Uma entrevista com Harve Bennett, Parte II
Na primeira parte da entrevista com Harve Bennett, ele contou suas memórias de como se juntou a franquia e as produções de A Ira de Khan, À Procura de Spock e Viagem Para Casa. Agora, nesta segunda metade, o produtor comenta sobre o filme dirigido por Shatner, A Fronteira Final, e explica por que passou a produzir Uma Terra Desconhecida. Revela ainda a proposta de script sobre a Academia da Frota, não aprovada pelo estúdio, e o que achou de Star Trek.
Você passou a produzir o mais popular dos longametragens de Jornada, A Volta para Casa, e logo depois veio o criticado A Fronteira Final. Foi tão ruim assim como as pessoas parecem pensar? E o que você achou da direção de William Shatner?
“É uma lembrança desagradável. Eu tive um relacionamento maravilhoso com Bill. Eu podia lidar com ele muito bem, mas como o chefe do cenário foi muito difícil. Mais importante, ele tinha uma aprovação da história. Ele veio a mim no início da produção e disse: - ”Eu consegui! Eu tenho (a história)! e eu disse:- ” O que é isso? Ele respondeu: – “A próxima Jornada, vamos encontrar Deus”. Eu repliquei: – ” Nós vamos encontrar Deus? Quem é Deus, Bill? Ele disse: – ” Nós estamos indo encontrar Deus”. Eu continuei argumentando: – ” Tente pensar dessa forma. Propaganda na TV: Em Jornada, o capitão e a tripulação encontram Deus. Você pode ver o quanto difícil isso seria?” Ele respondeu de pronto:” Não. Não. Eu acho que é a última fronteira final”. E assim foi o argumento dele”.
“No final, o estúdio convenceu-me que se ele desistisse disso eu desistiria (de criticar). Chegamos a um acordo que foi, “OK, nós nunca vamos realmente encontrar Deus. A viagem para tentar encontrar Deus será a visão”. Essa foi a premissa sobre a qual passamos, mas o fato é que ainda era uma história sem graça. Era uma história que não poderia chegar a um clímax, pois você poderia dar pista de Deus, poderia apresentar uma abstração, mas não seria satisfatória dramaticamente. Assim, investigamos as entranhas da psique de todos e tornou-se uma espécie de sessão de terapia de celebridades”.
A história corrente que contam por aí é que o estúdio não iria fornecer os dólares necessários para um final de efeitos especiais carregados e que, se Shatner tivesse conseguido o dinheiro para trabalhar, então A Fronteira Final teria sido muito melhor”.
Não é verdade.
Não é verdade?
“Absolutamente não é verdade. O final, você simplesmente tem que não estar nem aí pra ele ou acabar com ele. Você está sugerindo que este é Maomé? Você está sugerindo que este é um conceito budista? É este um conceito ortodoxo católico? E só confunde a mente de quem você provavelmente poderia ofender e quão poucos você poderia provavelmente agradar”.
Sean Connery foi sondado para fazer supostamente Sybok. O quanto ele estava perto de entrar para a produção?
“Não estava próximo”.
Você finalmente passou a produzir A Terra Desconhecida. Algum arrependimento dessa decisão?
“Não”.
Você realmente esperava produzir um script chamado Star Trek: Os Anos da Academia …
“Foi o melhor script de todos e nunca se produziu. Foi no final do meu trabalho. Ned Tanen, que foi chefe de produção da Paramount, deu luz verde antes que ele deixasse a direção. Tivemos até reconhecimento de locação e enviamos propostas para o elenco. Eu estava de olho em John Cusack (Quero Ser John Malkovich) para fazer Spock, que teria sido maravilhoso. Ethan Hawke (Atraídos pelo Crime) poderia ter sido Kirk. Havia tantas possibilidades. Mas basicamente era uma história de amor e era uma história de cadetes, adolescentes. E, a fim de obter Shatner e Nimoy, tivemos um envolvimento em que Kirk volta para a academia e a história se passa em sua memória. No final, Kirk e Spock se reúnem e são teletransportados de volta para a Enterprise, que teria deixado uma potencial nova série, a academia, e uma história com outros potenciais com o elenco original. Todas as possibilidades estavam abertas, o roteiro era bonito, e a história de amor foi assombrosa, mas isso não aconteceu”.
“Mais tarde, em meados dos anos 90, (então chefe da Paramount) Sherry Lansing me chamou e disse: - ”Venha me dizer sobre esse script que não o fizemos”. Tivemos uma reunião. Ela se entusiasmou e assim foi. Em seguida, algumas semanas mais tarde, ela ligou para dizer que eles não podiam ir a frente porque o departamento de televisão ia fazer um piloto que era um prequel. Que acabou por ser a série Enterprise. Esse prequel tinha muito pouco a ver com os anos de academia, mas se chocou com o renascimento do script”.
Você saiu de Jornada e eles aprenderam a viver sem você. A franquia voltou recentemente para o grande público com um sucesso, graças ao filme de Abrams. Seus pensamentos?
“Eu vi esse filme. Eu não sou audiência para isso. Cenas rápidas. Explosões. Pelo amor de Deus. Ou isso faz de mim um dinossauro ou há um problema de gerações, mas isso não é culpa do J.J.”
Após sua saída da franquia, você produziu outros projetos e se aposentou após a série Invasion America em 1998. Esses dias, nós sabemos que você está basicamente relaxando e escrevendo suas memórias. No final do dia, porém, o que você gostaria de pensar que são as suas contribuições mais significativas para Jornada?
“Eu ressuscitei a franquia (naquele momento). Essa seria a minha contribuição. Não poderia ter sido outra “Jornada” e certamente não teria se prolongado se Star Trek II não tivesse sido um sucesso muito viável. Star Trek: O Filme foi como um último memorial a uma grande franquia, mas não era o tipo de coisa que estimulasse as pessoas a voltarem para ver mais do mesmo. Meus amigos dizem que eu tenho algo chamado de síndrome de Lázaro, porque inúmeras vezes eu trouxe algo ou alguém de volta dos mortos. Tudo começou com a Mulher Biônica. Nós matamos Lindsay Wagner, mas os fãs de O Homem de Seis Milhões de Dólares queriam Steve Austin e Jaime Sommers juntos. Porque era ficção científica, e você pode fazer um monte de coisas estranhas na ficção científica, nós colocamos ela em congelamento criogênico e, em seguida, trouxemos de volta para uma série própria. Assim, Lindsay foi a minha primeira volta dos mortos. E então havia um sujeito chamado Spock …”
“Quando assumi a atribuição de fazer Jornada, um dos problemas foi que Leonard Nimoy havia escrito seu livro “Eu não Sou Spock”. Ele tinha publicamente se colocado fora da franquia, que ele nunca faria Spock novamente. E um dos meus primeiros desafios foi convencer Leonard que ele deveria voltar, porque não seria Jornada sem ele. Eu finalmente convenci-o com um argumento muito simples, o ator provou. Eu disse: - ”Leonard, se você voltar, eu vou dar-lhe a maior cena de morte desde de Janet Leigh em Psicose. Um terço do caminho dentro do filme, vamos matá-lo. O público vai ficar chocado. Será o fim de seus problemas com Spock e vamos continuar a completar a história. Ele disse: – ” Isso é bom. Eu gosto disso”. Então, ele assinou. Por uma variedade de razões, incluindo Gene e 100.000 cartas ao estúdio recebido dos fãs, depois que saiu que nós estávamos indo matar Spock, nós não poderíamos fazê-lo da maneira que planejamos. Assim, houve uma regravação e quando Nick Meyer, que Deus o abençoe, veio a bordo, encontramos um caminho para alargar o papel de Spock. E foi muito melhor, porque eu acho que A Ira de Khan poderia ter sido um fracasso, se Spock tivesse morrido um terço do caminho. Então conseguimos que A Ira de Khan funcionasse, Nick Meyer foi brilhante, e o resto é história”.
Nota do editor.
Uma revisão do script de Bennett, Star Trek: Os Anos na Academia, foi publicada pelo site Ain’t It Cool News em 2006. Aqui apresentamos um resumo do que poderia ter sido o sexto filme da franquia.
A história começa após os eventos retratados em Star Trek IV: A Volta Para Casa, com o Dr. Leonard McCoy sendo abordado por um grupo de cadetes da Frota Estelar, e é questionado sobre seus famosos ex-companheiros, Kirk e Spock. “O que eles gostam?” um pergunta. “Eram amigos?” pergunta o outro. Para sua surpresa, McCoy zomba da idéia. “Eu nunca conheci dois candidatos menos prováveis para a amizade em toda minha vida”, diz ele, acrescentando que Kirk e Spock eram tão diferentes como a noite eo dia, ou “Vulcano e Iowa”.
A partir daí, a história tem flashes de volta para Iowa, onde um jovem Jim Kirk é repreendido por seu irmão, George Samuel Kirk, por imprudência ao voar no seu “avião agrícola futurista”. Jim parece fadado a permanecer em sua fazenda na pequena cidade - até que ele é aceito como um dos centenas de novos recrutas na Academia. Em outro canto, em Vulcano, o jovem Spock também está sendo dissuadido por um indivíduo chamado Shardik para aceitar um lugar na Academia, onde ele seria o primeiro e único aluno com sangue Vulcano.
Chegando em San Francisco, onde a Academia tem por base, Jim aceita um passeio de bicicleta rápida de uma jovem, Cassandra Hightower, que se tornará seu interesse amoroso, ele entra em confornto com um cadete, Kalibar, encontra seu novo companheiro de quarto, McCoy – que ele imediatamente batiza de ’Magro’, e um oficial de engenharia, Montgomery Scott, que trabalhou em um projeto de propulsão de dobra com o pai de Jim, George Kirk, até que ele foi considerado morto depois que sua nave de teste, o Boaventura, desapareceu durante uma dobra experimental de dilithium-abastecido.
A escravidão ainda domina muitas economias da Federação, incluindo a terra natal de Kalibar, onde Kalibar é o próximo na linha para o trono. O preconceito racial é também uma poderosa força no universo, como evidenciado por um espancamento que Spock sofre nas mãos de Kalibar e seus companheiros, e do qual ele é resgatado por Kirk. Kalibar é expulso pelo espancamento, assim como ele descobre que seu pai foi morto em um golpe de Estado, um evento possivelmente associado a um anúncio anti-escravidão do novo Kodaris, um embaixador da terra natal de Kalibar.
Mas Kirk e Spock têm problemas: ambos são confinados nos quartos por trapaça (Spock ajudou Kirk em seu exame a mecânica quântica, usando o elo mental Vulcano), enquanto McCoy e Cassandra reportam à sua primeira missão a bordo de uma nave antiga, descrita no script como “um cavalo de guerra, golpeado e remendado. Seu projeto não pode ser familiar, mas seu nome é: USS Enterprise”. Mas antes que eles possam concluir sua missão – retornando o Embaixador Kodaris à sua terra natal – Kalibar ataca, desabilitando a Enterprise, e ameaçando destruir a nave, a menos que Kodaris seja liberado à sua guarda. Sabedores da situação, Kirk, Spock e Scotty roubam uma nave protótipo, o Boaventura II, do museu da Frota Estelar, chegando tarde demais – a Enterprise está muito danificada, o seu capitão está morto, a sua tripulação morrendo.
Transportados a bordo da nave atingida, Kirk, Spock, McCoy e Scotty entram em ação, cada um assumindo papéis com ecos de seus postos no futuro, e a base do improviso eles derrotam a nave de Kalibar. Com Kalibar derrotado e salvo a Enterprise, a tripulação, incluindo Christine Chapel, seguem caminhos separados, destinados ao encontro novamente.
O filme corta para os dias atuais, onde McCoy termina sua história. Seu comunicador bips, quando Scotty pergunta se ele está pronto para transportar de volta a bordo da Enterprise. McCoy desculpa-se com o grupo de cadetes da Frota Estelar, e tem um último olhar ao redor. “Leve-me para cima, Scotty”, diz ele.
Para adequar os atores Leonard Nimoy e William Shatner, o script foi alterado para as memórias de Kirk/Shatner.
26 Responses to “Uma entrevista com Harve Bennett, Parte II”
Comments
Read below or add a comment...



otima entrevista, o site oficial voltou a ser o melhor site da franquia finalmente
“Na próxima jornada, vamos encontrar Deus” kkkkk…Doidinho o Bill…mas ele é legal!! quase destruiu a franquia mas ele é legal!!!
Ótima entrevista, a materia é muito esclarecedora. A ideia de Bennett para o filme é muito boa, se tivesse sido feita teria deixado mais um bom filme na franquia, mas, penso o superego do Shatner não permitiria que outro alguém naquele momento fizesse o papel de Kirk, mesmo com a justificativa de ser mais jovem. Ele preferiu encontrar Deus e deu no que deu.
Não acho a fronteira final tão ruim assim…
Aqui, me desculpem a pergunta, sei que é totalmente fora do tópico:
Alguém joga/ já jogou ST Online? Tentei comprar no “BUY it NOW” do site oficial mas ele diz não estar disponível para o meu país. Como eu faço? Joguei o demo e achei ótimo!
Abraço!
Bom, “vamos encontrar Deus” é a cara do Shatner mas vou pegar leve com ele dessa vez e “deixar passar”. Ótima entrevista.
E adoro a idéia de um filme sobre os anos da Academia, só não sei se depois de ST poderia ser a mesma estória já q mexeram no Canon como voces q entendem disso costumam dizer.
A bola é sua Ralph, explique isto!!!
@Marcos,
eu jogo Star Trek Online. EU comprei o jogo na Amazon, o custo de importação foi alto, mas valeu a pena.
Sandra, não sou expert em desvios canônicos, mas pelo que entendi, a história do Bennett não se enquadra com Star Trek porque no filme o pai de Kirk morreu sem ver o filho e no script Kirk trabalha com o pai em uma fazenda. É exatamente nesse ponto em que tudo muda em Star Trek. Portanto, o desvio temporal de Star Trek não faz com que esses acontecimentos de Bennett se realizem. Mas acho que a idéia de fazer Kirk ter memória da Academia seria mais interessante que o desvio temporal. Mas aí vem a velha discussão sobre ficar atrelado ao canôn e coisa e tal.
Portanto, chute essa bola pra longe.
Bom é ficção né Ralph então se um dia eles resolverem fazer uma série dessa estória é só voltar ao início. Acho que seria um seriado bem legal.
Algumas partes parecem ter influênciado o novo filme? Ou será que a idéia foi só uma coincidência? Mas mesmo assim dá para ver que o fantasma dos prequéis sempre assombrou Jornada nas Estrelas. E se Bennett tivesse continuado na franquia teria cido ótimo, mas a Palermount sempre gosta de mandar os talentosos embora.
E Sandra, creio que no tempo normal de Jornada nas Estrelas a Kelvin (nave essa que não seria possível pelo cannon) simplesmente faz sua patrulha e volta para algum posto ou base, Kirk nasce sem problemas, é abraçado e criado pelo pai junto a sua família completa, tem essas aventuras na academia, é mandado para ser oficial da Farragunt, e chega para substituir Pike que é aposentado por invalidez na Enterprise onde acontece TOS. Nero nunca chegou a esse tempo, e sim a algum tempo paralelo do ST2.0.
Sandra, com certeza se deixassem Star Trek no seu cantinho e passassem a focar a linha temporal original, o roteiro de Bennett não afrontaria o cânon, e com alguns ajustes, seria muito bom, daria uma incrível série, e ainda poderia trazer de volta Shatner em rápidas aparições no episódio piloto. Mas vc sabe que, por enquanto, essa linha temporal está esquecida.
Pado, dizer que a nave Kelvin não existiria no cânon é leviano da sua parte. Vc sabe os nomes de todas as naves da Frota na série TOS? Sabe quantas naves possui a Frota? Na verdade ninguém sabe.
Outra coisa, ninguém sabe porque Kirk substituiu Pike no comando da Enterprise. Sua invalidez se deve ao acidente na Republic, já depois de Kirk ter sido promovido a capitão.
É, então vamos esperar por ST Sequel por enquanto e torcer prá que seja ótima e agrade a maioria, né Padofull?
Aliás espero que eles achem um caminho prá agradar o Pado desta vez!!!hahahahah1
@Marcos Valério
Se vc tiver um cartão internacional… Baixe a plataforma Steam da Valve e compre o jogo on-line. O custo é de 19,90 USD e a paciência de baixar o jogo depois.
Valeu Augusto e Dukat. Vou comprar!
Ralph, eu citei a bola fora da Kelvin por causa das regra criadas por Roddenberry em pessoa, que ele mesmo elaborou como forma de padronizar a série. Regras principais quebradas: nunca haveriam motores em número impar e seu comprimento nunca superariam mais que 50% do comprimento total da nave. E até mesmo o Franz Joseph acabou aceitando essas regras no seu primeiro Trek Manual. E lá é dito também que a Constitution era a maior nave da frota em TOS. Desculpe então, mas essa é oficial, e Nero chegou a um universo já paralelo.
Onde é que estava a regra do Gene quando foi mostrada a Enterprise-D de três naceles em All Good Things, Pado? Ou talvez a terceira seção da Prometheus quando desaclopada, que só tem uma nacele? Ou talvez ainda a classe Freedom e sua única nacele?
E agora, agora é a Kelvin que é a errada da história? Fazfavor. Como se tem memória seletiva para criação de caso.
Desculpe Leandro, mas no caso da Enterprise-D seu exemplo foi muito infeliz, pois o uso de uma terceira nancele foi proposital, onde o rompimento da regra de Gene foi uma metafora ao caos em que aquele tempo alternativo se encontrava. Esse comentário da equipe de produção está no DVD importado daquela temporada.
No caso da Freedom o caso é ainda de menor importância, os destroços dela e os outros que apareceram eram só um monte de peças juntads as pressas para encher a cena da batalha de Wolf359.
E a Prometheus tem uma nancele acima e outra abaixo.
O DITL é um site especialisado em naves de Jornada nas Estrelas, lá tem analises, comparativos, imagens e comentários de todas as naves que já apareceram na franquia. Mas vou avisando, eles não falam tão bem de ST2.0 quanto vocês.
A seção disco da Prometheus de fato tem duas retráteis quando separada, mas os demais exemplos ainda são perfeitamente válidos. Pois “metáfora ao caos bla bla bla” ou não, está em tela e vale como caso de número ímpar de naceles, Pado — aceite este fato. Da mesma maneira que a Freedom também esteve em tela e vale, independente das circunstâncias. São exemplos claros e inegáveis, e anteriores a Kelvin.
Vamos dizer que o caso da Freedom e da Riguel você esteje certo, mas ignorar os motivos da Enterprise-D alternativa é errado, principalmente por que universo alternativo não conta segundo Sheldon Cooper!
Gene´s rules? Isso tudo é bobagem. Na verdade, ele não queria que mexessem em nada do que fez. Mas isso é ficção. A criatividade tem de se expandir para além dos horizontes, além do seu criador. E como disse o Leandro, vale o que está na tela e não nas intenções perdidas em livros de memórias.
Para mim pouco importa se aparecer uma agora cinco naceles. O que importa é o conteúdo, a história, os personagens.
Concordo Ralph…
ST está além da nossa, ou de qualquer visão particular; além de qualquer fronteira de restrição. ST é uma obra que nos permite imaginar, criar e ir além…
Gene criou um universo que nos permite ter um “Universo expandido” e maravilhoso em todos os seus meios.
Vida longa e prospera para ST!
Uau pessoal!!! ST está viva definitivamente pq desperta muita “paixão”!!! Adoro ler essas discussões, no bom sentido, é claro!
E é “lógico”: VIDA LONGA E PRÓSPERA!!!
“Eu vi esse filme. Eu não sou audiência para isso. Cenas rápidas. Explosões. Pelo amor de Deus. Ou isso faz de mim um dinossauro ou há um problema de gerações, mas isso não é culpa do J.J.” Harve Bennett
Só posso dizer uma coisa: Saudades de Harve Bennett.
Reconheço a necessidade do último filme, trouxe ST de volta às telas, mas, particularmente, ainda sou da opinião de HB.
Verde, vc me sac…, na hora que eu ia escrever sobre este comentário do HB, achei o seu… KKKKK!!!! Brincadeira!
Mas é isso, meu medo é que prevaleça as explosões sobre o conteúdo. Por hora, como eu tenho dito sempre, só sou contra o palhaço do Scotty e a cervegenharia. Se, no próximo filme, as ações diminuirem um pouco e o conteúdo aumentar, estaremos no paraíso (se o Scotty se regenerar e derem fim a cervegenharia).
O Scotty é fácil arrumar: digamos que ele passe por um trauma qualquer que o deixa-se um pouco mais sério (por exempo, a morte do etezinho bocoió) e a cervegenharia poderia ter passado por uma reformulação, ou conclusão (explico a conclusão: vamos assumir que a Enterprise saiu sem estar concluída, e, ao regressar da missão contra Nero, foi concluída a montagem da engenharia, pois estava com todos os maquinários expostos). Será que cola?
Até que pode colar, mas eu ainda sou mais o James McAvoy para fazer esse papel. É um sonho um tanto megalomaníaco para ST, mas a gente tem que sonhar alto.
Tenho certeza que o Pegg deixaria saudades apenas entre os fans de SW.
Os colegas que me perdoem, mas não consegui achar esse script do filme da Academia da Frota interessante!! Pelo menos da forma como foi exposto no texto acima!! Alguns trecho pareceram confusos!!
Pelos acontecimentos que seriam mostrados não vi o valor de nossos heróis expresso na história!! Spock aceitando trapacear achei estranho!! Kirk pouco brilhante!!
Sobre o Star Trek 2.0 não achei que ele contou com muita ação!! Na verdade achei até pouco pelo seu orçamento!! Claro que poderia ter tido mais história pra balancear, mas foi um bom filme!! Pelo menos poderia ter sido muito pior!!
Não entendo essa queixa dos fãs com relação a cenas de ação em Jornada!! Sempre esperei mais ação dos filmes de Jornada!! O cinema é o lugar para isso!! As séries não podem oferecer isso, elas podem oferecer muitas outras coisas, construção, conteúdo, conveitos etc.!! Jornada é um Universo empolgante e muito vivo, com acontecimentos que envolvem guerras, batalhas, não só isso é claro, mas o cinema pode oferecer essa perspectiva!!
E por mais que tenha gostado do último filme preferia muito mais que o Universo original não tivesse sido descartado juntamente com o cânon!!