DSC 2×06: The Sound of Thunder

Regresso a Kaminar inicia revolução kelpiana, com ajuda do Anjo Vermelho

Sinopse

Saru ainda está se adaptando a uma vida sem medo e, na enfermaria, manifesta sua identificação com Hugh Culber, que também não está se sentindo ele mesmo desde sua “ressurreição”. Enquanto os dois compartilham um momento de empatia, no laboratório, Airiam e Tilly estão ocupadas estudando a vasta base de dados deixada pela criatura-nave recentemente encontrada pela Discovery. Mas a aventura toma um novo rumo quando mais um sinal vermelho é detectado, e desta vez ele parte de Kaminar — o planeta natal dos kelpianos.

Pike ordena que a Discovery rume para lá, e no caminho ouve tudo que Saru tem a dizer sobre seu planeta e sobre como ele escapou de lá, usando tecnologia dos ba’uls — os predadores naturais dos kelpianos — para enviar uma mensagem ao espaço, que foi captada pela então tenente Georgiou, oficial a bordo da USS Archimedes.

Na enfermaria, Culber recebe a informação da dra. Pollard de que, a despeito de seu corpo novo em folha, recém-reconstituído, tudo parece normal. Stamets está radiante, claro, mas Hugh se mostra claramente perturbado. Também não ajuda o fato de uma cicatriz que ele jamais eliminou do corpo, ganha quando ele tinha 16 anos num episódio que o motivou a se tornar médico, agora tenha sumido.

Na chegada a Kaminar, o sinal vermelho sumiu — como aconteceu nas outras ocasiões –, e a Discovery ficou com o mistério: o que ela deveria fazer lá? Pike ordena uma tentativa de contato com os ba’uls, o que deixa Saru perturbado. Os alienígenas não respondem, mas analisam todos os sistemas de armas da nave da Federação, causando certa apreensão. Fracassada a tentativa de contato, o que resta é tentar buscar informações com os kelpianos. Ao contrário dos ba’uls, eles não têm tecnologia de dobra, mas estão familiarizados com voo espacial e já tiveram contato com uma civilização com dobra. Isso permite uma flexibilização da Ordem Geral Um, mas Pike quer manter a interferência a um mínimo possível.

De início, o capitão pretende enviar ao planeta apenas Michael Burnham, como xenoantropóloga, para conversar com o pastor de uma das aldeias kelpianas. Mas Saru está decidido a fazer parte do grupo de descida e pressiona Pike — num tom agressivo. Michael coloca panos quentes e sugere que ter Saru com ela certamente ajudaria, uma vez que os kelpianos jamais fizeram contato com alienígenas antes. E, assim, os dois partem para Kaminar, mais precisamente a vila em que Saru cresceu.

A dupla contata a pastora da aldeia e, para o choque de Saru, trata-se de sua irmã, Siranna. A emoção é grande pelo reencontro, após 18 anos, e Siranna fica encantada ao conhecer Michael e aprender mais sobre a existência de incontáveis civilizações no espaço. Cumprindo as ordens do capitão, eles nada falam sobre a descoberta recente de Saru de que o Vahar’ai, longe de ser um processo fisiológico que antecede uma morte dolorosa para os kelpianos, é apenas uma transição, em que a perda dos gânglios de perigo leva a uma redução brutal das respostas de medo em sua espécie. Siranna, por sua vez, conta a Saru que o pai deles morreu, levado pelos ba’uls ao passar pelo Vahar’ai, cumprindo assim sua obrigação com o “Grande Equilíbrio”.

Michael pergunta sobre o sinal vermelho e a possível presença de um Anjo Vermelho. A kelpiana diz que viu o brilho vermelho no céu, mas não encontrou anjo algum, e logo fica revoltada de saber que o retorno do irmão era não para vê-la, mas para perguntar sobre o fenômeno. Nisso, uma nave ba’ul se aproxima da vila, trazendo consigo o terror para os kelpianos. Siranna manda Saru e Michael partirem, dizendo que ele jamais deveria ter retornado, e os dois se transportam para a Discovery.

No espaço, os ba’uls finalmente abrem comunicação, cercando a nave federada com dez gigantescos veículos-sentinela, e ordenam que Pike devolva algo que pertence a eles — o kelpiano. O capitão diz que Saru é um refugiado asilado pela Federação e um membro da Frota Estelar, mas os alienígenas estão determinados a recapturá-lo. Eles acionam o totem ba’ul que fica na aldeia de Siranna e dizem que destruírão a todos, caso a Discovery não devolva o kelpiano. Saru perde o controle, e Pike ordena que ele deixe a ponte, enquanto reassegura que fará tudo para proteger seu primeiro oficial e o povo dele.

De saída da ponte, Saru decide se entregar e vai para a sala de transporte. Michael instintivamente sabe o que seu amigo irá fazer e vai atrás dele, para impedi-lo. Mas ele a convence, lembrando-a de que ela faria o mesmo se pudesse com isso salvar seu irmão.

De volta a Kaminar, Saru é capturado pelos ba’uls, que interpretam isso como uma concessão da Discovery e deixam de cercá-la. Mas a história não acabou.

Airiam, Tilly e Burnham descobrem que a base de dados da criatura-nave continha milênios de leituras de Kaminar. Os dados indicam que, no passado, havia muitos kelpianos que, como Saru, passaram pelo Vahar’ai, e que eles quase levaram os ba’uls à extinção. Então, o jogo virou — com tecnologia mais avançada, os ba’uls subjugaram os kelpianos e criaram a cultura do “Grande Equilíbrio”, em que todo kelpiano que passasse pelo Vahar’ai seria morto para impedir que seus antigos predadores voltassem a ameaçá-los.

Saru é preso e Siranna também é capturada, porque os ba’uls presumem que ambos sabem que o “Grande Equilíbrio” é uma mentira. O plano deles é estudar Saru e então matar os dois, preservando assim o status quo. Mas, num ataque de fúria, o primeiro oficial consegue se libertar das algemas e então destruir os drones que estavam ali para dissecá-lo. Usando partes dos drones, ele constrói um comunicador e abre contato com a Discovery.

Burnham conta o que eles descobriram sobre o passado de Kaminar, e Saru sugere que o único modo de acabar com a opressão de seu povo é induzir todos os kelpianos, no planeta inteiro, a passarem pelo Vahar’ai. Tilly tem a ideia de usar a transmissão da criatura-nave — que induzira o processo em Saru –, e o kelpiano sugere que seria possível usar os totens ba’uls para transmitir o sinal a todos os kelpianos espalhados pelo planeta.

Pike está receoso de desencadear um processo que, em vez de simplesmente salvar os kelpianos, acabe resultando na extinção de seus antagonistas, mas Burnham aponta que os ba’uls ainda têm tecnologia vastamente superior e poderiam se defender com facilidade. Com isso, o capitão concorda com o plano.

Saru então ativa o sinal e todos os kelpianos entram no Vahar’ai, inclusive sua irmã Siranna, sofrendo dores lancinantes. Mas todos sobrevivem. Os ba’uls, contudo, não estão dispostos a correr o risco de serem mais uma vez subjugados e, diante de tal grave ocorrência, erguem sua nave-fortaleza das águas e acionam um processo envolvendo todos os totens do planeta — eles pretendem erradicar os kelpianos de uma vez por todas.

Pike ordena que a Discovery use torpedos para detonar os totens um a um, mas não haveria tempo hábil para atingir todos. Eis então que um Anjo Vermelho aparece, diante de Saru e Siranna, na fortaleza ba’ul, e gera um pulso que desativa não só os totens, como também todas as armas e defesas dos ba’uls. Salvos, os kelpianos estão confusos, mas Siranna promete a Saru que irá guiar seu povo rumo a um novo equilíbrio, impedindo que eles ajam por vingança e fúria contra seus antigos opressores.

De volta à Discovery, Saru reporta o que viu do Anjo Vermelho — que claramente é um humanoide usando um traje ultratecnológico –, e Pike compartilha essa informação com Tyler, o representante da Seção 31 a bordo da nave.

Na sala de transporte, Saru se despede de Siranna e promete voltar em breve a seu planeta, enquanto Michael diz ter tido um lampejo importante: se quiser encontrar Spock, ela também deve voltar para casa — para Vulcano.

Comentários

“The Sound of Thunder” é o ponto culminante de um trabalho construído em três atos para desenovelar a história pregressa da fascinante espécie dos kelpianos e de seu intrigante mundo natal. Com a decisão, na segunda temporada, de explorar o passado de Saru, as roteiristas Bo Yeon Kim e Erika Lippoldt trabalharam numa história complexa entre os ba’uls e os kelpianos, as duas espécies inteligentes de Kaminar. O primeiro ato foi “The Brightest Star“, o curta-metragem de Short Treks que nos contou como Saru foi parar na Frota Estelar. O segundo ato foi plantado em An Obol for Charon, em que Saru atinge — e sobrevive a — seu Vahar’ai, considerado até então como o ponto final na vida de um kelpiano. Acabou que era só uma transição fisiológica, como ir da infância à idade adulta. Saru se revelou um adolescente, recém-descobrindo seus novos “poderes”.

E eis que chegamos ao terceiro ato, em que as implicações da descoberta de como os ba’uls usam o conhecimento para oprimir os kelpianos por gerações são enfrentadas, numa jornada de proporções planetárias e, ao mesmo tempo, extremamente pessoal, no que diz respeito a Saru. Doug Jones, naturalmente, não decepciona e faz aqui o que provavelmente é seu melhor trabalho em toda a série. E olhe que não é fácil bater o que ele mesmo fez em “An Obol for Charon”. Ajudam para isso o roteiro inspirado da dupla Kim e Lippoldt e a inflexão de 180 graus que o personagem faz, ao viver um Saru que, em vez de ser orientado pelo medo, perdeu a noção do perigo.

A história da inversão de opressores e oprimidos é interessante, ainda mais por basear-se numa mistura complexa de efeitos antropológicos e biológicos, e mereceria uma análise à parte. Para falar do episódio, basta dizer que a trama é dramaticamente convincente, e que a atuação de Doug Jones como um “kelpiano perigoso” ajuda muito a “vender” de onde vem o medo — e a subsequente hostilidade — dos ba’uls. No fim, a ideia de que é preciso encontrar um “novo equilíbrio”, de convivência mútua e harmoniosa, num arranjo que não seja baseado no “medo”, é uma mensagem muito poderosa e típica de Star Trek. Mais que isso, essa ideia é comunicada de maneira muito pessoal e emotiva, graças ao envolvimento pessoal de Saru.

Chama a atenção também no episódio a autoridade sábia de Pike, que sabe quando levantar e quando não levantar a voz, é compreensivo e ao mesmo tempo firme, ponderado e ainda assim capaz de ações e reações rápidas — um líder nato. É verdade que, na resolução, teria sido melhor que ele tivesse um pouco mais de participação no diálogo que levou à solução ousada (para dizer o mínimo) de provocar o Vahar’ai em todos os kelpianos do planeta e que ele soletrasse para nós por que aquele era o curso mais correto. Ser mais ativo e menos reativo nesse ponto crucial faria bem ao personagem, e o roteiro parece falhar com o bom e velho capitão ali.

Há, por sinal, um contraste muito grande entre a decisão inicial — vamos mexer o mínimo possível, dada a Ordem Geral Um — e a final — Kaminar precisa de um novo equilíbrio, e a opressão aos kelpianos deve acabar — que não se justifica totalmente nos diálogos. Ela é perfeitamente factível, e já vimos o capitão James T. Kirk chegar a essa mesma conclusão um punhado de vezes na Série Clássica (pegue aí para rever “A Taste of Armageddon“, “The Return of the Archons” e “The Apple“), mas faltou colocar Pike numa situação em que ele formula o plano e toma a decisão, fortalecendo-o como personagem. Em vez disso, ele é quase um coadjuvante no processo, exceto por ter a palavra final. (Esse talvez seja um sintoma de ter, pela primeira vez em Star Trek, uma série em que o capitão não é o protagonista; ainda assim, numa decisão desse tipo, não há alternativa convincente que não seja fazer dele o motor das ações.)

Também cabe lembrar que “The Sound of Thunder” faz uso de alegoria no melhor estilo da franquia. Kim e Lippoldt admitem que basearam a relação entre os ba’uls e os kelpianos na ocupação da Coreia pelo Japão na primeira metade do século 20, e claramente há outros paralelos possíveis. O exemplo mais marcante (e certamente mais polêmico) seria o da situação Israel-Palestina; ao longo da história humana, o tema “o perseguido vira perseguidor” é recorrente, e o episódio em questão tem o coração no lugar certo ao tratar dele, respeitando a tragédia do conflito em si mais do que tentando apontar o dedo sobre quem está errado e quem está certo.

Tecnicamente, a série mais uma vez brilha. Apesar da direção relativamente conservadora — e do uso relativamente modesto dos maravilhosos cenários externos de Kaminar — por parte de Douglas Aarniokoski, “The Sound of Thunder” é maravilhoso. Aliás, sempre que o programa visita algum planeta, os valores de produção saltam aos olhos. A única crítica mais contundente vai para o cenário da cela de Saru e Siranna na fortaleza ba’ul, uma clara redecoração da sala de transporte da Discovery. Normalmente esses truques de redecoração se mostram discretos e efetivos, mas desta vez infelizmente não rolou.

Outros problemas de continuidade dignos de nota são a algema de Saru, que aparece solta em uma tomada enquanto ele deveria estar preso (aos 37 minutos, por um breve instante, mas está lá), e a mudança na cena de flashback de “The Brightest Star“, para apagar digitalmente da nave auxiliar a sigla da Shenzhou, uma vez que ficou definido que a nave da tenente Georgiou era a Archimedes.

Esse segundo erro salta mais aos olhos porque “The Brightest Star” e “The Sound of Thunder” foram filmados concomitantemente. O que provavelmente aconteceu é que a nave sempre foi a Archimedes, mas a equipe usou a nave auxiliar pintada com as letras da Shenzhou, pois era assim que ela estava após seu uso nos episódios do arco do universo do Espelho, na temporada passada. Ninguém se deu conta do problema na edição de “The Brightest Star“, e só foram perceber na pós-produção de “The Sound of Thunder“. Na real, não chega a ser grande coisa, e bloopers desse tipo existem em todas as séries da franquia. Mas mostra que está faltando alguém na equipe cujo trabalho seja policiar — e corrigir — esses detalhes na pós-produção. (Ah, e, se não for pedir muito, já passou da hora de a produção contratar também um consultor científico.)

E claro que não podemos concluir essa análise sem dar uma breve passada pela trama B do episódio — se é que se pode chamar assim as duas cenas que envolvem o ressurrecto doutor Culber. Além de dialogarem com a situação de Saru, o que quase as coloca como parte da trama A, falando de grandes transições de vida, elas sinalizam de forma orgânica que a volta de Hugh não será trabalhada de maneira inconsequente, como se nada houvesse. Isso é muito bom.

Em compensação, o que foi tratado como se nada houvesse foram os danos sofridos pela Discovery no episódio anterior, quando foi brutalmente consumida pelas criaturas da rede micelial. Aqui, ela já está inteirinha novamente, sem qualquer menção a uma parada para reparos. Aliás, se tivermos que encaixar o curta “Runaway” em algum lugar, talvez ele caia bem entre “Saints of Imperfection” e “The Sound of Thunder“, já que algum tempo precisa ter transcorrido para que a Discovery fosse trazida de volta à velha forma.

Passando a régua, “The Sound of Thunder“, ao lado de “Brother“, é o episódio da segunda temporada que até o momento construiu melhor a sensação de um filme completo, com subtexto, tramas e desenvolvimento de personagens. Faltou pouco para levar nota máxima.

Avaliação

Citações

Saru – “For 18 years, I dreamt of returning to my village. It has not changed at all. But I see it… quite differently now.” (“Por 18 anos, eu sonhei em voltar à minha aldeia. Ela não mudou nada. Mas eu a vejo… bem diferente agora.”)

Pike – “This is Captain Pike. I will not allow you to wipe out an entire race. Your fear of the Kelpiens has blinded you to a peaceful solution. Starfleet can help you negotiate a new balance between your two species, protecting everyone on your world. However, if you choose to murder the entire Kelpien population, you will become our enemies. Choose wisely.” (“Aqui é o capitão Pike. Eu não permitirei que vocês eliminem uma raça inteira. Seu medo dos kelpianos os cegou para uma solução pacífica. A Frota Estelar pode ajudá-los a negociar um novo equilíbrio entre suas duas espécies, protegendo todos em seu mundo. Entretanto, se você escolher assassinar toda a população kelpiana, você se tornarão nossos inimigos. Escolham sabiamente.”)

Siranna – “The truth has survived. It is time for a true balance to be restored. You do not have to be afraid anymore.” (“A verdade sobreviveu. É hora de um verdadeiro equilíbrio ser restaurado. Vocês não precisam mais ter medo.”)

Trivias

  • O título deste episódio pode ser uma homenagem ao conto “A Sound of Thunder“, escrito em 1952 pelo famoso autor de ficção científica Ray Bradbury, que inclusive era um bom amigo de Gene Roddenberry. Esse conto envolve viagem no tempo e suas consequências, como um paradoxo temporal. “A Sound of Thunder” faz parte da lista das dez histórias de ficção científica mais reimpressas em todos os tempos. Aqui no Brasil, ele está disponível no livro As Melhores Histórias de Viagens no Tempo: Os Contos Dos Autores Mais Consagrados Da Ficção Científica, da Editora Jangada.
  • Kaminar é um planeta Classe M. Seu sistema solar, cuja coordenada é 404.119.381, tem seis planetas.
  • Marc Okrand, que desenvolveu as linguagens klingon e vulcanas em Star Trek, é creditado como “consultor de linguagem kelpiana” neste episódio.
  • David Benjamin Tomlinson, o ator de Linus em Discovery, aqui faz um kelpiano, o que aparece ao final, com uma fala.
  • O Ba’ul foi interpretado por Javier Botet, ator espanhol bem conhecido por, assim como Doug Jones, interpretar personagens esquisitos e monstros no cinema e TV. Ele tem uma longa carreira, inclusive fazendo um alien em Alien: Covenant. Esteve também em A Colina Escarlate, It: A Coisa, A Múmia (2017)Invocação do Mal, entre dezenas de trabalhos.
  • Como já explicado nos comentários, em “The Brightest Star” a tenente Georgiou utilizou uma nave auxiliar com a designação “SHN 03”, indicando ser uma nave auxiliar da USS Shenzhou (que depois ela comandaria). Porém, aqui é estabelecido que ela servia na USS Archimedes naquela época. Logo, o prefixo “SHN” foi removido de seu shuttle na cena de flashback vista em “The Sound of Thunder”.

Ficha Técnica

Escrito por Bo Yeon Kim & Erika Lippoldt
Dirigido por Douglas Aarniokoski
Exibido em 21/02/2019
Produção: 206

Elenco

Sonequa Martin–Green como Michael Burnham
Doug Jones como Saru
Anthony Rapp como Paul Stamets
Mary Wiseman como Sylvia Tilly
Shazad Latif como Ash Tyler
Wilson Cruz como Dr. Hugh Culber
Anson Mount como Christopher Pike

Elenco convidado

Javier Botet como um Ba’ul
Hannah Cheesman como a tenente comandante Airiam
Emily Coutts como a tenente Keyla Detmer
Patrick Kwok-Choon como o tenente Gen Rhys
Oyin Oladejo como a tenente Joann Owosekun
Ronnie Rowe Jr. como o tenente R.A. Bryce
Hannah Spear como Siranna
Julianne Grossman como o computador da Discovery
Mark Pellington como a voz do Ba’ul
Raven Dauda como a dra. Tracy Pollard
David Benjamin Tomlinson como Linus
David Benjamin Tomlinson como kelpiano
Michael Ayres como oficial de transporte

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