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	<title>Trek Brasilis &#187; Revisões Literárias</title>
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	<description>A Fonte de Jornada nas Estrelas em Português</description>
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		<title>Enterprise e a Guerra Romulana é tema de artigo</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 13:40:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Penteriche</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Revisões Literárias]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Expandido]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossos amigos do Alpha Fiction publicaram nesta semana um ótimo material a respeito da série de livros da editora norte-americana Pocket Books com o tema da Guerra Romulana, tenho o cenário da série Star Trek Enterprise como palco. Você pode ler o artigo de Sandro Santos clicando aqui, no blog do Alpha Fiction.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2011/12/beneath_the_raptors_wing_cover.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-21515" title="beneath_the_raptors_wing_cover" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2011/12/beneath_the_raptors_wing_cover.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>Nossos amigos do <strong>Alpha Fiction</strong> publicaram nesta semana um ótimo material a respeito da série de livros da editora norte-americana Pocket Books com o tema da <strong>Guerra Romulana</strong>, tenho o cenário da série <strong>Star Trek Enterprise</strong> como palco. Você pode ler o artigo de Sandro Santos clicando <strong><a href="http://alphafiction.wordpress.com/2011/12/13/enterprise-e-a-guerra-romulana/" target="_blank">aqui</a></strong>, no blog do Alpha Fiction.</p>
<div class="shr-publisher-21514"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2011%2F12%2F15%2Fenterprise-e-a-guerra-romulana-e-tema-de-artigo%2F' data-shr_title='Enterprise+e+a+Guerra+Romulana+%C3%A9+tema+de+artigo'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2011%2F12%2F15%2Fenterprise-e-a-guerra-romulana-e-tema-de-artigo%2F' data-shr_title='Enterprise+e+a+Guerra+Romulana+%C3%A9+tema+de+artigo'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>HQ de &#8220;A Ira de Khan&#8221; supre ausência histórica</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 10:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Penteriche</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes para Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Revisões Literárias]]></category>
		<category><![CDATA[Séries e Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[A Ira de Khan]]></category>
		<category><![CDATA[IDW]]></category>
		<category><![CDATA[The Wrath of Khan]]></category>

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		<description><![CDATA[Quase trinta anos após seu lançamento nos cinemas, em 1982, Jornada nas Estrelas 2: A Ira de Khan ganhou uma quadrinização tardia pela IDW Publishing, no ano passado. Em três edições, a obra adaptada por Andy Schmidt, com arte de Chee Yang Ong e cores de Moose Baumann, completa a coleção de revistas em quadrinhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/09/reviewSTWOK00.jpg"></a><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/09/reviewSTWOK00-01.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-13585" title="reviewSTWOK00-01" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/09/reviewSTWOK00-01.jpg" alt="" width="220" height="334" /></a>Quase trinta anos após seu lançamento nos cinemas, em 1982, <strong>Jornada nas Estrelas 2: A Ira de Khan</strong> ganhou uma quadrinização tardia pela IDW Publishing, no ano passado. Em três edições, a obra adaptada por Andy Schmidt, com arte de Chee Yang Ong e cores de Moose Baumann, completa a coleção de revistas em quadrinhos dos seis primeiros filmes da <strong>Série Clássica</strong>, lançadas nos Estados Unidos ao longo das últimas décadas pela Marvel (primeiro filme) e DC Comics (todos os demais, exceto o filme 2).<span id="more-13582"></span></p>
<p><em>Star Trek II: The Wrath of Khan</em> da IDW não traz novidades. A história foi produzida exatamente em cima dos acontecimentos vistos em tela, sem nenhuma das cenas adicionais lançadas no DVD duplo. A arte segue um padrão diferente da maioria das HQs que a editora tem lançado, pois Chee Yang Ong é um desenhista oriundo de revistas com histórias de terror e policiais.</p>
<p><img class="size-full wp-image-13586 alignleft" title="reviewSTWOK01" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/09/reviewSTWOK01.jpg" alt="" width="250" height="267" /></p>
<p>As caracterizações dos personagens estão ótimas, com exceção de alguns desenhos de Scotty e McCoy, que poderiam ter sido melhor desenhados. A primeira edição conta desde o início do filme, com a simulação do Kobayashi Maru, até o almirante Kirk assumir a Enterprise para ir a Regula 1. A segunda vai daí até a sequência da tripulação presa dentro de Regula, na caverna criado pelo efeito Genesis. A revista final, claro, continua deste ponto ao final da história, com o caixão de Spock repousando na superfície do recém-criado planeta Genesis.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="reviewSTWOK03" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/09/reviewSTWOK03.jpg" alt="" width="500" height="521" /></p>
<p>O acabamento das três edições é de grande qualidade, fugindo do tradicional papel de jornal das HQs. A capa, numa gramatura mais espessa, e as belas páginas internas, deixam a publicação tão bonita que, mesmo quem não é trekker gostaria de ter em sua coleção. As revistas são oferecidas sempre em três opções de capa, geralmente uma foto do filme, um dos posters utilizados à época e um desenho baseado na trama. Cabe ao leitor escolher qual vai levar para casa.</p>
<p><strong>Como adquirir &#8211; </strong>Em junho desde ano, meses após o lançamento de<strong> A Ira de Khan</strong> em três edições, a IDW colocou nas livrarias e lojas virtuais um encadernado (<em>paperback</em>) de nome <em>Star Trek Motion Picture Trilogy</em> com todas as quadrinizações dos filmes 2, 3 e 4, a US$ 24,99.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-13587" title="reviewSTWOK02" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/09/reviewSTWOK02.jpg" alt="" width="300" height="292" /></p>
<p>Com 216 páginas, o livro conta com as versões &#8220;remasterizadas&#8221; das revistas dos filmes 3 e 4, lançadas pela DC Comics há décadas, e é mais fácil de achar do que o trio original, as chamadas <em>backissues</em>.<a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/09/reviewSTWOK03.jpg"></a></p>
<p>É possível comprar tanto a versão em três revistas (com mais dificuldade, pois está saindo dos estoques), quanto esse encadernado, pela internet, e com bons descontos. Sites como a <a href="http://www.amazon.com/Star-Trek-Motion-Picture-Trilogy/dp/1600106609/ref=sr_1_13?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1284299909&amp;sr=8-13#reader_1600106609" target="_blank">Amazon.com</a>, <a href="http://www.milehighcomics.com/cgi-bin/backissue.cgi?action=list&amp;title=80570191810&amp;snumber=1">Mile High Comics</a> e<a href="http://www.tfaw.com/Profile/Star-Trek-Motion-Picture-Trilogy-TPB___361651" target="_blank"> TFAW.com</a> oferecem o material para quem tem cartão de crédito internacional. O preço do frete costuma ser convidativo, e o tempo de espera pela chegada do pacote tem média de três semanas. São lojas que o <strong>Trek Brasilis</strong> confia e recomenda para você atualizar sua coleção.</p>
<div class="shr-publisher-13582"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2010%2F09%2F14%2Fhq-de-a-ira-de-khan-supre-ausencia-historica%2F' data-shr_title='HQ+de+%22A+Ira+de+Khan%22+supre+aus%C3%AAncia+hist%C3%B3rica'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2010%2F09%2F14%2Fhq-de-a-ira-de-khan-supre-ausencia-historica%2F' data-shr_title='HQ+de+%22A+Ira+de+Khan%22+supre+aus%C3%AAncia+hist%C3%B3rica'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>Star Trek: Raças Alienígenas lida com a diversidade</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 10:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Penteriche</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Jornada nas Estrelas faz 44 anos hoje (8/9), e para celebrar a data, a Devir Livraria lançou mais uma edição das histórias em quadrinhos que vêm sendo publicada desde 2007 pela IDW Publishing lá fora. Star Trek: Raças Alienígenas é o quarto álbum dessa linha de HQs que aparece no Brasil. Com 152 páginas coloridas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><strong><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/08/alien01.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-13336" title="Raças Alienígenas" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/08/alien01.jpg" alt="" width="220" height="321" /></a>Jornada nas Estrelas</strong> faz 44 anos hoje (8/9), e para celebrar a data, a <strong>Devir Livraria</strong> lançou mais uma edição das histórias em quadrinhos que vêm sendo publicada desde 2007 pela IDW Publishing lá fora.<strong> Star Trek: Raças Alienígenas</strong> é o quarto álbum dessa linha de HQs que aparece no Brasil. Com 152 páginas coloridas e capa cartonada, o volume reúne os seis números de <em>Star Trek: Alien Spotlight &#8211; Volume 1</em>, que saiu nos Estados Unidos de setembro de 2007 a fevereiro de 2008.</p>
<p><em>Alien Spotlight</em> foi, assim como no Brasil, o quarto título publicado pela IDW. São seis histórias enfocando a diversidade racial em Star Trek, em contos independentes. Gorns, Vulcanos, Andorianos, Órions, Borgs e Romulanos compõem essa coletânea, mas os humanos da Federação não foram esquecidos, e muitos menos a USS Enterprise que, em suas versões comandadas por Christopher Pike e Jean-Luc Picard, está presente.<span id="more-13528"></span></p>
<p>O primeiro capítulo do álbum tem como tema os<strong> Gorns</strong>, numa rápida aventura envolvendo o capitão e o primeiro-oficial da USS Reliant, Clark Terrell e Pavel Chekov. Os eventos se passam antes de <strong>Jornada nas Estrelas 2: A Ira de Khan</strong>, e mostram uma missão rotineira a bordo do <em>shuttle </em>Kepler que, ao se deparar com os Gorns, muda de figura. Já a segunda história traz uma das primeiras missões de Spock na Enterprise, sob o comando de Pike. O preconceito dos humanos para com o vulcano é latente, mas Spock parece não se importar muito com isso.</p>
<p><strong>Andorianos</strong>, o terceiro conto, se passa durante o sétimo ano de <strong>A Nova Geração</strong>, cerca de uma semana depois de <em>All Good Things&#8230;</em>, e enfoca Ortees Sharad, natural de Andoria e analista de inteligência da Frota Estelar. <strong>Órions</strong> joga uma luz sobre Pike, agora no cargo de Capitão da Frota (uma espécie de diplomata) tendo de mediar em Babel, com a ajuda de uma deliciosa escrava de Órion e sendo atrapalhado por tellaritas ranzinzas.</p>
<p>A penúltima história, <strong>Borgs</strong>, se passa ao final de<strong> Voyager</strong>, mas com a tripulação da USS Enterprise-E como protagonista e Janeway numa rápida aparição. Picard tem de lidar com um feixe de energia temporal Borg, que está assimilando o passado da galáxia. É um confronto de lógica entre o eterno Locutus e a Rainha Borg, com um final inesperado.</p>
<p>John Byrne, um dos mais conceituados artistas e roteiristas das histórias em quadrinhos, assina o capítulo final de <strong>Star Trek: Raças Alienígenas</strong> em<strong> Romulanos</strong>, que talvez seja, ao lado de <strong>Vulcanos </strong>(a parte 2 da publicação), a melhor história da revista. Nela, conhecemos o extravagante Pretor de Romulus, que lança uma novíssima nave com inédito sistema de camuflagem numa ofensiva para atacar um posto avançado da Federação nos limites da Zona Neutra.  É o prólogo do clássico episódio da série original <em>Balance of Terror</em>.</p>
<p>Temos portanto uma publicação de ótima qualidade, com boas e criativas histórias e belos desenhos. Uma excelente aquisição para o acervo de qualquer fã de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. Algumas amostras das páginas de<strong> Star Trek: Raças Alienígenas</strong> podem ser encontradas <a href="http://www.devir.com.br" target="_blank">aqui</a>, no site da Devir. A publicação custa R$ 37,50 e está à venda em livrarias e no próprio site da editora.</p>
<div class="shr-publisher-13528"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2010%2F09%2F08%2Fstar-trek-racas-alienigenas-lida-com-a-diversidade%2F' data-shr_title='Star+Trek%3A+Ra%C3%A7as+Alien%C3%ADgenas+lida+com+a+diversidade+'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2010%2F09%2F08%2Fstar-trek-racas-alienigenas-lida-com-a-diversidade%2F' data-shr_title='Star+Trek%3A+Ra%C3%A7as+Alien%C3%ADgenas+lida+com+a+diversidade+'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>Star Trek: &#8220;novelização&#8221; versus filme</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 14:23:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revisões Literárias]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>

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		<description><![CDATA[O veterano escritor de ficção científica, Alan Dean Foster, é o autor da novelização de Star Trek, uma adaptação em forma de romance ao roteiro de Roberto Orci e Alex Kurtzman. Foster tem credenciais tanto como adaptador quanto escritor de contos de ficção. Sua contribuição para o universo scifi é inegável, incluindo o de Jornada. Para iniciarmos 2010 com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/12/novelização-versus-filme.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-10034" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/12/novelização-versus-filme-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O veterano escritor de ficção científica, Alan Dean Foster, é o autor da novelização de <strong>Star Trek</strong>, uma adaptação em forma de romance ao roteiro de Roberto Orci e Alex Kurtzman. Foster tem credenciais tanto como adaptador quanto escritor de contos de ficção. Sua contribuição para o universo scifi é inegável, incluindo o de Jornada. Para iniciarmos 2010 com o pé direito, veja agora uma comparação entre a novelização e a versão oficial do filme.</p>
<p><span id="more-10033"></span></p>
<p>Embora tenha sofrido alterações, a adaptação de Foster ajudou a produção, com diálogos maiores, expandindo as motivações dos personagens e de situações que resultaram num entendimento melhor do próprio filme. Veja um resumo do que foi apurado no livro e que foi cortado ou mencionado de forma diferente no longametragem de J. J. Abrams.</p>
<p>INÍCIO</p>
<p>O livro começa fazendo uma descrição da explosão de uma supernova, sem entrar em detalhes de sua localização e período.</p>
<p>Após, a história muda para Vulcano, onde Amanda aparece dando luz a um menino, e demonstra seu desapontamento por Sarek não estar lá naquele momento. Sarek chega, eles conversam e lhe dão o nome de Spock em homenagem a um dos antigos construtores da sociedade Vulcana.</p>
<p>A próxima cena é a da USS Kelvin. Foster chama seu capitão de Pierre Robau (provavelmente desconhecia o nome completo). Os diálogos pré-ataque são mais demorados entre Robau e a tripulação, com análise pelos sensores e discussões sobre a procedência da nave. Sinal de saudação é enviado sem resposta. Robau determina que a nave fique em alerta amarelo e que se aproxime mais. Narada ataca. Robau determina que transfira potência para uma transmisão de emergência a Frota. O alienígena se identifica como Ayel e em nome de seu capitão determina que Robau vá a Narada. A tripulação discute a origem de Ayel e um dos oficiais especula que seja romulano pela descendência com Vulcanos: orelhas, perfil do rosto e coloração da pele, depois de Robau mencionar o fato de que ninguém viu um Romulano em cinquenta anos. O resto das cenas segue o filme, exceto pelo fato de que o navegador e não o computador informa a George Kirk que o piloto automático está inoperante. George determina que todos os comandos sejam passados para a cadeira do capitão.  </p>
<p>Após a destruição da USS Kelvin, a história do livro se volta para Vulcano, onde mostra jovens num centro de aprendizagem. Grupo de garotos insultam o pequeno Spock que bate em um deles. Spock fica num corredor sentado e vê seus pais a distância discutindo sobre o &#8220;direito de responder à agressão&#8221;. Sarek conversa com Spock e garante que ele nunca terá que escolher entre seu pai e sua mãe.</p>
<p>CORVETTE</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/01/irmãos-kirk.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-10072" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/01/irmãos-kirk-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a>A cena do Corvette começa em casa, onde o jovem Kirk está limpando e encerando sob as ordens de seu padrasto Frank. O irmão mais velho de Kirk, George, vai embora por causa de Frank. George diz a Kirk que Frank está lavando o carro do pai deles, porque ele vai vendê-lo sem dizer a Winona. George diz a Kirk que seu irmão mais novo vai ficar bem porque ele não é como o George, ele está &#8220;sempre fazendo tudo certo, boas notas, bichinho ensinado, fazendo tudo o que lhe dizem&#8221;. Em seguida, abraça o pequeno irmão e vai embora. Kirk pensa nas palavras de George, pegas as chaves e sai com o carro. Kirk passa rápido por um policial, que analisa o carro e seu ocupante por meio de um aparelho e o persegue (Kirk não cruza com seu irmão na estrada). O policial é humano e pergunta: &#8220;Qual o seu nome, filho?&#8221;.</p>
<p>Em Vulcano, Spock diante do Conselho recusa o convite para entrada na Academia de Ciências e dizendo ao seu pai: &#8220;No momento, pai, a melhor maneira de honrar nossa espécie seria entrar na Academia da Frota, como o primeiro Vulcano&#8221;.</p>
<p>CENA DO BAR.</p>
<p>Kirk é muito mais desagradável nas cenas de bar &#8211; não com Uhura, mas com os outros cadetes e com Pike. Ele acusa os outros cadetes de estarem com ciúmes, chama sarcasticamente os socos deles de adoráveis, e faz graça com suas formas físicas. Pike não assobia mas anuncia sua presença no bar.</p>
<p>A conversa entre Pike e Kirk é mais longa e difícil. Kirk está bastante sarcástico. Pike diz que seu pai não acreditava no cenário de não vencer, em que Kirk responde: &#8220;Ele com certeza aprendeu a lição&#8221;. Pike diz que &#8220;depende de como você o define, um vez que que está aqui&#8221;. &#8220;Não tenho certeza se eu chamaria de uma vitória&#8221;, diz Kirk.</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/01/kirk-pike.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-10084" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/01/kirk-pike-300x149.jpg" alt="" width="300" height="149" /></a>Pike faz um longo discurso sobre a falta de instinto dos novos oficiais: &#8220;&#8230;Esse instinto que salta sem olhar, para ter uma chance quando a lógica e a razão insistem que tudo está perdido. É algo que Frota está perdendo. Sim, eles são admiráveis, respeitáveis. Mas na minha opinião, nós nos tornamos excessivamente disciplinados. O serviço está fossilizado&#8230;Deixe-me dizer-lhe algo. Os cadetes que você enfrentou?  &#8230; Oxford. Sorbonne. Eles se tornarão oficiais competentes. Executarão seus serviços com eficiência e classe. Mas e o material de comando? Pessoas em quem eu confiaria minha vida quando confrontados por um par de naves Klingon?&#8221;, balançou a cabeça tristemente. Pike convida Kirk a se alistar na Frota. Kirk ironiza, Pike insiste (não há menção de Pike falar sobre a Frota ser de manutenção da paz), mas Kirk encerra o assunto: &#8220;Acabamos, certo? Eu posso ir? Ou eu tenho que ficar sentado ouvindo mais sermão?&#8221;. </p>
<p>Chegando no estaleiro de Riverside, Kirk conta a  Pike que ele, embora sem credenciais para entrar, convenceu a guarda do portão da base de que era sobrinho de Pike e ela acreditou nele, porque ele usou o seu charme encantador. Pike diz a Kirk que pode usá-lo como uma referência. Kirk conhece McCoy.</p>
<p>ACADEMIA.</p>
<p>Na Academia, Kirk já aparece com Gaila na cena do quarto de Uhura. Uhura surge, fala sobre as naves Klingons e que haverá teste de simulação por toda a semana. Ela percebe Kirk embaixo da cama, repreende a companheira de quarto e o manda embora. Na cena Uhura comenta com Gaila sobre Kirk, dizendo que ele não faz o seu tipo, embora seja bem inteligente e esperto.</p>
<p>TESTE DO KOBAYASHI MARU.</p>
<p>Foster descreve o cenário de simulação com vários administradores e técnicos fazendo manutenção dos equipamentos e acompanhando o desempenho dos cadetes, entre eles uma oraniana. O teste de Kirk se passa como no filme. Já a cena do auditório é mais detalhada. Enquanto se dirigem para onde se realizará a assembléia extraordinária, Kirk especula com McCoy se não teria algo a haver com sua &#8220;proeza&#8221; no teste. Kirk diz que fez um discurso, no caso de receber alguma comenda. A conversa se denrola com McCoy o advertindo por sua extrema arrogância e vaidade, &#8220;Espero ser capaz de escrever o primeiro artigo científico sobre um cadete que morreu de hemorragia cerebral devido a um excesso de ego&#8221;, ironiza Magro. </p>
<p>Pike está presente a assembléia. Kirk e Spock justificam seus argumentos num debate mais longo. Aqui está uma palhinha desse duelo, no romance de Foster.</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/01/kirk-spock.jpg"><img class="size-medium wp-image-10080 alignleft" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/01/kirk-spock-300x127.jpg" alt="" width="300" height="127" /></a> &#8221;Talvez você apenas não goste que eu tenha vencido o seu teste&#8221;, provocou Kirk. &#8221;Eu sou Vulcano. Como não é um verbo do nosso vernáculo, não consigo compreender a sua indignação. Eu simplesmente fiz uma dedução lógica que, considerando o seu desempenho recente e sua racionalização para as ações que tomou, você é um mentiroso&#8230;.Gestão de uma situação de crise depende da segurança de um capitão, no qual a equipe pode e vai seguir as ordens, não importa o quão desesperada ou aparentemente impossível as circunstâncias se encontrem. Ao alterar artificialmente as condições, você apresentou um elemento que estava fora dos parâmetros dados no teste. Como conseqüência, os cadetes, sob seu &#8220;comando&#8221;, tiveram suas próprias respostas comprometidas. Para satisfazer a sua própria vontade de precisar vencer a todo custo, você estava disposto a sacrificar suas avaliações de desempenho&#8221;.</p>
<p>Kirk: &#8220;A crise é, por definição, uma surpresa. E uma surpresa, por definição, não tem parâmetros. É o que seja no momento em que se anuncia. Consequentemente, qualquer ação tomada para combater é evidentemente válida. O qual justifica meus atos. Em uma situação real de crise, muitas vezes as ações tomadas fora das regras aceitas, regulamentos e parâmetros, resultam em sucesso. Seguindo as regras, passando pelo livro, se você me desculpar o clichê, é freqüentemente o caminho mais rápido para o desastre. A surpresa necessita ser encontrada com a surpresa, não previsibilidade&#8230;Evidentemente, defendemos diferentes abordagens para a gestão de crises, Comandante. &#8216;Gestão de crise&#8217;, tomada pelo seu significado real, não há nenhum livro regras para isso&#8221;.</p>
<p>Spock: &#8220;Dado que sua experiência em viagens espaciais está limitada ao dia do seu nascimento e a um intervalo de viagens subseqüentes modestas, lhe falta a experiência necessária para fazer esse julgamento. Você advoga uma metodologia baseada na suposição e na emoção, não na familiaridade e conhecimento&#8221;.</p>
<p>Na saída Pike diz a Kirk, &#8220;fazer trapaça não é ganhar&#8221;. </p>
<p>NA USS ENTERPRISE.</p>
<p>Foster descreve Chekov como, provavelmente, vindo do &#8220;Conservatório da Cidade das Estrelas&#8221;, perto de Moscou, e que não começou na Academia. Não há diálogo sobre o assunto, apenas uma nota do escritor.</p>
<p>Kirk acorda e ouvi de uma conversa entre médicos e enfermeiros sobre o problema em Vulcano e a tempestade elétrica.</p>
<p>Após ficar convencido da teoria de Kirk, Pike determina uma parada de emergência para tentar entrar em contato com as naves e o planeta. Eles monitoram as naves através do painel tático na tela principal. Apesar da interferência, Uhura consegue captar transmissões de socorro e na tela os pontos, marcando as naves, começam a desaparecer.</p>
<p>O comandante romulano diz a Pike que devido a dificuldade humana para pronunciar o seu nome, ele pede para ser chamado de Nero.</p>
<p>Numa conversa entre Romulanos fica-se sabendo que a broca é necessária porque o calor do núcleo e a pressão são elementos que desencadeiam a reação da matéria vermelha.</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/01/arco-katrico.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-10093" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/01/arco-katrico-300x127.jpg" alt="" width="300" height="127" /></a>Spock dá uma explicação mais detalhada do porque ele ter de ir resgatar seus pais e o Alto Conselho, &#8220;Eles estão no arco katrico. O abrigo foi construído para suportar não apenas distúrbio convencional, mas todas as variedades de radiação. As ondas do transporte não penetram. Não é possível obter uma trava<br />
através de sua blindagem. Devo levá-los sozinho&#8221;.</p>
<p>Chekov solicita que os controles do transporte sejam transferidos para o seu console na ponte. Uhura ajuda Chekov com as coordenadas no transportador para trazer Kirk e Sulu.</p>
<p>Spock ao retornar de Vulcano traz uma grande arca, que supostamente ajudaria a manter a sua cultura. </p>
<p>KIRK EXPULSO DA ENTERPRISE.</p>
<p>Kirk e Spock debatem sobre a possibilidade de se tentar parar Nero ou encontrar com a Frota. Kirk argumenta que o Capitão Pike &#8220;acredita que oficiais não devem seguir cegamente as ordens, sem olhar para formas alternativas de fazer as coisas. Eu posso falar a partir da experiência pessoal&#8221;. Spock se recusa a aceitar tal idéia e eles discutem asperamente. Kirk tenta obter de McCoy a declaração de que Spock está inapto para o comando. Spock diz que isso é motim. Em seguida, Kirk tenta citá-lo como emocionalmente comprometido no âmbito do Regulamento um, vinte e um. Spock diz que o não cumprimento de uma ordem direta é um caso de corte marcial, e McCoy diz: &#8220;Jim, por favor, ele é o Capitão!&#8221;. Sozinho, Kirk se rende e Spock dá a ordem final, &#8220;Se eu limitar você ao confinamento em seu quarto, provavelmente escapará. Você é muito engenhoso, o que faz com que seja potencialmente um bom oficial e agora marcado como uma ameaça, não só para a nave e à sua missão, mas para si mesmo. Não posso permitir que você permaneça nesta nave, onde a sua insubordinação representa um perigo e onde o seu poder de persuasão pode seduzir. Sr. Chekov, sinalize à baía de transporte para se preparar para o Sr. Kirk. Ele será transferido para um local onde possa utilizar seus talentos em qualquer grau que ele deseje, mas onde não seja capaz de prejudicar&#8221;. Kirk tenta fugir, mas é derrubado pelo toque neural de Spock.</p>
<p>NERO E PIKE.</p>
<p>À bordo da Narada, Nero revela a Pike sua admiração pelos humanos dizendo que &#8220;séculos atrás, antes do Alto Conselho Vulcano decidir revelar-se para o povo da Terra, nós já vínhamos, ocasionalmente, observando sua espécie de longe &#8230;Você é de uma raça mais nobre do que os nossos deploráveis primos&#8221;.</p>
<p>Pelo romance, a criatura que Nero introduz em Pike é de origem romulana. &#8220;Não vou discutir etmologia romulana&#8221;, diz Nero que dá uma descrição mais detalhada do ela faz, &#8221;ela se aloja na medula espinhal para desovar, secretando uma substância para não ser rejeitada, substância essa que deixa um efeito colateral interessante&#8221;.</p>
<p>ENCONTRO COM SPOCK PRIME.</p>
<p>McCoy aplica um sedativo a Kirk antes de ser embarcado num casulo de fuga. O doutor revela a Spock sua contrariedade de fazer tal coisa. &#8220;&#8221;Com o devido respeito por sua perícia médica, doutor, do que tenho visto e sei do tenente James Kirk, colocá-lo em êxtase permanente não é possível. E mesmo assim eu teria minhas dúvidas&#8221;, disse Spock.</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/01/spock-prime-e-kirk.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-10099" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/01/spock-prime-e-kirk-300x127.jpg" alt="" width="300" height="127" /></a>Spock Prime tenta convencer Kirk de que o conhece dizendo o seu nome, nome de seu pai, nome de seu irmão, o nome de sua mãe, &#8220;Você nasceu em dois mil duzentos e trinta e três, numa fazenda em Iowa &#8230;&#8221;.  Mas Kirk, discrente, disse que nasceu em uma nave. &#8220;&#8221;Eu entendo seu ceticismo. As probabilidades de nos reunirmos através do espaço-tempo são tão improváveis que, no momento de confrontação real, eu também queria saber se estava sonhando&#8221;, alegou Spock.</p>
<p>A conversa entre Spock Prime e Kirk se estende por mais algumas páginas, tendo Spock Prime perguntado sobre os demais tripulantes. Ao saber que quase todos estão na Enterprise assumindo postos como no tempo original, Spock teoriza que esse encontro &#8220;conveniente&#8221; entre eles, o encontro com o velho Spock e cada um assumindo seu lugar não seria um produto da corrente do tempo, tentando corrigir a si mesma. </p>
<p>Spock Prime diz que as comunicações de Delta Vega eram insuficientes para avisar Vulcano e ele tem evitado a estação para não prejudicar o fluxo do tempo.</p>
<p>A discussão com Scotty sobre a teoria de transporte em dobra é mais extensa, envolvendo coordenadas, margem de erro e possibilidade de falha.</p>
<p>KIRK ASSUMINDO A ENTERPRISE</p>
<p>No romance, Chekov não detecta a presença de invasores, mas sim um acesso não autorizado no painel dos refrigeradores auxiliares do tanque de água. Spock determina que seja selada a área e o envio de seguranças ao local e para proteção dos membros do Conselho Vulcano.</p>
<p>Kirk provoca Spock e faz o vulcano perder-se emocionalmente, deixando o comando. Quando Kirk assume a Enterprise, Chekov, Sulu, McCoy e Uhura exigem uma explicação antes de apoiá-lo, e ele conta-lhes sobre Spock Prime e que não pode dizer ao Spock/Quinto sobre ele. Há nova discussão a respeito da linha temporal alternativa.</p>
<p>O livro conta que a Narada destruiu as naves de defesa atmosféricas e desabilitou as estações automatizadas da Terra com os códigos fornecidos por Pike. Em órbita, Nero axalta uma admiração exagerada pelo planeta. Ayel aproveita para pedir que desista, já que a vingança sobre Vulcano está consumada e a tripulação quer ir para casa, mas Nero mantém seu objetivo, “Nós não retornaremos como simples mineradores, mas como conquistadores”.</p>
<p>Uhura, ao se despedir de Spock, entrega um tradutor configurado para entender Romulano.</p>
<p>Spock luta com vários romulanos deixando-os inconscientes, e depois explica a Kirk que ele foi treinado na arte marcial Vulcana Suus Mahana, que é usada apenas em ocasiões de perigo iminente contra múltiplos oponentes.</p>
<p>Spock não consegue fazer o elo mental com o romulano ainda vivo, então Kirk usa o que ele chama de “velho método humano”, desferindo socos para obter as respostas. </p>
<p>Nero não percebe a presença de Kirk e Spock. Ele só fica sabendo de algo, quando os sensores indicam que alguém está pilotando a Jellyfish, e a mesma destruiu a entrada do hangar da Narada. Nero abre comunicações e vê que é Spock (Quinto).</p>
<p>Kirk não encontra com Nero como no filme, ele resgata Pike sem ser visto.</p>
<p>A Jellyfish é atingida por um dos torpedos da Narada e Spock ordena a sua auto-destruição e ao mesmo tempo traça um curso de colisão.</p>
<p>A reação de Spock ao ver Kirk oferecendo ajuda aos romulanos é diferente aqui. Ele diz no livro: &#8220;Capitão, ele destruiu o meu planeta natal. Como um ser humano diria &#8211; para o inferno com a lógica&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/01/kirk-pike-comando.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-10107" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2010/01/kirk-pike-comando-300x127.jpg" alt="" width="300" height="127" /></a>Na cerimônia de passagem de comando, Pike dá a Kirk a comenda &#8220;pelo pensamento original&#8221; no teste do Kobayashi Maru.</p>
<p>Kirk diz a Spock (Quinto) que ele quebrou o código de encriptação do programa do Kobyashi Maru, tirando partido do fato de que as mulheres &#8220;Oranianas falam durante o sono&#8221;.  Spock diz que nunca vai entender uma trapaça. Kirk diz para ele dar tempo ao tempo.</p>
<p>Um beagle, muito peculiar,  materializa-se na sala de transporte da Enterprise, na última cena.</p>
<p>Espero que tenham apreciado.</p>
<div class="shr-publisher-10033"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2010%2F01%2F05%2Fstar-trek-novelizacao-versus-filme%2F' data-shr_title='Star+Trek%3A+%22noveliza%C3%A7%C3%A3o%22+versus+filme'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2010%2F01%2F05%2Fstar-trek-novelizacao-versus-filme%2F' data-shr_title='Star+Trek%3A+%22noveliza%C3%A7%C3%A3o%22+versus+filme'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>Revista A Conquista do Espaço está nas bancas</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 13:34:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Penteriche</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revisões Literárias]]></category>
		<category><![CDATA[A conquista do espaço]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Abril]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[Superinteressante]]></category>

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		<description><![CDATA[A Editora Abril lançou na semana passada a revista A Conquista do Espaço, uma edição especial da Superinteressante. Editada pelo jornalista científico Salvador Nogueira, editor do Trek Brasilis, a publicação traz em suas 60 páginas um panorama da história da exploração espacial e do que ainda vem pela frente. Além dos feitos da NASA, A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/10/conquistadoespaço.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8961" title="conquistadoespaço" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/10/conquistadoespaço.jpg" alt="conquistadoespaço" width="250" height="327" /></a>A Editora Abril lançou na semana passada a revista <strong>A Conquista do Espaço</strong>, uma edição especial da Superinteressante. Editada pelo jornalista científico Salvador Nogueira, editor do <strong>Trek Brasilis</strong>, a publicação traz em suas 60 páginas um panorama da história da exploração espacial e do que ainda vem pela frente.</p>
<p><span id="more-8960"></span></p>
<p>Além dos feitos da NASA, <strong>A Conquista do Espaço </strong>(R$ 10,95)<strong> </strong>conta com as ações astronômicas dos russos e chineses. Possíveis contatos com extraterrestres também não foram esquecidos, mas tudo foi cientificamente analisado nos textos de Salvador.</p>
<div class="shr-publisher-8960"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F10%2F26%2Frevista-a-conquista-do-espaco-esta-nas-bancas%2F' data-shr_title='Revista+A+Conquista+do+Espa%C3%A7o+est%C3%A1+nas+bancas'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F10%2F26%2Frevista-a-conquista-do-espaco-esta-nas-bancas%2F' data-shr_title='Revista+A+Conquista+do+Espa%C3%A7o+est%C3%A1+nas+bancas'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>Um review sobre Star Trek: Nero # 1</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 12:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fandom]]></category>
		<category><![CDATA[Revisões Literárias]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>

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		<description><![CDATA[Após o lançamento do comic Star Trek: Countdown, a editora IDW Publishing resolveu dar continuidade a história de Star Trek com mais uma revista em quadrinhos, dessa vez preenchendo o período em que Nero esteve a espera de Spock. Escrito por Mike Johnson e Tim Jones e arte de David Messina, Star Trek: Nero é uma mini série com quatro edições. A primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/08/star-trek-nero.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-7985" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/08/star-trek-nero.jpg" alt="star trek nero" width="106" height="165" /></a>Após o lançamento do comic <em>Star Trek: Countdown</em>, a editora IDW Publishing resolveu dar continuidade a história de <strong>Star Trek</strong> com mais uma revista em quadrinhos, dessa vez preenchendo o período em que Nero esteve a espera de Spock. Escrito por Mike Johnson e Tim Jones e arte de David Messina, <em>Star Trek: Nero é um</em>a mini série com quatro edições. A primeira parte, já lançada nos EUA, conta os eventos ocorridos logo após a destruição da USS Kelvin, no filme. Veja um review dessa edição inicial. Spoilers.</p>
<p><span id="more-7984"></span></p>
<p>Como já foi mencionado acima, <em>Star Trek: Nero</em> dá a você a oportunidade de conhecer um ponto obscuro do filme <strong>Star Trek</strong>, qual seja, o período de 25 anos da espera de Nero por Spock. Assim como foi com &#8220;<em>Countdown</em>&#8220;, essa coleção de quatro edições tem história de Roberto Orci e Alex Kurtzman, com adaptação aos quadrinhos por Mike Johnson e Tim Jones. O artista David Messina dá o tom dinâmico e avermelhado para essa violenta história. Veja um resumo do que foi a primeira edição.</p>
<p>Momentos após a USS Kelvin atingir Narada, Nero e sua tripulação lutam para reparar danos e restabelecer os sistemas vitais. Ao saber que retornou no tempo e que sua terra natal, Romulus, ainda existe, Ayel sugere voltar para casa, mas Nero quer <a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/08/STN-Nero-1.JPG"><img class="alignleft size-medium wp-image-7994" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/08/STN-Nero-1-300x199.jpg" alt="STN Nero 1" width="300" height="199" /></a>encontrar Spock a todo o custo, dizendo que seu planeta ainda está em perigo, enquanto a Federação existir, e que para eliminar sua inimiga, a única solução será conseguir a matéria vermelha. &#8220;Retornaremos como salvadores, mas não agora&#8221;, advertiu.</p>
<p> No entanto, alguns membros da tripulação não compartilham com esse pensamento e desejam ir para suas casas, mesmo que 100 anos antes. Nero tenta convencê-los de seu objetivo, mas um grupo está decidido. Sem opção, Nero dá para eles uma nave auxiliar, mas determinado a seguir com seu plano em sigilo e para manter a disciplina no resto do grupo, ele pessoalmente faz o lançamento de alguns torpedos ainda ativos, destruindo seus compatriotas assim que deixam a Narada.</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/08/nero-preso.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-7990" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/08/nero-preso.jpg" alt="nero preso" width="287" height="272" /></a>No próximo seguimento dos quadrinhos temos Ayel alertando sobre a presença de naves Klingons descamuflando-se em torno da nave indefesa. Sob o comando de Kor, um grupamento tático Klingon toma de assalto a combalida nave Romulana. Após sangrentos combates corpo-a-corpo, Nero e sua tripulação são capturados e levados como convidados de Koth na prisão de Rura Penthe. Nero será interrogado para falar sobre a misterisa Narada e da existência de um corpo humano com uniforme da Frota em sua nave. Enquanto isso, a Narada aguarda seu destino em orbita de Rura Penth.</p>
<p>Kor aparece como uma tênue semelhança a John Colicos, o ator que interpretou brilhantemente o comandante Klingon no episódio <em>Errand of Mercy </em>da série original e também em <strong>Deep Space Nine</strong>. Já Koth, o administrador da prisão (<strong>Star Trek VI: A Terra Desconhecida)</strong>, lembra um pouco o ator original, Morgan Sheppard, que no filme <strong>Star Trek</strong> fez o ministro do Conselho Vulcano.</p>
<p>Aguarde o desenrolar de sua segunda edição.</p>
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		<title>Revisão Literária: The Lives of Dax</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 10:56:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deep Space Nine]]></category>
		<category><![CDATA[Deep Space Nine: Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Revisões Literárias]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Expandido]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma subdivisão interessante da literatura de ficção sobre Jornada nas Estrelas está em suas coletânias de contos curtos e crônicas, como por exemplo, Star Trek: Strange New Worlds, já com vários volumes, que são seleções das melhores histórias submetidas por fãs da franquia. Mais recentemente, uma nova coletânia foi lançada pela Pocket Books, Star Trek [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img align="left" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/09/200px-the_lives_of_dax.jpg" alt="The Lives of Dax - cover" height="219" />Uma subdivisão interessante da literatura de ficção sobre <strong>Jornada nas Estrelas</strong> está em suas coletânias de contos curtos e crônicas, como por exemplo, <strong>Star Trek: Strange New Worlds</strong>, já com vários volumes, que são seleções das melhores histórias submetidas por fãs da franquia. Mais recentemente, uma nova coletânia foi lançada pela Pocket Books, <strong>Star Trek Deep Space Nine: The Lives of Dax</strong>.</p>
<p><span id="more-1047"></span></p>
<p>Quando primeiro tive contato com o conceito detrás da personagem de Terry Farrel, Jadzia Dax, em <strong>Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine</strong>, logo de início considerei a sua característica de várias experiências de vidas como um potencial campo fértil para muitas histórias pregressas – algo que praticamente salta aos olhos a respeito da Trill. Bem, esta possibilidade é agora executada na forma de um livro que tem crônicas sobre momentos em particular da vida de cada um dos hospedeiros anteriores do simbionte Dax, de Lela até Ezri. Cada uma destas histórias foi escrita por diferentes autores profissionais, muitos dos quais já trabalharam em ficção para a franquia antes, como o casal Judith e Garfield Reeves-Stevens (co-autores do &#8220;Shatnerverso&#8221; com Willian Shatner), Michael Friedman, L.A. Graf, Jeffrey Lang, S.D. Perry, Kristine Rusch, Steven Barners (responsável pela novelização do episódio Far Beyond the Stars, meu favorito da franquia) Jill Sherwin, Robert Simpson e Susan Wright.</p>
<p>Compreendendo um período da história do universo de <strong>Jornada</strong> que se estende de meados do século 21 até o final do século 24, há muito em <strong>The Lives of Dax</strong> sobre eventos e personagens conhecidos do fã da série, vistos por uma ótica diferente, através da perspectiva do Dax de então. E isto resulta não apenas em uma oportunidade de navegar por estas diferentes épocas universo de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>, mas também em uma chance de podermos acompanhar como um personagem pode receber tantas tintas diferentes para que seja apresentado de muitos modos distintos, seja em gênero, seja em talentos, em habilidades, em sentimentos, em comportamentos ou conquistas; no que cada um destes hospedeiros diferem, e no que se assemelham. A obra apenas arranha estas possibilidades, claro, mas estas lascas de cada um dos hospedeiros de Dax se mostram valiosas e interessantes, em diferentes intensidades.</p>
<p>Não existe realmente nenhum elemento muito específico conectando a ação per se de cada um dos contos, que variam bastante de temática, foco e mesmo período de vida do hospedeiro sobre os quais tratam e, na medida do possível, usam como ponto de partida informações prévias sobre os hospedeiros que tenham sido citadas antes em tela durante episódios de <strong>DS9</strong>. Um ponto que eu achei bastante interessante, contudo, foi notar que havia um interesse em deixar bastante claro ao longo dos contos pré-Curzon que a informação sobre os Trills terem simbiontes e tudo relacionado sempre teria sido um assunto reservado, e pouco conhecido por não-Trills, inclusive pela Federação. Isto vem a combinar diretamente com os eventos vistos no primeiro episódio da franquia sobre os Trills, The Host, de <strong>TNG</strong>, onde constatamos que a tripulação da Enterprise-D inicialmente desconhece a natureza simbiótica dos Trills. Acredito que este ponto deve ter sido uma das coisas que o editor da obra, Marco Palmieri, deve ter mantido em mente quando do seu trabalho de coordenar as diversas histórias com os autores destas. Uma atenção a detalhe que me agradou.</p>
<p>Já um certo problema que tive com <strong>The Lives of Dax</strong> no seu geral foi algo que a obra talvez tenha herdado do cânone oficial da série. Pode ser apenas implicância minha, o que classifica a coisa como uma de minhas tradicionais cricas, mas achei que ao longo de suas vidas, Dax escolheu por se aproximar particularmente de Trills com simbiontes, mais do que eu acredito que seria mera coincidência. Como bem sabemos, há poucos simbiontes para muitos candidatos, coisa que resultaria no fato de que a porcentagem da população total da espécie que possui um simbionte seria razoavelmente pequena. Assumir que Dax teria sempre interagido de maneira mais próxima com Trills com simbiontes, como os contos parecem ter a tendência de sugerir (maridos, esposas, filhos, amigos, colegas) é algo no mínimo estranho, e dá uma sensação de que os Trills com simbionte se considerariam uma casta superior que só convivem com quem possui simbionte.</p>
<p><strong>The Lives of Dax</strong> abre com uma história introdutória de Ezri, segue por cada um dos hospedeiros anteriores, fechando novamente com a jovem alferes. Neste artigo, vou dar uma rápida passada por cada um dos textos dos hospedeiros de Dax, com um breve comentário sobre os contos a nossa disposição. É importante considerar que estes comentários terão os chamados spoilers, ou seja, informações referente a tramas de episódios de temporadas de DS9 que são ainda inéditas no Brasil.</p>
<p>Mas vamos as histórias. São elas&#8230;</p>
<p><strong>Second star to the right&#8230;</strong> <em>(Ezri Dax)</em><br />
<font size="1">por Judith &amp; Garfield Reeves-Stevens</font></p>
<p>A primeira das histórias de <strong>The Lives of Dax</strong> tem para si a tarefa de introduzir um contexto no qual as demais histórias irão se seguir. Isto vem a ser desenvolvido na primeira das duas distintas partes que <strong>Second star to the right&#8230;</strong> possui. Nesta primeira, Ezri Dax interage com Vic Fontana, o cantor de Las Vegas holoconsciente, em uma simulação em uma holosuíte de Quark de mais uma batalha história na Terra, dos arquivos de Bashir e O`Brien – não pergunte. Na conversa que os dois engatam, vamos para a segunda parte do conto, que leva acima e adiante uma das pedras fundamentais da história pregressa de Ezri, sobre como é que a moça acabou se tornando uma trill unida ao simbionte Dax em primeiro lugar. É uma história largamente discutida durante a sétima temporada de <strong>DS9</strong>, o momento que Ezri embarca no jogo.</p>
<p>Aqui, em <strong>Second star to the right&#8230;</strong>, temos o detalhamento destes eventos, com a jovem Trill relatando para Vic os eventos a bordo da USS Destiny, e como um ataque Jem&#8217;Hadar resultou na urgência de encontrarem um hospedeiro para o simbionte a bordo, assim, de bate-pronto, e vemos então como é que a moça realmente se sentiu quando todas as cabeças acabaram-se virando na direção dela, escalando-a a um procedimento para o qual ela não apenas nunca se preparou, mas também contra o qual sempre teve razoáveis reservas, apesar de ser tradição de seu povo e tudo o mais. A narrativa com Vic não me prendeu tanto a atenção como eu imaginei que prenderia, e me agradei mais com o relato dos eventos na Destiny; embora é verdade também que a interação com Vic trouxe mais sustância em relação a personagem do que a parte na Destiny.</p>
<p><strong>First Steps</strong> <em>(Lela Dax)</em><br />
<font size="1">por Kristine Kathryn Rusch</font></p>
<p>A primeira hospedeira do simbionte Dax também foi uma pioneira em muitos campos, como esta primeira trama de <strong>The Lives of Dax</strong>, por Kristine Rusch, nos demonstra. Lela Dax foi uma das primeiras mulheres a conseguir ser membro do Conselho de Trill, uma espécie de parlamento do planeta, pelo que pode-se aprender na história relatada. Também importante foi acompanharmos como esta ainda jovem política e jovem Trill com simbionte foi peça chave em provocar profundas mudanças na sociedade de seu povo. A trama se desenrola durante o equivalente ao século 21 terráqueo, e há inclusive citação por parte de Lela Dax sobre mais um dos recentes primeiros contatos que os vulcanos fizeram, com uma intrigante espécie conhecida como &#8220;humanos&#8221;. A se notar também, a participação de T&#8217;Pau, renomada líder vulcana vista antes em <strong>Amok Time</strong>, da <strong>TOS</strong>.</p>
<p>Em <strong>First Steps</strong>, Lela Dax acompanha mais um dos primeiros contatos que os Trills tiveram com uma espécie alien. Até aquele momento, Trill não tivera muito contato com espécies aliens a não ser com os vulcanos e mais alguns poucos, pois a sociedade Trill escolheu por se manter afastada do convívio interespécies, e de muitas maneiras fechada a aliens. Esta política viria a se mostrar um equívoco quando uma espécie alien tenta fazer contato com o planeta, e Lela Dax se encontra em uma posição difícil para alguém ainda tateando por experiência. Ela age conforme sua consciência parece lhe sugerir; ora tem sucesso, e ora não. O encontro da jovem conselheira com a então diplomata vulcana T&#8217;Pau também é um dos pontos altos desta interessante trama da primeira vida de Dax, pois a ajuda a nortear mais o seu comportamento. No todo, uma trama bem escrita e que inicia a saga de Dax de maneira bastante adequada.</p>
<p><strong>Dead Man&#8217;s Hand</strong> <em>(Tobin Dax)</em><br />
<font size="1">por Jeffrey Lang</font></p>
<p>Seguindo adiante com o próximo hospedeiro, temos Tobin Dax, um engenheiro. Sujeito intrigante, Tobin. Ele demonstra ser um geek que parece se sentir um tanto quanto desconfortável mesmo em um universo que a princípio deveria ser bastante amigável a geeks; mas não sendo o bastante, nosso segundo hospedeiro de Dax acaba em uma típica situação de peixe fora d&#8217;água, quando a nave de pesquisa terráquea em que se encontra trabalhando é tomada por Romulanos, em plena Guerra Humano-Romulana, tão famosa na cronologia de Jornada. Exceto por ele e por um vulcano, Skon, toda a tripulação é tomada como refém e os Romulanos se preparam para assegurar a nave capturada para estudarem as suas capacidades de dobra espacial – estamos falando de Romulanos desta época aqui, que ainda não tem tal capacidade, segundo aquilo que se conhece sobre esta guerra.</p>
<p>Cabe a Tobin e Skon, portanto, encontrarem uma maneira de evitar estes eventos. E nisto, acompanhamos o razoavelmente atrapalhado Tobin procurando colocar suas inseguranças e temores sob controle para botar o plano dele e do vulcano em prática. Não vou falar muito, mas é suficiente dizer que o conto sugere que a solução deles é que teria inspirado a Frota Estelar a adotar capacidades de separação de disco em suas futuras naves. <strong>Dead Man&#8217;s Hand </strong>é um bom conto, embora um tanto quanto indeciso, eu diria, em decidir se é uma trama de ação ou uma análise social, pois temos de tudo, aqui: visão dos Trills a respeito dos Vulcanos, dos Vulcanos a respeito dos Trills, e de ambos a respeito dos Humanos. Não que eu esteja necessariamente reclamando, também – estamos aqui em <strong>The Lives of Dax </strong>em busca justamente disto, certamente.</p>
<p><strong>Old Souls</strong> <em>(Emony Dax)</em><br />
<font size="1">por Michael Friedman</font></p>
<p>O conto sobre o terceiro hospedeiro de Dax, Emony, parte de uma ótima premissa pré-estabelecida no cânone da série, ou seja, o encontro que esta Trill e Leonard McCoy tiveram, como citado por Jadzia durante o episódio <strong>Trials and Tribble-Actions</strong>, de <strong>DS9</strong>. Na ocasião do episódio, a Trill citou para um admirado Benjamin Sisko que Emony imaginou que McCoy se tornaria um médico, &#8220;pois ele tinha as mãos de um cirurgião&#8221;. Através desta história de Michael Friedman, aprendemos como ela teria tido esta impressão, onde durante uma competiçăo de ginástica no Mississipi, um jovem McCoy se envolveu romanticamente com a já madura Emony Dax, uma veterana ginasta e uma das juízas da competição. Pessoalmente, eu achei que Emony deu mole para McCoy de maneira frívola demais, como se isto estivesse acontecendo apenas para servir a necessidade da trama &#8212; o que não deixa de ser uma verdade, de certa maneira.</p>
<p>Seja como for, em <strong>Old Souls</strong>, temos não apenas este romance, mas também podemos acompanhar um ainda inseguro jovem McCoy, que ainda realmente não se decidiu pelo que se guiar para seu futuro. Aparentemente, os eventos com Emony o influenciaram muito, não só por ter tido a chance de se tornar íntimo de uma mulher como Emony era, mas também devido a eventos marcantes ocorridos durante a competição esportiva, que relacionam um dos competidores, um Tessmano que também era colega de quarto de McCoy na universidade que sediava os jogos, e todo o ódio que esta espécie, os Tessmanos, tinham dos Trills. Questões como aceitar as pessoas como elas são, e além de tudo, como elas foram, norteiam bem a história de Emony em <strong>The Lives of Dax</strong>. Minha ressalvas a esta história se resumiram mais em como Friedman retratou a Terra do início do século 23, como sendo ainda um lugar onde aliens, embora presentes, não eram comuns, um conceito com o qual eu sempre tive reservas em <strong>Jornada nas Estrelas</strong> – no meu ver, uma Terra mais cosmopolita seria algo com tintas bem mais interessantes a se tratar. Ainda assim, há aqui e ali elementos da capital da Federação os quais achei bem interessantes.</p>
<p><strong>Sins of the Mother</strong> <em>(Audrid Dax)</em><br />
<font size="1">por Stephani D. Perry</font></p>
<p>O conto a respeito de Audrid, a quarta hospedeira do simbionte Dax, também é um que parte de um conceito pré-estabelecido em tela, durante o episódio <strong>Nor the Battle to the Strong</strong>, no qual ficamos sabendo que Neema, filha de Audrid Dax, passou mais de oito anos sem falar com a măe. Em <strong>Sins of the Mother</strong>, Stephani Perry, traça o relato do motivo de tal ruptura entre mãe e filha, com Audrid relatando em uma carta para Neema os eventos que motivaram a razão de Neema ter se revoltado contra ela. No caso em questão, Neema acabou por descobrir que Audrid, enquanto Chefe da Comissão de Simbiose Trill, nada menos, permitiu que seu próprio marido falecesse sem que o seu simbionte fosse transferido para outro hospedeiro. Neema jamais perdoou a mãe após tal ato, e agora, oito anos depois, Audrid relata para a filha na sua carta os eventos que motivaram sua decisão, e como uma pesquisa científica a um cometa, liderada pelo casal de Trills e Cristopher Pike (depois de ter saído do comando da Enterprise) acabou com um terrível desfecho.</p>
<p>A trama é intrigante, e a narrativa é poderosa e emotiva, na qual podemos sentir a tensão da missivista. Contudo, o estilo escolhido por Stephani Perry, como uma longa carta, foi por demais cansativo de ler, na minha opinião. Poucos diálogos, e todo o rodeio inicial que demonstra o nervosismo de Audrid Dax fizeram com que a leitura fosse em muitos momentos um tanto difícil. O texto ter sido impresso em itálico, para denotar uma narrativa de escritor de um documento, acabou também colaborando para cansar a leitura per se, pois não é uma fonte muito recomendável de se usar em longos trechos de texto. Sins of the Mother se sustenta realmente no peso de sua trama, tanto em relação aos sentimentos demonstrados por Audrid como na narrativa dos eventos liderados por ela, seu marido e o capitão Pike, outro rosto conhecido do fandom que dá o ar da graça em <strong>Lives of Dax</strong>.</p>
<p><strong>Infinity</strong> <em>(Torias Dax)</em><br />
<font size="1">por Susan Wright</font></p>
<p>A trama que envolve o conto a respeito de Torias Dax, <strong>Infinity</strong>, se passa imediatamente antes dos eventos vistos em <strong>Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan</strong> e dos dois filmes seguintes. Contudo, é também de se notar que <strong>Infinity</strong> também calça muito de seus elementos naquilo visto em um dos piores episódios da história da franquia, <strong>Threshold</strong>, de <strong>Jornada nas Estrelas: Voyager</strong>. Susan Wright combina elementos dos filmes, no caso o projeto de transdobra que envolvia a Excelsior, com as teorias apresentadas no episódio, segundo o qual se cruzar a barreira de transdobra significaria estar acima de dobra 10, e portanto, &#8220;acima do infinito&#8221;, seja lá o que for que isto significaria.</p>
<p>Embora foi agradável termos a familiaridade toda envolvida por novamente vermos rostos conhecidos, como a então cadete Saavik e o pomposo capitão Styles da Excelsior, as referências a todo o tenebroso tecnobable de <strong>Threshold</strong> me geraram calafrios, para não falarmos do começo do conto, praticamente idêntico ao do episódio, onde o capitão Torias Dax pilota um shuttle acima de dobra 10 em uma simulação. No meu ver, teria sido melhor deixar de lado a possibilidade que a experiência de transdobra original que seria utilizada na classe Excelsior tivesse alguma relação com as experiências da tripulação da Voyager no quadrante Delta. Este é um bom exemplo de que pode haver situações nas quais sempre se manter fiel demais ao que existe no cânone não é necessariamente uma coisa boa.</p>
<p>Mas enfim. De qualquer modo, foi interessante vermos em que circunstâncias teria ocorrido o incidente que clamou a vida do primeiro hospedeiro de Dax a ter entrado na Frota Estelar, evento já citado antes em episódios de <strong>DS9</strong>, mas nunca detalhado. É de onde <strong>Infinity</strong> tira o seu melhor, pois no que tenta estabelecer relação entre os eventos de <strong>Threshold</strong>, também não consegue serviço melhor do que este episódio em tornar convincente ou mesmo interessante as teorias de &#8220;acima do infinito&#8221;, improváveis até mesmo para os padrões de ficção-científica de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. É até possível que tal tema conseguisse ser adequadamente desenvolvido enquanto enredo e trama, mas por ora, em duas tentativas, dois fracassos.</p>
<p><strong>Allegro Ouroboros in D Minor</strong> <em>(Joran Dax)</em><br />
<font size="1">por Stephani D. Perry e Robert Simpson</font></p>
<p>Apenas uma única história poderia realmente ser contada a respeito de Joran Dax, e foi o que tivemos neste esforço colaborativo entre Stephani Perry e Robert Simpson: as cirscunstâncias pelas quais Joran se tornou o &#8220;hospedeiro esquecido&#8221; na linhagem de Dax, e como teria morrido apenas seis meses depois de ter recebido o simbionte de Torias. O resultado disto foi que tivemos um bom conto policial de investigação de assassinato que teve um ar de &#8220;Dragnet do Espaço&#8221;, de certa forma. Uma dupla de investigadores Trills seguem a trilha de mortes provocadas por Joran Dax, situação a qual demonstra bem o desequilíbrio que pode ocorrer em haver rejeição entre hospedeiro/simbionte, resultado de falha de julgamento sobre o candidato a hospedagem pela Comissão de Simbiose. Segundo o cânone pré-estabelecido, é um evento raro, mas que já acontecera antes.</p>
<p>Portanto, a narrativa não se foca apenas naquilo que se passa na mente conturbada de Joran Dax, mas também se foca bastante em Gard e Kov, a dupla de policiais Trills que trabalham no caso, como eles fazem esta investigação, que leva finalmente Gard a confrontar Joran, mas não vou revelar muito sobre o desfecho da trama, que flui de maneira bastante suave (apesar de intercalar a ação ora em Joran, e ora em Gard) e mesmo elegante, pois o background de Joran como músico imprime uma certa classe natural ŕ narrativa. <strong>Allegro Ouroboros in D Minor </strong>realmente preenche muito bem os espaços sobre aquilo que se descobriu a respeito de Joran Dax em episódios de <strong>DS9</strong> como <strong>Equilibrium</strong>, <strong>Facets</strong> e <strong>Field of Fire</strong>. Realmente, o conto é um dos pontos altos de <strong>The Lives of Dax</strong>.</p>
<p><strong>The Music Between the Notes</strong> <em>(Curzon Dax)</em><br />
<font size="1">por Steven Barnes</font></p>
<p>Curzon é provavelmente o mais conhecido dos hospedeiros do simbionte Dax pré-<strong>DS9</strong>, mas apesar disto, raramente tivemos a chance de o vermos de fato em ação – a chance disto chega agora, neste conto de Steven Barnes. Adicionalmente, o &#8220;personagem especialmente convidado&#8221; para este conto não poderia ser outro senão Benjamin Sisko, é certo – aqui, um jovem alferes que faz as vezes de lugar-tenente de Curzon. E não apenas isto, de fato: a narrativa é nos contada pelo próprio Sisko, em primeira pessoa.</p>
<p>Acompanhamos o relato de Sisko em observar como o Embaixador Curzon lida com as negociações com duas espécies diferentes, Azziz e Bactricans, cada uma delas com agendas próprias, as quais deviam ser levada em consideração por Curzon adicionalmente ŕ da própria Federação. Sobre a trama em si, tivemos o bussiness as usual de uma negociação diplomática federada, com Embaixadores de potências estelares negociando tratados e tudo o mais, em uma estação espacial da Federação, além de outros detalhes particularmente intrigantes aqui e ali, como uma nave alienígena onde os componentes e peças desta são seres vivos conscientes, como o equipamento de navegação, sistemas de tradução, motor de dobra, enfim, as peças são a tripulação e são a nave.</p>
<p>Particularmente sobre Curzon, ficou claro que o Trill era um ótimo sujeito a se conhecer: boa-praça, daqueles que o convida a tomar um trago e bater um papo, sem se preocupar com supostas hierarquias que separariam um homem em sua posição do seu convidado. A história nos dá inúmeros bons momentos de interação de Sisko e Dax, de diversos modos: embates filosóficos, lições mentor/pupilo, camaradagem de colegas, enfim, todo um leque de situações as quais serviram de amostra do que estaria por vir da parceria que Sisko estava ali formando com o Embaixador; foi daquele momento em diante que teve início a relação sobre a qual Sisko tanto se refere, na qual Dax o ensinou a ver a música por entre as notas, como diz a referência a jazz que o Trill sugere ao humano sempre procurar observar.</p>
<p><strong>Reflections</strong> <em>(Jadzia Dax)</em><br />
<font size="1">por L.A. Graf</font></p>
<p>L.A. Graf tinha realmente um desafio a sua frente, ao se encarregar de Jadzia para <strong>The Lives of Dax</strong>; o que falar sobre o mais falado dos hospedeiros de Dax? A premissa em si do conto foi algo bastante interessante, com Graf nos oferecendo uma sequencia a um episódio em particular de <strong>DS9</strong>, de sua segunda temporada – <strong>Invasive Procedures</strong> – que de muitas maneiras foi um crash-course sobre simbiose Trill. No episódio original, um Trill chamado Verad tentou roubar o simbionte Dax para si mesmo, o que certamente iria custar a vida de Jadzia. Aqui, em <strong>Reflections</strong>, Verad volta a carga, envolvendo uma irmã de Jadzia no processo, Ziranne, que misteriosamente aparece com um simbionte na barriga e nenhuma memória clara, seja dela, seja do simbionte penetra.</p>
<p>Vemos que haveria muito mistério a se investigar nesta premissa, mas infelizmente sua execução deixou a desejar, eu creio. As coisas acontecem rápido demais no conto, e antes que você possa dizer Dax, a coisa parece ter sido resolvida, apesar do senso de urgência que Graf parece querer manter no seu texto. Adicione a isto uma certa dose grande demais de biotecnobable envolvido, para se poder justificar toda as idas e vindas de hospedeiros e simbiontes, e temos uma mistura que acabou agradando mais por seus aspectos secundários do que principais. Um bom exemplo disto foram com as informações de background sobre a relação de Jadzia com sua irmã Ziranne, relatadas em flashback, com momento sobre as duas em suas infâncias e também enquanto Jadzia se preparava para os procedimentos de se tornar Jadzia Dax. Tivesse sido trabalhado mais nestes aspectos, Reflections teria tido a chance de nos dar algo realmente diferente sobre Jadzia, e aí sim teria realmente acertado o martelo bem na cabeça do prego.</p>
<p><strong>… and straight on &#8217;til morning</strong> <em>(Ezri Dax)</em><br />
<font size="1">por Judith e Garfield Reeves-Stevens</font></p>
<p>Fechando a sequencia de crônicas, temos basicamente a conclusão da história inicial de Ezri, com ela e Vic ponderando sobre os relatos da Trill sobre os eventos das crônicas, as quais ela relatou ao holograma. Não dá para deixar de pensar que nós leitores ficamos com o papel de simbiontes de Vic, enquanto absorvemos os contos que eram para ele relatados, nisto que de certa maneira serviu para Ezri como uma espécie de versão light do zhian&#8217;tara, o ritual Trill onde as consciências prévias do simbionte assumem temporariamente o corpo de amigos do atual hospedeiro para que este tenha um contato diferente, vamos colocar assim, com suas prévias vidas. Ezri realmente pode fazer bom uso de uma oportunidade como esta que Vic lhe ofereceu.</p>
<p>Pois fosse como fosse, aqui tivemos Ezri sendo Ezri: ainda razoavelmente confusa sobre a situação que vive, embora esteja trilhando o caminho certo para aprender &#8220;de ouvido&#8221; aquilo que outros Trills levam anos de preparação prévia antes de sequer se submeterem a avaliação. Some a isto o certo ar de sonsinha que parece emanar naturalmente da personagem de Nicole DeBoer e temos uma irresistível combinação, devo admitir – Ezri Dax parece ter sido moldada para ser exatamente neste tom (e a sua função de Conselheira da Estação é um toque de ironia claramente planejado, sem dúvida), e tudo isto com a função de servir como um contraponto a Jadzia, aquela Dax que foi uma segura e decidida mulher, que possuía uma elegância majestosa tanto para trabalhar em complicado tecnobable como para poder derrubar Klingons sem perder o penteado. Mas é verdade que tanto Ezri como Jadzia estão em vantagem, aqui em <strong>The Lives of Dax</strong>, considerando que ambas são duas das titulares deste livro as quais podemos também acompanhar detalhadamente em tela.</p>
<p>Enfim, <strong>Star Trek Deep Space Nine: The Lives of Dax</strong> é uma leitura altamente recomendada não apenas para devotos fãs da Trill, mas também para todos os fãs que desejam ler tramas bem lastreadas em desenvolvimento de personagem, e também com muita informação geral sobre o todo do universo onde se passa <strong>Jornada nas Estrelas</strong>.</p>
<p>A análise fecha com uma cotação de três estrelas e meia em quatro, bem merecida.</p>
<p><strong>Star Trek Deep Space Nine: The Lives of Dax<br />
</strong>por vários autores<br />
347 páginas, paperback<br />
Publicado por Simon &amp; Schuster Adult Publishing Group<br />
Dezembro, 1999 e republicado em Janeiro de 2003</p>
<p><a href="http://search.barnesandnoble.com/The-Lives-of-Dax/Marco-Palmieri/e/9780743456821/?itm=1">Edição em paperback</a><br />
<a href="http://memory-alpha.org/en/wiki/The_Lives_of_Dax">Sumário sobre o título</a> no Memory Alpha</p>
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		<title>Revisão Literária: To Reign in Hell, Parte 3</title>
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		<pubDate>Fri, 09 May 2008 03:04:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesta terceira parte da revisão literária de Star Trek: To Reign in Hell — The Exile of Khan Noonien Singh, iremos acompanhar como Khan e seus augments terão um meio de ano de grandes mudanças, e como é que James T. Kirk vai começar a ficar de orelha quente. Resumo, Terceira Parte Seis meses depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/04/reighinhell.jpg" alt="reighinhell.jpg" align="left" height="142" width="87" />Nesta terceira parte da revisão literária de <strong>Star Trek: To Reign in Hell — The Exile of Khan Noonien Singh</strong>, iremos acompanhar como Khan e seus augments terão um meio de ano de grandes mudanças, e como é que James T. Kirk vai começar a ficar de orelha quente.</p>
<p><span id="more-703"></span></p>
<p><strong>Resumo, Terceira Parte</strong></p>
<p>Seis meses depois da chegada dos transgênicos em Ceti Alpha V, em um festivo dia, Khan promove um casamento em massa de seus seguidores, celebrando 32 uniões de casais. Contudo, a música desta dança de cadeiras deixou cinco dos homens solteiros, pois não havia ali um número semelhante de homens e mulheres, e Khan faz uma nota mental de como prover compensações para este grupo em particular de modo a não fomentar descontentamento, ainda que eventuais futuras viúvas podem acabar fazendo bom uso dos solteiros ainda disponíveis.</p>
<p>Após o casamento em massa, Khan clama para seus seguidores proliferarem a vontade para criarem as novas gerações de augments de seus domínios. E agora é a vez dele realizar sua própria união com Marla. A situação dela melhorou no todo da colônia. Após os apuros de meses antes, Zuleika se tornou grande amiga dela da mesma maneira que Parvati Rao, e ambas bancam as madrinhas de casamento no momento. Além disto, o seu valor foi mais reconhecido, pois os conhecimentos futuristas de Marla se mostram de extrema utilidade para eles.</p>
<p>Apesar de se considerarem os Reis da Cocada Preta por suas superioridades genéticas, poucos dos augments ali tem alguma experiência em agricultura primitiva ou gerenciamento de colônia. Já a federada sabe, ainda que por cima, como uma colônia planetária como aquela deve ser mantida, dado o seu aprendizado na Academia da Frota e toda experiência de exploração espacial. E os resultados tem sido notáveis, com as plantações prosperando a olhos vistos.</p>
<p>Logo depois da cerimônia final, no que vai começar a festa, um pequeno tumulto chama a atenção de Khan. Um dos búfalos locais de Ceti Alfa V, que eles estão iniciando um processo de domesticação, invade a área da festa de maneira descontrolada. No que Khan puxa seu feiser para o transformar no churrasco mais rápido do momento, Marla sugere ele apenas matar sem vaporização, pois este comportamento noinha demonstra haver algo de particularmente errado com o animal. Ele assim o faz, e tão logo o búfalo cai morto, o grupo que se forma em torno do animal percebe uma estranha miniatura das enguias cetianas saindo do ouvido. Khan e o marido de Zuleika, Keith Talbot, providenciam para que a enguia seja acondicionada com cuidado em um recipiente, pois Khan quer uma posterior análise da enguia e uma autópsia do animal.</p>
<p>Khan lamenta por Hawkins, o médico (e agora veterinário) local, ter que fazer tal tarefa bem na sua noite de núpcias, e também lamenta por Marla, já que ele próprio quer acompanhar Hawkins nos procedimentos. Algumas horas depois, enquanto Marla termina mais alguns registros no tricorder sobre os eventos recentes, Khan encontra a federada com o tricorder sob a luz das românticas velas que haviam preparado para a noite. Mas ela percebe que ele não chegou tranqüilo. Khan comenta os resultados da análise, de como Hawkins descobre que as enguias afetam o sistema nervoso do hospedeiro de tal forma a o levar a loucura &#8212; são criaturas para se ter muito cuidado. Mas o líder deles ali não quer falar muito mais a respeito do tema com sua amada naquele momento, e ambos logo deixam de lado os eventos do dia para iniciarem os eventos da sua noite.</p>
<p>Alguns dias depois, Khan e Marla se encontram no teto da cabana do casal, conversando e admirando o céu noturno. Khan gosta de ouvir Marla contar sobre a história humana e federada que ocorreu desde que deixaram a Terra, e naquela noite Marla comenta alguns aspectos sobre a sociedade Klingon. Ambos estão ali conversando e curtindo a noite estrelada, com o planeta seguinte daquele sistema, Ceti Alfa VI, bem destacado na noite, sua imagem sendo menor do que a da Lua no céu terráqueo mas maior do que as demais estrelas. E então&#8230;</p>
<p>Bum. O pequeno planeta repentinamente se torna tão brilhante que deixa a noite como dia durante vários segundos, e logo ambos conseguem perceber a crosta do planeta se romper e o campo de fragmentos expandir. Marla instintivamente saca o tricorder para avaliar a situação, enquanto Khan pondera se haverá conseqüências, mas que não demoram para aparecer. Animais pela floresta ficam inquietos, augments são acordados e saem para fora ver o que ocorreu, e nisto os primeiros terremotos atingem Nova Chandigarh.</p>
<p>Imagine o tumulto em Kripton após Jol-El lançar a nave de seu filho, e agora imagine a mesma cena só que com selva no lugar da cristalina arquitetura kriptoniana &#8212; aí temos o cenário. Khan e Marla evacuam o teto de sua cabana rapidamente, e toda aquela confusão e tumulto começa a fazer vítimas. Várias das construções entram em colapso, como as torres de vigia e fortificações da colônia. Joaquin e Suzette o encontram, ambos apenas em roupas de dormir mas já portando equipamentos e armas para qualquer eventualidade.</p>
<p>Khan tem que se concentrar para conseguir bolar um plano em segundos mesmo durante o ainda incessante tremor, e a primeira idéia deles de tentar se reagrupar nos depósitos rapidamente se mostra inviável, com mais fissuras no solo se juntando pequenos vulcões entrando em erupção e adicionando lava e rocha quente na catástrofe, continuando a destruição da cidadela e dos campos agrários cultivados a tanto custo, pensa Khan. Seja lá o que for que tenha destruído o VI, também atingiu o V e pelo jeito até a própria órbita do planeta já estava mudando.</p>
<p>Neste momento, apenas as cavernas que encontraram meses antes parece ser de alguma viabilidade para sobreviverem. Khan e Joaquin organizam alguns de seus outros comandados e uma evacuação total da cidadela é providenciada, com todos levando o máximo de víveres, equipamento e itens que podem providenciar no meio da confusão. Rapidamente as ordens são passadas, mas mesmo que não tivessem sido, se você ver o <em>Khan</em> correr, bem, trate de correr também pois a coisa deve estar feia.</p>
<p>O grupo atravessa a selva revolta em torno deles, enfrentando os perigos adicionais de um planeta se contorcendo, animais em pânico, árvores caindo e incêndios por toda parte. Ao chegar nas cavernas, estas se mostram relativamente seguras e aparentemente estáveis, e os grupos de sobreviventes são liderados por Khan e Joaquin para dentro das cavernas, e com os primeiros sobreviventes que conseguiram escapar já abrigados, e grupos adicionais chegando, Khan se organiza para lamber as feridas e tentar acalmar a situação.</p>
<p>Além do choque da emergência e da luta pela sobrevivência, Khan como líder lamenta toda a destruição de tudo o que construíram até ali, mas ele sabe que não pode ceder ao desespero &#8212; muitos dependem de seu pulso e liderança para as dificuldades à frente. Marla procura o tranqüilizar o mais que pode, mas por alguns momentos Khan prefere ficar sozinho, à beira dos penhascos próximos a caverna, observando os demais chegarem até ali enquanto a região se incendeia, sua superfície rachando e lava e detritos voando por toda a parte.</p>
<p><strong>Comentários Gerais</strong></p>
<p>Em um primeiro momento, a narrativa do cataclisma por parte do Greg Cox parece atingir um nível implausível, mas este meu julgamento se baseia em uma tentativa de comparar esta catástrofe natural com qualquer coisa que tenha acontecido aqui na Terra, como o recente ciclone em Mianmar ou terremotos diversos. Contudo, foi uma calamidade planetária, e a única coisa que pode talvez se comparar deve ter sido a explosão do vulcão de Krakatoa, no século 19. Desta forma, a narrativa do evento se mostra adequada se consideramos o todo daquilo que é possível no universo de <strong>Jornada</strong>, claro.</p>
<p>Não demorou nem alguns parágrafos e Khan já lembrou de xingar Kirk por ele aparentemente não ter considerado se os planetas daquele sistemas eram supostamente estáveis. Neste ponto da narrativa, Khan está reagindo no calor do momento, então não é muito estranho uma reação imediata como esta, mas as considerações dele sobre Kirk ainda vão dar muito pano para manga na trama.</p>
<p>E um detalhe adicional sobre o trecho do casamento foi que Khan não demonstrou problema algum que entre os 32 casais que haviam juntado os trapos, haviam dois casais de gays, o que demonstra que para um soberano totalitário geneticamente modificado do século 20, Khan é admiravelmente tolerante. Em um primeiro momento, alguém tão preocupado com eugenia e perfeição genética talvez pudesse considerar homossexualismo como um problema, mas não foi o caso.</p>
<p>Na realidade, abordar esta questão podia ocorrer de forma bem confortável para Cox, pois qualquer que fosse sua escolha, ela iria encaixar bem dentro do conjunto de valores de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. Se ele optasse por Khan ser homofóbico, isto poderia ilustrar que só mesmo um eugênico resultante de experimento genético para ter uma visão discriminatória deste tipo, ao passo que os federados do século 23 já seriam bem mais tolerantes.</p>
<p>Enquanto que ao fazer Khan ser tolerante com esta característica humana, mostra que mesmo alguém como Khan pode aceitar isto sem problema algum. Aliás, é até mesmo uma decisão estratégica bem pensada da parte de Khan: ao aceitar dois casais gays, o número de homens sem pares ficou em cinco ao invés de nove, o que ajudaria a minimizar os problemas do grupo de eventuais insatisfeitos com a falta de mulheres.</p>
<p>E detalhe de continuísmo da ocasião: já sabemos de onde vem o conhecimento de Khan sobre o &#8220;ditado Klingon&#8221; que ele cita para Kirk durante <strong>Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan</strong>.</p>
<p>Na próxima parte, não apenas Khan está com um problema sério nas mãos, mas também o nosso triunvirato de Kirk, Spock e McCoy visitando aquelas caverna quinze anos adiante também irão encontrar contratempos com os quais não estavam contando.</p>
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		<title>Revisão Literária: To Reign in Hell, Parte 2</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 17:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesta parte de nossa revisão de Star Trek: To Reign in Hell — The Exile of Khan Noonien Singh, vamos acompanhar como Khan está conseguindo bons progressos gerais em instalar a colônia, mas Marla ainda vai comer o pão que Khaless amassou. Resumo, Segunda Parte Três meses depois, e a colônia dos transgênicos prospera. Nova [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/04/reighinhell.jpg" alt="reighinhell.jpg" align="left" height="142" width="87" />Nesta parte de nossa revisão de <strong>Star Trek: To Reign in Hell — The Exile of Khan Noonien Singh</strong>, vamos acompanhar como Khan está conseguindo bons progressos gerais em instalar a colônia, mas Marla ainda vai comer o pão que Khaless amassou.</p>
<p><span id="more-655"></span></p>
<p><strong>Resumo, Segunda Parte</strong></p>
<p>Três meses depois, e a colônia dos transgênicos prospera. Nova Chandigarh foi reforçada, contando com torres, cercas de metal e arame farpado, e inúmeras construções combinando materiais da <em>Botany Bay</em> e fornecidos pela <em>Enterprise</em>; o layout das cabanas segue um padrão de emergência que a Frota costuma utilizar, usando termoconcreto como base, cabanas estas por sugestão de Marla, a agora &#8220;consultora residente&#8221; em tecnologia do século 23. O grupo também já trabalha em inúmeras atividades de uma colônia, como o cultivo de safras terráqueas com as sementes que eles trouxeram na <em>Botany Bay</em>.</p>
<p>Marla está uma verdadeira cabocla federada: chapeuzinho de palha na cabeça e tricorder na cinta. Uma pistola Colt M1911 também faz parte de seu equipamento, uma das poucas pessoas quem Khan confia portar algumas das armas deles. Ela virou o Rato Rémy da colônia: com o tricorder, analisa as amostras de flora e fauna cetialfacincoanca que os demais procuram, para avaliar o potencial para consumo humano, separando as venenosas das comestíveis. Embora o número possível para consumo não é tão amplo como eles gostariam, ainda assim Marla consegue ter algumas boas amostras possíveis para entrar na dieta deles.</p>
<p>A federada avalia uma amostra trazida por Daniel Katzel, que com Parvati Rao forma o grupo de avaliação deles. É nada menos do que aquelas enguias cetianas, aquela forma de vida indígena de Ceti Alfa V mais conhecida do fandom. Marla diz que aquelas coisas não são venenosas per se, mas ela desaconselha o consumo devido a encontrar uma certa enzima suspeita no organismo.</p>
<p>Durante uma destas avaliações, com a bateria do tricorder acabando, Marla segue para Nova Chandigarh para colocar esta para recarga e instalar uma fresca. Enquanto se dirige para um dos depósitos de material, Marla passa por Zuleika e tem que aturar mais uma das tiradas da mulher.  Ela pensa que poderia se queixar para Khan, mas Marla já avaliou faz algum tempo que, se ela fizesse isto, colocaria a colônia ainda mais contra ela &#8212; esta altura Marla já está esperta com a situação e aprendeu a não dar bola.</p>
<p>Ela passa por mais alguns colonos ocupados em seus afazeres e avisa o augment em guarda do depósito, Vishwa Patil, que vai retirar algumas baterias. Mas enquanto Marla procurava as baterias no meio do equipamento federado estocado, ela percebe algo errado. Ouve um ruído, e ao chamar por Patil, não tem resposta. Tenta a porta, agora trancada ou obstruída por fora. Fumaça começa a surgir, a temperatura da cabana a subir. Percebendo que está presa no meio de um incêndio, Marla pede por socorro, mas ainda não há resposta, mesmo depois de ela fazer alguns disparos com a pistola para chamar a atenção de alguém. A situação está difícil.</p>
<p>Retornando de mais uma missão de busca-e-destruição contra os felinos que ameaçam a colônia, Khan e suas escoltas percebem primeiro os tiros, e depois a coluna de fumaça no horizonte. Eles colocam seus pulmões geneticamente modificados para trabalhar bem na corrida que iniciam para ver o que aconteceu. Chegando no local, ele encontra um grupo de seus seguidores ao redor daquilo que foi a cabana, reduzida a cinzas pelo fogo e pela tentativa de combate ao incêndio feita pelo seu pessoal.</p>
<p>Khan avalia a situação e tem más notícias: Marla estava na cabana, e ninguém sabe se ela escapou. Um agravante é que Patil informa seu líder que alguém o deixou inconsciente com uma pancada na cabeça com uma pedra, e quando acordou, a cabana estava em plena chama. Khan entra em um modo de lamúria pela sua amada e fúria incessante pelo claro atentado, pois ele está ciente de quão impopular sua mulher era entre a colônia. Exige explicações, mas ninguém ali se mostra útil com informações, o que o deixa ainda mais furioso.</p>
<p>Mas nisto, detritos se movem, e do meio deles, Khan observa sua fênix surgir, com Marla lentamente se levantando, abatida e tossindo. Usando uma máscara de oxigênio, ela se enrolou em um cobertor da Frota Estelar de tecido anti-chamas, e se protegeu durante o incêndio. Khan a abraça, admirado pela engenhosidade dela. Ele pergunta para Marla quem foi o responsável, mas ela afirma que não tem certeza, não estava em posição de ter percebido.</p>
<p>Khan observa a multidão a sua frente, e fita Zuleika Walker com uma expressão preocupada. Sabendo que Zuleika não gostava de Marla em particular, Khan a questiona de bate-pronto, e ela entra em um modo defensivo. Patil e outro colono, Paul Austin (que Khan considera ser meio cupincha de Ericrsson) alertam seu líder que Zuleika havia discutido com Marla logo antes do incidente. Khan ordena ela ser presa em custódia, ainda que ela fortemente clama inocência.</p>
<p>Mais tarde, Khan decide impor a pena de banimento a Zuleika. Embora preferiria uma pena capital, ele não quer arriscar baixar a moral do grupo como um todo. Marla, contudo, está muito incomodada com a decisão. Ela avalia que eles não tem como terem certeza de que teria sido realmente Zuleika a culpada, mas Khan se mostra confiante na sua avaliação e pede para Marla não questionar seu julgamento.</p>
<p>Durante a &#8220;cerimônia&#8221; de banimento, nos portões de Nova Chandigarh, Zuleika se esgoela de lamúria pedindo para Khan reconsiderar, e nisto ela tem uma defesa inesperada: Marla se coloca no meio da coisa e diz que, se Khan quer correr o risco de banir alguém que pode vir a ser inocente, vai a estar banindo também. Khan, Zuleika, os seguranças ali e os demais fazem expressões de incredulidade que beira o cômico &#8212; a moça parece que gosta de bancar a exilada. Khan sobe nas tamancas por tamanha insolência contra sua autoridade bem na frente de toda a colônia, e ele não arreda o pé, mesmo que isto signifique perder a sua amada para o banimento.</p>
<p>Assim, as duas são fornidas com água, pistolas, víveres básicos e ordem para sumirem dali até o cair do sol. Enquanto caminham pela mata para longe, Zuleika comenta com Marla como é que ela pode colocar o pescoço dela em risco assim por alguém que pode até ter tentado a matar. Marla replica que o caso era puramente circunstancial, e que a sua &#8220;decência federada&#8221; não iria permitir ela viver com tal possibilidade na consciência.</p>
<p>Entrementes, Khan está incomodado. Por que Zuleika, que além de supermodelo também era uma assassina profissional a seu serviço, teria nocauteado Patil de maneira tão amadora? Esta e outras inconsistências no caso o levam a zanzar pelos destroços da cabana para investigar mais a fundo, questionando novamente Patil. No que ele dá um apertão sério no sujeito (mas dentro do estilo que vimos ele fazer com Chekov antes de usar as enguias) Patil hesita, que é o que basta para Joaquin o render e Khan arrancar uma confissão: foi ele quem tentou matar Marla, pois Patil julga que a reles humana não é digna de Khan e que Marla era uma desvantagem política para seu líder.</p>
<p>Mas Khan a esta altura já nem escuta mais Patil, e deixando de lado as considerações de moral e baixa população da colônia, o esfaqueia mortalmente sem piedade. Ele tem outras preocupações no momento, que é encontrar Marla e Zuleika. Joaquin lembra que ela a desafiou, mas Khan diz a seu amigo que é líder e homem o bastante para saber admitir quando está errado, especialmente frente a clara evidência que ele mesmo providenciou.</p>
<p>Um time de busca liderado por Khan vasculha a floresta por horas a fio até o dia seguinte, e após algum tempo, conseguem atingir o seu objetivo. Marla e Zuleika, depois de enfrentarem toda a selva, foram pegas por uma forte enxurrada das chuvas da época de monções daquela região, e foram arrastadas até o Rio Kaur, lutando pelas próprias vidas. Um admirado Khan encontra Marla ajudando uma ferida Zuleika, ambas encharcadas, cobertas de lama, esgotadas e famintas, mas vivas.</p>
<p><strong>Comentários Gerais</strong></p>
<p>Algo muito valioso que este livro também faz, tal qual o restante desta trilogia, é conseguir deixar as pessoas do grupo de Khan extremamente próximas a nós, mais reais, tangíveis. Estamos começando a os conhecer melhor, com mais detalhes de quem eram e o que faziam, tanto em geral como para a agenda de intenções de Khan durante as Guerras Eugênicas.</p>
<p>De meras figuras de fundo em <strong>&#8220;Space Seed&#8221;</strong>, quase tão aliens para nós como os testas-gozadas e outros humanóides de <strong>TOS</strong>, os geneticamente modificados de Khan se tornam pessoas que podiam ter vivido durante o final do século 20 diretamente ao nosso lado, encontrado na rua, sobre os quais teríamos lido nos jornais. Zuleika podia terminar um assassinato para Khan mas depois estar desfilando em Milão para a Gucci; Daniel Katzel, que era na época desenvolvedor de TI, podia encontrar alguma brecha de segurança no Windows NT 3.51 e postar uma mensagem a respeito na Usenet e em listas de discussão por e-mail, e assim por diante.</p>
<p>A escolha de Greg Cox de ter utilizado os &#8220;nossos anos 90&#8243;, ao invés de um genérico anos 90 futurista que era distante para Gene Coon e Carey Wilber, foi uma decisão muito acertada. Esta familiaridade cada vez maior com Khan e também com todo o grupo dele torna uma nova visita a <strong>&#8220;Space Seed&#8221;</strong> ou a <strong>Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan</strong> uma experiência razoavelmente diferente, até. A curiosidade sobre os demais, de meramente marginal quando assistimos pela primeira vez o segmento, se torna enorme. Será que aquele ali no fundo é Vishwa Patil? Será que aquele ali saindo da câmara de criogenia da <em>Botany Bay</em> é a Zuleika Walker?</p>
<p>Interessante também será acompanharmos a transição destes rostos agora cada vez mais familiares para o Kingdom Come de Ceti Alfa V, nas próximas partes de <strong>To Reign in Hell</strong>.</p>
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		<title>Revisão Literária: To Reign in Hell, Parte 1</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 03:05:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com este artigo, damos início as novas revisões literárias do Trek Brasilis, iniciando com Star Trek: To Reign in Hell &#8212; The Exile of Khan Noonien Singh, de autoria de Greg Cox. Começaremos com uma breve introdução da obra, seguindo com o modelo Resumo/Comentário que será publicado em série aqui no TB. Introdução Star Trek: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/04/reighinhell.jpg" alt="reighinhell.jpg" align="left" height="142" width="87" />Com este artigo, damos início as novas revisões literárias do <strong>Trek Brasilis</strong>, iniciando com <strong>Star Trek: To Reign in Hell &#8212; The Exile of Khan Noonien Singh</strong>, de autoria de Greg Cox. Começaremos com uma breve introdução da obra, seguindo com o modelo Resumo/Comentário que será publicado em série aqui no <strong>TB</strong>.</p>
<p><span id="more-612"></span></p>
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p><a href="http://www.amazon.com/Reign-Hell-Exile-Noonien-Singh/dp/0743457129/ref=pd_bbs_2?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1207799469&amp;sr=8-2">Star Trek: To Reign in Hell &#8212; The Exile of Khan Noonien Singh</a><br />
por Greg Cox<br />
Paperback, publicado pela Pocket Books<br />
384 páginas, Maio de 2006</p>
<p>Este é o terceiro trabalho de Greg Cox focando em Khan, um dos antagonistas favoritos do fandom de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. Este em particular trata sobre os eventos imediatamente após o episódio <strong>&#8220;Space Seed&#8221;</strong>, ou seja, o que ocorreu entre Khan e seus seguidores serem exilados em Ceti Alpha V e eles serem encontrados pela tripulação da <em>Reliant</em> durante os eventos de <strong>Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan</strong>. Como é situado durante um período bem distinto dos dois primeiros livros, ele pode ser lido por si mesmo sem dependência dos anteriores, mas uma familiarização com os Volumes <a href="http://www.trekbrasilis.org/classico/universo/livros/eugenicwars.htm" target="_blank">Um</a> e <a href="http://www.trekbrasilis.org/classico/universo/livros/eugenicwars2.htm" target="_blank">Dois</a> de <strong>Eugenic Wars</strong> é aconselhável, por Greg Cox faz diversas referências a estes dois volumes anteriores.</p>
<p><strong>Resumo, Primeira Parte</strong></p>
<p>A trama começa em 2287, na data estelar 8415.9, imediatamente após os eventos de <strong>Jornada nas Estrelas IV: A Viagem para Casa</strong>. Enquanto a <em>Enterprise</em>-A é preparada para seu &#8220;shakedown cruise&#8221;, James Kirk reserva este seu tempo livre para embarcar em uma missão pessoal, incentivado por uma combinação de dúvida, culpa, lamento e curiosidade histórica. Juntamente com McCoy, Spock e Sulu (Uhura e Chekov ficam com Scott, que lidera o time trabalhando na nova &#8220;<em>Connie</em>&#8221; deles), Kirk viaja até Ceti Alpha V, para procurar algo que o ajude a entender melhor todo o conflito que teve com Khan &#8212; desde os eventos originais até o recente embate com ele sobre o Projeto Gênesis, e tudo o mais de conseqüência disto, que resultaram em tantas mortes, incluindo a temporária de seu melhor amigo e a permanente de seu filho.</p>
<p>É uma missão pessoal, assim eles usam trajes e veículo civis para tanto, um shuttle de tamanho médio capaz de dobra. Durante a viagem e conversas a respeito, McCoy faz as mesmas perguntas que o fandom costuma fazer: como pode a tripulação da <em>Reliant</em> confundir Ceti Alpha V com o VI? Resposta: tudo o que tinham era o reconhecimento básico feito pela <em>Enterprise</em> mais de quinze anos antes, e a explosão do VI fez com que o V fosse o planeta mais externo do sistema próximo a um campo de asteróides, referência primária para quem se aproximasse dele vindo do exterior. Como pode a Frota esquecer de Khan e nunca checar a situação? Resposta: burocracia federada somada ao status secreto do evento todo; como é que Chekov não avisou o Capitão Terrell, da <em>Reliant</em>, que Khan estaria (supostamente) a apenas um planeta dali? Resposta: Chekov estava limitado pelo comprometimento de manter segredo, e ele acreditando que Ceti Alpha VI não se encaixaria nos requisitos estabelecidos pela Dra. Carol Marcus, então eles sairiam dali sem necessidade de uma menção sobre Khan, mantendo o status &#8220;need-to-know&#8221;.</p>
<p>Chegando ao planeta, o nosso triunvirato favorito na franquia se encarrega de descer para explorar a superfície, enquanto Sulu tripula o pequeno cruzador em órbita. Usando roupas EVA, o grupo avança pelas tempestades de areia até as coordenadas fornecidas por Chekov e a tripulação da <em>Reliant</em>, e entram em um dos compartimentos do abandonado acampamento de Khan. Enquanto vasculham a área, Spock detecta que há um conjunto de cavernas abaixo deles, e logo uma passagem é encontrada ligando o abrigo as cavernas. Sendo seguro para exploração, o grupo se depara com um amplo complexo de cavernas que avaliam ter sido usado de abrigo por Khan e seu grupo. Com mais buscas, eles descobrem uma &#8220;parede falsa&#8221; no fim de um dos corredores, e atrás, um conjunto de duas tumbas.</p>
<p>Em uma, a inscrição diz <em>Marla McGivers Singh, Beloved Wife, 2242-2273 Anno Domini, &#8220;A Superior Woman&#8221;</em>; na segunda tumba, que estaria reservada para Khan, Kirk especula, eles encontram um conjunto valioso para as intenções deles, nada menos do que o diário pessoal de Khan e um conjunto de mídia removível para tricorder, contendo os registros pessoais de Marla. E é com esta informação que Kirk e os demais começam a conhecer mais a respeito dos eventos que ali ocorreram.</p>
<p>Encontramos novamente Khan imediatamente após terminar sua teleportagem para Ceti Alpha V, onde já estavam um grupamento federado escoltando seus seguidores, totalizando cerca de 70, 80 pessoas, mais ele próprio e Marla McGivers, a Tenente da Frota Estelar que o ajudou e optou por o seguir no exílio. Após Chekov (sim, ele mesmo) passar algumas considerações finais a Khan, ele o deseja boa sorte em nome de seu Capitão, e por último entrega um feiser de mão, a única arma do século 23 com a qual o grupo vai poder contar, sendo tudo o mais era o que estava na <em>Botany Bay</em>, fuzis de assalto do século 20 como o M-16 e pistolas semi-automáticas, etc.</p>
<p>O grupo federado se teleporta para partir, e Khan usa o momento para se dirigir a seus seguidores, todos ali reunidos na área selecionada pela pesquisa da <em>Enterprise</em> como sendo adequada para o estabelecimento de uma colônia. Ali, no hemisfério sul de Ceti Alpha V, eles fundam &#8220;Nova Chandigarh&#8221; na foz de um rio que Khan batiza de Kaur, nome de sua mãe. Ali, assegura Khan, eles irão iniciar a construção de um magnífico império digno dele e de seus seguidores geneticamente modificados. Mas durante seu discurso inicial, um de seus seguidores, Harulf Ericsson, um norueguês, chega a questionar a liderança de Khan do grupo, coisa que ele rapidamente resolve com uma disputa de postura em que Kahn leva a melhor. Ainda assim, Khan faz uma nota mental para ficar de olho no sujeito.</p>
<p>Entrementes, Marla está com seus próprios problemas. Enquanto Khan, Joaquin e alguns outros estabeleciam um perímetro básico ao redor do acampamento, ela inventariava os suprimentos e equipamentos recuperados da <em>Botany Bay</em> bem como os que a <em>Enterprise</em> os entregou adicionalmente. Nisto, uma fulana resolve criar caso com a federada, Zuleika Walker, aproveitando um descuido de Marla, que esbarrou nela. Zuleika a acusa de ter sido a responsável pelo fracasso deles em tomar a <em>Enterprise</em>, e que ela, uma reles humana, não pode se comparar com eles, magníficos espécies geneticamente melhorados. Incentivado por alguns dos demais augments, Zuleika quer pegar Marla de jeito e chega a derrubar ela, mas Khan percebe a confusão e já manda um sossega-leão na augment, avisando a todos que Marla está sob sua proteção.</p>
<p>Marla agradece seu companheiro, mas pondera para si mesma que ela é uma exilada entre exilados. Este senso de solidão cria algumas dúvidas em Marla se esta teria sido a sua melhor decisão, mas saber que está com Khan sempre faz com que ela considere que foi a mais correta. Khan a assegura que seus seguidores irão logo ver o valor dela como ele próprio já percebe, ainda que Marla tem suas próprias dúvidas.</p>
<p>Após o acampamento para a primeira noite ser preparado, o grupo faz a janta de rações de emergência da Frota, mas Khan já quer estabelecer um processo de providenciar víveres imediatamente no dia seguinte. Durante a noite, Khan e Marla conversam (e fazem outras atividades, obviamente) mais privadamente, a primeira vez que tem a chance disto desde que estiveram juntos no aposento dela na <em>Enterprise</em>. Ela conta sobre si mesma e como considerava sua vidinha muito lugar comum, apesar de estar na Frota e afins, já que seu trabalho se resumia apenas a pesquisa história &#8212; ela relata alguns dos eventos pelos quais passou que remetem a vários episódios de <strong>TOS</strong>. Khan contudo a assegura que são experiências valiosas que demonstram uma mulher de fibra, e que seus conhecimentos serão importantes para o futuro da colônia deles.</p>
<p>Mas durante a noite, o grupo todo é subitamente desperto por gritos e tiros. Khan pede para Marla aguardar nos sacos de dormir, enquanto ele e alguns de seus lugar-tenentes vão investigar o ocorrido. Ceti Alpha V não tem vida inteligente indígena, mas Khan quer saber o que, afinal de contas, atacou tão violentamente o grupo e que custou a vida, logo de cara, de nada menos do que três de seu pessoal, perdas enormes considerando o tamanho do grupo.</p>
<p>No dia seguinte, eles conseguem determinar a natureza básica da fera, uma espécie de felino que aparentemente se assemelha aos antigos dente-de-sabre pré-histórico terrestres. Khan usa a oportunidade para comentar que considera curioso como um planeta como aquele pode ser semelhante a Terra, mas Marla comenta que isto é até comum em <strong>Jornad</strong>&#8230; quer dizer, comum na galáxia deles, e que Ceti Alpha V em particular lembra o período Pleistoceno, da Terra, gigantismo de vertebrados e afins incluso.</p>
<p>Durante uma incursão na mata com Marla, Joaquin, Ericsson (o cuidado de manter amigos perto e inimigos mais ainda) e outros, o grupo consegue encontrar e matar um dos selvagens felinos, cuja cabeça decepada Khan leva de volta para Nova Chandigarh como troféu de vingança pela fera ter matado três de seu pessoal. Durante a busca, Parvati Rao, uma das &#8220;redshirt&#8221; do grupo, vamos dizer assim, se fere na luta, e Marla ministra primeiro-socorros básicos com um kit médico federado o qual, por razões óbvias, apenas Marla ali sabe manejar com competência. A federada também ajuda a mulher a voltar para o acampamento para receber tratamento mais adequado do médico do grupo, coisa que faz com que aquela augment em particular, além de Khan, seja a única a ter alguma relação amistosa com Marla. Khan faz uma cerimônia de lembrança pelos três companheiros caídos, mas ele ainda não está satisfeito, pois ele sabe que deve haver mais daquelas feras, e que será importante se manterem alertas. Ceti Alpha V se mostra um mundo que Khan terá satisfação em domar para construir seus domínios.</p>
<p>Continua&#8230;</p>
<p><strong>Comentários Iniciais</strong></p>
<p>Tal qual com os dois primeiros volumes da trilogia Khan, <strong>To Reign in Hell &#8212; The Exile of Khan Noonien Singh</strong> é um livro o qual lemos já sabendo de antemão como irá terminar. De um jeito ou de outro, o desenvolvimento de Khan de seu &#8220;império&#8221; irá ser interrompido pelo cataclisma de Ceti Alpha VI, seu novo paraíso irá virar um inferno e eles lutarão para sobreviver até o dia em que acabam encontrados por Chekov e Terrell, da <em>Reliant</em>.</p>
<p>Portanto, lemos a obra para saber os <em>detalhes</em> destes eventos, e até o momento, este tem sido o volume mais &#8220;virador de página&#8221; da trilogia; Greg Cox consegue dar a narrativa um fluxo muito bom, e um colorido muito interessante ao início da vida deles em Ceti Alpha V, e durante cada evento do texto, não tem como sentir um prévio sentimento de perda em saber de antemão que aquilo tudo logo irá ruir; certamente uma percepção que os federados acompanhando o diário de Khan e os registros de Marla também devem ter.</p>
<p>Seja como for, ainda é cedo para um julgamento da obra, claro, estas são apenas primeiras impressões até o momento, mas a curiosidade é grande para saber como ocorreu o momento pivotal na trama, a catástrofe climática que irá complicar as coisas para aqueles super-humanos. Vamos ver como se desenrola a trama na próxima parte desta revisão.</p>
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