Kevin Feige revela o que Marvel copiou de Star Trek

O chefe da Marvel Studios, Kevin Feig, admitiu que um ingrediente-chave no universo dos longas da Marvel foi retirado da franquia Jornada Nas Estrelas. Falando para o site Crave, Kevin admitiu que a inspiração veio do terceiro filme de Jornada.

Para aqueles que não se lembram, o filme é Star Trek III: A Procura de Spock, onde Kirk destroi a Enterprise em um esforço de última hora para vencer os Klingons e salvar Spock.

Feige diz que a terceira sequência dos heróis da Marvel: Homem de Ferro, Capitão América, e agora Thor, tem um link especial com este filme de Jornada.

“Eu nunca tinha pensado nisso antes, mas o que fizemos em Homem de Ferro 3? Explodimos sua casa e explodimos todos os seus trajes. E o que fizemos em Capitão América 3? Destroçamos os Vingadores, destroçamos as relações de Tony Stark com metade dos personagens que ele conheceu desde o dia da primeira formação. Em toda as partes três, fizemos isso. E agora destruímos Asgard neste terceiro de Thor. Oh, céus, fizemos mais uma referência” disse Feige ao Crave.

Feige então pede ao entrevistador para “Pesquisar sobre o que acontece em Star Trek III: The Search for Spock“. Feige já sabe que “explodiram a Enterprise” e admite “É aí que conseguimos”.

É claro que desde então a famosa nave de Jornada já foi destruída outras vezes (incluindo os filmes de JJ Abrams), mas essa foi a primeira e mais marcante.

Resta saber se o próximo filme Vingadores: Guerra Infinita (o terceiro da saga) seguirá o mesmo padrão.

19 Comments on "Kevin Feige revela o que Marvel copiou de Star Trek"

  1. A primeira, mais marcante, com mais significado, e mais bela destruição da Enterprise. Lembro até hoje do meu sentimento de perda, do impacto que aquilo provocou em mim, parecia que eu também estava na superfície do planeta observando aquela espécie de cometa errante entrando na atmosfera. Foi como se eu estivesse perdendo um familiar muito querido. 🖖

  2. Leandro Henrique Pereira Neto | 23 de novembro de 2017 at 7:24 am |

    O ponto principal é com mais significado. O Kirk usou sua última cartada, uma jogada desesperada para salvar sua tripulação , seus companheiros e amigos. As outras destruições não tiveram este significado.

  3. Sim, as outras destruições não tiveram o mesmo significado, nem chegaram perto, e acabaram por infelizmente banalizar o uso de tal recurso.

  4. Lembro quando vi a Enterprise ser destruída pela primeira vez e não foi assistindo o terceiro filme, mas o quarto. Naquela época, quando passei me interessar por Jornada nas Estrelas (final dos anos 80), havíamos acabado de adquirir um VHS (era algo como adquirir um Blu-ray tempos atrás) fui na locadora atrás de todos os filmes de Jornada para assistir começando pelo princípio, o primeiro filme. Porém, não havia o terceiro filme licenciado (explicação do atende na época) então tive que pular para o IV. No início, quando Kirk faz o relato do que havia acontecido no terceiro filme acabei ficando impactado com a destruição da Enterprise, afinal jamais imaginária que eles teriam coragem em destrui-la. Passado quase trinta anos desde a minha primeira visão desta cena, hoje falo que foi uma das sequências mais originais do cânon, sacrificar o que não podia ser sacrificado (diante do caráter sacrossanto que a Enterprise possuía) para vencer uma situação completamente perdida.
    Eis a cena inicial de Star Trek IV que resumia Star Trek III.

    https://www.youtube.com/watch?v=Q1N69bmZjnI

  5. Nossa, até escorreu uma lágrima aqui ao rever esse introdução! Só posso dizer que eu senti o mesmo quando eu vi a destruição da Enterprise pela primeira vez, então eu entendi que a Enterprise poderia ser qualquer nave, porque a Enterprise sempre foi a sua tripulação. 😉

  6. É errado lamentar mais pela destruição da Enterprise do que pela a morte do filho Capitão do Kirk? kkkkkk

  7. JJ nos filmes da Kelvin time line mal cita o nome Enterprise em seus filmes. Neles a Enterprise deixou de ser mais um personagem e virou apenas uma nave qualquer. Nessa nova linha de tempo a única destruição marcante mesmo foi a do último filme: a cena da destruição do pescoço, após a amputação das naceles. Foi uma cena muito bem feita com direito a homenagem a cena da queda da seção disco da Enterprise D no filme Generations.

  8. Esta introdução você só se encontra nos VHS mais antigos, nos DVD’s e Blu-ray’s ela não existe. Porem, tempos depois acabei assistindo Star Trek III na TV via SBT em um domingo a tarde e dos filmes clássicos foi último “inédito” de Star Trek para mim. Para se ter uma ideia assisti primeiro Star Trek VI do que Star Trek III tamanho atraso……

  9. Leandro Henrique Pereira Neto | 23 de novembro de 2017 at 11:38 pm |

    Não, até porque o personagem sempre foi bem chato, apesar de importante para evoluir narrativamente o personagem Kirk.

  10. Leandro Henrique Pereira Neto | 23 de novembro de 2017 at 11:44 pm |

    Nunca tinha visto está introdução, nunca vi este filme em VHS.

  11. Leandro Henrique Pereira Neto | 23 de novembro de 2017 at 11:46 pm |

    Para mim o filme ST IV mostra bem isto, a nave não é a Entreprise mas ao mesmo tempo ainda era a Enterprise.

  12. As cópias em VHS de Star Trek IV dos anos 80 possuíam esta introdução, porém as dos anos 90, feitas para colecionador (possuo uma), esta introdução foi retirada, indo direto para as considerações iniciais à tripulação da Challenger em decorrência daquele trágico acidente.

  13. A destruição da Enterprise é lamentável.
    Quanto ao filho de Kirk…Bem, eu sou um crítico ferrenho deste tipo de artefato. É batido, cafona etc. Este tipo de coisa reduz o universo ao plano familiar, existem valores e afetos que são mais nobres quando se expande além da sua cria.
    Mesmo em Discovey, usar Sarek contra nenhum outro vulcano ou vulcana ser casado ou casada com um terráqueo e tendo um filho híbrido em una população de 8 bilhões de pessoas?
    Acho um ponto fraco ter este artifício, com dez minutos de discussão entre os roteiristas uma elegante alternativa aparece.
    Abraços.

  14. O verdadeiro motivo da destruição da Enterprise (assunto de bastidores) seria emplacar a USS Excelsior como sua substituta, o próprio Shatner relata este episódio em suas memórias sobre o terceiro filme (desculpa se houver algum descompasso, pois faz muitos anos que li este livro). Pelo que me lembro, Harve Bennett via a Enterprise com uma nave apenas e poderia ser substituída por outra como se troca de carro de tempos em tempos. Porém, o caráter sacrossanto que a Enterprise possuía entre os fãs da franquia naquela época, não foi de bom agrado a sua destruição e substituição por outra. Quando vazaram as primeiras informações de que a Enterprise seria destruída (Gene Roddenberry, seria o suposto autor do vazamento já que não queria que a sua criação fosse destruída, por possuir uma relação de intimidade com ela) ocorreu uma enxurrada de cartas dos fãs expressando descontentamento sobre, até então, provável destruição da Enterprise. Como já era tarde para mudar a premissa do filme seguiram adiante com a destruição, mas tal descontentamento entre os fãs se fez notar entre os executivos da Paramount, por estas e por outras que a Enterprise-A surgiu para o quarto filme em vez da Excelsior em ser a nave base da tripulação clássica.
    Creio que esta cena foi feita de forma proposital para criar uma certa apreensão entre os fãs que não queria a Excelsior como a nova nave da tripulação clássica.
    https://www.youtube.com/watch?v=rvv1R-6a7q4

    PS – Li este livro Memorias dos Filmes do eterno Bill no final dos anos 90, portanto desculpe se algo estiver inconsistente. Se tiver oportunidade leia-o, pois vale a pena. Há muita coisa interessante sobre os bastidores dos filmes que Willian Shatner relata. O papel dado à Catherine Hicks, que interpretou a Dra. Gillian Taylor em ST IV quase foi dado a Eddie Murphy, por exemplo. Shatner também explica o porquê da substituição de Kirstie Alley por Robin Curtis, no papel da Ten. Saavik. É um livro interessante.

  15. Obrigado por tantas e tão interesssantes informações. Eu de fato não sabia (ou já soube e a memória me faltou, vai saber) que a intenção era a substituição da Enterprise pela Excelsior. E o interessante é que a solução adotada permaneceu, foi algo mantido na TNG com a Enterprise NCC1701-D, e foi além. Eu li o Memories do Bill, mas não o que você citou. Valeu pela dica. 🖖

  16. Na verdade são dois livros: Memórias do Filmes, o que li e o Memórias, este eu não li.
    https://http2.mlstatic.com/S_13964-MLB186001085_537-O.jpg
    https://cdn.30porcento.com.br/capas/9788520905838.jpg

  17. O impressionante é essa nave… continua linda e moderna… proporcional né JJ?

  18. O que li foi o Memórias. Só que tinha capa azul.

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