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	<title>Trek Brasilis &#187; livro</title>
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	<description>A Fonte de Jornada nas Estrelas em Português</description>
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		<title>Editora Aleph lança Almanaque Jornada nas Estrelas [UPDATE: preço e noite de autógrafos]</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 20:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Penteriche</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O novo filme de Star Trek está chegando, e o mercado já começa a se movimentar. Após muitos anos, a Editora Aleph volta a lançar um livro de Jornada nas Estrelas no Brasil. De autoria do editor do Trek Brasilis Salvador Nogueira e de Susana Lopes de Alexandria, no dia 5 de maio chega às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/04/almanaque.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5671" title="almanaque" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/04/almanaque.jpg" alt="almanaque" width="190" height="190" /></a>O novo filme de <strong>Star Trek</strong> está chegando, e o mercado já começa a se movimentar. Após muitos anos, a Editora Aleph volta a lançar um livro de <strong>Jornada nas Estrelas</strong> no Brasil. De autoria do editor do Trek Brasilis Salvador Nogueira e de Susana Lopes de Alexandria, no dia <strong>5 de maio</strong> chega às livrarias o <strong><em>Almanaque Jornada nas Estrelas</em></strong>, <span style="text-decoration: line-through;">ainda sem preço definido</span>.</p>
<p><span id="more-5669"></span></p>
<p>Com 272 páginas, o livro revela bastidores e curiosidades das séries e dos filmes para cinema que compõem a franquia de ficção científica mais cultuada da história da televisão. Recheado de fotografias, muitas delas nunca antes publicadas no Brasil, e até a reprodução de documentos de época, os autores mergulham na origem do mito, tentando explicar o motivo pelo qual <strong>Jornada nas Estrelas</strong> é até hoje um fenômeno cultural da indústria do entretenimento e encanta tantas gerações de fãs.</p>
<p>Produzido com linguagem leve e diagramação moderna e despojada, o livro traz informações sobre todas as gerações da franquia (Série Clássica, A Nova Geração, Deep Space Nine, Voyager e Enterprise) e ainda conta com um capítulo bônus, que revela curiosidades sobre o novo filme de cinema, com estreia prevista para 8 de maio de 2009.</p>
<p>Ao longo de suas páginas, a obra revela como foram escalados os protagonistas da série original, e como o criador da série, Gene Roddenberry, junto com alguns dos mais prestigiados escritores de ficção científica da época, conseguiu produzir um programa de televisão cuja sofisticação até então jamais havia sido vista na história da telinha. Os autores também exploram assuntos pouco evidenciados em outros livros que falam de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>, como as ricas referências literárias presentes nos roteiros da série original e a influência que a internet teve nos rumos da franquia.</p>
<p>De quebra, o livro conta também com as divertidas tiras de quadrinhos<strong> </strong><a href="http://www.trekbrasilis.org/classico/entretenimento/sevtrek/index.html" target="_blank"><strong>Sev Trek</strong></a>, produzidas pelo cartunista australiano John Cook e pela primeira vez reproduzidas numa publicação brasileira. Com esta combinação de elementos, o <em>Almanaque Jornada nas Estrelas</em> é um livro que promete entreter tanto os fãs mais dedicados da franquia como aqueles que apenas acabaram de conhecê-la, por meio da mais nova superprodução de J.J. Abrams.</p>
<p><strong>UPDATE [PREÇO E NOITE DE AUTÓGRAFOS]:</strong> Saiu o preço do livro: <strong>R$ 54</strong>. Lançamento oficial com noite de autógrafos: <strong>terça-feira, 5 de maio, </strong>Livraria Cultura &#8211; Conjunto Nacional, Avenida Paulista 2.073, São Paulo &#8211; SP, 18h30 às 21h30.</p>
<p>Confira três páginas do <em>Almanaque Jornada nas Estrelas</em>:</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/04/livro228.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-5697 alignleft" title="livro228" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/04/livro228-150x150.jpg" alt="livro228" width="150" height="150" /></a></p>
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<p>Como é ser trekker no Brasil: fandom, sites, convenções, material publicado</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/04/livro44.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-5696 alignleft" title="livro44" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/04/livro44-150x150.jpg" alt="livro44" width="150" height="150" /></a></p>
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<p>A história completa da Série Clássica, com seus personagens, episódios e curiosidades diversas</p>
<p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/04/livro266.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-5698 alignleft" title="livro266" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2009/04/livro266-150x150.jpg" alt="livro266" width="150" height="150" /></a></p>
<p> </p>
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<p>O novo filme não ficou de fora do Almanaque!</p>
<div class="shr-publisher-5669"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F04%2F15%2Feditora-aleph-lanca-almanaque-de-jornada-nas-estrelas%2F' data-shr_title='Editora+Aleph+lan%C3%A7a+Almanaque+Jornada+nas+Estrelas+%5BUPDATE%3A+pre%C3%A7o+e+noite+de+aut%C3%B3grafos%5D'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2009%2F04%2F15%2Feditora-aleph-lanca-almanaque-de-jornada-nas-estrelas%2F' data-shr_title='Editora+Aleph+lan%C3%A7a+Almanaque+Jornada+nas+Estrelas+%5BUPDATE%3A+pre%C3%A7o+e+noite+de+aut%C3%B3grafos%5D'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>Revisão Literária: To Reign in Hell, Parte 1</title>
		<link>http://www.trekbrasilis.org/2008/04/23/revisao-literaria-to-reign-in-hell-parte-1/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 03:05:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Série Original]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes para Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Revisões Literárias]]></category>
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		<category><![CDATA[Greg Cox]]></category>
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		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>

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		<description><![CDATA[Com este artigo, damos início as novas revisões literárias do Trek Brasilis, iniciando com Star Trek: To Reign in Hell &#8212; The Exile of Khan Noonien Singh, de autoria de Greg Cox. Começaremos com uma breve introdução da obra, seguindo com o modelo Resumo/Comentário que será publicado em série aqui no TB. Introdução Star Trek: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/04/reighinhell.jpg" alt="reighinhell.jpg" align="left" height="142" width="87" />Com este artigo, damos início as novas revisões literárias do <strong>Trek Brasilis</strong>, iniciando com <strong>Star Trek: To Reign in Hell &#8212; The Exile of Khan Noonien Singh</strong>, de autoria de Greg Cox. Começaremos com uma breve introdução da obra, seguindo com o modelo Resumo/Comentário que será publicado em série aqui no <strong>TB</strong>.</p>
<p><span id="more-612"></span></p>
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p><a href="http://www.amazon.com/Reign-Hell-Exile-Noonien-Singh/dp/0743457129/ref=pd_bbs_2?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1207799469&amp;sr=8-2">Star Trek: To Reign in Hell &#8212; The Exile of Khan Noonien Singh</a><br />
por Greg Cox<br />
Paperback, publicado pela Pocket Books<br />
384 páginas, Maio de 2006</p>
<p>Este é o terceiro trabalho de Greg Cox focando em Khan, um dos antagonistas favoritos do fandom de <strong>Jornada nas Estrelas</strong>. Este em particular trata sobre os eventos imediatamente após o episódio <strong>&#8220;Space Seed&#8221;</strong>, ou seja, o que ocorreu entre Khan e seus seguidores serem exilados em Ceti Alpha V e eles serem encontrados pela tripulação da <em>Reliant</em> durante os eventos de <strong>Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan</strong>. Como é situado durante um período bem distinto dos dois primeiros livros, ele pode ser lido por si mesmo sem dependência dos anteriores, mas uma familiarização com os Volumes <a href="http://www.trekbrasilis.org/classico/universo/livros/eugenicwars.htm" target="_blank">Um</a> e <a href="http://www.trekbrasilis.org/classico/universo/livros/eugenicwars2.htm" target="_blank">Dois</a> de <strong>Eugenic Wars</strong> é aconselhável, por Greg Cox faz diversas referências a estes dois volumes anteriores.</p>
<p><strong>Resumo, Primeira Parte</strong></p>
<p>A trama começa em 2287, na data estelar 8415.9, imediatamente após os eventos de <strong>Jornada nas Estrelas IV: A Viagem para Casa</strong>. Enquanto a <em>Enterprise</em>-A é preparada para seu &#8220;shakedown cruise&#8221;, James Kirk reserva este seu tempo livre para embarcar em uma missão pessoal, incentivado por uma combinação de dúvida, culpa, lamento e curiosidade histórica. Juntamente com McCoy, Spock e Sulu (Uhura e Chekov ficam com Scott, que lidera o time trabalhando na nova &#8220;<em>Connie</em>&#8221; deles), Kirk viaja até Ceti Alpha V, para procurar algo que o ajude a entender melhor todo o conflito que teve com Khan &#8212; desde os eventos originais até o recente embate com ele sobre o Projeto Gênesis, e tudo o mais de conseqüência disto, que resultaram em tantas mortes, incluindo a temporária de seu melhor amigo e a permanente de seu filho.</p>
<p>É uma missão pessoal, assim eles usam trajes e veículo civis para tanto, um shuttle de tamanho médio capaz de dobra. Durante a viagem e conversas a respeito, McCoy faz as mesmas perguntas que o fandom costuma fazer: como pode a tripulação da <em>Reliant</em> confundir Ceti Alpha V com o VI? Resposta: tudo o que tinham era o reconhecimento básico feito pela <em>Enterprise</em> mais de quinze anos antes, e a explosão do VI fez com que o V fosse o planeta mais externo do sistema próximo a um campo de asteróides, referência primária para quem se aproximasse dele vindo do exterior. Como pode a Frota esquecer de Khan e nunca checar a situação? Resposta: burocracia federada somada ao status secreto do evento todo; como é que Chekov não avisou o Capitão Terrell, da <em>Reliant</em>, que Khan estaria (supostamente) a apenas um planeta dali? Resposta: Chekov estava limitado pelo comprometimento de manter segredo, e ele acreditando que Ceti Alpha VI não se encaixaria nos requisitos estabelecidos pela Dra. Carol Marcus, então eles sairiam dali sem necessidade de uma menção sobre Khan, mantendo o status &#8220;need-to-know&#8221;.</p>
<p>Chegando ao planeta, o nosso triunvirato favorito na franquia se encarrega de descer para explorar a superfície, enquanto Sulu tripula o pequeno cruzador em órbita. Usando roupas EVA, o grupo avança pelas tempestades de areia até as coordenadas fornecidas por Chekov e a tripulação da <em>Reliant</em>, e entram em um dos compartimentos do abandonado acampamento de Khan. Enquanto vasculham a área, Spock detecta que há um conjunto de cavernas abaixo deles, e logo uma passagem é encontrada ligando o abrigo as cavernas. Sendo seguro para exploração, o grupo se depara com um amplo complexo de cavernas que avaliam ter sido usado de abrigo por Khan e seu grupo. Com mais buscas, eles descobrem uma &#8220;parede falsa&#8221; no fim de um dos corredores, e atrás, um conjunto de duas tumbas.</p>
<p>Em uma, a inscrição diz <em>Marla McGivers Singh, Beloved Wife, 2242-2273 Anno Domini, &#8220;A Superior Woman&#8221;</em>; na segunda tumba, que estaria reservada para Khan, Kirk especula, eles encontram um conjunto valioso para as intenções deles, nada menos do que o diário pessoal de Khan e um conjunto de mídia removível para tricorder, contendo os registros pessoais de Marla. E é com esta informação que Kirk e os demais começam a conhecer mais a respeito dos eventos que ali ocorreram.</p>
<p>Encontramos novamente Khan imediatamente após terminar sua teleportagem para Ceti Alpha V, onde já estavam um grupamento federado escoltando seus seguidores, totalizando cerca de 70, 80 pessoas, mais ele próprio e Marla McGivers, a Tenente da Frota Estelar que o ajudou e optou por o seguir no exílio. Após Chekov (sim, ele mesmo) passar algumas considerações finais a Khan, ele o deseja boa sorte em nome de seu Capitão, e por último entrega um feiser de mão, a única arma do século 23 com a qual o grupo vai poder contar, sendo tudo o mais era o que estava na <em>Botany Bay</em>, fuzis de assalto do século 20 como o M-16 e pistolas semi-automáticas, etc.</p>
<p>O grupo federado se teleporta para partir, e Khan usa o momento para se dirigir a seus seguidores, todos ali reunidos na área selecionada pela pesquisa da <em>Enterprise</em> como sendo adequada para o estabelecimento de uma colônia. Ali, no hemisfério sul de Ceti Alpha V, eles fundam &#8220;Nova Chandigarh&#8221; na foz de um rio que Khan batiza de Kaur, nome de sua mãe. Ali, assegura Khan, eles irão iniciar a construção de um magnífico império digno dele e de seus seguidores geneticamente modificados. Mas durante seu discurso inicial, um de seus seguidores, Harulf Ericsson, um norueguês, chega a questionar a liderança de Khan do grupo, coisa que ele rapidamente resolve com uma disputa de postura em que Kahn leva a melhor. Ainda assim, Khan faz uma nota mental para ficar de olho no sujeito.</p>
<p>Entrementes, Marla está com seus próprios problemas. Enquanto Khan, Joaquin e alguns outros estabeleciam um perímetro básico ao redor do acampamento, ela inventariava os suprimentos e equipamentos recuperados da <em>Botany Bay</em> bem como os que a <em>Enterprise</em> os entregou adicionalmente. Nisto, uma fulana resolve criar caso com a federada, Zuleika Walker, aproveitando um descuido de Marla, que esbarrou nela. Zuleika a acusa de ter sido a responsável pelo fracasso deles em tomar a <em>Enterprise</em>, e que ela, uma reles humana, não pode se comparar com eles, magníficos espécies geneticamente melhorados. Incentivado por alguns dos demais augments, Zuleika quer pegar Marla de jeito e chega a derrubar ela, mas Khan percebe a confusão e já manda um sossega-leão na augment, avisando a todos que Marla está sob sua proteção.</p>
<p>Marla agradece seu companheiro, mas pondera para si mesma que ela é uma exilada entre exilados. Este senso de solidão cria algumas dúvidas em Marla se esta teria sido a sua melhor decisão, mas saber que está com Khan sempre faz com que ela considere que foi a mais correta. Khan a assegura que seus seguidores irão logo ver o valor dela como ele próprio já percebe, ainda que Marla tem suas próprias dúvidas.</p>
<p>Após o acampamento para a primeira noite ser preparado, o grupo faz a janta de rações de emergência da Frota, mas Khan já quer estabelecer um processo de providenciar víveres imediatamente no dia seguinte. Durante a noite, Khan e Marla conversam (e fazem outras atividades, obviamente) mais privadamente, a primeira vez que tem a chance disto desde que estiveram juntos no aposento dela na <em>Enterprise</em>. Ela conta sobre si mesma e como considerava sua vidinha muito lugar comum, apesar de estar na Frota e afins, já que seu trabalho se resumia apenas a pesquisa história &#8212; ela relata alguns dos eventos pelos quais passou que remetem a vários episódios de <strong>TOS</strong>. Khan contudo a assegura que são experiências valiosas que demonstram uma mulher de fibra, e que seus conhecimentos serão importantes para o futuro da colônia deles.</p>
<p>Mas durante a noite, o grupo todo é subitamente desperto por gritos e tiros. Khan pede para Marla aguardar nos sacos de dormir, enquanto ele e alguns de seus lugar-tenentes vão investigar o ocorrido. Ceti Alpha V não tem vida inteligente indígena, mas Khan quer saber o que, afinal de contas, atacou tão violentamente o grupo e que custou a vida, logo de cara, de nada menos do que três de seu pessoal, perdas enormes considerando o tamanho do grupo.</p>
<p>No dia seguinte, eles conseguem determinar a natureza básica da fera, uma espécie de felino que aparentemente se assemelha aos antigos dente-de-sabre pré-histórico terrestres. Khan usa a oportunidade para comentar que considera curioso como um planeta como aquele pode ser semelhante a Terra, mas Marla comenta que isto é até comum em <strong>Jornad</strong>&#8230; quer dizer, comum na galáxia deles, e que Ceti Alpha V em particular lembra o período Pleistoceno, da Terra, gigantismo de vertebrados e afins incluso.</p>
<p>Durante uma incursão na mata com Marla, Joaquin, Ericsson (o cuidado de manter amigos perto e inimigos mais ainda) e outros, o grupo consegue encontrar e matar um dos selvagens felinos, cuja cabeça decepada Khan leva de volta para Nova Chandigarh como troféu de vingança pela fera ter matado três de seu pessoal. Durante a busca, Parvati Rao, uma das &#8220;redshirt&#8221; do grupo, vamos dizer assim, se fere na luta, e Marla ministra primeiro-socorros básicos com um kit médico federado o qual, por razões óbvias, apenas Marla ali sabe manejar com competência. A federada também ajuda a mulher a voltar para o acampamento para receber tratamento mais adequado do médico do grupo, coisa que faz com que aquela augment em particular, além de Khan, seja a única a ter alguma relação amistosa com Marla. Khan faz uma cerimônia de lembrança pelos três companheiros caídos, mas ele ainda não está satisfeito, pois ele sabe que deve haver mais daquelas feras, e que será importante se manterem alertas. Ceti Alpha V se mostra um mundo que Khan terá satisfação em domar para construir seus domínios.</p>
<p>Continua&#8230;</p>
<p><strong>Comentários Iniciais</strong></p>
<p>Tal qual com os dois primeiros volumes da trilogia Khan, <strong>To Reign in Hell &#8212; The Exile of Khan Noonien Singh</strong> é um livro o qual lemos já sabendo de antemão como irá terminar. De um jeito ou de outro, o desenvolvimento de Khan de seu &#8220;império&#8221; irá ser interrompido pelo cataclisma de Ceti Alpha VI, seu novo paraíso irá virar um inferno e eles lutarão para sobreviver até o dia em que acabam encontrados por Chekov e Terrell, da <em>Reliant</em>.</p>
<p>Portanto, lemos a obra para saber os <em>detalhes</em> destes eventos, e até o momento, este tem sido o volume mais &#8220;virador de página&#8221; da trilogia; Greg Cox consegue dar a narrativa um fluxo muito bom, e um colorido muito interessante ao início da vida deles em Ceti Alpha V, e durante cada evento do texto, não tem como sentir um prévio sentimento de perda em saber de antemão que aquilo tudo logo irá ruir; certamente uma percepção que os federados acompanhando o diário de Khan e os registros de Marla também devem ter.</p>
<p>Seja como for, ainda é cedo para um julgamento da obra, claro, estas são apenas primeiras impressões até o momento, mas a curiosidade é grande para saber como ocorreu o momento pivotal na trama, a catástrofe climática que irá complicar as coisas para aqueles super-humanos. Vamos ver como se desenrola a trama na próxima parte desta revisão.</p>
<div class="shr-publisher-612"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2008%2F04%2F23%2Frevisao-literaria-to-reign-in-hell-parte-1%2F' data-shr_title='Revis%C3%A3o+Liter%C3%A1ria%3A+To+Reign+in+Hell%2C+Parte+1'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2008%2F04%2F23%2Frevisao-literaria-to-reign-in-hell-parte-1%2F' data-shr_title='Revis%C3%A3o+Liter%C3%A1ria%3A+To+Reign+in+Hell%2C+Parte+1'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>Revisão Literária: Fallen Heroes</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 00:47:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deep Space Nine]]></category>
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		<description><![CDATA[Para a retomada das revisões do Trek Brasilis de material literário da franquia, este missivista optou por começar com algo diferente, escolhendo para esta revisão um dos livros sobre Jornada nas Estrelas disponíveis em audiobook. Varrendo a lista de títulos disponíveis na iTunes Store, e escolhi um que me pareceu uma boa pedida para recomeçarmos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><img src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/03/200px-fallen_heroes.jpg" alt="200px-fallen_heroes.jpg" align="left" height="219" width="133" />Para a retomada das revisões do <strong>Trek Brasilis</strong> de material literário da franquia, este missivista optou por começar com algo diferente, escolhendo para esta revisão um dos livros sobre <strong>Jornada nas Estrelas</strong> disponíveis em audiobook. Varrendo a lista de títulos disponíveis na iTunes Store, e escolhi um que me pareceu uma boa pedida para recomeçarmos, <strong>Star Trek Deep Space Nine: Fallen Heroes</strong>, escrito por Dafydd Hugh e narrado por Rene Auberjonois. Vamos então para a revisão deste título de livro sobre <strong>Deep Space Nine</strong>.</p>
<p><span id="more-485"></span></p>
<p>Sendo um dos primeiros livros da franquia baseado em DS9, a trama se passa durante as primeiras temporadas da série, o que faz o elenco não contar com a <em>Defiant</em>, Worf ou informações gerais do quadrante Gama que estariam disponíveis após a 3T da série. A trama lida basicamente com a chegada de uma espécie alien do quadrante Gama, os Bakir (nome Cardassiano para eles), xenofóbicos ao extremo, que chegam em Deep Space Nine repentinamente fazendo ameaças. Isto foi precedido por Quark adquirir de um mercador uma caixa contendo alguns itens também do quadrante Gama que estão diretamente relacionados com os Bakirs e com sua agenda de intenções. Longa história curta, os Bakirs decidem engajar DS9 em batalha para, segundo eles, resgatarem um dos seus que estaria prisioneiro dos federados, fato do qual a tripulação em comando desconhece qualquer envolvimento. Odo e Quark, devido ao resultado de um item da caixa ativar horas antes, repentinamente se encontram três dias depois da batalha, em uma deserta e danificada DS9.</p>
<p>Com esta trama, o livro acaba tendo duas linhas narrativas que se intercalam. A primeira se desenrola com Odo e Quark três dias depois do primeiro contato com os Bakirs, na abandonada estação, e a segunda são os eventos três dias antes que levaram a tal situação, e me pareceu que a linha narrativa com Odo e Quark flui de maneira bem melhor do que a com os demais niners.</p>
<p>Assim, eu me vi apreciando bem mais a interação de nosso favorito fundador e favorito ferengi enquanto eles juntam as pistas para descobrir o que afinal de contas ocorreu com eles (presos em uma bolha temporal) o que ocorreu ali (a batalha que desconhecem as razões) e o que fazer para resolver a situação (descobrir como voltar no tempo com o dispositivo Bakir que tem em seu poder). Ambos estão bem retratados, mantendo seus maneirismos e comportamento que garante a boa interação do tipo que tivemos, com Odo sempre estando um passo a frente nas trambicagens de Quark.</p>
<p>A trama com os demais do elenco é basicamente um subterfúgio para uma violenta batalha com os Bakirs e deixa para cenas de morte gloriosa e heróica pelo elenco principal &#8212; o proverbial botão reset energizado por viagem temporal está presente para possibilitar esta chance, de desligar o &#8220;Escudo Defletor de Nome nos Créditos&#8221;. O próprio Dafydd Hugh comentou que uma das intenções dele quando escreveu esta sua trama literária para a franquia era de procurar subverter algumas das suas típicas convenções, uma delas sendo a que os personagens principais não morrem, daí seu foco em uma trama onde isto ocorresse.</p>
<p>Um ponto que me incomodou foi que os Bakirs são apresentados como sendo invencíveis demais, coisa que fica soando pelo livro inteiro como OMG ÜBERALIENS LOL!!!111, e que acaba se tornando cansativo. Nada que os federados jogam contra eles consegue sequer os desacelerar, exceto por uma ou outra tecnoblabada de conveniência, claro, como eles terem que improvisar granadas com feisers setados em sobrecarga, demonstrando que possuir equipamento e prévio preparo para luta de infantaria não é mesmo o forte da Frota, apesar de ela querer sempre posar de boa da boca na matéria.</p>
<p>Mas enfim. Apesar disto, um elemento relativo aos Bakir me agradou, que foi esta espécie alien ter a base de sua tecnologia militar em armas de projéteis. Antes que se possa dizer que armas de projéteis não são algo que se espera de uma sociedade futurista, é evidente que o desenvolvimento de melhores e mais eficientes armas de projéteis pode continuar a ocorrer, colocando em pé de igualdade em capacidade a outras tecnologias vistas na franquia. No mínimo, dá um frescor de novidade muito bem vindo.</p>
<p>Enquanto audiobook, o livro me pareceu bem agradável de acompanhar. Rene Auberjonois narra bem o livro, mantendo um tom fácil de se entender e bem neutro enquanto faz o narrador, e depois intercalando as entonações para combinar com os personagens dos quais faz as falas &#8212; seu Odo é, por razões óbvias, perfeito, enquanto o seu Quark também não deixa nada a desejar ao original de Armin Shimerman. Os demais são claros e únicos o bastante para conseguirmos visualizar bem cada um dos personagens.</p>
<p>Frigir dos ovos, um livro agradável, com uma trama que embora meio desnivelada, vamos dizer, ainda assim deixa um saldo positivo, em boa parte devido a basicamente entregar o que intencionava, uma boa história focada em Odo e Quark. Três estrelas em quatro é uma marca boa para o livro.</p>
<p><strong>Star Trek Deep Space Nine: Fallen Heroes</strong><br />
por Dafydd ab Hugh<br />
288 páginas, paperback<br />
Publicado por Simon &#038; Schuster Adult Publishing Group<br />
Fevereiro, 1994<br />
Audiobook condensado por Dafydd ab Hugh<br />
Narração de Rene Auberjonois, 2:14 de duração</p>
<p><a href="http://search.barnesandnoble.com/Fallen-Heroes/Dafydd-ab-Hugh/e/9780671884598/?itm=2">Edição em paperback</a> (esgotado, disponível em usados)</p>
<p><a href="http://www.audible.com/adbl/entry/offers/productPromo2.jsp?BV_UseBVCookie=Yes&#038;productID=BK_SANS_000157">Edição em audiobook</a> (esgotado em audio CD, disponível para download)<br />
<a href="http://memory-alpha.org/en/wiki/Fallen_Heroes"><br />
Sumário sobre o título</a> no Memory Alpha</p>
<div class="shr-publisher-485"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2008%2F03%2F18%2Frevisao-literaria-fallen-heroes%2F' data-shr_title='Revis%C3%A3o+Liter%C3%A1ria%3A+Fallen+Heroes'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2008%2F03%2F18%2Frevisao-literaria-fallen-heroes%2F' data-shr_title='Revis%C3%A3o+Liter%C3%A1ria%3A+Fallen+Heroes'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>IDW poderá lançar HQ baseada no novo filme</title>
		<link>http://www.trekbrasilis.org/2007/12/25/idw-podera-lancar-livro-baseado-no-novo-filme/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Dec 2007 00:24:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes para Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Expandido]]></category>
		<category><![CDATA[comics books]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[IDW]]></category>
		<category><![CDATA[JJ Abrams]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Corroney]]></category>
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		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[O site Roddenberry.com publicou uma reportagem com o artista Joe Corroney, o qual revelou que a editora IDW estará produzindo uma HQ que será uma adaptação ao novo filme de Jornada, e que ele poderá responder pelas ilustrações. Joe Corroney já possui experiência em comic books de “Guerra nas Estrelas”, “Doctor Who”, “24 Horas”, assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><a href="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2007/12/joe-corroney.jpg" title="joe-corroney.jpg"><img src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2007/12/joe-corroney.jpg" alt="joe-corroney.jpg" align="right" border="0" height="131" hspace="1" width="105" /></a>O site <a href="http://www.roddenberry.com/"><font color="#0000ff">Roddenberry.com</font></a> publicou uma reportagem com o artista Joe Corroney, o qual revelou que a editora IDW estará produzindo uma HQ que será uma adaptação ao novo filme de <strong>Jornada</strong>, e que ele poderá responder pelas ilustrações.</p>
<p><span id="more-89"></span></p>
<p>Joe Corroney já possui experiência em comic books de “Guerra nas Estrelas”, “Doctor Who”, “24 Horas”, assim como revistas e video games. Quanto a <strong>Jornada</strong>, segundo o site, ele produziu recentemente ilustrações para a coleção de “<em>Star Trek: Year Four</em>” e para o novo livro, “<em>The Next Generation Intelligence Gathering</em>”.</p>
<p>“Joe não sabe exatamente em que estágio se encontra esse projeto do filme, mas acredita que ele será chamado para fazer as capas e espera que esse filme seja a porta de entrada para o trabalho com páginas ilustradas”, disse o artigo do site, acrescentando, “Ele disse ter se encontrado recentemente com J. J. Abrams, onde mostrou ao produtor alguns de seus trabalhos, e que Abrams teria gostado deles”.</p>
<p>A IDW assinou uma licença com a Paramount para lançamento dos comics de <strong>Jornada nas Estrelas</strong> e começou a publicar história em quadrinhos da franquia, a partir de uma minissérie de <strong>A Nova Geração</strong>.  Não houve, até o momento, confirmação por parte da editora a respeito da notícia acima.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.roddenberry.com/"><strong><font color="#000000">TrekWeb</font></strong></a>.</p>
<div class="shr-publisher-89"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2007%2F12%2F25%2Fidw-podera-lancar-livro-baseado-no-novo-filme%2F' data-shr_title='IDW+poder%C3%A1+lan%C3%A7ar+HQ+baseada+no+novo+filme'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.trekbrasilis.org%2F2007%2F12%2F25%2Fidw-podera-lancar-livro-baseado-no-novo-filme%2F' data-shr_title='IDW+poder%C3%A1+lan%C3%A7ar+HQ+baseada+no+novo+filme'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>Resenha: Tales of the Dominion War</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Nov 2007 21:25:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deep Space Nine]]></category>
		<category><![CDATA[Revisões Literárias]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Expandido]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra Dominion]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada nas Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
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		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>

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		<description><![CDATA[Star Trek: Tales of the Dominion War Escrito por Keith R.A. DeCandido (Editor), e autores selecionados Publicado por Pocket Books em 2004 Formato: Paperback Série: Deep Space Nine e universo geral de Jornada nas Estrelas Páginas: 370 Desde meados de Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine, diversas questões sempre estiveram presentes ao fandom: como a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><strong>Star Trek: Tales of the Dominion War</strong></p>
<p>Escrito por Keith R.A. DeCandido (Editor), e autores selecionados<br />
Publicado por Pocket Books em 2004<br />
Formato: Paperback<br />
Série: <strong>Deep Space Nine</strong> e universo geral de <strong>Jornada nas Estrelas</strong><br />
Páginas: 370</p>
<p><img align="left" width="180" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/09/200px-tales_of_the_dominion.jpg" height="279" />Desde meados de <strong>Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine</strong>, diversas questões sempre estiveram presentes ao fandom: como a guerra está afetando a Federação como um todo? Onde está Picard e a <em>Enterprise</em>? Como está a Terra? Onde estará os alumnis d&#8217;<strong>A Série Clássica</strong> que ainda vivem na era de <strong>A Nova Geração</strong>? E quanto aos personagens conhecidos e desenvolvidos na literatura da franquia, que mesmo não-canônica, formam um rico universo por si mesma?</p>
<p>Todas questões válidas, e é com a intenção de as responder que Keith R.A. DeCandido teve a iniciativa de editar a coletânea de contos <strong>Star Trek: Tales of the Dominion War</strong>, com nada menos do que doze histórias curtas demonstrando como diversos personagens gerais da franquia estavam envolvidos na Guerra Dominion, como a própria tripulação da <em>Enterprise</em>, a tripulação da <em>Excalibur</em> da série <strong>Star Trek: New Frontier</strong>, o Embaixador Spock, e assim por diante.</p>
<p>Os colegas de fandom que já conhecem meus trabalhos no <strong>Trek Brasilis</strong> sabem que apesar de ter em <strong>Deep Space Nine</strong> minha série favorita na franquia, não sou muito fã da Guerra Dominion, por a ter considerado um arco de trama sofrível, quando muito, e que retrata um conflito político, econômico, social e militar mal desenvolvido e mal retratado. Apesar de tudo, sempre me interessei por ler <strong>Tales of the Dominion War</strong> pelas mesmas questões gerais do fandom, e assim, uma revisão dos contos do livro está na ordem do dia para compartilhar um pouco do livro com os leitores do <strong>Trek Brasilis</strong>. Vamos a ela.<br />
<span id="more-5"></span><br />
O conto de abertura de <strong>Tales of the Dominion War</strong>, <em>What Dreams May Come</em>, de autoria de Michael Jan Friedman, é tão curto que talvez seja possível este artigo do <strong>TB</strong> ser quase tão longo, senão mais. <em>What Dreams May Come</em> é focado em oficial federado de Jean-Luc Picard quando este serviu como Capitão da USS <em>Stargazer</em>, como visto na série de livros <strong>Star Trek: Stargazer</strong>. Basicamente, a trama lida com a ocupação Dominion de um planetinha com civilização pré-dobra. Ter um final previsível que dá para se notar a um parsec de distância não é algo que cai bem para um conto tão curto. Acontecimentos se desenrolam durante o período entre <strong>&#8220;A Call to Arms</strong>&#8221; (final da 5T de <strong>DS9</strong>) e &#8220;<strong>A Time to Stand</strong> (início da 6T), no início da guerra.</p>
<p><img align="right" width="200" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/09/tales02.jpg" height="157" /><em>Night of the Vulture</em>, escrito por Greg Cox, conta a história de como um dos operativos Dominion posicionados na Terra se apossou de dados federados sobre como botar abaixo o campo minado que fecha o wormhole Bajoriano, e o posterior translado deste cidadão e valioso segredo para Terok Nor. Agradou-me particularmente o fato de que uma das velhas e boas entidades gasosas d&#8217;<strong>A Série Clássica</strong> (Beta XII-A de <strong>&#8220;Day of the Dove&#8221;</strong>) aparece em um conto literário moderno da franquia, uma aproximação no mínimo inusitada, até onde sei. Mas a trama lida demais com velhas convenções, particularmente de <strong>DS9</strong>: a unidade Cardassiana/Dominion retratada na história parecia uma descarada cópia-carbono de Dukat/Damar com a Fundadora e Weyoun, mais Jem’Hadar genéricos. Exceto pela entidade gasosa e fazer alguma referência a background de <strong>&#8220;Favor the Bold&#8221;</strong> (6T de <strong>DS9</strong>), que foi a sua equivalência de período com o arco da guerra, nada mais acrescentou de novo ao todo do conflito.</p>
<p><img align="left" width="250" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/09/tales08.jpg" height="188" />O terceiro conto do livro, <em>The Ceremony of Innocence is Drowned</em>, escrito por Keith R.A. DeCandido, trata-se de um prelúdio do livro da Pocket Books <strong>Star Trek: The Battle of Betazed</strong>, e retrata os primeiros momentos da invasão Dominion de Betazed, e como isto foi enfrentado por Lwaxana Troi. Histórias com a mãe de Deanna Troi nunca estão entre as favoritas do fandom, é verdade, mas achei esta aqui valiosa por ter sido um agradável conto orientado a personagem, e tendo lido previamente <strong>The Battle of Betazed</strong>, devo admitir que o conto me pareceu terreno familiar. Se passa durante os acontecimentos de <strong>&#8220;In the Pale Moonlight&#8221;</strong>, 6T de <strong>DS9</strong>.</p>
<p><img align="right" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/09/tales03.jpg" /><em>Blood Sacrifice</em>, escrito por Josepha Sherman e Susan Shwartz, é a oportunidade para a aparição do bom e velho Embaixador Spock, presença que seria fatal em uma coletânea com a intenção de <strong>Tales of the Dominion War</strong>. A trama lida com Spock, em sua missão no underground romulano, recebendo uma discreta visita de Ruanek, um oficial Romulano que Spock ajudou a desertar para Vulcano durante os eventos do livro <strong>Star Trek: Vulcan’s Forge</strong>, e que desde então tem sido um valioso aliado. O romulano e o vulcanos se unem em uma investigação sobre o recente assassinato do Imperador Romulano Shiarkiek, e como isto estará influenciado a participação Romulana no conflito. É um conto sobre Spock by-the-numbers: temos as franzidas de sobrancelha, temos porcentagens com três casas decimais, temos citações a velhos amigos, temos algo fascinante pelo caminho e poraí afora. Sempre terreno familiar, e embora eu não veja problema algum nestes elementos, teria sido adequado mais elementos novos sobre a interação de Spock em Romulus. Como é de se esperar, o conto se desenrola durante os eventos de <strong>&#8220;In the Pale Moonlight&#8221;</strong>.</p>
<p>O formato de “entradas de diário” de <em>Mirror Eyes</em>, de Heather Jarman e Jeffrey Lang, quinto conto de <strong>Tales of The Dominion War</strong>, nunca foi um formato que me agrada particularmente, mas até que rendeu bom conto e foi adequado para o cenário, considerando a natureza oculta de “Seret”, uma operativa Romulana infiltrado em forças Federadas, e que acaba tendo mais do que se alistou, quando tem que ajudar o corpo médico federado em <strong>DS9</strong>, liderado por Bashir, em erradicar uma doença entre os vulcanos. Uma turma de peso entra na briga, e fique de olho pelas aparição da Dra. Beverly Crusher e seu desafeto EMH Mark I, a versão do “Holodoc” da <em>Enterprise</em>, e até mesmo Phlox ganha menção pelo seu trabalho com pragas vulcanas. Almirante McCoy também dá as caras, mas não será a última vez no livro, esteja certo.</p>
<p><img align="left" width="250" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/09/tales10.jpg" height="167" /><em>Twilight’s Wrath</em>, escrito por David Mac, é de muitas maneiras uma prequel de <strong>Jornada nas Estrelas: Nêmesis</strong>, pois lida centralmente com Shinzon, partindo do gancho de informação deixada por Will Riker durante o filme, quando ele afirmou que Shinzon havia realizado cerca de uma dúzia de engajamentos para os Romulanos durante a guerra Dominion. Em <em>Twilight’s Wrath</em>, aprendemos que estes engajamentos foram combates de infantaria liderando uma unidade composta por Remanos. Na missão retratada no conto, um ataque suicida contra uma instalação da Tal’Shiar tomada por forças Dominion, Shinzon consegue a oportunidade para levar adiante sua agenda de intenções em relação aos Remanos, e inúmeros elementos que viriam a estar no filme se fazem presente. O problema básico de <em>Twilight’s Wrath</em> é basicamente um dos de <strong>Nêmesis</strong>, que é ter que considerar um personagem raso como um pires como um sujeito Maior que a Vida, e muitas das incoerências do filme conseqüentemente tem que estar presentes em <em>Twilight’s Wrath</em>, como, por exemplo, uma superestimação dos Remanos, aqui vistos em um violento enfrentamento de infantaria contra Jem’Hadars em mais um exercício da obsessão da franquia por armas brancas. Bem escrito, mas me fez rolar os olhos de impaciência mais do que seria saudável para uma história destas.</p>
<p>Em <em>Eleven Hours Out</em> é onde no livro encontramos Jean-Luc Picard e tripulação, mas não todos ao mesmo tempo: enquanto Picard e Troi estavam em São Francisco esperando Riker liderando a <em>Enterprise</em> chegar à Terra, os mais novos aliados Dominion, os Breen, também resolvem fazer a sua visita, o que resulta no ataque à Terra mencionado no início de <strong>&#8220;The Changing Face of Evil&#8221;</strong>, 7T de <strong>DS9</strong>. Disparado, o melhor conto do livro – ação na Terra é coisa que sempre me agrada, e o autor Dave Galanter acertou a martelada na cabeça do prego, dando o meu estilo favorito para isto, integrando Picard, e um grupo de alferes que arregimentou no Comando da Frota, tomando as rédeas da defesa planetária, com noticiário de agências privadas de notícias reportando, entre outras coisas, que o Prefeito vulcano, nada menos, de São Francisco, pedir aos governos da Califórnia, ao dos EUA e ao da Terra Unida a presença da FEMA, Guarda Nacional, Cruz Vermelha Federada e a equivalente vulcana e assim por diante. Uma ótima combinação de elemento familiares a nós e familiares a franquia. E o autor ter colocado como tripulação da <em>Columbia</em>, a nave que ajuda a <em>Enterprise</em> a mais uma vez defender a Terra, os nomes da tripulação da missão STS-107 do ônibus espacial <em>Columbia</em> foi um bônus que achei simplesmente excelente, embora sou suspeito para falar, tendo assistido em pessoa o último lançamento da <em>Columbia</em> na missão STS-107.</p>
<p><img align="left" width="180" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/09/tales06.jpg" height="202" />Ninguém menos do que o almirante McCoy e o capitão Scotty são os principais federados que acompanhamos em <em>Safe Harbors</em>, escrito por Howard Weinstein em primeira pessoa narrada por McCoy. No caso, o médico e o engenheiro retornavam para a Terra quando tiveram que parar no neutro planeta de Bakrii’ll para repararem seu Runabout, bem como a tripulação da <em>Saladin</em>, uma classe <em>Defiant</em> que depois de dura luta contra Jem’Hadars, faz o mesmo. E assim, temos boa narrativa de McCoy contando como foram recebidos pelos Bakrii’ll, as impressões do médico a respeito da vida nesta era de guerra, das suas impressões da segunda em comando da <em>Saladin</em>, a Comandante Rivera, que assumiu a nave depois da morte da Capitão da <em>Saladin</em>. Tudo bem encaixado no que esperamos do bom doutor e do velho engenheiro da <em>Enterprise</em> original. O período não é dos mais seguros, também, com ambas as naves estando a caminho da Terra exatamente durante o ataque Breen.</p>
<p><img align="right" width="223" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/09/tales07.jpg" height="140" /><em>Field Expediency</em>, de Dayton Ward e Kevin Dilmore, é a oportunidade para a série de livros <strong>Star Trek: Starfleet Corps of Engineers</strong> fazer sua participação em <strong>Tales of the Dominion War</strong>, com o time de engenheiros designados para a USS <em>daVinci</em>, nave da classe <em>Sabre</em>, tentando recuperar de destroços de uma nave Breen um protótipo de equipamento de comunicação para ajudar a Frota a quebrar os códigos Dominion. Os Breens não vão ceder a prenda de maneira fácil, contudo, e engajamentos em espaço e no planeta ocorrem. Não posso comentar o quanto se destaca este conto em relação aos demais da série <strong>SCE</strong> da Pocket Books, mas o visto aqui em <em>Field Expediency</em> não é mal – considerando que se tratava de uma história de engenheiros, o tecnobable envolvido soou apenas com ruído branco, e o engajamento dos infantes federados acompanhando eles não foi péssimo, como costuma ser situações deste tipo na franquia.</p>
<p>Com um título destes, não é surpresa que <em>A Song Well Sung</em> seja o vetor Klingon em <strong>Tales of the Dominion War</strong>, com a aparição do capitão Klag da IKS <em>Gorkon</em>, de série do mesmo título pela Pocket Books. Também não me foi surpresa que o conto infelizmente acabou sendo mais do mesmo “Klingon Klaptrap”, ou seja, o processo de idiotização a qual foi submetida esta espécie desde meados de <strong>A Nova Geração</strong>: descerebrados bidimensionais que vivem a violência pela violência em si, com as palavras de sangue, morte, honra, batalha e afins sendo usadas de maneira tão sem sentido que a coisa até perde significado. Em <em>A Song Well Sung</em>, temos Klag, ainda como XO da IKS <em>Pagh</em>, e depois de uma queda da nave em um planetinha, ele e sua bath’let vão contra mais outros soldados descerebrados desta guerra, os Jem’Hadar – e nada de bom podia resultar disto, mesmo.</p>
<p><img align="left" width="150" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/09/tales04.jpg" height="231" />A trama de <em>Stone Cold Truths</em>, escrita por Peter “<strong>New Frontier</strong>” David, é recontada pelo retirado oficial federado Zak Kebron bem no futuro, nada menos que 150 anos após o fim da Guerra Dominion. Devido a USS <em>Excalibur</em> ter passado dezoito meses “desaparecida” por fenômeno temporal de conveniência, em eventos visto na “<strong>Double Time</strong>”, HQ baseada na série <strong>Star Trek: New Frontier</strong>, Kebron relata a seu filho suas memórias do único grande engajamento que a USS <em>Excalibur</em> teve na Guerra Dominion, que envolveram uma ave-de-rapina Romulana e uma nave federada capturada por Cardassianos. Mas o ponto forte de <em>Stone Cold Truths</em> ocorre na ação de Kebron relatando os eventos, e não nos eventos em si, e a maneira que o ex-oficial federado faz isto.</p>
<p>E, finalmente, com <em>Requital</em>, escrito por Michael A. Martin e Andy Mangels, chegamos ao final de <strong>Tales of the Dominion War</strong>. Sinceramente – e muitos outros fãs da franquia vão me odiar por dizer – eu estava esperançoso que elementos daquele ridículo pedaço de bobagem que foi o episódio <strong>&#8220;The Siege of AR-558&#8243;</strong>, 7T de <strong>DS9</strong>, não viessem a dar as caras, mas infelizmente eu estava errado.<img align="right" width="180" src="http://www.trekbrasilis.org/tbweblog/wp-content/uploads/2008/09/tales05.jpg" height="160" /> <em>Requital</em> tem seu foco em Reese, um dos federados que sobreviveram aos engajamentos em AR-558, e como ele está enfrentando a guerra e a si mesmo desde então, sendo que o conto em si se desenrola durante o episódio final de <strong>DS9</strong>, <strong>&#8220;What You Leave Behind&#8221;</strong>, com o veterano federado armando um plano para assassinar a Female Founder, que aguarda julgamento. Apesar dos pesares, ainda que <em>Requital</em> tenha algo do mesmo ranço pretensioso que <strong>&#8220;The Siege of AR-558&#8243;</strong> teve, ele per se não foi dos piores, e por se focar mais intensamente em Reese, e também Nog, outro veterano do engajamento, além de Sisko, o resultado líquido de <em>Requital</em> foi longe de ser péssimo, ao contrário por exemplo do segmento original do qual teve origem.</p>
<p><strong>Conclusões</strong></p>
<p>Bem, livro lido, frigir dos ovos – qual poderia ser a avaliação a <strong>Star Trek: Tales of the Dominion War</strong>? Para entendermos esta avaliação, devemos voltar a fonte principal, que foi a série da franquia onde a Guerra Dominion foi retratada. O ponto fundamental a se considerar sobre <strong>Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine</strong> é que esta foi basicamente uma série orientada a personagens. <strong>Tales of the Dominion War</strong>, por outro lado, é um livro orientado a trama – não se faz sua leitura para conhecer mais sobre os personagens de <strong>DS9</strong>, pois pouco estão presentes. Não se faz sua leitura para vermos necessariamente mais desenvolvimento sobre os personagens retratados no livro, pois tais personagens tem seus próprios livros, séries e filmes na franquia onde seu desenvolvimento principal ocorre. Portanto, fica claro que a intenção básica de <strong>Tales of the Dominion War</strong> é demonstrar o que ocorria ao largo do universo de <strong>Jornada nas Estrelas</strong> na Guerra Dominion enquanto trama.</p>
<p>E é exatamente aí que o problema reside. <strong>Deep Space Nine</strong> foi uma excelente série que não sofreu devido aos problemas da Guerra Dominion enquanto trama por o foco da série estar voltado aos personagens, suas histórias pessoais, seus conflitos, sua interação. Contudo, por <strong>Tales of the Dominion War</strong> ser orientado a trama, o mesmo conseqüentemente sofre das deficiências do arco da guerra enquanto história: um conflito político, econômico, social e militar mal desenvolvido e mal retratado. Por esta razão eu sempre considerei este arco de história desnecessário a <strong>DS9</strong>, e ainda bem que a série já possuía um lastro sólido em seus personagens e tramas pessoais, pois senão também teria tido problemas.</p>
<p>Desta forma, é irônico que a qualidade que <strong>Tales of the Dominion War</strong> até de alguma forma possui se deve graças aos elementos gerais da franquia que o livro traz ao todo da Guerra Dominion, e não o inverso. <em>Blood Sacrifice</em> é um conto interessante devido a focar em Spock; o único elemento intrigante de <em>Night of the Vulture</em> é a entidade Beta XII-A; e assim por diante. As exceções a estes casos ficaram por conta de <em>Eleven Hours Out</em> (sozinho quase vale o preço do livro) e <em>Safe Harbor</em>, os dois melhores contos do livro e que são aqueles que conseguem tirar da Guerra Dominion boas situações de trama que a própria <strong>DS9</strong> muitas vezes não conseguiu. Menção honrosa também fica para <em>Mirror Eyes</em>, pois embora eu não tenha gostado do formato do conto, seus pontos fortes são inegáveis.</p>
<p>Portanto, uma coisa fica clara na minha eventual recomendação da obra. Independentemente da minha avaliação pessoal dos méritos de <strong>Tales of the Dominion War</strong>, se você gostou de <strong>DS9</strong> devido a sua trama – tenha sido esta bem desenvolvida ou não – provavelmente você irá apreciar bastante <strong>Tales of the Dominion War</strong>, e posso o recomendar. Agora, se você gostou de <strong>DS9</strong> devido a seus personagens, então você pode passar ao largo deste livro.</p>
<p>E finalmente, <strong>Tales of the Dominion War</strong> também presta um ótimo serviço, talvez involuntário, para a franquia: demonstra de maneira clara que para ser o que é, para ser o mito no qual se desenvolveu, para ter a qualidade que tem, a franquia de <strong>Jornada nas Estrelas</strong> pode, e deve, passar muito bem sem os exagerados elementos de Guerras &amp; Batalhas que tanto tem tido nos últimos tempos.</p>
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