ENT 1×04: Strange New World

Hora do chá de cogumelos para a exausta tripulação da Enterprise… Leia agora a revisão do Trek Brasilis para “Strange New World”, de Jornada nas Estrelas: Enterprise.

Sinopse:

A Enterprise desvia seu curso de uma nebulosa para estudar um planeta que poderia abrigar formas de vida inteligente. Embora ele acabe se mostrando classe Minshara (termo Vulcano para designar ambientes amigáveis a vida humanóide), os sensores não mostram a presença de uma civilização.

Archer decide aproveitar a ocasião e promover um estudo do planeta in loco. T’Pol sugere mais estudos antes de uma visita, mas o capitão não está disposto a esperar os resultados mais conclusivos, que só sairiam em seis ou sete dias. Ele decide seguir em frente e enviar um grupo de pesquisa à superfície em um shuttlepod.

A pedido do capitão, T’Pol seleciona os membros do grupo de descida, que inclui, além de Archer e dela mesma, o engenheiro Tucker, o piloto Mayweather, a alferes Elizabeth Cutler, o alferes Ethan Novakovich e o mascote da turma, o cãozinho Porthos. Tudo transcorre normalmente, e T’Pol coleta alguns dados de potencial interesse. Para poder analisar melhor as informações, ela pede autorização a Archer para permanecer até a manhã seguinte no planeta, acompanhada por Cutler e Novakovich. Embora não tenham sido requisitados, Tucker e Mayweather pedem para ficar também. O capitão autoriza o “acampamento”, mas opta por retornar à nave.

Durante a noite, uma enorme tempestade se aproxima da região em que o grupo está acampando, o que os obriga a buscar abrigo em uma caverna próxima. Ao chegarem ao local, descobrem que esqueceram suas rações no local do acampamento. Travis Mayweather vai até lá para buscar e, no caminho de volta, tem a impressão de ter visto três pessoas.

Ele relata a impressão aos demais, ao retornar à caverna. Enquanto isso, Novakovich começa a ficar mais e mais tenso (ele já estava sentindo dores de cabeça pouco antes da tempestade começar), e acha que há alienígenas no fundo da caverna. Numa explosão inexplicável de raiva, ele conclui que aquele local não é seguro e decide abandoná-lo, contrariando uma ordem de Tucker.

O engenheiro convoca Mayweather para acompanhá-lo na caça ao alferes, enquanto T’Pol e Cutler permanecem na caverna. Os dois saem armados com pistolas de fase, e a Vulcana também decide se armar e investigar para se certificar de que não há de fato ninguém naquele ambiente. Cutler, assustada, também se arma, e fica chocada ao descobrir a Vulcana conversando com outros dois alienígenas. Quando ela se aproxima para falar com T’Pol, a oficial de ciências insiste que não havia ninguém ali.

Tucker e Mayweather continuam à procura de Novakovich, até quase caírem em um penhasco. Ao escaparem por um fio, eles decidem que é perigoso demais continuar a busca e retornam à caverna. Ao voltar, Cutler relata que viu T’Pol falando com alienígenas, o que deixa Tucker ainda mais desconfiado da Vulcana.

Enquanto isso, Archer faz contato e descobre que Novakovich está perdido. Ao contatar o alferes, encontra-o em total estado de pânico e choque. Sem alternativa, decide tentar teleportá-lo a bordo. Entretanto, uma falha do transporte faz com que ele seja materializado misturado a folhas e galhos que estavam ao seu redor.

Phlox imediatamente examina o alferes e constata que poderá curá-lo. Entretanto, também identifica a presença de um pólen alucinógeno que estava afetando seu julgamento. Após quase perder Novakovich, o médico descobre que o único meio de evitar a morte é injetando um agente para contra-atacar os efeitos nocivos do pólen.

Preocupado com o bem-estar de seus outros oficiais, Archer decide fazer uma tentativa de resgate em plena tempestade. Ele desce ao planeta com Malcolm Reed a bordo de um shuttlepod, mas não consegue aterrissá-lo com segurança, o que o obriga a abortar a tentativa. Ele contata Tucker e avisa que o resgate só virá quando a tempestade passar.

O engenheiro, a essa altura, já está extremamente afetado pelo pólen, e acredita que T’Pol esteja envolvida em uma conspiração Vulcana com os alienígenas do planeta para matar a tripulação da Enterprise e pôr fim à sua histórica missão. A tensão atinge níveis críticos quando Tucker ameaça pôr fim à vida de T’Pol caso ela não revele o que está havendo.

Archer contata seu grupo e descobre a situação crítica em que se encontram. Ele tenta explicar a seu engenheiro que eles foram afetados pelo pólen, mas todos, exceto T’Pol, são incapazes de entender isso. A Vulcana, embora afetada, é a que menos sofre com os efeitos do alucinógeno. Archer instrui Tucker a injetar nele e nos demais ampolas do agente desenvolvido por Phlox, teleportadas para dentro da caverna pela Enterprise, mas o engenheiro se recusa a obedecer.

Vendo que a vida de T’Pol está sob séria ameaça, o capitão decide mudar sua estratégia, na tentativa de salvá-la. Ele diz a Tucker que há de fato alienígenas na superfície, e que eles só se comunicam atualmente com Vulcanos, com quem tiveram contato anteriormente. Ele instrui Tucker a baixar sua arma, num gesto de boa vontade, para que os alienígenas concordem em abrir um diálogo.

Ao mesmo tempo, Hoshi Sato se comunica com T’Pol, instruindo-a a tontear Tucker assim que ele baixar a arma, e então injetar o agente nos tripulantes. O engenheiro aceita os termos de seu capitão, e T’Pol age rapidamente para imobilizar o grupo e proceder com o plano.

Na manhã seguinte, um shuttlepod desce à superfície para trazer o grupo de volta à Enterprise.

Comentários:

“Strange New World” tem vários problemas, e o maior deles sem dúvida é a falta de originalidade. Por mais que alguns detalhes específicos da história sejam pertinentes apenas à tripulação da NX-01, já vimos esse enredo em diferentes camuflagens nas séries anteriores do franchise.

A sequência de eventos mais uma vez tenta mostrar o quão precária é a situação desses exploradores pioneiros. Em alguns casos, é bastante feliz, como na falha do teletransporte ou na tentativa malograda de resgate com um shuttlepod.

Entretanto, o capitão Archer já teve momentos mais brilhantes: sua decisão de explorar o planeta passando por cima de protocolos importantes de investigação científica não é uma questão de inexperiência — é uma questão de burrice. Nenhum astronauta dos dias de hoje (que dirá um de daqui a 150 anos) seria capaz de descer com seu grupo em um planeta alienígena antes de avaliar completamente o impacto biológico que as formas de vida locais poderiam ter em seus tripulantes.

Não é uma situação totalmente inesperada, em se tratando de Jornada nas Estrelas. Os outros seriados nunca consideraram que ambientes alienígenas pudessem ser dramaticamente hostis a humanos, mas o que acontece aqui eleva o problema a um patamar superior. Nos outros seriados a questão não era nem levantada — o que nos permitia presumir que deveria ser resolvida com alguma tecnologia miraculosa do século 23 ou 24. Aqui, o perigo é enfatizado por T’Pol, mas prontamente desconsiderado por Archer. No fim, a inconsequência do capitão quase leva à morte de cinco de seus tripulantes.

Esse é um sintoma (e não é o único) de que Enterprise não está se levando tanto a sério quanto deveria, para não exigir muitas suspensões da descrença por parte da audiência. Outro exemplo dessa atitude displicente por parte dos roteiristas com relação ao fato de que a série está falando (ou se propondo a falar) de exploração espacial é o fato de Archer levar seu cachorro (!) para a investigação inicial do planeta. A missão da Enterprise é mesmo séria ou apenas uma desculpa para Archer e sua tripulação se divertirem galáxia afora?

Desse ponto de vista, “Strange New World” é o exato oposto de “Fight or Flight”, em termos de respeito ao conceito e às regras da exploração espacial. Enquanto num temos apresentados e respeitados todos os problemas (mesmo que rapidamente colocados de lado) que envolvem a abordagem de uma nave alienígena, desde “Como vamos entrar?”, até “Não seria melhor usarmos trajes espaciais para não pegarmos nenhum vírus ou infecção por bactéria alienígena?”, no outro não há qualquer respeito pelos procedimentos, e o ato de respirar e tocar um ambiente alienígena passa a ser a coisa mais normal do mundo. É uma coisa para se pensar: qual linha a série deveria adotar como norma?

Com relação ao enredo em si, não é nenhuma novidade. “The Naked Time” (A Série Original) e “The Naked Now” (A Nova Geração) já usaram a combinação contaminação/estado de delírio de forma bastante contundente, e “Dramatis Personae” (Deep Space Nine) já usou até um formato narrativo semelhante, “escondendo” a verdadeira natureza do comportamento estranho dos personagens por algum tempo. Embora não deva nada a nenhum deles (e seja até superior em alguns aspectos), “Strange New World” não é nenhuma obra-prima do gênero que justificasse uma repetição tão intensa de algo que já foi feito no franchise.

De qualquer forma, é preciso ressaltar as qualidades. Em primeiro lugar, o enredo serve bem ao propósito de demonstrar que os tripulantes da Enterprise ainda se sentem inseguros e desconfiados com relação à presença de T’Pol, a Vulcana da tripulação. Em segundo lugar, existe aqui uma chance de desenvolver boas tiradas de humor, além de aspectos interessantes (embora sutis) dos personagens.

Mayweather, o mais negligenciado até aqui, recebeu pelo menos algum tratamento especial, ao contar histórias de fantasmas à la era espacial em volta da fogueira e ao demonstrar seu maior apreço pela vida no espaço do que na superfície de um planeta. Phlox, embora tenha pouco aparecido, tem a chance de uma cena um pouco mais forte, ao relatar que talvez por culpa dele não haja esperança para salvar Novakovich. Também foi bom que o alferes não tenha morrido — já houve “camisas vermelhas” demais na história de Jornada

Mas o que merece o maior elogio é Connor Trinneer — que se sai muito bem ao interpretar um Tucker transtornado, louco para quebrar T’Pol no meio.

Algumas outras cenas também marcam e causam risos inevitáveis (e intencionais), embora caiam um pouco no risco de uma série que não se leva a sério. Uma é a exploração de Phortos pelo planeta, cujo primeiro objetivo é encontrar uma árvore para, provavelmente, satisfazer suas necessidades fisiológicas. “Where no dog has gone before”, diz Tucker, enquanto o cãozinho se encaminhava para o tronco.

Na sequência, Tucker se prepara para tirar uma foto, enquanto Archer faz um gesto no sentido de abraçar T’Pol, pouco antes de perceber que seria extremamente inadequado. Além de engraçada, a cena é interessante por enfatizar as diferenças entre humanos e Vulcanos.

Além disso, fica muito claro que os produtores estão gastando até não poder mais em efeitos especiais — além daqueles essenciais à história, como os “alienígenas de pedra”, temos várias outras sequências que poderiam ter evitado os gastos, mas não o fizeram. Entre elas, mais notáveis são a em que Cutler estuda a fauna do planeta e observa peixes alienígenas em um fio d’água ou a em que Tucker é surpreendido por um escorpião alienígena em seu saco de dormir.

Fica muito claro que o que a equipe de produção quer é fazer com que essa série pareça o mais alienígena possível, de preferência com efeitos especiais que chamem a atenção do telespectador. É uma sequência de lembretes constantes: “essa é uma superprodução… essa é uma superprodução…”

Apesar do deboche em alguns momentos e da falta de originalidade, é mentiroso quem disser que o episódio é péssimo. Na verdade, os diálogos ágeis, a boa caracterização dos personagens e as tiradas cômicas fazem de “Strange New World” uma agradável experiência. Mas é de fato muito melhor assistir ao episódio com o “senso crítico” desligado do que procurando analisar o mérito ou a originalidade da história.

Citações:

Archer – “I’d like you to put together the survey team. I assume that’s not a violation of protocol…”
(“Gostaria que você montasse a equipe de pesquisa. Eu presumo que isso não seja uma violação do protocolo…”)

Tucker – “Where no dog has gone before…”
(“Onde nenhum cão jamais esteve…”)

Archer – “Smile! You should get a copy of that for the Vulcan High Command.”
(“Sorria! Você deveria levar uma cópia disso para o Alto Comando Vulcano.”)

Tucker – “Travis and I would like to stay ourselves.”
(“Travis e eu gostaríamos de ficar também.”)
Mayweather – “Would we?”
(“Gostaríamos?”)

Archer – “Can I talk to him?”
(“Posso falar com ele?”)
Phlox – “Yes. But I doubt it would make much sense.”
(“Sim. Mas duvido que serviria para alguma coisa.”)

Trivia:

  • Kellie Waymire já apareceu em Jornada antes. A atriz participou do episódio “Muse”, de Voyager, interpretando Lanya.
  • O segmento apresenta mais exemplos do estado primitivo da tecnologia da Enterprise. É a primeira vez que vemos um mal-funcionamento do transporte, quando um tripulante é trazido de volta à nave mas tem rochas e folhas fundidas a seu corpo.

Ficha técnica:

História de Rick Berman & Brannon Braga
Roteiro de Mike Sussman & Phyllis Strong
Direção de David Livingston
Exibido em 10/10/2001
Produção: 004

Elenco:

Scott Bakula como Jonathan Archer
Jolene Blalock como T’Pol
John Billingsley como Phlox
Anthony Montgomery como Travis Mayweather
Connor Trinneer como Charlie ‘Trip’ Tucker III
Dominic Keating como Malcolm Reed
Linda Park como Hoshi Sato

Elenco convidado:

Kellie Waymire como Elizabeth Cutler
Henri Lubatti como Ethan Novakovich
Rey Gallegos como tripulante

21 Comments on "ENT 1×04: Strange New World"

  1. Tenho 43 anos e sou “treker” desde menino. Assisti a todos os episódios da série clássica, da Nova Geração e de Enterprise, além de vários episódios de DS9 e Voyager. É claro que gosto não se discute, mas para mim, Enterprise foi a melhor de todas, em todos os sentidos. Sei que é uma série rejeitada por uma grande parte dos fâs, e realmente não compreendo o porquê. Sua temática é mais adulta e seus enredos muito bem elaborados, explorando temas novos que não haviam sido vistos em séries anteriores. São também criadas explicações interessantes e conexões para eventos de estórias futuras de Kirk e Picard, sempre respeitando os cânones. A história dos vulcanos foi melhor explorada e foram muito bem atualizados personagens antes secundários como os Andorianos. Seus atores são de ótimo nível e fazem interpretações excelentes, principalmente a Jolene Blalock (T-Pol), que é o melhor vulcano que vi (o pior é, sem dúvida, o Tuvok de Voyager). Os personagens tem uma maior densidade de personalidades e foram criados tipos extremamente interessantes como o Dr. Phlox. Há um grupo maior de personagens, além dos principais, em torno dos quais também surgem episódios importantes. A qualidade da fotografia e dos efeitos especiais é simplesmente cinematográfica, mas não é pirotécnica. Sua cenografia é totalmente verossímil, desde a nave em sua ponte, corredores e alojamentos, até o uniforme dos tripulantes, mais próximo dos macacões usados pelos astronautas atuais (alguém pode me explicar a lógica do uniforme de TNG, em que os oficiais tem o zíper nas costas e estão sempre dando uma “puxadinha” para baixo em suas camisas toda vez que se levantam ?). Enterprise foi, para mim, o ponto máximo da franquia, atualizada e modernizada para uma linguagem e estilos contemporâneos, sem perder o espírito de Jornada. Acredito que Gene Roddenbery a teria aprovado. Seu maior defeito foi ter acabado cedo demais devido à falta de audiência do público americano, o que, considerando o seu gosto pelo descartável, pode ser até um certificado de qualidade.

  2. Concordo.
    Só teve um pecado, a Akiraprise.
    Não deixo de assistir os DVDs da Enterprise sempre que posso.
    A Jolene é um caso a parte, é a mulher mais sensual que apareceu em toda a franquia depois de TOS no episódio dos andróides.

  3. Salvador Nogueira não poderia estar mais certo em suas criticas a série tomando como base este episódio. Uma das coisas que mais me chateou em Enterprise foi o fato de desceram em planetas e abrirem naves alienígenas sem proteção. Pelo que me lembro deste episódio, achei fraco e requentado.

    Abu (post 1) Gosto muito de Enterprise, mas não podemos negar que junto a Voyager, que também gosto muito, são as que tem mais erros, e de continuidade também…
    Os atores são muito bons e carismáticos, mas os personagens agiam como “tapados”, poxa a melhor e mais avançada nave, parecia cheia de amadores, este ep mostra perfeitamente isso. Os efeitos são muitos bons infelizmente foram ficando com menos detalhes a partir da 3ª temporada, mesmo assim ela ganha por ser uma série mais nova.

    Enterprise tem muitos erros parecidos com Voyager, pra mim a culpa é da dupla B&B, basta comparar o 4º ano com os demais. Enterprise tem episódios muitos bons em todas as temporadas que serão comentados aqui.

    OBS: Gosto mais de Voyager do que de DS9, mas não tenho dúvidas que DS9 é muito superior a Voyager, gosto porque gosto e só, como você disse gosto não se discute… Ah! DS9 e a Original em sua época são muito mais adultas que Enterprise.

  4. concordo com o post 1, Enterprise é uma das séries mais regulares. Numa análise particular minha, somente o começo do segundo ano apresenta uma queda, mas a maioria dos episódios sao bons ou ótimos, coisa que nem a TOS apresenta. A TOS tem a vantagem dos episódios excepcionais, mas ENT tem episódios muito bons, como esse que foi analizado.
    Para mim ENT é melhor que VOY que é melhor que DS9, mas eu gosto de todos. TOS é “hours concur”.

  5. Leandro Martins | 5 de janeiro de 2009 at 10:32 am |

    Os comentários estão informativos, mas lembrem-se cavalheiros, que o recomendável nos artigos sobre episódios em particular, é focar seus comentários nos aspectos do episódio avaliado no artigo, e não em geral sobre a série.

  6. Também sou fá de Jornada a anos. Acho que a primeira vez que assisti Jornada foi no final dos anos 70. Tenho hoje mais de 40 anos e gosto de todas as series (execeto a serie animada, já assisti a tudo pelo menos 03 vezes). Em particular vejo em ENT uma boa analise do inicio da frota e acho que ela teria muito ainda há nos dar. Achei precoce o encerramento da serie. Acredito que o retorno da mesma é possivel. Os personagens são maduros e fieis ao propósito da franquia, inclusive no aspecto do velho dilema “Exploração versus Militar”.
    Respeito toda analise e critica que são feitos por todos, porém temos que deixar de comparar tudo de novo na franquia aos 03 anos de TOS e aceitar a entrada do novo, incluisive a questão de recursos novos de filmagem e tecnologia de ficção.

  7. Também tenho simpatia por Enterprise, ela tinha uma ótima produção e um elenco muito bem escolhido, com algumas ótimas surpresas como T´Pol e Hoshi Sato que não foram apenas bibelôs da série e sim personagens interessantes, talvez o elenco mais homogênico de todas as séries onde todas as interpretações eram de bom nível.
    Ela sofreu com o desgaste da franquia depois de uma superexposição de anos e dos vícios da dupla BB que deixaram vários episódios com sabor de pratos requentados.

  8. Sobre o que o Abu disse… Não posso concordar que ENTERPRISE é a melhor série da franquia, mas ela não é também este “monstro condenado” que todos dizer, para mim ela é melhor do que DS9 (que nem parecia Star Trek…) e do que Voyager (elenco sem nehuma gota de carisma…). ENTERPRISE explorou muito bem a difícil relação inicial com os vulcanos, nos mostrou várias raças de formas e cores diferentes e T-Pol como uma vulcna digna de Spock (vamos falar a verdade, o Tuvok não pareia um vulcanos, parecia mais um personagem mal humorado…). ENTERPRISE nos rendeu duas temporadas boas (a primeira e a segunda) e outras duas brilhantes (a terceira e a quarta). E por mais que Rick Berman e Brannon Braga recebam críticas, bom… tentem botar um programa como ENTERPRISE no ar… não deve ser fácil… A série foi boa sim, tenho as 4 temporadas em DVD e recomendo a todos que comprem, deixem o preconceito dos fans “xiita” de lado (tenho impressão que tem um grupo bom de admiradores da série que sonha que Gene Roddenberry vai voltar do além…) e aproveitem ENTERPRISE, que é uma ótima série de FC.

  9. Leandro Martins | 5 de janeiro de 2009 at 12:52 pm |

    Povo, o que foi que eu disse que nas fichas de episódios as análises devem focar mais no episódio em particular ao invés de generalidades sobre as séries, e especialmente em relação a comparações?

  10. Achei a análise bastante coerente e concordo em quase tudo, mas eu seria um pouco mais indulgente no que concerne à questão da originalidade do enredo.
    Basta notar que parece já ser uma tradição cada série ter seu episódio “a la Naked”. Assim não acho que o mesmo precisaria do status de “obra-prima” para justificar a repetição do “tema”, já que nenhuma das repetições anteriores citadas foi uma obra-prima por si só. Eu estaria mais consternado com a repetição do tema na mesma série, aí sim eu acharia desnecessário.
    Mesmo sem o quesito “novidade”, acho “Strange New World” o melhor dentre os exemplares dos episódios tipo “Naked”, ainda com a vantagem de ter uma das sequências mais tensas que já vi num episódio deste tipo (a saber, o confronto de Trip e T’Pol na caverna).

  11. Fiquei muito feliz por ter provocado esta discussão sobre Enterprise e agradeço sinceramente todos os comentários. Fiquei mais feliz ainda em ver que muitos concordam total ou parcialmente com minha opinião. Confesso que tinha receio que eu fosse ser execrado pela maioria. Constâncio, faço minhas as as palavras do final do seu comentário. Leandro, embora eu acompanhe este site como observador há bastante tempo, não tinha conhecimento sobre a recomendação de boa prática citada por você. Apenas aproveitei o gancho do raro artigo sobre a Enterprise para lançar o assunto. Caso tenha sido inoportuno, peço desculpas a todos. No entanto, acredito que o mais importante é permitir que nós, amantes de Jornada, possamos nos conhecer e trocar livremente opiniões sobre este assunto que tanto nos apaixona.

  12. Leandro Martins | 5 de janeiro de 2009 at 6:11 pm |

    É uma recomendação que tenho feito, Abu, para que isto evite que o acervo de guias de episódios acabe ficando com comentários repetitivos ao longo do tempo, dizendo apenas as mesmas coisas genéricas toda vez em todos os episódios de uma dada série.

    Daí nossa predileção para que os usuários procurem comentar os pontos específicos dos episódios, para assim enriquecer a guia. Esta é uma das razões principais que estamos migrando as guias para o novo formato — a participação construtiva dos leitores.

    Isto também é para evitar a propagação de comentários vazios de conteúdo ou de cunho nocivo, embora este caso não se aplique ao seu comentário ou diversos outros nesta guia em particular. Mas como já aconteceu antes, é sempre bom reforçar o conceito.

  13. Ok, valeu, está bem explicado.

  14. Alguém mais concorda comigo que esse episódio poderia fazer parte de uma possível futura coletânia: Star Trek – SYNDROME – The Blue-Ray´s Box.

  15. Ou então “Star Trek – The Naked Episodes” 🙂

  16. Pessoal o ARCHER é quem afundou a série!

    O cara é um Neanderthal !!!!!!

    Sempre fazia as burradas mais estupidas. Sempre foi um bruto, fazia primeiro depois pensava.Como disse o Salvador, até hoje já existem procedimentos, imaginem no futuro!

    O cara era sempre contra a Tpol, contra o Almirante, contra tudo (menos ao Porthos).

    Assistindo a serie dava até vergonha de ser humano, dava vontade de ser Vulcano, Andoriano, etc…..

  17. ^16: Sim. O PERSONAGEM é que afundou a série. Não foi quem produziu, conduziu e escreveu a história para o personagem…

    Senhores, como o Leandro já colocou, vamos nos ater aos pormenores do episódio em si e não a generalizações sobre a(s) série(s).

  18. Martin juan Sarracena | 7 de janeiro de 2009 at 4:57 pm |

    Abu:
    Concordo em teor gênero e grau com suas palavras de 4 de janeiro. Apenas as viúvas do Kirk, poderiam discordar.
    Enterprise veio para unir os cabos soltos das outras séries.
    Acredito que quando Jornada 11 chegue ao Brasil, este site ferverá de críticas negativas. Acho que todos vão detestar.

  19. Leandro Martins | 8 de janeiro de 2009 at 12:07 am |

    Sarracena, e que tal antes de você achar o que quer que seja sobre a eventual opinião de “todos”, que tal você primeiro achar um dos vários avisos meus sobre os comentários nas guias dos episódios terem que se focar nos EPISÓDIOS sobre os quais se referem?

  20. Leandro Martins | 8 de janeiro de 2009 at 7:14 am |

    Como parece realmente que não estão mesmo levando a sério a recomendação de se comentar os episódios nas suas respectivas guias, para ao invés disto só se ficar de “lulz ENT suxxx!!!11!!1”, então vamos já começar a partir deste meu aqui a (avisada) não-aprovação de comentários nesta situação. Só neste instante já foram dois.

  21. post 19: Leandro Martins amigo já passou do limite há tempos, por isso eu evito fazer comentários sobre artigos assim…

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