ENT 1×03: Fight or Flight

Explorar ou não explorar o espaço? Eis a aterrorizante questão para Sato. Leia agora a revisão do Trek Brasilis para “Fight or Flight” de Jornada nas Estrelas: Enterprise.

Sinopse:

A Enterprise segue em sua missão de exploração. Enquanto Jonathan Archer e sua tripulação estão ansiosos para encontrar novas espécies alienígenas, o oficial de armamentos Malcolm Reed está aflito para corrigir a calibragem da mira dos torpedos, que já se mostrou defeituosa no recente confronto da nave com os Sulibans.

Desde a devolução do Klingon Klaang a seu mundo natal, a única forma de vida com quem a Enterprise travou contato foi “Sluggo”, apelido dado a uma lesma alienígena que a alferes Hoshi Sato adotou como bichinho de estimação. Entretanto, nem isso vai indo bem; o animal não se adaptou à nova vida a bordo e está morrendo aos poucos.

Hoshi está se sentindo tão incomodada na Enterprise quanto Sluggo. Ela está insegura sobre sua vocação para uma missão exploratória no espaço profundo. Seus problemas começam nos níveis mais elementares: a alferes está com dificuldades para dormir pelo fato de seus alojamentos ficarem do lado contrário ao que ela estava acostumada. “As estrelas estão indo para o lado errado”, foi o que ela disse, ao protestar junto a Archer. O capitão autoriza que ela troque de alojamento com o alferes Porter, uma vez que os dois já estavam de acordo.

Logo após Malcolm Reed realizar mais um teste, mal-sucedido, com seus torpedos, quase atingindo um deles na própria Enterprise, T’Pol detecta em seus sensores a presença de uma nave alienígena à deriva perto dali. Archer, mais ansioso do que nunca para um contato, resolve investigar. Após uma tentativa de comunicação, o capitão decide abordar a nave, para ver se há algo errado. T’Pol protesta, dizendo que a abordagem poderia ser vista pelos alienígenas como uma invasão de sua privacidade.

Mesmo assim, Archer decide seguir em frente, e convoca Hoshi Sato e Malcolm Reed para acompanhá-lo ao cargueiro à deriva. Chegando lá, os três encontram um cenário desolador: enquanto uma bomba instalada recentemente processa o que parecem ser fluidos biológicos, 15 cadáveres estão pendurados sob o teto. Hoshi entra em estado de choque com a visão aterrorizante, e Archer decide retornar à Enterprise.

Supondo que os alienígenas que assassinaram aqueles tripulantes pudessem voltar em breve para buscar os fluidos que estão sendo armazenados pela bomba, Archer decide abandonar a área, embora relutante. Durante o jantar, com T’Pol e Tucker, o capitão se mostra extremamente desconfortável com a atitude covarde de simplesmente abandonar a nave lá, sem tentar descobrir o que aconteceu ou avisar outros da espécie que havia sido cruelmente assassinada.

Em razão disso, Archer decide voltar à nave para investigar o que está acontecendo e deixar ao menos um sinal automático para que outros venham para resgatá-la. Incumbida de decifrar a língua alienígena e preparar a mensagem, Hoshi Sato mais uma vez faz parte do grupo de abordagem. Junto dela e do capitão, também estão o dr. Phlox e o engenheiro Tucker. Reed ficou a bordo para continuar trabalhando na calibragem da mira dos torpedos.

Examinando um dos cadáveres, Phlox descobre que os alienígenas montaram aquele sistema hidráulico para extrair triglobulina de seus corpos — uma substância que tem vários usos, que vão desde vacinas até afrodisíacos. O médico também lamenta informar que a fisiologia humana possui uma substância muito parecida. Enquanto isso, Hoshi consegue criar a mensagem e deixar o transmissor do cargueiro emitindo-a no automático.

Logo depois, uma outra nave alienígena se aproxima. O padrão tecnológico dela é o mesmo das tubulações instaladas no cargueiro — os assassinos estão de volta. Archer e seu grupo voltam às pressas para a Enterprise, mas não a tempo de conseguir fugir. A Enterprise passa a ser atacada pelos alienígenas, depois que eles fazem um rastreio da nave e descobrem que os humanos possuem um equivalente da triglobulina.

Com tecnologia francamente superior, os alienígenas tornam inútil qualquer tentativa de reação. Eles possuem armas de partículas e raios tratores, o que está muito além das capacidades da NX-01. A Enterprise já está para ser abordada, e Archer ordena que Reed distribua armas para todos, na tentativa de conter o ataque dentro da nave. Mas antes que esse curso de ação possa ter prosseguimento, uma outra nave alienígena se aproxima.

Ao abrir um canal de comunicação, Archer constata que são da mesma espécie que foi assassinada a bordo do cargueiro. O capitão ordena que Hoshi Sato transmita uma mensagem, via tradutor universal, dizendo que a Enterprise não foi responsável pelas mortes, e sim os alienígenas da nave que estava para abordá-los. As tentativas de tradução automática falham, e a comunicação só funciona quando a alferes Sato, pessoalmente, fala com os alienígenas. Eles decidem ajudar a Enterprise, atacando a outra nave, que é destruída no processo.

A Enterprise estabelece boas relações com a espécie recém-contatada, os Axanar. Segundo Archer, eles têm vida média de 400 anos e são andróginos. Após o contato diplomático, a nave retoma seu curso de exploração rumo ao desconhecido, mas não sem antes fazer uma parada para deixar Sluggo em um ambiente no qual ele tenha maior chance de sobreviver.

Comentários:

“Fight or Flight” abre muito bem a temporada regular de Enterprise, injetando o tão falado sangue novo que o franchise precisava. Por quê? Muito simples: a história nele contida não poderia ter sido adaptada para nenhuma das outras séries de Jornada nas Estrelas.

Dois elementos empurram a trama à frente: primeiro, a enorme deficiência técnica da Enterprise, que, além de não possuir várias das tecnologias que a fariam imbatível nos séculos seguintes, não consegue fazer funcionar direito o que ela tem. Segundo, a total falta de experiência e a ansiedade da tripulação para encontrar o “desconhecido”, mesmo que isso signifique enfrentar riscos.

Além disso, dois outros ingredientes presentes aqui mostram que esta série será bem diferente de Voyager. O primeiro deles é a questão da continuidade, que foi tão pouco considerada no seriado anterior. Aqui, vemos não só referências a “Broken Bow”, com uma menção aos Sulibans, como também a continuação direta de algo visto só perifericamente no episódio-piloto: a total inabilidade de acertar o alvo no disparo de torpedos.

Em “Broken Bow”, quando do confronto da Enterprise com as naves Sulibans, vemos a NX-01 disparar vários torpedos mas não acertar nenhum dos alvos inimigos. Aqui, já no começo do episódio, vemos Malcolm Reed trabalhar furiosamente para corrigir a calibragem de mira dos torpedos. Essa deficiência mostra sua valia mais adiante no episódio, quando a nave faz um teste real das modificações e quase é atingida por um torpedo que ela mesma lançou no processo. A cena é extremamente bem executada e serve para mostrar o quão despreparada está a Enterprise para uma missão arriscada no espaço profundo.

Não menos despreparados estão seus tripulantes. Hoshi Sato, que é certamente a mais insegura da equipe, ganha um episódio focado principalmente nela — a questão que ela precisa resolver é: seu lugar é no espaço, ao lado do capitão Archer, desvendando novas culturas e línguas alienígenas, ou ela deveria voltar à Terra e permanecer como professora universitária?

Neste sentido, a personagem faz uma ponte direta com a audiência — uma vez que o público geral está tão despreparado para viver as aventuras da Enterprise quanto a própria oficial de comunicações –, o que facilita muito seu desenvolvimento. E Linda Park não deixa por menos, dando vida à personagem com mestria.

Hoshi é muitíssimo bem utilizada aqui, e suas reações servem bastante para refletir o tom de toda a tripulação e ao mesmo tempo nos contar mais sobre a personalidade da própria alferes. Nota dez até aqui para o desenvolvimento de personagens — o que nos leva ao segundo ingrediente que diferencia Enterprise de sua série predecessora.

Aparentemente, a nova série será muito mais voltada para os personagens do que Voyager foi. Além de Hoshi Sato, o capitão Archer recebe um tratamento especial aqui, refletindo a nobreza de sentimentos humanos em sua forma mais crua. Archer age com uma moralidade e uma coragem próximas de seus sucessores dos séculos 23 e 24, mas ainda não com sua astúcia e a experiência deles. O resultado é um capitão que não é maior que a vida, como os demais, mas que é capaz de cometer erros, e dos grandes.

Não fosse pela aparição de uma outra nave Axanar e pelo sucesso de Hoshi Sato explicando a situação aos alienígenas, a tripulação da Enterprise já teria virado suco de triglobulina em sua segunda missão — tudo graças a Archer. Por conta dessas decisões corretas mas inconsequentes do capitão, T’Pol serve como um bom contraponto. Com sua experiência Vulcana e sua profunda lógica, ela sempre aponta o caminho mais seguro. Óbvio que os ilógicos e desconfiados humanos do século 22 não têm por hábito seguir seus conselhos, o que faz do relacionamento entre ela e o capitão dos mais revigorantes.

Ao contrário do que temiam alguns, T’Pol ainda não está totalmente integrada à tripulação. Muito ao contrário, Archer e sua equipe costumam ver sua primeiro-oficial como uma pedra no caminho de sua missão de exploração. Mesmo assim, o capitão não é bobo e procura sempre ouvir o que a Vulcana tem a dizer.

O doutor Phlox aparece em uma situação paradoxal neste episódio: sua atuação é um misto de Guinan com Neelix. Embora os trejeitos do alienígena estejam ainda um tanto quanto apatetados, lembrando o Talaxiano, suas tiradas são infinitamente mais inteligentes, algumas vezes lembrando as sacadas sensacionais da El-Auriana bartender da Enterprise-D. Especialmente interessantes são os momentos em que Phlox traça o paralelo entre as dificuldades de Hoshi a bordo e de seu bichinho Sluggo, ou ainda quando o médico demonstra sua alegria ao estar numa nave que mais parece um laboratório fechado para ele estudar o comportamento humano. O diálogo dele com Tucker no refeitório é dos mais curiosos. O personagem nesse momento anda pela fronteira entre o fascinante e o ridículo. Se ele continuar trilhando este caminho, ótimo. Mas existe um perigo não-desprezível de que ele venha a se tornar um segundo Neelix. Se isso vai ocorrer ou não, só os próximos episódios poderão dizer.

Travis Mayweather passa batido nesse episódio, do mesmo modo que em “Broken Bow”. O personagem está sob risco de se tornar esquecível se os produtores não derem algo mais importante para ele ao longo da temporada. Até aqui, ele poderia ser muito bem o “tripulante #2”, que ninguém iria notar a diferença.

Reed e sua mania de explodir coisas continua despertando o interesse, assim como a ironia de Tucker. Aliás, aqui temos mais um insight na personalidade do engenheiro, que se mostra mais um explorador do que um cientista. Ele certamente nunca trocaria uma licença pela leitura de um manual técnico, como o sr. Scott costumava fazer na Série Original.

Vale dizer que, apesar do excelente desenvolvimento da premissa da série e da caracterização de seus personagens principais (à exceção de Mayweather), “Fight or Flight” está longe de ser um episódio perfeito. A solução da história é totalmente clichê, com Sato superando sua insegurança e desatando a falar com o Axanar para comunicar as intenções pacíficas da Enterprise, e a destruição da nave alienígena inimiga é totalmente artificial. Seria muito mais conveniente se os misteriosos assassinos simplesmente batessem em retirada em vez de serem destruídos por uma força aparentemente inferior.

Além disso, o episódio demora um pouco a pegar ritmo. Mesmo assim, é um bom sinal, que demonstra que os roteiristas estão tentando embasar suas histórias muito mais em diálogos do que na ação desenfreada e recheada de tecnobaboseira que víamos em Voyager. Falta só acertar a medida certa entre ritmo, diálogo e ação e teremos um episódio vencedor. E o bom é que “Fight or Flight” mostra que potencial para isso certamente não está faltando.

Citações:

Mayweather – “We were only off by three meters.”
(“Erramos por apenas três metros.”)
Reed – “‘Only three meters.’ Three meters could mean the difference between hitting a weapons port or a warp core. Instead of disabling a vessel we’d end up destroying it, and probably ourselves in the process.”
(“‘Apenas três metros.’ Três metros podem significar a diferença entre acertar uma escotilha de armas ou um núcleo de dobra. Em vez de desabilitar uma nave acabaríamos destruindo-a, e provavelmente a nós no processo.”)

Phlox – “Be not mistaken, they are preparing to mate. Do you think they will mind if I watch?”
(“Não se engane, eles estão se preparando para acasalar. Você acha que eles se importariam se eu assistisse?”)

Tucker – “Maybe we should go have a look.”
(“Talvez devêssemos ir dar uma olhada.”)
T’Pol – “If you insist on allowing your curiosity dictate your actions…”
(“Se você insiste em permitir que sua curiosidade dite suas ações…”)
Archer – “We insist.”
(“Nós insistimos.”)

Hoshi – “I am a translator. I didn’t come out here to see corpses hanging on hooks.”
(“Eu sou uma tradutora. Não vim aqui fora para ver cadáveres pendurados em ganchos.”)

T’Pol – “We have a code of behavior. And we try to obey it.”
(“Nós temos um código de comportamento. E tentamos obedecê-lo.”)
Archer – “You may not believe this, but humans have a code of behavior too. It took a few thousand years, but I think we’re starting to get it right.”
(“Você pode não acreditar, mas humanos também têm um código de comportamento. Levou alguns milhares de anos, mas acho que estamos começando a acertar.”)

Hoshi – “This isn’t exactly Spanish we’re dealing with here! I’d been lucky if I get half the vocabulary right…”
(“Isso com que estamos lidando aqui não é exatamente espanhol! Eu teria sorte se peguei metade do vocabulário direito…”)

Trivia:

  • A música do episódio ficou a cargo de Jay Chattaway.
  • Esse segmento marca a estréia dos uniformes de EVA de Enterprise (“Extra-Vehicular Activity”, ou Atividade Extra-Veicular), aquelas famosas roupas de astronauta.
  • “Fight or Flight” teve cerca de 9,1 milhões de telespectadores nos EUA, o que representou uma queda de audiência menor do que a que Voyager teve do primeiro para o segundo episódio.
  • Algumas pequenas refilmagens para esse episódio foram feitas várias semanas depois de sua filmagem original ser concluída.
  • Linda Park disse sobre o episódio: “[A alferes Sato] decide que na verdade ela não é feita para o espaço. Ela considera dizer ao capitão que quer voltar à universidade. Há muito que acontece durante esse episódio. É um ponto de virada muito legal bem no começo da série em que ela finalmente pode aceitar o espaço. Ela tem de engolir seu medo e se forçar a crescer. O diretor foi incrível, Allan Kroeker. As pessoas vão gostar muito. E tem algumas coisas realmente assustadoras neste episódio.”
  • John Billingsley também comentou o episódio. “Há uma nave alienígena abandonada que não responde nossos chamados, e nós a abordamos para descobrir que a tripulação foi assassinada. Não sabemos por quem, como e por quê. E, claro, comigo tendo toda essa maquiagem, tirar e colocar o capacete não foi nenhum processo fácil. Eu tirava minhas orelhas falsas junto com ele! Então eles tiveram que planejar as filmagens de um modo que eu não precisasse estar com e sem capacete. Eles não perceberam quando projetaram a maquiagem o quanto aquele episódio particular iria mexer com as necessidades da missão deles.”
  • Os alienígenas assassinados são os Axanar, cidadãos do planeta de mesmo nome que James T. Kirk visitaria no século 23 (conforme relatado no episódio clássico “Whom Gods Destroy”). Foi provavelmente nessa viagem que ele ganhou a “Folha da Palma de Axanar” (o prêmio consta de eu currículo em “Court-Martial”) As máscaras dos Axanar foram, como de costume, desenvolvidas por Michael Westmore.
  • Além da referência clássica aos Axanar, o episódio também menciona os Nausicaanos, nas palavras do doutor Phlox. Esses alienígenas só surgiram no universo de Jornada durante A Nova Geração, mas a data do primeiro contato dessa raça com humanos nunca foi estabelecida.

Ficha técnica:

Escrito por Rick Berman & Brannon Braga
Direção de Allan Kroeker
Exibido em 03/10/2001
Produção: 003

Elenco:

Scott Bakula como Jonathan Archer
Jolene Blalock como T’Pol
John Billingsley como Phlox
Anthony Montgomery como Travis Mayweather
Connor Trinneer como Charlie ‘Trip’ Tucker III
Dominic Keating como Malcolm Reed
Linda Park como Hoshi Sato

Elenco convidado:

Jeff Ricketts como capitão alienígena
Max Williams como tripulante 1 (não-creditado)
Brett Baker como tripulante 2 (não-creditado)
Efrain Riguerda como voz do tradutor

16 Comments on "ENT 1×03: Fight or Flight"

  1. Foi um seriado com um potencial fantástico, como é mostrado neste episódio.

    Creio que se não inventassem sulibans e guerra fria temporal iria ajudar e muito o desenvolvimento do seriado, tal qual foi a quarta temporada.

  2. “Falta só acertar a medida certa entre ritmo, diálogo e ação e teremos um episódio vencedor.”

    Mas isso chegou a acontecer?
    Alguém pode dizer quando foi o primeiro “episódio vencedor” dessa série? Chegou muito tarde pelo que dizem…

    Acho que realmente não vou com a cara dessa tripulação, meio fraquinha e sem sal (sem contar que os vulcanos viraram uns chatos e a premissa tem gosto de reboot).
    Não vou mais comentar essa série pra não encher o saco de quem gosta… mas pra mim ela não significa nada…

  3. Eu realmente passei a gostar de Enterprise quando vi esse episódio, no piloto eu ainda estava em cima do muro.

    E o que me ganhou foi esse perigo imediato. Nas outras séries mesmo que pintasse um inimigo poderoso sabíamos do potencial, mesmo sem apelar para as tecnobaboseiras, afinal a frota estelar já era velha de guerra.

    Aqui a premissa é que a nave é pra lá de fraca e a própria tribulação não sabe como se virar.

  4. ADAPTAÇÕES

    Essa deficiência mostra sua valia mais adiante no episódio, quando a nave faz um teste real das modificações e quase é atingida por um torpedo que ela mesma lançou no processo. A cena é extremamente bem executada e serve para mostrar o quão despreparada está a Enterprise para uma missão arriscada no espaço profundo.

    Neste episódio pude vislumbrar a aproximação da ficção a realidade, isto em TOS era contornado eficientemente pelo Engº Scott e pelo oficial de ciências Spock, no entanto aqui foram necessários vários testes, e de certa forma demonstrando despreparo da tripulação e da equipe de fabricação das naves série NX-01, pois todo aquele patrimônio quase foi para o “espaço”. Observamos aqui também a adaptação da tripulação, através da alferes Hoshi Sato ao seu novo ambiente, creio que outros tiveram algo parecido.
    Talvez vejamos algo parecido em STXI em relação a NCC-1701, neste reboot trazendo-a mais próxima da realidade.
    😉

  5. Galera, saiu novo cartaz agora com a tripulação, o omelete fez o anúncio.
    Segue link:
    http://www.omelete.com.br/cine/100017071/Novo_cartaz_de_Star_Trek_apresenta_a_tripulacao_da_Enterprise.aspx

  6. Antonio de Pádua | 20 de dezembro de 2008 at 10:57 am |

    Na minha opinião o que fez ENT perder o fio da meada foram as tentativas desesperadas de aumentar a audiência. Creio que se eles tivessem deixado a idéia original fluir o resultado da série teria sido muito melhor e ela se tornaria um ícone do universo de Star Trek.

  7. Valter, assista o quarto ano da série. Sem mais.

    M’Y

  8. É um bom episódio sim, mostra a proposta acertada de ser uma real primeira viagem da humanidade.
    Se houvessem outras séries de ST no tempo tradicional do cannon não só não haveria polemica como teria cido bem recebida como uma divertida curiosidade pelos fãs. Mas não havia, e ainda mostrou que o cannon era mal tratado, não respeitado nem rebootado.
    Se não estou enganado, e por parecer que ST XI vai seguir um pouco o cannon de ENT (e nenhum do TOS), posso afirmar que quem menos sabe do cannon é a Paromount.
    Que CHATO a atitude dela.
    Ou ela abandona ou respeita o cannon. Parece marido com amante enganando a esposa. O marido quando casou disse amar a esposa, depois arrumou a amante e aos poucos não se decidindo se quer a amante ou a esposa vai enrolando, enrolando, enrolando…
    O marido é a Paramount, a amante as novas produções sobre o passado e um novo cannon de ST. E nós os fãs a esposa que já sabe da amante, que dá amor e tempo e só está esperando para levar o pé na bun…!
    Só que acho que vai acontecer como nas novelas, o cara quebra a cara com amante que vai lhe dar um belissímo golpe do baú, e depois vai bater na porta pedindo perdão de adivinhem de quem?

  9. Leandro Martins | 20 de dezembro de 2008 at 8:01 pm |

    Atenção, usuários: mantenham os comentários das guias dos episódios sobre os EPISÓDIOS pertinentes, e não sobre gratuito bashing ou gushing do que mais quer que seja.

  10. Desculpe ai o exagero, é culpa minha!

  11. “bashing ou gushing”?

    dá pra traduzir?

  12. Pado, reboot ou não da TOS, as mudanças na linha do tempo acontecem quando o Nero volta no tempo. Ou seja, tanto para TOS quanto para STXI, ENT aconteceu do mesmo exato jeito.

    M’Y

  13. cesar antonio r martins | 20 de dezembro de 2008 at 11:52 pm |

    Post ^11, do Valter:

    1º) Bashing – sufixo que indica críticas ou ataques violentos a pessoas ou grupos;

    2º) Gushing – adjetivo, significando efusivo, sentimental.

    Espero haver ajudado.

    A-koo-che-moya, Gene …

  14. Valeu, Cesar.

    Estou meio alienado dessa nova “linguagem”…

  15. Cara,
    Eles tinham que ter investido mais na TPol!!!
    Diminuindo a roupa dela, por exemplo, com certeza a audiência aumentaria!!!!
    Ainda sonho com a 7/9 abduzindo a vulcana… êita sonho bom!!!!
    He he he

  16. Eu sou indiscutivelmente apaixonado por essa série. Esse episódio me trouxe muita emoção. quase choro, no final, quando Sato e Phlox, deixam a lesma alienígena naquele planeta, ao som da bela música que conclui a aventura. Fantástico!Nota 10 para a tripulação de Archer.

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