DSC 1×04: The Butcher’s Knife Cares Not for the Lamb’s Cry

Denso e um pouco atabalhoado, episódio revela truques da Discovery com trama trekker clássica

Sinopse

Uma impressora 3D acaba de produzir o novo uniforme de Michael Burnham, agora designada para a divisão de ciências da Discovery. Ela experimenta o traje e lembra como jamais pensou que voltaria a usar as cores da Frota Estelar — e, no entanto, lá está ela. A cadete Tilly chega ao alojamento com uma caixa, destinada a Michael. Ao pressionar o sensor para identificação, Michael descobre que se trata do testamento da capitão Georgiou. Sem estômago para encarar, ela coloca a caixa sob a cama. Em seguida, é chamada à ponte.

No turboelevador, ela encontra Saru, surpreso em revê-la. Seus gânglios de perigo despertam por trás de sua cabeça enquanto ele diz que Michael deveria ter partido com a nave de transporte de prisioneiros, no dia anterior. Burnham conta que o capitão Lorca lhe ofereceu uma chance de ficar e ela aceitou — para a frustração do kelpien.

Na ponte, uma batalha se desenrola. Mas a Discovery não está indo nada bem. Os klingons parecem destruí-la, e aí fica claro que tudo não passou de uma simulação. Lorca está muito irritado com o desempenho da tripulação, a despeito das promessas da comandante Landry de que eles vão melhorar. “Seria difícil piorar”, responde Lorca, antes de chamar Burnham para caminhar com ele.

Ambos vão até a misteriosa sala em que o capitão guarda sua coleção de artefatos, e Lorca revela que a criatura encontrada a bordo da Glenn está ali. A missão de Burnham é estudá-la e descobrir de onde vem sua força e resistência, capaz de matar klingons, cortar cascos de nave estelar e resistir a disparos de feiser em regulagem letal. Lorca quer esse conhecimento convertido em uma arma.

Enquanto isso, longe dali, no campo de destroços das Estrelas Binárias, a tripulação da nave-sarcófago, liderada por Voq, ainda tenta efetuar reparos no veículo, mas a essa altura seus seguidores estão passando fome.

Eis que Kol, líder da Casa de Kor, aparece, humildemente, pedindo a Voq que leve a nave-sarcófago à frente de batalha, pois é a única que tem um dispositivo de camuflagem. Voq explica a situação, alega que sua tripulação está faminta e ainda lhe falta uma unidade de processamento de dilítio.

Mais tarde, L’Rell diz a Voq que a única saída é pegar uma unidade processadora de dilítio deixada no que restou da Shenzhou, abandonada pela Frota Estelar após a batalha, seis meses atrás. Voq resiste, pois considera inaceitável misturar tecnologia dos assassinos de T’Kuvma à nave dele. L’Rell, por sua vez, lembra que eles não tiveram semelhante pudor quando comeram o cadáver da capitão Georgiou.

Na Discovery, Lorca recebe uma comunicação da almirante Cornwell. Os klingons estão atacando a colônia mineradora em Corvan II, de onde sai 40% da produção total de dilítio da Federação. A situação é deseperadora, tanto do ponto de vista estratégico quanto do ponto de vista da sobrevivência dos mineiros. A Discovery, com seu motor de esporos experimental, é a única que pode chegar em tempo de evitar o pior. Lorca garante à almirante que eles estão prontos.

Na engenharia, contudo, o tenente Stamets conta outra história. Mesmo com os equipamentos recuperados da Glenn, que representam um aperfeiçoamento do sistema de plotagem de coordenadas para saltos, falta um supercomputador capaz de guiar com sucesso a nave pela misteriosa rede micelial. Lorca precisa de resultados imediatamente, e Stamets promete fazer uma tentativa.

Em outra frente, o capitão ordena que a comandante Landry trabalhe com Burnham para desvendar os mistérios da criatura que lembra uma versão gigante — e mortal — do tardígrado terrestre. Landry apelida o bicho de Estripador.

A Discovery então tenta dar um salto para Corvan II, mas quase mergulha numa estrela de tipo O, após uma falha do sistema. Antes do salto malfadado, Burnham nota que o tardígrado ficou transtornado, claramente perturbado pela iminência da viagem pela rede micelial. A nave consegue escapar do campo gravitacional do astro, mas está de volta à estaca zero. E Stamets agora tem um nariz quebrado com que se preocupar, depois de bater a cara num console durante o salto atribulado. Na enfermaria, enquanto ele é tratado pelo doutor Hugh Culber, Lorca pressiona-o por uma nova tentativa. Stamets ameaça simplesmente abandonar o trabalho. Revoltado, Lorca manda as mensagens de socorro de Corvan II serem transmitidas diretamente para os alto-falantes de toda a nave.

A tripulação está muito pressionada. Landry, especialmente impaciente, se cansa de estudar o Estripador. Decide, sob protestos de Burnham, anestesiar o bicho e então arrancar uma de suas patas na marra. O resultado é catastrófico. A anestesia não funciona e o tardígrado ataca Landry, matando-a. Lorca, que tinha uma relação especial com sua oficial de segurança, pede a Burnham que redobre seus esforços para que a morte dela não seja em vão.

Enquanto isso, nas Estrelas Binárias, Voq e L’Rell vão à Shenzhou e resgatam a unidade de processamento de dilítio. Ao retornarem à nave-sarcófago, contudo, veem-se diante de um banquete. Kol comprou a lealdade dos guerreiros famintos da Casa de T’Kuvma e agora os comanda. Ele decide matar Voq, e L’Rell, aparentemente se juntando aos traidores, sugere que uma punição melhor seria deixar o suposto Portador da Chama para morrer na nave daqueles que mataram seu mestre — a Shenzhou.

Na Discovery, Burnham formula a hipótese de que o tardígrado não é inerentemente violento. Para testá-la, chama Saru até a sala da coleção de Lorca, sob o falso pretexto de se desculpar. Na verdade, ela só quer ver se seus gânglios de ameaça reagem à criatura. Não reagem. Hipótese confirmada, e um kelpien muito magoado. Michael então começa a enxergar uma relação entre o tardígrado e os esporos — o animal teria aparecido na Glenn pela primeira vez justamente onde eles armazenavam seus cogumelos — e decide tentar alimentá-lo com eles. Tilly dá uma mãozinha e “empresta” um pacote de esporos da engenharia. O tardígrado se alimenta e demonstra gratidão a Michael, que então vai apresentar seus achados ao tenente Stamets.

A ideia dela é que a Glenn estivesse usando o tardígrado como o “supercomputador” para navegação. Os dois testam a reação do tardígrado à floresta artificial da nave, e ele realmente mostra ter uma relação simbiótica com os esporos. Decidem então colocá-lo no cubo de reação, na engenharia. Outra peça de equipamento extraída da Glenn se conecta ao tardígrado e o sistema de navegação se acende como uma árvore de Natal, com todos os sistemas mapeados. Michael percebe que o animal parece estar sofrendo, mas a Discovery está pronta para um novo salto.

Desta vez a viagem até Corvan II é bem-sucedida, e a Discovery consegue repelir o ataque klingon, salvando a colônia de mineradores.

Nas Estrelas Binárias, a nave-sarcófago está novamente operacional e parte, sob o comando de Kol, enquanto Voq reza a T’Kuvma e diz sentir que isso não é o fim. E eis que L’Rell se materializa atrás dele e diz que vai ajudá-lo, conseguindo que uma nave o leve até as matriarcas da Casa de Mókai, que mostrarão a ele coisas que ele julga impossíveis para que possa voltar a liderar. Mas o preço será alto, ela diz de forma enigmática. Voq terá de sacrificar “tudo” no processo.

De volta à Discovery, a cadete Tilly diz a Michael que as ações dela ajudaram a salvar milhares de pessoas em Corvan II. Ela estava construindo uma nova reputação para si mesma, indo além do rótumo de “amotinada”. Burnham então decide finalmente ouvir o testamento de Philippa Georgiou. Na mensagem holográfica, a capitão lembra sua ex-primeiro oficial de que ela é, acima de tudo, uma exploradora e deixa a ela seu bem mais precioso — o telescópio que ela tinha no gabinete da Shenzhou, na família dela há séculos.

Comentários

Podemos falar muitas coisas sobre “The Butcher’s Knife Cares Not for the Lamb’s Cry”, mas uma coisa que ninguém pode dizer é que pouca coisa acontece nesse episódio. São diversas tramas concorrendo ao mesmo tempo pela atenção do telespectador. Isso, por um lado, traz uma dinâmica incrível, que faz os 49 minutos (episódio individual mais longo de Star Trek desde 1969!) passarem voando. Por outro lado, uma olhada mais atenta permite reparar que nem todas as peças se encaixam tão bem quanto deveriam — e algumas peças ficaram faltando.

Temos uma trama A que mostra Michael Burnham tentando aprender mais sobre a criatura enfrentada e capturada em “Context Is for Kings” e uma trama B que mostra o capitão Gabriel Lorca tentando transformar sua tripulação de cientistas em soldados e então implementar uma missão de resgate a Corvan II. Correndo por fora, temos ainda a trama C — a primeira revisita aos klingons desde a Batalha das Estrelas Binárias, que foi apenas há dois episódios, mas também há seis meses.

É inegável que essa é a parte mais complicada do episódio. Os klingons repaginados de Discovery oferecem um potencial inegavelmente grande, e é a primeira vez que vemos diversidade cultural entre eles em toda a franquia. Descobrimos neste episódio que L’Rell pertence a duas casas — a de T’Kuvma, composta pelos fanáticos que o consideravam uma espécie de reencarnação de Kahless, e a de Mókai, descrita por ela mesma como a dos enganadores, dos vigias, dos tecedores de mentiras… o que, francamente, soa como uma ótima descrição de muitos dos klingons vistos na Série Clássica, bem diferentes daqueles cuja cultura foi estabelecida a partir de A Nova Geração.

Para os fãs interessados nos klingons, parece uma informação interessante. A essa altura, podemos apostar que o espião Arne Darvin, desmascarado pelo capitão Kirk com a ajuda dos pingos na estação K-7 em “The Trouble With Tribbles”, provavelmente pertencia à Casa de Mókai.

Agora, por mais que tudo isso seja *teoricamente* interessante para os fãs hardcore, a verdade é que as cenas klingons em geral não funcionam. É difícil num primeiro momento determinar o que as leva ao fracasso. Somos induzidos a pensar que pode ser a língua, pode ser a pesada maquiagem tornando o trabalho dos atores menos efetivo, pode ser até o cenário gótico e as escolhas de iluminação psicodélicas — difícil dizer algo mais concreto numa primeira aproximação, salvo que alguma coisa parece estar muito errada.

Uma análise mais cuidadosa, contudo, revela o maior erro de todas as cenas klingons — todas, desde o piloto. Elas são mera exposição. São klingons falando o que pensam, o que querem, o que fazem. Veja: não são klingons pensando, querendo e fazendo. Eles só falam, falam e falam. Não é preciso ser um mestre roteirista para saber que cenas expositivas — aquelas que falam de ações, em vez de mostrá-las — devem ser usadas com parcimônia, porque quebram o ritmo de qualquer história. Por vezes, são inevitáveis, e aí cabe aos atores torná-las menos enfadonhas. O que, no caso dos klingons, é missão praticamente impossível, com a maquiagem carregadíssima e a língua alienígena. Ou seja, enquanto os episódios de Discovery em geral “voam”, as cenas klingons em particular se arrastam. É uma quebra de ritmo assustadora.

Convenhamos: a única cena klingon que funcionou minimamente foi a que reuniu L’Rell e Voq na Shenzhou para pegar a unidade de processamento de dilítio. Não por acaso, é a única cena em que os klingons, além de falar, estão *fazendo* alguma coisa. Mary Chieffo em particular conseguiu “furar” a maquiagem para transmitir ali um subtexto sedutor e intrigante em L’Rell. Mas, verdade seja dita, é muito pouco, levando em conta o quanto Discovery aposta nos klingons para sua proposta de “construção de universo”.

Incomoda também o fato de os klingons terem aparentemente parado no tempo por seis meses. Sabemos que, sob o comando de Voq, a tripulação esteve reparando a nave-sarcófago a partir de partes recolhidas de naves klingons destruídas na Batalha das Estrelas Binárias, e sabemos que eles estão sem comida e passando fome. Mas não sabemos por que nenhuma nave klingon foi até lá nos seis meses que se passaram para prestar assistência ou mesmo capturar a nave, com sua tecnologia exclusiva de camuflagem. Bem, Kol foi lá para isso, mas por que depois de seis meses? Não chega a ser um grande problema e é possível racionalizar n respostas. Mas, considerando que exposição não faltou no lado klingon, os roteiristas bem que poderiam ter sido mais cuidadosos com isso.

O futuro do arco klingon realmente preocupa. Desinteressante e arrastado, ele por enquanto não justifica todo o esforço depositado nele.

A bordo da USS Discovery, contudo, as coisas vão muito melhor, e este episódio serve um duplo propósito: por um lado, é um veículo para conhecermos melhor o arrojado estilo de comando de Gabriel Lorca — um capitão da Frota Estelar que estuda guerra por hobby. O personagem está muito bem delineado — na página e na tela — e é muito bom vermos um oficial comandante tão diferente de seus predecessores em Star Trek e ainda assim capaz de transmitir tanta confiança e competência. O casamento perfeito do roteiro com Jason Isaacs traz um frescor à cadeira central da ponte — cadeira, aliás, em que Lorca ainda não se sentou até o momento.

Por outro lado, o episódio também traz uma trama com elementos trekkers clássicos. É impossível ver a situação do tardígrado — monstro transformado em criatura benigna por meio de um esforço de compreensão do outro — e não reconhecer ali a essência de Jornada nas Estrelas. A saga da horta, em “The Devil In the Dark”, da Série Clássica, é o exemplo mais óbvio.

A novidade foi usar a história da criatura como um espelho para Michael Burnham, que também se via como um monstro, depois dos eventos na Batalha das Estrelas Binárias, e começou a se enxergar de outra maneira, depois de ajudar na redenção do tardígrado e, de quebra, colocar para funcionar o motor de esporos para a missão resgate a Corvan II. “Conhecer a si mesma é conhecer os outros”, diz a capitão Gerogiou, em forma de holograma, ao final do episódio, ecoando esse tema. Ao conhecer a criatura, Burnham aprendeu mais sobre si mesma.

E, claro, a história do tardígrado não acaba aqui. Como vimos no episódio, seu uso na engenharia vem acompanhado por uma alta dose de sofrimento, e isso certamente não cairá num vazio. Até porque sabemos que naves estelares de épocas posteriores não têm motores de esporos, o que nos leva a concluir que a tecnologia experimental tem problemas insolúveis que impedem sua adoção. Mas esse certamente é um tema para o futuro.

Aliás, um dos principais desafios de Discovery, ambientada dez anos antes da Série Clássica, é estabelecer as limitações dessa tecnologia de salto pelo subespaço. Uma delas aparece descrita neste episódio — só se pode navegar com ele se você sabe onde quer saltar. Ou seja, só para sistemas estelares já mapeados. É o que diz Lorca na ponte após a simulação de batalha e é o que Stamets dá a entender quando o tardígrado é conectado ao sistema. Trata-se de um delimitador importante para evitar um recurso “deus ex machina” exagerado no futuro da série. (Embora, acidentalmente, o motor de esporos possa em tese levar a qualquer lugar.)

O entrelaçamento entre as tramas A e B é muito bem feito, criando uma sensação de uma história única e ajudando a criar, ainda que com atropelos, aquele senso de família com que estamos acostumados entre as tripulações da Frota Estelar. Apesar de a USS Discovery ter uma equipe aparentemente disfuncional a princípio, a essa altura as peças começam a se encaixar. Stamets e Burnham já foram capazes de se entender, Lorca mostrou a que veio, e Tilly continua adorável como sempre. Quem acabou fazendo figuração neste episódio foi Saru, que, para o benefício da série, precisa ser mais utilizado do que vimos aqui, e de maneira mais ativa. Esperemos que ele tenha mais o que fazer daqui para a frente.

E quanto à morte de Landry? Bem, está mais que claro a essa altura que Discovery segue a tradição clássica de matar redshirts. Anote aí: dos quatro episódios, tivemos a morte de um redshirt em tela em três deles. Connor morre em “Battle at the Binary Stars”, Kowski morre em “Context Is for Kings”, e Landry morre em “The Butcher’s Knife Cares Not for the Lamb’s Cry”. Dizem que a morte dela foi estúpida. OK. Mas a comandante estava numa situação de alta pressão, ávida por agradar Lorca e enciumada com Burnham. E redshirts morrem estupidamente mesmo, há mais de 50 anos. Nunca ninguém reclamou. O que causa estranheza particular é que Landry, a despeito de seu tom agressivo e monotônico, dava pinta de ser mais que uma figurante de luxo. Mas não por acidente. É um recadinho dos produtores: nesta série *qualquer um* pode morrer. Pergunte à capitão Georgiou.

Por fim, houve quem estranhasse a ação da Discovery em Corvan II, derrubando os klingons e indo embora em seguida, sem prestar auxílio à colônia. Bem, estava claro que o plano de ação foi delineado em conjunto com o Comando da Frota Estelar, uma vez que Lorca e a almirante Cornwell conferenciaram a respeito. É uma daquelas coisas que ficam subentendidas. Ninguém imagina que o diálogo do capitão com ela tenha terminado abruptamente, como a cena. Considerando a vantagem tática de manter a tecnologia da Discovery em segredo e o fato de que outras naves da Frota já estavam a caminho, essa é basicamente uma não questão. E vale ressaltar o bom uso da trilha sonora de Jeff Russo na sequência — primeiro momento na série em que a música se sobressai de forma perceptível.

No resumo, “The Butcher’s Knife Cares Not for the Lamb’s Cry” consegue, ainda que de forma meio desconjuntada, fazer uma história trekker clássica e impulsionar a trama do arco serializado da temporada, enquanto desenvolve as relações entre os personagens e apresenta o principal trunfo tecnológico da Discovery, sem falar no empurrão no lado klingon da série, até então empacado na Batalha das Estrelas Binárias. Para o tamanho da refeição, até que foi bem servida. Mas convém talvez não tentar fazer tantas coisas ao mesmo tempo em episódios futuros, ou pelo menos harmonizar melhor todas as tramas concorrentes, hierarquizando-as e alinhavando-as de forma mais apropriada.

Avaliação

Citações

Burnham – A valuable asset. That’s what you called me.
(Um recurso valioso. Foi disso que me chamou.)
Saru – I was speaking hypothetically. Politely. And as someone who was certain I would never see you again.
(Eu falava hipoteticamente. Educadamente. E como alguém que tinha a certeza de que nunca a veria de novo.)

Stamets – The frontal lobe is overrated. It only contains memory and emotional expression. It’s completely unnecessary.
(O lobo frontal é superestimado. Só contém memória e expressão emocional. É completamente desnecessário.)
Culber – I’ll save it just in case you might want to have a feeling one day.
(Vou salvá-lo, caso você queira ter algum sentimento um dia.)

Burnham – The phaser will only piss him off.
(O feiser só vai irritá-lo.)
Stamets – Think of it as a placebo for my skepticism.
(Pense nele como um placebo para meu ceticismo.)

Lorca – Let’s send our klingon friends a message they won’t forget.
(Vamos mandar aos nossos amigos klingons uma mensagem que eles não vão esquecer.)

Georgiou – Hello Michael. I hope that wherever this finds you, you are well. I imagine you have your own command now. The captain of your own ship. I have always tried to show you by example. The best way to know yourself is to know others. You are curious, an explorer. So I am leaving you my most beloved possession, handed down through my family for centuries. My hope is that you will use it to continue to investigate the mysteries of the universe, both inside and out, and keep your eyes and heart open always. Goodbye, Michael, and good luck. Know that I am as proud of you as if you were my own daughter. Take good care. But most importantly, take good care of those in your care.
(Olá, Michael. Espero que, onde quer que você esteja, esteja bem. Imagino que já tenha seu próprio comando agora. Capitão de sua própria nave. Eu sempre tentei ensiná-la pelo exemplo. O melhor meio de conhecer a si mesma é conhecendo outros. Você é curiosa, uma exploradora. Então estou deixando pra você meu bem mais precioso, que já vem com minha família há séculos. Minha esperança é que você o use para continuar a investigar os mistérios do Universo, tanto internos quanto externos, e mantenha seus olhos e coração sempre abertos. Adeus, Michael, e boa sorte. Saiba que tenho tanto orgulho de você como se fosse minha filha. Cuide-se. Mas, mais importante, cuide bem daqueles sob seus cuidados.)

Trivia

  • O episódio tem o segundo maior título da história de Jornada nas Estrelas, perdendo apenas para “For the World Is Hollow and I Have Touched the Sky”, da Série Clássica.
  •  A primeira versão do roteiro foi entregue no começo de abril de 2017. A cena inicial mencionava um “replicator” (sintetizador) na fabricação do uniforme de Burnham. Na versão final, o termo foi trocado por “matter synthesizer”, para refletir o fato de que “replicators” só existiam no século 24. O processo usado para a fabricação do uniforme é descrito como “impressão 3D”.
  •  A primeira cena dos klingons, provavelmente filmada, mas cortada do episódio, mostrava Or’Eq, um dos seguidores de T’Kuvma, morrendo de fome e pedindo para ser executado para dar vida aos outros. Voq se recusa, mas L’Rell crava um bat’leth no coração dele, praticando uma versão klingon de eutanásia. Voq a repreende e ela argumenta que deviam comer o cadáver. O Portador da Chama diz que não e que Or’Eq será mumificado para se juntar à Frota Sombria na nave-sarcófago.
  •  Um trecho de diálogo cortado na cena em que Kol vai ao encontro de Voq conectava a trama klingon à trama da Discovery. Quando perguntado sobre o que faz ali de volta, Kol diz: “O Império lançou uma ofensiva para tomar as minas de dilítio em Corvan II. Estávamos a caminho da batalha quando minha nave ficou sob ataque de cães da Federação. Minha nave precisa de reparos.” L’Rell suspeita das intenções dele e replica: “Corvan II é longe. E esta zona é evitada por nossa espécie e pelo inimigo. O que você realmente quer?” Só aí Kol se ajoelha, como vimos na cena do episódio.
  •  A estrela em que a Discovery quase mergulha é da cor errada. Originalmente, no roteiro, ela tinha até nome: Alfa Camelopardalis, uma supergigante azul real localizada a cerca de 6.000 anos-luz da Terra (é a estrela mais distante visível a olho nu). O nome acabou não sendo mencionado na versão final, mas na ponte ainda dizem que se trata de uma estrela de tipo O. Com isso, ela deveria ser azul, não amarelada-avermelhada, como vimos.

  •  Na primeira versão do roteiro, o doutor Hugh Culber era Hugh Stafford, e a almirante Cornwell era a almirante Grace.
  • Uma cena presente na primeira versão do roteiro ajuda a explicar melhor a frustração que levou Landry a praticamente cometer suicídio. Antes de seu encontro fatal com o tardígrado, ela esteve no gabinete do capitão. “Sobre a simulação hoje de manhã. Só queria dizer…”, ela balbucia, enquanto Lorca permanece impassível. “Eu pensei, se você quisesse companhia…”, ela retoma, e Lorca mais uma vez não reage por alguns instantes, criando algum constrangimento. Depois ele responde: “O que eu quero é poder contar com você. O que eu quero são resultados. O que eu quero é que você faça a porcaria do seu trabalho”. Landry está desolada. “Gabriel…”, ela diz. Ele é implacável. “Me dê uma razão para ter interesse em você”, e arremata com, “Isso é tudo, comandante.” E então ele sai, deixando Landry no escuro. Ouch.
  • Durante a batalha de Corvan II, um trecho suprimido de diálogo, mas provavelmente filmado, esclarece o porquê de a Discovery ter de sair do sistema sem prestar assistência. Burnham diz, pelo sistema de comunicação interna: “Eu não sei se ele [referindo-se ao tardígrado] pode fazer outro salto, capitão. Talvez devamos considerar um curso alternativo de ação.” Lorca responde da ponte: “Não será lá uma grande arma secreta se formos identificados. Ou morrermos.”
  •  O tardígrado é uma criatura real da Terra, um animal microscópico capaz de viver em condições extremas, como frio, calor, desidratação e radiação extremos — trata-se de uma criatura muito mais versátil para ser “astronauta” do que os humanos.
  •  Gabriel Lorca menciona alguns pioneiros da indústria aeroespacial neste episódio. Os irmãos Wright são os inventores americanos do avião; Elon Musk é o dono e projetista-chefe da SpaceX, empresa que ambiciona colonizar Marte nas próximas décadas; Zefram Cochrane é o fictício inventor da dobra espacial, evento ocorrido em 2063 no universo de Star Trek.
  •  Episódio estabelece que Kol é o chefe da Casa de Kor. Não está claro se o Kor é parente do personagem de mesmo nome visto na Série Clássica, em “Errand of Mercy”, e depois em Deep Space Nine.
  •  Corvan II, próximo ao sistema Aneto, é um planetoide habitado por uma colônia de mineração de dilítio da Federação. O gilvo de Corvan é uma espécie animal originária de Corvan II que, por conta de poluição industrial, estava ameaçado de extinção no século 24 (de acordo com o episódio “New Ground”, de A Nova Geração).
  • O nome técnico do motor de esporos é mencionado pelo capitão Lorca: “Displacement-activated spore hub drive”. Numa tradução livre, algo como “motor de núcleo de esporos ativado por deslocamento”.
  • A área cerebral do tardígrado que é atividade durante a operação do motor de esporos é o “córtex frontopolar”, uma região do cérebro que, em humanos, está envolvida com a memória e várias funções executivas.
  • Dentre as iguarias do banquete de Kol, temos pernas de krada, que ficaram famosas por serem servidas no restaurante klingon a bordo da estação Deep Space Nine.
  • Episódio faz a primeira menção nominal aos gânglios de perigo do comandante Saru.
  • O holograma a bordo da Shenzhou estabelece que Michael Burnham nasceu em 2226, quatro anos antes de seu irmão adotivo, Spock.
  • O símbolo da Federação Unida de Planetas que aparece ao final da transmissão de Corvan II é uma referência direta ao “Star Trek Star Fleet Technical Manual”, um dos primeiros livros de referência da franquia. Publicado em 1975, ele é não canônico, mas diversos dos designs presentes ali foram canonizados posteriormente na franquia.

Ficha técnica

Escrito por Jesse Alexander & Aron Eli Coleite
Dirigido por Olatunde Osunsanmi
Exibido em 08/10/2017
Produção: 104

Elenco:

Sonequa Martin-Green como Michael Burnham
Jason Isaacs como Gabriel Lorca
Doug Jones como Saru
Anthony Rapp como Paul Stamets
Mary Wiseman como Sylvia Tilly

Elenco convidado:

Emily Coutts como Keyla Detmer
Rekha Sharma como Ellen Landry
Jayne Brook como Katrina Cornwell
Mary Chieffo como L’Rell
Wilson Cruz como Hugh Culber
Kenneth Mitchell como Kol
Dennis Andres como engenheiro Rance
Jornada Blake como garota betariana
Javid Iqbal como Voq
Julianne Grossman como computador da Discovery
Oyin Oladejo como Joann Owosekun
Christopher Russell como Milton Richter
Tasia Valenza como computador da Shenzhou

TB ao Vivo a respeito do episódio:

Baixe o mp3 do TB ao Vivo 1×04 aqui.

Ouça também o Odocast do Tb sobre o episódio.

21 Comments on "DSC 1×04: The Butcher’s Knife Cares Not for the Lamb’s Cry"

  1. Parabéns Salvador! Imagino ser uma honra fazer parte deste processo. Quem sabe não se abrem outras portas! Espero que sim. Aproveitando, parabéns ao TB pelo belo trabalho que vem apresentando.
    Sucesso!

  2. Salvador Nogueira | 16 de outubro de 2017 at 11:06 am |

    Valeu!

  3. Gordura do Ultra | 16 de outubro de 2017 at 8:25 pm |

    Também penso isso , uma Prime 2.0 , até porque pelo menos a Discovery é mais fiel a Star Trek que os filmes do JJ que é só aventura descompromissada cheio de referencia e copiar e colar .

    Até porque acho que futuramente vai ter alguma retcom de alguma forma , enfim to adorando a série e bom que mesmo com mudanças , ta tentando se fiel a franquia

  4. Ricardo Pinheiro | 18 de outubro de 2017 at 7:36 pm |

    Falemos p/ os haters q tem vaga pra eles numa nave. Qual? A USS Glenn… 😀

  5. Como assim entendi errado… o que sabe sobre o que eu entendi? Vc sabe o que é uma impressora 3d? e vc viu a cena onde pulsos de luz (fotons) se colidiam.. promovendo luz e gerando materia ordenada de maneira estrutural gerando o tecido ja na forma de uniforme sob medida para uma pessoa… Caso dissesse que uma maquina automatica de tear é um impressora 3 d.. ok aceito… mas uma impressora 3d que nao imprimi nada… pois nao havia nada.. cliches… marcas.. tintas … massas… ceras… ou qualquer material a cer impresso… MATERIAL A SER IMPRESSO… tudo surgiu do nada… ou dos fotons produzidos ali…

  6. Eu nao tenho problema… explique vc.. ja que vc é leitor… observe que em textos teatrais.. scripts.. etc.. é comum existirem textos explicativos para os figurinistas… atores… diretores.. etc.. pois em geral sao LEIGOS aos conteudos das falas dos personagens… e portanto usa-se a linguagem da maneira em que eles possam entender…. Cara… vc fica cassando pelo em ovo… FATO É O QUE VIMOS EM CENA… E EU NAO VI UMA IMLRESSORA 3D… se vc viu… posta a foto ai…

  7. Alguem viu em cena uma impressora 3D???

  8. Salvador Nogueira | 20 de outubro de 2017 at 11:20 pm |

    Aqui uma comparação entre a impressora 3D mostrada em Discovery e uma impressora 3D atual. Sinceramente, não vejo, na aparência, tanta diferença assim:
    https://i.imgur.com/1rZS7Jq.jpg

    Agora, lembremos que na época de Discovery, de acordo com o cânone, ainda não há uma tecnologia de síntese de objetos pela manipulação de matéria/energia, à moda do telestransporte. Ou seja, o equipamento da Discovery não fez a mesma coisa que um replicador de A Nova Geração faz.

    A minha hipótese, sugerida pelo roteiro, é que o equipamento fez uma impressão 3D do uniforme. Lembrando que este é um conceito bem real hoje e parece bem razoável para um século 23 que ainda não tem replicadores: https://www.theguardian.com/fashion/2015/jul/28/are-we-ready-to-print-our-own-3d-clothes

    Depois disso, repito: qual é o seu problema com a resenha? Você tem preconceito com impressoras 3D? Acha que elas são inerentemente inadequadas para roupas? Acha que seria melhor supor que o cânone foi violado, e vimos um replicador de A Nova Geração em funcionamento?

    Por fim, independentemente de você pensar diferente de mim, acha que esta discussão realmente invalida o texto todo, como você sugeriu a priori?

  9. Ja diz o ditado… quem ve cara nao ve coracao… impressoras sao dispositivos que imprimem… ou sejam… elas possuem um material ou formas e marcadores… ou seja uma materia prima a ser impressar por cabecas de injecao… coordenadas eletromecanicamente para imprimir formas…. isso pode se num papel em uma unica dimensao… em uma chapa… com duas dimensoes… e mesmo em tres dimensoes criando objetos… Peco-lhe que considere o que voce ASSISTIU… O QUE REAMENTE ESTAVA EM CENA… e nao era uma impressora… o Uniforme se formou a partir do nada… Voce quer imopor algo que nao esta la… A serie é uma obra televisiva.. tipo cinema.. tipo teatro… vale o que estava em cena… sugestao… assista novamente…

  10. Salvador Nogueira | 21 de outubro de 2017 at 11:20 am |

    Vou repetir: está estabelecido no cânone de Star Trek que, no século 23, não há tecnologia para criar e moldar matéria do nada, à moda do replicador. Logo, o aparelho visto teve de moldar a matéria-prima. O nome desse processo é impressão 3D, como descrito no roteiro e visto em tela. Fim da história.

    Lembrando que, além de ter lido duas versões do roteiro desse episódio umas três vezes, vi o episódio em si quatro vezes antes de escrever esta resenha. Não preciso rever. Você é que precisa se desapegar deste detalhe e admitir que, nessa, eu e o roteiro vamos discordar de você. E pronto. Não somos obrigados a concordar.

  11. Apenas pra vc nao ficar chateado… a tempos leio esses post.. etc.. nao quero brigar contigo…. Entendo que vc tenha lido… etc.. etc… mas vc precisa baixar a bola e aceitar o que foi ao ar.. o que foi feito de fato… em quantas outras tantas cenas foram adaptadas ao gravar ou na edicao ou pos producao… vale o que foi veiculado… lamento que te deixa chateado quando algo “canone” é quebrado… nao acho que foi pra tanto… nao sabemos mais coisas dessa maquina… mas esta lá..

  12. Salvador Nogueira | 21 de outubro de 2017 at 3:02 pm |

    Sinceramente, não dá, pelas imagens, para distinguir que processo foi usado na fabricação do uniforme para dizer que, contrariando o roteiro, não foi impressão 3D. O que exatamente você viu que torna tudo tão definitivo para você?

    Já mostrei que (1) o aparelho se parece com uma impressora 3D, (2) a descrição do roteiro fala em impresão 3D e as cenas iniciais, dentro do aparelho, para mim parecem muito com um tecido sendo moldado em nível microscópico com eletricidade — algo que (3) parece impressão 3D. Além disso, sabemos que não há tecnologia de replicadores no século 23 e (4) o roteiro foi alterado, da versão inicial para a final, a fim de refletir isso. O que mais você precisa para admitir que, no mínimo, sua ideia é menos provável que a minha? 😛

  13. Nao posso admitir isso.. conheço eletronica como a palma da minha mão… também conheço impressoras…. trabalho com equipamentos analiticos… ja visitei uma infinidade de laboratorios… tenho amigos que trabalham utilizando impressoras de grande porte… impressoras laser.. etc.. admitir na minha mente isso é loucura… apesar o visual da impressora 3D que esta la no filme… o que acontece nao é isso… o video mostra claramente a materia sendo formada do nada… no minimo… foi reordenada por orientacao de fotons /e /ou energia… desculpe-me poderia pegar uma infinidade de livros tecnicos e te explicar as diferencas… poderia te mostrar que um dos grandes sonhos dos cientistas atuais é produzir materia conforme a ciencia de Riggs.. ou seja do nada… Em fim…. queria apenas que voce aceitasse o que esta em cena… no video… é bom conversar contigo…

  14. Salvador Nogueira | 21 de outubro de 2017 at 4:42 pm |

    Huahuhau. Com quantos dispositivos duotrônicos você já trabalhou? (Chutaria nenhum, já que a duotrônica foi desenvolvida por Richard Daystron no século 23.) E quantas impressoras 3D do século 23 chegaram às suas mãos? (Lembre-se do adágio de Clarke: qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia. A impressora 3D do século 23 certamente parece “mágica” comparada às do século 21.)
    Abraço!

  15. como é dificil pra voce aceitar o simples fato do que esta em cena… é uma pena.. mas star trek esta evoluindo… é uma pena que vc criou uma realidade alternativa e nao consegue sair dela… procure pelas definicoes… o que é uma impressao… quer ter a ultima palavra.. quer dizer o é e o que nao é… boa sorte… mas aquilo nao é uma impressora… e continui ai pesquisando ficcao como se fosse ciencia… talvez eles voltem do futuro pra te resgatar….

  16. Salvador Nogueira | 21 de outubro de 2017 at 5:31 pm |

    Confesso que a sua arrogância me espanta um pouco, e parece especialmente inadequada para alguém que confunde Higgs com Riggs, fala um monte de besteiras sobre fótons, e quer dizer que é o sabichão de ciência.

    Só para sua informação: eu só “brinco” de ser editor do Trek Brasilis; profissionalmente, sou jornalista de ciência e trabalho há duas décadas com isso. Sou assessor de comunicação da Sociedade Brasileira de Física, além de colunista da Folha de S.Paulo e da revista Scientific American. Já publiquei nove livros sobre ciência (o mais recente deles no prelo, sobre Einstein), já prefaciei livros de astrofísicos e astrobiólogos profissionais, e mesmo assim, com tudo isso de currículo, evitei vir aqui e simplesmente cagar regra, justamente por não valorizar argumentos de autoridade. Então não me venha você com esse discursinho “é por que é, e você está errado porque está errado, e eu sou o espertão que conheço eletrônica e a ciência do ‘Riggs’, e tá aqui minha carteirinha de fodão para todo mundo ver”.

    Se tem argumentos de verdade, disponha-os, como eu já fiz com os meus, e aí podemos discutir. Repito-os, para efeito de síntese:

    (1) A cena foi descrita no roteiro como impressão 3D.

    (2) O aparelho em si lembra uma impressora 3D.

    (3) A cronologia de Jornada nas Estrelas indica que não existem replicadores nesta época, e os roteiristas mudaram o roteiro de uma versão para outra, a fim de refletir isso.

    (4) A cena da construção do uniforme, tal qual retratada, dá a impressão de eletricidade moldando um tecido e não o efeito de um replicador de matéria visto em Star Trek a partir de A Nova Geração — o efeito, inclusive, é bem diferente do usado para o teletransporte, que seria o adequado para um replicador.

    (E não, a despeito do que você disse, ninguém está vendo fótons ou energia fazendo nada aparecer do nada ali; repare na imagem como uma corrente elétrica parece “puxar” um pico da superfície do material, como que moldando ou costurando um tecido que já existe, e não fazendo-o aparecer do nada: https://imgur.com/t3ojhM7 )

    Então, se você tem algum ARGUMENTO DE VERDADE para rebater algum desses quatro pontos, coloque aí, e os leitores podem avaliar quem eles acham que tem razão.

    Agora, se você não tem argumentos, não me venha com essas asneiras de “Riggs” e fótons e “eu sou o fodão da ciência e você só sabe de ficção”, porque você CLARAMENTE não sabe do que está falando, seja em ciência, seja em ficção. Fica até feio pra você, e não acho que esse seja o espaço adequado para alguém vir passar vergonha. É só uma série de TV, no fim das contas.

  17. Nao sou nada… muito menos consertador de impressoras como vc sugeriu… tambem nao fico corrigindo palavras quando escrevo no celular… nao acho que estou passando vergonha… só nao dedico minha vida e todo meu tempo a isso… tenho mais o que fazer… apenas queria que voce admitisse a importancia do que esta em CENA… textos.. roteiros.. scripts sao mudados e adaptados… Já entendi que voce nao quer que o santo Canano de Star Trek seja alterado… mas isso ja aconteceu… e ainda terao outros episodios pra provar isso… Acaso vc se irritou tanto por causa do replicador que vc insiste em chamar de impressora 3D… capaz de infartar ate o final da temporada… OBS.. Belo curriculo o seu… Parabens… Uma pena que nao tomou tempo pra ter paciencia e considerar o argumento dos outros… agora entendo o porque… eu é que sou o fodao.. klkk aja paciencia… e estou aqui.. lendo.. e considerando o que vc diz… sabe o é pior… vou acabar lendo alguns dos seus livros… vc deve ser um gênio… estou perdendo muito nao me interando dos assuntos… Ah… depois posta ai o Tal livro CÂNONE.. e um documento valido dizando que nada nunca vai mudar… Vc deve ser mesmo um ótimo jornalista… vale o que foi dito nos bastidores… mas nao vale o que foi pro ar… é… antes que me acuse novamente… sim… sou leigo… sou um telespectador… só isso…

  18. Salvador Nogueira | 21 de outubro de 2017 at 11:47 pm |

    Velhinho, ninguém é melhor que ninguém, e o que vale é o que está na tela. Roteiro só serve para dirimir dúvidas quando há ambiguidade. Já postei duas capturas de tela para demonstrar meu ponto de vista. O que mais você quer?

  19. Opa… nao sei… ja revi a cena varias vez… e o computador diz claramente: The uniform Synthesis is complete… (acho que é assim que se escreve)… o Salvador pode forcar pra chamarem de impressora 3D… mas..

  20. Não é isso Paulo. É que o Salvador recebeu os roteiros completos dos episódios entende? Ele inclusive está prestando consultoria na tradução. Parece-me que no roteiro, ou então em algum outro documento que ele recebeu, está escrito “impressora 3D”.

  21. Já apaguei o comentário. Desculpe-me pelo mal entendido.

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