DSC 1×07: Magic to Make the Sanest Man Go Mad

Enredo reciclado gera episódio interessante, mas, em última análise, dispensável

Sinopse

Data estelar: 2136.8.

Em seu diário pessoal, a especialista de ciência Michael Burnham contempla os avanços que fez desde a chegada a bordo da Discovery. A despeito de suas reservas iniciais, ela tem encontrado seu espaço e feito amigos na tripulação. Bem, pelo menos uma amiga, ela se corrige, pensando na colega de quarto, a cadete Sylvia Tilly.

Hoje, contudo, Michael irá encarar seu maior desafio: uma festa.

O evento é um bom momento para a tripulação esquecer um pouco os traumáticos resultados da guerra, que já matou mais de 10 mil pessoas do lado federado. O tenente Tyler presta sua homenagem a esses bravos combatentes, antes de ser chamado, com Burnham, à ponte. A convocação vem bem quando ele tenta se aproximar de Michael para conversar. O oficial de segurança claramente está interessado nela, e a sensação é recíproca, apesar de Michael não querer admitir isso nem para si mesma, que dirá para os outros.

Na ponte, a situação acaba de levar a nave a um alerta amarelo. Mas o sinal detectado à frente não é uma nave inimiga, e sim uma criatura espacial, um gormagander. Saru lembra que é obrigação deles levá-la a um santuário, e Burnham se encarrega de coordenar seu transporte até o hangar.

Surpreendentemente, após o teleporte, uma pessoa com um capacete andoriano sai de dentro do gormagander e ataca a tripulação. Burnham consegue escapar do ataque e disparar um alerta de intruso. Lorca tenta se comunicar com o invasor e dissuadi-lo de seus planos. Eis que ele tira o capacete e revela que é ninguém menos que Harry Mudd, em busca de vingança contra o capitão. Ele pretende roubar a Discovery, com todos os seus segredos, e entregá-la aos klingons. E, para isso, ele tem todo o tempo do mundo. Ou melhor, um dispositivo que permite que ele reviva os últimos 30 minutos de novo e de novo, e assim aprenda cada vez melhor como se evadir a bordo da nave federada.

E eis que entramos num loop temporal, de volta à festa. Mas algo muda no corredor, quando Burnham e Tyler são chamados à ponte. Desta vez, em vez de um encontro fortuito com Stamets, o cientista está correndo atrás dos dois e dizendo que estão revivendo novamente os mesmos 30 minutos. Os dois não dão muita credibilidade a ele, que sai aos berros, levado pelo doutor Culber, dizendo que tudo começa com o gormagander.

Quando eles sobem à ponte, de fato a Discovery encontra um gormagander. Desta vez, tanto Burnham quanto Tyler se voluntariam para cuidar do caso. A criatura é trazida a bordo, mas Mudd não sai de dentro dela pela boca, e sim usando o sistema de teletransporte da Discovery — ele já aprendeu um bocado no loop anterior.

Mudd vai à engenharia, tentar decifrar o mistério do motor de esporos. Isso coloca o mecanismo acidentalmente em sobrecarga. Burnham e Tyler vão até lá para tentar impedir a detonação e encontram o algoz de Lorca, fuçando nos controles. Stamets então atira em Mudd e conta, mais uma vez, que estão revivendo os mesmos 30 minutos — de novo e de novo. Ele não está preocupado com a iminente sobrecarga do motor de esporos, pois um novo loop já vai começar.

E estamos de volta à festa. Desta vez Stamets é mais direto e procura Burnham diretamente. Ele pede ajuda para convencer Tyler a ajudá-lo e pede que ela lhe conte um segredo, algo que nunca disse a ninguém, para que ele a convença imediatamente que está dizendo a verdade no próximo loop. Ela conta que jamais se apaixonou.

No loop seguinte, ele lança o segredo, e Burnham acredita nele de cara. Ela então tenta recrutar Tyler. Os dois dançam na festa e se beijam.

Enquanto isso, o “capitão” Mudd faz a festa com Lorca — matando-o múltiplas vezes enquanto não consegue o segredo do motor de esporos. Ele chega a invadir a sala secreta em que Lorca conserva sua coleção de artefatos de guerra, onde adquire pequenas armas de matéria escura — bolinhas de gude que causam morte dolorosa quando são atiradas em alguém.

Na ponte, no que já seria pelo menos o loop 55, Mudd ameaça matar tripulantes aleatoriamente até que o segredo da nave seja revelado. Burnham, Tyler e Stamets chegam e o oficial de segurança tenta disparar contra o invasor, mas um campo de força impede que Mudd seja atingido. Em retribuição, ele atira uma bolinha de matéria escura, matando Tyler. Todos estão muito abalados, mas Stamets mais que todos — ele já viu tantas mortes, em tantos loops, que decide acabar com tudo e revelar o segredo: o motor de esporos precisa dele para operar. Ele é a peça faltante.

Mudd vai com Stamets para a engenharia e aprende como ativar o sistema. Em seguida, chama os klingons para entregar o seu prêmio. Enquanto isso, Michael Burnham pensa num modo de convencer Mudd a deixar as coisas se repetirem mais uma vez. Ela vai até o invasor e revela que os klingons a querem ainda mais que a Discovery — ela matou T’Kuvma, o messias klingon. Mas Mudd só poderá tê-la para entregar aos klingons se reiniciar o loop e deixar Tyler viver. Em seguida, ela engole uma das bolinhas de matéria escura e se desmaterializa em agonia. Mudd decide que o ganho extra vale mais um loop.

E tudo recomeça. Só que desta vez estão todos prontos para recebê-lo. Na ponte, Lorca deixa sua cadeira e a oferece ao “capitão Mudd”. Ele diz que não quer uma repetição do incidente com a Buran, que o levou a perder toda a tripulação. Em troca da vida de seus tripulantes, ele oferece a si mesmo, Burnham e a Discovery. Mudd está muito desconfiado, mas ninguém oferece resistência. Ele se senta na cadeira do capitão e envia um sinal aos klingons, para que venham buscar seu prêmio.

O tempo se esgota sem mais um reset, e o cristal do tempo de Mudd se desmaterializa. Não há mais como retroceder no tempo. Estão todos de volta ao fluxo normal de eventos. Mudd então vai, acompanhado por Burnham e Tyler, para a sala de transporte, onde espera encontrar os klingons. E, no entanto, é surpreendido pela revelação de que a tripulação da Discovery adulterou sistemas não essenciais para trapacear o trapaceiro — Mudd na verdade mandou um sinal não para os klingons, mas para sua noiva Stella Grimes, e seu pai, um poderoso gângster.

Mudd então é “entregue” à sua amada, sob a custódia de Barron Grimes, com a condição de que ele mantenha Harry longe da Frota Estelar para sempre.

De volta à normalidade, Michael Burnham e Ash Tyler contam um ao outro sobre coisas que Stamets lhes disse a respeito de loops anteriores. Tyler lamenta apenas que eles tenham perdido seu primeiro beijo, mas claramente os dois estão mais próximos agora do que quando os loops temporais começaram.

Comentários

É inegável que, a essa altura, depois de mais de 700 horas produzidas de Star Trek, é praticamente impossível gestar um novo episódio sem que ele traga pelo menos lembranças leves que remetam a segmentos anteriores. Aliás, um grande mérito de Discovery até este ponto foi justamente manter as similaridades a um mínimo.

Infelizmente, “Magic to Make the Sanest Man Go Mad” cruza essa fronteira da similaridade saudável e avança sobre o território do “já vi isso antes”. Vamos combinar: é uma versão reciclada de “Cause and Effect”, episódio brilhante da quinta temporada de A Nova Geração escrito por Brannon Braga.

É um “high concept” muito marcante para não se lembrar: o velho expediente do loop temporal, tornado popular além da ficção científica no filme “Feitiço do Tempo” (“Groundhog Day”) — lançado nos cinemas, por sinal, um ano depois de “Cause and Effect”.

Existe uma razão pela qual esse conceito vira e mexe é revisitado: ele é inerentemente interessante. Por outro lado, pode virar um truque antigo muito rapidamente. Eu sinceramente preferiria que Discovery caminhasse tão longe dos clichês de Star Trek quanto possível e, fosse eu o produtor executivo, esse episódio não teria sido aprovado em sua forma final por essa única razão. É muito cedo na série para estarmos mergulhando em exercícios de reciclagem de enredos.

Ainda assim, há de se reconhecer um grande esforço para torná-lo “diferente”. Em vez de enfatizar as similaridades em cada novo loop (algo que fez com que telespectadores americanos chegassem a ligar para as emissoras de TV nos Estados Unidos na exibição de “Cause and Effect”, alegando problemas com a transmissão), “Magic to Make the Sanest Man Go Mad” faz por exaltar as diferenças. Então, a despeito das incansáveis repetições pelas quais passam os personagens, para a audiência não há essa canseira toda — um esforço combinado de roteirização e, sobretudo, edição. Isso conferiu grande dinamismo a um segmento que tinha tudo para ser repetitivo.

Outro recurso interessante foi optar por manter o protagonismo de Michael Burnham, enquanto colocava Paul Stamets como a pessoa que tinha noção da repetição do tempo. Veja: o mais fácil seria escrever tudo do ponto de vista de Stamets, como foi feito em “Feitiço do Tempo”, pois assim igualaria o ponto de vista do protagonista com o do espectador. Com a escolha de se concentrar em Burnham, os roteiristas trouxeram um desejável frescor à narrativa.

Harry Mudd faz sua segunda aparição em Discovery e fornece boa parte do humor no episódio. Aliás, podemos dizer que esta foi a primeira tentativa da série em se aventurar pelo lado comediante de Star Trek. Em alguns momentos funciona, mas está claro que, pelo menos por agora, Discovery tem “cintura mais dura” que todas as séries anteriores no que diz respeito a quebrar o gelo. O humor aqui é quase 100% negro, e só pode ser rotulado como comédia porque sabemos que um loop temporal está logo ali na esquina. (Nesse sentido, matar Lorca múltiplas vezes funciona como humor tanto quanto o personagem de Bill Murray tentando cometer suicídio de incontáveis jeitos em “Feitiço do Tempo”.)

O mais impressionante, contudo, é que, apesar de ser um episódio quase totalmente desconectado do arco da série (OK, ele está imerso no arco, mas tem um começo, meio e fim muito claros e sem pontas soltas), e envolver incontáveis repetições dos mesmos 30 minutos, ele consegue expor à audiência as agruras internas de Michael Burnham e, então, dar efetivo desenvolvimento a ela. A Michael que começa o episódio não é a mesma que termina, e o gelo a essa altura já parece estar quebrado entre ela e Tyler.

Podemos também travar maior contato com Stamets e os estranhos efeitos colaterais de ter DNA de tardígrado e uma conexão direta com a rede micelial no subespaço. Noves fora a necessidade do roteiro de que a mente de Stamets opere fora do espaço-tempo convencional, também vemos como ele se tornou o tripulante mais feliz, relaxado e amoroso da USS Discovery, onde antes só havia rancor e arrogância. A versão “chá de cogumelos” de Stamets sem dúvida é a mais divertida das duas, e torna crível até mesmo o fato de ele se tornar o confidente sentimental de Burnham — algo imposto pelas circunstâncias, mas que acaba fazendo sentido, já que tanto Stamets (o velho Stamets) quando Burnham (a velha Burnham) pareciam pessoas de difícil trato e relacionamento.

É interessante também notar como a trama macro — os loops temporais — e a trama micro — a dificuldade de Burnham para se relacionar de forma íntima com outro ser humano — se inter-relacionam para contar uma única história: se você mantém um padrão estático de comportamento, deve esperar sempre resultados iguais. Se você quer que algo diferente aconteça na sua vida, você precisa agir de forma diferente. É uma trama muito pessoal, com que praticamente todos nós podemos nos relacionar. Quem jamais pensou: “Bem que algo diferente podia acontecer na minha vida?” Adivinhe só: se você não muda, as coisas ao seu redor também não mudam.

Por fim, não poderíamos terminar esta resenha sem comentar o desfecho do episódio. Foi crível deixar que tudo acabasse com Mudd partindo com Stella? Foi uma decisão temerária da tripulação da Discovery?

Bom, aqui tem dois jeitos de encarar a coisa. O primeiro é tentar enxergar Discovery em seus próprios termos. Nesse contexto, parece completamente impensável um desfecho assim. Michael Burnham foi condenada à prisão perpétua por um motim que jamais chegou a se concretizar. Harry Mudd tentou roubar uma nave da Frota Estelar, entregar seus segredos ao inimigo, matou múltiplas vezes múltiplos tripulantes, e saiu praticamente ileso. Não faz muito sentido.

Por outro lado, podemos também enxergar Discovery como algo maior — como uma série que é parte de uma franquia chamada Star Trek. Nesse sentido, ela precisa necessariamente se remeter a eventos vistos na série original, que, na cronologia, acontecem apenas dez anos depois. Com efeito, Harry Mudd é um personagem “resgatado” desse período clássico.

Nesse sentido, como um fim de episódio na melhor tradição dos “episódios de Mudd em Star Trek“, o desfecho é nada menos que perfeito. Ou é muito diferente de Kirk abandonando Mudd no planeta dos androides, com incontáveis cópias robóticas de sua “adorada esposa”, Stella? Como fã de carteirinha da série original, eu adorei o desfecho. Mas reconheço que qualquer série de Star Trek precisa parar em pé em seus próprios termos — ninguém precisa ser fã do que veio antes para apreciá-la. Por essa ótica, o final forçou um pouco a barra.

Fazendo um balanço geral, trata-se de um episódio divertido, mas largamente dispensável, de Discovery. E que exige que esqueçamos (no caso de “Cause and Effect”) e ao mesmo tempo lembremos (no caso de “I, Mudd”) que faz parte de uma franquia maior para funcionar a contento. Apesar de suas qualidades, é definitivamente o ponto mais baixo da temporada até o momento.

Avaliação

Citações

Burnham – I am among others, but also apart. I wish sorely to step out of my comfort zone, yet don’t know how. But tonight, I will face one of my greatest challenges so far. Tonight we are having… a party.
(“Estou entre as pessoas, mas também separada. Eu desejo fortemente sair da minha zona de conforto, e não sei como. Mas hoje à noite, enfrentarei um dos meus maiores desafios até agora. Hoje à noite nós teremos… uma festa.”)

Burnham – You’re mad.
(“Você é louco.”)
Mudd – No, I’m Mudd.
(“Não, eu sou Mudd.”)

Mudd – Captain’s log, stardate 2137.2. Captain Harcourt Fenton Mudd recording. I am about to close the deal of the millennium…
(“Diário do capitão, data estelar 2137.2. Capitão Harcourt Fenton Mudd gravando. Estou para fechar o negócio do milênio…”)

Tyler – I’m just sad we missed our first kiss.
(“Apenas lamento que tenhamos perdido nosso primeiro beijo.”)

Burnham – Personal log. Just as repetition reinforces repetition, change begets change. I guess the truth is, we never really know what’s coming. Sometimes the only way to find out where you fit in is to step out of the routine, because sometimes where you really belong was waiting right around the corner all along.
(“Diário pessoal. Assim como repetição reforça repetição, mudança enseja mudança. Acho que a verdade é, nós nunca sabemos o que vem pela frente. Algumas vezes o único jeito de descobrir onde você se encaixa é sair da rotina, porque algumas vezes o lugar a que você pertence estava esperando o tempo todo logo ali ao lado.”)

Trivia

  • Este é o primeiro episódio de Star Trek desde “Encounter at Farpoint”, de A Nova Geração, a não ter um “teaser” e começar direto pelo primeiro ato.
  •  Loops temporais ficaram famosos em Star Trek por causa do episódio “Cause and Effect”, de A Nova Geração, mas eles também apareceram em “We’ll Always Have Paris”, de A Nova Geração, e em “Future Tense”, de Enterprise.
  •  Mudd destrói a Discovery com uma reação de anicium-yurium, um explosivo já mencionado em “Night Terrors”, de A Nova Geração.
  •  É a segunda vez que vemos uma nave da classe Crossfield ser destruída; a primeira foi a USS Glenn, gêmea da Discovery, em “Context Is for Kings”. Desta vez, contudo, a destruição definitiva da nave é evitada no final.
  •  É a primeira aparição em Star Trek de Barron Grimes, o pai de Stella, e descobrimos que ele é um dos maiores gângsters da galáxia no século 23. Tecnicamente, também é a primeira aparição de Stella Grimes, a esposa de Mudd, já que em “I, Mudd” só vimos androides que supostamente replicam Stella, mas não a “original”.
  •  Descobrimos que Stamets e Culber se conheceram em Alfa Centauri, sistema estelar mais próximo do Sol, a 4,3 anos-luz de distância, que serviu de morada para Zefram Cochrane, o humano inventor da dobra espacial.
  •  Cristais de tempo são um termo de ciência de verdade. Cristais são definidos como estruturas moleculares regulares e repetitivas, e um cristal de tempo é uma estrutura que se repete no tempo, em vez de se repetir no espaço. Mas, claro, até onde sabemos, eles não servem para criar loops temporais.
  •  O título do episódio, “Magic to Make the Sanest Man Go Mad”, foi tirado de uma passagem do livro XIV da Ilíada, de Homero. Sua versão em português, “Magia que mesmo aos sábios faz perder o juízo”, é inspirada pela tradução da Ilíada feita pelo poeta Haroldo de Campos, publicada em 2002. No poema, a magia em questão é o amor.
  •  Durante as filmagens, o episódio tinha o título “Déjà Mudd”. Ele só foi rebatizado na pós-produção.
  •  Nas primeiras versões do roteiro, o diário de bordo que abria o episódio era do capitão Lorca, e não de Burnham. Na versão de 16 de junho de 2017, a entrada era assim: “Diário do capitão, data estelar 2136.8. Apesar de minhas preocupações de que uma nave experimental cheia de jóqueis de microscópio não estivesse à altura do desafio klingon, a Discovery e sua tripulação se tornam mais mortais a cada dia. Nós enfrentamos e destruímos o inimigo com velocidade incontida. A nave rapidamente se tornou a arma mais importante no arsenal da Federação nesta guerra. Mas, mesmo assim, a vitória não é certa. A recente abdução da almirante Cornwell é um frio lembrete desta dura realidade. O motor de esporos continua a operar em eficiência máxima — assim como o tenente Stamets. Além de uma bem-vinda mudança de humor, ele não mostrou efeitos colaterais de sua modificação de DNA. Estamos nos aproveitando de uma calmaria na ação no front para tentar “humanizar” a interface do motor. E, enquanto esse trabalho prossegue, a tripulação parece estar se aproveitando dessa parada temporária…”
  •  O fato de que Mudd parece ter roubado um banco betazoide estabelece que a espécie de Lwaxana e Deanna Troi já era ao menos conhecida da Federação no século 23.
  •  Descobrimos que, entre os regulamentos da Federação, há uma Lei das Espécies Ameaçadas, que obriga naves estelares a oferecer assistência a espécies animais espaciais ameaçadas de extinção. Não segui-la pode levar um capitão à corte-marcial.

  •  Travamos nosso primeiro contato com um gormagander, uma espécie de “baleia espacial” que se alimenta de partículas alfa de vento estelar. Ela parece negligenciar seus instintos reprodutivos, e por isso está na lista de espécies ameaçadas da Federação.

Ficha técnica

Escrito por Aron Eli Coleite & Jesse Alexander
Dirigido por David M. Barrett
Exibido em 29/10/2017
Produção: 107

Elenco:

Sonequa Martin-Green como Michael Burnham
Jason Isaacs como Gabriel Lorca
Doug Jones como Saru
Anthony Rapp como Paul Stamets
Mary Wiseman como Sylvia Tilly
Shazad Latif como Ash Tyler

Elenco convidado:

Wilson Cruz como Hugh Culber
Katherine Barrell como Stella Grimes
Peter MacNeill como Barron Grimes
Rainn Wilson como Harcourt Fenton Mudd
Milton Barnes como tripulante de deque 1
Emily Coutts como Keyla Detmer
Jason Deline como oficial médico
Hamza Fouad como tripulante de deque 2
Julianne Grossman como computador da Discovery
Patrick Kwok-Choon como Rhys
Sara Mitich como Airiam
Oyin Oladejo como Joann Owosekun
Ronnie Rowe Jr. como oficial de comunicações 2
Izaak Smith como corredor 1

Assista o TB ao VIVO com o debate sobre o episódio:

49 Comments on "DSC 1×07: Magic to Make the Sanest Man Go Mad"

  1. Não é o Voq, é a capitã Klingon, repare nas marcas deixadas em seu rosto pelo faiser do capitão lorca!

  2. O fato para mim é que nada mais poderá ser feito contra o assediador e é lamentável porque eu gosto do trabalho do Kevin Space, pois sou fã da série House of Cards, mas ele perdeu todos pontos depois dessa. É muito comum em hollywood atores mais novos serem assediados sexualmente, mas me assusta o fato de que ele tinha apenas 14 anos na época. Felizmente não passou do assédio e ele não foi forçado a nada pior. Mas pode ter passado trinta noas, quem passou por isso não esquece. Acredito que o relato dele poderá encorajar outros que passaram pela mesma situação.

  3. Jamais ofenderá, eu não cheguei a detestar o episódio, mas fiz várias críticas ao mesmo. Entendo o porque da crítica geral, é interessante como a avaliação ficou polarizada, tipo 8 ou 80. Tem quem gostou muito, mas tem quem detestou. Eu fiquei no meio termo, mas tenho que concordar que é o mais fraco de todos os já exibidos. Ironicamente o último foi bastante elogiado, falaram que a série tinha dado um salto de qualidade. Então veio esse. Não dá para acertar todas.

  4. Esse episódio está tão solto na trama que ele poderia se dar antes ou depois do hiato da série. Suspeito que quando anunciaram que antes do hiato eles iriam exibir nove episódios, ao contrário de oito, eles trouxeram esse para a primeira parte da temporada.

  5. Felizmente várias pessoas afirmaram (e eu concordo com elas) que esse tipo de episódio isolado, já não funciona tão bem quanto antes.

    Acho que todos queremos que a história principal se desenvolva a cada episódio, para tenhamos mais respostas.

    Esse aqui, embora não seja de todo ruim, serviu mesmo para encher linguiça. E embora seja até divertido, representou uma quebra de ritmo.

  6. João Luiz Silva Cruz | 30 de outubro de 2017 at 6:34 pm |

    É a L’rell 2.0

  7. João Luiz Silva Cruz | 30 de outubro de 2017 at 6:41 pm |

    Esse episódio foi mais para deixar a galera tranquila para o próximo mini arco que acredito ser o 8,9 e 10. Foi episódio estilo série clássica com começo meio e fim, sem implicações maiores para a trama (com a exceção do relacionamento Tyler x Burnham).
    Oura coisa que foi comentada aqui, o fato de não termos gostado tanto desse episódio já reflete que o padrão “all in one” não serve mais para os dias atuais, a formatação em “novela” é que manda mesmo quer queiram ou não.
    Foi bem feito e honesto, o final foi totalmente “canastrado” , mas acho que foi mais para ligar a ponta com TOS tanto no sentido da canastrada(risos) quanto da narrativa
    Nota 3/4.

  8. Gente, revi o episódio, não achei tão ruim como a turma do 8 nem tão bom como a turma do 80. Pra mim o problema está no final, não funcionou pra mim. Tentaram fazer certo humor mas não consegui achar engraçado. Talvez tenha faltado eu cumprir a recomendação do Guardião da Eternidade, quem sabe aí eu teria curtido mais. O mais fraco até aqui mas Discovery prima tanto pela excelência que o episódio mais fraco é bom.

  9. É engraçado, ainda não desejei rever esse. É o primeiro episódio de DIS que não senti esse ímpeto de rever de novo e de novo e de novo…kkkkkkkk

  10. Eu também. Só mesmo revi porque da primeira vez não pude ter a atenção devida na parte final. Sem vontade alguma de ver outa vez.

  11. Acho que a gente não tem vontade de rever porque já fizemos isso ao assistir na primeira vez: revemos as “mesmas cenas” diversas vezes e o nosso cérebro entende como visto e revisto. Deve ser por isso, mesmo sabendo que o final deixou a desejar…

  12. Observação perspicaz!

  13. Esse episodio achei o mais fraco. Nota 2.5
    Gostei da interação dos personagens e da festa ala Bee Gees.
    ( banda inglesa de 1966- ano de TOS e uma das maiores vendedoras de discos de vinil ;)).
    O tema do loop temporal não foi novidade e nem sua execução nesse episódio.
    Como Mudd achou a USS DSC no quadrante Beta? Alguém tá informando Mudd…klingons tem espião na nave? Implantaram um localizador em Lorca durante a tortura?

  14. João Luiz Silva Cruz | 30 de outubro de 2017 at 10:55 pm |

    Pois é, ponta solta. Não ficou legal, a não ser que expliquem depois.

  15. David Gaertner Curitiba | 30 de outubro de 2017 at 11:48 pm |

    Cara, mesmo queo pessoal ache este o episódio mais fraco até agora, estou cada vez mais gostando da série. O Lorca é meu herói. Nada de amiguinhos fazendo contato com os escudos baixados, feisers desligados e torpedos off line. Vamos de alerta amarelo mesmo. Mas me incomodou o fato como Mudd dominou a Uss Discovery. Estou me divertindo com a serie. Muito.

  16. Episódio com jeitão de Série Clássica, inclusive no uso da trilha sonora.
    Mas achei que ficou uma coisa meio confusa. Talvez outro diretor, como o Frakes, teria deixado a narrativa mais redonda.

  17. Mauricio Silva de Moura | 31 de outubro de 2017 at 12:38 am |

    Enfim o velho e bom humor de Mudd de volta. Michael vai se firmando como protagonista gradativamente, para o bem da série.

  18. Ronaldo Adriano | 31 de outubro de 2017 at 1:40 am |

    Achei o episódio mais fraco até de Discovery até agora, também nunca gostei deste Mudd nem na série clássica, muito menos neste episódio de Discovery.

  19. Ronaldo Adriano | 31 de outubro de 2017 at 1:41 am |

    Achei o episódio mais fraco de Discovery até agora, também nunca gostei deste Mudd nem na série clássica, muito menos neste episódio de Discovery.

  20. Eu gostei do episódio justamente para dar uma parada na tensão toda que estava, respirar e me preparar para algo mais grandioso para o fim dessa primeira parte (pré-hiato). Sei que o Mudd divide opiniões (talvez nem tanto, conheço mais gente que detesta), mas eu gosto desses personagens bufões de TOS e o Mudd aqui em Discovery me parece mais interessante que a versão clássica.

    Outra coisa que me agrada é ser um episódio com desenvolvimento de relações de personagens devido ao loop. Infelizmente, mais uma vez Saru foi deixado de canto. Não acho que ficou estranho o relacionamento/interesse da Michael com o Tyler: a narrativa da série estava encaminhando para isso, pistas foram dadas. Caso ele seja quem não parece ser, isso cria uma tensão dramática que pode ser interessante a ser desenvolvida.

    Outra coisa de que gostei bastante foi estar centrado na Michael, que não percebe o loop, mas que é uma peça chave para tentar impedir com que continue se repetindo. Stamets ser quem o percebe e ter de se fazer ser ouvido depois de suas mudanças de comportamento fazem algum sentido para mim – não sei se a palavra melhor é “sentido”, mas conecta ao que ocorreu com o personagem ao misturar seu DNA com o tardígrado e isso teria de trazer-lhe consequências.

  21. Pelo vídeo preview o próximo promete! Saru voltando à “ativa”.

  22. Que na próxima temporada tenhamos outros ambientes da nave. Por ora tivemos: a ponte, alojamento da Michael, enfermaria, engenharia, refeitório, sala dos horrores do Lorca. Hangar. Mais algum? Apareceu parte do alojamento do capitão na cena do surto com a almirante. Ah, sim, há os corredores. Aliás a festa deste episódio ocorreu num corredor certo? Faltou um Discovery’s Ten Foward.

  23. Já sinto falta do Saru, aliás tem muitos personagens que nem negligenciaram foram, já que foram totalmente deixados de lado, como a Airiam, a ruiva com implante “borg” sobre o olho e cadete da ponte. Tá muito focado na Michel e no Lorca, o Saru tem participações maiores, mas em muitos episódios ele apenas faz pequenas participações, o mesmo do Stamets.

  24. Muito bom o episódio, estou impressionado com o equilíbrio da série. Mudd mostrando a cara, tem que ser muito canalha pra matar alguém só pra convencer a falar como a nave funciona. Gostei de ver Stamets ser o cara fora do loop, porque sempre foi o protagonista quem sabia e salvava todos. Mostra o alto nível de preparação de alguém da Frota Estelar, afinal no fim do episódio que salva a nave são todos do comando, entendendo (mesmo que depois de 52 vezes) a situação. Porém o final não parece ser muito inteligente, visto que Mudd sabe como a nave funciona e como bom canalha que é, vai fugir da escravidão à que foi condenado (casamento) e entregar o ouro pros Klingons.
    Se você estiver assistindo a todos os episódios em sequência, como naquelas maratonas de fim de semana de chuva e frio, esse episódio dá um refresco, principalmente com o romance da Michel com o Tyler no loop 47!
    Estou gostando muito da série, espero que o nível se mantenha.

  25. Mudd teve 52 oportunidades de entender como a nave funcionava e o episódio começa lá pelo loop de número 40 +ou-. Ele mesmo diz ao Lorca, “…vou tem matar, novamente!” Por isso a impressão de que podia dominar a nave facilmente.

  26. Gostei do episódio.

    Só achei que faltou explicações das consequência da fusão do DNA do tardigrado com o do tenente Stamets.

    Só que eu acho (ou prefiro acreditar) que isso vai ser melhor explorado ao longo dos episódios.

  27. André Pinheiro | 31 de outubro de 2017 at 10:23 am |

    Tenho a mesma sensação. Quero ver mais uma vez, dublado agora, mas sinto que já vi e revi demais. ahhahaha

  28. Pior episódio da série até agora, loop temporal já deu o que tinha que dar. E depois de tudo ainda arranjam uma boa solução pro Mudd, que incontáveis vezes não hesitou em matar Lorca e toda a tripulação da Discovery.

  29. Gleston Fonseca de Castro | 31 de outubro de 2017 at 11:02 am |

    Bee Gees é um trio de irmãos Americanos, da década de 70 .

    Cuidado com a informação que voce divulga. Estude antes de espalhar informação.

    Mas realmente venderam muitos vinis.

  30. Melhor episódio da temporada? Certamente que não.
    Pior episódio? Não diria tanto.

    Ainda dei uma nota razoável: 3,0.

    Uma queda considerável tendo em vista a nota do episódio anterior (“Lethe”): 4,00.

    Positivamente: fizeram uma boa atualização de um personagem fraco e datado (Mudd) ao mesmo tempo em que exploraram um tema clássico de ficção científica (o Loop temporal) e fizeram um “fan service” escrachado homenageando as aparições de Mudd em TOS (1966-67).

    Negativamente: até o momento pareço ser o único que se incomodou com o tom de série adolescente (Teen) da CW nesse episódio. Durante uma crise gravíssima, os personagens centrais pareciam mais preocupados com seus hormônios e instintos de acasalamento.

    Isso me pareceu artificial, mesmo com os roteiristas se esforçando para nos convencer de que a resolução de problemas amorosos dos personagens constituía uma estratégia de resolução do problema mais sério de loop temporal.

  31. De fato, a banda é norte-americana.

    Porém, salvo engano, ela começou na década de 1960 embora o auge de seu sucesso tenha ocorrido na década seguinte (durante a onda “disco”).

    Se não estou enganado, eles começaram com uma formação de 4 ou 5 irmãos. Na década de 1970 ficou reduzida a 3 irmãos (formação clássica).

  32. HUmm…. não gostei desse, essas manias de viagens e “loops” temporais já cansaram. Esse loop não aconteceu naturalmente num episódio de TNG? E o Mudd dominou a nava muito facilmente… isso me irritou… rsrsrrs. Abs

  33. Carla Gonçalves | 31 de outubro de 2017 at 1:26 pm |

    Na verdade ambos estão enganados , os 3 irmãos nasceram na inglaterra e foram criados na australia , o primeiro sucesso realmente foi em 1966 mas a banda já existia desde 1961 . O que acontece na decada de 70 é uma total mudança de estilo da banda e o estouro , pelo qual são mais conhecidos pelos leigos no meio musical , com a trilha sonora de saturday night fever que impulsionou o fenomeno disco nos EUA e no mundo . Fica até engraçado com os dizeres das camisetas dos tripulantes da discovery .

  34. No After Trek o ator que faz o Stamets afirmou que Doug Jones deveria ganhar um Emmy pelo próximo episódio. Uau!

  35. Carla Gonçalves | 31 de outubro de 2017 at 1:33 pm |

    Na verdade não , apesar de muitos musicos participarem para tocar instrumentos ao vivo . A banda sempre foi o Barry , o Robin e o Maurice .

  36. Uau! [2]

  37. Torcendo para ele estar certo!

  38. Suspensão de descrença: da mesma forma que “acreditamos” que as leis da física mudaram para permitir um loop temporal, também temos que suspender as “leis” internas de ação e reação da série nesse episódio, pois se trata de uma pausa para humor. Não caberia portanto uma “penalidade” que não seguisse esse clima.

    Mais: se formos “legalistas”, nenhum dos assassinatos de Mudd aconteceu na linha temporal “real”, então nem homicida ele é.

    Os possíveis cargos legais seriam muito leves porque tampouco chegou a conseguir invadir os sistemas e controlar a nave nessa linha do tempo.

  39. Os assassinatos ao final podem não ter acontecido na linha temporal final, mas o fato é que Mudd assassinou a tripulação não uma, mas várias vezes nas outras linhas. O que isso diz do caráter do sujeito?

  40. Aí se aplica o primeiro parágrafo do meu comentário: suspensão de descrença. É um episódio de humor.

  41. Leandro Henrique Pereira Neto | 31 de outubro de 2017 at 3:58 pm |

    Para um episódio de humor ele na minha opinião não foi nada engraçado.

  42. Uma outra coisa bacana que ele falou é que está vendo todos os episódios de todas as séries de Star Trek e que atualmente está no segundo ano de DS9. E aí fez um elogio dizendo que é incrível que o Patrick Stewart não tenha sido indicado a um Emmy. Comentaram também sobre o Frakes. Bem legal este After Trek.

  43. Acho que agora começo a entender a birra com os B&B rs …

    Em alguns momentos achei que a tripulação foi muito “camarada” com o Mudd.. até achei que a tripulante robô ia fazer alguma coisa… mas ficou no quase…

    O Mudd brincando com as mortes do Lorca foi divertido… aquela do capitão se contorcendo laaa fora rs…. muito boa…

    Esse episódio me lembrou o que aconteceu em Stranger Things 2 e seu famoso episodio 7 que revoltou alguns mundo afora….
    Eu queria saber o que aconteceu com a almirante, mas entendo esse respiro na continuidade da serie.

  44. Capitão Lorca sendo teletransportado para o espaço me lembrou muito essa cena dos Simpsons! hehehehe Ir em 2:34 de exibição.

    https://www.youtube.com/watch?v=b5SI6jq67ig

  45. Jotape Ferreira | 1 de novembro de 2017 at 12:10 am |

    Gostei do episódio, só achei que rolou umas forçadas de barra lá pelo final, como a tripulação “aceitando” numa boa a invasão do Mudd e o mesmo, apesar de não ter conseguido o que queria, ainda se deu bem…

  46. Creio que aí está a chave do problema. Como disse o Salvador no TB ao vivo, neste tipo de episódio os roteiristas dão uma piscadela de cumplicidade para a audiência, então fica meio que um comum acordo de que aquele é um episódio diferente em que coisas pouco críveis acontecem em prol de algo mais leve, engraçado, tipo uma pausa na rotina para dar risadas. Já tivemos este tipo de episódio creio que em todas as séries. Neste caso em Discovery acredito que houve dois problemas. Acho que foi cedo, um episódio como este talvez ficasse melhor depois que já tivéssemos mais intimidade com os personagens. E o segundo problema, para mim e pelo visto também pra você, não achei muito engraçado. Acho que para o leigo toda a história da esposa do Mudd não teve a devida relevância. Apesar de na ter visto os dois episódios clássicos em que o personagem aparece, isso foi há tanto tempo que pouco lembro. Faltou cumprir a orientação do Guardião da Etwrnidade. Mas apesar dos pesares foi um episódio bem construído como tudo em Discovery, valeu principalmente para conhecermos mais a Michael e o Stamets.

  47. Verdade, concordo.

  48. Episódio de humor bem sem graça, então.

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