DSC 2×01: Brother

Abertura da temporada recoloca Discovery no caminho da exploração

Sinopse

A Discovery encontra a Enterprise no espaço, fortemente danificada. Sarek e Burnham trocam olhares — é a nave de Spock. Nenhum dos dois esperava reencontrar o jovem oficial da Frota Estelar, respectivamente filho e irmão de criação, e Burnham reflete sobre seu passado e o dia em que foi levada por Sarek para o que viria a ser sua casa, em Vulcano, e como foi o primeiro encontro com o pequeno Spock.

Xenoantropóloga de formação, Burnham também reflete sobre uma antiga lenda africana sobre a menina que formou a Via Láctea, e como uma mensagem estaria codificada nela, visível apenas aos que abrissem seu coração para ela. A realidade, contudo, logo a chama de volta. A Enterprise parece estar bastante avariada, e o capitão Christopher Pike solicita permissão para vir a bordo acompanhado de uma engenheira e seu oficial de ciências.

Saru pede que Burnham o acompanhe na recepção aos oficiais na sala de transporte, notando que Michael parece agitada pelo reencontro com o irmão. Perguntado, Saru também conta que tem uma irmã, Siranna, mas não espera reencontrá-la, pois uma distância intransponível se abrira entre eles. Burnham reconhece o sentimento. Mas se supreende quando, na plataforma de transporte, em vez de Spock, vemos o tenente Connolly. Ele, assim como Pike e a comandante Nhan, aparecem trajando os novos uniformes coloridos da Frota Estelar, por ora usados só a bordo de algumas naves, dentre elas a Enterprise.

Pike explica que está ali sob ordens da Frota Estelar para assumir o comando da Discovery e prosseguir com a investigação originalmente atribuída à Enterprise — a aparição de sete misteriosas explosões vermelhas espalhadas pela Via Láctea. A energia requerida pelo fenômeno é maior do que qualquer coisa já vista, e não se sabe se estamos falando de uma civilização amigável ou hostil.

O que, no entanto, logo fica claro é que o próprio Pike é tão amigável quanto possível. Ele explica a missão e cria de imediato um senso de confiança mútua na ponte, ao declarar que ele não é, nem será, como Gabriel Lorca, e se mostrar como um líder empático, confiante e confiável.

A Discovery então deixa a Enterprise, fortemente avariada, e parte rumo à única explosão vermelha que ainda aparece e pode ter suas coordenadas identificadas. No caminho, a tripulação lida com seus próprios problemas. Stamets, em particular, está sofrendo a perda de seu marido, o doutor Culber, e conta a Tilly que deixará a nave assim que a missão de Pike terminar, assumindo um cargo como professor na Academia de Ciências de Vulcano. A jovem alferes, recém-aceita no Programa de Treinamento de Comando, está triste por vê-lo partir.

Em paralelo, Sarek diz a Burnham que partirá em breve da Discovery, tendo sido encarregado de liderar uma força-tarefa da Federação para investigar os sinais vermelhos. Ele revela que esteve em contato com a Chanceler L’Rell, e os klingons também viram os sinais, mas não sabem do que se trata.

Quando a Discovery chega às coordenadas e sai de dobra, se vê envolta numa nuvem de detritos espaciais. Aparentemente, a nave quase colidiu com um asteroide interestelar viajando a 5.000 km/s. E o ponto de colisão eram as coordenadas exatas da explosão vermelha — que, no entanto, já não está mais lá.

Usando as câmeras telescópicas da nave, a tripulação descobre que uma fragata médica da Frota Estelar, USS Hiawatha (NCC-815), está acidentada na superfície do asteroide. Segundo os registros, a nave foi presumida perdida na Guerra Klingon 10 meses atrás. Pike está determinado a montar uma missão de resgate, mas o teletransporte não funcionaria sem aprimoradores de padrão, e é improvável que haja sobreviventes. O capitão, contudo, está determinado e se mostra até ríspido, mas Burnham apresenta a solução: o uso de cápsulas de pouso individuais desenvolvidas para missões em condições gravimétricas similares. Pike a escala, assim como Connolly e Nhan, para o grupo de descida. Antes de saírem, contudo, Tilly interpela Michael e pede que ela traga uma amostra do asteroide — aparentemente ele tem propriedades estranhas, e uma composição parcial de matéria escura, que parece interagir de forma intensa com os esporos da nave.

A jornada até a superfície é turbulenta. Connolly se desgarra do grupo e, mesmo alertado por Michael do perigo, acaba sucumbindo pelo excesso de confiança, quando um asteroide atinge sua cápsula em cheio. Pike também tem sua cápsula danificada, e seu traje apresenta problemas, mas Burnham formula um plano para ejetar e pegar o capitão em queda livre, enquanto a Discovery controlaria o propulsor de seu próprio traje para anular a velocidade de queda dos dois próximo à superfície.

Pike hesita por um instante, não querendo arriscar mais ainda a missão e um dos tripulantes por ele, mas acaba cedendo aos apelos de Burnham. O plano é bem-sucedido e os dois sobrevivem ao pouso forçado, juntando-se a Nhan, a única a descer com sua cápsula, no asteroide interestelar.

As coisas, contudo, ficariam ainda mais difíceis. A Discovery se aproximou demais do campo de detritos e sofreu alguma interação magnética com o asteroide, o que o colocou num curso de colisão com um pulsar. Restavam apenas cinco horas para um resgate bem-sucedido.

No asteroide, o grupo de descida encontrou pequenos drones, feitos de partes de equipamento federado, e acabaram indo ao encontro de sua criadora — a engenheira Jett Reno, que passou os últimos dez meses numa enfermaria improvisada mantendo vivos os passageiros remanescentes da Hiawatha. A equipe agora trabalha para levá-los a bordo da Discovery, efetuando reparos no teletransporte da própria Hiawatha e instalando os aprimoradores de padrão — para fazer o embarque mais seguro possível dos pacientes.

O resgate procede até o último grupo, quando explosões levam a uma falha do sistema de transporte. Burnham deixa a plataforma para efetuar reparos e acaba inadvertidamente deixada para trás. Num momento dramático, ela corre da nave prestes a colapsar e solicita teletransporte. A fuga acaba mal e ela sofre uma fratura severa do fêmur. Ao retomar a consciência, ela vê uma figura nebulosa que se assemelha a um anjo vermelho, mas a imagem é logo substituída por Pike, que se transportou de volta ao asteroide para resgatá-la. Antes que os dois sejam levados novamente a bordo da Discovery, Michael tenta agarrar uma pedra do asteroide, mas por algum motivo o transporte não consegue travar na amostra.

De volta à Discovery, recuperando-se de seu ferimento, Burnham faz cálculos para colocar a nave na trajetória de um asteroide e então capturá-lo no hangar. Tilly coordena o esforço, usando um parrudo simulador de gravidade, e o procedimento é bem-sucedido. Hora de partir e reencontrar a Enterprise. Pike devolve o comando a Saru para a viagem de volta.

No encontro, Pike revela que a Enterprise ainda está em frangalhos e será levada à doca espacial para reparos, enquanto ele permanece no comando da Discovery para prosseguir com a investigação do mistério cósmico. Burnham solicita permissão para ir a bordo da Enterprise conversar com Spock, e o capitão revela que ele não está a bordo — saíra de licença, depois de dizer que havia uma pergunta o perturbando que ele não conseguia responder. Apesar disso, Michael solicita permissão para visitar os aposentos do irmão, e Pike autoriza.

Lá, ela ouve o último registro no diário pessoal de Spock, em que ele fala de pesadelos que o perturbavam desde criança e que voltaram a figurar em seus sonhos. Agora finalmente ele sabia do que se tratavam, fazendo deste provavelmente seu último registro a bordo da Enterprise. Michael então relembrou seu passado com o irmão e se deu conta de que Spock ainda pequeno sabia sobre as explosões vermelhas e já até as havia desenhado — um enigma que se apresenta ao mesmo tempo cósmico e profundamente pessoal, implorando para ser desvendado.

Comentários

Com uma combinação perfeitamente dosada de desenvolvimento dos personagens e ação-aventura no melhor estilo de Jornada nas Estrelas, “Brother” marca um recomeço para Discovery, tanto em termos estilísticos quanto narrativos.

Sai o clima de perpétuo enterro que permeava a tripulação em meio a uma guerra desesperada, uma visita a um universo paralelo fascista e a revelação de que seu capitão era na verdade um impostor, e entra um mistério cósmico, o tom de exploração do desconhecido, e um capitão exemplar, Christopher Pike, interpretado com charme e competência por Anson Mount.

A entrada do clássico personagem do primeiro piloto de Jornada nas Estrelas tem encaixe perfeito com a tripulação, realçando a importância de uma figura central para a transformação desse grupo de personagens de uma família disfuncional — como eles começaram a primeira temporada — para uma equipe coesa e inclusiva.

Essa é uma das peças que tornam a abertura da segunda temporada, ainda que menos ousada que quase tudo feito no primeiro ano, muito mais familiar e acolhedora. Aqui, cabe destacar que os produtores conseguiram realizar uma façanha incrível, ao introduzir elementos do calibre do capitão Pike e da Enterprise, com um teaser de Spock, e ainda assim manter o foco firmemente na Discovery e em sua tripulação. Não era fácil, mas, em retrospecto, pareceu fluido e natural. Nesse ponto, a execução é impecável.

Fora isso, o episódio é um banho de cânone clássico, com a chegada de Pike, os uniformes coloridos, a visão da Enterprise, referências a caitianos e bolianos, um personagem sauriano, a folha de serviço do capitão, os aposentos de Spock cheios de suas traquitanas favoritas… são momentos para deixar até o menos otimista dos trekkers sorrindo de orelha a orelha. Uma sacada particularmente inspirada foi o “encontro” de Pike com um bilhete de um biscoito da sorte de Lorca, com os dizeres “Nem toda jaula é uma prisão, nem toda perda é eterna”. É o jeito chinês cifrado de os roteiristas referenciarem a jornada mais ampla do personagem, que começou em “The Cage” e terminou em “The Menagerie“. A sensibilidade e sutileza da referência é apaixonante.

Como é também uma frase que os roteiristas emprestaram de Spock em Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida, em que o vulcano diz a Valeris que a “lógica é o princípio da sabedoria, não o fim”, ao discutir fé. Aqui, Pike parafraseia seu oficial de ciências ao conversar com Michael, fazendo alusão ao tema que deve permear a temporada.

Também é admirável como “Brother” dá nova profundidade ao Pike visto em “The Cage“, colocando as circunstâncias do episódio piloto num contexto mais amplo. Lá, Pike havia acabado de concluir uma missão sangrenta a Rigel VII, que viu a morte de vários tripulantes, inclusive seu ordenança. De tão abalado, confessou ao doutor Boyce que cogitava abandonar a carreira, e quando a Enterprise recebe o pedido de socorro de Talos IV, ele diz que não haverá missão de resgate até a confirmação de que há sobreviventes.

Contraste esses eventos de 2254 com o que vimos no novo episódio, ambientado em 2257. Pike, revigorado, assume o comando da Discovery. O peso de a Enterprise ter ficado fora durante a Guerra Klingon repousa sobre seus ombros, e a missão o leva a descobrir uma nave federada acidentada no asteroide. Mesmo sem qualquer confirmação de sobreviventes, Pike está determinado a montar uma missão de resgate. O homem é o mesmo; contextos diferentes levam a posturas diferentes. Isso é o que chamamos de evolução do personagem, e é magnífico vê-la tão bem executada em tela, fazendo uma ponte de 54 anos entre o primeiro piloto de Jornada e o momento atual da franquia. Como não amar?

E essa está longe de ser a única conexão entre o clássico e o novo. “Brother” também marca a volta do humor a Jornada nas Estrelas. Na primeira temporada, um pouco em razão do arco da Guerra Klingon, mas primariamente pelo clima de antagonismo que reinava a bordo, havia pouco espaço para piadas. Aqui, o tom é completamente diferente. Na maior parte das vezes, os gracejos acertam o alvo, mas em alguns passaram do ponto. A cena do sauriano Linus espirrando na cara do tenente Connolly é tão embaraçosa e boba que, antes de o episódio ir ao ar, eu apostava que só figuraria nos trailers. Infelizmente não foi o caso.

Agora, é claro que ninguém é obrigado a gostar de todas as piadas para apreciar esta que é, acima de tudo, uma grande aventura. Para os mais apegados ao ritmo “veloz e furioso” do cinema de ação moderno, há a sequência incrível do resgate da USS Hiawatha. Para quem é mais ligado na “aventura” pessoal de autodescoberta, há momentos igualmente apaixonantes, como os flashbacks em Vulcano e a tocante cena de Stamets com Culber, e depois Stamets com Tilly. Como uma boa abertura de temporada deve ser, “Brother” tem elementos para todos os gostos.

E é bom ver que os personagens principais, tão bem definidos na primeira temporada, agora terão mais chance de respirar, por assim dizer, trazendo mais sobre seu passado e suas escolhas de vida. Uma das principais qualidades desta série de Jornada nas Estrelas é a capacidade de humanizar seus protagonistas, e a abertura do segundo ano é uma sinalização importante de que essa tendência vai continuar. Ao mesmo tempo, vê-se com clareza um ajuste de curso no tom e na densidade da série, tornando-a mais fluida e menos obsessiva com relação a enredos frenéticos.

Cabe aqui um registro também no esforço de envolver mais a tripulação secundária da ponte — Owosekun, Detmer, Rhys, Airiam e Bryce –, que teve papel apenas figurativo na primeira temporada. E, claro, só tenho coisas boas a dizer sobre Tig Notaro como a engenheira/milagreira Jett Reno.

E se você achava que Discovery não podia melhorar em termos de valores de produção, pasme em constatar que o que já era muito bom ficou ainda melhor. A essa altura, os efeitos visuais já a colocam em nível de blockbuster cinematográfico, e a abertura da temporada se presta a demonstrar isso em grande estilo. (Só dá medo, em contrapartida, que os produtores tenham torrado demais o cascalho no episódio de partida e tenham de economizar excessivamente adiante para o orçamento fechar. Fica a torcida.)

A exemplo dos primeiros episódios da temporada anterior, “Brother” tem um começo, meio e fim claros, mas ao mesmo tempo representa o capítulo de abertura de uma saga mais ampla, ligada aos anjos vermelhos. E esta só poderemos avaliar com o passar da temporada. Pode ser incrível, ou pode cair num vazio. É cedo para dizer.

De toda forma, não há medo em afirmar que, a despeito de não ser um episódio perfeito e às vezes resvalar demais no convencional, “Brother” representa um início promissor para a segunda grande trama de Star Trek: Discovery.

Avaliação

Citações

Nhan – “I see where the Federation puts its pennies.” (“Vejo onde a Federação gasta sua grana.”)
Pike – “Do not covet thy neighbor’s starship, commander. Besides, we’ve got the new uniforms.” (“Não cobiçarás a nave estelar do próximo, comandante. Além disso, nós temos os novos uniformes.”)
Saru – “And lovely uniforms they are, Captain.” (“E eles são adoráveis, capitão.”)
Burnham – “Very colorful.” (“Muito coloridos.”)

Pike – “I was expecting a red thing. Where’s my damn red thing?” (“Eu esperava uma coisa vermelha. Onde diabos está minha coisa vermelha?”)

Reno – “We’ve been rockin’ and rollin’ for hours. Can someone tell me what’s going on?” (“Estamos chacoalhando há horas. Alguém pode me dizer o que está acontecendo?”)
Burnham – “This asteroid is on a collision course with a pulsar. The gravitational field is gonna tear this place apart.” (“Este asteroide está em rota de colisão com um pulsar. O campo gravitacional vai despedaçar este lugar.”)
Reno – “Oh, what a relief. I thought we were all gonna die.” (“Oh, que alívio. Achei que íamos todos morrer.”)

Pike – “Wherever our mission takes us, we’ll try to have a little fun along the way, too, huh? Make a little noise? Ruffle a few feathers.” (“Onde quer que nossa missão nos leve, tentaremos nos divertir um pouco no caminho também, hein? Fazer um pouco de barulho? Um pouco de bagunça.”)

Spock – “Personal log. As a child, I had what my mother called nightmares. She taught me to control my fear by drawing it, rendering fear powerless. The nightmares have returned. The same vision, again and again. I now understand its meaning and where it must lead me. In the event of my death, I have encoded it within this audio file. This may be my last entry aboard the Enterprise.” (“Diário pessoal. Quando criança, eu tinha o que minha mãe chamava de pesadelos. Ela me ensinou a controlar meu medo desenhando, tornando o medo impotente. Os pesadelos retornaram. A mesma visão, de novo e de novo. Agora entendo seu significado e onde ela deve me levar. No caso de minha morte, eu codifiquei a informação neste arquivo de áudio. Esta pode ser meu último registro a bordo da Enterprise.”)

Trivia

  • A abertura do episódio usa um logo antigo da NASA para apresentar imagens da sonda Cassini em Saturno — tudo feito para parecer mais antigo do que realmente é, uma vez que a Cassini operou no segundo maior planeta do Sistema Solar entre 2004 e 2017. Bem, do ponto de vista de Discovery, é história antiga do mesmo jeito.
  • As filmagens deste episódio, e da segunda temporada de Discovery, começaram em 16 de abril de 2018.
  • Este é o primeiro episódio de Discovery a ser lançado com o formato de tela 2,39:1, típico de produções cinematográficas e adotado também nos Short Treks. A primeira temporada foi em formato 2:1.
  • A partir deste episódio, Anson Mount se tornou o quarto ator a interpretar Christopher Pike, depois de Jeffrey Hunter (“The Cage”, “The Menagerie“), Sean Kenney (“The Menagerie“) e Bruce Greenwood (Star Trek e Além da Escuridão: Star Trek).
  • Ethan Peck só aparece em voz aqui como Spock.
  • Sara Mitich, que interpretou Airiam na primeira temporada, a partir deste episódio, passou a viver a tenente Nilsson. Em seu lugar, como Airiam, entrou Hannah Cheesman.
  • Este episódio mostra a primeira aparição na cronologia de Star Trek do uso de aprimoradores de padrão para teletransporte.
  • O número de tripulantes da Enterprise é citado como 203, mesmo número apresentado por Pike em “The Cage“. Na Série Clássica, o número passaria a 430.
  • A comandante Nhan não teve sua espécie determinada, mas ela lembra muito os barzans, raça vista em “The Price“, de A Nova Geração.

Ficha técnica

Escrito por Ted Sullivan & Gretchen Berg & Aaron Harberts
Dirigido por Alex Kurtzman
Exibido em 17/1/2019
Produção: 201

Elenco

Sonequa Martin-Green como Michael Burnham
Doug Jones como Saru
Anthony Rapp como Paul Stamets
Mary Wiseman como Sylvia Tilly
Wilson Cruz como Hugh Culber
Anson Mount como Christopher Pike

Elenco convidado

James Frain como Sarek
Mia Kirshner como Amanda Grayson
Tig Notaro como Jett Reno
Hannah Cheesman como tenente-comandante Airiam
Emily Coutts como tenente Keyla Detmer
Patrick Kwok-Choon como tenente Gen Rhys
Ovin Oladejo como tenente Joann Owosekun
Ronnie Rowe Jr. como tenente R.A. Bryce
Ethan Peck como Spock (voz)
Sean Connolly Affleck como tenente Connolly
Rachael Ancheril como comandante Nhan
Arista Arhin como jovem Michael Burnham
Raven Dauda como doutora Tracy Pollard
Juliane Grossman como computador da Discovery
Liam Hughes como Spock jovem
Sara Mitich como tenente Nilsson
David Benjamin Tomlinson como Linus

TB ao Vivo

Be the first to comment on "DSC 2×01: Brother"

Leave a comment

Your email address will not be published.


*