Conheça o designer de produção da nova série

mark worthingtonAs informações continuam escassas sobre a nova série de Jornada nas Estrelas, com estreia marcada para janeiro de 2017. Mas seu designer de produção parece já ter sido definido: Mark Worthington. O artista já trabalhou em diversos projetos que têm conexão indireta com produtores e diretores ligados à franquia. Ele foi, por exemplo, designer de produção para o piloto da série “Lost”, que catapultou J.J. Abrams para a fama, em 2005. Worthington também foi diretor de arte para “U.S. Marshals” (“Os Federais”), de 1998, que teve a direção de Stuart Baird (também responsável por Jornada nas Estrelas: Nêmesis, de 2002).

Mais recentemente, ele serviu como designer de produção do piloto da série de fantasia “Once Upon a Time” (2011) e passou a trabalhar para a série “American Horror Story”, de 2011 a 2016. Uma curiosidade é que “American Horror Story” é uma série de antologia, com uma história diferente por temporada — e há um rumor de que formato similar seja aplicado à nova série de Jornada.

Todas essas informações estão no currículo de Worthington, disponível no site da Worldwide Production Agency. Nele, Alex Kurtzman é listado como diretor do piloto para a nova série. Já as companhias responsáveis pela produção são listadas como “CBS All Access / CBS TV Studios / Bad Robot”.

Chama a atenção a presença da Bad Robot, companhia de J.J. Abrams. Afinal, até agora, a única produtora responsável pela série é a Secret Hideout, fundada por Alex Kurtzman em 2014, e sem envolvimento de Abrams. Seria apenas um engano? Ou há mesmo algum toque de J.J. no novo programa?

Para o desespero dos fãs que gostariam de ver a nova série ambientada no universo clássico da franquia — a chamada “prime timeline”, na qual estão incluídas todas as séries anteriores, além dos dez primeiros filmes –, o site 1701News reportou recentemente que um grupo dentro da CBS — responsável pela série — defende que o novo programa seja ambientado no universo criado pelos filmes mais novos, apelidado de “Abramsverse”.

Neste ponto, isso é apenas um rumor, que depende de um acerto de ponteiros entre CBS e Paramount (detentora dos direitos dos filmes) para funcionar. Nada de outro mundo, claro, mas as duas entidades corporativas que dividem atualmente a propriedade sobre todas as coisas Jornada nas Estrelas não têm se notabilizado por agirem em conjunto recentemente. (Uma exceção foi o processo judicial contra o filme de fã “Axanar”, movido pelas duas empresas.)

Há um silêncio forte sobre a nova série, provavelmente parte de um acordo de cavalheiros para não sobrepor o marketing do novo programa de TV ao do filme que está prestes a chegar aos cinemas. Mas as filmagens estão marcadas para começar em setembro, de forma que os trabalhos — pelo menos na pré-produção — já devem estar a todo vapor.

29 Comments on "Conheça o designer de produção da nova série"

  1. Maurício Monteiro | 28 de maio de 2016 at 6:48 pm |

    Ah, Deus meu…! “Abramsverse” na nova série, NÃO! Se a série situa-se entre Jornada VI e Jornada VII, está NESTA linha temporal; logo, chega de linhas alternativas! Deixem a História (cânon) seguir seu curso normal… Lógico que há quem goste e aprove esta nova linha alternativa. Parece que, a partir deste terceiro filme, vou passar a gostar. Mas, dedinho de Bad Robot e JJ Abrams… não me cheira bem! É só minha opinião, tá, gente. Abraços a todos.

  2. Pra mim ler o nome Bad Robot deu arrepios. Chega de JJ.

  3. Desde 2008 quando se falou em reboot, a lógica dita que os filmes
    entregariam para um novo público um novo ambiente para explorar uma nova série, preferencialmente arrebatando consigo os fãs antigos e resolvendo de vez o problema de saturação da franquia.

    Em 2017 serão nove anos de “investimento” nesta nova linha. Imagine a CBS ignorar o que a Paramount fez, simplesmente voltando para o oldverse. Causaria uma certa “estranheza” nos detalhes cronológicos, caso eventos sobre Kirk & cia. precisar ser citados a toda geração que se formou partindo dos novos filmes.

    O que ocorreu – de fato – é que o novo universo, apesar de ser um sucesso financeiro e resgatar o título, não conseguiu trazer as antigas gerações, ou para não generalizar, parte dela. Cabe então estabelecer o que é mais lucrativo: Focar na antiga geração que fatalmente já beira os seus 40/70 anos ou focar em uma nova geração que estão na casa dos 20 anos e que poderão sustentar a franquia por mais 50. O meu lado empresarial fala para focar no newverse. Mas meu lado “fã” berra para não.

    O fato mais importante aqui não é qual universo a série se ambientará, mas sim como as histórias irão se desenrolar. Dependendo da forma, nada contra ser no new ou no oldverse. Com esperteza e habilidade, dá até para abstrair-se desta questão, simplesmente fixando-se que a série está numa época pós-Kirk, numa região do espaço que não envolva as raças conhecidas de ambos os universos. A premissa da série até agora parece indicar que este é o caminho seguido. Até porque escolher o oldverse, não será um mar calmo. Ele também está cheio de problemas, tão amarrado que é difícil ambientar qualquer história sem bater em algo que já tenha ocorrido, citado ou que siga a velha cronologia. Lembrando que foi esta uma das principais questões da decisão da Paramount em rebotar a franquia para se ver livre novamente em escrever páginas em branco. Com sabedoria, mesmo que citem Vulcano que é o divisor de águas entre os universos, se ele não aparecer em tela, nada impede de imaginamos que um novo planeta tenha sido colonizado e batizado com o mesmo nome ou assumirmos ser o velho planeta de Sarek. A citação deixará em aberto a imaginação.

    Que venha a nova série e que o mais importante para debatermos em cada episódio não seja se é este ou aquele universo, mas sim como ela desperta em nós a forma de ver as questões humanas atuais.

  4. Como descreveu bem o Hollander…parece lógico que a bad robot vai participar da produção da nova serie da CBS e tb lógico que utilizem o ambiente do novo universo criado por JJ mas num período à frente dos dois filmes de 2009 e 2013 e tb deste de 2016…décadas á frente de Kirk e cia. …mas no universo paralelo onde há fãs novos chegando …

  5. off topic

    STAR TRE CONTINUES EPISODIO 6

    EpVI, “Come Not Between the Dragons”

    https://vimeo.com/165431813

  6. AINDA SEM LEGENDA PT
    Mas já vale a pena ver só pela presença do filho de Scotty e de G. Rodenberry na ponte de comando…cenários idênticos e figurino idem…e dá pra entender a história mesmo em inglês pra quem não entende muito…

  7. Maurício Monteiro | 29 de maio de 2016 at 9:20 am |

    Pôxa… dá uma saudade tremenda! Vendo isso, fico a pensar: “Por que não fazer a nova série ambientada nesta linha temporal? Mudar pra quê? Por que é necessário mudar a linha temporal para explorar temas atuais, se podem continuar usando esta linha de tempo? Por que acham que só o “universo jj ” pode atrair os novos fãs? Não confiam que bons roteiros possam, somados a uma dose equilibrada de efeitos especiais e desempenho dos atores envolvidos, ressuscitar Jornada para uma longa e duradoura vida na telinha?” Abraços.

  8. Maurício Monteiro | 29 de maio de 2016 at 9:26 am |

    É… acho melhor eu ir me acostumando com isso. Sabe, FSPOK, às vezes me sinto como o que o Dr. McCoy disse no aniversário do Alm. Kirk em Jornada II: “…antes que você torne-se parte dessa coleção!” Véi, já estou me sentindo assim: uma parte do que ficou para trás, e se tentar soltar… já era eu! Abraços.

  9. Maurício Monteiro | 29 de maio de 2016 at 9:41 am |

    É, eu sei disso. Mesmo porque, Jornada não focava em efeitos especiais mirabolantes, nem neste ou naquele universo, mas, sim, em como as histórias faziam-nos pensar e meditar sobre o que é certo ou errado; moral ou imoral; porém, mesmo que mantivessem a linha cronológica atual, há assuntos inesgotáveis, que gerariam debates intermináveis… enfim, c’est la vie! Que venham as loucas cenas de ação, intermináveis quedas (onde ninguém quebra um só osso ou rasga a roupa), perseguições à moda Velozes e Furiosos, e dezenas de destruições de várias naves Enterprise; afinal, o alfabeto tem poucas letras, mas os números são infinitos…

  10. Se os roteiros forem bons e a série tiver qualidade, tanto faz se ela se passará na timeline original ou no “Abramsverse”.

  11. Maurício Monteiro | 29 de maio de 2016 at 12:54 pm |

    Aí sim, concordo plenamente. Precisamos é de boas histórias, “como quando o mundo era novo”; neste ou no – arrrgh! 😛 – abramsverse!

  12. Ser for na nova linha temporal não terei interesse.

  13. Estou bastante otimista com a série, porque na TV é possível se fazer roteiros melhores. Não podemos esquecer que FRINGE foi um seriado excelente feito pela Bad Robot

  14. Sem falar em Alias e Lost, sendo que esta marcou época na TV – apesar do final controverso.

  15. Excepcional comentário.
    Quero enfatizar um trecho do seu texto: “O fato mais importante aqui não é qual universo a série se ambientará, mas sim como as histórias irão se desenrolar. Dependendo da forma, nada contra ser no new ou no oldverse. Com esperteza e habilidade, dá até para abstrair-se desta questão, simplesmente fixando-se que a série está numa época pós-Kirk, numa região do espaço que não envolva as raças conhecidas de ambos os universos.”.
    Verdade absoluta.
    De fato, para mim tanto faz ser a Jornada do JJ Abrahms ou não, nada contra a série se passar na linha de tempo nova, etc, o meu problema não é este mas a forma com que as coisas são feitas nesta nova linha de tempo do JJ, com ação desenfreada, argumentos fúteis ou sem sentido, pouca profundidade, se distanciando do universo cerebral, reflexivo, pertinente àquilo que conhecíamos como Jornada nas Estrelas.
    Se tivermos boas histórias, que seja na linha de tempo nova, na antiga, ou até em uma linha de tempo “indefinida”, como você sugeriu (esta terceira opção parece ser realmente uma possibilidade nesta nova série. “…nova tripulação, novos heróis, novos vilões, novos mundos…”).
    Noutro dia estava conversando com um fã de histórias em quadrinhos de heróis, algo que nunca me cativou muito, confesso, e este amigo meu estava enfatizando em como isto é comum em HQs, llinhas alternativas dentro de um mesmo universo ficcional. Os fãs de histórias em quadrinhos são mais do que acostumados com isso, e todo mundo vive bem, se uma linha de tempo não agrada, ok, aquilo é um universo por si só, entre vários, e pronto.
    Abraços!

  16. JJ provou que para se dar continuidade as franquias é necessário desconstruir. Só que ST tem uma característica única que é a reflexão sobre o futuro da humanidade e o que falta para a mesma se desenvolver estabelecendo padrões etico/morais necessários para isso. A meu ver é algo que não passa pela concepção dos atuais produtores que talvez achem que tal linha não seja nem atrativa nem comercialmente viável. A humanidade do sec.XXI está exatamente como a linha temporal original retratada como violenta e autoritária se tornando cada vez mais próxima de uma guerra de proporções inimagináveis que pode causar não a extinção da humanidade e sim de como a sociedade é estruturada por uma que torne possível as pessoas conviverem em harmonia e sem preconceitos. Continuar apresentando muita ação sem esse ingrediente moral/ético é alimentar as mentes e corações dos novos fãs com mais violencia e intolerancia que fazem com que as pessoas pensem e ajam primeiro com isso para depois com a razão.

  17. O cara que faz o Kirk tem os trejeitos certinhos do Shatner.

  18. É por aí. Mas, que é vero que essa nova linha temporal é desnecessária, isso é fato.

  19. Ainda prefiro ser essa peça de coleção a sucumbir a certas coisas.

  20. Fascinante!! Muito bom.

  21. O Spock aí é emotivo mesmo, ou foi algo que aconteceu devido ao ataque?

  22. Olha, isso já foi debatido à exaustão, não vou me estender nisso de novo. Foi uma opção de fazer o necessário reboot para revitalizar a franquia sem simplesmente ignorar tudo o que veio antes. Não fosse isso, provavelmente não estaríamos aqui discutindo sobre novos filmes e futura série.

  23. Sei não… o universo é vasto para novas possibilidades. Os caras tem nas mãos tudo o que foi feito sobre a franquia, com zilhões de fans nerds par ajudarem nos desembaraços. Acho apenas que tomaram o caminho mais fácil. Poderiam ter seguido o caminho “normal”, mas, por certo daria um pouco mais de trabalho. Mas, também é fato que, independente de qual universo estejamos falando, no final, o que importa é a perfeita caracterização dos personagens e boas histórias. A meu ver, falharam um pouco nestes dois quesitos até agora.

  24. Concordo com o Trekker.

    Eu nem sei o que pensei quando vi os klingons com todos aqueles piecings na testa.

  25. Eu discordo. O pessoal fala muito em “novos fãns chegando”. Mas será que estão chegando mesmo? Acho mais fácil perder os velhos e inúteis fãns mesmo.

    A maioria das pessoas hoje, quem tem o hábito de freqüentar cinemas, assiste quase qualquer filme, então assistiriam ST com os enredos “tediosos” ou esses novos repletos de ação. Trekker assiste em ambos os casos.

    Acho que se continuar assim, além de não manter um público cativo, a tendência é a coisa desandar para a franquia, porque não vende produtos, pelo menos por aqui, da mesma forma que SW e esse mundaréu de super heróis.

    Na boa, pergunte na rua quem conhece ST hoje. Ninguém. Aliás, capaz de se lembrarem que assistiram um filme no cinema há um tempo atrás.

  26. Nos eventos de fãs clubes vemos cada vez mais gente com menos de 25anos perguntando e querendo ver TOS e TNG…Realmente pegou uma geração nova….

  27. Então está provado que o reboot é desnecessário.

  28. talvez não tenha me expressado de forma completa…cada vez mais jovens querem ver TOS e TNG ***porque viram e gostaram de ST2009 e ST ID

  29. Você tinha se expressado da forma correta. É porque eu não concordo mesmo. Se há o interesse nas séries antigas, não precisa mudar nada.

    O que precisa é visibilidade. ST estava sem desde o cancelamento da série ENT, então ninguém novo procuraria saber mesmo. Agora, independente da linha temporal, novos filmes atrairia público aos cinemas. É por isso que é desnecessário esse novo universo, faz algo (atrair público) que poderia ser atingido da forma “clássica”.

    Se a questão é ser um velozes e furiosos no espaço, beleza, faça uma série ou filmes na linha original mostrando a vida dos cadetes da frota ou do pessoal mais outlaw da galáxia em raxas estelares com suas naves de dobra.

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