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	<title>Trek Brasilis &#187; Salvador Nogueira</title>
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	<description>A Fonte de Jornada nas Estrelas em Português</description>
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		<title>SPOILERAMA: TB já viu o filme!</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 02:50:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas de Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes para Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>

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		<description><![CDATA[O Trek Brasilis esteve presente à cabine de imprensa realizada na manhã desta terça-feira em São Paulo para a exibição do novo filme de Jornada nas Estrelas. Como não poderia deixar de ser, trazemos agora uma sinopse detalhada do que rola no filme e de quais são algumas das impressões de um fã durante a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-6665" title="Poster star trek" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/05/star_trek_xi_ver18_xlg-150x150.jpg" alt="Poster star trek" width="150" height="150" />O <strong>Trek Brasilis</strong> esteve presente à cabine de imprensa realizada na manhã desta terça-feira em São Paulo para a exibição do novo filme de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. Como não poderia deixar de ser, trazemos agora uma sinopse detalhada do que rola no filme e de quais são algumas das impressões de um fã durante a exibição. Claro, ao longo dos próximos dias, os editores do <strong>TB</strong> publicarão suas tradicionais críticas individuais do filme. Este artigo é para aqueles que simplesmente <strong>não aguentam mais</strong> esperar e querem saber do que se trata afinal este novo <em>Star Trek</em>. Atenção, toneladas de <strong>SPOILERS</strong>.</p>
<p><span id="more-6664"></span></p>
<p>Olha lá, não vai sobrar pedra sobre pedra, hein?</p>
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<p>ÚLTIMO AVISO. NÃO VAI SOBRAR SURPRESA NENHUMA NO CINEMA!</p>
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<p>Quem avisa, amigo é. Vamos lá.</p>
<p>A minha sensação inicial, com os primeiros instantes do filme, foi a de um sonho de fã. O padrão da trilha sonora (com sons de instrumentos de sopro fortes e vibrantes), mais efeitos sonoros reminiscentes da série clássica levam o espectador de volta ao universo de ST, de um modo muito tocante. Um zoom na ponte da Kelvin e, embora tenhamos uniformes e cenários diferentes, você tem a mais absoluta convicção de que ST está de volta. Big way.</p>
<p>A batalha com a Narada que se segue é rápida, mas extremamente emocional. O capitão Robau vai falar com Nero, e depois dizer que nunca viu uma certa nave e não faz ideia de quem seja Embaixador Spock, vai pro saco, e George Kirk assume o comando. Enquanto isso, Winona Kirk está para dar à luz. Evacuação rápida da nave, Winona é transportada para uma nave auxiliar no meio do trabalho de parto. Enquanto tudo isso acontece, o piloto automático pifa e George tem de ficar a bordo, colocando a nave em rota de colisão com a Narada. O diálogo que ele e Winona têm, via intercom, me levou às lágrimas (não sei se pelo efeito emocional do início, pela minha recente paternidade, ou pelo poder da cena mesmo). Ela tem o bebê e eles ainda conseguem discutir que nome dar a ele antes do choque da Kelvin com a nave romulana.</p>
<p>Créditos iniciais. Apenas o título, com a insígnia da Frota ao fundo. Simples e bonito.</p>
<p>Flash-forward para Iowa, alguns anos depois. Um moleque chamado James Tiberius Kirk está arrepiando com um carro antigo, item de colecionador do seu padrasto &#8212; sujeito antipático que liga, via celular, para que Jim volte IMEDIATAMENTE com o carro, sem um arranhão. Pela primeira vez na história da franquia, temos merchandising! O aparelho de comunicação, parte do painel do carro, é da NOKIA!</p>
<p>Jim tenta abrir o teto do carro, que prontamente sai voando, em alta velocidade. É um momento engraçado. Um policial inicia a perseguição. O carro cai do penhasco. Jim escapa da morte e se apresenta ao policial. Todos nós já vimos essa cena centenas de vezes, no trailer.</p>
<p>Vamos então para Vulcano, para ver o jovem Spock na escola. Cena totalmente cool, e extremamente respeitosa ao &#8220;modo vulcano de ensino&#8221;, visto em Jornada IV. Spock é provocado pelos coleguinhas e, quando falam mal da mãe dele, sai um puta pau. Acontece com ele, em seguida, o equivalente vulcano de ir parar na sala do diretor. Spock e Sarek têm uma conversa franca, e o pai diz que Spock tem o poder de escolher seu próprio caminho.</p>
<p>Flash-forward, e temos Spock já adulto (Zach Quinto), recebido pelo Conselho da Academia Vulcana de Ciências. O &#8220;reitor&#8221; aponta que Spock foi muito bem em todos os testes, e a única crítica do conselho é a iniciativa de o vulcano ter se matriculado também na Frota Estelar. Spock argumenta que estava apenas tentando maximizar suas chances (mais ou menos como alguém que faz vários vestibulares pra garantir um curso superior). O reitor diz que não será necessário, pois, apesar de sua &#8220;desvantagem&#8221;, Spock foi aceito para a Academia. Spock, vulcanamente indignado, pergunta qual foi essa &#8220;desvantagem&#8221;? O reitor responde com naturalidade: sua mãe humana. Spock então comunica sua decisão de renunciar à Academia Vulcana de Ciências, em favor da Frota Estelar.</p>
<p>Indignação na sala.</p>
<p>- Nenhum vulcano jamais recusou uma vaga na Academia antes!</p>
<p>- Como eu sou meio-humano, sua estatística permanecerá inalterada. Vida longa e próspera.</p>
<p>DESFECHO ESPETACULAR DA CENA!</p>
<p>Há também uma cena tocante entre Spock e sua mãe, em que o vulcano pergunta se a mãe tomaria como insulto se ele decidisse seguir o Kolinahr e se livrar de qualquer resquício de emoção? Amanda, claro, o apoiaria em qualquer circunstância, e o cenário começa a ser construído para mostrar uma relação intensa e amorosa entre mãe e filho.</p>
<p>Enquanto isso, em Iowa, Kirk já adulto (mas agindo como criança) vai a um bar e começa a flertar com Uhura. A cena já foi descrita antes e há flashes dela nos trailers. Ele entra numa confusão, quebra o pau com uns seguranças da Frota, e a briga só é interrompida quando o capitão Pike entra e convence Kirk a se alistar. Apesar de mostrar desprezo por Pike, Kirk acaba decidindo seguir o conselho e vai para a doca seca, onde a Enterprise está sendo construída, e se junta aos outros recrutas. Ele conhece McCoy, um médico que revela seu desgosto pelo espaço, mas explica sua decisão de se juntar à Frota: sua ex-mulher levou tudo que ele tinha no divórcio. &#8220;She left me only with the Bones&#8221;, ou algo assim, é como ele diz, sugerindo a origem de seu apelido.</p>
<p>Nero, enquanto isso, está no lugar certo, na hora certa, depois de descobrir que fez uma viagem ao passado e que o Embaixador Spock, seu &#8220;nêmesis&#8221;, deveria chegar àquele mesmo lugar 25 anos depois dele. A Narada fica ali à espera e captura facilmente a pequena nave e seu único ocupante. O plano de Nero é fazer Spock sofrer a mesma coisa que ele sofreu &#8212; a destruição de seu mundo natal.</p>
<p>Flash-forward, três anos depois. Kirk está prestes a se graduar na Academia e decide fazer pela terceira vez o teste do Kobayashi Maru &#8212; programa que já é programado há quatro anos pelo experiente tenente Spock. McCoy acha que é perda de tempo, que é um cenário sem chance de vitória, mas Kirk está confiante de que a terceira vez é a boa. Diz que precisa ir estudar, mas na verdade vai pegar uma cadete de Orion &#8212; que ele acaba descobrindo, do pior jeito possível, que é colega de quarto de Uhura.</p>
<p>No dia seguinte, o teste está rolando, e Kirk está absolutamente relaxado. As naves klingons cercam a nave, e todos estão certos de que a morte virá mais uma vez. Kirk, por outro lado, espera até um leve &#8220;tilt&#8221; na tela, e aí aponta que as naves klingons estão sem escudos. Calmamente ordena que todas sejam destruídas e procede com o resgate das vítimas do cargueiro Kobayashi Maru. Cena extremamente divertida, que funciona muito bem com os fãs.</p>
<p>Kirk está para levar um mega-crau do comandante da Academia da Frota quando um pedido de socorro chega, vindo de Vulcano. O planeta está enfrentando dificuldades, e a maior parte do efetivo da Frota está envolvido num rolo sei-lá-onde (conveniência do roteiro, claro; a nova versão do &#8220;a Enterprise é a única nave no quadrante&#8221;). Por isso, a recém-construída Enterprise é lançada, com Pike como capitão, e um bando de cadetes recém-formados na tripulação. Uhura é originalmente designada para a Farragut, mas cobra de Spock seu desejo de servir na Enterprise. Spock diz que escalou Uhura para a Farragut com medo de que achassem que ele a estava favorecendo (uma sugestão de algo mais entre eles?), mas acabou se dobrando e enviando Uhura para a Big E.</p>
<p>Kirk, em compensação, levou uma suspensão e não tem uma designação. McCoy então injeta o amigo com uma vacina, cujos sintomas o farão passar por doente para que ele possa ir a bordo da Enterprise com o médico, que foi designado para lá.</p>
<p>Os dois vão a bordo e aí se desenrola mais uma cena exibida no preview para os jornalistas meses atrás: Kirk ouve Chekov falando no intercom da tempestade magnética que está assolando Vulcano e lembra que foi a mesma coisa que aconteceu com a Kelvin, 28 anos atrás, e acabou se revelando um ataque de uma poderosa nave romulana que nunca mais foi vista desde então.</p>
<p>Ele sai correndo, fala com Uhura, vai para a ponte, relata o que sabe a Pike. Uhura corrobora o que ele diz, e aí até mesmo Spock &#8212; grande desafeto de Kirk &#8212; é obrigado a concordar. A Enterprise então já entra em espaço vulcano pronta para o combate.</p>
<p>Uma batalha com a Narada se segue, até que Nero nota que se trata da Enterprise. Isso faz com que ele interrompa o combate, pois ele sabe que o jovem Spock está a bordo. Ele quer que Spock testemunhe a morte de Vulcano. Então, transmite uma mensagem a Pike e pede que ele venha a bordo para negociar um cessar-fogo. Ciente do que aconteceu com a Kelvin e seu capitão, Pike sabe que é perda de tempo a dita &#8220;negociação&#8221;, mas elabora um plano B. Enquanto ele viaja na nave auxiliar, rumo à Narada, Kirk, Sulu e Olson deverão fazer um salto orbital de pára-quedas para pousar na &#8220;britadeira espacial&#8221; que a Narada mantém sobre Vulcano, perfurando o interior do planeta. A ideia é ir até lá, desativá-la e com isso permitir que o teletransporte volte a operar. Pike e o grupo avançado seriam então resgatados. Spock é deixado como capitão, e Kirk é colocado como primeiro-oficial.</p>
<p>Mas a coisa não vai como planejado. Olson, o redshirt, acaba caindo, e só Kirk e Sulu chegam inteiros à plataforma. Rola uma pancadaria com os romulanos, e no final a dupla desativa a &#8220;britadeira&#8221; na base da &#8220;bala&#8221; &#8212; atirando nela. O esquema funciona, mas não em tempo de salvar Vulcano: o buraco cavado já atingiu o núcleo &#8212; objetivo de Nero, que então despejará uma cápsula com matéria vermelha no coração do planeta, para gerar uma singularidade. Trata-se de um buraco negro, que engolirá aquele mundo, destruindo-o completamente.</p>
<p>Na Enterprise, Spock percebe o que se passa e pede a evacuação imediata de Vulcano. Enquanto isso, ele vai resgatar seus pais pessoalmente, pois eles estão num lugar que é o repositório da sabedoria vulcana e não podem sair de lá sozinhos. Ele procede com o resgate, e a Enterprise tenta transportá-los, mas&#8230; o chão sob os pés de Amanda caem subitamente e ela sai do feixe do transporte. Spock chega à Enterprise chocado, de ver que sua mãe foi morta no processo.</p>
<p>Ele volta à ponte, enquanto Kirk e Sulu são resgatados por um milagre de teletransporte em movimento operado por Chekov. Pike não foi resgatado e se mantém prisioneiro da Narada. Spock decide reagrupar a Enterprise com o resto da Frota, em sei-lá-onde, para que possam fazer uma investida mais forte contra a nave romulana em seu próximo encontro. Mas a Narada está agora a caminho da Terra. Kirk contesta a ordem de Spock e acha que a Enterprise deve ir atrás da Narada, para tentar evitar a destruição da Terra. Os dois discutem e, após a insubordinação de Kirk, Spock decide despachá-lo para fora da nave numa cápsula de fuga. Ele vai parar em Delta Vega, planeta gélido e muito próximo de Vulcano (que, definitivamente, não é o Delta Vega de &#8220;Onde Nenhum Homem Jamais Esteve&#8221;).</p>
<p>Nero tortura Pike e quer informações sobre as defesas da Terra. O capitão se recusa a cooperar e será coagido a ajudar com a ajuda de um parasita que o torna suscetível à sugestão. Este pedaço foi o que mais me incomodou no filme, por &#8220;roubar&#8221; descaradamente um artefato de roteiro de &#8220;A Ira de Khan&#8221;, em todos os seus detalhes.</p>
<p>Kirk, enquanto isso, está em apuros. Fugindo de monstros em Delta Vega, ele acaba sendo salvo pelo Embaixador Spock! Vindo do futuro, ele foi exilado em Delta Vega para testemunhar em primeira mão a destruição de Vulcano. Spock conta toda a história, e uma sequência narrada de flashbacks ajuda a explicar o que aconteceu no século 24 para Nero ter ódio de Spock e buscar vingança contra a Federação e seus mundos. Nesse pedaço, tudo bem para os fãs que têm lido a esse respeito deste filme por meses e leram o gibi &#8220;Countdown&#8221;, mas não sei se não vai soar absurdamente confuso e maluco para os não-fãs. Enfim, segue o lance.</p>
<p>O velho Spock convence Kirk a ir com ele até um posto avançado da Frota instalado a alguns quilômetros dali, para que ele possa voltar à ação e tome o comando da Enterprise. No posto avançado, eles encontram um indignado Scotty, colocado naquele posto terrível depois de um experimento malogrado de teletransporte com o beagle do almirante Archer.</p>
<p>Spock revela uma fórmula que o Scotty do futuro desenvolveria para realizar teletransporte para naves em dobra &#8212; procedimento que poderá levar Kirk de volta à Enterprise. O cadete tenta convencer Spock a ir com ele para convencer seu jovem &#8220;eu&#8221; de que Kirk deveria assumir o comando. O velho embaixador se recusa e diz que Kirk precisa fazer isso sozinho &#8212; e que o segredo será enervar Spock, para que ele se mostre emocionalmente inapto para o comando.</p>
<p>Kirk volta à Enterprise, com Scotty, que é resgatado após um episódio insólito, em que ele foi teletransportado para uma tubulação de água da nave. Ambos são encontrados pela segurança e o jovem Spock fica atônito de ver Kirk de volta. Lembrando a dica do velho Spock, Kirk provoca o jovem até ele perder o controle e dar uns sopapos nele. O próprio Spock, ao fazer isso, se diz incapaz de assumir o comando. Kirk, nomeado primeiro-oficial por Pike, assume a cadeira central e ordena que a Enterprise vá na direção da Terra.</p>
<p>Spock toma o turboelevador e é acompanhado por Uhura, que então o beija, abraça e mostra que há algo sério rolando entre os dois. Achei interessante esta opção, pois vemos realmente a Uhura arrastando asinha pro Spock nos primeiros episódios da série original!</p>
<p>Na Terra, a Narada já está esticando a &#8220;britadeira espacial&#8221; e iniciando o procedimento para destruir o planeta. Kirk elabora então um plano maluco para resolver a coisa toda. Ele e Spock vão se transportar para a Narada, pegar o &#8220;dispositivo que cria buracos negros&#8221;, resgatar &#8220;Pike&#8221; e pronto. Sulu fica no comando, e Kirk ordena que, se ele sentir que a Enterprise tem a vantagem tática, mesmo com ele e Spock na Narada, ele deve atacar.</p>
<p>Após matar um punhado de romulanos na Narada, Spock consegue assumir o comando da nave do velho Spock, que contém a matéria vermelha necessária para criar os buracos negros. Ele parte com ela, enquanto Kirk fica para resgatar Pike. O conflito com Nero não dura muito, porque o homem sai correndo, furioso, quando vê o jovem Spock escapando com a navezinha do futuro. Kirk então ajuda Pike a sair dali.</p>
<p>A Enterprise, enquanto isso, começa a atirar na Narada e detona a britadeira espacial. Nero decide disparar contra a nave de Spock, mesmo sabendo que, se detonarem a matéria vermelha, uma singularidade irá engolfá-los. O jovem Spock, por sua vez, pensa exatamente nisso e estabelece um curso de colisão com a nave romulana. Na hora agá, a Enterprise teletransporta Kirk, Pike e Spock de seus respectivos locais, para surpresa de Scotty.</p>
<p>- Uau! Nunca havia transportado três pessoas, de dois lugares diferentes, ao mesmo tempo, para o mesmo pad!</p>
<p>A colisão da navezinha de Spock com a Narada abre uma singularidade. Kirk abre comunicação com Nero e oferece ajuda para resgatar os sobreviventes. Típico dos malucos sedentos de vingança, Nero recusa e morre engolido pela singularidade. A Enterprise quase é engolida também, mas Scotty faz um milagre de última hora e ajuda a nave a escapar. Ufa!</p>
<p>De volta à Terra, Kirk é condecorado (na mesma sala em que tomou um esculacho, antes da crise) e promovido a capitão, assumindo a Enterprise deixada pelo agora Almirante Pike &#8212; que está numa cadeira de rodas, mas não está paralisado, nem tem luzinha fazendo peep-peep&#8230;</p>
<p>Quanto aos vulcanos, resta a tarefa de ressuscitar sua cultura. Spock vê um vulcano idoso que, de costas, pensa ser seu pai. Mas era o velho Spock! Os dois têm uma conversa interessante, em que o velho embaixador pede que seu eu mais novo permaneça na Frota Estelar, enquanto ele ajudará os demais vulcanos a reconstruir sua civilização em outro planeta.</p>
<p>E a cena final tem Kirk no assento central, cercado por sua já famosa (e jovem) tripulação, aceitando o pedido de Spock para servir como primeiro-oficial. E lá vão eles, rumo às aventuras da Enterprise, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve. O filme termina com a narração do tradicional texto de abertura, feito por Leonard Nimoy.</p>
<p>Entram os créditos, com a música da série original, retocada para a nova produção. É isso.</p>
<div class="shr-publisher-6664"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F05%2F06%2Fspoilerama-tb-ja-viu-o-filme%2F' data-shr_title='SPOILERAMA%3A+TB+j%C3%A1+viu+o+filme%21'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F05%2F06%2Fspoilerama-tb-ja-viu-o-filme%2F' data-shr_title='SPOILERAMA%3A+TB+j%C3%A1+viu+o+filme%21'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>TOS 1&#215;08: Balance of Terror</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 10:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Série Original]]></category>
		<category><![CDATA[Guia de Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Balance of Terror]]></category>
		<category><![CDATA[James Kirk]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada nas Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[Romulanos]]></category>
		<category><![CDATA[TOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Episódio faz discurso contra preconceito e destrói visão maniqueísta do inimigo. Leia agora a revisão do Trek Brasilis para “Balance of Terror”, de Jornada nas Estrelas: A Série Original. Sinopse: Data Estelar: 1709.2. O casamento de Angela Martine e Robert Tomlinson é interrompido quando uma ave-de-guerra romulana destrói o posto avançado 4, que guarda a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img class="alignleft size-full wp-image-5058" title="tos0902" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/03/tos0902.jpg" alt="tos0902" width="150" height="137" />Episódio faz discurso contra preconceito e destrói visão maniqueísta do inimigo. Leia agora a revisão do <strong>Trek Brasilis</strong> para <strong>“Balance of Terror”</strong>, de <strong>Jornada nas Estrelas: A Série Original</strong>.</p>
<p><span id="more-5054"></span></p>
<p><strong>Sinopse:</strong></p>
<p>Data Estelar: 1709.2.</p>
<p>O casamento de Angela Martine e Robert Tomlinson é interrompido quando uma ave-de-guerra romulana destrói o posto avançado 4, que guarda a Zona Neutra entre a Federação e o espaço romulano. Kirk descobre que a nave romulana também destruiu três outros postos e agora está fugindo a toda velocidade para casa.</p>
<p>A USS <em>Enterprise</em> persegue a ave-de-guerra, apesar das dificuldades impostas por um dispositivo de camuflagem que torna a nave romulana invisível. O uso da camuflagem, entretanto, impede os romulanos de usarem suas armas ou seus sensores. Por esta razão, o comandante romulano não sabe se seu radar está detectando uma nave da Federação ou apenas um eco de sua própria nave.</p>
<p>Spock consegue captar uma imagem da ponte romulana, que mostra que os romulanos se parecem muito com os vulcanos. Isso desperta um velho preconceito no tenente Andrew Stiles, descendente de uma família que lutou nas Guerras Romulanas. Ele passa imediatamente a suspeitar de Spock, que tem incrível semelhança com os romulanos.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-5059" title="tos0904" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/03/tos0904.jpg" alt="tos0904" width="220" height="220" />Depois que todas as tentativas de escapar da <em>Enterprise</em> falham, o comandante romulano é obrigado a lutar. As duas naves sofrem avarias; quando so bancos feiser da <em>Enterprise</em> são avariados, eles emitem um gás venenoso que acaba rendendo Stiles e Tomlinson, que estavam no controle de armamentos. Em uma corrida contra o tempo, Spock consegue disparar manualmente os feisers, desabilitando a nave romulana. O vulcano consegue salvar Stiles, mas Tomlinson é morto.</p>
<p>O comandante romulano contacta a <em>Enterprise</em> e, lamentando, diz a Kirk que em outras circunstâncias, ele suspeita que os dois poderiam ter sido amigos. Em vez de deixar que ele e sua nave fossem capturadas, o romulano destrói a ave-de-guerra.</p>
<p><strong>Comentários:</strong></p>
<p><strong>&#8220;Balance of Terror&#8221;</strong> é considerado um dos episódios clássicos da série original de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. Este crédito é conquistado por duas grandes inovações presentes na história que contrastam com os padrões da ficção científica da época.</p>
<p>O primeiro deles é o eloqüente discurso contra o preconceito. O segundo, que viria a ser uma das marcas de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>, é a defesa de uma visão não-maniqueísta dos inimigos.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-5060" title="tos0901" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/03/tos0901.jpg" alt="tos0901" width="200" height="141" />A história é contruída para evidenciar em um primeiro momento o preconceito do tenente Stiles para com Spock, pelo simples fato de se parecer com os romulanos, para depois deixar claro o repúdio da civilização do século 23 contra o preconceito (mostrado por meio da atitude de Kirk frente ao tenente traumatizado pelos horrores da guerra Terra-Romulus no século 22) e por fim mostrar que o preconceito era realmente infundado, conclusão demonstrada pela atitude de Spock, que se arrisca para salvar o próprio tenente Stiles.</p>
<p>Mas, sem dúvida alguma, o que mais chama a atenção é o senso de honra, justiça, lealdade e conflito impresso nos inimigos da <em>Enterprise</em>. Os romulanos não são simplesmente &#8220;maus&#8221;; são indivíduos com personalidades e opiniões distintas, são leais e têm um admirável senso de honra (característica que seria transferida para os Klingons em <strong>A Nova Geração</strong>).</p>
<p>O episódio mostra que a política do Império Romulano não é igual às opiniões de seus soldados. Mostrando isso, o episódio nos leva a pensar que os soldados também são vítimas da guerra, porque combatem seguindo ordens mas contrariando suas opiniões e princípios.</p>
<p>No que diz respeito ao desenvolvimento dos personagens, Spock e McCoy são os que saem lucrando com o episódio.</p>
<p>Apesar de ser posto em xeque em razão da semelhança entre os vulcanos e os romulanos, Spock permanece inabalável. McCoy começa a ser um contraponto mais forte para Spock, no que seria o início de um dos relacionamentos mais férteis da história de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. Isso fica claro durante a reunião entre os oficiais para decidir se a <em>Enterprise</em> deveria ou não violar a Zona Neutra Romulana.</p>
<p>Os personagens secundários (Sulu, Rand, Scotty e Uhura) começam a ser negligenciados, fato que iria se acentuar ainda mais nos episódios subseqüentes.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-5061" title="tos0903" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/03/tos0903.jpg" alt="tos0903" width="170" height="113" />Apesar da falta de desenvolvimento dos personagens, o episódio dá um grande salto ao nos mostrar o cotidiano da <em>Enterprise</em>: durante o prólogo, Kirk realiza um casamento. Nesse momento, um truque de iluminação traz um brilho aos olhos de William Shatner que quase nos faz acreditar que ele tem a bênção divina para realizar a união.</p>
<p>Infelizmente, a história carecia de um elemento não-disponível aos produtores na época: bons efeitos especiais. Em <strong>&#8220;Balance of Terror&#8221;</strong> as batalhas são melhor compreendidas pelos diálogos entre os tripulantes do que pelas imagens.</p>
<p><strong>Citações:</strong></p>
<p><strong>Kirk &#8211; &#8220;Here&#8217;s one thing you can be sure of, mister &#8212; leave any bigotry in your quarters. There&#8217;s no room for it on the bridge.&#8221;</strong><br />
(&#8220;Há uma coisa de que você pode estar certo, senhor &#8212; deixe seu preconceito nos seus alojamentos. Não há espaço para ele na ponte.&#8221;)</p>
<p><strong>McCoy &#8211; &#8220;In this galaxy, there&#8217;s a mathematical probability of 3 million Earth-type planets. And in all of the universe, 3 million million galaxies like this. And in all of that, and perhaps more, only one each of us. Don&#8217;t destroy the one named Kirk.&#8221;</strong><br />
(&#8220;Nesta galáxia, há uma probabilidade matemática de 3 milhões de planetas tipo-Terra. E em todo o universo, 3 milhões de milhões de galáxias como esta. E em tudo isso, e talvez mais, apenas um de cada um de nós. Não destrua aquele chamado Kirk.&#8221;)</p>
<p><strong>Comandante Romulano &#8211; &#8220;I regret that we meet in this way. You and I are of a kind. In a different reality, I could have called you friend.&#8221;</strong><br />
(&#8220;Eu lamento que nos conheçamos assim. Você e eu somos do mesmo tipo. Em uma realidade diferente, poderia ter te chamado de amigo.&#8221;)</p>
<p><strong>Trivia:</strong></p>
<ul>
<li>Primeira aparição de <strong>Mark Lenard</strong> em <strong>Jornada nas Estrelas</strong>, como o comandante Romulano. Mais tarde, <strong>Lenard</strong> interpretaria Sarek, o pai de Spock, e ainda um Klingon em <strong>&#8220;Jornada nas Estrelas: O Filme&#8221;</strong>.</li>
</ul>
<p><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p>Escrito por <strong>Paul Schneider</strong><br />
Direção de <strong>Vincent McEveety</strong><br />
Exibido em <strong>15/12/1966</strong><br />
Produção: <strong>09</strong></p>
<p><strong>Elenco:</strong></p>
<p><strong>William Shatner</strong> como James Tiberius Kirk<br />
<strong>Leonard Nimoy</strong> como Spock<br />
<strong>DeForest Kelley</strong> como Leonard H. McCoy<br />
<strong>James Doohan</strong> como Montgomery Scott<br />
<strong>Nichelle Nichols</strong> como Uhura<br />
<strong>George Takei</strong> como Hikaru Sulu</p>
<p><strong>Elenco convidado:</strong></p>
<p><strong>Mark Lenard</strong> como comandante romulano<br />
<strong>Lawrence Montaigne</strong> como Decius<br />
<strong>Grace Lee Whitney</strong> como ordenança Rand<br />
<strong>Paul Comi</strong> como tenente Andrew Stiles<br />
<strong>John Warburton</strong> como Centurião<br />
<strong>Stephen Mines</strong> como especialista Robert Tomlinson<br />
<strong>Barbara Baldavin</strong> como especialista 2/C Angela Martine</p>
<div class="shr-publisher-5054"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F03%2F26%2Ftos-1x08-balance-of-terror%2F' data-shr_title='TOS+1x08%3A+Balance+of+Terror'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F03%2F26%2Ftos-1x08-balance-of-terror%2F' data-shr_title='TOS+1x08%3A+Balance+of+Terror'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Volta à Idade da Pedra</title>
		<link>http://www.trekbrasilis.org/2009/01/30/volta-a-idade-da-pedra/</link>
		<comments>http://www.trekbrasilis.org/2009/01/30/volta-a-idade-da-pedra/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 14:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Série Original]]></category>
		<category><![CDATA[Guia de Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Expandido]]></category>
		<category><![CDATA[Voyager]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça a edição original do piloto &#8220;Where No Man Has Gone Before&#8221;, que convenceu a NBC a comprar a Série Clássica. Prepare-se agora para mergulhar na Pré-História do franchise. Estamos de volta a 1965, ano em que foi produzido o piloto que convenceria a rede NBC a bancar e exibir em sua programação a nova [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal5.jpg" border="1" alt="" width="150" height="112" align="left" /><em>Conheça a edição original do piloto &#8220;Where No Man Has Gone Before&#8221;, que convenceu a NBC a comprar a Série Clássica.</em><br />
<span id="more-1198"></span></p>
<p align="left">Prepare-se agora para mergulhar na Pré-História do franchise. Estamos de volta a 1965, ano em que foi produzido o piloto que convenceria a rede NBC a bancar e exibir em sua programação a nova série de Gene Roddenberry.</p>
<p>Todo mundo conhece a velha história da gênese de <strong>Jornada</strong>: Gene bateu de porta em porta, vendendo seu conceito de &#8220;Caravana&#8221; para as estrelas, um equivalente futurista da conquista do Oeste americano. A Desilu, na esperança de recuperar seu prestígio, decidiu apostar na idéia, e, junto a Roddenberry, saiu atrás de uma rede que quisesse exibir o programa. A NBC acabou aceitando, e encomendou um piloto para a série.</p>
<p>Este, hoje conhecido como <strong>&#8220;The Cage&#8221;</strong>, foi concluído em 1964. Ao assistirem, os executivos da NBC acharam maravilhoso, mas não era isso que Gene havia prometido quando explicou seu conceito. Em vez de aventura e muita ação, temos muito diálogo e filosofia. Mesmo assim, os engravatados estavam impressionados. Por isso, decidiram inovar e encomendar à Desilu não a série, mas um segundo piloto, que os ajudasse a decidir se valeria a pena ir adianta com aquela &#8220;jornada&#8221;.</p>
<p>O segundo piloto, já com boa parte do elenco que acabaria se fixando durante a série (dos sete regulares, DeForrest Kelley, Walter Koenig e Nichelle Nichols estavam de fora), ganhou o nome de <strong>&#8220;Where No Man Has Gone Before&#8221;</strong>. Depois de James Kirk dar belos socos e pontapés em Gary Mitchell, a NBC ficou satisfeita com o grau de adrenalina, e encomendou mais episódios.</p>
<p><strong>&#8220;The Cage&#8221;</strong> não pôde ser reaproveitado como um episódio regular da série, pois muitos elementos (a começar pelo capitão) eram diferentes do que viria quando o programa entrasse em produção semanal. Já <strong>&#8220;Where No Man Has Gone Before&#8221;</strong> estava muito mais próximo do resto da série, de modo que acabou vendido como mais um dos episódios disponíveis da primeira temporada.</p>
<p>Obviamente, ao incluir o piloto aos outros episódios, algum trabalho de edição precisou ser realizado para adequá-lo ao resto da série, incluindo a inserção da abertura criada posteriormente para a série, dos letreiros de créditos e a reedição do episódio para que ele ficasse no tamanho exato do tempo de exibição disponibilizado pela NBC.</p>
<p>Todos conhecemos o resultado dessa edição, mas o que teria sido feito da edição original, aquela que convenceu os executivos da NBC que <strong>Jornada</strong> poderia ser um sucesso? Apesar de raríssimo, esse documento tão importante da história do franchise acabou indo parar nas mãos dos fãs, provavelmente depois que um deles conseguiu fazer uma transferência para vídeo a partir do rolo de filme 16 mm original.</p>
<p>Como o leitor pode imaginar, cópias de cópias foram feitas ao longo dos anos, de modo que alguns poucos felizardos ao redor do mundo possuem essa versão. Graças ao incansável pesquisador de Jornada e colaborador do <strong>Trek Brasilis</strong> Gustavo Leão, uma cópia veio parar em nossas mãos, e a primeira coisa que fizemos foi compilar tudo que não aparecia na edição exibida pela televisão.</p>
<p>Na maior parte do episódio, a edição é praticamente igual nas duas versões. As grandes mudanças estão mesmo no início e nos créditos finais.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=72Tl0DpfZgE&amp;feature=player_embedded">Versão original no YouTube</a></p>
<p><strong>Jogo dos sete erros</strong></p>
<p>O início deste episódio, assim como os letreiros usados, não tem nada em comum com o padrão a que nos acostumaríamos durante a série. A fonte de letras usada para grafar as palavras &#8220;Star Trek&#8221; e os créditos é a mesma que pode ser vista nas diversas versões de <strong>&#8220;The Cage&#8221;</strong>.</p>
<p>A versão original de <strong>&#8220;Where No Man Has Gone Before&#8221;</strong> começa de forma bastante poética, com uma visão do que supostamente seria a Via Láctea, e Kirk fazendo uma entrada em seu diário. A função da narração é introduzir o conceito da série ao telespectador, de forma muito similar ao que a abertura faria nos episódios regulares.</p>
<p>Vê-se aqui o que claramente é a gênese do tom usado no início de cada episódio regular, com algo próximo do estilo &#8220;audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve&#8221;. Na versão original, Kirk narra o seguinte:</p>
<p align="left"><em>Diário da Enterprise, capitão James Kirk comandando.</em></p>
<p><em>Estamos deixando a vasta nuvem de estrelas e planetas que chamamos de nossa galáxia. Atrás de nós, Terra, Marte, Vênus &#8211;até nosso Sol&#8211; são traços de poeira.</em></p>
<p><em>A questão: o que há lá fora nesse vazio negro adiante?</em></p>
<p><em>Até agora, nossa missão foi a de regulação de lei espacial, contato com colônias terrestres e investigação de vida alienígena. Mas agora, uma nova tarefa: uma sondagem lá fora onde nenhum homem jamais esteve.</em></p>
<p>Após a entrada, surge o letreiro &#8220;Star Trek&#8221;, seguido por &#8220;Created by Gene Roddenberry&#8221; e concluindo com &#8220;Starring William Shatner&#8221;. Os créditos para todos os outros atores surgem já durante a execução do episódio.</p>
<p>A versão original divide a série em atos, claramente demarcados por letreiros na tela. Especula-se que o uso desse recurso tenha sido muito mais para convencer os executivos de que aquele era um drama sério, e não um show para crianças, do que para qualquer propósito de edição final ou estilização da série.</p>
<p align="left">O início do primeiro ato é o que todos conhecemos: Kirk e Spock jogando xadrez quando Kelso informa, por uma tela, que a Enterprise encontrou uma sonda da nave terrestre Valiant perdida no espaço. A dupla vai até a sala de transporte, onde surge o letreiro indicando o nome do episódio, com direito a uma óbvia chamada &#8220;Tonight&#8217;s episode: Where No Man Has Gone Before&#8221;.</p>
<p>Assim que Kirk e Spock saem da ponte, após pôr a nave em alerta, surge a maior mudança em termos de edição deste episódio com relação à versão exibida na TV. As cenas em que os tripulantes andam pelos corredores é muito mais longa, e já nos permite um belo insight sobre os personagens a que seríamos expostos em breve.</p>
<p>Vemos Gary Mitchell paquerando duas mulheres em seu caminho pelo turboelevador, e já demonstrando uma certa atitude que parece dizer sutilmente &#8220;Ah, se eu pudesse&#8230;&#8221; &#8211;um sinal bastante claro do que aconteceria ao pobre Mitch durante o episódio. Uma das &#8220;vítimas&#8221; é a ordenança Smith, cujo papel se resumia a uma única fala durante todo o episódio.</p>
<p>(Abrindo um parêntese, a fala solitária da ordenança Smith é uma das mais bem sacadas e obscuras piadas internas da série. Normalmente, entre os roteiristas de televisão existe o costume de nomear personagens que aparecem em um roteiro para fazer apenas uma ou duas intervenções de &#8220;Jones&#8221; ou &#8220;Smith&#8221;, para evitar o trabalho de pensar em um nome que provavelmente nem será dito. Em <strong>&#8220;Where No Man Has Gone Before&#8221;</strong>, Kirk topa com a ordenança na ponte e diz, &#8220;Ordenança&#8230; Jones?&#8221;, ao que a pobre oficial responde, com o orgulho ferido, &#8220;O nome é Smith, capitão&#8221;).</p>
<p>No corredor, também temos a chance de ver o doutor Piper e o então físico de bordo Sulu se dirigindo à ponte. Após outras cenas cheias de figurantes nos corredores, logo voltamos ao curso normal do episódio, com Gary quase perdendo o turboelevador que levaria Spock e Kirk à ponte.</p>
<p align="left">Daí em diante o episódio é exatamente o mesmo que o exibido na TV, e a única outra mudança vem nos créditos finais, em que novamente a fonte dos letreiros é a vista em <strong>&#8220;The Cage&#8221;</strong>, e a sequência é muito mais rápida do que a dos episódios regulares, listando apenas os atores convidados e o estúdio Desilu. No total, o episódio é apenas ligeiramente mais longo que a versão exibida nas televisões do mundo todo, mas são segundos a mais que tornam-se mais preciosos a cada ano que passa, restaurando a história desta imortal série de televisão.</p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal1.jpg" border="1" alt="" width="200" height="148" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal2.jpg" border="1" alt="" width="200" height="147" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal3.jpg" border="1" alt="" width="200" height="147" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal4.jpg" border="1" alt="" width="200" height="148" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal5.jpg" border="1" alt="" width="200" height="149" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal6.jpg" border="1" alt="" width="200" height="148" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal7.jpg" border="1" alt="" width="200" height="145" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal8.jpg" border="1" alt="" width="200" height="147" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal9.jpg" border="1" alt="" width="200" height="147" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal10.jpg" border="1" alt="" width="200" height="148" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal11.jpg" border="1" alt="" width="200" height="146" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal12.jpg" border="1" alt="" width="200" height="147" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal13.jpg" border="1" alt="" width="200" height="147" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal14.jpg" border="1" alt="" width="200" height="148" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal15.jpg" border="1" alt="" width="200" height="147" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal16.jpg" border="1" alt="" width="200" height="148" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal17.jpg" border="1" alt="" width="200" height="146" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal18.jpg" border="1" alt="" width="200" height="145" /></p>
<p align="center"><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/wherenomanoriginal19.jpg" border="1" alt="" width="200" height="149" /></p>
<p style="text-align: left;">Artigo originalmente publicado no conteúdo clássico do <strong>Trek Brasilis</strong> em comemoração aos 35 anos de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>.</p>
<div class="shr-publisher-1198"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F30%2Fvolta-a-idade-da-pedra%2F' data-shr_title='Volta+%C3%A0+Idade+da+Pedra+'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F30%2Fvolta-a-idade-da-pedra%2F' data-shr_title='Volta+%C3%A0+Idade+da+Pedra+'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>ENT 1&#215;05: Unexpected</title>
		<link>http://www.trekbrasilis.org/2009/01/16/ent-1x05-unexpected/</link>
		<comments>http://www.trekbrasilis.org/2009/01/16/ent-1x05-unexpected/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 23:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enterprise]]></category>
		<category><![CDATA[Guia de Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Episódio]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[guia]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada nas Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[Unexpected]]></category>

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		<description><![CDATA[Tucker fica grávido e rende momentos de humor em mais um &#8216;high-concept&#8217;. Leia agora a revisão do Trek Brasilis para &#8220;Unexpected&#8221;, de Jornada nas Estrelas: Enterprise. Sinopse: Vários sistemas da Enterprise começam a falhar, preocupando a tripulação. Após algumas investigações, T&#8217;Pol descobre que há algo logo atrás da nave, distorcendo o campo de dobra &#8212; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img class="alignleft size-full wp-image-2248" title="ent005-1" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/01/ent005-1.jpg" alt="ent005-1" width="150" height="113" />Tucker fica grávido e rende momentos de humor em mais um &#8216;high-concept&#8217;. Leia agora a revisão do <strong>Trek Brasilis</strong> para <strong>&#8220;Unexpected&#8221;</strong>, de <strong>Jornada nas Estrelas: Enterprise</strong>.</p>
<p><span id="more-2246"></span></p>
<p><strong>Sinopse:</strong></p>
<p>Vários sistemas da <em>Enterprise</em> começam a falhar, preocupando a tripulação. Após algumas investigações, T&#8217;Pol descobre que há algo logo atrás da nave, distorcendo o campo de dobra &#8212; o que poderia ser a causa para os defeitos. Na tentativa de descobrir do que se trata, Archer ordena que um torpedo provoque a ignição do plasma atrás da nave. O procedimento revela uma nave camuflada.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-2249" title="ent005-4" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/01/ent005-4.jpg" alt="ent005-4" width="180" height="240" />Ao serem descobertos, os alienígenas respondem, esclarecendo que não tinham intenções hostis, e estavam apenas &#8220;pegando carona&#8221; no campo de dobra da <em>Enterprise</em>, uma vez que seu próprio motor de dobra estava defeituoso. Archer avisa que o procedimento está danificando sua nave, mas se oferece para ajudar. Ele envia seu engenheiro-chefe, Charles Tucker, para consertar o motor da nave alienígena.</p>
<p>Após um penoso período de descompressão que durou três horas, Tucker adentra o veículo alienígena &#8212; pertencente aos Xyrillianos. Ele se sente muito mal a princípio, mas após um breve descanso, já volta a estar apto para trabalhar no problema. Durante o período de aclimatação, ele é ajudado por Ah&#8217;Len, a engenheira-chefe da nave.</p>
<p>Os dois rapidamente se põem a trabalhar juntos e logo conseguem restaurar o sistema. Durante as duas horas em que seria necessário esperar que o núcleo voltasse a operar, a engenheira decide levar Tucker para conhecer uma de suas tecnologia &#8212; uma sala capaz de criar projeções holográficas incrívelmente precisas, realistas e sólidas. Ela primeiro demonstra o equipamento recriando seu próprio planeta. Depois, transporta os dois para um barco, onde eles praticam o que ela descreve como um jogo: os dois colocam as mãos em uma espécie de bacia cheia de cristais, e então são capazes de sondar os pensamentos um do outro.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2250" title="ent005-7" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/01/ent005-7.jpg" alt="ent005-7" width="160" height="120" />Durante a &#8220;partida&#8221;, os dois são chamados de volta à engenharia, onde são informados de que os reparos tiveram sucesso. Tucker se despede de sua mais nova amiga e volta à <em>Enterprise</em>. Mas logo algo estranho começa a acontecer &#8212; uma pequena pretuberância surge no pulso do engenheiro. Ao consultar o doutor Phlox, ele descobre com surpresa que aquilo na verdade é um mamilo, e que ele está grávido.</p>
<p>Archer e T&#8217;Pol são chamados a enfermaria para serem postos a par da situação. Tucker jura que não teve nenhum contato sexual com outros membros de sua espécie, apesar das críticas ásperas de T&#8217;Pol para com ele. Ele revela que participou desse &#8220;jogo&#8221;, e Phlox concluiu que esse poderia na verdade ser o método de procriação utilizado pelos Xyrillianos. Os quatro decidem manter a situação constrangedora de Tucker em segredo, pelo menos enquanto uma resolução não é atingida.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-2251" title="ent005-8" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/01/ent005-8.jpg" alt="ent005-8" width="180" height="240" />Diante das circunstâncias, Archer decide procurar pela nave alienígena, para descobrir como ajudar seu engenheiro. Após mais de uma semana de buscas, a nave foi localizada &#8212; camuflada e acompanhando o traço de dobra de um cruzador de batalha Klingon. Ao que parece, o conserto de Tucker no motor Xyrilliano não durou muito, observa T&#8217;Pol.</p>
<p>Archer decide contatar os Klingons, para informá-los de que há uma nave acompanhando-os, mas que é inofensiva. Ele pede para ter permissão de contatar os alienígenas, mas é respondido a tiros. O capitão Klingon responde a um chamado da <em>Enterprise</em>, que tenta dissuadi-los da idéia de abordar a nave Xyrilliana, pilhá-la e matar todos a bordo. Archer não tem muito sucesso com sua argumentação, mas T&#8217;Pol intervém, informando aos Klingons de que foi seu capitão que devolveu Klaang a seu mundo, salvando o Império de uma guerra civil há um mês. Diante disso, os Klingons decidem ceder, e concordam em poupar os Xyrillianos em troca de sua tecnologia de holografia.</p>
<p>Os Klingons vão à nave alienígena acompanhados por Tucker. Enquanto o engenheiro resolve sua situação com Ah&#8217;Lem, eles recebem uma demonstração da tecnologia holográfica, tendo a chance de &#8220;revisitar&#8221; seu mundo natal, Qo&#8217;noS. Tucker devolve a criança à sua mãe e volta para a <em>Enterprise</em>. Mas, antes de partirem, os Klingons dão um aviso: eles não serão tão benevolentes em seu próximo encontro.</p>
<p><strong>Comentários:</strong></p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-2254" title="ent005-5" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/01/ent005-5.jpg" alt="ent005-5" width="180" height="235" />&#8220;Unexpected&#8221;</strong> não é nenhuma obra-prima, mas é bem melhor do que os nossos piores pesadelos a respeito dele. Pelo tema &#8212; uma gravidez masculina &#8211;, poderia ter acontecido coisa muito pior.</p>
<p>A premissa é mais velha que a ficção científica, e mais um &#8220;high-concept&#8221;. O que aconteceria se um homem ficasse grávido? Há mil questões interessantes e filosóficas para abordar sobre o tema, mas o episódio opta por uma versão 100% light, sem entrar em grandes polêmicas ou defender grandes idéias. Trata-se, antes de mais nada, de um segmento leve.</p>
<p>Embora tenha vários momentos de humor (como não poderia deixar de ser), não é uma comédia no estrito sentido do termo. As sequências engraçadas aqui normalmente são fruto de um roteiro bastante afiado, mas não de desenvolvimentos do enredo. A coisa felizmente também não chega a cair para o lado pastelão (a graça não está na situação ridícula e esdrúxula de Tucker, e sim às reações dele e dos outros personagens a ela).</p>
<p>Por incrível que pareça, apesar dos muitos momentos de humor, o conteúdo dramático continua sendo a real força motriz do episódio, o que é bom, pois transparece muito mais realismo para a história. Pena que falte profundidade nesse sentido &#8212; mas também seria difícil explorar muito mais da condição de &#8220;grávido&#8221; de Tucker, com apenas 45 minutos e uma história para contar.</p>
<p>Além da verossimilhança do enredo em geral, a série volta a primar pelo realismo em se tratando de exploração espacial, como já havia feito em <strong>&#8220;Fight or Flight&#8221;</strong>. Dessa vez, não só a chegada de Tucker à nave Xyrilliana é feita por nave auxiliar, como também há um procedimento de descompressão (adaptação gradual para a atmosfera da nave) que dura três horas para nosso pobre engenheiro. Felizmente não somos obrigados a acompanhar o tempo todo, mas é maravilhoso ver o tipo de detalhe a que os produtores estão se prendendo em alguns momentos.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-2255" title="ent005-6" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/01/ent005-6.jpg" alt="ent005-6" width="180" height="133" />O ambiente alienígena é exatamente o que deveria ser &#8212; alienígena. A forma com que foi filmado (com uma leve desaceleração das cenas) ajudou a realçar o caráter estranho e desconfortável da nave para Tucker. O efeito é sensacional, fruto de um belo trabalho de direção e fotografia aliado a uma produção de cenários primorosa.</p>
<p>Voltamos a ter um desbunde de efeitos especiais. Além das tomadas já tradicionais das naves no espaço, há também a sala de holografia dos Xyrillianos, o banho de Archer com a gravidade desligada, com água flutuando por todo o banheiro, e um dos cenários alienígenas mostra algumas espécies de enguias flutuando em um imenso tanque. Repare que, à exceção da sala de holografias (que é a menos impressionante das três), os outros momentos são totalmente desnecessários à trama. O objetivo é muito mais sutil, de estabelecer a &#8220;cara&#8221; da série.</p>
<p>Os Klingons dessa vez são mostrados de forma muito mais sanguinária do que na aparição anterior, em <strong>&#8220;Broken Bow&#8221;</strong>. Aliás, é um enorme prazer ver que os produtores dessa vez estão, ao menos minimamente, preocupados com continuidade. É muito bom o fato de T&#8217;Pol só conseguir acertar os ponteiros com os Klingons mencionando eventos que se passaram em <strong>&#8220;Broken Bow&#8221;</strong> &#8212; além de criar um elo maior entre os episódios, mostra que os personagens (e os roteiristas) não estão &#8220;esquecendo&#8221; o que lhes acontece de um segmento para outro.</p>
<p>A solução para o confronto com os Klingons é, portanto, bastante satisfatória, assim como a caracterização desses alienígenas. Embora eles não estejam tão implacavelmente malvados como na <strong>Série Original</strong>, finalmente pudemos ver que as relações entre Klingons e humanos não serão nada boas &#8212; o que favorece a manutenção da continuidade com o seriado original. Será interessante ver como os confrontos entre o Império e a Frota Estelar acontecerão no futuro.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2256" title="ent005-9" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/01/ent005-9.jpg" alt="ent005-9" width="180" height="240" />Mas torçamos para que esse futuro não esteja muito próximo. Se fosse exigido da <em>Enterprise</em> um combate direto com o cruzador Klingon, ela seria destruída como se fosse feita de isopor &#8212; o que é muito legal. Finalmente estamos do lado mais fraco, para variar um pouco. Outra coisa legal de se acompanhar é a futura evolução da <em>Enterprise</em> para compensar essa inferioridade. E por falar em evolução, os Klingons pelo visto não farão muita nos próximos cem anos&#8230; o cruzador é um modelo muito parecido (senão idêntico) ao D-7, modelo apresentado na série clássica! Será que John Eaves estava de folga ou não deu tempo de criar um modelo novo?</p>
<p>Um detalhe que não agradou (não pelo uso aqui, mas pelas perspectivas que abre) é a introdução, sem dúvida prematura, de uma espécie de holodeck, mesmo na forma de tecnologia alienígena. O fato de a tecnologia ser passada aos Klingons no fim do episódio, nos deixa com a incômoda perspectiva de ver histórias de holodeck no futuro&#8230; que já foram feitas à exaustão nas outras séries.</p>
<p>Archer, Tucker e Phlox vão muito bem no episódio. O capitão faz o feijão com arroz, mas Connor Trinneer vai mais uma vez muito bem, interpretando Tucker. Além de conseguir imprimir a naturalidade necessária para convencer interpretando uma situação inusitada como essa, seu personagem parece estar ganhando mais vida a cada episódio. Não só pela atuação, mas o roteiro também está ajudando. Por exemplo: aqui descobrimos que o engenheiro está há 12 anos na Frota, e que Archer salvou sua vida quatro anos atrás. Torçamos para que os roteiristas lembrem-se disso e não contrariem as informações mais tarde&#8230;</p>
<p>Em compensação, T&#8217;Pol acabou prejudicada. Embora a atuação de Jolene Blalock nada deva ao que é pedido dela, o roteiro está exagerando na ironia e na &#8220;emotividade&#8221; da Vulcana. Ela é capaz das ironias que Spock expressava, mas de forma exageradamente agressiva. Em <strong>&#8220;Unexpected&#8221;</strong> isso chega a descaracterizar a personagem. Está faltando sintonia fina para evitar a destruição de mais um Vulcano no Universo de <strong>Jornada</strong>.</p>
<p><strong>Citações:</strong></p>
<p><strong>Phlox &#8211; &#8220;I am not quite sure congratulations are in order, commander, but&#8230; you&#8217;re pregnant.&#8221;</strong><br />
(&#8220;Não sei se parabéns são apropriados, comandante, mas&#8230; você está grávido.&#8221;)</p>
<p><strong>T&#8217;Pol &#8211; &#8220;One of the first things a diplomat learns is not to stick his fingers where they don&#8217;t belong.&#8221;</strong><br />
(&#8220;Uma das primeiras coisas que um diplomata aprende é não enfiar seus dedos onde eles não pertencem.&#8221;)</p>
<p><strong>Tucker &#8211; &#8220;I am a chief-engineer. I spent years earning that position. I never had any intention of becoming a working mother.&#8221;</strong><br />
(&#8220;Eu sou um engenheiro-chefe. Gastei anos conquistando essa posição. Eu nunca tive intenção de me tornar uma mãe que trabalha.&#8221;)</p>
<p><strong>Archer &#8211; &#8220;I&#8217;d like you to start seeing the doctor every eight hours. As your delivery date gets closer, he should be able to figuring out what your post-natal responsabilities might be.&#8221;</strong><br />
(&#8220;Gostaria que começasse a ver o doutor a cada oito horas. Conforme a data do parto se aproximar, ele será capaz de descobrir quais podem ser as suas responsabilidades pós-natais.&#8221;)<br />
<strong>Tucker &#8211; &#8220;Post-natal responsabilities&#8230;?&#8221;</strong><br />
(&#8220;Responsabilidades pós-natais&#8230;?&#8221;)<br />
<strong>Phlox &#8211; &#8220;You may very well be putting those nipples to work before you know it.&#8221;</strong><br />
(&#8220;Você pode muito bem estar colocando esses mamilos para trabalhar antes que imagine.&#8221;)</p>
<p><strong>Archer &#8211; &#8220;That business about the Klingon chanceler calling me a brother&#8230; is that true?&#8221;</strong><br />
(&#8220;Aquele negócio sobre o chanceler Klingon ter me chamado de irmão&#8230; é verdade?&#8221;)<br />
<strong>T&#8217;Pol &#8211; &#8220;Klingons are known to exagerate. I saw nothing wrong with doing the same.&#8221;</strong><br />
(&#8220;Klingons são conhecidos por exagerar. Não vi nada errado em fazer o mesmo.&#8221;)</p>
<p><strong>Trivia:</strong></p>
<ul>
<li> É a primeira menção de <em>Enterprise</em> a tecnologias holográficas avançadas, que mais tarde dariam origem ao holodeck.</li>
</ul>
<ul>
<li> Charlie Tucker passa pela primeira gravidez masculina e primeira gravidez interespecífica da história. Connor Trinneer descreveu esse episódio como &#8220;muito divertido&#8221;. &#8220;Eu fico grávido, mas não é como se eu tivesse sido engravidado&#8221;, diz. &#8220;É um acidente. Esse alienígena e eu colocamos as mãos nessas coisas granuladas e lemos as mentes um do outro e próxima coisa que sei é que eu tenho mamilos nascendo no meu braço.&#8221;</li>
</ul>
<ul>
<li> Julianne Christie já apareceu em <strong>Jornada</strong>, como o par romântico de Neelix (a Talaxiana Drexa), em <strong>&#8220;Homestead&#8221;</strong>, da sétima temporada de <strong>Voyager</strong>.</li>
</ul>
<p><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p>Escrito por <strong>Rick Berman</strong> &amp; <strong>Brannon Braga</strong><br />
Direção de <strong>Mike Vejar</strong><br />
Exibido em <strong>17/10/2001</strong><br />
Produção: <strong>005</strong></p>
<p><strong>Elenco:</strong></p>
<p><strong>Scott Bakula</strong> como Jonathan Archer<br />
<strong>Jolene Blalock</strong> como T&#8217;Pol<br />
<strong>John Billingsley</strong> como Phlox<br />
<strong>Anthony Montgomery</strong> como Travis Mayweather<br />
<strong>Connor Trinneer</strong> como Charlie &#8216;Trip&#8217; Tucker III<br />
<strong>Dominic Keating</strong> como Malcolm Reed<br />
<strong>Linda Park</strong> como Hoshi Sato</p>
<p><strong>Elenco convidado:</strong></p>
<p><strong>Julianne Christie</strong> como Ah&#8217;Len<br />
<strong>Randy Oglesby</strong> como Trena&#8217;L<br />
<strong>Christopher Darga</strong> como capitão Klingon<br />
<strong>Regi Davis</strong> como primeiro-oficial Klingon<br />
<strong>TL Kolman</strong> como alienígena<br />
<strong>John Cragen</strong> como tripulante<br />
<strong>Drew Howerton</strong> como Steward<br />
<strong>Mike Baldridge</strong> como Dillard</p>
<div class="shr-publisher-2246"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F16%2Fent-1x05-unexpected%2F' data-shr_title='ENT+1x05%3A+Unexpected'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F16%2Fent-1x05-unexpected%2F' data-shr_title='ENT+1x05%3A+Unexpected'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>Leonard Nimoy: Vulcano, mas feliz</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 15:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Série Original]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça mais sobre o ator que interpretou o alienígena mais famoso da galáxia e se tornou um ícone da cultura pop. Ele é ator, diretor, produtor, inteligente e acima de tudo um Vulcano de sucesso. Sua vinda ao Brasil no fim de outubro de 2003 marca uma data importante para quem é trekker, mas deveria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/elenco/nimoy7.jpg" border="1" alt="" hspace="3" width="150" height="204" align="right" /><em>Conheça mais sobre o ator que interpretou o alienígena mais famoso da galáxia e se tornou um ícone da cultura pop.</em></p>
<p><span id="more-1191"></span>Ele é ator, diretor, produtor, inteligente e acima de tudo um Vulcano de sucesso. Sua vinda ao Brasil no fim de outubro de 2003 marca uma data importante para quem é trekker, mas deveria marcar no calendário de todos que amam as grandes cabeças do cinema. Spock ou Leonard Nimoy, não há disputa: ambos são fantásticos. &#8220;Só posso esperar que, quando as pessoas olharem para a figura de Spock, algumas vezes pensem em mim.&#8221;</p>
<p>Leonard Nimoy nasceu em Boston, Massachusetts, em 26 de março de 1931. Ele é o segundo filho do casal Max e Dora Nimoy.</p>
<p>Seu interesse pela carreira começou quando ele ainda era pequeno, atuando no teatro em uma comunidade local desde os oito anos até sua adolescência. Em 1949, depois de um curso de verão no Boston College, ele foi a Hollywood, onde teve aulas de teatro, tentou perder seu sotaque interiorano de Boston e trabalhou em lugares esquisitos para se sustentar.</p>
<p><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/elenco/nimoy1.jpg" border="1" alt="" align="right" />A estréia de Nimoy no cinema foi em 1951, quando ele conseguiu um pequeno papel no filme &#8220;Queen for a Day&#8221;. Depois desse, muitas outras pequenas oportunidades surgiram, em filmes obscuros e em continuações, como &#8220;Zombies of the Stratosphere&#8221;, e todos foram valiosos treinamentos para ele.</p>
<p>Em 1952, veio seu primeiro papel principal, no filme &#8220;Kid Monk Baroni&#8221;. Depois de dois anos servindo o Exército, Nimoy voltou a trabalhar em filmes, televisão e teatro. Durante os anos 50 e 60, Nimoy apareceu em muitas séries de TV conhecidas do momento, como &#8220;Wagon Train&#8221;, &#8220;Man from U.N.C.L.E&#8221;, &#8220;Rawhide&#8221;, &#8220;Perry Mason&#8221; e &#8220;Combat&#8221;.</p>
<p><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/elenco/nimoy2.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Entretanto, foi o grande sucesso como o &#8220;charmoso&#8221; (para as mulheres) Vulcano na série <strong>Jornada nas Estrelas</strong>, que deu a ele reconhecimento mundial. Estreando em 1966, o personagem de   Nimoy, sr. Spock, foi se tornando um ícone enquanto a série foi   ao ar na TV e logo depois na grande tela, com seis filmes. Seu personagem o garantiu   três indicações ao Emmy.</p>
<p><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/elenco/nimoy3.jpg" border="1" alt="" hspace="3" align="left" />Em 1973, Nimoy voltou a fazer o   Vulcano na série animada de <strong> Jornada nas Estrelas</strong>. Nimoy também tentou aventurar-se &#8220;onde muitos homens sempre estiveram&#8221;: atrás das câmeras, e como já era de se esperar de um Vulcano como ele, deu certo. Leonard não só dirigiu como co-escreveu os roteiros de <strong> Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock</strong> (1984) e <strong>Jornada   nas Estrelas IV: A Volta para Casa</strong> (1986), que conta a história do resgate de uma baleia corcunda e é um dos melhores filmes   da série.</p>
<p><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/elenco/nimoy4.jpg" border="1" alt="" align="right" />Nimoy também foi produtor-executivo em   <strong> Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida</strong> (1991). Gene Roddenberry considerava Leonard &#8220;a consciência de   <strong> Jornada nas Estrelas</strong>&#8220;. Em 1991, Spock também estava de volta nos episódios da   <strong> Nova Geração</strong>: <strong>&#8220;Unification, Part I e II&#8221;</strong>. Esses dois episódios   fazem eco ao sexto filme de <strong>Jornada</strong>.</p>
<p>O sucesso de Spock chegou a trazer alguns incômodos ao ator, que escreveu dois livros, o primeiro foi publicado em 1975 e foi intitulado &#8220;I´m Not Spock&#8221;. &#8220;Cometi um grande erro ao escolher o título para o livro. Já cometi vários erros em minha vida, mas esse foi grave e atingiu o público em cheio. O público passou a achar que não havia mais <strong>Jornada   nas Estrelas</strong> porque eu jurara nunca mais interpretar o Vulcano novamente e porque eu odiava Spock&#8221;, relembra. Leonard diz que se divertiu escrevendo o livro, elaborando discussões filosóficas entre Spock e ele mesmo, chegando a raciocinar se um ator é ou não o personagem que faz.</p>
<p>Todo esse desentendimento gerado entre ele e os fãs, fez com que ele escrevesse outro livro, dessa vez com um título afirmativo &#8220;I´m Spock&#8221;. E fez questão de escrever que não odeia o Vulcano. Nesse livro ele também conta o quanto a história do Corcunda de Notre Dame, Quasímodo, o tocou num dos tantos dias que ele foi ao cinema com seu irmão &#8220;&#8230;porque a história continuava e eu ia percebendo que, por baixo daquele exterior &#8216;diferente&#8217;, havia um coração que clamava por amor e aceitação&#8221;. Nimoy conta que desde pequeno sentia o que era ser &#8220;diferente&#8221;, pois era um garoto judeu que morava em um bairro italiano. Segundo ele, Spock começou a ganhar forma nesse dia &#8220;levei comigo a imagem sofrida de Quasímodo pelo resto daquele dia; a semente daquilo que Spock viria a ser foi plantada naquele dia&#8221;.</p>
<p>Realmente, se Nimoy não tivesse tido esse sentimento de outsider, talvez isso influenciasse nos papéis que iriam tocá-lo ou não, e talvez ele olhasse para o roteiro de <strong> Jornada</strong> e achasse ridícula essa história de Vulcano, orelhas pontudas&#8230;</p>
<p>Fora de <strong> Jornada nas Estrelas</strong>, ele dirigiu vários outros filmes: &#8220;The Good Mother&#8221;, estrelando Diane Keaton e Liam Neeson, o sucesso &#8220;Três Solteirões e Um Bebê&#8221;, com o famoso trio Tom Selleck, Ted Danson e Steve Guttenberg, &#8220;Funny About Love&#8221;, com Gene Wilder, Christine Lahti e Mary Stuart Masterson, e &#8220;Holy Matrimony&#8221;, com Patricia Arquette e Joseph Gordon-Levitt. Uma pesquisa certa vez já mostrou três filmes de Nimoy entre os maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos.</p>
<p>Nimoy participou de muitas produções teatrais, incluindo Fiddler on he Roof, Camelot, Oliver e Vincent, uma peça de apenas um ator no qual ele ajudou como diretor e produtor. Ele também conseguiu o papel principal como Sherlock no grande sucesso da Royal Shakespeare Company &#8220;Sherlock Holmes&#8221;. Claro que Broadway recebeu este grande talento, em Equus e Full Circle.</p>
<p>Na televisão, ele ficou dois anos como o personagem Paris em   &#8220;Missão: Impossível&#8221;. Entre as séries que ele apareceu fora de   <strong> Jornada</strong> estão: &#8220;A Woman Called Golda&#8221;, na qual ele co-estrelou ao lado de Ingrid Bergman; e &#8220;Never Forget&#8221;, na qual ele intrepretou um sobrevivente que luta em uma briga judicial, com sucesso, contra os que contradizentes do Holocausto. Essa última foi nomeada para um prêmio Cable Ace. Já em 1996 Nimoy interpretou o profeta bíblica Samuel, na TNT.</p>
<p>Leonard também é ótimo narrador. Ele narrou o documetário Ring of Fire em 1991, Destiny in Space, em 1994, Carpati: 50 Miles, 50 Years, em 1996, e A Life Apart: Hasidism in America, em 1997. Em séries de Tv constam trabalhos de narração em In Search Of, Ancient Mysteries, e na série da TV Australiana, The Coral Jungle. Recentemente, ele interpretou a voz do Rei de Atlantis no desenho da Disney &#8220;Atlantis: The Lost Empire&#8221;.</p>
<p><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/elenco/nimoy5.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Obviamente que este &#8220;homem bombril&#8221;, &#8220;multi-uso&#8221;, tem sua estrela na Calçada da Fama. Ela foi &#8220;inaugurada&#8221; em 16 de Janeiro de 1985 e está localizada no endereço 6651 Hollywood Boulevard, entre North Cherokee e North Las Palmas, Hollywood, Califórnia. Se por alguma sorte você for para lá, essa é parada obrigatória, até para quem não é trekker. Afinal, Leonard Nimoy é motivo de orgulho para o cinema, o melhor presente que <strong> Jornada</strong> já revelou, contando competência, inteligência e paixão pelo que faz, em uma mesma pessoa.</p>
<p><img src="http://www.trekbrasilis.org/classico/tos/producao/elenco/nimoy6.jpg" border="1" alt="" align="right" />Achando que havia acabado tudo que era possível falar sobre Nimoy, descubro que além de diretor, produtor, narrador, etc., ele é também fotógrafo. No site <a href="http://www.leonardnimoyphotography.com/">www.leonardnimoyphotography.com</a>, você pode apreciar ensaios de foto como &#8220;The Hand Series&#8221;, &#8220;The Dance Nude&#8221;, &#8220;The Borghese Series&#8221;, &#8220;The Classic Nudes&#8221;, &#8220;The Shekhina Project&#8221; e &#8220;The Egg Series&#8221;. Fotos de mãos, corpo nu, ovos, beleza feminina são temas dos ensaios.</p>
<p>&#8220;The Borghese series é um ensaio fotográfico cujo assunto é a escultura de Casanova &#8220;Paulina&#8221;, que encontra-se na Borghese Gallery em Roma. A modelo da escultura, que foi feita no começo de 1800, foi a Condessa Paulina Bonaparte Borghese, irmã de Napoleão Bonaparte. &#8230;Fotografei essa série em 2001 durante residência na American Academy em Roma&#8221;, afirma Leonard Nimoy.</p>
<p>Outra das produções de Nimoy que é interessante citar é &#8220;Alien Voices&#8221;, na qual ele juntou-se com John de Lancie, para conseguir adaptações de audio de clássicos da ficção científica, apresentadas em radio plays. Fazem parte desse trabalho: The Lost World, Journey to the Center of the Earth, The Time Machine, e Spock vs. Q. Esse homem não pára.</p>
<p>Nimoy tem dois filhos, Julie e Adam, muitos netos, e é casado (pela 2ª vez) com Susan Bay   Nimoy.</p>
<p>Artigo originalmente publicado no conteúdo clássico do <strong>Trek Brasilis</strong> em 21 de outubro de 2003.</p>
<div class="shr-publisher-1191"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F13%2Fleonard-nimoy-vulcano-mas-feliz%2F' data-shr_title='Leonard+Nimoy%3A+Vulcano%2C+mas+feliz'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F13%2Fleonard-nimoy-vulcano-mas-feliz%2F' data-shr_title='Leonard+Nimoy%3A+Vulcano%2C+mas+feliz'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>TNG 1&#215;06: Where No One Has Gone Before</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 23:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Nova Geração]]></category>
		<category><![CDATA[Guia de Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Episódio]]></category>
		<category><![CDATA[guia]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada nas Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[revisão]]></category>
		<category><![CDATA[Where No One Has Gone Before]]></category>

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		<description><![CDATA[Segmento representa muito bem a essência de Jornada nas Estrelas. Leia agora a revisão do Trek Brasilis para &#8220;Where No One Has Gone Before&#8221;, de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração. Sinopse: Data Estelar: 41263.1. Um expert em propulsão da Frota Estelar, chamado Kosinski, e seu assistente alienígena, o Viajante (Traveller, no original), vão a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img class="alignleft size-full wp-image-2146" title="tng006-2" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/01/tng006-2.jpg" alt="tng006-2" width="150" height="116" />Segmento representa muito bem a essência de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. Leia agora a revisão do <strong>Trek Brasilis</strong> para <strong>&#8220;Where No One Has Gone Before&#8221;</strong>, de <strong>Jornada nas Estrelas: A Nova Geração</strong>.</p>
<p><span id="more-2144"></span></p>
<p><strong>Sinopse:</strong></p>
<p>Data Estelar: 41263.1.</p>
<p>Um expert em propulsão da Frota Estelar, chamado Kosinski, e seu assistente alienígena, o Viajante (Traveller, no original), vão a bordo da <em>Enterprise</em> para aumentar a capacidade de dobra da nave.</p>
<p>Mas algo sai terrivelmente errado e, depois de duas acelerações em dobra, a <em>Enterprise</em> vai parar a 350 milhões de anos-luz de distância, numa dimensão onde os mundos físico e mental se confundem.</p>
<p>Para retornar, levaria mais de três séculos! A única maneira de voltar é através dos poderes inexplicados do Viajante. O problema é que ele está morrendo.</p>
<p><strong>Comentários:</strong></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-2150" title="tng006-1" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/01/tng006-1.jpg" alt="tng006-1" width="220" height="157" />A se julgar pelo nome, os fãs poderiam esperar mais um remake da <strong>Série Original</strong>, mas isso não poderia estar mais longe da realidade. <strong>&#8220;Where No One Has Gone Before&#8221;</strong> representa, de uma tacada só, a essência de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>, um conceito absolutamente original no franchise e o melhor episódio de <strong>A Nova Geração</strong> até então produzido.</p>
<p>O episódio é uma jóia em termos de efeitos visuais. As imagens da <em>Enterprise</em> na galáxia M33 e, depois, no ponto em que pensamento e realidade se misturam são, para resumir, espetaculares.</p>
<p>A história é uma prova viva de que o real desenvolvimento dos personagens se dá naturalmente, quando eles se encontram face a situações específicas, e não artificialmente, como foi tentado em <strong>&#8220;The Naked Now&#8221;</strong>. Temos um insight muito melhor de Picard nos poucos momentos em que ele conversa com sua mãe, ao contrário  do que ocorre no episódio em que a falsa embriaguez o leva a fazer papel de bobo com a doutora Beverly Crusher.</p>
<p>Cientificamente falando, a história é até forçada. Mas isso conta muito pouco, quando a aventura de exploração torna-se internamente consistente e tão interessante para o telespectador. A ficção fala mais alto que a realidade.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2151" title="hands-traveler" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/01/hands-traveler.jpg" alt="hands-traveler" width="180" height="135" />Pela primeira vez, Troi (embora ainda de forma muito discreta) tem uma função na nave, servindo de termômetro para as reações da tripulação.</p>
<p>Além disso, o episódio oferece diversos desdobramentos para o resto da série: incentivado pelo Viajante, Picard promove Wesley Crusher a alferes honorário, o que faria a aparição do personagem ainda mais constante. Como consolo, isso também representa o primeiro passo para que Wesley deixasse a série. Há males que vêm para bem.</p>
<p><strong>&#8220;Where No One Has Gone Before&#8221;</strong> faz jus ao nome. É <strong>Jornada nas Estrelas</strong> em sua essência &#8212; a exploração do desconhecido, levada aos seus limites. Um dos melhores episódios do atribulado primeiro ano de <strong>A Nova Geração</strong>.</p>
<p><strong>Citações:</strong></p>
<p><strong>Viajante &#8211; &#8220;Up until now, you have been&#8230; uninteresting. It&#8217;s only now that your lifeform begins to merit serious attention.&#8221;</strong><br />
(Até agora, vocês eram&#8230; desinteressantes. Só agora sua forma de vida começa a merecer séria atenção.)</p>
<p><strong>Riker &#8211; &#8220;Shall I call for Doctor Crusher, sir?&#8221;</strong><br />
(Devo chamar a doutora Crusher, senhor?)<br />
<strong>Picard &#8211; &#8220;Why? Is someone ill?&#8221;</strong><br />
(Por quê? Tem alguém doente?)</p>
<p><strong>Trivia:</strong></p>
<ul>
<li> O ator que interpretou o personagem Viajante, Eric Menyuk, esteve próximo de conseguir o papel de Data, na época em que os atores estavam sendo contratados.</li>
</ul>
<ul>
<li> Biff Yeager estréia aqui como o Engenheiro-Chefe de nome Argyle, ficando por vários episódios no cargo, até a transferência de LaForge para esta função. Porém neste episódio Riker o apresenta como &#8220;Um dos nossos Engenheiros-Chefes&#8221;.</li>
</ul>
<ul>
<li> O nome da mãe de Picard, que aparece neste episódio, somente será revelado no episódio do 6º ano <strong>&#8220;Chain of Command, Part II&#8221;</strong>. Seu nome era Gessard Picard.</li>
</ul>
<ul>
<li> O Viajante ainda voltaria mais duas vezes, até o final da série, nos episódios <strong>&#8220;Remember Me&#8221;</strong> do 4º ano e <strong>&#8220;Journey´s End&#8221;</strong>, do 7º ano de produção.</li>
</ul>
<p><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p>História de <strong>C.J. Holland</strong><br />
Roteiro de <strong>Tracy Tormé &amp; Lan O&#8217;Kun</strong><br />
Direção de <strong>Richard Compton</strong><br />
Exibido em <strong>30/11/1987</strong><br />
Produção: <strong>006</strong></p>
<p><strong>Elenco:</strong></p>
<p><strong>Patrick Stewart</strong> como Jean-Luc Picard<br />
<strong>Jonathan Frakes</strong> como William Thomas Riker<br />
<strong>Brent Spiner </strong>como Data<br />
<strong>LeVar Burton</strong> como Geordi La Forge<br />
<strong>Michael Dorn</strong> como Worf<br />
<strong>Gates McFadden</strong> como Beverly Crusher<br />
<strong>Marina Sirtis</strong> como Deanna Troi<br />
<strong>Wil Wheaton</strong> como Wesley Crusher<br />
<strong>Denise Crosby</strong> como Natasha &#8220;Tasha&#8221; Yar</p>
<p><strong>Elenco convidado:</strong></p>
<p><strong>Majel Barrett</strong> como Lwaxana Troi<br />
<strong>Rob Knepper</strong> como Wyatt Miller<br />
<strong>Nan Martin</strong> como Victoria Miller<br />
<strong>Robert Ellenstein</strong> como Steven Miller<br />
<strong>Carel Katarina</strong> como sr. Homn<br />
<strong>Raye Birk</strong> como Wrenn<br />
<strong>Danitza Kingsley</strong> como Ariana<br />
<strong>Michael Rider</strong> como chefe do transporte</p>
<div class="shr-publisher-2144"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F10%2Ftng-1x06-where-no-one-has-gone-before%2F' data-shr_title='TNG+1x06%3A+Where+No+One+Has+Gone+Before'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F10%2Ftng-1x06-where-no-one-has-gone-before%2F' data-shr_title='TNG+1x06%3A+Where+No+One+Has+Gone+Before'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>Mergulhando fundo nas quatro cenas!</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 18:30:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Star Trek]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao sair da sala de cinema na Av. Paulista depois de ver 25 minutos do novo filme de Jornada nas Estrelas, a primeira coisa que eu tive de fazer foi ligar para meu irmão, que queria muito saber que notícias eu trazia de lá de dentro. Minha avaliação foi algo como: &#8220;Se você for para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img class="size-thumbnail wp-image-1475 alignright" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/11/pike.thumbnail.jpg" alt="" width="128" height="91" />Ao sair da sala de cinema na Av. Paulista depois de ver 25 minutos do novo filme de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>, a primeira coisa que eu tive de fazer foi ligar para meu irmão, que queria muito saber que notícias eu trazia de lá de dentro. Minha avaliação foi algo como: &#8220;Se você for para o cinema esperando encontrar o velho <strong>Star Trek</strong>, talvez você se decepcione. Mas se você for esperando <strong>Star Trek 2.0</strong>, acho que vai gostar bastante.&#8221; <em>Spoilers por toda parte!!!</em></p>
<p><span id="more-2909"></span></p>
<p>Essa avaliação parece bem parecida com que os produtores e escritores têm dito aos fãs ao longo dos últimos meses &#8212; sinal de que, gostemos ou não, eles entregaram exatamente o que planejavam, quando diziam estar &#8220;reimaginando&#8221; a série original.</p>
<p>Mas, antes de elaborar mais o que isso significa, vamos ao que eu vi. Abaixo, uma descrição das quatro cenas do filme exibidas pela Paramount.<br />
<strong><br />
CENA 1 &#8211; Conheça Kirk, o bêbado</strong></p>
<p>Estamos num bar. Há alguns alienígenas por perto, mas nada que pareça saído de Star Wars, como temiam alguns trekkers. Uhura pede algumas bebidas e Kirk, a duas cadeiras de distância, tenta passar uma cantada na moça. Eles claramente ainda não se conhecem. Uhura não dá muita trela a ele, que parece já estar bêbado ou, no mínimo, alto. Mas Kirk não desiste. Pergunta o que ela faz, e ela responde, dizendo que estuda xenolinguística. Completa dizendo ter convicção de que Kirk não sabe o que é isso. Mas o jovem bebum surpreende, descrevendo exatamente do que se trata o estudo de xenolinguística. E emenda: &#8220;Isso quer dizer que você tem uma língua ágil.&#8221;</p>
<p>Nisso, chegam alguns seguranças brutamontes da Frota Estelar. Apesar de Uhura dizer que pode lidar com a situação, eles decidem intimidar Kirk. O moleque reage, mesmo estando em número inferior. Uma briga de bar é o resultado. Após um começo disputado, Kirk acaba sendo surrado pelos homens. A confusão só interrompida quando o capitão Pike adentra o bar. Ele dispensa a turma da Frota Estelar e toma Kirk sob sua asa.</p>
<p>Diz ter conhecido o pai de Kirk e afirma que o jovem não deveria jogar sua vida fora, como tem feito. Diz conhecer o potencial acadêmico do garoto e vaticina: Kirk poderia muito bem completar sua formação na Academia em quatro anos, e ter seu próprio comando em oito anos. Diz que o rapaz deve aproveitar a chance e aparecer, na manhã do dia seguinte, na doca seca da Frota em Iowa para se alistar.</p>
<p>O jovem não responde. Mas na manhã do dia seguinte, lá está ele, admirando a construção de uma nave estelar da classe Constitution (seria a Enterprise?). Pike o vê e fica feliz de tê-lo conseguido trazer para a Frota.</p>
<p><strong>CENA 2 &#8211; A &#8220;reação alérgica&#8221; de Kirk</strong></p>
<p>(Abrams explica que a próxima cena ocorre depois que Kirk, já na Academia, se mete em uma encrenca e não ganha um posto em nenhuma das naves. Leonard &#8220;Magro&#8221; McCoy é seu amigão de Academia, e dá um jeito de &#8220;contrabandeá-lo&#8221; para a Enterprise, injetando nele uma vacina que causa terríveis efeitos colaterais, que exigem tratamento médico imediato. É neste ponto que começa a cena.)</p>
<p>Kirk acorda em uma biocama da enfermaria da Enterprise. Claramente zonzo, ele pergunta o que aconteceu. McCoy explica que é uma reação alérgica à vacina. O jovem cadete olha para as mãos. Elas estão absurdamente inchadas. (Acreditem, isto é engraçado!)</p>
<p>Enquanto isso, na ponte, Chekov abriu o intercom e transmitiu para a nave as novas ordens da Enterprise: investigar o aparecimento de algo que poderia ser descrito como uma tempestade elétrica no espaço, nas imediações de Vulcano.</p>
<p>Ainda chocado com seu estado médico, Kirk se aproxima rapidamente de um monitor e &#8220;rebobina&#8221; a mensagem de Chekov para se certificar do que ouviu. Após o quê, num momento &#8220;Kirk&#8221;, ele sai correndo da enfermaria, com McCoy ao seu encalço.</p>
<p>Ele anda pelos corredores até encontrar Uhura, para quem confidencia: a tal tempestade elétrica é uma armadilha, &#8220;criada pelos O&#8217;MU&#8217;A'NO&#8217;!&#8221; (Sim, a língua de Kirk também está inchada pelo efeito da vacina.)</p>
<p>- O quê? &#8211; pergunta Uhura.</p>
<p>- O&#8217;MU&#8217;A'NO&#8217;!</p>
<p>- Romulanos?</p>
<p>- Sim, o&#8217;mu&#8217;a'no&#8217;!</p>
<p>A trupe então corre para a ponte, para que Kirk possa apresentar sua teoria ao capitão Pike. Ele ouve protestos de Spock, que está indignado com a presença do cadete encrenqueiro na ponte &#8212; para não dizer na nave &#8211;, mas explica ao capitão que o fenômeno é exatamente igual ao que apareceu antes da destruição da Kelvin, a nave comandada por seu pai, décadas atrás, e a que apareceu perto da fronteira Klingon, anos depois, e destruiu 37 naves. Uhura confirma a informação, com base em sua decodificação de transmissões em romulano. Até Spock reconhece que faz algum sentido, e Kirk soma alguns pontos diante de seus desconfiados colegas.</p>
<p><strong>CENA 3 &#8211; Spock do futuro</strong></p>
<p>(Abrams explica, antes da cena, que o jovem Spock ainda estava indignado com a presença irregular de Kirk na Enterprise e dá um jeito de deixá-lo num planeta de gelo antes de seguir viagem. E é lá que Spock do futuro vai encontrá-lo.)</p>
<p>Kirk e Spock do futuro encontram um engenheiro rabugento que se julga abandonado pela Frota Estelar, sem comida e suprimentos, naquele posto distante.</p>
<p>- Você é Montgomery Scott? &#8211; pergunta o velho Spock, surpreso por reconhecer seu amigo de longa data.</p>
<p>Spock do futuro então informa Scotty de que ele precisa ajudar Kirk a voltar a bordo da Enterprise, onde ele precisará tomar o comando da nave, subjugando emocionalmente o jovem Spock. Para isso, será preciso fazer um transporte em transdobra. Scotty confessa já ter trabalhado na idéia, mas fracassado.</p>
<p>- Eu convenci a Frota Estelar de que poderia não só transportar objetos inanimados, o que seria fácil, mas também seres vivos. E fiz a experiência com o beagle do almirante Archer. &#8212; conta Scotty.</p>
<p>- E onde está o beagle?</p>
<p>- Eu bem que gostaria de saber! &#8212; responde o engenheiro, indicando o tamanho da encrenca em que se metera.</p>
<p>Para &#8220;resolver&#8221; o problema, Spock do futuro explica que o transporte transdobra funciona, mas depende de uma equação que o engenheiro ainda está para inventar. Spock apresenta a dita cuja a Scotty, que então se vê pronto para transportar Kirk de volta à Enterprise.</p>
<p>Spock do futuro diz a Kirk que é imperativo que o jovem Spock não saiba sobre a conversa que tiveram.</p>
<p>Antes de partir, Kirk indica a Spock que voltar no tempo para intervir nele é trapacear. Spock responde:</p>
<p>- Aprendi esse truque com um velho amigo.<br />
<strong><br />
CENA 4 &#8211; Pancadaria em Vulcano!</strong></p>
<p>Uma nave imensa tem uma britadeira igualmente gigante escavando um buraco até o coração do planeta Vulcano. A Enterprise chega às imediações e precisa danificar o aparelho, que interfere com o uso do teletransporte.</p>
<p>Para desativá-lo, Pike parte com Kirk, Sulu e um redshirt numa nave auxiliar. O capitão ficará em órbita, na nave auxiliar, enquanto Kirk Sulu e o redshirt terão de fazer skydiving orbital para atingir a plataforma de onde desativarão a britadeira espacial.</p>
<p>A descida de skydiving é espetacular. Mas o redshirt morre no caminho. Kirk e Sulu chegam até lá e conseguem desativar a tal da escavadeira. E cada um ganha um &#8220;romulano&#8221; de presente, para enfrentar. Kirk fica dependurado no penhasco, enquanto Sulu acaba com o seu, dando uma de espadachim do futuro. O piloto acaba salvando seu futuro capitão. Mas cai da plataforma. Kirk mergulha para salvá-lo. Os dois pedem transporte de emergência, mas a Enterprise não consegue travar no sinal dos dois, em queda livre. Chekov percebe que pode fazer aquilo, sai correndo da ponte até a sala de transporte e consegue salvar a dupla, no último instante.</p>
<p>Enquanto isso, na nave romulana, Nero é informado de que, mesmo com a desativação da britadeira, a escavação atingiu o núcleo do planeta. O romulano então ordena o disparo da &#8220;matéria vermelha&#8221; pelo buraco.</p>
<p>A Enterprise percebe a ação, e Chekov aponta a Spock, no comando da nave durante a ausência de Pike, que um buraco negro está se formando no centro do planeta. Estima-se três minutos para a evacuação planetária.</p>
<p>Spock decide partir para resgatar seus pais, enquanto ordena que a Enterprise instrua Vulcano a iniciar evacuação imediata.</p>
<p><strong>AVALIAÇÃO</strong></p>
<p>Pois bem. Foi isso que eu vi e ouvi, ao longo de cerca de 25 minutos. A primeira surpresa que tive foi que as cenas não &#8220;estragaram&#8221; o filme para mim. Ele continua com surpresas suficientes, de forma que os 25 minutos só me deixaram com mais vontade de ver a outra uma hora e meia que ficou de fora.</p>
<p>Até por conta disso, é injusto fazer uma avaliação completa e irreversível do filme. O que podemos, sim, fazer é ter uma noção inicial do que esperar.</p>
<p>Para ser justo, vamos quebrar em partes a análise.</p>
<p><strong>Valores de produção</strong></p>
<p>Sem medo de errar, é a produção mais complexa já vista na franquia. Eu gostei bastante dos cenários, muito maiores do que os ambientes claustrofóbicos com o que nos acostumamos. Do &#8220;lado de fora da Enterprise&#8221;, a sensação é a mesma. Tomadas grandiosas, com a câmera bem próxima da nave, dão pela primeira vez a noção de como realmente é grande esta nave estelar. Em termos de efeitos visuais, não há o que criticar. Estão espetaculares e transmitem toda a sensação de grandeza do filme que eu já comentei anteriormente.</p>
<p>Ainda assim, a ponte continua sendo a ponte, os turboelevadores ainda são os turboelevadores, a engenharia ainda é a engenharia, a enfermaria ainda é a enfermaria&#8230; ou seja, é <strong>Star Trek 2.0</strong>. Se você quiser explicar como esta Enterprise pode se transformar na Enterprise da <strong>Série Clássica</strong>, terá uma imensa decepção. Mas se você entrar no cinema buscando uma nova interpretação da Enterprise, que ainda é a Enterprise, mas é outra, não aquela dos anos 1960, aposto que vai gostar.</p>
<p><strong>Enredo</strong></p>
<p>Este é o mais difícil de avaliar, pois os 25 minutos ofertados (mais os spoilers a que tivemos acesso) ainda não dão uma noção completa de como a história se desenrola.</p>
<p>De antemão, antecipo que este pode ser o ponto mais fraco do filme: viagens no tempo são sempre premissas arriscadas para uma história, porque podem soar convenientes demais. Do que eu vi, é impossível julgar se deu certo ou não.</p>
<p>Em defesa dos produtores, fazer viagem no tempo não necessariamente é um tiro no pé; que o digam <strong>&#8220;A Volta Para Casa&#8221;</strong> e <strong>&#8220;Primeiro Contato&#8221;</strong>.</p>
<p><strong>Condução</strong></p>
<p>Gostei do estilo de filmagem e da edição. Não é nada tão acelerado quanto o estilo &#8220;Matrix&#8221; de filmagem de ação, mas nada tão conservador quanto o tradicional formato de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. Não se assemelha em nada com o estilo da nova &#8220;Battlestar Galactica&#8221;; eu não notei nenhuma ênfase em filmagem handy-cam. Nesse sentido, mantém certa contiguidade &#8212; ainda que com uma severa evolução &#8212; com o estilo &#8220;clássico&#8221; de produção de Jornada.</p>
<p>Outra coisa que chamou a atenção, positivamente, foi o uso do humor. Nas seqüências que vi, duas cenas de humor funcionaram para mim: Chekov, antes de abrir o intercom, tentando introduzir um código de acesso ao computador com um sotaque de difícil compreensão, e Kirk com as mãos inchadas, desesperado para comunicar o fato de que a Enterprise está prestes a cair numa armadilha. Achei ambas engraçadas e não ocorrem em detrimento da seriedade da história ou dos personagens. Sua dignidade permanece intacta.</p>
<p>Também vale notar que os roteiristas incluíram várias referências para os fãs hardcore. Foi delicioso ouvir McCoy dizer que &#8220;Sofrimento é bom para alma&#8221; (alguém lembra?) e ouvir Scott contar o que fez com o beagle do almirante Archer. E podem implicar com o fato de que o bar já serve bebidas cardassianas, mesmo o filme sendo anterior a eventos da <strong>Série Clássica</strong>&#8230;</p>
<p><strong>Personagens</strong></p>
<p>Aqui reside a essência de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. Cabe, portanto, uma análise individual de cada um.</p>
<p><strong>- Kirk:</strong> Como disse no meu comentário spoiler-free, Kirk começa irritando muito os fãs, por agir como o mais completo idiota. Mas está claro que não devemos interpretá-lo como o velho Kirk, mas como um novo Kirk, profundamente influenciado pela morte precoce de seus pais. O homem perdeu o rumo, para se tornar um brilhante, mas desperdiçado, talento, bebendo pelos bares de Iowa. Nas cenas subseqüentes, no entanto, ele parece mais e mais com seu &#8220;velho eu&#8221; &#8212; assumindo os riscos para salvar a Enterprise na cena 2, questionando a honestidade do Spock do futuro na cena 3 e salvando Sulu da morte certa, num ato impetuoso e heróico, na cena 4. Chris Pine soube carregar bem o personagem, diante do desafio dantesco de substituir William Shatner.</p>
<p><strong>- Spock: </strong>Vi pouco do Vulcano, confesso, mas Zachary Quinto tem dois problemas para superar. Primeiro, o fato de que ele é muito parecido com Leonard Nimoy nos faz esperar que ele atue *como* Leonard Nimoy. Além disso, para tornar o desafio ainda maior, o filme conta com o próprio Nimoy, interpretando Spock do futuro. Pelo menos do que vi, o Spock de Quinto não é tão bom quanto o de Nimoy. Enquanto o segundo sempre soube imprimir um ar de gravidade &#8212; um tom de &#8220;eu estou sempre certo&#8221; &#8212; ao personagem, o primeiro soa inseguro e mais emotivo do que nunca. Ainda não é uma avaliação definitiva, mas acho que Quinto pode não ter domado Spock tão bem quanto deveria.</p>
<p><strong>- Spock do futuro:</strong> Que dizer? Leonard Nimoy é o cara.</p>
<p><strong>- McCoy:</strong> Karl Urban arrebenta como McCoy. DeForrest Kelley estaria orgulhoso dele. Vi pouco, mas o que vi convenceu totalmente. McCoy is back!</p>
<p><strong>- Sulu: </strong>Se não me engano, eu ouvi apenas uma fala dele, quando Kirk pergunta que tipo de treinamento em combate ele tem. Sulu responde: &#8220;Esgrima&#8221;. Toque suave de humor, que reflete o Sulu deste filme &#8212; é um sujeito centrado, mas bom de briga. Difícil avaliar mais, e compará-lo com o velho Sulu, mas essa interpretação ressoou bem com o personagem.</p>
<p><strong>- Chekov: </strong>O ator é russo, mas o sotaque é igual ao &#8220;falso russo&#8221; de Walter Koenig. Gostei dele, e vejo o espírito do antigo Chekov no personagem. Mas a aparência completamente diferente (e o fato de que ele está na Enterprise sob o comando de Pike!) certamente serão elementos de &#8220;implicância&#8221; para os fãs. De novo, mentalize &#8220;Star Trek 2.0&#8243; e vamos em frente.</p>
<p><strong>- Scott: </strong>Aqui talvez esteja a maior decepção do elenco principal. O sotaque do novo Scotty é escocês legítimo &#8212; mais escocês que o sotaque falso de James Doohan. E o personagem, pelo menos nas cenas que vi, serviu meramente para alívio cômico. Como um admirador do velho Scotty, temo que falte um pouco do espírito do grande engenheiro de outrora nesta nova encarnação.</p>
<p><strong>- Uhura: </strong>Convenhamos &#8212; Uhura sempre foi um livro aberto, e na primeira página. Ela nunca teve uma grande personalidade (tente se lembrar de três momentos memoráveis dela na Série Clássica) e neste filme fará mais do que jamais fez. É um belo upgrade para um personagem subutilizado na série original.</p>
<p><strong>- Pike: </strong>Dou um doce para quem disser como deveria ser interpretado o capitão Pike, com base no único episódio existente com ele. Admitamos: era um personagem a ser criado. E foi o que eles fizeram. Eu gostei, mas não senti nele o &#8220;vibe&#8221; do velho Pike.</p>
<p><strong>Considerações finais</strong></p>
<p>No fim das contas, o que fazer deste <strong>&#8220;Star Trek&#8221;</strong>?</p>
<p>Ouvindo opiniões de quem viu lá, ele agradou &#8212; e muito &#8212; a quem não gostava de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. Viu valores de produção e ação de uma qualidade jamais antes observada na franquia.</p>
<p>Mas e quanto a nós, os velhos fãs?</p>
<p>Tudo tem a ver com o espírito com que você vai ao cinema. Se você espera encontrar lá os velhos Kirk, Spock e McCoy, encarnados pelos atores que os eternizaram, nos cenários que aprendemos a ver como parte dos nossos corações (por mais toscos que fossem), na nave que todos conhecemos e amamos, você está pronto para uma grande decepção.</p>
<p>E nem precisaríamos ver o filme para dizer isso. William Shatner e Leonard Nimoy não vão rejuvenescer; DeForrest Kelley não irá ressuscitar. A velha Jornada é o que é: 79 episódios, mais 6 ou 7 filmes (dependendo de quem conta).</p>
<p>Mas esta velha <strong>Jornada</strong>, que todos amamos e admiramos, não está acabada. Muito pelo contrário, ela está mais viva do que nunca, nos rolos de filme, nos DVDs já impressos, nos Blu-rays que estão por vir. Só não teremos &#8220;episódios inéditos&#8221;, mas é a vida.</p>
<p>O que podemos ter é uma &#8220;releitura&#8221; de <strong>Jornada</strong>. Os mesmos personagens, a mesma nave, o mesmo espírito. Mas, ainda assim, algo diferente. Igual, mas diferente. Entendo agora a dificuldade dos produtores e escritores ao definir este filme.</p>
<p>Ele é marcadamente diferente da <strong>Jornada</strong> clássica. Ainda assim, algo que emerge do seu conjunto, seja do roteiro, da produção ou dos atores, soa em alto e bom som: <strong>&#8220;Jornada nas Estrelas&#8221;</strong>.</p>
<p>Eu gostei, e estou pronto para abraçar <strong>Star Trek 2.0</strong>, do mesmo jeito que abracei e gostei de Galactica 2.0. Mas reconheço que nem todos os fãs estão prontos para isso.</p>
<p>A esses, peço que relembrem os temores de Kirk e Spock, em Jornada VI, quando o mundo parecia se transformar rapidamente, diante de seus olhos. Será que eles estariam perdendo sua utilidade, sua razão de ser, diante de um &#8220;admirável mundo novo&#8221;?</p>
<p>É o que alguns fãs podem sentir. <strong>Jornada</strong> talvez não seja mais para eles.</p>
<p>Bobagem, pessoal. É cinema. Cinema é para todo mundo. Ou alguém aí deixou de ver Star Wars ou Indiana Jones, porque gosta de <strong>Jornada</strong>? Vamos curtir. Se entrarmos com o espírito desarmado, estou certo de que teremos duas horas de diversão na sala de cinema.</p>
<p>De minha parte, eu já tive 25 minutos. Quero mais uma hora e meia.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><em><strong>P.S.:</strong> O <strong>Trek Brasilis</strong> adoraria publicar outras opiniões de quem esteve naquela sala de cinema, sendo ou não fã de Jornada. É só escrever e mandar para nós!<br />
</em></p>
<div class="shr-publisher-2909"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F09%2Fmergulhando-fundo-nas-quatro-cenas%2F' data-shr_title='Mergulhando+fundo+nas+quatro+cenas%21'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F09%2Fmergulhando-fundo-nas-quatro-cenas%2F' data-shr_title='Mergulhando+fundo+nas+quatro+cenas%21'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>TB viu quatro cenas do novo filme!</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 01:55:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes para Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Séries e Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando J.J. Abrams falou que estava planejando &#8220;reimaginar&#8221; o conceito de Jornada nas Estrelas, ele não estava brincando. O Trek Brasilis já viu quatro cenas do novo filme da franquia, numa sessão conjunta promovida pela Paramount Pictures que também contou com uma apresentação de &#8220;Watchmen&#8221;. E, depois de vê-las, o termo &#8220;reimaginação&#8221; parece até um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img class="size-thumbnail wp-image-2700 alignright" title="kirk" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/12/kirk-150x150.jpg" alt="kirk" width="150" height="150" />Quando J.J. Abrams falou que estava planejando &#8220;reimaginar&#8221; o conceito de Jornada nas Estrelas, ele não estava brincando. O <strong>Trek Brasilis</strong> já viu quatro cenas do novo filme da franquia, numa sessão conjunta promovida pela Paramount Pictures que também contou com uma apresentação de &#8220;Watchmen&#8221;. E, depois de vê-las, o termo &#8220;reimaginação&#8221; parece até um eufemismo. Veja a seguir, uma avaliação <em>spoiler-free</em>.</p>
<p><span id="more-2907"></span></p>
<p>A começar pela escala da produção. O novo filme custou cerca de US$ 150 milhões &#8212; cerca de três vezes mais do que a produção mais cara de Jornada. E o detalhe: cada tostão a mais que foi gasto aparece na tela. Trata-se do filme visualmente mais impressionante dos mais de 40 anos de existência da franquia.</p>
<p>Mas, como todos os fãs sabem, a essência nunca foi o dinheiro, mas sim o coração. Será que o espírito da velha série, com seus personagens inesquecíveis, foi preservado, após todo esse foguetório? A resposta, pelas quatro cenas exibidas, é um retumbante &#8220;sim&#8221;.</p>
<p>E olhe que não é a primeira impressão. Na cena inicial, vemos um Kirk ainda jovem e rebelde, que, numa descrição honesta, é um tremendo babaca. Mas nada contra Chris Pine, ator escalado para a árdua tarefa de substituir William Shatner sob a pele do personagem. Na verdade, o que as cenas subsequentes mostram é justamente a &#8220;jornada do herói&#8221;, que se transforma de babaca em líder incontestável ao longo da aventura. E a exibição termina do jeito que deveria: com Kirk soando o mesmo que os fãs aprenderam a amar nas últimas quatro décadas.</p>
<p>E quanto aos dois pilares que sustentam as ações de Kirk, o estóico vulcano Sr. Spock e seu oposto, irascível, Dr. McCoy? O primeiro é interpretado por Zachary Quinto (o Sylar, de &#8220;Heroes&#8221;), que é inacreditavelmente parecido com Leonard Nimoy, o ator que vive a versão antiga do personagem. Talvez pela semelhança, a avaliação (admitidamente parcial) de Quinto acaba não sendo tão positiva: o que mais salta aos olhos é como Quinto não consegue transmitir a mesma gravidade do personagem original. Em compensação, o filme traz Nimoy para viver uma versão idosa de Spock, o que certamente trará os fãs mais radicais para o lado do diretor Abrams.</p>
<p>E McCoy está absolutamente perfeito. Karl Urban traz uma interpretação ressonante com a que imortalizou o médico da Enterprise, conduzida pelo falecido DeForrest Kelley.</p>
<p>Os demais personagens também estão lá &#8212; Sulu, Scotty, Uhura e Chekov, além do capitão Pike, que só os fãs mais apaixonados saberão quem é &#8211;, e suas representações, embora não lembrem muito as antigas versões, trazem simpatia pelos personagens.</p>
<p>E esta talvez seja a melhor forma de ver o <strong>Star Trek</strong> de Abrams. Ele não é feito só para os fãs, ou para quem conhece a série a fundo, mas sobretudo para os amantes do cinema de ação. E esse grupo certamente não ficará desapontado com o que o filme terá a oferecer em maio deste ano, quando chegar às salas de cinema no mundo todo.</p>
<div class="shr-publisher-2907"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F08%2Ftb-viu-quatro-cenas-do-novo-filme%2F' data-shr_title='TB+viu+quatro+cenas+do+novo+filme%21'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F08%2Ftb-viu-quatro-cenas-do-novo-filme%2F' data-shr_title='TB+viu+quatro+cenas+do+novo+filme%21'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>TOS 1&#215;07: Charlie X</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 23:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Série Original]]></category>
		<category><![CDATA[Guia de Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Charlie X]]></category>
		<category><![CDATA[Episódio]]></category>
		<category><![CDATA[guia]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada nas Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[TOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Episódio discute dificuldades da adolescência exagerando seus efeitos. Leia agora a revisão do Trek Brasilis para “Charlie X”, de Jornada nas Estrelas: A Série Original. Sinopse: Data Estelar: 1533.6. Charles Evans, o único sobrevivente de uma expedição colonizadora enviada ao planeta Thasus, vem a bordo da Enterprise, transportado pela USS Antares. Quando o capitão Ramart, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2126" title="tos08021" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/12/tos08021-150x150.jpg" alt="" width="120" height="120" />Episódio discute dificuldades da adolescência exagerando seus efeitos. Leia agora a revisão do <strong>Trek Brasilis</strong> para <strong>“Charlie X”</strong>, de <strong>Jornada nas Estrelas: A Série Original</strong>.</p>
<p><span id="more-2122"></span></p>
<p><strong>Sinopse:</strong></p>
<p>Data Estelar: 1533.6.</p>
<p>Charles Evans, o único sobrevivente de uma expedição colonizadora enviada ao planeta Thasus, vem a bordo da <em>Enterprise</em>, transportado pela USS <em>Antares</em>. Quando o capitão Ramart, da <em>Antares</em>, tenta contatar Kirk para falar sobre Charlie, sua nave é subitamente destruída.</p>
<p>Charlie mostra não só total insensibilidade pelo pessoal dos que o resgataram, como completa indiferença por suas mortes. Ele só se preocupa com que sua nova &#8220;família&#8221; goste dele e o aceite. Infelizmente, os hormônios adolescentes e sua vida pregressa solitária dificultaram este processo.</p>
<p>Eventos estranhos ocorrem sempre que Charlie se enfurece &#8211; ele faz a ordenança Rand desaparecer quando ela recusa seu amor, quebra as pernas de Spock quando o vulcano tenta discipliná-lo, e provoca dor e desconforto em qualquer um que ele pensa estar rindo dele.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-2127" title="tos0801" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/12/tos0801.jpg" alt="" width="180" height="127" />Charlie exige que a <em>Enterprise</em> o leve ao planeta habitado mais próximo, mas Kirk teme que seu temperamento descontrolado e seus perigosos poderes sejam uma ameaça para qualquer civilização. Charlie toma o controle da nave, mas Kirk consegue sobrepujá-lo. Por fim, um rosto alienígena aparece na ponte. É um thasiano, a raça que ajudou Charlie a sobreviver sozinho no planeta e lhe deu seus poderes.</p>
<p>Os thasianos perceberam que Charlie havia deixado Thasus e enviaram uma nave para interceptar a <em>Enterprise</em>. Apesar do desesperado desejo de Charlie em ficar, os thasianos levam o jovem solitário de volta a Thasus. Antes de partirem, os seres restauram a <em>Enterprise</em> e sua tripulação ao normal.</p>
<p><strong>Comentários:</strong></p>
<p><strong>&#8220;Charlie X&#8221;</strong> mostra com clareza as sensações e crises que compõem a adolescência, graças aos superpoderes de Charles Evans. Para exemplificar o conceito desenvolvido no episódio, é só lembrar da vontade que Charlie tem de que os outros sumam, o humor infantil e permeado de chacotas, mostrado quando o jovem faz com que Spock recite poemas infantis na ponte, sua paixão descontrolada pela ordennaça Rand e sua teimosia, ilustrada pelos momentos em que Charlie vai jogar xadrez e aprender a lutar.</p>
<p>De quebra, o episódio busca demonstrar que a tendência à civilização não é inata no homem, mas adquirida pelos costumes. Charlie não viveu entre os humanos e por isso não sabe se comportar adequadamente, dando vazão a todos os seus sentimentos.</p>
<p>A beleza da história está em sua imparcialidade narrativa. Nunca vemos Charlie como um &#8220;inimigo&#8221; no sentido mais comum, mas como uma criança atormentada pelos conflitos da adolescência com um fator complicador: não existe autoridade capaz de contê-lo.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2128" title="tos0803" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/12/tos0803.jpg" alt="" width="160" height="107" />A primeira vista, podemos achar que <strong>&#8220;Charlie X&#8221;</strong> é mais uma versão de &#8220;poder absoluto corrompe absolutamente&#8221;, já vista em <strong>&#8220;Where No Man Has Gone Before&#8221;</strong>. Na verdade, desta vez, não é o poder que corrompe. Charlie já está corrompido por sua própria falta de autoconhecimento e de entendimento de sua própria espécie; o &#8220;poder&#8221; é só o instrumento que permite que ele demonstre suas fraquezas.</p>
<p>Em geral, o episódio é bem estruturado, com grande conteúdo dramático. Mais uma vez, <strong>Jornada</strong> rompe com o estilo de séries da época e não apresenta um final no estilo &#8220;tudo acaba bem&#8221;. Ao contrário, a conclusão é bem trágica.</p>
<p>Apesar de a tragédia ser a tônica do episódio, há momentos hilários, como a cena em que Kirk tenta explicar a Charlie por que não se deve bater em mulheres, ou a em que Spock recita poeminhas para o Dr. McCoy através do intercom.</p>
<p><strong>Citações:</strong></p>
<p><strong>Spock &#8211; &#8220;We are in the hands of an adolescent.&#8221;</strong><br />
(&#8220;Estamos nas mãos de um adolescente.&#8221;)</p>
<p><strong>Charlie &#8211; &#8220;Is that a girl?&#8221;</strong><br />
(&#8220;Isso é uma moça?&#8221;)<br />
<strong>Kirk &#8211; &#8220;That&#8217;s a girl.&#8221;</strong><br />
(&#8220;Isso é uma moça.&#8221;)</p>
<p><strong>Trivia:</strong></p>
<ul>
<li>Este foi o primeiro episódio escrito por D.C. Fontana, uma das escritoras mais prolíferas de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>.</li>
</ul>
<ul>
<li>Este episódio tem dois bloopers gritantes: o primeiro ocorre quando McCoy está examinando Charlie. Charlie está deitado na enfermaria mas é possível ver o reflexo do ator em pé pelo monitor médico de McCoy. O segundo é o efeito &#8220;Bat-Caverna&#8221; &#8211; Kirk entra no turboelevador com um uniforme e sai na ponte com outro! O evento costumava ocorrer na série &#8220;Batman&#8221; dos anos 60, quando a dupla dinâmica ia para a Bat-Caverna.</li>
</ul>
<p><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p>História de <strong>Gene Roddenberry</strong><br />
Roteiro de <strong>D.C. Fontana</strong><br />
Direção de <strong>Lawrence Dobkin</strong><br />
Exibido em <strong>15/09/1966</strong><br />
Produção: <strong>08</strong></p>
<p><strong>Elenco:</strong></p>
<p><strong>William Shatner</strong> como James Tiberius Kirk<br />
<strong>Leonard Nimoy</strong> como Spock<br />
<strong>DeForest Kelley</strong> como Leonard H. McCoy<br />
<strong>Nichelle Nichols</strong> como Uhura</p>
<p><strong>Elenco convidado:</strong></p>
<p><strong>Grace Lee Whitney</strong> como ordenança Rand<br />
<strong>Robert Walker, Jr</strong>. como Charlie Evans<br />
<strong>Charles J. Stewart</strong> como capitão Ramart</p>
<div class="shr-publisher-2122"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F08%2Ftos-1x07-charlie-x%2F' data-shr_title='TOS+1x07%3A+Charlie+X'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F08%2Ftos-1x07-charlie-x%2F' data-shr_title='TOS+1x07%3A+Charlie+X'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>ENT 1&#215;04: Strange New World</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 23:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enterprise]]></category>
		<category><![CDATA[Guia de Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Episódio]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada nas Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[Strange New World]]></category>

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		<description><![CDATA[Hora do chá de cogumelos para a exausta tripulação da Enterprise&#8230; Leia agora a revisão do Trek Brasilis para “Strange New World”, de Jornada nas Estrelas: Enterprise. Sinopse: A Enterprise desvia seu curso de uma nebulosa para estudar um planeta que poderia abrigar formas de vida inteligente. Embora ele acabe se mostrando classe Minshara (termo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img class="alignleft size-full wp-image-1926" title="ent004-3" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/12/ent004-3.jpg" alt="" width="170" height="128" />Hora do chá de cogumelos para a exausta tripulação da <em>Enterprise</em>&#8230; Leia agora a revisão do <strong>Trek Brasilis </strong>para <strong>“Strange New World”</strong>, de<strong> Jornada nas Estrelas: Enterprise</strong>.</p>
<p><span id="more-1923"></span></p>
<p><strong>Sinopse:</strong></p>
<p>A <em>Enterprise</em> desvia seu curso de uma nebulosa para estudar um planeta que poderia abrigar formas de vida inteligente. Embora ele acabe se mostrando classe Minshara (termo Vulcano para designar ambientes amigáveis a vida humanóide), os sensores não mostram a presença de uma civilização.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1928" title="ent004-2" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/12/ent004-2.jpg" alt="" width="180" height="240" />Archer decide aproveitar a ocasião e promover um estudo do planeta in loco. T&#8217;Pol sugere mais estudos antes de uma visita, mas o capitão não está disposto a esperar os resultados mais conclusivos, que só sairiam em seis ou sete dias. Ele decide seguir em frente e enviar um grupo de pesquisa à superfície em um shuttlepod.</p>
<p>A pedido do capitão, T&#8217;Pol seleciona os membros do grupo de descida, que inclui, além de Archer e dela mesma, o engenheiro Tucker, o piloto Mayweather, a alferes Elizabeth Cutler, o alferes Ethan Novakovich e o mascote da turma, o cãozinho Porthos. Tudo transcorre normalmente, e T&#8217;Pol coleta alguns dados de potencial interesse. Para poder analisar melhor as informações, ela pede autorização a Archer para permanecer até a manhã seguinte no planeta, acompanhada por Cutler e Novakovich. Embora não tenham sido requisitados, Tucker e Mayweather pedem para ficar também. O capitão autoriza o &#8220;acampamento&#8221;, mas opta por retornar à nave.</p>
<p>Durante a noite, uma enorme tempestade se aproxima da região em que o grupo está acampando, o que os obriga a buscar abrigo em uma caverna próxima. Ao chegarem ao local, descobrem que esqueceram suas rações no local do acampamento. Travis Mayweather vai até lá para buscar e, no caminho de volta, tem a impressão de ter visto três pessoas.</p>
<p>Ele relata a impressão aos demais, ao retornar à caverna. Enquanto isso, Novakovich começa a ficar mais e mais tenso (ele já estava sentindo dores de cabeça pouco antes da tempestade começar), e acha que há alienígenas no fundo da caverna. Numa explosão inexplicável de raiva, ele conclui que aquele local não é seguro e decide abandoná-lo, contrariando uma ordem de Tucker.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1931" title="ent004-5" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/12/ent004-5.jpg" alt="" width="180" height="256" />O engenheiro convoca Mayweather para acompanhá-lo na caça ao alferes, enquanto T&#8217;Pol e Cutler permanecem na caverna. Os dois saem armados com pistolas de fase, e a Vulcana também decide se armar e investigar para se certificar de que não há de fato ninguém naquele ambiente. Cutler, assustada, também se arma, e fica chocada ao descobrir a Vulcana conversando com outros dois alienígenas. Quando ela se aproxima para falar com T&#8217;Pol, a oficial de ciências insiste que não havia ninguém ali.</p>
<p>Tucker e Mayweather continuam à procura de Novakovich, até quase caírem em um penhasco. Ao escaparem por um fio, eles decidem que é perigoso demais continuar a busca e retornam à caverna. Ao voltar, Cutler relata que viu T&#8217;Pol falando com alienígenas, o que deixa Tucker ainda mais desconfiado da Vulcana.</p>
<p>Enquanto isso, Archer faz contato e descobre que Novakovich está perdido. Ao contatar o alferes, encontra-o em total estado de pânico e choque. Sem alternativa, decide tentar teleportá-lo a bordo. Entretanto, uma falha do transporte faz com que ele seja materializado misturado a folhas e galhos que estavam ao seu redor.</p>
<p>Phlox imediatamente examina o alferes e constata que poderá curá-lo. Entretanto, também identifica a presença de um pólen alucinógeno que estava afetando seu julgamento. Após quase perder Novakovich, o médico descobre que o único meio de evitar a morte é injetando um agente para contra-atacar os efeitos nocivos do pólen.</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/12/ent004-4.jpg"><img class="size-full wp-image-1929 alignright" title="ent004-4" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/12/ent004-4.jpg" alt="" width="180" height="240" /></a>Preocupado com o bem-estar de seus outros oficiais, Archer decide fazer uma tentativa de resgate em plena tempestade. Ele desce ao planeta com Malcolm Reed a bordo de um shuttlepod, mas não consegue aterrissá-lo com segurança, o que o obriga a abortar a tentativa. Ele contata Tucker e avisa que o resgate só virá quando a tempestade passar.</p>
<p>O engenheiro, a essa altura, já está extremamente afetado pelo pólen, e acredita que T&#8217;Pol esteja envolvida em uma conspiração Vulcana com os alienígenas do planeta para matar a tripulação da Enterprise e pôr fim à sua histórica missão. A tensão atinge níveis críticos quando Tucker ameaça pôr fim à vida de T&#8217;Pol caso ela não revele o que está havendo.</p>
<p>Archer contata seu grupo e descobre a situação crítica em que se encontram. Ele tenta explicar a seu engenheiro que eles foram afetados pelo pólen, mas todos, exceto T&#8217;Pol, são incapazes de entender isso. A Vulcana, embora afetada, é a que menos sofre com os efeitos do alucinógeno. Archer instrui Tucker a injetar nele e nos demais ampolas do agente desenvolvido por Phlox, teleportadas para dentro da caverna pela <em>Enterprise</em>, mas o engenheiro se recusa a obedecer.</p>
<p>Vendo que a vida de T&#8217;Pol está sob séria ameaça, o capitão decide mudar sua estratégia, na tentativa de salvá-la. Ele diz a Tucker que há de fato alienígenas na superfície, e que eles só se comunicam atualmente com Vulcanos, com quem tiveram contato anteriormente. Ele instrui Tucker a baixar sua arma, num gesto de boa vontade, para que os alienígenas concordem em abrir um diálogo.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1932" title="ent004-1" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/12/ent004-1.jpg" alt="" width="180" height="135" />Ao mesmo tempo, Hoshi Sato se comunica com T&#8217;Pol, instruindo-a a tontear Tucker assim que ele baixar a arma, e então injetar o agente nos tripulantes. O engenheiro aceita os termos de seu capitão, e T&#8217;Pol age rapidamente para imobilizar o grupo e proceder com o plano.</p>
<p>Na manhã seguinte, um shuttlepod desce à superfície para trazer o grupo de volta à <em>Enterprise</em>.</p>
<p><strong>Comentários:</strong></p>
<p><strong>&#8220;Strange New World&#8221;</strong> tem vários problemas, e o maior deles sem dúvida é a falta de originalidade. Por mais que alguns detalhes específicos da história sejam pertinentes apenas à tripulação da NX-01, já vimos esse enredo em diferentes camuflagens nas séries anteriores do franchise.</p>
<p>A sequência de eventos mais uma vez tenta mostrar o quão precária é a situação desses exploradores pioneiros. Em alguns casos, é bastante feliz, como na falha do teletransporte ou na tentativa malograda de resgate com um shuttlepod.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1934" title="ent004-6" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/12/ent004-6.jpg" alt="" width="180" height="240" />Entretanto, o capitão Archer já teve momentos mais brilhantes: sua decisão de explorar o planeta passando por cima de protocolos importantes de investigação científica não é uma questão de inexperiência &#8212; é uma questão de burrice. Nenhum astronauta dos dias de hoje (que dirá um de daqui a 150 anos) seria capaz de descer com seu grupo em um planeta alienígena antes de avaliar completamente o impacto biológico que as formas de vida locais poderiam ter em seus tripulantes.</p>
<p>Não é uma situação totalmente inesperada, em se tratando de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. Os outros seriados nunca consideraram que ambientes alienígenas pudessem ser dramaticamente hostis a humanos, mas o que acontece aqui eleva o problema a um patamar superior. Nos outros seriados a questão não era nem levantada &#8212; o que nos permitia presumir que deveria ser resolvida com alguma tecnologia miraculosa do século 23 ou 24. Aqui, o perigo é enfatizado por T&#8217;Pol, mas prontamente desconsiderado por Archer. No fim, a inconsequência do capitão quase leva à morte de cinco de seus tripulantes.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1935" title="ent004-7" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/12/ent004-7.jpg" alt="" width="180" height="240" />Esse é um sintoma (e não é o único) de que <strong>Enterprise</strong> não está se levando tanto a sério quanto deveria, para não exigir muitas suspensões da descrença por parte da audiência. Outro exemplo dessa atitude displicente por parte dos roteiristas com relação ao fato de que a série está falando (ou se propondo a falar) de exploração espacial é o fato de Archer levar seu cachorro (!) para a investigação inicial do planeta. A missão da <em>Enterprise</em> é mesmo séria ou apenas uma desculpa para Archer e sua tripulação se divertirem galáxia afora?</p>
<p>Desse ponto de vista, <strong>&#8220;Strange New World&#8221;</strong> é o exato oposto de<strong> &#8220;Fight or Flight&#8221;</strong>, em termos de respeito ao conceito e às regras da exploração espacial. Enquanto num temos apresentados e respeitados todos os problemas (mesmo que rapidamente colocados de lado) que envolvem a abordagem de uma nave alienígena, desde &#8220;Como vamos entrar?&#8221;, até &#8220;Não seria melhor usarmos trajes espaciais para não pegarmos nenhum vírus ou infecção por bactéria alienígena?&#8221;, no outro não há qualquer respeito pelos procedimentos, e o ato de respirar e tocar um ambiente alienígena passa a ser a coisa mais normal do mundo. É uma coisa para se pensar: qual linha a série deveria adotar como norma?</p>
<p>Com relação ao enredo em si, não é nenhuma novidade.<strong> &#8220;The Naked Time&#8221;</strong> (<strong>A Série Original</strong>) e &#8220;<strong>The Naked Now&#8221;</strong> (<strong>A Nova Geração</strong>) já usaram a combinação contaminação/estado de delírio de forma bastante contundente, e <strong>&#8220;Dramatis Personae&#8221;</strong> (<strong>Deep Space Nine</strong>) já usou até um formato narrativo semelhante, &#8220;escondendo&#8221; a verdadeira natureza do comportamento estranho dos personagens por algum tempo. Embora não deva nada a nenhum deles (e seja até superior em alguns aspectos), <strong>&#8220;Strange New World&#8221;</strong> não é nenhuma obra-prima do gênero que justificasse uma repetição tão intensa de algo que já foi feito no franchise.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1936" title="ent004-8" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/12/ent004-8.jpg" alt="" width="180" height="135" />De qualquer forma, é preciso ressaltar as qualidades. Em primeiro lugar, o enredo serve bem ao propósito de demonstrar que os tripulantes da <em>Enterprise</em> ainda se sentem inseguros e desconfiados com relação à presença de T&#8217;Pol, a Vulcana da tripulação. Em segundo lugar, existe aqui uma chance de desenvolver boas tiradas de humor, além de aspectos interessantes (embora sutis) dos personagens.</p>
<p>Mayweather, o mais negligenciado até aqui, recebeu pelo menos algum tratamento especial, ao contar histórias de fantasmas à la era espacial em volta da fogueira e ao demonstrar seu maior apreço pela vida no espaço do que na superfície de um planeta. Phlox, embora tenha pouco aparecido, tem a chance de uma cena um pouco mais forte, ao relatar que talvez por culpa dele não haja esperança para salvar Novakovich. Também foi bom que o alferes não tenha morrido &#8212; já houve &#8220;camisas vermelhas&#8221; demais na história de <strong>Jornada</strong>&#8230;</p>
<p>Mas o que merece o maior elogio é Connor Trinneer &#8212; que se sai muito bem ao interpretar um Tucker transtornado, louco para quebrar T&#8217;Pol no meio.</p>
<p>Algumas outras cenas também marcam e causam risos inevitáveis (e intencionais), embora caiam um pouco no risco de uma série que não se leva a sério. Uma é a exploração de Phortos pelo planeta, cujo primeiro objetivo é encontrar uma árvore para, provavelmente, satisfazer suas necessidades fisiológicas. &#8220;Where no dog has gone before&#8221;, diz Tucker, enquanto o cãozinho se encaminhava para o tronco.</p>
<p>Na sequência, Tucker se prepara para tirar uma foto, enquanto Archer faz um gesto no sentido de abraçar T&#8217;Pol, pouco antes de perceber que seria extremamente inadequado. Além de engraçada, a cena é interessante por enfatizar as diferenças entre humanos e Vulcanos.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1937" title="ent004-9" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/12/ent004-9.jpg" alt="" width="180" height="135" />Além disso, fica muito claro que os produtores estão gastando até não poder mais em efeitos especiais &#8212; além daqueles essenciais à história, como os &#8220;alienígenas de pedra&#8221;, temos várias outras sequências que poderiam ter evitado os gastos, mas não o fizeram. Entre elas, mais notáveis são a em que Cutler estuda a fauna do planeta e observa peixes alienígenas em um fio d&#8217;água ou a em que Tucker é surpreendido por um escorpião alienígena em seu saco de dormir.</p>
<p>Fica muito claro que o que a equipe de produção quer é fazer com que essa série pareça o mais alienígena possível, de preferência com efeitos especiais que chamem a atenção do telespectador. É uma sequência de lembretes constantes: &#8220;essa é uma superprodução&#8230; essa é uma superprodução&#8230;&#8221;</p>
<p>Apesar do deboche em alguns momentos e da falta de originalidade, é mentiroso quem disser que o episódio é péssimo. Na verdade, os diálogos ágeis, a boa caracterização dos personagens e as tiradas cômicas fazem de <strong>&#8220;Strange New World&#8221;</strong> uma agradável experiência. Mas é de fato muito melhor assistir ao episódio com o &#8220;senso crítico&#8221; desligado do que procurando analisar o mérito ou a originalidade da história.</p>
<p><strong>Citações:</strong></p>
<p><strong>Archer &#8211; &#8220;I&#8217;d like you to put together the survey team. I assume that&#8217;s not a violation of protocol&#8230;&#8221;</strong><br />
(&#8220;Gostaria que você montasse a equipe de pesquisa. Eu presumo que isso não seja uma violação do protocolo&#8230;&#8221;)</p>
<p><strong>Tucker &#8211; &#8220;Where no dog has gone before&#8230;&#8221;</strong><br />
(&#8220;Onde nenhum cão jamais esteve&#8230;&#8221;)</p>
<p><strong>Archer &#8211; &#8220;Smile! You should get a copy of that for the Vulcan High Command.&#8221;</strong><br />
(&#8220;Sorria! Você deveria levar uma cópia disso para o Alto Comando Vulcano.&#8221;)</p>
<p><strong>Tucker &#8211; &#8220;Travis and I would like to stay ourselves.&#8221;</strong><br />
(&#8220;Travis e eu gostaríamos de ficar também.&#8221;)<br />
<strong>Mayweather &#8211; &#8220;Would we?&#8221;</strong><br />
(&#8220;Gostaríamos?&#8221;)</p>
<p><strong>Archer &#8211; &#8220;Can I talk to him?&#8221;</strong><br />
(&#8220;Posso falar com ele?&#8221;)<br />
<strong>Phlox &#8211; &#8220;Yes. But I doubt it would make much sense.&#8221;</strong><br />
(&#8220;Sim. Mas duvido que serviria para alguma coisa.&#8221;)</p>
<p><strong>Trivia:</strong></p>
<ul>
<li>Kellie Waymire já apareceu em <strong>Jornada</strong> antes. A atriz participou do episódio <strong>&#8220;Muse&#8221;</strong>, de <strong>Voyager</strong>, interpretando Lanya.</li>
</ul>
<ul>
<li>O segmento apresenta mais exemplos do estado primitivo da tecnologia da <em>Enterprise</em>. É a primeira vez que vemos um mal-funcionamento do transporte, quando um tripulante é trazido de volta à nave mas tem rochas e folhas fundidas a seu corpo.</li>
</ul>
<p><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p>História de <strong>Rick Berman</strong> &amp; <strong>Brannon Braga</strong><br />
Roteiro de <strong>Mike Sussman</strong> &amp; <strong>Phyllis Strong</strong><br />
Direção de <strong>David Livingston</strong><br />
Exibido em <strong>10/10/2001</strong><br />
Produção: <strong>004</strong></p>
<p><strong>Elenco:</strong></p>
<p><strong>Scott Bakula</strong> como Jonathan Archer<br />
<strong>Jolene Blalock</strong> como T&#8217;Pol<br />
<strong>John Billingsley</strong> como Phlox<br />
<strong>Anthony Montgomery</strong> como Travis Mayweather<br />
<strong>Connor Trinneer</strong> como Charlie &#8216;Trip&#8217; Tucker III<br />
<strong>Dominic Keating</strong> como Malcolm Reed<br />
<strong>Linda Park</strong> como Hoshi Sato</p>
<p><strong>Elenco convidado:</strong></p>
<p><strong>Kellie Waymire</strong> como Elizabeth Cutler<br />
<strong>Henri Lubatti</strong> como Ethan Novakovich<br />
<strong>Rey Gallegos</strong> como tripulante</p>
<div class="shr-publisher-1923"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F04%2Fent-1x04-strange-new-world%2F' data-shr_title='ENT+1x04%3A+Strange+New+World'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F01%2F04%2Fent-1x04-strange-new-world%2F' data-shr_title='ENT+1x04%3A+Strange+New+World'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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