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Gustavo Leão Quando
você pensa que Mr. Rick Berman aprendeu sua lição, cai essa bomba na sua
cabeça (ei, melhor na sua do que na minha). Depois de uma década sofrível
produzindo uma Jornada nas Estrelas pobre e sem brilho, parece que Mr.
Berman quer repetir a dose por mais alguns anos. Depois de duas séries
horríveis - Voyager e Enterprise - e dois filmes que foram
verdadeiros épicos desastrosos na bilheteria - Insurreição
e Nêmesis - Berman parece querer se superar e produzir algo que faça
seus últimos fracassos se tornarem verdadeiras obras-primas aos olhos dos
trekkies e dos fãs intelectualmente dotados.
Diga-se
a verdade, a produção do próximo filme da moribunda franchise
de Jornada não foi idéia de Berman, mas dos produtores Kerry
McGlucagge e Jordan Kerner. Parece que quando ouviu que um filme estava sendo
produzido sem ele, Mr. Berman ficou enciumado e logo pediu para entrar na roda.
Foi de Berman a escolha do roterista Erik Jendresen, que entre outras coisas escreveu
o premiado drama de guerra "Band of Brothers" para o canal HBO, produzido
por ninguém menos que Tom Hanks e Steven Spielberg. Bom,
você deve estar pensando, não é ? Se esse cara consegue injetar tamanho
drama na Segunda Guerra Mundial, talvez ele consiga injetar este tal drama na
minha Guerra Romulana, pensou Berman e seus parceiros de crime. O problema é que
Berman não é nenhum Tom Hanks e muito menos nenhum Spielberg. Berman é
um bom produtor, mas tem o problema crônico de também se considerar
escritor e roterista. Foi assim em Voyager e Enterprise e foi assim
nos quatro filmes de cinema de A Nova Geração. Não
importa se o roterista do filme é um renomado indicado ao Oscar chamado John Logan
ou um pobre coitado chamado Brannon Braga, lá está Berman metendo
sua colher no roteiro e levando o título de co-roterista. Veja os créditos
de Generations, Primeiro Contato, Insurreição
e do pobre Nêmesis. Oh, meu pobre Nêmesis!
Mas
eu aposto que você quer saber sobre o que é esse tal roteiro, não
é, meu caro? Baseado em notícias preliminares e fontes do site do qual
eu sou editor, o TrekWeb, parece que "Star
Trek: The Beginning" começa 2 anos após os eventos do penúltimo
episodio de Enterprise, "Terra Prime". Ou seja, o filme
se passa durante o hiato de 6 anos entre "Terra Prime" e "These
Are The Voyages...", o episódio final, períiodo de tempo
em que se passou a terrível guerra entre a Terra e Romulus. 
E é nessa guerra romulana que conhecemos os personagens do filme, uma tripulação
de cadetes (ou será MACOS ?) vivida por atores mais jovens que os encontrados
nas outras séries a bordo de uma nave estelar similar a NX-01, com ao que
parece com o mesmo design e uniformes, mas na qual o capitão e seu oficiais
não são os personagens principais do filme. O ponto mais importante
da premissa é o incidente que dá início a tal guerra e que levará
à fundação da Federação anos no futuro.
Pura especulação? Talvez. O próprio Berman já disse
em entrevistas que o projeto não teve ainda a luz verde do estúdio
para seguir produção, e que apenas um roteiro estava sendo desenvolvido,
sendo que ainda não havia desenvolvimento no resto do projeto. Se for a
verdade, Deus existe. Outro
fato curioso é que um ator já está com seu nome ligado a "Star
Trek: The Beginning", mesmo sem a tal luz verde da Paramount. E assim como
Scott Bakula, ele já tem fãs junto à comunidade de ficção
e fantasia. É David Boreanaz, que durante anos encantou telespectadores como a
vampiro de coração bom chamado Angel, nas séries "Buffy - A
Caça Vampiros" e (você acertou) "Angel". Parece que
os agentes do ator, ao passear pela Paramount à procura de um projeto para
seu cliente, colocaram a mão no roteiro de Jendresen e gostaram do que
leram. Se Boreanaz vai virar oficial da Frota Estelar e é claro, se o filme vai
sair do papel, isso já é outra história.
Fiquem
ligados nesse canal, quer dizer, site. Afinal de contas, o desempregado Boreanaz
precisa do cachê. Para concluir, os mais cínicos dizem que a Paramount
está apenas esperando que o contrato de Mr. Berman com o estúdio
acabe no ano que vem, e assim os executivos podem dar com o pé na bunda
do ex-produtor e seu roterista, e assim contratar um novo produtor e dar início
a um novo projeto.
Quem sabe alguém com bom senso chame um produtor que entenda o gênero
como Joss Whedon ou J. Michael Straczynski para dar vida nova a Jornada.
Ou chamar um velho ator chamado Shatner para adaptar seu livro "O Retorno
do Capitao Kirk" para a tela grande. Ou um último filme com Picard
e sua tripulação, que apague a memória de Nêmesis
dos nossos cérebros, ja não muito saudáveis.
Como Leonard Nimoy sempre dizia, "existem sempre possibilidades"...
Cruze os dedos. Eu estou cruzando os meus. |