Enredo reciclado gera episódio interessante, mas, em última análise, dispensável

Sinopse

Data estelar: 2136.8.

Em seu diário pessoal, a especialista de ciência Michael Burnham contempla os avanços que fez desde a chegada a bordo da Discovery. A despeito de suas reservas iniciais, ela tem encontrado seu espaço e feito amigos na tripulação. Bem, pelo menos uma amiga, ela se corrige, pensando na colega de quarto, a cadete Sylvia Tilly.

Hoje, contudo, Michael irá encarar seu maior desafio: uma festa.

O evento é um bom momento para a tripulação esquecer um pouco os traumáticos resultados da guerra, que já matou mais de 10 mil pessoas do lado federado. O tenente Tyler presta sua homenagem a esses bravos combatentes, antes de ser chamado, com Burnham, à ponte. A convocação vem bem quando ele tenta se aproximar de Michael para conversar. O oficial de segurança claramente está interessado nela, e a sensação é recíproca, apesar de Michael não querer admitir isso nem para si mesma, que dirá para os outros.

Na ponte, a situação acaba de levar a nave a um alerta amarelo. Mas o sinal detectado à frente não é uma nave inimiga, e sim uma criatura espacial, um gormagander. Saru lembra que é obrigação deles levá-la a um santuário, e Burnham se encarrega de coordenar seu transporte até o hangar.

Surpreendentemente, após o teleporte, uma pessoa com um capacete andoriano sai de dentro do gormagander e ataca a tripulação. Burnham consegue escapar do ataque e disparar um alerta de intruso. Lorca tenta se comunicar com o invasor e dissuadi-lo de seus planos. Eis que ele tira o capacete e revela que é ninguém menos que Harry Mudd, em busca de vingança contra o capitão. Ele pretende roubar a Discovery, com todos os seus segredos, e entregá-la aos klingons. E, para isso, ele tem todo o tempo do mundo. Ou melhor, um dispositivo que permite que ele reviva os últimos 30 minutos de novo e de novo, e assim aprenda cada vez melhor como se evadir a bordo da nave federada.

E eis que entramos num loop temporal, de volta à festa. Mas algo muda no corredor, quando Burnham e Tyler são chamados à ponte. Desta vez, em vez de um encontro fortuito com Stamets, o cientista está correndo atrás dos dois e dizendo que estão revivendo novamente os mesmos 30 minutos. Os dois não dão muita credibilidade a ele, que sai aos berros, levado pelo doutor Culber, dizendo que tudo começa com o gormagander.

Quando eles sobem à ponte, de fato a Discovery encontra um gormagander. Desta vez, tanto Burnham quanto Tyler se voluntariam para cuidar do caso. A criatura é trazida a bordo, mas Mudd não sai de dentro dela pela boca, e sim usando o sistema de teletransporte da Discovery — ele já aprendeu um bocado no loop anterior.

Mudd vai à engenharia, tentar decifrar o mistério do motor de esporos. Isso coloca o mecanismo acidentalmente em sobrecarga. Burnham e Tyler vão até lá para tentar impedir a detonação e encontram o algoz de Lorca, fuçando nos controles. Stamets então atira em Mudd e conta, mais uma vez, que estão revivendo os mesmos 30 minutos — de novo e de novo. Ele não está preocupado com a iminente sobrecarga do motor de esporos, pois um novo loop já vai começar.

E estamos de volta à festa. Desta vez Stamets é mais direto e procura Burnham diretamente. Ele pede ajuda para convencer Tyler a ajudá-lo e pede que ela lhe conte um segredo, algo que nunca disse a ninguém, para que ele a convença imediatamente que está dizendo a verdade no próximo loop. Ela conta que jamais se apaixonou.

No loop seguinte, ele lança o segredo, e Burnham acredita nele de cara. Ela então tenta recrutar Tyler. Os dois dançam na festa e se beijam.

Enquanto isso, o “capitão” Mudd faz a festa com Lorca — matando-o múltiplas vezes enquanto não consegue o segredo do motor de esporos. Ele chega a invadir a sala secreta em que Lorca conserva sua coleção de artefatos de guerra, onde adquire pequenas armas de matéria escura — bolinhas de gude que causam morte dolorosa quando são atiradas em alguém.

Na ponte, no que já seria pelo menos o loop 55, Mudd ameaça matar tripulantes aleatoriamente até que o segredo da nave seja revelado. Burnham, Tyler e Stamets chegam e o oficial de segurança tenta disparar contra o invasor, mas um campo de força impede que Mudd seja atingido. Em retribuição, ele atira uma bolinha de matéria escura, matando Tyler. Todos estão muito abalados, mas Stamets mais que todos — ele já viu tantas mortes, em tantos loops, que decide acabar com tudo e revelar o segredo: o motor de esporos precisa dele para operar. Ele é a peça faltante.

Mudd vai com Stamets para a engenharia e aprende como ativar o sistema. Em seguida, chama os klingons para entregar o seu prêmio. Enquanto isso, Michael Burnham pensa num modo de convencer Mudd a deixar as coisas se repetirem mais uma vez. Ela vai até o invasor e revela que os klingons a querem ainda mais que a Discovery — ela matou T’Kuvma, o messias klingon. Mas Mudd só poderá tê-la para entregar aos klingons se reiniciar o loop e deixar Tyler viver. Em seguida, ela engole uma das bolinhas de matéria escura e se desmaterializa em agonia. Mudd decide que o ganho extra vale mais um loop.

E tudo recomeça. Só que desta vez estão todos prontos para recebê-lo. Na ponte, Lorca deixa sua cadeira e a oferece ao “capitão Mudd”. Ele diz que não quer uma repetição do incidente com a Buran, que o levou a perder toda a tripulação. Em troca da vida de seus tripulantes, ele oferece a si mesmo, Burnham e a Discovery. Mudd está muito desconfiado, mas ninguém oferece resistência. Ele se senta na cadeira do capitão e envia um sinal aos klingons, para que venham buscar seu prêmio.

O tempo se esgota sem mais um reset, e o cristal do tempo de Mudd se desmaterializa. Não há mais como retroceder no tempo. Estão todos de volta ao fluxo normal de eventos. Mudd então vai, acompanhado por Burnham e Tyler, para a sala de transporte, onde espera encontrar os klingons. E, no entanto, é surpreendido pela revelação de que a tripulação da Discovery adulterou sistemas não essenciais para trapacear o trapaceiro — Mudd na verdade mandou um sinal não para os klingons, mas para sua noiva Stella Grimes, e seu pai, um poderoso gângster.

Mudd então é “entregue” à sua amada, sob a custódia de Barron Grimes, com a condição de que ele mantenha Harry longe da Frota Estelar para sempre.

De volta à normalidade, Michael Burnham e Ash Tyler contam um ao outro sobre coisas que Stamets lhes disse a respeito de loops anteriores. Tyler lamenta apenas que eles tenham perdido seu primeiro beijo, mas claramente os dois estão mais próximos agora do que quando os loops temporais começaram.

Comentários

É inegável que, a essa altura, depois de mais de 700 horas produzidas de Star Trek, é praticamente impossível gestar um novo episódio sem que ele traga pelo menos lembranças leves que remetam a segmentos anteriores. Aliás, um grande mérito de Discovery até este ponto foi justamente manter as similaridades a um mínimo.

Infelizmente, “Magic to Make the Sanest Man Go Mad” cruza essa fronteira da similaridade saudável e avança sobre o território do “já vi isso antes”. Vamos combinar: é uma versão reciclada de “Cause and Effect”, episódio brilhante da quinta temporada de A Nova Geração escrito por Brannon Braga.

É um “high concept” muito marcante para não se lembrar: o velho expediente do loop temporal, tornado popular além da ficção científica no filme “Feitiço do Tempo” (“Groundhog Day”) — lançado nos cinemas, por sinal, um ano depois de “Cause and Effect”.

Existe uma razão pela qual esse conceito vira e mexe é revisitado: ele é inerentemente interessante. Por outro lado, pode virar um truque antigo muito rapidamente. Eu sinceramente preferiria que Discovery caminhasse tão longe dos clichês de Star Trek quanto possível e, fosse eu o produtor executivo, esse episódio não teria sido aprovado em sua forma final por essa única razão. É muito cedo na série para estarmos mergulhando em exercícios de reciclagem de enredos.

Ainda assim, há de se reconhecer um grande esforço para torná-lo “diferente”. Em vez de enfatizar as similaridades em cada novo loop (algo que fez com que telespectadores americanos chegassem a ligar para as emissoras de TV nos Estados Unidos na exibição de “Cause and Effect”, alegando problemas com a transmissão), “Magic to Make the Sanest Man Go Mad” faz por exaltar as diferenças. Então, a despeito das incansáveis repetições pelas quais passam os personagens, para a audiência não há essa canseira toda — um esforço combinado de roteirização e, sobretudo, edição. Isso conferiu grande dinamismo a um segmento que tinha tudo para ser repetitivo.

Outro recurso interessante foi optar por manter o protagonismo de Michael Burnham, enquanto colocava Paul Stamets como a pessoa que tinha noção da repetição do tempo. Veja: o mais fácil seria escrever tudo do ponto de vista de Stamets, como foi feito em “Feitiço do Tempo”, pois assim igualaria o ponto de vista do protagonista com o do espectador. Com a escolha de se concentrar em Burnham, os roteiristas trouxeram um desejável frescor à narrativa.

Harry Mudd faz sua segunda aparição em Discovery e fornece boa parte do humor no episódio. Aliás, podemos dizer que esta foi a primeira tentativa da série em se aventurar pelo lado comediante de Star Trek. Em alguns momentos funciona, mas está claro que, pelo menos por agora, Discovery tem “cintura mais dura” que todas as séries anteriores no que diz respeito a quebrar o gelo. O humor aqui é quase 100% negro, e só pode ser rotulado como comédia porque sabemos que um loop temporal está logo ali na esquina. (Nesse sentido, matar Lorca múltiplas vezes funciona como humor tanto quanto o personagem de Bill Murray tentando cometer suicídio de incontáveis jeitos em “Feitiço do Tempo”.)

O mais impressionante, contudo, é que, apesar de ser um episódio quase totalmente desconectado do arco da série (OK, ele está imerso no arco, mas tem um começo, meio e fim muito claros e sem pontas soltas), e envolver incontáveis repetições dos mesmos 30 minutos, ele consegue expor à audiência as agruras internas de Michael Burnham e, então, dar efetivo desenvolvimento a ela. A Michael que começa o episódio não é a mesma que termina, e o gelo a essa altura já parece estar quebrado entre ela e Tyler.

Podemos também travar maior contato com Stamets e os estranhos efeitos colaterais de ter DNA de tardígrado e uma conexão direta com a rede micelial no subespaço. Noves fora a necessidade do roteiro de que a mente de Stamets opere fora do espaço-tempo convencional, também vemos como ele se tornou o tripulante mais feliz, relaxado e amoroso da USS Discovery, onde antes só havia rancor e arrogância. A versão “chá de cogumelos” de Stamets sem dúvida é a mais divertida das duas, e torna crível até mesmo o fato de ele se tornar o confidente sentimental de Burnham — algo imposto pelas circunstâncias, mas que acaba fazendo sentido, já que tanto Stamets (o velho Stamets) quando Burnham (a velha Burnham) pareciam pessoas de difícil trato e relacionamento.

É interessante também notar como a trama macro — os loops temporais — e a trama micro — a dificuldade de Burnham para se relacionar de forma íntima com outro ser humano — se inter-relacionam para contar uma única história: se você mantém um padrão estático de comportamento, deve esperar sempre resultados iguais. Se você quer que algo diferente aconteça na sua vida, você precisa agir de forma diferente. É uma trama muito pessoal, com que praticamente todos nós podemos nos relacionar. Quem jamais pensou: “Bem que algo diferente podia acontecer na minha vida?” Adivinhe só: se você não muda, as coisas ao seu redor também não mudam.

Por fim, não poderíamos terminar esta resenha sem comentar o desfecho do episódio. Foi crível deixar que tudo acabasse com Mudd partindo com Stella? Foi uma decisão temerária da tripulação da Discovery?

Bom, aqui tem dois jeitos de encarar a coisa. O primeiro é tentar enxergar Discovery em seus próprios termos. Nesse contexto, parece completamente impensável um desfecho assim. Michael Burnham foi condenada à prisão perpétua por um motim que jamais chegou a se concretizar. Harry Mudd tentou roubar uma nave da Frota Estelar, entregar seus segredos ao inimigo, matou múltiplas vezes múltiplos tripulantes, e saiu praticamente ileso. Não faz muito sentido.

Por outro lado, podemos também enxergar Discovery como algo maior — como uma série que é parte de uma franquia chamada Star Trek. Nesse sentido, ela precisa necessariamente se remeter a eventos vistos na série original, que, na cronologia, acontecem apenas dez anos depois. Com efeito, Harry Mudd é um personagem “resgatado” desse período clássico.

Nesse sentido, como um fim de episódio na melhor tradição dos “episódios de Mudd em Star Trek“, o desfecho é nada menos que perfeito. Ou é muito diferente de Kirk abandonando Mudd no planeta dos androides, com incontáveis cópias robóticas de sua “adorada esposa”, Stella? Como fã de carteirinha da série original, eu adorei o desfecho. Mas reconheço que qualquer série de Star Trek precisa parar em pé em seus próprios termos — ninguém precisa ser fã do que veio antes para apreciá-la. Por essa ótica, o final forçou um pouco a barra.

Fazendo um balanço geral, trata-se de um episódio divertido, mas largamente dispensável, de Discovery. E que exige que esqueçamos (no caso de “Cause and Effect”) e ao mesmo tempo lembremos (no caso de “I, Mudd”) que faz parte de uma franquia maior para funcionar a contento. Apesar de suas qualidades, é definitivamente o ponto mais baixo da temporada até o momento.

Avaliação

Citações

Burnham – I am among others, but also apart. I wish sorely to step out of my comfort zone, yet don’t know how. But tonight, I will face one of my greatest challenges so far. Tonight we are having… a party.
(“Estou entre as pessoas, mas também separada. Eu desejo fortemente sair da minha zona de conforto, e não sei como. Mas hoje à noite, enfrentarei um dos meus maiores desafios até agora. Hoje à noite nós teremos… uma festa.”)

Burnham – You’re mad.
(“Você é louco.”)
Mudd – No, I’m Mudd.
(“Não, eu sou Mudd.”)

Mudd – Captain’s log, stardate 2137.2. Captain Harcourt Fenton Mudd recording. I am about to close the deal of the millennium…
(“Diário do capitão, data estelar 2137.2. Capitão Harcourt Fenton Mudd gravando. Estou para fechar o negócio do milênio…”)

Tyler – I’m just sad we missed our first kiss.
(“Apenas lamento que tenhamos perdido nosso primeiro beijo.”)

Burnham – Personal log. Just as repetition reinforces repetition, change begets change. I guess the truth is, we never really know what’s coming. Sometimes the only way to find out where you fit in is to step out of the routine, because sometimes where you really belong was waiting right around the corner all along.
(“Diário pessoal. Assim como repetição reforça repetição, mudança enseja mudança. Acho que a verdade é, nós nunca sabemos o que vem pela frente. Algumas vezes o único jeito de descobrir onde você se encaixa é sair da rotina, porque algumas vezes o lugar a que você pertence estava esperando o tempo todo logo ali ao lado.”)

Trivia

  • Este é o primeiro episódio de Star Trek desde “Encounter at Farpoint”, de A Nova Geração, a não ter um “teaser” e começar direto pelo primeiro ato.
  •  Loops temporais ficaram famosos em Star Trek por causa do episódio “Cause and Effect”, de A Nova Geração, mas eles também apareceram em “We’ll Always Have Paris”, de A Nova Geração, e em “Future Tense”, de Enterprise.
  •  Mudd destrói a Discovery com uma reação de anicium-yurium, um explosivo já mencionado em “Night Terrors”, de A Nova Geração.
  •  É a segunda vez que vemos uma nave da classe Crossfield ser destruída; a primeira foi a USS Glenn, gêmea da Discovery, em “Context Is for Kings”. Desta vez, contudo, a destruição definitiva da nave é evitada no final.
  •  É a primeira aparição em Star Trek de Barron Grimes, o pai de Stella, e descobrimos que ele é um dos maiores gângsters da galáxia no século 23. Tecnicamente, também é a primeira aparição de Stella Grimes, a esposa de Mudd, já que em “I, Mudd” só vimos androides que supostamente replicam Stella, mas não a “original”.
  •  Descobrimos que Stamets e Culber se conheceram em Alfa Centauri, sistema estelar mais próximo do Sol, a 4,3 anos-luz de distância, que serviu de morada para Zefram Cochrane, o humano inventor da dobra espacial.
  •  Cristais de tempo são um termo de ciência de verdade. Cristais são definidos como estruturas moleculares regulares e repetitivas, e um cristal de tempo é uma estrutura que se repete no tempo, em vez de se repetir no espaço. Mas, claro, até onde sabemos, eles não servem para criar loops temporais.
  •  O título do episódio, “Magic to Make the Sanest Man Go Mad”, foi tirado de uma passagem do livro XIV da Ilíada, de Homero. Sua versão em português, “Magia que mesmo aos sábios faz perder o juízo”, é inspirada pela tradução da Ilíada feita pelo poeta Haroldo de Campos, publicada em 2002. No poema, a magia em questão é o amor.
  •  Durante as filmagens, o episódio tinha o título “Déjà Mudd”. Ele só foi rebatizado na pós-produção.
  •  Nas primeiras versões do roteiro, o diário de bordo que abria o episódio era do capitão Lorca, e não de Burnham. Na versão de 16 de junho de 2017, a entrada era assim: “Diário do capitão, data estelar 2136.8. Apesar de minhas preocupações de que uma nave experimental cheia de jóqueis de microscópio não estivesse à altura do desafio klingon, a Discovery e sua tripulação se tornam mais mortais a cada dia. Nós enfrentamos e destruímos o inimigo com velocidade incontida. A nave rapidamente se tornou a arma mais importante no arsenal da Federação nesta guerra. Mas, mesmo assim, a vitória não é certa. A recente abdução da almirante Cornwell é um frio lembrete desta dura realidade. O motor de esporos continua a operar em eficiência máxima — assim como o tenente Stamets. Além de uma bem-vinda mudança de humor, ele não mostrou efeitos colaterais de sua modificação de DNA. Estamos nos aproveitando de uma calmaria na ação no front para tentar “humanizar” a interface do motor. E, enquanto esse trabalho prossegue, a tripulação parece estar se aproveitando dessa parada temporária…”
  •  O fato de que Mudd parece ter roubado um banco betazoide estabelece que a espécie de Lwaxana e Deanna Troi já era ao menos conhecida da Federação no século 23.
  •  Descobrimos que, entre os regulamentos da Federação, há uma Lei das Espécies Ameaçadas, que obriga naves estelares a oferecer assistência a espécies animais espaciais ameaçadas de extinção. Não segui-la pode levar um capitão à corte-marcial.

  •  Travamos nosso primeiro contato com um gormagander, uma espécie de “baleia espacial” que se alimenta de partículas alfa de vento estelar. Ela parece negligenciar seus instintos reprodutivos, e por isso está na lista de espécies ameaçadas da Federação.

Ficha técnica

Escrito por Aron Eli Coleite & Jesse Alexander
Dirigido por David M. Barrett
Exibido em 29/10/2017
Produção: 107

Elenco:

Sonequa Martin-Green como Michael Burnham
Jason Isaacs como Gabriel Lorca
Doug Jones como Saru
Anthony Rapp como Paul Stamets
Mary Wiseman como Sylvia Tilly
Shazad Latif como Ash Tyler

Elenco convidado:

Wilson Cruz como Hugh Culber
Katherine Barrell como Stella Grimes
Peter MacNeill como Barron Grimes
Rainn Wilson como Harcourt Fenton Mudd
Milton Barnes como tripulante de deque 1
Emily Coutts como Keyla Detmer
Jason Deline como oficial médico
Hamza Fouad como tripulante de deque 2
Julianne Grossman como computador da Discovery
Patrick Kwok-Choon como Rhys
Sara Mitich como Airiam
Oyin Oladejo como Joann Owosekun
Ronnie Rowe Jr. como oficial de comunicações 2
Izaak Smith como corredor 1

Assista o TB ao VIVO com o debate sobre o episódio: