Chabon ressalta ajuda de Stewart na série Picard

Michael Chabon iniciou sua entrada para o universo Trek ao escrever dois Short Treks, e agora sendo co-roteirista e showrunner da primeira temporada de Star Trek: Picard.

Em recente entrevista ao site Star Trek.com, Chabon contou um pouco a respeito de sua entrada na franquia e o trabalho na série Picard.

Conhecendo Star Trek desde a juventude.

Chabon fala de sua admiração pela franquia desde os tempos de infãncia, quando espreitava seu pai assistindo a série original. Ele lembra que o episódio chamado “Amok Time” o impressionou pela presença assustadora da atriz Celia, como T’Pal. Mais tarde, teve um contato maior com Star Trek ao assistir episódios reprisados e participar das primeiras convenções, o que o animou a escrever seu primeiro trabalho de ficção e seguir na carreira de escritor.

Embarcando na série Picard.

Ao entrar na produção de Star Trek: Picard, Chabon comenta a sensação inicial do grupo de roteiristas em sua primeira reunião.

“Aquela primeira foto (na sala de roteiristas), estávamos numa fase inicial de tudo. Eu sinto que éramos muito inocentes. Nós não sabíamos onde estávamos indo ou o que estávamos fazendo. Esse era o grupo principal, das pessoas que moldaram esta temporada de Picard”.

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A importância de Patrick Stewart na criação.

Deste grupo de trabalho, Chabon ressalta a importância de Patrick Stewart nas ideias para a construção da série.

“[Recebemos] contribuições inestimáveis ​​de Sir Patrick Stewart … coisas que ele nos disse, coisas que ele disse que estava interessado em fazer e não estava interessado em fazer. Os desafios de atuação que ele estava procurando e as coisas que ele sentia eram desafios antigos que já havia enfrentado e que não estava interessado em fazer novamente. Levamos tudo isso muito a sério, como o evangelho. Nós realmente tentamos adaptar a história de acordo com o ator, com o pensador … [Stewart pensou bastante] sobre o que fez Picard interessante para ele, o que ele pensou que seria interessante sobre Jean-Luc Picard na fase bastante tardia de sua vida. O que era importante para Patrick Stewart olhando para o mundo em que vivemos agora. Ele nos deixou muito claro que queria que a história ressoasse em nossos tempos”.

Para Chabon, a nova série vai fazer o que Star Trek está acostumado a fazer, discutir as questões atuais do mundo moderno.

“Eu acho que Patrick sentiu que Star Trek desde o começo, desde a primeira temporada, lidava sempre diretamente com as questões contemporâneas. Quero dizer, ficção científica, as pessoas pensam que é sobre o futuro. Mas não é sobre ficção científica, é sobre o presente. Sempre foi. A ficção científica mantem um espelho do presente, segura um espelho distorcido do presente. Exagera certas características que vemos em nosso mundo agora. Extrapola eles e os empurra além dos seus limites. E Star Trek sempre fez isso sem medo. Desde o início fazia parte do modus operandi de Gene Roddenberry, como indicado nos documentos originais que levaram a criação de Star Trek e ainda é o que Star Trek pode fazer hoje. E eles continuaram fazendo ao longo do tempo, nas séries subsequentes”.

Continuando em sua explicação sobre o tom da série Picard.

“Você sabe, um dos meus episódios favoritos é o episódio de Deep Space Nine, “Far Beyond The Stars”, que me lembra um pouco do meu livro “Amazing Adventures of Kavalier and Clay”, sobre escritores de ficção científica dos anos 50, mas também assume diretamente o assunto do racismo dos americanos, não no passado ou no futuro, mas de uma maneira realmente interessante, que ressoa em muitos níveis, com os fãs de ficção científica como ela existe atualmente ou como existia quando esse episódio foi feito. É para isso que Star Trek é. Além de todas as outras coisas pelas quais possa ser. Criando personagens vívidos e os relacionamentos entre eles que são tão comoventes e significativos, levando você a lugares legais, levando você numa nave espacial, voando pela galáxia, com todas as coisas que você possa pensar. São as coisa mais importantes sobre Star Trek. Mas sempre, desde o início, esse núcleo refletiu a realidade social contemporânea. E é tudo isso que Patrick estava nos lembrando fazer”.

O ambiente de trabalho durante as gravações

A energia no cenário varia muito de acordo com o diretor. Cinco diretores passaram por esta temporada. E na avaliação de Chabon, a vibração era alta, e todos se deram bem, todos se tornaram amigos, curtiram a companhia um do outro.

Chabon citou, em especial, as direções de Jonathan Frakes (episódios três e quatro) e Akiva Goldsman (episódios nove e dez), como amáveis, calorosos e entusiasmados, um pouco diferente da diretora Maja Vrvilo, que dirigiu o sexto e oitavo episódios, caracterizada como muito metódica, focada, preparada, com uma energia própria, produzindo uma atmosfera igualmente positiva, mas muito diferente no set.

Por fim, Chabon segue confiante no trabalho da equipe.

“Todos nós, todos os nossos parceiros, o elenco, trabalhamos duro para criar uma série que valeu a pena, e foi digna da nossa estrela, Patrick Stewart, digna de nosso elenco, digna de A Nova Geração e de todos os seus fãs, de todas as pessoas que amam Star Trek e sentimos o peso disso, o significado desde os primeiros momentos. Eu mal posso esperar para ver as pessoas assistirem isso”.

A primeira temporada de Star Trek: Picard encerrou as filmagens no final de agosto.

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