DS9 1×04: A Man Alone

Primeiro destaque para Odo não escapa da tecnobaboseira e dos antigos clichês. Leia agora a revisão do Trek Brasilis para “A Man Alone”, de Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine.

Sinopse:

Data Estelar: 46421.5.

Quando Ibudan, um homem que Odo mandou para prisão anos antes, é assassinado a bordo da Deep Space Nine, o comissário torna-se o principal suspeito do crime e alvo de intolerância.

Enquanto isso, Keiko O’Brien tenta combater seu senso de inutilidade profissional na estação promovendo a criação de uma escola para as crianças de DS9, com o apoio de Sisko.

Ao final das contas, descobre-se que o assassinado não era Ibudan, mas sim um clone, produzido pelo próprio com o único objetivo de ser morto. O bajoriano planejou tudo em uma tentativa justamente de incriminar Odo, buscando vingança por seu encarceramento anos atrás.

Comentários:

“A Man Alone” tenta aprofundar um pouco mais o conhecimento do telespectador a respeito de Odo. Por meio deste episódio, ficamos sabendo um pouco mais sobre o modo de agir e a ética por trás do comissário de Deep Space Nine.

Infelizmente, o desenvolvimento poderia ter sido muito melhor, se a história em si fosse mais criativa e menos inverossímil.

O ângulo do assassinato de Ibudan é pouco inspirado, mal-executado, forçado e cheio de conveniente e arbitrária “tecnobaboseira”. Para ilustrar isso, basta apontar que um clone não é nem tão simples, nem tão rápido de se criar. Na verdade, os processos de clonagem não permitem a criação de seres adultos a partir de uma cultura de células.

Mesmo ignorando isso, fica difícil aceitar que um clone de Ibudan teria um comportamento similar ao primeiro, uma vez que, mesmo reproduzidos os aspectos biológicos, a capacidade mental do clone estaria severamente prejudicada pela falta de tempo para o desenvolvimento intelectual e das conexões cerebrais, até para calmamente receber uma massagem em uma holosuíte.

O episódio passa por um clichê ao avaliar a situação de preconceito a que Odo é submetido. Seria interessante, se já não tivesse sido feita “ad nausea” em Jornada nas Estrelas, com Spock e Data como protagonistas. Apesar de cenas interessantes como a do ataque a Odo no promenade e a depredação de seu escritório, não há nada que retire essas passagens do status de mera reprise.

O improvável “triângulo amoroso” desenvolvido entre Bashir, Sisko e Dax é essencialmente inofensivo, porém relevante.

O melhor aspecto do episódio é a abertura de uma escola na estação, tendo Keiko como professora, para as crianças residentes em DS9, o que terá boa utilização dramática mais tarde.

Nesse episódio também começa timidamente a despontar a amizade entre Nog e Jake.

Citações:

Odo – “Commander… laws change depending on who is doing them. The Cardassians one day, the Federation in the next… But justice is justice.”
(“Comandante… as leis mudam dependendo de quem as faz. Num dia os Cardassianos, no outro a Federação… Mas justiça é justiça.”)

Trivia:

  • O episódio marca a introdução em DS9 de Keiko O’Brien (Rosalind Chao) e Molly O’Brien (Hana Hatae), respectivamente a esposa e a filha de Miles O’Brien.
  • Episódio conta com a participação de Rom e Nog.

Ficha técnica:

História de Gerald Sanford e Michael Piller
Roteiro de Michael Piller
Direção de Paul Lynch
Exibido em 18/01/1993
Produção: 003

Elenco:

Avery Brooks como Benjamin Lafayette Sisko
René Auberjonois como Odo
Nana Visitor como Kira Nerys
Colm Meaney como Miles Edward O’Brien
Siddig El Fadil como Julian Subatoi Bashir
Armin Shimerman como Quark
Terry Farrell como Jadzia Dax
Cirroc Lofton como Jake Sisko

Elenco convidado:

Rosalind Chao como Keiko O’Brien
Edward Laurence Albert como Zayra
Max Grodénchik como Rom
Peter Vogt como “um homem bajoriano”
Aron Eisenberg como Nog
Stephen James Carver como Ibudan
Tom Klunis como Ibudan (como um ancião)
Scott Trost como “um oficial bajoriano”
Patrick Cupo como “um homem bajoriano”
Kathryn Graf como “uma mulher bajoriana”
Hana Hatae como Molly O’Brien
Diana Cignoni como “uma garota de Dabo”
Judi Durand como “a voz do computador”

6 Comments on "DS9 1×04: A Man Alone"

  1. Foi desse episódio que tirei a teoria de quê que Kirk e Picard foram ajudados por uma grata surpresa, Spock do futuro estava lá para ajuda-los a derrotar o Dr. Maluco que queria entrar no Nexus. Assim em três contra um conseguiram a vitória sem a perda do velho capitão. Depois, o Spock convenceu os dois para deixar um clone morto de Kirk no planeta, levar o original são e salvo para o fim do filme do $J$J$. Em termos, a única dificuldade seria Spock convencer o Kirk a vir com ele e o Picard ficar de bico calado.

  2. Primeiro dos muitos filmes ruins do DS9. Mesmo assim, a série consegue melhorar posteriormente.

  3. Leandro Martins | 28 de dezembro de 2008 at 8:25 am |

    Pado, o que foi que eu falei sobre os comentários dos episódios deverem focar os EPISÓDIOS em questão?

  4. Desculpa de novo! Veja se essa análize é mais fiel ao artigo.

    Acho que haviam algumas cenas em que Odo tentava bancar o detetive em busca da própria inocência neste episódio. Até que eram legais e permetiriam um desenvolvimento melhor ao personagem durante toda a série. Já pensaram, um detetive em ST, seria legal. Agora o clone realmete era exagerado. Ter o mesmo comportamento e lembraças só com um download do original tipo os de Matrix. Ser fisicamente parecido já não seria tão difícil. Agora criar um clone livremente deveria ser um tanto ilegal dentro da Federação. E pior, cria-lo para mata-lo, isso seria assassinato já que pelas caracteristicas do clone ele seria inteligente e seciênte.
    Ainda tem o problema do preconceito. Os habitates de DS9 eram constantemente explorados pelos cardassianos, e nem se fala se também eram bajoranos (a maioria). Por isso acho que o preconceito sobre Odo era maior.
    Enfim, um episódio para apresentar Odo, com uma história de detetive hi-tecnobaboseira.

  5. Martin Juan Sarracena | 29 de dezembro de 2008 at 5:53 pm |

    “Infelizmente, o desenvolvimento poderia ter sido muito melhor, se a história em si fosse mais criativa e menos inverossímil….”
    ***
    Castanheira parece esquecer que se trata de um seriado de SF, que se passa no século 24 numa estação espacial alienígena, supostamente a 2.375 anos luz da Terra, ou 728,53 parsecs, o que, em dobra 9,2 requeriria 476,51 dias para chegar lá.
    Trekker que é trekker, e ainda por cima fã de qualquer SF, seja ST ou não, não está nem aí para detalhes.
    Get a Life, Castanheira!

  6. Leandro Martins | 29 de dezembro de 2008 at 8:53 pm |

    Vejo que continua bem ativo com os seus “Nenhum Escocês de Verdade”, Sarracena.

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