Mais releituras da Série Clássica a partir de Discovery

A terceira temporada de Star Trek: Discovery mal acabou e, aproveitando o sucesso do meu outro artigo, estou de volta com mais releituras da Série Clássica! Esta temporada pode não ter tantas referências à série original quanto a temporada passada, mas nem por isso deixa de ser interessante para suscitar novas interpretações do cânone.

O lugar de Spock no universo Espelho

O universo Espelho voltou a aparecer nesta temporada, nas duas partes de “Terra Firma”. Por isso, revisitei o episódio clássico “Mirror Mirror” e uma pergunta surgiu: Será que o novo jeito de governar da imperatriz Georgiou foi passado adiante?

Se sim, isso explica a existência do Spock do espelho a bordo da ISS Enterprise, depois do que vimos, na primeira temporada de Discovery, sobre vulcanos, andorianos e klingons formarem parte de uma resistência contra o Império Terrano. Caso contrário, podemos especular que o Spock de “Mirror Mirror”, por apoiar o Império, seja uma espécie de pária entre os vulcanos do universo espelho, ocupando o lugar de seu irmão Sybok no universo prime.

Será que o Spock espelho tirou o cavanhaque quando a sua versão de Discovery estava usando barba?

O Guardião da Eternidade como uma janela para o destino de Michael

E por falar no retorno ao universo espelho, isso só foi possível graças aos poderes, até então ocultos, do Guardião da Eternidade. Então, voltando a “The City on the Edge of Forever”, a cena em que Spock usa seu tricorder para registrar a passagem do tempo, após ficar observando as imagens no portal por alguns minutos me chamou a atenção:

Eu sou um tolo. Nosso tricorder é capaz de gravar até mesmo nessa velocidade. Deixei de gravar séculos de história viva…

Depois de tudo o que vimos até agora em Discovery, podemos pensar que esta ação de Spock é movida, não só pelo conhecimento científico, mas por ele talvez ter vislumbrado no Guardião uma possibilidade de saber o que aconteceu com a Michael. Assim, também podemos pensar que há mais por trás de sua contida expressão de surpresa, ao perceber que McCoy havia alterado toda a linha do tempo, tornando o sacrifício de sua irmã em vão.

“Eu sou o Guardião da Eternidade… mas podem me chamar de Carl!”

E você? Fez outras releituras da série clássica enquanto assistia Discovery? Conte para a gente aqui nos comentários!

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