Lindelof compara sequência de Star Trek a Batman
O roteirista e produtor Damon Lindelof está escrevendo a sequência de Star Trek juntamente com outros dois roteirias, Roberto Orci e Alex Kurtzman. No fim de semana ele esteve no Creative Arts Emmy Awards, onde ele falou sobre os objetivos da equipe para Jornada e novamente fez comparação com outra grande franquia recentemente renovada, Batman.
E Online conversou rapidamente com Damon Lindelof sobre o próximo filme. Lindelof não disse de forma específica o que estão fazendo, mas disse que eles iam tentar levá-lo a mais um passo adiante. Para o roteirista, o primeiro filme foi mais fácil em alguns aspectos, uma vez que o que fizeram foi introduzir os personagens para o público. Mas depois do sucesso de Star Trek, as expectativas são elevadas e Lindelof não quer decepcionar.
A barreira é muito alta para a sequência. Nós estamos olhando para um filme como O Cavaleiro das Trevas, que na verdade foi um passo além de Batman Begins. Foi realmente algo bom e, ao mesmo tempo era um filme de super-herói. Nós não queremos abandonar todas as coisas que fizemos no primeiro filme - tê-lo divertido e emocional, mas também queremos que o filme repercuta em relação ao tema, por isso estamos sendo pretenciosos.
Alguns fãs já mostraram preocupação que a comparação com O Cavaleiro das Trevas indique uma seqüência muito mais sombria para Jornada, possivelmente abandonando as clássicas aspirações de Roddenberry com o otimismo no futuro. No entanto, em 2005, os mesmos produtores citaram Batman Begins como referência, e o filme Star Trek foi claramente muito diferente da reimaginação de Batman, em termos de tom e estilo.
Assim, o olhar da equipe para o trabalho de Nolan foi uma referência em termos de qualidade e de sucesso. É interessante notar que tanto Star Trek quanto Batman Begins tiveram quase e mesma bilheteria (372 milhões para Batman e 385 milhões para Star Trek). No ano passado, quando foi perguntado a J.J. Abrams se eles estavam pensando em maneiras de melhorar o desempenho fora dos EUA, mais uma vez o diretor apontou para O Cavaleiro das Trevas como um modelo de uma sequência que trouxe mais espectadores no mundo. Abrams fez também notar que ele não pensa em ter Star Trek 2 capaz de igualar a fantástica bilheteria de O Cavaleiro das Trevas, mas é um bom objetivo para definir. Ainda mais importante do que o dinheiro, Abrams disse também que o plano para a sequência foi para “ir” um pouco mais fundo na história. É o que todos esperamos.
Fonte: Trek Movie.
16 Responses to “Lindelof compara sequência de Star Trek a Batman”
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DS9 foi um pouco mais dark que os outros seriados de ST, sem, contudo, deixar de ser otimista.
Acho que poderia ser feito da mesma forma para um filme do cinema e, ao mesmo tempo, ter um roteiro decente para o tamanho desta franquia.
A Ira de Khan também teve uma conotação meio sombria, não só pelo sentimento de vingança e da morte de um personagem importante, mas pelas discussões quanto a durabilidade dos próprios personagens. Não deixando, claro, de ter aquele toque genial de otimismo e humor.
“estamos sendo pretenciosos”, espero realmente que eles consigam atingir a meta a q estão se propondo.
Concordo Ralph e Verde, acho q o otimismo e o humor devem fazer parte da sequel, mesmo com uma estória mais intensa e engajada.
E nada de “chatice” por favor!!!
Mas quer saber algo me diz q eles querem é confundir a gente cada vez q dão uma entrevista!!!
E hoje é aniversário do CPine(30 anos)!
Então, Feliz Aniversário incrível Blue Eyes!!!
Acredito eu que eles estão realmente querendo fazer ST 2.0 semelhante a Cavaleiro da Trevas, em termos de aprofundar as relações entre os personagens. Para mim, Cavaleiro da Trevas amarrou a relação Bruce/Coringa/Promotor em alto nível, a dualidade dos personagens transmitida ao público foi bem feita. Nesse ponto acho válido usar em Jornada. Mas acredito que a lição que Batman poderia dar seria que mesmo de uma franquia que foi boa, mas tornou-se envelhecida, podemos tirar sempre algo a mais, com criatividade e mantendo a essência do original.
Hummmm…. o problema é o resto do mundo. E pelo jeito, somos o resto do resto, haja visto como a ParaM… Brasil divulgou o filme aqui. As coisas se repetem, não aprendem. Será que os ZéManés não sabem que, por falta de apoio, TOS foi prematuramente cortada e que, se não fosse assim, ST seria muito maior hoje? Os dirigentes são fazem M….
Hummmm…. A preocupação da equipe é em fazer um roteiro bom ou ter uma boa bilheteria????
Tomara que consertem essa questão da relação entre os personagens. No primeiro ficou boa a relação Spock x Kirk, mas o bacana é o trio e esse negocio de 2 caras é meio esquisito, da margem, é só ver alguns videos que andaram fazendo no Youtube (mas nada contra como dizia o Seinfeld).
Ah não se preocupa com isso Cesar Adr, faz parte do momento atual essas brincadeiras, o casal Pinto já virou clássico na internet e nem tem mais graça.
Sorte do Nimoy e do Shatner q na época deles o pessoal pegava mais leve!
E nem o Batman e o Robin ligam prá isso e aguentam a piada há mais tempo!hahahahah!!!
O problema é se o Damon Lindelof tentar fazer algo como Lost…
Na verdade, o que define uma história ser sombria ou otimista pode muito bem ser só o final. Um bom diretor consegue fazer um filme obscuro, dramático, desesperador e trágico e no final resolver tudo que parecerá otimista. Contudo um roteiro mal acabado podefazer um roteiro todo iluminado chegar a um final nada positivo e fazer os fãs dizerem que é pessimista.
Se eles elevarem em alguma coisa as qualidades do filme já será de grande avanço, mas o que fizeram com O Cavaleiro das Trevas é muito difícil mesmo, pois se me lembro o Nolan simplesmente jogou tudo o que as histórias do Batman tinham de melhor só naquele filme, e agora ninguém sabe como continuar a franquia e já falam em um novo reboot. E como sabemos $J$J$ terá que dosar as coisas para mais um filme depois.
Aconteceu quase que a mesma coisa com EU , ROBOT. Fizeram um filme com todas as principais idéias do Asimov (a estória não foi dele), e, praticamente, não sobra mais nada para filmar.
Estão se virando no avesso para ver quem vai filmar e como o FUNDAÇÃO. Já passou por 3 grandes estúdios, mas ninguém tem coragem.
Que seja parecido com o último do Batman ao menos quanto a ter um ótimo vilão.
Abraços.
Orci & Kurtzman escreverem algo bom? inteligente? criativo? e que dignifique ST? Terão de nascer de novo e se tornarem escritores, porque não são escritores, são costuradores de idéias aleatórias sem sentido e filmadas a la videoclip (antigo este termo). Mas sou antigo e gosto de Histórias / Estórias que sejam inteligentes e criativas, algo que o cinem atual aboliu para poder cooptar a mentes juvenis que não querem pensar,só ver correria, tiros, explosões e um final com gancho para proxima sequencia mais alucinada ainda.
Comecei a ver episódios de Jornadas nas Estrelas na TV em preto e branco, quando aquilo ainda era novidade. Como só no sábado assisti a este novo filme pelo Telecine, resolvi apresentar umas coisas que ficaram em minha cabeça em algum blog que abordasse o assunto.
Em relação a efeitos, cenários, atuação de atores, está tudo muito bem, mas não gostei do enrêdo, história ou o que seja. Começa pelo fato de que o terrorista espacial voltou do futuro deles na sua nave-caverna-afegã e destruiu o planeta de Spock; de quebra, acabou mudando o passado da série clássica. Os personagens tiveram suas carreiras antes de chegar à Enterprise original; o destino do capitão Pike de lá também foi outro. Focando no público jovem, pegaram os antigos personagens, tornaram-nos pós-adolescentes e colocaram nas mesmas posições e relações anteriores.
Não me lembro se na série original existe alguma referência a uma possível destruição do planeta de Spock e que aquele que existia seria uma recolonização, mas o resultado da história deste novo filme cria problemas, a meu ver: para onde vão levar o jovem Spock ressuscitado depois d’A Ira de Kahn? Onde Kirk e Spock lutarão em disputa pela vulcana? Não sei se isso é opinião ou pitaco, mas acho que para reativar a franquia e conquistar público jovem eles mexeram com a “realidade” da série, porque Star Trek tornou-se uma referência cultural, uma espécie de realidade paralela. Foi como se o Exterminador do Futuro tivesse conseguido matar Sara Connor.
Fiquei me perguntando, também: será que entregariam o comando do mais moderno porta aviões a um cadete encrenqueiro e recém saído da acadêmia? O geniozinho desajustado é um clichê, personagens que começam “inimigos” e tornam-se amigos é outro. Em todas as séries os principais personagens eram adultos; Picard era um francês careca e de meia idade, mas os produtores visaram o público jovem, precisavam de identificação.
O sucesso da série original deve-se muito mais a sugestões científicas apresentadas (teletransporte, intercomunicadores, data estelar, dobra espacial) e a bons temas propostos nas tramas, muito mais do que a explosões e ação. Estou muito longe de ser um Trekkie ou grande conhecedor da série, mas gosto muito de Jornada nas Estrelas. Então eu gostaria de saber qual é a opinião dos fãs mais antigos das séries sobre este filme.