Paramount e Warner se fundem na Skydance Corporation a partir do dia 6 de outubro

As últimas pedras ao que parece se encaixaram em seus lugares e a Paramount Skydance deve concluir a aquisição da Warner Bros. na próxima semana, no derradeiro lance de consolidação que termina com a criação de uma corporação capaz de bater de frente com as gigantes Disney, Amazon e Netflix.

Nesta sexta-feira (2), o responsável por todo esse terremoto corporativo, o CEO David Ellison, anunciou que o novo conglomerado, a ser oficializado na próxima terça-feira (6), vai se chamar… Skydance.

Que surpresa. É o nome da empresa que o filho do bilionário Larry Ellison, dono da big tech Oracle, deu a sua cofinanciadora de filmes há cerca de duas décadas, antes de convertê-la em uma pequena produtora, até finalmente sair pelas ruas de Los Angeles comprando estúdios e corporações inteiras e formando um gigantesco império de mídia.

Primeiro veio a compra da Paramount Global (antiga ViacomCBS), em 2025, dando à Skydance controle sobre marcas como Paramount Pictures, MTV, CBS, CW, Paramount+, PlutoTV e Nickelodeon, entre outras. Depois, em 2026, a renomeada Paramount Skydance entrou em um feroz leilão contra a Netflix pela compra da Warner. A disputa foi vencida quase na força do ódio (temperada com petrodólares), num negócio de 110 bilhões de dólares. Com isso, a nova megacorporação também passou a ter em seu portfolio marcas como HBO, CNN, HBO Max e DC Comics.

O negócio recebeu rápida aprovação dos entes federais americanos (com o presidente Donald Trump animado em ver a família Ellison tomar conta de entes jornalísticos não exatamente queridos por ele, como a CBS e a CNN), mas parou em um litígio aberto por vários estados americanos, liderados pela Califórnia, alegando perda de competitividade e redução de empregos e investimentos no setor audiovisual.

Um acordo foi finalizado após a Paramount ameaçar deixar sua sede em Hollywood, e a Justiça deu autorização para o prosseguimento da fusão. Com isso, na próxima terça, nasce oficialmente a nova Skydance Corporation.

Uma dança das cadeiras entre executivos decorrente da consolidação já está em curso. Por exemplo, a chefe de streaming da Paramount Cindy Holland foi ejetada, e o setor correspondente consolidado será comandado por Casey Bloys, da HBO. No segmento cinematográfico, o movimento foi o contrário: Michael De Luca e Pamela Abdy, que chefiavam juntos o grupo de cinema da Warner, dão adeus, e a coordenação consolidada ficará a cargo dos chefes de cinema da Paramount, Dana Goldberg e Josh Greenstein.

DOIS ESTÚDIOS, MUITAS PROPRIEDADES
A nova gestão tratará os dois estúdios de cinema, Paramount Pictures e Warner Bros., como entidades com marcas e lançamentos próprios, com o compromisso de lançar ao menos 15 filmes por ano de cada um deles (16 daqui a dois anos), como parte do acordo feito para encerrar o litígio antitruste. Mas a coordenação será conjunta, feita pela gestão da Skydance, para lidar com as incontáveis propriedades intelectuais que agora estão à disposição do conglomerado.

David Ellison ilustrou isso ao divulgar, nesta sexta, um clipe que traz os maiores destaques dos acervos distribuídos entre as várias companhias do grupo. Star Trek tem cerca de um segundo, dentre os 115 do clipe, o que mostra o tamanho do desafio que será se sobressair em meio a esse grupo tão rico de personagens e franquias.

E OS STREAMINGS?
Ao menos por ora, tudo fica como está. HBO Max e Paramount+ devem seguir por algum tempo como entes individuais, embora o recém-chegado chefe do setor Casey Bloys tenha feito alusão a um possível pareamento de comercialização dos dois em um único pacote. Mais informações devem ser divulgadas depois do dia 6, quando a nova companhia estiver formalmente criada, sob a gestão de David Ellison e Ynon Kreiz, egresso da empresa de brinquedos Mattel para ser co-CEO da Skydance Corporation.

É só o começo, e o Trek Brasilis estará de olho em todas as novidades relacionadas a Star Trek nesta nova era.


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