abrams) não se lembra do evento descrito por Abrams em uma recente conferência de imprensa, mas se lembra de lhe ter dado o “Annotated Sherlock Holmes” durante o seu Bar Mitzvah;
NOTA: Abrams disse em uma de suas entrevistas que, quando criança brincou com Meyer de filmar algo bem bobo e que o diretor, mais tarde, veio ao Bar Mitzvah (cerimônia de passagem que acontece entre os judeus) e lhe deu uma coleção de Sherlock Holmes.
• Meyer, embora um entusiasta de Holmes, observa que “ele não é um fã dos filmes de Sherlock Holmes”, mas “espera que ele possa se divertir” com o novo filme;
NOTA: A mais nova versão de Sherlock Holmes está com data de estréia prevista para 08 de janeiro no Brasil, tendo Robert Downey, Jr. (IronMan) e Jud Law (I. A.) nos papéis principais.
• Perguntado se gostaria de dirigir o próximo Star Trek, Meyer respondeu que ”depende do roteiro”, mas brincando disse que o filme que gostaria de fazer seria “um bom”;
• Meyer diz que ele e o compositor Cliff Eidelman de Star Trek VI: A Terra Desconhecida ainda estão tentando “obter permissão de Paramount” para fazerem uma obra musical baseada no filme;
• Meyer diz que “adorou” a versão cômica da Robot Chicken numa ópera de bonecos para Star Trek II, e sente que Star Trek II poderia funcionar como uma ópera mesmo, mas ele está “mais intrigado com as possibilidades do VI” como uma ópera;
O projeto mais recente • Meyer está escrevendo um roteiro para um filme de Johnny Depp, chamado The Factory Crook, e agora está à procura de um diretor. Sua recente script de George Washington parece estar congelado no desenvolvimento.
21 Responses to “Nicholas Meyer fala sobre Star Trek de Abrams”
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Seja o que for que ele tenha feito em ST II, acertou em cheio.
Recomendo que assista o especial do DVD de Star Trek II. Lá tem muitos comentários sobre os objetivos do filme e algo muito bacana foi o fato deles trabalharem o fato de se envelhecer.
Lamentável esse ostracismo do Meyer. Até por possuir esse relacionamento pessoal com o Abrams, ele deveria de alguma forma voltar a participar da franquia.
Ele é o “CARA” !!!
Abs.
Não acredito no retorno de Nicholas Meyer antes do término de uma “trilogia de Abrams”, mesmo que este não dirija os dois outros filmes.
Meyer é muito autoral, assim como J. J. em menor nível, e nunca faria um filme sem impôr suas ideias. Sem falar que para os padrões dele, o roteiro de Star Trek é uma nulidade em conteudo.
Post 5: Estranha afirmativa, quando o próprio Meyer achou o filme de Abrams “espetacular”.
Post 5: Eu acho as semelhanças entre ST II e ST XI gritantes. Ambas mostram vilões que querem se vingar de um tripulante da Enterprise: em um filme Khan quer se vingar de Kirk, no outro Nero quer se vingar de Spock. Em ambos os filmes uma arma destruidora de potência planetária é utilizada: Em um filme é o Projeto Gênesis, no outro é uma perfuratriz de crostas continentais. De certa forma, um roteiro é baseado no outro. Se um tem conteúdo o outro também têm, pois é quase o mesmo conteúdo. Claro que há também muitas diferenças, mas as semelhanças são mais significativas do que as diferenças.
ST XI é uma droga perto do STII, se tirarmos o marketing já era. Para dizer a verdade os dois filmes são cruelmente inversos. Enquanto o do Meyer se concentra no roteiro formedável e deixa o resto no comum, o do $J$J$ é só $$, mostrando que ha um diretor de cinema de um lado e um vendedor de artigos “paraguaios” do outro.
STXI não é ST.
Cinema é dinheiro, rapazes.
não se iludam.
post 6:
Saldan, o Meyer ao dizer “espetacular” foi apenas polido ou político, para abrir uma possibilidade de retorno a franquia. Podemos ler também que a façanha do Abrams foi espetacular, assim como a dele anos antes, não o filme em si.
post7:
AlexAltorfe, os dois filmes são parecidos sim. Só que STII tem um grande conteudo: o tema envelhecer.
Kirk reclama de estar velho para as aventuras, descobre um filho e ainda por cima a máquina destruidora é um nascedouro de vida, zera o que existe e coloca algo novo no lugar. Temas que se entrelaçam a todo momento.
Já o vilão tem um profundidade que Nero não tem. Khan prosperaria mas, por azar, foi jogado num canto do universo que mingou. Seu desejo de vingança tem a ver com sua identidade de lider, o lado da esposa é apenas um detalhe a mais. Além do que ele quer vencer Kirk, não simplesmente destruí-lo. São coisas distintas.
E em STXI? Nâo há conteudo dramático. Apenas uma aventura jovial que não quer ofender nem cutucar ninguém.
Post 6
Saldan
O roteiro de STII é fechado, tem ligação cada ação uma com a outra.
Star Trek tem várias cenas sem conexão uma com a outra. Somente a cena do Kirk em Delta Vega é totalmente sem sentido. Com um pouquinho só de imaginação teriam feito coisa melhor.
O roteiro é disperso, colocando as coisas de acordo com a necessidade do momento sem se preocupar com o todo.
Temos que lembrar que Meyer não era trekker quando assumiu Star Trek II – e acho que ele não é trekker hoje (igual a JJ Abrams).
Mas mesmo assim, fez um trabalho maravilhoso com uma marca que estava renascendo.
Isso não significa que ele venha a repetir a façanha em algum Star Trek futuro, pois ainda acho que até aqui, Meyer soube se colocar no lugar certo na hora certa. Ele não é um metido a faz-de-tudo.
Por isso, não chamaria a situação atual de Meyer de “ostracismo”.
Eu acho que ele apenas sabe ver a oportunidade certa na ocasião certa.
Se Meyer ver algo legal ele vai lutar pra assumir a direção e fazer outro espetáculo na direção de STAR TREK.
“Espetacular”, com aquele anti-roteiro?
Meyer NUNCA me decepciona (risos).
Abraço
Castanha
Me admira a capacidade de alguns em ler a mente alheia – em especial a de Meyer…
Post 10:
Netiteve, concordo com as semelhanças que você relacionou. Discordo, no entanto, com a idéia de que ST XI não tem conteúdo dramático. Achei o desempenho dos atores memorável, com menção honrosa a Karl Urban. E francamente, Eric Bana não fez feio não. Pode não ter sido à altura do saudoso Ricardo Montalban no melhor papel de sua carreira, mas fez de Nero um vilão expressivo e convincente.
Post 11:
Verde, concordo que o roteiro de ST XI poderia ter sido melhor, a sequencia no planeta Delta Vega sendo a maior fraquesa do mesmo. Mas de modo geral foi um dos melhores filmes de ST. Certamente foi melhor que “The Final Frontier”, “Generations”, “Insurrection”, e “Nêmesis”, por isso não jogo tomates no JJ Abrams não. Ele merece nosso respeito por ter ressuscitado nossa amada franquia, e por tê-lo feito “with a bang!”
Post 10:
Netetive, onde escrevi “semelhanças” leia “diferenças”.
Alex
Concordo que os filmes que vc relacionou são inferiores ao XI, mas devemos salientar que os outros filmes são muito superiores, principalmente os: ST I, II, IV, VI E VIII (HÁ DISCORDÂNCIA SOBRE ISSO NA MAIORIA DOS TREKKERS).
No entanto, estes que eu citei possuem roteiros melhores, até mesmo o ST III tem um roteiro melhor, apesar do final previsível. Numa escala pessoal de 0 a 10, STAR TREK é 7, no máxio, para mim.
Concordo que o Urban foi genial, mas do resto da até para chorar pelo Quinto, pela Saldana, do carinha que fez o Sulu, e principalmente pelo até desnecessário Bana.
E se Meyer não foi, é ou será Trekker isso não importa, o que importa é que ele não precisou jogar tudo no lixo como esse universo paralelo rebootizador fez (alguém ainda é inocente o bastante para acreditar que todo o resto não virou lembrança). Para mim comparar os dois ainda é comparar um artista com um vendedor de carros usados trambiqueiro.
Mudando um pouco o foco dos comentários, achei interessante a idéia de um ópera baseada em ST. Me lembro que no fim dos anos 80 foi encenada no Brasil uma comédia teatral inspirada justamente em “A Ira de Khan”
A necessidade de ser “politicamente correto” e a pressão para estar “em sintonia” com o sucesso de bilheteria de “StarTrek” continuam gerando declarações estapafúrdias e inacreditáveis da parte de alguns dos grandes contribuidores para o sucesso de ‘Jornada nas Estrelas’.
Se o Nicholas Meyer realmente acha “StarTrek” “espetacular”, então Jornada II e VI devem ter sido obra da divina providência, e não produto das idéias e trabalho de um bom escritor e diretor…
Ei, caí aqui por acaso, mas aproveito prá dar minha opinião sobre ST XI: ridículo. O cara precisou criar um OUTRO universo prá contar uma história se Star Trek ??? Sem chance, JJ Abrahms é muito medíocre.