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	<title>Trek Brasilis &#187; Críticas de Star Trek</title>
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	<description>A Fonte de Jornada nas Estrelas em Português</description>
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		<title>Star Trek é o melhor filme de 2009, para Tarantino</title>
		<link>http://www.trekbrasilis.org/2009/12/18/tarantino-elege-star-trek-como-melhor-de-2009/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 16:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas de Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>

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		<description><![CDATA[O site The Hollywood Reporter perguntou ao cineasta Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios) a respeito de qual sua preferência com relação aos filmes lançados em 2009. Tarantino elegeu Star Trek de J.J. Abrams como o filme número um de sua lista pessoal, seguido de Arraste-me para o Inferno, Gente Engraçada, Amor sem Escalas, Chocolate, O Segurança Fora de Controle, Preciosa e An Education.  Star Trek II: A Ira de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/12/Quentin-Tarantino.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9892" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/12/Quentin-Tarantino.jpg" alt="Quentin Tarantino" width="170" height="170" /></a>O site <span title="The Hollywood Reporter asked Inglourious Basterds director Quentin Tarantino to talk about his favorite movies of 2009 and JJ Abrams new Star Trek movie came out on top of the list."><a href="http://www.heatvisionblog.com/2009/12/quentin-tarantino-lists-his-top-films-of-2009.html" target="_blank">The Hollywood Reporter </a>perguntou ao</span> cineasta Quentin Tarantino (<em>Bastardos Inglórios</em>) a respeito de qual sua preferência com relação aos filmes lançados em 2009. Tarantino elegeu <strong>Star Trek</strong> de J.J. Abrams como o filme número um de sua lista pessoal, seguido de<em> Arraste-me para o Inferno, Gente Engraçada, Amor sem Escalas, Chocolate, O Segurança Fora de Controle, Preciosa </em>e<em> An Education</em>.<!--nevermore--> </p>
<p><strong>Star Trek II: A Ira de Khan</strong> é considerado um dos favoritos de Tarantino, tanto é que no início de um dos seus filmes, <em>Kill Bill Vol. 1</em>, existe uma citação: &#8220;A vingança é um prato que é melhor servido frio - Velho Provérbio Klingon&#8221;. Abrams o conhece bem, já que o controvertido diretor participou do elenco da série <em>Alias</em>, durante sua primeira temporada.</p>
<p>Fonte:<a href="http://trekmovie.com/2009/12/14/quentin-tarantino-list-star-trek-as-top-film-of-2009/" target="_blank"><span style="color: #000000"> TrekMovie</span></a></p>


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		<title>Nicholas Meyer fala sobre Star Trek de Abrams</title>
		<link>http://www.trekbrasilis.org/2009/12/17/nicholas-meyer-fala-sobre-star-trek-de-abrams/</link>
		<comments>http://www.trekbrasilis.org/2009/12/17/nicholas-meyer-fala-sobre-star-trek-de-abrams/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 12:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas de Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>

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		<description><![CDATA[O site TrekMovie teve a oportunidade de conversar rapidamente com o escritor e diretor Nick Meyer, durante sua participação num painel sobre Jornada, ocorrido no evento do American Cinematheque Star Trek Marathon em Santa Monica. Meyer opiniou sobre o filme de J. J. Abrams e se estaria interessado em assumir a cadeira de diretor na sequência. Veja um resumo dos pontos discutidos por Meyer com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/12/meyer.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-9818" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/12/meyer-150x150.jpg" alt="meyer" width="150" height="150" /></a>O site <a href="http://trekmovie.com/2009/12/09/exclusive-video-interview-nick-meyer-talks-star-trek-sequel-opera-and-more/" target="_blank">TrekMovie</a> teve a oportunidade de conversar rapidamente com o escritor e diretor Nick Meyer, durante sua participação num painel sobre Jornada, ocorrido no evento do American Cinematheque Star Trek Marathon em Santa Monica. Meyer opiniou sobre o filme de J. J. Abrams e se estaria interessado em assumir a cadeira de diretor na sequência.</p>
<p><span id="more-9817"></span></p>
<p>Veja um resumo dos pontos discutidos por Meyer com o TrekMovie.</p>
<p>• Meyer comentou que, por duas vezes, teve que entrar para &#8216;salvar&#8217; a franquia com<strong> Star Trek II: A Ira de Khan</strong> e <strong>Star Trek VI: A Terra Desconhecida</strong>. Disse que &#8220;compreendeu a posição de J.J. Abrams, vendo a si mesmo&#8221; quando Abrams planejou reviver a franquia com<strong> Star Trek</strong>;</p>
<p>• Sobre o filme <strong>Star Trek</strong>, Meyer disse: &#8220;Eu achei que foi espectacular&#8221;;</p>
<p>• Meyer (um amigo da família para o pai de J.J. Abrams) não se lembra do evento descrito por Abrams em uma recente conferência de imprensa, mas se lembra de lhe ter dado o &#8220;Annotated Sherlock Holmes&#8221; durante o seu Bar Mitzvah;</p>
<p>NOTA: Abrams disse em uma de suas entrevistas que, quando criança brincou com Meyer de filmar algo bem bobo e que o diretor, mais tarde, veio ao Bar Mitzvah (cerimônia de passagem que acontece entre os judeus) e lhe deu uma coleção de <span>Sherlock</span> <span>Holmes.</span></p>
<p>• Meyer, embora um entusiasta de Holmes, observa que &#8220;ele não é um fã dos filmes de Sherlock Holmes&#8221;, mas &#8220;espera que ele possa se divertir&#8221; com o novo filme;</p>
<p>NOTA: A mais nova versão de <strong>Sherlock Holmes</strong> está com data de estréia prevista para 08 de janeiro no Brasil, tendo Robert Downey, Jr. (IronMan) e Jud Law (I. A.) nos papéis principais.</p>
<p>• Perguntado se gostaria de dirigir o próximo <strong>Star Trek</strong>, Meyer respondeu que &#8221;depende do roteiro&#8221;, mas brincando disse que o filme que gostaria de fazer seria &#8220;um bom&#8221;;</p>
<p>• Meyer diz que ele e o compositor Cliff Eidelman de <strong>Star Trek VI: A Terra Desconhecida</strong> ainda estão tentando &#8220;obter permissão de Paramount&#8221; para fazerem uma obra musical baseada no filme;</p>
<p>• Meyer diz que &#8220;adorou&#8221; a versão cômica da Robot Chicken numa ópera de bonecos para <a href="http://video.adultswim.com/robot-chicken/le-wrath-di-khan.html?cid=vplayer_robot-chicken_le-wrath-di-khan" target="_blank">Star Trek II</a>, e sente que <strong>Star Trek II</strong> poderia funcionar como uma ópera mesmo, mas ele está &#8220;mais intrigado com as possibilidades do VI&#8221; como uma ópera;</p>
<p>O projeto mais recente • Meyer está escrevendo um roteiro para um filme de Johnny Depp, chamado <em>The Factory Crook</em>, e agora está à procura de um diretor. Sua recente script de <em>George Washington</em> parece estar congelado no desenvolvimento.<span> </span></p>


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		<title>A edição em iTunes Extras de Star Trek</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 23:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas de Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[DVD]]></category>
		<category><![CDATA[Blu-ray]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[iTunes]]></category>
		<category><![CDATA[JJ Abrams]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>

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		<description><![CDATA[Embora não disponível na versão brasileira da iTunes Store por esta ainda contar apenas com o setor de aplicativos, a edição de Star Trek disponível na iTunes Store americana é um dos filmes que contam com a nova modalidade de extras incluídos junto a um filme vendido pelo sistema de download da loja online da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-9438" title="startrekitunes" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/11/startrekitunes.jpg" alt="startrekitunes" width="197" height="99" />Embora não disponível na versão brasileira da iTunes Store por esta ainda contar apenas com o setor de aplicativos, a edição de <strong>Star Trek</strong> disponível na iTunes Store americana é um dos filmes que contam com a nova modalidade de extras incluídos junto a um filme vendido pelo sistema de download da loja online da Apple. Confira detalhes a respeito desta versão do mais novo filme de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>.</p>
<p><span id="more-9437"></span></p>
<p><strong>O filme</strong></p>
<p>A opinião favorável deste missivista sobre a fita está inalterada, e o <a href="http://www.trekbrasilis.org/2009/05/08/que-ja-fique-claro-star-trek-e-um-excelente-filme/">artigo original</a> no <strong>Trek Brasilis</strong> quando do lançamento do filme continua a refletir bem esta opinião. Avaliações adicionais por parte da equipe do <strong>TB</strong> podem ser encontradas <a href="http://www.trekbrasilis.org/category/series-e-filmes/filmes-para-cinema/criticas-de-star-trek/">aqui</a>, bem como compilações de outras críticas diversas da época de lançamento.</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/11/startrekitunes5.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9474" title="startrekitunes5" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/11/startrekitunes5.jpg" alt="startrekitunes5" width="450" height="303" /></a><br />
As reações e comentários dos consumidores que adquiriram o filme na iTunes Store dos EUA está muito bom, com o filme tendo cinco estrelas de nota após aproximadamente 1200 críticas até a data, e o filme está em primeiro lugar de vendas.</p>
<p><strong>A edição em iTunes Extras</strong></p>
<p>O iTunes Extras é essencialmente um encapsulamento em um formato de arquivo proprietário da Apple de diversos elementos adicionais, como um menu de opções semelhante ao de um DVD, galeria de imagens, arquivos de vídeo com documentários ou featurettes diversos. A reprodução pode ser no próprio computador ou em um Apple TV conectado a uma televisão.</p>
<p>Quando é feita a aquisição do filme, este é baixado através da Internet antes dos extras. Enquanto o download ocorre, o usuário tem a opção de iniciar a reprodução do filme quando este já tiver acumulado quantidade suficiente em buffer para manter a reprodução enquanto o restante do download continua.</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/11/startrekappletv.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9460" title="startrekappletv" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/11/startrekappletv.jpg" alt="startrekappletv" width="451" height="259" /></a><br />
Não é necessário o acesso primeiro ao menu do iTunes Extras para simplesmente assistir ao filme &#8212; a reprodução imediata pode ocorrer com dois cliques no registro do filme na biblioteca do iTunes ou na lista de filmes no Apple TV. Se os dois cliques forem no registro dos extras, aí sim o menu de opções aparece, mostrando os extras.</p>
<p>A partir do ponto em que se está no menu, a navegação é semelhante ao de um DVD, com um menu seguindo a temática do filme, e botões de acesso aos capítulos e ao conteúdo extra.</p>
<p><strong>O conteúdo</strong></p>
<p>A edição iTunes Extras de <strong>Star Trek</strong> conta com os seguintes itens adicionais:</p>
<p>Galeria com 40 imagens exclusivas desta edição do filme;<br />
Documentário de making of, &#8220;A New Vision&#8221;<br />
Featurette sobre a composição da trilha sonora<br />
Galeria de posters e trailers internacionais<br />
&#8220;Easter Eggs&#8221; para serem destravados com código adicional</p>
<p>Uma seleção de extras básico, que se assemelharia a uma edição convencional de DVD em um disco, digamos. O making of &#8220;A Nova Visão&#8221; é o principal item deste conjunto, e é o mesmo disponível nas edições em Blu-ray e DVD. Com 19 minutos, nele JJ Abrams discute detalhes da pré-produção do novo filme de <strong>Jornada nas Estrelas</strong> e as suas intenções e visão de como trazer novamente a franquia para o cinema. Já o featurette sobre a trilha também é o mesmo de outras edições do filme.</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/11/startrekmenu.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9490" title="startrekmenu" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/11/startrekmenu.jpg" alt="startrekmenu" width="451" height="253" /></a><br />
<strong>Star Trek</strong> conta com duas opções de compra, em qualidade padrão de 480p, com 1,82 GB de tamanho, ou no formato de alta definição disponibilizado pela Apple em 720p, com 3,95 GB. Esta edição portanto é um ponto intermediário em qualidade de imagem entre o DVD regular e a edição Blu-ray do filme.</p>
<p>Ao contrário de uma edição regular em DVD ou Blu-ray, a versão iTunes Extras somente conta com uma única trilha de áudio, em Dolby Digital 5.1, e nenhuma legenda, nem mesmo closed-caption em Inglês, apesar do formato suportar estas opções. Portanto, não há também a trilha de comentários disponível nas outras edições físicas do filme.</p>
<p><strong>O veredito</strong></p>
<p>Embora seja uma forma interessante de se possuir o filme para aqueles com acesso a este tipo de comercialização, este formato não é realmente o melhor custo-benefício de uma edição de <strong>Star Trek</strong>.</p>
<p>Os preços são 14,99 dólares para a edição em resolução convencional e 19,99 para a edição em alta definição. As versões para aluguel no modo iTunes Rental só vão estar disponíveis a partir de 16 de dezembro, e não contam com os extras.</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/11/startrekitunes2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-9453" title="startrekitunes2" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/11/startrekitunes2.jpg" alt="startrekitunes2" width="450" height="300" /></a><br />
Pelos mesmos 19,99 da edição em alta definição do iTunes, o trekker pode conseguir a <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B001AVCFK6/ref=s9_simz_gw_s2_p74_t1?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&amp;pf_rd_s=center-2&amp;pf_rd_r=1R1ZJN6XKGCNN0Z9C5DS&amp;pf_rd_t=101&amp;pf_rd_p=470938631&amp;pf_rd_i=507846">edição Blu-ray na Amazon</a> (que, graças a <a href="http://www.newyorker.com/talk/financial/2009/11/09/091109ta_talk_surowiecki">guerra de preços</a> entre esta e o Walmart, está com 50% de desconto do nominal de 39,99 dólares), e obtém o filme em 1080p ao invés do limitado 720p, além de uma seleção bem mais fornida de extras e inúmeras opções de idioma, incluindo a trilha de comentários, e mesmo a edição em DVD convencional oferece bem mais nestes quesitos.</p>
<p>Os únicos diferenciais da versão em iTunes ficam sendo mesmo por existir uma variação em &#8220;HD Lite&#8221; a 720p do filme e por conta do fator de curiosidade e conveniência do novo formato.</p>


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		<title>TB analisa o Blu-Ray de Star Trek</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 19:31:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas de Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[DVD]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes para Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[O Trek Brasilis teve acesso em primeira mão ao disco Blu-Ray francês do novo filme da franquia, Star Trek, dirigido por J.J. Abrams. A França foi um dos primeiros países a receber esse filme para venda, em DVD e Blu-Ray, cerca de um mês antes do lançamento nos EUA. Embora sem restrição de região (roda em qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/11/Star-Trek-BD-fnac-frança.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9290" title="Star Trek BD fnac frança" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/11/Star-Trek-BD-fnac-frança.jpg" alt="Star Trek BD fnac frança" width="220" height="300" /></a>O <strong>Trek Brasilis</strong> teve acesso em primeira mão ao disco Blu-Ray francês do novo filme da franquia, <strong>Star T</strong>rek, dirigido por J.J. Abrams. A França foi um dos primeiros países a receber esse filme para venda, em DVD e Blu-Ray, cerca de um mês antes do lançamento nos EUA. Embora sem restrição de região (roda em qualquer aparelho Blu-Ray), esse disco europeu não tem áudio e nem legendas em português, nem mesmo de Portugal, embora contenha legendas de praticamente todas os idiomas da Europa Ocidental. De qualquer forma, com exceção das opções de idioma e legenda, o disco é absolutamente idêntico ao americano e ao nacional quanto à qualidade de imagem, som e conteúdo dos extras.</p>
<p><span id="more-9289"></span></p>
<p>A edição americana tem um terceiro disco, com uma cópia digital para exibição em aparelhos portáteis, como celulares e iPods, além de demonstrações de novos jogos para PC e Xbox-360. A edição francesa, usada nessa resenha, foi comprada na loja Fnac de Paris e acompanhou como brinde uma revista em qudrinhos com uma história romulana como prelúdio do episódio <strong>Balance of Terror</strong> da <strong>Série Clássica</strong>.</p>
<p><strong><span style="color: #000080;">O Filme</span></strong></p>
<p><strong>Jornada nas Estrelas</strong> já foi grande. Gozou de prestígio do público e crítica. Criou novos padrões para a televisão. Gerou milhões de fãs em vários países. Tudo isso quase foi perdido nos últimos 10 anos. Mas agora, <strong>Jornada nas Estrelas</strong> voltou a ser grande. O diretor, J.J. Abrams, entregou um produto divertido, dinâmico e com um certo conteúdo que o diferencia de outros filmes-pipoca mais recentes. Nunca exigi que o novo <strong>Star Trek</strong> fosse espetacular, mas pelo menos muito divertido e fiel às suas raízes. E foi esse o filme que eu vi.</p>
<p>Não vou me ater muito no roteiro e na história, porque grande parte dos fãs aqui leitores certamente já assistiram o filme. Mais importante, as resenhas dos demais colegas do <strong>Trek Brasilis</strong>, Salvador Nogueira, Leandro Martins e Fernando Penteriche, datadas de maio de 2009, já fizeram um excelente trabalho de cobertura do filme. Esses textos podem ser encontrados facilmente no histórico de matérias do <strong>Trek Brasilis</strong>, <a href="http://www.trekbrasilis.org/category/series-e-filmes/filmes-para-cinema/criticas-de-star-trek/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Apenas ressalto aqui o fato do roteiro, embora muito simples, funciona quase com perfeição. Em resumo, o vilão Nero e o Spock original, intepretado por Leonard Nimoy, voltam no tempo por acidente, 126 anos antes. Nero chega primeiro e, durante um ataque à primeira nave da Federação que aparece, a USS Kelvin, seu capitão é morto e o primeiro oficial, George Kirk, assume o comando pelo tempo suficiente para evacuar a nave e salvar os sobreviventes, dentre eles sua esposa no momento do parto do seu filho, James T. Kirk. George morre. A partir desse momento a linha do tempo é alterada e surge uma realidade alternativa, preservando o que já aconteceu nos filmes anteriores, mas estabelecendo essa nova realidade alternativa, o que abre o leque para novas interessantes possibilidades futuras.</p>
<p>O filme, após essa introdução inicial, passa a intercalar a infância de Kirk e Spock e como ambos optaram por ingressar na Frota Estelar. Lá o filme apresenta aos poucos os demais personagens (McCoy, Uhura, Sulu, Checov e Scotty) e como se unem durante a primeira viagem da Enterprise, para combater o vilão Nero e salvar o planeta Terra.<br />
J.J. Abrams acertou em cheio no ritmo acelerado, mantendo o filme ágil e divertido durante seus 126 minutos, que passam num piscar de olhos, sem cansar. A melhor descrição é de uma montanha russa de emoções. Tudo isso sem perder de foco os personagens, justamente a “alma” da <strong>Série Clás</strong>sica.</p>
<p>A química entre os atores funciona que é uma maravilha e é evidente na tela que todos estão curtindo muito os papéis que lhe foram entregues. O famoso triunvirato, Kirk, Spock e McCoy ficou perfeito na interpretação de, respectivamente, Chris Pine, Zachary Quinto e Karl Urban. Kirk é o personagem principal do filme e, em função disso, Chris Pine está praticamente em todas as cenas. O grande macete é mostrar, de forma verossímil, como Kirk, um jovem desajustado do interior dos EUA, resolve se alistar na Frota Estelar apôs um sermão do capitão Pike (um grande momento do filme) e, após três anos, se mostrar um líder nato, pró-ativo, como o antigo Kirk que conhecemos. É o crescimento interior desse personagem que alicerça o filme. Ao final, Pine personifica a figura do capitão da Enterprise, sem emular os trejeitos do William Shatner. Ponto positivo.</p>
<p>Quinto está ótimo como Spock, mas sentimos falta daquela postura de nobreza que Leonard Nimoy conseguiu impor ao personagem. As comparações são inevitáveis ainda mais porque o próprio Nimoy está no filme, interpretando o Spock já idoso, e sua presença é majestosa. Karl Urban é um assombro como McCoy. É o único que efetivamente emula o ator original que interpretou o mesmo personagem, DeForest Kelley. A perfeição é incrível, principalmente porque não se trata de uma simples cópia de atuação, mas sim uma homenagem digna de aplausos. Por isso, é o meu personagem preferido no filme.</p>
<p>Os demais atores que intepretam Uhura, Chekov, Sulu, Scotty estão ótimos e, ainda que não se pareçam fisicamente com os atores originais, conseguem atribuir a necessária caracterização para torná-los mais reais, mais humanos, mas perder as qualidades que conhecemos e adoramos nesses personagens. Eric Bana é o ator menos aproveitado.  Interpreta o vilão Nero, que busca vingança pela destruição, no futuro, do seu planeta natal, Romulus. O problema é que Nero tem apenas umas quatro ou cinco cenas e o roteiro se preocupa mais em estabelecer seu papel vingativo do que suas motivações. Em uma cena de flashback é explicado rapidamente porque busca vingança, mas é tudo muito apressado e sem a exposição necessária. É um vilão que serve ao propósito do filme, mas poderia ser muito melhor.<br />
Quanto à produção do filme em si, é simplesmente espetacular. Os efeitos especiais são excelentes.</p>
<p>A minha única ressalva nesse ponto é a própria Enterprise. Eu gostei muito do novo design da nave e de sua nova ponte de comando. Tudo muito moderno e com alguns itens reminescentes da Série Clássica. Mas considero que faltou capricho nas demais áreas. A engenharia, por exemplo não possui um desenho muito bem definido e tem visual muito poluído (cheio de tanques, encanamentos, tubulações etc), o que contradiz o aspecto mais “clean” de outras seções da nave. Ao assistir os documentários no disco dois, de extras, é explicado que as filmagens foram feitas em fábricas de cervejas, para conferir maior realidade ao cenário. Não concordo muito com esse ponto de vista e espero que isso seja “ajustado” no próximo filme.</p>
<p>Também senti falta de algumas tomadas espaciais a mais da Enterprise. Não tanto como fizeram no primeiro filme para o cinema (<strong>Star Trek &#8211; The Motion Picture</strong>, de 1979), mas um meio termo seria apropriado. A trilha sonora de Michael Giacchino é muito boa, mas faltou um tema de destaque. Aliás, curioso que essa é uma das características que está se perdendo nas trilhas sonoras atuais. Filmes como <em>Batman, Homem de Ferro, Homem-Aranha</em>, etc, não possuem nenhum tema musical marcante, daquelas que ficam na nossa cabeça dias e dias após assistirmos o filme. A última trilha que me marcou de verdade foi a da trilogiais<em> Senhor dos Anéis</em>. Depois disso, difícil me lembrar de outra com a mesma qualidade.</p>
<p>Da mesma forma, após assistir ao novo <strong>Star Trek</strong>, a única música que ficou comigo é a dos créditos finais que, aliás, não é do Michael Giacchino, mas sim do Alexander Courage, justamente a música de abertura da <strong>Série Clássica</strong> dos anos 60. Nada como música clássica!</p>
<p>Mas não sejamos muito críticos com essas questões, pois o filme tem tantos pontos positivos que não é justo criticar em demasia. São 126 minutos de pura emoção e aventura, que prende não só o fã como o público em geral. A excelente bilheteria inicial do filme já atesta esse fato e o absoluto sucesso financeiro do filme.</p>
<p>Um ponto controvertido e que poderia trazer problemas para os roteiristas é a tal “linha do tempo alternativa” criada pelo vilão Nero ao voltar ao passado e destruir a nave Kelvin. Muitos fãs criticaram muito essa jogada do roteiro, pois comprometia uma premissa do filme: como os personagens se conheceram e começaram a trabalhar em equipe. Verdade, se é uma linha do tempo alternativa, assistimos no filme uma outra realidade, talvez diferente da original, pelo qual os personagens se encontraram de forma totalmente diferente. Mas enxergo por outro aspecto. O roteiro do filme atesta que é o destino que uniu a tripulação da Enterprise, independentemente das motivações e circunstâncias que colocaram cada personagem no seu devido lugar na ponte da Enterprise. Ou seja, essas pessoas estavam predestinadas a trabalharem juntas e salvarem a Terra e o Universo. Achei muito bacana esse lance do roteiro.<br />
Ademais, a participação do Spock original na trama, interpretado por Leonard Nimoy, é um instrumento engenhoso para validar essa história de linha do tempo alternativa.</p>
<p>Para os não-fãs, que não conhecem a história original da série, o filme marca um ponto inicial, que não se prende muito ao que foi estabelecido pela cronologia original. Já para os fãs, a presença do Spock original demonstra a continuidade, pois o personagem veio do futuro e presenciou todas as aventuras que assistimos desde sua primeira aparição no episódio piloto <strong>The Cage</strong>. Inclusive, o fato do personagem estar no filme e lembrar desses eventos, comprova que a cronologia original está intacta, sem modificações e que a nova linha do tempo introduzida com esse filme é alternativa, não modificativa. Assim, os eventos que conhecemos da série original, podem ou não ocorrerem da forma como vimos. Como diria o próprio Spock, “sempre há possibilidades”.</p>
<p>Em suma, um grande filme e um novo começo mais do que merecedor para a série <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. Que tenha vida longa e prosperidade.</p>
<p><strong><span style="color: #000080;">O Blu-Ray</span></strong></p>
<p><strong>Menus</strong></p>
<p>Os menus são simples, mas muito elegantes e, principalmente, de fácil navegação. Ninguém se perderá entre telas e telas de acesso ao material do filme e extras, pois aqui tudo está contido na mesma tela, com acesso por meio do sistema de raízes.</p>
<p><strong>Imagem</strong></p>
<p>Proporção: 2.35:1<br />
Resolução: 1080p<br />
Codec de video: MPEG-4 AVC Video</p>
<p>Infelizmente a constatação aqui é que dificilmente os cinemas brasileiros são dotados de equipamentos de imagem e som que façam jus à qualidade original do filme exibido. Tive a oportunidade de assistir <strong>Star Trek</strong> em três diferentes cinemas da Capital paulista, todos tidos como alto padrão para a projeção. Na primeira exibição, achei a projeção muito escura; na segunda um tanto fora de foco; a terceira foi a melhor, com excelente nitidez e fidelidade de cores, mas o som estava fraco.</p>
<p>Nesse contexto, posso assegurar que só experimentei a qualidade total desse filme, da forma como pretendida pela produção, ao assistí-lo em Blu-Ray em uma TV de 40 polegadas Full HD. Sim, a TV poderia ser maior, mas para o tamanho da minha sala, está absolutamente perfeito. De início, um ligeiro susto, pois o logo da Paramount, logo nos primeiros segundos do filme, apresenta severos artefatos digitais, principalmente nas nuvens. No entanto, logo após o logo, a imagem se estabiliza.</p>
<p>O que mais impressiona nesse filme é a riqueza de detalhes nos cenários, nas roupas e equipamentos. Tudo é renderizado com grande riqueza na tela da TV. As cores são ricas, com variada paleta, o que pode ser verificado principalmente nos uniformes. O dourado, o azul e o vermelho representam essas exatas cores, sem aquelas variações que costumamos ver no DVD, onde, por exemplo, o vermelho tem ligeira inclinação para um tom escuro de laranja.<br />
Também impressiona o grau de granulação, que certamente estava presente na película original usada para criar o master desse Blu-Ray. A exibição tem todas as características de “filme”, não de conteúdo digital (no sentido de uma limpeza digital na imagem).</p>
<p><strong>Som</strong></p>
<p>O áudio principal é exibido em inglês no formato Dolby TrueHD 5.1 (3603 kbps 5.1 / 24-bit/ 48 kHz). Para quem não tem um home theater compatível com Dolby TrueHD, o áudio será convertido para Dolby Digital 5.1. (48 kHz / 640 kbps). É simplesmente fenomenal na fidelidade e resolução, com excelente separação entre os canais para provocar a necessária imersão do espectador. Embora existam formatos mais dinâmicos, como DTS-HD Master Áudio 7.1, a Paramount não trabalha com esse formato. Mas se deixe desanimar, pois o áudio desse disco é espetacular.</p>
<p>Destaque para o áudio durante a cena do elo mental entre Kirk e o velho Spock, para constatar um exemplo de como a técnica empregada para separação de canais pode conceder um grande efeito nesse momento específico do filme.<br />
Os demais idiomais (francês, italiano etc) estão todos em Dolby Digital. Como já mencionei, esse disco francês não tem legendas em português, nem mesmo de Portugal.</p>
<p><strong>Extras</strong></p>
<p>Hoje em dia é prática mais do que comum entulhar o segundo disco, seja de DVD ou Blu-Ray, com uma série de documentários e entrevistas sobre os bastidores da produção. No entanto, nos últimos anos tem faltado um certo capricho nesse material, muitas vezes redundante, com aquelas entrevistas típicas de pré-lançamento no cinema, em que todos elogiam o trabalho de todos na produção, mas não oferecem maiores detalhes de como a idéia nasceu, se desenvolveu e chegou ao seu produto final.</p>
<p>Como exemplo, uma das grandes decepções, no quesito de extras, foi o Blu-Ray do <em>Batman, o Cavaleiro das Trevas</em>, com material superficial e um tanto desinteressante. Em suma, um grande desperdício, talvez porque a Warner esteja esperando o lançamento do próximo filme para relançar uma edição melhor do segundo filme; ou seja, teremos que pagar novamente pelo produto.</p>
<p>Bom, aqui com <strong>Star Trek</strong> é o oposto. Ambos os discos estão recheados de material de ótima qualidade, abrangendo absolutamente tudo da produção, desde sua gênese, desenvolvimento, escolha do elenco, inspirações, pré-produção, produção e pós-produção. Tudo é apresentado com grande empolgação e emoção por todos os envolvidos no filme.<br />
É simplesmente surreal ver as imagens dos primeiros testes de maquiagem no Leonard Nimoy no já distante outubro de 2007.</p>
<p>Um dos destaques mais interessantes são as cenas deletadas, principalmente do período de prisão de Nero em Rura Penthe. Todas as cenas foram filmadas, mas para não perder o ritmo central do filme, foram descartadas em última hora. Assim, esse material é muito interessante para conferir o que se passou com Nero durante aqueles 25 anos de espera pela chegada do Spock velho. Os Klingons aparecem todos com capacete, não possibilitando muita visão de suas feições, salvo os olhos, os narizes e as bocas. O visual me pareceu mais animalesco e selvagem. Também é interessante a cena deletada que mostra como Kirk conseguiu trapacear no teste do Kobaiashi Maru.</p>
<p>Outro material que os fãs vão adorar é o passeio interativo pelas renderizações CGI da Enterprise e da Narada, para conferir de perto todos os detalhes dessas naves. Na Enterprise é até possível disparar feisers e torpedos fotônicos.<br />
Infelizmente, um extra muito legal que não pude conferir, por falta de hardware, é a “realidade estendida”, que exige uma webcam; logo, apenas os possuidores de computadores com drive de Blu-Ray ou da câmera de video do Playstation 3 poderão usufruir desse material.</p>
<p>É difícil explicar como funciona, mas a embalagem do Blu-Ray é codificada pelo programa para simular em suas mãos, pela webcam, um modelo da Enterprise, que se move de acordo com os movimentos da mão. Ainda não pude conferir os comentários em áudio durante o filme, mas quem já ouviu garantiu que é obrigatório para saber sobre fatos inusitados da produção.</p>
<p>Segue uma listagem dos extras:</p>
<p>Disco 1  • Comentário de áudio pelo diretor J.J. Abrams, roteiristas Robert Orci and Alex Kurtzman, produtor Damon Lindelof e produtor executivo Bryan Burk.  • NASA News: Acesso pelo BD-Live, através da conexão do player com a Intenet, para acesso de notícias da NASA.  </p>
<p>Disco 2  • To Boldly Go: Documentário de 16 min, sobre os desafios de relançar a série de Jornada nas Estrelas nos cinemas. &#8211; Mini documentários adicionais:  The Shatner Conundrum / Red Shirt Guy / The Green Girl / Trekker Alert!  • Casting: Documentário de 29 min, sobre a escolha do novo elenco. • A New Vision: Documentário de 19 min, em que J.J. Abrams explica como pretendeu inserir um visual inovador ao filme.  &#8211; Mini-documentário: Savage Pressure  • Starships: documentário de 24 min, sobre o novo visual das naves, especialmente a Enterprise. &#8211; Mini documentários adicionais: Warp Explained / Paint Job / Bridge Construction Accelerated / The Captain&#8217;s Chair / Button Acting 101 / Shuttle Shuffle / Narada Construction Accelerated  • Aliens: Documentário de 16 min sobre a criação e maquiagem dos alienígenas que aparecem no fime. &#8211; mini-documentários adicionais: The Alien Paradox / Big-Eyed Girl / Big Bro Quinto / Klingons / Drakoulias Anatomy 101  • Planets: Documentário de 16 min sobre a criação dos mundos alienígenas, incluindo Vulcano e Delta Vega. &#8211; Mini-Documentários Adicionais: Extra Business / Confidentiality  • Props and Costumes: documentário de 9 min. sobre os equipamentos criados para o filme e como se manteram fiéis aos originais, como tricorders, hypo-sprays etc &#8211; Mini-Documentários Adicionais: Klingon Wardrobe  • Ben Burtt and the Sounds of Star Trek (BD-exclusive) : Documentário de 11 min sobre os efeitos sonoros. • Score: Documentário de 2 min em que Michael Giacchino explica como criou a trilha sonora do filme. • Gene Roddenberry&#8217;s Vision: documentário de 9 min sobre a visão otimista de Gene Roddenberry sobre o futuro.  • Cenas deletadas, nove ao todo, com opção de comentários em áudio.  • Starfleet Vessel Simulator: simulação em CGI da Enterprise e da Narada, totalmente interativa, para melhor conhecer os mínimos detalhes de cada nave. • Gag Reel: 7 min de erros de gravação.</p>
<p>Conclusão</p>
<p>Um dos grandes filmes de 2009, apresentado em um dos melhores discos Blu-Ray de 2009. Excelente imagem e som.<br />
Extras relevantes e que valem cada minuto de duração. Altamente recomendado e obrigatório para a coleção de trekkers e não-trekkers.</p>


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		<title>James Cameron elogia reimaginação de Jornada</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 00:56:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas de Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes para Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[O produtor e diretor James Cameron, em entrevista ao Los Angeles Times, disse que considera seu novo filme Avatar um &#8220;&#8221;Dança com Lobos&#8221; no espaço e que, no seu parecer, o recente filme de J. J. Abrams, Star Trek, é uma reivenção maravilhosa, mas balançou quanto a qualidade do roteiro de Transformers: A Vingança dos Derrotados, ele disse preferir ainda os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/08/james-cameron.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-7925" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/08/james-cameron.jpg" alt="james cameron" width="165" height="187" /></a>O produtor e diretor James Cameron, em entrevista ao <a href="http://latimesblogs.latimes.com/herocomplex/2009/08/james-cameron-the-new-trek-rocks-but-transformers-is-gimcrackery.html" target="_blank">Los Angeles Times</a>, disse que considera seu novo filme <em>Avatar</em> um &#8220;&#8221;Dança com Lobos&#8221; no espaço e que, no seu parecer, o recente filme de J. J. Abrams, <strong>Star Trek,</strong> é uma reivenção maravilhosa, mas balançou quanto a qualidade do roteiro de <em>Transformers: A Vingança dos Derrotados, </em>ele disse preferir ainda os contos clássicos. Veja os pontos mais importantes de sua entrevista<em>. </em></p>
<p><span id="more-7921"></span></p>
<p>Seu filme, <em>Avatar</em>,<em> </em>é um longametragem de ficção científica previsto para lançamento em 18 de dezembro. É o primeiro dirigido por Cameron desde <em>Titanic</em>. Sua história narra a aventura dos astronautas da Terra num planeta habitado do sistema Alfa Centauri, mas de ambiente hostil aos humanos e para poderem se comunicar com os habitantes alienígenas, eles usam os Avatares, corpos híbridos que são controlados a distância. No elenco estão Zoe Saldana (Uhura), Sigourney Weaver, entre outros.</p>
<p>Cameron comentou que a tendência dos próximos filmes é usarem cada vez mais efeitos especiais, mas prefere ainda ver histórias centradas no drama humano.  </p>
<blockquote><p>&#8230;Penso que regressar aos contos clássicos é uma coisa poderosa. Olha, agora é um momento especial porque nós podemos basicamente fazer qualquer coisa que imaginamos. Quer dizer que você tem que trabalhar duro para isso, e você tem que ter a técnica e você tem que estar disposto a gastar dinheiro no problema. Às vezes você tem que ser um pouco ousado e arriscar. Mas se você pode imaginar, pode fazê-lo. É por isso que estamos vendo esse renascimento da imaginação visual. É apenas um crescimento. Os filmes parecem melhores agora do que antes. Às vezes eles ficam um pouco perdidos nisso. Vou ver &#8221;Transformers&#8221; pela diversão de ver o espetáculo, mas, pessoalmente, a minha alma suplica por um pouco mais de história, um pouco mais de carne e osso e personagens, esse tipo de coisa. Olha, eu creio que devemos encontrar um equilíbrio entre a história e todo este uso de efeitos. Eu acho que tendo para o classicismo, sendo solidamente enraizado nas coisas clássicas. Quero dizer realmente, a velha escola da ficção científica. Este (<em>Avatar</em>) é um filme que eu teria adorado ter visto quando era criança.</p></blockquote>
<p>(Los Angeles Times) É por isso que é tranquilizador para alguém ver filmes como <strong>Star Trek</strong> e <em>Up</em>, que poderiam ser os meus favoritos deste ano, pois ambos são exemplos de tecnologia e de espaçonaves que alcançam o fantástico, mas em serviço de grandes narrativas.</p>
<blockquote><p>Correto, &#8220;Star Trek&#8221; &#8211; olhe para isso. Esse é um grande exemplo de uma completa reinvenção. Realmente, é maravilhosamente bem feito. Bravo. E eu amei a primeira temporada da Série Clássica por volta de 1965 ou 1966, ou não importa quando foi, ele agarrou-me quando criança, mas perdi contato com ela ao longo do tempo. E esta foi uma ótima maneira de vê-la voltar como reimaginada. Que divertido.</p></blockquote>


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		<title>Star Trek: elenco de peso na dublagem nacional</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 13:53:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nívea Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas de Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[Séries e Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Briggs]]></category>
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		<category><![CDATA[Ricardo juarez]]></category>

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		<description><![CDATA[Jornada nas Estrelas faz parte da minha vida desde que me entendo por gente. Não consigo me lembrar de uma época em que Federação, Frota Estelar, Kirk, Spock, McCoy e uniformes coloridos para viagens espaciais não fizessem parte do meu mundo. E, no meu mundo, Jornada sempre foi mágica: todos falavam a minha língua – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/06/startrek_22-copia.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-7251" title="startrek_22-copia" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/06/startrek_22-copia.jpg" alt="startrek_22-copia" width="190" height="284" /></a>Jornada nas Estrelas</strong> faz parte da minha vida desde que me entendo por gente. Não consigo me lembrar de uma época em que Federação, Frota Estelar, Kirk, Spock, McCoy e uniformes coloridos para viagens espaciais não fizessem parte do meu mundo. E, no meu mundo, <strong>Jornada</strong> sempre foi mágica: todos falavam a minha língua – o que fazia todo o sentido do mundo, uma vez que o universo trekker apresenta a tecnologia absurda dos tradutores universais.</p>
<p>Era uma época em que só conhecia minha própria família como admiradora de <strong>Jornada</strong>, não sabia se existiam outros fãs, tampouco poderia cogitar como era seu relacionamento com a linguagem empregada pelo capitão Kirk e a tripulação da Enterprise. Aos poucos, descobri o trabalho de dublagem e vi que não era coincidência que todos os desenhos e filmes a que eu assistia falassem a minha língua e, aos poucos, desenvolvi um grande amor por essa arte. E é por isso que hoje me ponho como alvo num possível fogo cruzado entre dois grupos de fãs a que pertenço para discutir a dublagem do filme Star Trek (2009), de J.J. Abrams.<span id="more-7248"></span>Antes de nos atermos a uma discussão do filme, abramos um parêntese importante. Há quem reclame de o filme chegar dublado a algumas salas de exibição, principalmente por uma parte mais extremista do fandom que despreza essa arte. No entanto, há dois anos, saiu resultado de pesquisas feitas junto ao público dos cinemas, nas quais se chegou à conclusão de que grande parte das pessoas prefere assistir a filmes em sua própria língua e não com legendas. Nos últimos dois anos, estamos vendo filmes com grande valor comercial chegarem ao Brasil nas duas versões. Não se trata de um caso de indignação, trata-se de um caso de respeito (certo, um caso de querer arrecadar mais dinheiro no Brasil) e de tornar as coisas mais democráticas e de maior alcance. Para os fãs de dublagem, isso é uma conquista, é a chance de não se sentir excluído ao escolher sair para assistir a um filme. Fechemos o parêntese.</p>
<p>Ao pesquisarmos sobre esse trabalho – olhando fichas sobre a produção – temos as seguintes informações: gravado nos estúdios da Delart (Rio de Janeiro), direção de Guilherme Briggs, que também atua no processo de tradução ao lado da tradutora de longa data de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>, Cristina Nastasi. O fã de ambos os assuntos, ao ler essas informações iniciais, logo vive uma belíssima expectativa positiva: com esse comando no time, não há como a dublagem do filme ter ficado ruim! A Delart é um estúdio sério, responsável por várias dublagens de qualidade (atualmente, no Rio de Janeiro, junto com a Wan Marcher seria o estúdio com melhor qualificação no meu ranking pessoal de dublagens preferidas), incluindo aí filmes da Disney. Briggs dispensa apresentações junto ao público trekker: fã da franquia, primeira voz de Worf (Nova Geração) e Quark (DS9), diretor de dublagens consideradas ótimas pelos fãs e um dos dubladores mais queridos da internet, principalmente por seus personagens em desenhos animados (Freakazoid, Daggett de Castores Pirados, Cosmo de Padrinhos Mágicos, etc). Completando as garantias de trabalho de qualidade, uma tradutora experiente e igualmente fã, responsável pelo trabalho de tradução da redublagem da <strong>Série Clássica</strong> pela VTI Rio.</p>
<p>No aspecto técnico, não tenho muitas reclamações a fazer. Em filmes de ação, muitas vezes o barulho de explosão ou outros efeitos sonoros e sons ambientes acabam por ficar em um volume mais alto do que o das falas, porém esse não foi o caso de<strong> Star Trek</strong>. Conseguimos ouvir as falas em diferentes trilhas de volumes de som – afinal de contas, não podemos presumir que quem não está no foco principal da cena tenha destaque no áudio. Só me pareceu haver uma rápida “batida de boca” (dessincronia entre imagem e som) de um personagem ponta no momento do ataque à USS Kelvin, porém foi tão rápido e eu prestava atenção a várias coisas ao mesmo tempo, que pode ter sido uma pequena defasagem minha, resultando numa “ilusão auditiva”. Não tive acesso a uma longa lista de elenco, porém me pareceu que, infelizmente, houve, senão repetição, uso de algumas vozes femininas parecidas em vozerios e em pontas bem pequenas. Se não houve, peço desculpas ao diretor por estar falando isso.</p>
<p>O assunto principal do meu texto, contudo, são os personagens principais do filme. No fórum desta casa, eu critiquei bastante o desenvolvimento, interpretação e criação deles. Minha percepção sobre o assunto não mudou: continuo não conseguindo sentir-me identificada com eles, ainda destaco Uhura e McCoy como melhores, além de, após assistir novamente à obra cinematográfica de Abrams, Christopher Pike. Excetuando-se esses, os personagens pouco me dizem. Minha análise dos dubladores leva em consideração esse aspecto, afinal de contas, por mais que um dublador possa dar mais cor a um personagem um tanto apagado, ele é um dublador, não um fazedor de milagres!</p>
<p>O ator Chris Pine interpreta um jovem James Kirk que, tanto pelas situações do roteiro quanto por seu próprio trabalho de criação, não passa de um adolescente rebelde, brigão e metido a conquistador. Novamente, não o acho parecido com o Kirk de Shatner, parece-me mais um estereótipo do adolescente que cresceu sem o pai, que, em vez de tentar provar ao mundo seu valor, resolve simplesmente que não se importa com que os outros pensem, mas é só chegar alguém mais velho, uma possível figura paterna, para sentir-se determinado a mostrar das maneiras mais tortas que, na verdade, é um grande sujeito. Não se sabe como, mas a figura paterna em questão – Christopher Pike – se convence com aquela exibição de “coragem e determinação”, que não é nada mais nada menos que uma briga de bar contra quatro brucutus cadetes da Frota.</p>
<p>O responsável por dar uma voz brasileira a esse personagem é Marcelo Garcia, um dublador que vem se destacando nos últimos dez anos como dos melhores de sua geração. Ele confere ao jovem Kirk a prepotência da rebeldia, em muitos momentos sua voz dá a dimensão real de um garotinho que não gosta de ser contrariado, mas que finge que não está nem aí para a opinião alheia. Percebemos também a determinação e a insubordinação do personagem nos momentos em que são necessários, a galhofa no momento do Kobayashi Maru, o “falar fofo” no momento da língua anestesiada. Sua voz combinando perfeitamente com a expressão facial e corporal de Pine, além de também combinar com a aparência do ator original. Uma escolha simplesmente aprovadíssima. Em suma, um dos destaques da dublagem brasileira de Star Trek.</p>
<p>Uhura vem representada por Priscila Amorim, outro grande destaque na dublagem carioca. Vale salientar que Amorim é responsável por nada mais nada menos que a voz de Starbuck na dublagem da nova série de “Battlestar Galactica”, uma personagem feminina forte, que exigiu bastante tanto da atriz Katee Sackhoff quanto de sua voz brasileira. Nossa querida xenolinguista desse filme não é simplesmente a beleza feminina negra que está sempre na ponte e com uma ou outra fala que poderia ter sido proferida por qualquer outro personagem. No filme de Abrams, Uhura ganha um papel de destaque, passa a ser uma jovem mulher apaixonada, determinada e profissional competente. Priscila Amorim, no auge de sua experiência, consegue passar na voz todas as características e emoções dessa nova Uhura, que tanto me fizeram admirá-la e esperar que o papel seja mais bem desenvolvido nos filmes futuros. A melhor dubladora feminina do longa, sem sombra de dúvidas.</p>
<p>Para fechar os destaques, Hélio Ribeiro (cujo principal “boneco” é Steve Martin) e sua voz inconfundível no papel de capitão Pike. Bruce Greenwood emociona com esse papel e Ribeiro consegue passar o ar paternal e professoral de Pike quando acompanhado de James Kirk. Ou mesmo sua admiração por George Kirk, na cena da briga de bar. Se os olhos de Greenwood expressam o “mover de engrenagem” (citado por Luiz Castanheira em seu NutCast) e se o ator nos faz sentir nítidas sua verdade e convicção em estar nesse papel,  a voz de Ribeiro as transporta para a nossa realidade tupiniquim. Não há como duvidar que, assim como Greenwood, Ribeiro “é também” o capitão Christopher Pike.</p>
<p>Juntamente a Hélio Ribeiro, Mauro Ramos nos emociona no papel do vulcano Sarek, não comprometendo a interpretação de Ben Cross e fazendo a fala sobre ele amar a esposa e esse ser o motivo de ter casado com ela soar ainda mais real para mim, pois não soou como algo jogado. Percebemos a verdade do sentimento e da dificuldade de falar abertamente sobre o assunto. Seu belo desempenho não foi uma novidade, uma vez que Ramos dispensa muitas apresentações, embora eu cite os seguintes trabalhos: dublador de Yagami em “Death Note” (anime), do Shrek em “Shrek Terceiro”, dentre vários outros trabalhos primorosos.</p>
<p>Não tenho informações de quem tenha dublado Scotty, porém não se podem tecer grandes críticas negaticas à sua atuação. Nos vários momentos de humor do papel, consegue convencer a plateia de que aquele é um momento de rir, sem grandes esforços. O que é lamentável é o desenvolvimento do engenheiro no próprio roteiro, tornando-se apenas alívio cômico em tiradas pouco inspiradas.</p>
<p>Assim como no elenco original, a dublagem traz pontas especiais, como a belíssima voz de Miriam Ficher em Amanda, a mãe de Spock, personagem que coube a Winona Ryder. Apesar de uma pequena participação, nota-se o brilhantismo da atuação de Ficher em suas poucas falas. Infelizmente, o brilho é ofuscado por sempre contracenar com Spock, pois nos soa muito mais natural que Spock com a voz de Briggs seja pai de Amanda de Ficher do que o contrário. Ricardo Schnetzer – mais conhecido como a voz oficial de Tom Cruise no Brasil – também faz uma ponta de luxo (maior do que a de Ficher), no papel do segundo em comando da Narada, deixando-o bem mais ameaçador que Nero.</p>
<p>Posso estar enganada, porém creio que ouvi a voz de um dublador de <strong>Jornada </strong>dos tempos da VTI logo no início da transmissão, na cena da batalha da Kelvin com a Narada. Juro que ouvi a voz de Ricardo Juarez no engenheiro da nave condenada. Para quem não se lembra, Juarez foi responsável pela voz de Tom Paris em <strong>Voyager</strong>. Se ele não estava presente, novamente peço desculpas ao diretor.</p>
<p>Seria ótimo escrever todo um texto apenas com elogios. Contudo, não podemos fechar nossos olhos para participações menos memoráveis no elenco de dublagem. Uma das maiores decepções nessa produção foi, sem dúvida alguma, o desempenho de Guilherme Briggs. Sabendo de seu talento e competência em inúmeros trabalhos, apesar de antemão percebermos que sua voz não se encaixa perfeitamente no ator Zachary Quinto, sentimo-nos inclinados a deixar esse “detalhe” de lado. Porém, uma vez que acompanhamos a projeção, é inevitável um sentimento de frustração. Essa impressão de que a voz de Briggs não combinará com o rosto de Zachary Quinto é logo constatada: sua voz é muito grave, não nos convencendo de, caso Quinto falasse português, o faria com voz similar. O personagem, pelo que aparenta a história do filme, estaria no equivalente humano a 20 e alguns anos de idade e o ator tinha por volta de 30 anos durante as filmagens, já Briggs está beirando a casa dos 40, com uma voz que está envelhecendo. Fica-nos a impressão de que Spock tem uma voz mais velha que seu próprio corpo, o que torna o trabalho desse normalmente ótimo dublador não convincente.</p>
<p>Fãs de dublagem cansam de dizer que tal combinação não é o que há de mais importante, o que importa realmente é a interpretação, pois bem: Briggs interpreta o personagem de maneira monocórdia e sem convicção. Nesse ponto, a fraca atuação de Quinto pode ser usada como referência, uma vez que pela primeira vez na história da franquia, Spock aparece não como um personagem que controla suas emoções, mas sim como alguém completamente inexpressivo.</p>
<p>Um dublador não tem por obrigação – e muitos acreditam tratar-se até mesmo de uma impossibilidade – salvar um personagem. No entanto, ao saber que o dublador responsável por aquele papel é um fã da <strong>Série Clássica</strong>, é impossível não vir à tona uma vontade de que ele pudesse emprestar pelo menos à voz do personagem as nuances necessárias para que possamos nos sentir mais próximos de Spock e torná-lo uma pessoa e não apenas um personagem unidimensional. Aliando-se a isso, a entonação do dublador/diretor/tradutor em algumas frases não respeita as leis da prosódia brasileira, tendo momentos em que Spock afirma e, ao final da fala, a voz de Briggs em vez de fazer uma linha descendente, faz uma ascendente, o que causa uma sensação de frase interrogativa, algo totalmente inapropriado ao que está sendo dito. Em outros momentos, em vez de parecer que está falando normalmente – por mais que tente suprimir sua emoção –, nossa impressão é de que o Primeiro Oficial está, em verdade, fazendo locução. Possivelmente o acúmulo de funções tenha deixado o diretor – que é o próprio a ser dirigido – menos atento a esses fatos.</p>
<p>Outro momento triste da dublagem é o fato de Leonard Nimoy não ser dublado por Márcio Seixas(dublador do personagem no estúdio VTI), mas sim por Jomery Pozzoli. Muitos fãs comentam o rosto enrugado, a voz cansada, o quanto Nimoy envelheceu durante esses anos em que não esteve à frente das câmeras. Com o Spock Prime de Pozzoli temos a impressão de que a sua voz não guarda o mínimo resquício do vigor de Seixas ou do tom grave de Briggs. Resultado disso: um personagem que aparenta uma maior fragilidade do que no original.</p>
<p>Algo que sempre é relevado por fãs de dublagem – inclusive por mim – na maioria das vezes, porém que é digno de nota: se dois dubladores fazem o mesmo personagem, tanto a voz deve guardar alguma semelhança quanto o sotaque deve ser parecido. Seria o mais lógico a se esperar, não é? Entretanto, por mais que haja envelhecimento de Spock e ele tenha passado por tantos mundos, nada justifica a mudança drástica de sotaques que Spock jovem e Spock idoso apresentam. E como a voz ficaria tão diferente assim? Por mais que o vigor comece a esmaecer ao longo de várias décadas, deve haver ao menos um eco distante, que a identifique com a voz mais jovem. Caso que não ocorre entre Briggs e Pozzoli.</p>
<p>Para aqueles que ficaram revoltados com a recusa de Marco Ribeiro em dublar Milk, em “Milk – A Voz da Igualdade”, então, não assistam, mesmo que seja para apresentar a franquia aos filhos ainda pequenos, a <strong>Star Trek</strong> dublado. É de Ribeiro a responsabilidade de dar vida ao Leonard McCoy, de Karl Urban. Como esse ator faz um trabalho exemplar em McCoy, fazendo-nos praticamente visualizar o antigo Magro (de DeForest Kelley), Marco Ribeiro peca nos momentos de rabugice de seu personagem, dando pouca ênfase a essa característica tão marcante, como também em vários momentos falta-lhe incutir em suas falas a convicção com que Urban diz seu texto, por mais que soe absurdo em alguns momentos. Contudo, pode-se dizer que tem um desempenho razoável ao longo da projeção, não comprometendo de todo o trabalho de Urban.</p>
<p>Os dois últimos pontos negativos da dublagem são as interpretações de Chekov e Nero. A bem da verdade, pouco podemos, de fato, falar do trabalho de Gustavo Pereira (Nemo em “Procurando Nemo” e Ian em “Se Liga, Ian”), já que o personagem russo pouco fala ao longo do filme. Contudo, é nítido que o sotaque por ele escolhido nos remete mais a alguém falando um portunhol misturado com francês (ou então uma estranha combinação de galego e catalão). Não sabemos exatamente como é o sotaque de um russo falando português do Brasil, porém é impossível não fazer uma relação entre o apresentado por Pereira e uma das já referidas misturas. Uma vez escolhido o sotaque, esperamos que o mesmo seja mantido em todas as falas do personagem – por menores que sejam –, porém em uma de suas falas, ao final de um dos comunicados que Chekov faz à tripulação da Enterprise, ele termina sua frase com um forte carioquês, não forçando uma diferente fonética ao português brasileiro, como outrora, o que o faz soar como a maioria de seus companheiros de bancada.</p>
<p>Por último, o Nero brasileiro não nos convence que é uma ameaça, assim como não é capaz de nos comover ao contar sua triste história familiar do futuro. Mesmo que Eric Bana não nos tenha presenteado com uma excelente interpretação, não conseguimos deixar de lamentar que o dublador não desperte em nós qualquer emoção através de sua voz. No lado dos romulanos, Schnetzer realmente nos faz temer por nossos heróis, ao encarnar o segundo em comando da Narada.</p>
<p>Seguindo o padrão do <strong>Trek Brasilis</strong> de avaliação, eu daria 3.0 de 4.0 para a dublagem desse filme. Tiro 1.0 das atuações dos dois dubladores do Spock, pois emprestam suas vozes a um dos mais importantes personagens não só do filme, como de toda a franquia, assim como da interpretação apagada do dublador de Nero, o principal antagonista da tripulação de nossa querida Enterprise.</p>
<p>Excetuando-se esses pontos e a pouca rabugice e convicção do McCoy de Marco Ribeiro, é uma boa dublagem, com um elenco de peso dentre os profissionais da área no Rio de Janeiro, gravado em um de nossos melhores estúdios da atualidade. Para quem curte dublagem ou para quem quer apresentar a franquia a um público mais amplo, não deixa de ser uma boa pedida assistir a esse filme dublado, embora não se possa dizer que foi um trabalho feito com perfeição.</p>


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		<title>Star Trek: confira o podcast de Luiz Castanheira</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 06:04:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Penteriche</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas de Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Castanheira]]></category>
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		<description><![CDATA[Luiz Castanheira, ex-editor e atual colaborador do TB, analisa o novo filme de Jornada nas Estrelas em seu mais recente podcast. Em uma hora de gravação, Castanheira traz todos os detalhes do que achou da nova experiência cinematográfica de J.J. Abrams. Você pode baixar o podcast abaixo, ou ainda ouvir on-line. Só não deixe de conferir. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-6895" title="3654" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/05/3654.jpg" alt="3654" width="170" height="220" />Luiz Castanheira, ex-editor e atual colaborador do <strong>TB</strong>, analisa o novo filme de <strong>Jornada nas Estrelas</strong> em seu mais recente <em>podcast</em>. Em uma hora de gravação, Castanheira traz todos os detalhes do que achou da nova experiência cinematográfica de J.J. Abrams. Você pode baixar o <em>podcast</em> abaixo, ou ainda ouvir <em>on-line</em>. Só não deixe de conferir.</p>
<p><a href="http://www.4shared.com/file/105592641/7194299d/Star_Trek_2009.html" target="_blank">Star Trek 2009.mp3</a> (89Mb)</p>
<p><span id="more-6959"></span></p>
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		<title>Star Trek: mais que cinema-pipoca</title>
		<link>http://www.trekbrasilis.org/2009/05/13/star-trek-mais-que-cinema-pipoca/</link>
		<comments>http://www.trekbrasilis.org/2009/05/13/star-trek-mais-que-cinema-pipoca/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 May 2009 03:02:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Série Original]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas de Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[estréia]]></category>
		<category><![CDATA[JJ Abrams]]></category>
		<category><![CDATA[Kirk]]></category>
		<category><![CDATA[McCoy]]></category>
		<category><![CDATA[Pine]]></category>
		<category><![CDATA[Quinto]]></category>
		<category><![CDATA[Spock]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[Urban]]></category>

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		<description><![CDATA[Jornada nas Estrelas já foi grande. Gozou de prestígio do público e crítica. Criou novos padrões para a televisão. Gerou milhões de fãs em vários países. Tudo isso quase foi perdido nos últimos 10 anos. Mas agora, Jornada nas Estrelas voltou a ser grande. O dia da estréia do novo filme, 8 de maio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-6229" title="startrek_19" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/04/startrek_19.jpg" alt="startrek_19" width="125" height="184" /><strong>Jornada nas Estrelas</strong> já foi grande. Gozou de prestígio do público e crítica. Criou novos padrões para a televisão. Gerou milhões de fãs em vários países. Tudo isso quase foi perdido nos últimos 10 anos. Mas agora, <strong>Jornada nas Estrelas</strong> voltou a ser grande.</p>
<p>O dia da estréia do novo filme, 8 de maio de 2009, finalmente chegou e agora podemos degustar essa nova amostra de <strong>Jornada nas Estrelas</strong> na telona.<br />
<span id="more-6913"></span><br />
Embora eu tenha visto o filme na estreia, logo no dia 8 de maio, preferi aguardar passar a “ressaca” para escrever essa resenha. Por experiência própria em outros filmes anteriores que analisei, principalmente os da nova trilogia Star Wars, é fato que o hype e a empolgação inicial ofuscam a clareza de pensamento e contaminam o texto. Como exemplo, em momento que melhor descrevo como um surto psicótico, escrevi elogios e maravilhas sobre o Episódio II, “O Ataque dos Clones”; hoje eu jogaria pedras.</p>
<p>Voltando ao <strong>Star Trek</strong>, passada essa fase inicial de poucos dias, posso afirmar com a mais absoluta certeza de que gostei muito do vi. Era o filme que eu esperava. O diretor, J.J. Abrams, entregou um produto divertido, dinâmico e com um certo conteúdo que o diferencia de outros filmes-pipoca mais recentes.</p>
<p>Nunca exigi que o novo <strong>Star Trek</strong> fosse espetacular, mas pelo menos muito divertido e fiel às suas raízes. É e esse o filme que eu vi.</p>
<p>Não vou me ater muito no roteiro e na história, porque grande parte dos fãs aqui leitores certamente já assistiram o filme. Mais importante, as resenhas anteriores dos demais colegas do <strong>Trek Brasilis</strong>, Salvador Nogueira, Leandro Martins e Fernando Penteriche, já fizeram um excelente trabalho de cobertura do filme.</p>
<p>Apenas ressalto aqui o fato do roteiro, embora muito simples, funciona quase com perfeição. Em resumo, o vilão Nero e o Spock original, intepretado por Leonard Nimoy, voltam no tempo por acidente, 126 anos antes. Nero chega primeiro e, durante um ataque à primeira nave da Federação que aparece, a USS <em>Kelvin</em>, seu capitão é morto e o primeiro oficial, George Kirk, assume o comando pelo tempo suficiente para evacuar a nave e salvar os sobreviventes, dentre eles sua esposa no momento do parto do seu filho, James T. Kirk. George morre. A partir desse momento a linha do tempo é alterada e surge uma realidade alternativa, preservando o que já aconteceu nos filmes anteriores, mas estabelecendo essa nova realidade alternativa, o que abre o leque para novas interessantes possibilidades futuras.</p>
<p>O filme, após essa introdução inicial, passa a intercalar a infância de Kirk e Spock e como ambos optaram por ingressar na Frota Estelar. Lá o filme apresenta aos poucos os demais personagens (McCoy, Uhura, Sulu, Checov e Scotty) e como se unem durante a primeira viagem da <em>Enterprise</em>, para combater o vilão Nero e salvar o planeta Terra.</p>
<p>J.J. Abrams acertou em cheio na direção rápida, mantendo o filme ágil e divertido durante seus 126 minutos, que passam num piscar de olhos, sem cansar. A melhor descrição é de uma montanha russa de emoções. Tudo isso sem perder de foco os personagens, justamente a “alma” da <strong>Série Clássica</strong>.</p>
<p>A química entre os atores funciona que é uma maravilha e é evidente na tela que todos estão curtindo muito os papéis que lhe foram entregues.</p>
<p>O famoso triunvirato, Kirk, Spock e McCoy ficou perfeito na interpretação de, respectivamente, Chris Pine, Zachary Quinto e Karl Urban.</p>
<p>Kirk é o personagem principal do filme e, em função disso, Chris Pine está praticamente em todas as cenas. O grande macete é mostrar, de forma verossímil, como Kirk, um jovem desajustado do interior dos EUA, resolve se alistar na Frota Estelar apôs um sermão do capitão Pike (um grande momento do filme) e, após três anos, se mostrar um líder nato, pró-ativo, como o antigo Kirk que conhecemos. É o crescimento interior desse personagem que alicerça o filme. Ao final, Pine personifica a figura do capitão da <em>Enterprise</em>, sem emular os trejeitos do William Shatner. Ponto positivo.</p>
<p>Quinto está ótimo como Spock, mas sentimos falta daquela postura de nobreza que Leonard Nimoy conseguiu impor ao personagem. As comparações são inevitáveis ainda mais porque o próprio Nimoy está no filme, interpretando o Spock já idoso, e sua presença é majestosa.</p>
<p>Karl Urban é um assombro como McCoy. É o único que efetivamente emula o ator original que interpretou o mesmo personagem, DeForest Kelley. A perfeição é incrível, principalmente porque não se trata de uma simples cópia de atuação, mas sim uma homenagem digna de aplausos. Por isso, é o meu personagem preferido no filme.</p>
<p>Os demais atores que intepretam Uhura, Chekov, Sulu, Scotty estão ótimos e, ainda que não se pareçam fisicamente com os atores originais, conseguem atribuir a necessária caracterização para torná-los mais reais, mais humanos, mas perder as qualidades que conhecemos e adoramos nesses personagens.</p>
<p>Eric Bana é o ator menos aproveitado. Interpreta o vilão Nero, que busca vingança pela destruição, no futuro, do seu planeta natal, Romulus. O problema é que Nero tem apenas umas quatro ou cinco cenas e o roteiro se preocupa mais em estabelecer seu papel vingativo do que suas motivações. Em uma cena de <em>flashback</em> é explicado rapidamente porque busca vingança, mas é tudo muito apressado e sem a exposição necessária. É um vilão que serve ao propósito do filme, mas poderia ser muito melhor.</p>
<p>Quanto à produção do filme em si, é simplesmente espetacular. Os efeitos especiais são excelentes.</p>
<p>A minha única ressalva nesse ponto é a própria <em>Enterprise</em>. Eu gostei muito do novo design da nave e de sua nova ponte de comando. Tudo muito moderno e com alguns itens reminescentes da <strong>Série Clássica</strong>. Mas considero que faltou capricho nas demais áreas. A engenharia, por exemplo não possui um desenho muito bem definido e tem visual muito poluído (cheio de tanques, encanamentos, tubulações etc), o que contradiz o aspecto mais “clean” de outras seções da nave.</p>
<p>Também senti falta de algumas tomadas espaciais a mais da <em>Enterprise</em>. Não tanto como fizeram no primeiro filme para o cinema (<strong>Jornada nas Estrelas: O Filme</strong>, de 1979), mas um meio termo seria apropriado.</p>
<p>A trilha sonora de Michael Giacchino é muito boa, mas faltou um tema de destaque. Aliás, curioso que essa é uma das características que está se perdendo nas trilhas sonoras atuais. Filmes como Batman, Homem de Ferro, Homem-Aranha, etc, não possuem nenhum tema musical marcante, daquelas que ficam na nossa cabeça dias e dias após assistirmos o filme. A última trilha que me marcou de verdade foi a da trilogia Senhor dos Anéis. Depois disso, difícil me lembrar de outra com a mesma qualidade.</p>
<p>Da mesma forma, após assistir ao novo <strong>Star Trek</strong>, a única música que ficou comigo é a dos créditos finais que, aliás, não é do Michael Giacchino, mas sim do Alexander Courage, justamente a música de abertura da <strong>Série Clássica</strong> dos anos 60. Nada como música clássica!</p>
<p>Mas não sejamos muito críticos com essas questões, pois o filme tem tantos pontos positivos que não é justo criticar em demasia. São 126 minutos de pura emoção e aventura, que prende não só o fã como o público em geral. A excelente bilheteria inicial do filme já atesta esse fato e o absoluto sucesso financeiro do filme.</p>
<p>Um ponto controvertido e que poderia trazer problemas para os roteiristas é a tal “linha do tempo alternativa” criada pelo vilão Nero ao voltar ao passado e destruir a nave <em>Kelvin</em>. Muitos fãs criticaram muito essa jogada do roteiro, pois comprometia uma premissa do filme: como os personagens se conheceram e começaram a trabalhar em equipe.</p>
<p>Verdade, se é uma linha do tempo alternativa, assistimos no filme uma outra realidade, talvez diferente da original, pelo qual os personagens se encontraram de forma totalmente diferente. Mas enxergo por outro aspecto. O roteiro do filme atesta que é o destino que uniu a tripulação da <em>Enterprise</em>, independentemente das motivações e circunstâncias que colocaram cada personagem no seu devido lugar na ponte da <em>Enterprise</em>. Ou seja, essas pessoas estavam predestinadas a trabalharem juntas e salvarem a Terra e o Universo. Achei muito bacana esse lance do roteiro.</p>
<p>Ademais, a participação do Spock original na trama, interpretado por Leonard Nimoy, é um instrumento engenhoso para validar essa história de linha do tempo alternativa. Para os não-fãs, que não conhecem a história original da série, o filme marca um ponto inicial, que não se prende muito ao que foi estabelecido pela cronologia original. Já para os fãs, a presença do Spock original demonstra a continuidade, pois o personagem veio do futuro e presenciou todas as aventuras que assistimos desde sua primeira aparição no episódio piloto <strong>The Cage</strong>. Inclusive, o fato do personagem estar no filme e lembrar desses eventos, comprova que a cronologia original está intacta, sem modificações e que a nova linha do tempo introduzida com esse filme é alternativa, não modificativa. Assim, os eventos que conhecemos da série original, podem ou não ocorrerem da forma como vimos.</p>
<p>Como diria o próprio Spock, “sempre há possibilidades”.</p>
<p>Em suma, um grande filme e um novo começo mais do que merecedor para a série <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. Que tenha vida longa e prosperidade.</p>
<p><strong>Prós:</strong> grande diversão, ótimo elenco, excelentes efeitos especiais, muita aventura e ação de tirar o fólego, somado com um conteúdo que estava em falta nos últimos blockbusters.</p>
<p><strong>Contras:</strong> roteiro simples; vilão com pouco desenvolvimento; a participação do Leonard Nimoy poderia ser maior; ter que esperar mais alguns anos pelo próximo filme.</p>
<p>Nota final: 8.0 de 10.</p>
<p>É um ótima nota para os meus preceitos. Acima de 8 eu começo a colocar filmes como Cidadão Kane, Lawrence na Arábia, Os Sete Samurais&#8230; e <strong>Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan</strong> (ainda imbatível).</p>


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		<title>Star Trek: dois críticos, duas opiniões [ATUALIZADO]</title>
		<link>http://www.trekbrasilis.org/2009/05/11/star-trek-dois-criticos-duas-opinioes/</link>
		<comments>http://www.trekbrasilis.org/2009/05/11/star-trek-dois-criticos-duas-opinioes/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 May 2009 13:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Penteriche</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas de Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois conhecidos críticos de cinema brasileiros comentam o novo Star Trek em suas respectivas páginas da internet. Rubens Ewald Filho e Pablo Villaça (do site Cinema em Cena) têm opiniões divergentes. Enquanto a nova produção não empolgou Ewald Filho, Villaça destaca que &#8220;desde que esta revisão da franquia se mantenha fiel ao espírito de seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-6895" title="3654" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/05/3654.jpg" alt="3654" width="170" height="220" />Dois conhecidos críticos de cinema brasileiros comentam o novo <strong>Star Trek</strong> em suas respectivas páginas da internet. Rubens Ewald Filho e Pablo Villaça (do site <em>Cinema em Cena</em>) têm opiniões divergentes. Enquanto a nova produção não empolgou Ewald Filho, Villaça destaca que &#8220;desde que esta revisão da franquia se mantenha fiel ao espírito de seus carismáticos personagens, continuarei a acompanhá-los, feliz&#8221;.</p>
<p><span id="more-6894"></span></p>
<p>Você pode ler a crítica de Rubens <a href="http://www.rubensewaldfilho.com.br/home/cinema_detalhe2.asp?paNFilme=1658" target="_blank">aqui</a>, e a do <em>Cinema em Cena</em>, <a href="http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_critica=7449&amp;id_filme=2091&amp;aba=critica" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><strong>UPDATE:</strong> O Jovem Nerd também tem sua crítica <a href="http://jovemnerd.ig.com.br/especiais/filmes/star-trek-resenha/" target="_blank">aqui</a>. &#8220;Um filme perfeito para apresentar este maravilhoso e rico universo a quem nunca nem sequer ouviu falar de capitão Kirk e a toda uma nova geração de fãs.&#8221;</p>


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		<title>Que já fique claro: Star Trek é um excelente filme</title>
		<link>http://www.trekbrasilis.org/2009/05/08/que-ja-fique-claro-star-trek-e-um-excelente-filme/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 22:09:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Série Original]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas de Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes para Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Abrams]]></category>
		<category><![CDATA[ctrítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Pine]]></category>
		<category><![CDATA[Quinto]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[Zoe Saldana]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos e muitos meses atrás, quando foi anunciado o projeto de Star Trek e a produção foi iniciada, meu comentário pessoal de expectativa se resumia em basicamente o seguinte. Mesmo que o canon fosse alterado com mudanças internas no universo fictício de Jornada, e se criasse uma nova cronologia ao reescrever a história deste universo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/05/trek_poster.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6826" title="trek_poster" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/05/trek_poster.jpg" alt="trek_poster" width="175" height="259" /></a>Muitos e muitos meses atrás, quando foi anunciado o projeto de <strong>Star Trek</strong> e a produção foi iniciada, meu comentário pessoal de expectativa se resumia em basicamente o seguinte. Mesmo que o canon fosse alterado com mudanças internas no universo fictício de <strong>Jornada</strong>, e se criasse uma nova cronologia ao reescrever a história deste universo fictício&#8230; se o resultado final for um bom filme, com uma boa direção, produção e roteiro, e bem atuado e focar nos personagens clássicos, que preserve a essência da tradição de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>, então teríamos um filme vencedor. Foi <em>exatamente</em> o que aconteceu.</p>
<p><span id="more-6820"></span></p>
<p>Eu não vou realmente fazer uma looonga crítica para me atentar a detalhes de cronologia, tecnologia, e outros fatores técnicos ou internos do universo fictício de <strong>Jornada nas Estrelas</strong> &#8212; isto tudo é coisa que eu intenciono discutir em vindouros artigos para o <strong>TB</strong>, focando em determinados temas de cada vez (um destes já na <span style="text-decoration: line-through;">boca do forno</span> <a href="http://www.trekbrasilis.org/2009/05/10/o-que-entrou-pelo-canon-com-o-novo-star-trek/">mesa</a>, a propósito). Por ora, vou me ater ao essencial, na Experiência Cinematográfica como um todo.</p>
<p>O que se destaca? As atuações do elenco são o melhor &#8212; os personagens clássicos reaparecem na tela de uma forma ao mesmo tempo familiar e inovadora, e podemos ir descobrindo (a nova maneira de) como vieram a ser a máquina bem azeitada que faria deste um dos grupos de personagens mais memoráveis da história. Zachary Quinto como Spock e Karl Urban como McCoy são os melhores, mas todos os demais estão muito bem, de Pine a Yelchin. E Zoe Saldana se destacou como uma Uhura a qual eu gostaria que Nichelle Nichols tivessem tido maiores chances de ter feito do mesmo jeito. Mas enfim. Usos de drama, humor e desenvolvimento de personagens ocorrem de maneira bem satisfatória, nos momentos certos.</p>
<p>Se algum dos elementos básicos pudesse ser considerado como fraco, talvez seria o caso da trama, escrita por Roberto Orci e Alex Kurtzman, que pelo valor da face não parecia ser tão interessante. Ainda assim, ela não compromete em nada &#8212; nem um pouco complicada, ela na realidade é muito mais simples do que qualquer prévia deixou a entender e flui muito bem. E Eric Bana faz Nero servir à esta trama muito bem. E de qualquer forma isto é algo acadêmico, pois o filme é <em>claramente</em> orientado a personagens ao invés de trama, e ser orientado aos seus personagens é o que importa.</p>
<p>Mas haveria alguns aspectos mais específicos que eu não tenha gostado? Realmente não, pois qualquer coisa que poderia ser considerado assim, bem como as inevitáveis conveniências de roteiro, foi tudo no tom de &#8220;Bem, eu teria feito este detalhe diferente&#8221; do que um &#8220;zomg droga que besteira erro mimimi&#8221;. A direção como um todo por Abrams me pareceu muito boa e manteve o filme em um ótimo ritmo, sem cansar mas também sem sufocar. A trilha por Michael Giacchino tem a mesma forte personalidade da <strong>Série Original</strong> e os efeitos visuais são ótimos, sem dúvida.</p>
<p>E tudo aquilo que realmente faz de <strong>Jornada nas Estrelas</strong> tão especial está lá. <strong>Jornada nas Estrelas</strong> tem que <em>inspirar</em> o aperfeiçoamento do indivíduo, a construção de uma sociedade justa, a busca do conhecimento, a aplicação do método científico, a exploração do espaço e todo este jazz, e não querer forçar estes conceitos garganta abaixo com pregação pretenciosa e/ou tecnobable pseudointeligente. <strong>A Série Original</strong> inspirava corretamente o que listei acima com seu entusiasmo e otimismo, e é o que ocorre aqui novamente. Não se precisa pedir mais nada no campo de proteção do valioso legado da franquia criada por Gene Roddenberry.</p>
<p>Cena após cena, as simples emoções que <strong>TOS</strong> me fazia ter com isto tudo vinham novamente à flor da pele. E os detalhes dos sons, dos visuais, da ambientação como um todo, da ótima atuação de Leonard Nimoy, da <em>Enterprise</em> surgindo como um farol de esperança quando as chances estavam contra eles e a situação parecia desesperadora. Isto parece bem divertido, como já discutiram antes comandantes anteriores desta unidade da Frota Estelar. E foi.</p>
<p>As referências são inúmeras, e todas inseridas bem no estilo que gosto &#8212; eu tenho a impressão que até Futurama teve um par de pequenas homenagens inseridas, e até vários 47 estão espalhados por todo lado, juntamente com diversas outras homenagens. Mas não se pegue demais nisto em detrimento de aproveitar o filme. Aprecie toda a excelente experiência cinematográfica que resgata novamente tudo aquilo que nos fez adorar esta grande franquia de ficção-cientifica em primeiro lugar.</p>
<p>Seguindo a tradicional escala do <strong>TB</strong>, a fita fica com sólidos 4 em 4, merecidos. E agora, vamos para a sequência&#8230;!</p>


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