Virtual piloto de Discovery inicia, com muitos mistérios, a jornada de redenção de Burnham

Sinopse

Seis meses após a Batalha das Estrelas Binárias…

Michael Burnham está em uma nave auxiliar de transporte de prisioneiros. Com ela, outros três condenados, a caminho de uma colônia de mineração em Tellun. O veículo atravessa uma tempestade espacial e seu casco começa a ser infestado por uma espécie chamada GS54, criaturas espaciais que consomem eletricidade. A piloto da nave precisa realizar uma atividade extra-veicular para esterilizar a nave, mas seu téter é cortado e ela se perde no espaço. É também uma sentença de morte para os prisioneiros a bordo, que estão algemados e nada podem fazer. Eles se desesperam, com exceção de Michael, que a essa altura já não parece mais se importar com sua própria vida. E então, quando tudo parece perdido, a nave é pega por um raio trator — é a USS Discovery, pronta para salvar o dia.

A nave auxiliar é conduzida ao hangar, e lá os prisioneiros são recepcionados pela comandante Landry, a oficial chefe de segurança. Aliás, “recepcionados” não é uma boa palavra; Landry não poupa o linguajar ao falar dos prisioneiros, que incluem a primeira amotinada da Frota Estelar. Eles são conduzidos ao refeitório, onde Burnham reencontra Keyla Detmer, oficial que servia com ela na Shenzhou. Mas Detmer, que agora tem um olho artificial após algum ferimento de batalha, desvia o olhar.

Burnham se senta com os outros prisioneiros e uma briga começa, quando dois deles a atacam. Usando golpes de Suus Mahna, uma arte marcial vulcana, ela se defende e dá uma surra nos dois, até que Landry controla a situação, dizendo a Michael que o capitão quer falar com ela e mandando os demais para a detenção.

Ao subir para a ponte, a caminho do gabinete do capitão, Burnham descobre que Saru também está a bordo e é o primeiro oficial da Discovery, promovido a comandante após a Batalha das Estrelas Binárias. Ao entrar no gabinete, Michael estranha a penumbra. O capitão Gabriel Lorca explica que seus olhos foram feridos em batalha e agora têm dificuldade para se acostumarem a iluminação mais intensa. Ele comunica a Burnham que quer colocá-la para trabalhar e não sensibiliza com o apelo dela para não se envolver.

Ela é levada por Landry a um alojamento, que informa que ela será escoltada quando for trabalhar. Burnham se deita numa das duas camas e logo conhece sua colega de quarto, a jovial — e ansiosa — cadete Silvia Tilly, engenheira teórica cursando o quarto ano da Academia da Frota Estelar. Tilly fica feliz de ter uma colega de quarto, e ao mesmo tempo apreensiva pelo fato de ser Michael Burnham, a amotinada. A situação fica ainda mais tensa quando a nave entra em “alerta escuro”. Gotas de água flutuam no ar, deixando Michael muito confusa. “Tilly, que diabo está acontecendo nesta nave?”

Na manhã, Saru vem escoltá-la até a engenharia, onde ela irá trabalhar. Os dois travam a primeira conversa depois de tudo que aconteceu a bordo da Shenzhou. Michael manifesta seu arrependimento, e Saru mostra alguma empatia, mas reafirma que ela é perigosa e que ele pretende fazer um melhor papel ao proteger a vida de seu capitão que o que ela fez com a dela.

Na engenharia, Michael procura pelo tenente Paul Stamets, mas ele está num laboratório restrito, com acesso controlado por impressão de hálito. Irritado e claramente trabalhando com ela a contragosto, ele pede que ela analise e concilie dois códigos de programação sem nem mesmo contar do que se tratam. Enquanto ela trabalha, Stamets conversa com seu colega Straal, que está a bordo da nave-gêmea da Discovery, a USS Glenn, realizando os mesmos experimentos e, aparentemente, tendo muito mais progresso. Quando Michael se aproxima, eles cortam a comunicação.

Pouco tempo depois, vem a notícia de que a Glenn sofreu um acidente durante atividades de alerta escuro e toda a tripulação foi morta. A nave ficou à deriva em território klingon, e a missão da Discovery é resgatar todo o equipamento relacionado ao projeto. Viajam até a Glenn, via nave auxiliar, Stamets, Landry, Burnham (escalada para o grupo à revelia de Stamets), Tilly e um oficial de segurança, Kowski.

A bordo da nave estelar à deriva, encontram uma carnificina. A nave tem marcas espirais externas que parecem indicar que o acidente estava ligado mesmo ao experimento conjunto de Stamets e Straal, e os corpos dos tripulantes estão completamente retorcidos, num padrão semelhante. O grupo de abordagem também encontra corpos klingons, mas esses foram dilacerados por algo cortante, capaz de rasgar paredes também. Eles chegam a encontrar um klingon vivo, mas ele é capturado e morto por uma criatura grande e desconhecida que está à solta na nave. Kowski também sofre o mesmo fim.

Em fuga, os tripulantes da Discovery correm para a engenharia, a fim de resgatar todos os dados e equipamentos ligados ao projeto, e são perseguidos pela criatura. Burnham decide ficar para distraí-la, enquanto eles avançam de volta para a nave auxiliar. O plano dá certo, mas obriga Michael a correr pelos tubos Jefferies com o bicho no seu encalço. Ela se coordena com o resto da equipe para abrir uma passagem que permita a ela saltar direto para a nave auxiliar, no hangar, e dá certo. O grupo retorna são e salvo para sua nave estelar, e Lorca ordena a destruição da Glenn.

O capitão também oferece a Michael a chance de se juntar à tripulação da Discovery em caráter permanente, mas ela hesita em aceitar, por acreditar que o misterioso projeto é alguma arma biológica de destruição em massa, proibida pelos Tratados de Genebra de 1928 e 2155. Lorca então se transporta com ela para a engenharia e explica a verdadeira natureza da iniciativa — trata-se de uma tentativa de criar um motor de esporos, baseado em uma espécie que viaja pela galáxia e coexiste numa rede subespacial que se espalha pelo Universo. Em princípio, o motor poderia permitir viagens quase instantâneas entre pontos muito afastados — uma vantagem estratégica crucial para a vitória na guerra com os klingons. Lorca coloca Burnham no cubo de reação dos esporos e mostra a ela por onde aquela amostra em particular tem viajado, uma visão incrível de sucessivos mundos distantes. Com isso, ele a faz ver que a tecnologia não tem uso só para a guerra, mas pode revolucionar a exploração espacial em tempos de paz.

Diantes desses argumentos, Burnham decide ficar, e a nave de prisioneiros, já reparada, parte para Tellun sem ela.

O que ela ainda não sabe é que Landry, a mando de Lorca, capturou e transportou para a Discovery a violenta criatura que estava a bordo da Glenn. Ela agora faz parte de uma vasta coleção de criaturas, fósseis e artefatos que Lorca mantém num dos deques inferiores da nave.

Comentários

“Context Is for Kings” é, declaradamente, o verdadeiro “piloto” de Star Trek: Discovery. Sua estutura claramente se presta a esse fim, com a apresentação sistemática dos personagens regulares e daquela que é uma das grandes estrelas de qualquer série da franquia: a nave-heroína, no caso a USS Discovery.

Todo esse conteúdo expositivo, que tende a ser um pouco forçado e enfadonho, é feito de forma muito competente aqui, sem impedir que a história do episódio se desenvolva como deve e sem diluir a atenção do telespectador. Aliás, é impressionante como os respeitáveis 48 minutos passam voando. Não há, por sinal, elogio mais efusivo que este.

A estrutura narrativa é feita para realçar os mistérios da Discovery e de sua tripulação. Mas, longe de parecer forçada, ela se beneficia do fato de que a protagonista da série “cai de para-quedas” na nave para que sigamos seus passos no desvendar desses enigmas. É um exercício interessante, pois envolve tentar formar uma ideia baseada em frases desconexas de personagens que realmente não querem revelar no que estão trabalhando e quais são suas verdadeiras intenções.

De caras conhecidas, temos Saru, que agora é comandante e primeiro oficial, e Keyla Detmer, a piloto da Shenzhou que também foi transferida para a Discovery e, entre a Batalha das Estrelas Binárias e este episódio, sofreu ferimentos que a obrigaram a usar um implante ocular artificial. Dá para sentir o misto de admiração mútua, desconfiança, ressentimento e arrependimento em todos os diálogos entre Michael e Saru, dando continuidade — de uma forma muito tensa, quase elétrica — à relação que nos foi apresentada nos dois primeiros episódios. Saru, embora pouco ativo neste episódio, faz valer cada segundo de tela, com mais uma grande atuação de Doug Jones. A química entre ele e Sonequa Martin-Green às vezes faz parecer que os dois seriam interessantes até mesmo lendo em voz alta uma lista telefônica.

Temos também a nossa primeira impressão do capitão Gabriel Lorca, trazido à vida de forma muito charmosa e efetiva por Jason Isaacs. Lorca é daqueles sujeitos que falam pouco, mas quando eles falam todo mundo presta atenção. Recluso e misterioso, ele é uma sombra constante, mesmo quando não está em cena. Ele parece ter uma relação especial com a comandante Landry, que, fora isso, parece um pouco como uma personagem de uma nota só.

Completando o elenco regular, temos o tenente Paul Stamets, um cientista excêntrico e ressentido com a apropriação da Frota Estelar sobre seu trabalho em tempo de guerra, e a cadete Sylvia Tilly, que tem aqui uma função de alívio cômico. Às vezes convence, às vezes não. De todo modo, tivemos pouco desses dois até agora para fazer um julgamento.

No geral, foi um jeito muito interessante de nos apresentar o conceito do motor de esporos, uma tecnologia que soa estranha e talvez um pouco deslocada a princípio, mas que, no fundo, tem um bom encaixe na história pregressa de Jornada nas Estrelas. E isso tanto em estilo (várias séries apresentaram tecnologias de propulsão alternativas, das ondas sóliton de A Nova Geração ao slipstream drive de Voyager) quanto na cronologia da saga (sabemos que a Frota Estelar tem um projeto de tecnologia transdobra em 2285, quando a Excelsior é equipada com um motor experimental desse tipo; Discovery começa 29 anos antes, de forma que seus testes podem muito bem ser a base inicial para o desenvolvimento deste programa).

A ideia é especialmente curiosa por se basear em biologia, em vez de física. Ou em “biologia como física”, como preferiu dizer, de forma criptica. Stamets. Mas até para isso há precedente em Jornada nas Estrelas, nos episódios de A Nova Geração com o Viajante, em que o pensamento é um ingrediente essencial para viagens ultra-rápidas pelo espaço. E não há dúvida de que é uma tecnologia muito atraente do ponto de vista de histórias possíveis, a ponto de a gente torcer para a guerra com os klingons acabar logo de forma que o motor de esporos possa ser usado para fins exploratórios e pacíficos. A cena em que Lorca demonstra a Michael o poder dos esporos é sensacional, não só pelo saudosismo evocado pelas paisagens que remetem a cenários da Série Clássica, mas pelo potencial que vemos ali.

Tendo dito tudo isso, sabemos que há um limite para o uso desse recurso, caso os produtores desejem permanecer fiéis ao cânone no futuro. Ninguém nas outras séries chegou a ter um motor de esporos, o que significa que só podemos concluir que o projeto da Discovery, ao fim das contas, fracassou.

Michael Brunham começa aqui sua jornada de redenção, não só por suas ações, gradualmente conquistando a confiança de seus colegas a bordo da Discovery, mas pela própria avaliação do capitão Lorca — o primeiro a sugerir que, a despeito de tudo ter dado errado na Batalha das Estrelas Binárias, a leitura dela de que a estratégia usual da Frota Estelar não ia resolver a questão foi correta. “Leis universais são para lacaios. Contexto é para reis.” Em uma pequena cápsula, Lorca ao mesmo tempo faz um elogio a Michael e revela sua própria personalidade, como um capitão cínico e eminentemente prático. Ele tem um trabalho a fazer e irá fazê-lo, não importa como ou com quem. É um capitão bem diferente dos protagonistas anteriores de Jornada, mas não menos interessante ou mesmo menos admirável.

E o que é interessante notar a essa altura é como Discovery consegue navegar por diferentes tipos de história — algo que Jornada sempre fez muito bem — mesmo adotando uma estratégia para construção de mundo e pesada serialização. Se você for parar para pensar, “The Vulcan Hello” é um episódio focado em exploração, “Battle at the Binary Stars” é um episódio de guerra, e “Context Is for Kings” é um episódio de mistério e suspense. Isso é legal, e cria uma expectativa de que o resto da série continuará essa tradição de ter episódios com tons diferentes. E qual será a elasticidade disso? É possível termos um episódio de comédia em Discovery em algum momento? A conferir.

Akiva Goldsman faz aqui um excelente trabalho de direção. O ritmo do episódio é perfeito, e os ângulos de câmera se beneficiam dos cenários nesta que foi a apresentação oficial da USS Discovery ao público. (Da ponte, só tivemos um vislumbre, mas já valeu. E adoro a engenharia com o motor de dobra ao fundo seguindo o estilo da Série Clássica.) As cenas na Glenn são também muito efetivas, a despeito da sinistra escuridão por toda parte.

No fim das contas, “Context Is for Kings” cumpre bem a sua função introdutória, sem abdicar de contar uma boa história e criando ganchos efetivos para novos desenvolvimentos.

Avaliação

Citações

Tilly – I’ll call you Mickey; I think that’s a little more approachable.
(Vou chamá-la de Mickey. Acho que é um pouco mais simpático.)
Burnham – No, you won’t.
(Não, não vai.)
Tilly – No, I won’t.
(Não, não vou.)

Lorca – We are creating a new way to fly.
(Estamos criando um novo modo de voar.)

Lorca – Universal lay is for lackeys. Context is for kings.
(Lei universal é para lacaios. Contexto é para reis.)

Trivia

  • De acordo com o produtor executivo e showrunner Aaron Harberts, esse episódio é essencialmente o “piloto” de Star Trek: Discovery. Os anteriores seriam mais bem definidos como um “prólogo”.
  • A placa dedicatória da USS Discovery indica que ela pertence à classe Crossfield, em homenagem a Albert Scott Crossfield, o primeiro piloto a atingir Mach 2 (duas vezes a velocidade do som), em 1953.
  • A USS Glenn, nave-gêmea da Discovery, tem seu nome em homenagem a John Glenn (1921-2016), o primeiro americano a orbitar a Terra, em 1962, e que, por sinal, voltou ao espaço idoso, em 1998, a bordo do ônibus espacial Discovery.
  • Tellun, local para onde os prisioneiros deste episódio estão sendo levados, é um sistema estelar na fronteira entre o espaço da Federação e o Império Klingon, segundo o episódio clássico “Elaan of Troyius”.
  • Michael Burnham é descrita como a primeira amotinada da Frota Estelar. Em Enterprise, episódios como “Hatchery” e “Bound” mostram situações de motim, mas sempre sob alguma influência alienígena, o que exonerou qualquer um dos envolvidos de um julgamento e uma condenação. Burnham seria a primeira condenada por motim. Mais adiante, na Série Clássica, vemos três menções ou ocorrências de motim. Em “The Menagerie”, Spock se amotina para levar a Enterprise a Talos IV, sendo perdoado ao fim do episódio. Em “Whom Gods Destroy”, descobrimos que a tripulação do capitão Garth se amotinou contra ele. E, em “Turnabout Intruder”, a tripulação da Enterprise se amotina contra o capitão Kirk, cujo corpo então estava ocupado pela mente de Janice Lester. Curiosamente, em “The Tholian Web”, Chekov questiona Spock sobre se há algum registro de motim a bordo de uma nave estelar, e o primeiro oficial responde: “Absolutamente nenhum registro de tal ocorrência.” Ele provavelmente se refere a um motim como o evidenciado a bordo da USS Defiant na ocasião, em que a tripulação simplesmente se matou, mas ainda assim é uma resposta incomumente imprecisa, vinda de nosso vulcano favorito; ele certamente teria acesso aos registros do que se passou na época de Enterprise, assim como os do motim na nave de Garth, além, claro, de seu próprio motim em “The Menagerie”. Apenas o de “Turnabout Intruder” ainda não havia acontecido na ocasião.
  • A disciplina marcial vulcana Suus Mahna é vista pela primeira vez em Enterprise. No episódio “Marauders”, T’Pol ensina rudimentos dela a mineradores, para que eles possam se defender de saqueadores klingons.
  • O Prêmio Zee-Magnees, mencionado por Straal para Stamets, é concedido pelo Instituto Zee Magnees para Pesquisa Teórica, e é uma espécie de Nobel da Federação. Richard Daystrom ganhou o prêmio em 2243, por seu desenvolvimento da duotrônica, conforme mencionado em “The Ultimate Computer”, da Série Clássica. Também sabemos que Ira Graves ganhou o prêmio por seus avanços em cibernética. Pelo menos, é o que consta de um certificado visto em seu laboratório em “The Schizoid Man”, de A Nova Geração.
  • O Protocolo de Genebra citado por Burnham e confirmado em 1928 proibiu o uso de armas químicas em guerras. Ela também menciona um novo protocolo, assinado em 2155, que possivelmente expande o efeito do original. Pela data, é concebível que ele tenha sido assinado durante a formação da Coalizão de Planetas, precursora da Federação, conforme visto em Enterprise.
  • Ao demonstrar o poder dos esporos, Gabriel Lorca menciona alguns lugares famosos da saga de Jornada nas Estrelas. Ilari é um planeta no quadrante Delta, visitado pela USS Voyager no século 24 no episódio “Warlord”. As luas de Andória dizem respeito ao sistema de origem dos andorianos. Romulus é o planeta capital do Império Romulano. As imagens, por sua vez, não casam com as citações de Lorca. Em vez disso, vemos, entre outras cenas, um planeta com um obelisco dos Preservadores (como o de “The Paradise Syndrome”), uma panorâmica da Base Estelar 11 (de “Court Martial”) e o cenário de Janus VI (de “The Devil in the Dark”).

  • A espécie de fungo que alimenta o motor de esporos é mencionada como Prototaxites stellaviatori. O gênero Prototaxites é real e corresponde a fósseis de fungos existentes na Terra entre 420 milhões e 370 milhões de anos atrás. A espécie P. stellaviatori, contudo, é ficcional. O termo, em latim, significa viajante das estrelas.
  • A coleção do capitão Lorca tem diversos itens reconhecíveis para os fãs, como um pingo (presumivelmente castrado), um esqueleto (fóssil?) gorn e um par de voles cardassianos.
  • Michael Burnham diz que sua mãe adotiva, Amanda Grayson, lia para ela e para seu filho (Spock, que não é mencionado nominalmente) e apreciava particularmente a obra de Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas. A menção canoniza algo que Spock disse em “Once Upon a Planet”, da Série Animada.
  • O roteiro especifica o nome de alguns dos tripulantes da ponte da USS Discovery que passaram sem menções diretas até o momento. Nas operações, temos a tenente (júnior) Joann Owosekun, o oficial de comunicações é o tenente Milton Richter, e a tenente-comandante Airiam, descrita como uma híbrida biológica-sintética, serve como oficial de operações do motor de esporos.
  • Na primeira versão do roteiro, escrita pelos mesmos autores da versão final, o episódio se chamava “Last Shuttle to Tellun” (“Última nave para Tellun”).
  • Originalmente, durante a caminhada até o refeitório, Burnham impedia um dos prisioneiros de pegar um feiser de um oficial de segurança distraído. Essa era a motivação para a briga que acontece depois. Na versão final, a razão implícita para a agressão a Burnham é sua responsabilidade nos eventos que levaram à guerra.

Ficha técnica

História de Bryan Fuller & Gretchen J. Berg & Aaron Harberts
Roteiro de Gretchen J. Berg & Aaron Harberts & Craig Sweeny
Dirigido por Akiva Goldsman
Exibido em 01/10/2017
Produção: 103

Elenco:

Sonequa Martin-Green como Michael Burnham
Jason Isaacs como Gabriel Lorca
Doug Jones como Saru
Anthony Rapp como Paul Stamets
Mary Wiseman como Sylvia Tilly
Emily Coutts como Keyla Detmer

Elenco convidado:

Rekha Sharma como Ellen Landry
Julianne Grossman como computador da Discovery
Grace Lynn Kung como Psycho
Devon MacDonald como oficial de engenharia
Sara Mitich como Airiam
Oyin Oladejo como Joann Owosekun
Conrad Pla como Stone
Ronnie Rowe Jr. como piloto da nave auxiliar
Christopher Russell como Milton Richter
Saad Siddiqui como Straal
Elias Toufexis como Cold
Tasia Valenza como computador
John MacDonald como Kowski

TB ao Vivo a respeito do episódio:

Para baixar o programa em áudio mp3, clique aqui.

Outras análises da equipe do Trek Brasilis:

Luiz Castanheira revisa “Context is for kings”

“Context is for kings” é tema do Odocast