Pra bom entendedor, meia pa ba

Por Tiago Duarte

Oi macacada! É isso aí, tchurma, fui convidado pelo tio Nogueira para escrever esta coluna, sobre humor em Jornada nas Estrelas. Assunto difícil, já que, depois da Série Clássica, as piadas em Jornada (em sua maior parte) só aparecem para o telespectador mais atento. Algo como: “pra bom entendedor, meia pa ba”.

Agora deixa eu ir ao que interessa e contar pra galera a minha opinião. Hmmm… Pelo jeito a dra. Crusher nunca ouviu falar de Fosfosol. Acho que uma dose bem grande ia ajudar a tripulação a lembrar das coisas. Ou então devia tentar como nos desenhos da Hanna Barbera, onde uma pancada forte na cabeça tirava a memória do personagem, e outra pancada igualmente forte iria restaurar a memória perdida. Era como um botão liga-desliga.

E a Ro Laren, hem? Deve ter mais de uma academia na Enterprise e a Ro não frequenta a mesma que a Troi, porque sinceramente, acho que esta dieta chocolate-only não está dando muito certo. Se eu tivesse que escolher uma das duas pra levar ao Arboretum, seria a Ro, mesmo porque a Troi só ia ficar comendo as frutas e nem ia me dar atenção.

Enquanto isto, na Sala de J… quer dizer, na Série Clássica, nossos amigos estão ficando velhinhos. E aquela cena onde o Chekov faz exercício naquele estranho aparelho grudado na parede? Tem um diálogo de uns dois minutos rolando e ele fica lá, deitadão sem nem olhar pra trás, só esperando a deixa. Acho que ele ficou muito cansado com toda aquela pedalação e tirou uma pestana. E como diz o Magro, quando perguntado sobre o porquê daquele aparelho maluco: “Você acha que esta nave se impulsiona sozinha?”.

No sábado até me lembrei do Mutley, aquele cachorro rabujento. É que o Chekov fez uma imitação na ponte: “tire a camisa Chekov, mais uma amostra de sangue Chekov, deite aqui Chekov”. Aposto que ele teria feito tudo sem reclamar se tivessem lhe prometido uma medalha. E o principal sintoma da velhice em Jornada é: gagueira! Como não? Todos só perceberam que o Kirk estava ficando idoso quando ele começou a repetir as ordens.

Hmmm… Em Deep Space Nine o Odo virou um copo. Alguém me responde: se o Quark beber naquele copo e deixar babado, onde a baba vai aparecer quando o Odo voltar ao normal? Melhor nem responder. E o tio Nogueira conta esta: “Scott Bakula diz que William Shatner é o maioral. E ele tem mesmo razão: a cabeleira do Zezé que me desculpe, mas a peruca do velho Bill é realmente sensacional. Não saiu do lugar nem depois que ele despencou com ponte e tudo, em ‘Generations’. Até Sansão acha que o Shatner é o melhor…”. Boa, tio Nogueira, mas, “… será que ele é?”. E se mais alguém ai tiver uma contribuição, por favor, mande logo!
Mudando de saco pra mala, na Voyager, a Janeway ordenou que parassem de chamar o Caretaker de “Bocão”, só porque ele é parecido com uma gelatina imensa. Se ele não estivesse morrendo, poderiam levar ele na nave, afinal, “sempre tem espaço pra gelatina”. Já na Paramount, tio Berman disse que não ia usar o nome “T’Pau” porque, se usassem, teriam que pagar direitos ao criador do personagem. Então acho melhor começar a fazer uma vaquinha, porque o trio de comando de Enterprise tá mais é com cara de Kirk, Spock e Magro. Não que isto seja ruim… É isso aí, macacada, vejo vocês no fórum. FUI!

Tiago Duarte faz gracinhas sobre o universo de Jornada nas Estrelas regularmente, com exclusividade para o Trek Brasilis

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