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Mergulhando fundo nas quatro cenas!
Por Salvador Nogueira | 9 janeiro, 2009
Ao sair da sala de cinema na Av. Paulista depois de ver 25 minutos do novo filme de Jornada nas Estrelas, a primeira coisa que eu tive de fazer foi ligar para meu irmão, que queria muito saber que notícias eu trazia de lá de dentro. Minha avaliação foi algo como: “Se você for para o cinema esperando encontrar o velho Star Trek, talvez você se decepcione. Mas se você for esperando Star Trek 2.0, acho que vai gostar bastante.” Spoilers por toda parte!!!
Essa avaliação parece bem parecida com que os produtores e escritores têm dito aos fãs ao longo dos últimos meses — sinal de que, gostemos ou não, eles entregaram exatamente o que planejavam, quando diziam estar “reimaginando” a série original.
Mas, antes de elaborar mais o que isso significa, vamos ao que eu vi. Abaixo, uma descrição das quatro cenas do filme exibidas pela Paramount.
CENA 1 – Conheça Kirk, o bêbado
Estamos num bar. Há alguns alienígenas por perto, mas nada que pareça saído de Star Wars, como temiam alguns trekkers. Uhura pede algumas bebidas e Kirk, a duas cadeiras de distância, tenta passar uma cantada na moça. Eles claramente ainda não se conhecem. Uhura não dá muita trela a ele, que parece já estar bêbado ou, no mínimo, alto. Mas Kirk não desiste. Pergunta o que ela faz, e ela responde, dizendo que estuda xenolinguística. Completa dizendo ter convicção de que Kirk não sabe o que é isso. Mas o jovem bebum surpreende, descrevendo exatamente do que se trata o estudo de xenolinguística. E emenda: “Isso quer dizer que você tem uma língua ágil.”
Nisso, chegam alguns seguranças brutamontes da Frota Estelar. Apesar de Uhura dizer que pode lidar com a situação, eles decidem intimidar Kirk. O moleque reage, mesmo estando em número inferior. Uma briga de bar é o resultado. Após um começo disputado, Kirk acaba sendo surrado pelos homens. A confusão só interrompida quando o capitão Pike adentra o bar. Ele dispensa a turma da Frota Estelar e toma Kirk sob sua asa.
Diz ter conhecido o pai de Kirk e afirma que o jovem não deveria jogar sua vida fora, como tem feito. Diz conhecer o potencial acadêmico do garoto e vaticina: Kirk poderia muito bem completar sua formação na Academia em quatro anos, e ter seu próprio comando em oito anos. Diz que o rapaz deve aproveitar a chance e aparecer, na manhã do dia seguinte, na doca seca da Frota em Iowa para se alistar.
O jovem não responde. Mas na manhã do dia seguinte, lá está ele, admirando a construção de uma nave estelar da classe Constitution (seria a Enterprise?). Pike o vê e fica feliz de tê-lo conseguido trazer para a Frota.
CENA 2 – A “reação alérgica” de Kirk
(Abrams explica que a próxima cena ocorre depois que Kirk, já na Academia, se mete em uma encrenca e não ganha um posto em nenhuma das naves. Leonard “Magro” McCoy é seu amigão de Academia, e dá um jeito de “contrabandeá-lo” para a Enterprise, injetando nele uma vacina que causa terríveis efeitos colaterais, que exigem tratamento médico imediato. É neste ponto que começa a cena.)
Kirk acorda em uma biocama da enfermaria da Enterprise. Claramente zonzo, ele pergunta o que aconteceu. McCoy explica que é uma reação alérgica à vacina. O jovem cadete olha para as mãos. Elas estão absurdamente inchadas. (Acreditem, isto é engraçado!)
Enquanto isso, na ponte, Chekov abriu o intercom e transmitiu para a nave as novas ordens da Enterprise: investigar o aparecimento de algo que poderia ser descrito como uma tempestade elétrica no espaço, nas imediações de Vulcano.
Ainda chocado com seu estado médico, Kirk se aproxima rapidamente de um monitor e “rebobina” a mensagem de Chekov para se certificar do que ouviu. Após o quê, num momento “Kirk”, ele sai correndo da enfermaria, com McCoy ao seu encalço.
Ele anda pelos corredores até encontrar Uhura, para quem confidencia: a tal tempestade elétrica é uma armadilha, “criada pelos O’MU’A'NO’!” (Sim, a língua de Kirk também está inchada pelo efeito da vacina.)
- O quê? – pergunta Uhura.
- O’MU’A'NO’!
- Romulanos?
- Sim, o’mu’a'no’!
A trupe então corre para a ponte, para que Kirk possa apresentar sua teoria ao capitão Pike. Ele ouve protestos de Spock, que está indignado com a presença do cadete encrenqueiro na ponte — para não dizer na nave –, mas explica ao capitão que o fenômeno é exatamente igual ao que apareceu antes da destruição da Kelvin, a nave comandada por seu pai, décadas atrás, e a que apareceu perto da fronteira Klingon, anos depois, e destruiu 37 naves. Uhura confirma a informação, com base em sua decodificação de transmissões em romulano. Até Spock reconhece que faz algum sentido, e Kirk soma alguns pontos diante de seus desconfiados colegas.
CENA 3 – Spock do futuro
(Abrams explica, antes da cena, que o jovem Spock ainda estava indignado com a presença irregular de Kirk na Enterprise e dá um jeito de deixá-lo num planeta de gelo antes de seguir viagem. E é lá que Spock do futuro vai encontrá-lo.)
Kirk e Spock do futuro encontram um engenheiro rabugento que se julga abandonado pela Frota Estelar, sem comida e suprimentos, naquele posto distante.
- Você é Montgomery Scott? – pergunta o velho Spock, surpreso por reconhecer seu amigo de longa data.
Spock do futuro então informa Scotty de que ele precisa ajudar Kirk a voltar a bordo da Enterprise, onde ele precisará tomar o comando da nave, subjugando emocionalmente o jovem Spock. Para isso, será preciso fazer um transporte em transdobra. Scotty confessa já ter trabalhado na idéia, mas fracassado.
- Eu convenci a Frota Estelar de que poderia não só transportar objetos inanimados, o que seria fácil, mas também seres vivos. E fiz a experiência com o beagle do almirante Archer. — conta Scotty.
- E onde está o beagle?
- Eu bem que gostaria de saber! — responde o engenheiro, indicando o tamanho da encrenca em que se metera.
Para “resolver” o problema, Spock do futuro explica que o transporte transdobra funciona, mas depende de uma equação que o engenheiro ainda está para inventar. Spock apresenta a dita cuja a Scotty, que então se vê pronto para transportar Kirk de volta à Enterprise.
Spock do futuro diz a Kirk que é imperativo que o jovem Spock não saiba sobre a conversa que tiveram.
Antes de partir, Kirk indica a Spock que voltar no tempo para intervir nele é trapacear. Spock responde:
- Aprendi esse truque com um velho amigo.
CENA 4 – Pancadaria em Vulcano!
Uma nave imensa tem uma britadeira igualmente gigante escavando um buraco até o coração do planeta Vulcano. A Enterprise chega às imediações e precisa danificar o aparelho, que interfere com o uso do teletransporte.
Para desativá-lo, Pike parte com Kirk, Sulu e um redshirt numa nave auxiliar. O capitão ficará em órbita, na nave auxiliar, enquanto Kirk Sulu e o redshirt terão de fazer skydiving orbital para atingir a plataforma de onde desativarão a britadeira espacial.
A descida de skydiving é espetacular. Mas o redshirt morre no caminho. Kirk e Sulu chegam até lá e conseguem desativar a tal da escavadeira. E cada um ganha um “romulano” de presente, para enfrentar. Kirk fica dependurado no penhasco, enquanto Sulu acaba com o seu, dando uma de espadachim do futuro. O piloto acaba salvando seu futuro capitão. Mas cai da plataforma. Kirk mergulha para salvá-lo. Os dois pedem transporte de emergência, mas a Enterprise não consegue travar no sinal dos dois, em queda livre. Chekov percebe que pode fazer aquilo, sai correndo da ponte até a sala de transporte e consegue salvar a dupla, no último instante.
Enquanto isso, na nave romulana, Nero é informado de que, mesmo com a desativação da britadeira, a escavação atingiu o núcleo do planeta. O romulano então ordena o disparo da “matéria vermelha” pelo buraco.
A Enterprise percebe a ação, e Chekov aponta a Spock, no comando da nave durante a ausência de Pike, que um buraco negro está se formando no centro do planeta. Estima-se três minutos para a evacuação planetária.
Spock decide partir para resgatar seus pais, enquanto ordena que a Enterprise instrua Vulcano a iniciar evacuação imediata.
AVALIAÇÃO
Pois bem. Foi isso que eu vi e ouvi, ao longo de cerca de 25 minutos. A primeira surpresa que tive foi que as cenas não “estragaram” o filme para mim. Ele continua com surpresas suficientes, de forma que os 25 minutos só me deixaram com mais vontade de ver a outra uma hora e meia que ficou de fora.
Até por conta disso, é injusto fazer uma avaliação completa e irreversível do filme. O que podemos, sim, fazer é ter uma noção inicial do que esperar.
Para ser justo, vamos quebrar em partes a análise.
Valores de produção
Sem medo de errar, é a produção mais complexa já vista na franquia. Eu gostei bastante dos cenários, muito maiores do que os ambientes claustrofóbicos com o que nos acostumamos. Do “lado de fora da Enterprise”, a sensação é a mesma. Tomadas grandiosas, com a câmera bem próxima da nave, dão pela primeira vez a noção de como realmente é grande esta nave estelar. Em termos de efeitos visuais, não há o que criticar. Estão espetaculares e transmitem toda a sensação de grandeza do filme que eu já comentei anteriormente.
Ainda assim, a ponte continua sendo a ponte, os turboelevadores ainda são os turboelevadores, a engenharia ainda é a engenharia, a enfermaria ainda é a enfermaria… ou seja, é Star Trek 2.0. Se você quiser explicar como esta Enterprise pode se transformar na Enterprise da Série Clássica, terá uma imensa decepção. Mas se você entrar no cinema buscando uma nova interpretação da Enterprise, que ainda é a Enterprise, mas é outra, não aquela dos anos 1960, aposto que vai gostar.
Enredo
Este é o mais difícil de avaliar, pois os 25 minutos ofertados (mais os spoilers a que tivemos acesso) ainda não dão uma noção completa de como a história se desenrola.
De antemão, antecipo que este pode ser o ponto mais fraco do filme: viagens no tempo são sempre premissas arriscadas para uma história, porque podem soar convenientes demais. Do que eu vi, é impossível julgar se deu certo ou não.
Em defesa dos produtores, fazer viagem no tempo não necessariamente é um tiro no pé; que o digam “A Volta Para Casa” e “Primeiro Contato”.
Condução
Gostei do estilo de filmagem e da edição. Não é nada tão acelerado quanto o estilo “Matrix” de filmagem de ação, mas nada tão conservador quanto o tradicional formato de Jornada nas Estrelas. Não se assemelha em nada com o estilo da nova “Battlestar Galactica”; eu não notei nenhuma ênfase em filmagem handy-cam. Nesse sentido, mantém certa contiguidade — ainda que com uma severa evolução — com o estilo “clássico” de produção de Jornada.
Outra coisa que chamou a atenção, positivamente, foi o uso do humor. Nas seqüências que vi, duas cenas de humor funcionaram para mim: Chekov, antes de abrir o intercom, tentando introduzir um código de acesso ao computador com um sotaque de difícil compreensão, e Kirk com as mãos inchadas, desesperado para comunicar o fato de que a Enterprise está prestes a cair numa armadilha. Achei ambas engraçadas e não ocorrem em detrimento da seriedade da história ou dos personagens. Sua dignidade permanece intacta.
Também vale notar que os roteiristas incluíram várias referências para os fãs hardcore. Foi delicioso ouvir McCoy dizer que “Sofrimento é bom para alma” (alguém lembra?) e ouvir Scott contar o que fez com o beagle do almirante Archer. E podem implicar com o fato de que o bar já serve bebidas cardassianas, mesmo o filme sendo anterior a eventos da Série Clássica…
Personagens
Aqui reside a essência de Jornada nas Estrelas. Cabe, portanto, uma análise individual de cada um.
- Kirk: Como disse no meu comentário spoiler-free, Kirk começa irritando muito os fãs, por agir como o mais completo idiota. Mas está claro que não devemos interpretá-lo como o velho Kirk, mas como um novo Kirk, profundamente influenciado pela morte precoce de seus pais. O homem perdeu o rumo, para se tornar um brilhante, mas desperdiçado, talento, bebendo pelos bares de Iowa. Nas cenas subseqüentes, no entanto, ele parece mais e mais com seu “velho eu” — assumindo os riscos para salvar a Enterprise na cena 2, questionando a honestidade do Spock do futuro na cena 3 e salvando Sulu da morte certa, num ato impetuoso e heróico, na cena 4. Chris Pine soube carregar bem o personagem, diante do desafio dantesco de substituir William Shatner.
- Spock: Vi pouco do Vulcano, confesso, mas Zachary Quinto tem dois problemas para superar. Primeiro, o fato de que ele é muito parecido com Leonard Nimoy nos faz esperar que ele atue *como* Leonard Nimoy. Além disso, para tornar o desafio ainda maior, o filme conta com o próprio Nimoy, interpretando Spock do futuro. Pelo menos do que vi, o Spock de Quinto não é tão bom quanto o de Nimoy. Enquanto o segundo sempre soube imprimir um ar de gravidade — um tom de “eu estou sempre certo” — ao personagem, o primeiro soa inseguro e mais emotivo do que nunca. Ainda não é uma avaliação definitiva, mas acho que Quinto pode não ter domado Spock tão bem quanto deveria.
- Spock do futuro: Que dizer? Leonard Nimoy é o cara.
- McCoy: Karl Urban arrebenta como McCoy. DeForrest Kelley estaria orgulhoso dele. Vi pouco, mas o que vi convenceu totalmente. McCoy is back!
- Sulu: Se não me engano, eu ouvi apenas uma fala dele, quando Kirk pergunta que tipo de treinamento em combate ele tem. Sulu responde: “Esgrima”. Toque suave de humor, que reflete o Sulu deste filme — é um sujeito centrado, mas bom de briga. Difícil avaliar mais, e compará-lo com o velho Sulu, mas essa interpretação ressoou bem com o personagem.
- Chekov: O ator é russo, mas o sotaque é igual ao “falso russo” de Walter Koenig. Gostei dele, e vejo o espírito do antigo Chekov no personagem. Mas a aparência completamente diferente (e o fato de que ele está na Enterprise sob o comando de Pike!) certamente serão elementos de “implicância” para os fãs. De novo, mentalize “Star Trek 2.0″ e vamos em frente.
- Scott: Aqui talvez esteja a maior decepção do elenco principal. O sotaque do novo Scotty é escocês legítimo — mais escocês que o sotaque falso de James Doohan. E o personagem, pelo menos nas cenas que vi, serviu meramente para alívio cômico. Como um admirador do velho Scotty, temo que falte um pouco do espírito do grande engenheiro de outrora nesta nova encarnação.
- Uhura: Convenhamos — Uhura sempre foi um livro aberto, e na primeira página. Ela nunca teve uma grande personalidade (tente se lembrar de três momentos memoráveis dela na Série Clássica) e neste filme fará mais do que jamais fez. É um belo upgrade para um personagem subutilizado na série original.
- Pike: Dou um doce para quem disser como deveria ser interpretado o capitão Pike, com base no único episódio existente com ele. Admitamos: era um personagem a ser criado. E foi o que eles fizeram. Eu gostei, mas não senti nele o “vibe” do velho Pike.
Considerações finais
No fim das contas, o que fazer deste “Star Trek”?
Ouvindo opiniões de quem viu lá, ele agradou — e muito — a quem não gostava de Jornada nas Estrelas. Viu valores de produção e ação de uma qualidade jamais antes observada na franquia.
Mas e quanto a nós, os velhos fãs?
Tudo tem a ver com o espírito com que você vai ao cinema. Se você espera encontrar lá os velhos Kirk, Spock e McCoy, encarnados pelos atores que os eternizaram, nos cenários que aprendemos a ver como parte dos nossos corações (por mais toscos que fossem), na nave que todos conhecemos e amamos, você está pronto para uma grande decepção.
E nem precisaríamos ver o filme para dizer isso. William Shatner e Leonard Nimoy não vão rejuvenescer; DeForrest Kelley não irá ressuscitar. A velha Jornada é o que é: 79 episódios, mais 6 ou 7 filmes (dependendo de quem conta).
Mas esta velha Jornada, que todos amamos e admiramos, não está acabada. Muito pelo contrário, ela está mais viva do que nunca, nos rolos de filme, nos DVDs já impressos, nos Blu-rays que estão por vir. Só não teremos “episódios inéditos”, mas é a vida.
O que podemos ter é uma “releitura” de Jornada. Os mesmos personagens, a mesma nave, o mesmo espírito. Mas, ainda assim, algo diferente. Igual, mas diferente. Entendo agora a dificuldade dos produtores e escritores ao definir este filme.
Ele é marcadamente diferente da Jornada clássica. Ainda assim, algo que emerge do seu conjunto, seja do roteiro, da produção ou dos atores, soa em alto e bom som: “Jornada nas Estrelas”.
Eu gostei, e estou pronto para abraçar Star Trek 2.0, do mesmo jeito que abracei e gostei de Galactica 2.0. Mas reconheço que nem todos os fãs estão prontos para isso.
A esses, peço que relembrem os temores de Kirk e Spock, em Jornada VI, quando o mundo parecia se transformar rapidamente, diante de seus olhos. Será que eles estariam perdendo sua utilidade, sua razão de ser, diante de um “admirável mundo novo”?
É o que alguns fãs podem sentir. Jornada talvez não seja mais para eles.
Bobagem, pessoal. É cinema. Cinema é para todo mundo. Ou alguém aí deixou de ver Star Wars ou Indiana Jones, porque gosta de Jornada? Vamos curtir. Se entrarmos com o espírito desarmado, estou certo de que teremos duas horas de diversão na sala de cinema.
De minha parte, eu já tive 25 minutos. Quero mais uma hora e meia.
P.S.: O Trek Brasilis adoraria publicar outras opiniões de quem esteve naquela sala de cinema, sendo ou não fã de Jornada. É só escrever e mandar para nós!
Categorias: Star Trek | 59 Comentários »
59 comentários a “Mergulhando fundo nas quatro cenas!”
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9 janeiro, 2009 às 3:55 pm
Bravo, bravíssimo Salvador! Tiraste leite de pedra! Leite com Nescau!
9 janeiro, 2009 às 4:17 pm
Parabéns pelo comentário Salvador!
9 janeiro, 2009 às 4:35 pm
Pessoal,
Vale lembrar que são pelo menos 9 personagens principais, provavelmente dois ou três não serão desenvolvidos a gosto.
Fica para as sequências.
9 janeiro, 2009 às 4:40 pm
Esta franquia sempre ficou com um gosto de quero mais, nunca vou me esquecer que “A Nova Geração” nunca explorou a relação com a serie clássica como deveria ser feito. Apesar de ter sido uma fantástica série. Mais fica sempre alguma coisa para trás. E agora o que nós estamos vendo, e uma releitura sem a preocupação do que já foi produzido. Não duvido que tenha ficado um excelente trabalho e com certeza estarei lá para assistir. Mais fica a frustração de ver que as pessoas que controlam os direitos desta franquia, na vejam além do potencial financeiro. Vida longa e prospera….
9 janeiro, 2009 às 4:52 pm
Gostaria apenas de acrescentar um detalhe na descrição do Spock.No primeiro piloto de St “The Cage”, onde Spock era um oficial de Enterprise sob comando do capitão Pike, sua personalide era bem diferente, ele era, digamos, imaturo e indeciso quanto a ser totalmente Vulcano ou terráqueo. Neste episódio ele mesclava momento de seriedade com momentos de sorriso. Então, partindo da premissa de que a trupe do JJ assistiu este episódio, é de se esperar que o Spock deste filme não tenha tanta segurança quanto a suas capacidades e seu modo de vida Vulcano.
9 janeiro, 2009 às 4:56 pm
Vale lembrar também que Spock, em ST VI, estava com um comportamento bem diferente do usual. Chegou a afirmar que “a lógica não era o fim, mas o ínicio.”
E como esquecer do “Go to hell”
9 janeiro, 2009 às 4:59 pm
Gilberto,
acho que você tem toda razão. Mas minha crítica vai mais na direção de como você espera que o personagem “soe”. O Spock de Quinto está, de fato, mais perto do Spock de “The Cage” do que do Spock da Série Clássica.
Mas a sensação que tive — e, como eu disse, não vi o suficiente para bater o martelo — é que o Spock de Quinto está mais longe de qualquer Spock que o Spock da Série Clássica está longe do Spock de “The Cage”.
Espero ter feito algum sentido.
Abraço,
Salvador
9 janeiro, 2009 às 5:15 pm
O Mais importante (conforme foi destacado) é sabermos enxergar o novo no velho, ou seja, é uma nova ENTERPRIZE? Não, é a mesma, porém mais fiel as novas tecnicas de filmagem (vale lembrar que em Jornada o filme, ficou facil reestilizar a velha nave com base nas novas tecnicas, neste filme teremos que aceitar este fato).
Só posso dizer que serei o primeiro da fila na estreia do filme aqui no BRASIL, com a mente aberta ao novo e esperito de quem vai assistir pela primeira vez STAR TREK.
Vida Longa e Prospera a Todos!!!!!!
9 janeiro, 2009 às 5:23 pm
>7 O “Z” foi intencional?
9 janeiro, 2009 às 5:48 pm
E pra quem disse, no post anterior, que a Folha tinha “malhado” o novo Star Trek, não foi o que eu encontrei aqui:
http://ilustradanocinema.folha.blog.uol.com.br/arch2009-01-04_2009-01-10.html#2009_01-09_14_00_43-11204329-0
Abraços,
Salvador
9 janeiro, 2009 às 6:02 pm
Bem amigos…
Desde o final de Enterprise, não tínhamos nada novo quanto a Jornada nos cinemas e tv, apenas os lançamentos em DVD, hd-dvd e quem sabe em Blu-ray.
Creio que Star Trek 2.0, é uma releitura daquilo que aprendemos a amar e defender como fãs. Espero muito deste filme, amigos pessoais que não gostavam de Jornada, adoraram os trailers, fotos, a estória e dizem que estarão na estréia em maio. Meus pais que são fãs fervorosos da Série Clássica, quando viram as cenas do novo filme, disseram que irão ao cinema.
Devemos agradecer pela oportunidade de ter mais Jornada e apoiar o filme em massa, basta ver as miniaturas em controle que voam, os bonecos, hq´s e muito mais…
Aproveitem, é Jornada como blockbuster em 2009!!! Um dos filmes mais aguardados deste ano passando Wolverine, Harry Potter e muitos outros…
Vida Longa e Próspera.
9 janeiro, 2009 às 7:16 pm
Foi o que eu e outros navegantes disseram. McCoy será o mais fiel e Scott o piorzinho. Gente, Scott ficou conhecido em toda a Frota por ter descoberto o Teletransporte “Transdobra”, e nesse filme ele receberá o segredo de mão beijada do Spock do futuro. E outra, porque fazer um pobre beegle de cobaia de um experimento tão perigoso, se temos tanta coisa em ST que é descartavel, como redshirts e o Mayweather.
9 janeiro, 2009 às 7:28 pm
Pessoal vejam por um lado os novos fãs vão querer saber de nós o q aconteceu antes…..seremos guias pra esse publico….vida longa jornada…
ps:essa semana assisti novamente a 5 temporada da Nova Geração, a participação de Spock foi demais, eita saudade, vem logo maio
9 janeiro, 2009 às 8:17 pm
Parabéns pela avaliação.
Pelo que li, também considerei mais “fraquinha” a parte do Scotty.
Quanto ao Spock de Quinto, não devemos nos esquecer que ele representa o personagem em sua juventude. O que soou como aparente dificuldade de interpretação pode ser encarado como um híbrido humano-vulcano que ainda não controlou totalmente as emoções. Ou seja, a insegurança e excesso de emoções indicariam uma dificuldade do ator em interpretar o personagem ou um toque proposital?
Ahh! Sobre a especiaria cardassiana, sem problemas de minha parte. Roma adquiria seda sem ter qualquer contato diplomático, cultural ou de qualquer outra espécie com a China.
9 janeiro, 2009 às 8:49 pm
Fábio Augusto disse:
“Ahh! Sobre a especiaria cardassiana, sem problemas de minha parte. Roma adquiria seda sem ter qualquer contato diplomático, cultural ou de qualquer outra espécie com a China.”
Caraca, gostei da explicação. Pode mandar um e-mail para o Abrahms que ele vai gostar e vai usar.
9 janeiro, 2009 às 8:59 pm
Acontece que estou aguardando o lançamento do filme nos E.U.A. para ser um dos primeiros a baixa-lo e assisti-lo, antes mesmo da estreia nos cinemas por aqui, daí quando ele chegar aqui, ir degustar no telão.
Sabe! estou tão saudoso de ver algo novo da série J.E. na telinha, que já estou gostando do filme, antes mesmo do lançamento e acho que, ele não vai me decepcionar. Com relação as preocupações dos trekers se o filme terá ou não uma relação mais profunda com a série original, eu não me preocuparia com isso! acreditem, o sucesso e a boa crítica serão quase unânimes entre nós, principalmete pelas afirmações do Salvador Nogueira e pelo teeser do filme já disponibilizado.
Haaa… não vejo a hora de ver Jornada nas Estrelas! E voces ? Com medo de alguma coisa?
O que poderia decepcionar tão profundamente aos admiradores da Série? Acho que nada. Principalmente por que existe um respeito e preocupação muito grandes dos Protagonistas e idealizadores com os telespectadores aficionados pela série Jornada nas Estrelas. Um ano de 2009 próspero…
9 janeiro, 2009 às 9:23 pm
Gente, mais ma coisa me ocorreu. Se o filme for um total sucesso, a Paramount vai querer uma série de TV. Mas o elenco do filme vai ser muito caro, dai essa série vai ter que ter outros atores, e provavelmente outros perssanagens. Dai, talvez como para evitar cançar o apelo dos futuros filmes já contratados, essa nova tripulação tenha que ser de outra era ou de outra nave. Como esse novo TOS só enteressará ao cinema, a segunda hipótese é pouco provavel. E qual nova era seria: TNG-Reboot seria muita apelação, então só sobraria uma Pós-TNG. Se for assim, sucesso ao $J$J$ e a trupe (mas não pessam para gostar deles).
9 janeiro, 2009 às 9:24 pm
Quando vi o trailer de Watchmen no cinema (antes de sair o de Jornada), pensei na hora: esse será o filme de 2009!
Segundo os comentários na net, parece que as Jornada vai ter um destaque maior do que nunca teve. E Watchmen será mais um desperdício de tempo…
9 janeiro, 2009 às 9:52 pm
Artigo SENSACIONAL. Parabéns. Mais do que nunca, estarei de pé, entre os primeiros na fila do cinema. Maio que chegue rápido.
9 janeiro, 2009 às 10:06 pm
[...] Mergulhando fundo nas cenas! (por Trek Brasilis) [...]
9 janeiro, 2009 às 10:15 pm
Parabéns pela resenha Salvador,bravo!
Sou novo aqui no “pedaço” e gostaria de deixar de antemão a todos os amigos um abraço e pedir licença a todos para participar deste fórum.Sou fã de Star Trek das antigas,e o que posso dizer é que estou muito ansioso para o lançamento do novo filme,e já estou com o espírito totalmente desarmado,pois como o Salvador deixou bem explicíto essa nova “Jornada” vai ser mesmo um “Star Trek 2.0″,ou seja,já esperava isso e tenho certeza que muitos fãns vão gostar de ver novamente na telona os nossos heróis,sejam encarnados em novos atores,com uma nova “Enterprise”,nova trilha,enfim,vamos curtir as próximas novidades e aguardar com ansiedade o mês de Maio.Mais uma vez,parabéns Salvador pela sua resenha,uma das melhores (senão a melhor) que eu li até agora sobre o novo filme.
9 janeiro, 2009 às 11:09 pm
Modo Xiita On:
1) Transdobra? Teletransporte em TRANSdobra? É isso mesmo?
2) “(..)E podem implicar com o fato de que o bar já serve bebidas cardassianas, mesmo o filme sendo anterior a eventos da Série Clássica…”
Provavelmente aqui, a referência correta seria TNG…
Modo Xiita Off:
Do resto, os comentários apenas aguçaram mais a minha curiosidade sobre o filme.
Por ser uma película de quase 2h, acho difícil abordar em profundidade todos os personagens. É justo que o foco fique no trio principal. Parece que Uhura será a que terá mais destaque do elenco secundário. Pode ser que no segundo filme, Scott e o resto sejam melhor trabalhados.
10 janeiro, 2009 às 8:04 am
Pq essa sessão não foi divulgada para q mais fans pudessem comparecer?
10 janeiro, 2009 às 9:09 am
Essa seção foi somente para a mídia e as distribuidoras de filmes no Brasil. Foi uma apresentação do estúdio do filme e dos planos para marketing no Brasil.
Isso é normal, quando os estúdios apresentam seus blockbusters para o próximo ano aos responsáveis pelos cinemas. Alguns fazem de forma simples e outros mais incisivos.
No caso de Star trek é sinal de forte campanha publicitária vindo por aí.
10 janeiro, 2009 às 9:15 am
Transcrevendo a coluna mencionada pelo Salvador no post 10.
“Tudo que as cenas de “Watchmen” exibidas ontem à noite tiveram de decepcionante, as do novo “Star Trek” tiveram de empolgante (o que foi facilmente mensurável pela quantidade de aplausos que cada um recebeu ao fim da exibição). E quem escreve isso é um sujeito que está muito longe de ser um trekker…. As cenas têm muita ação, humor, efeitos especiais absolutamente estonteantes e referências mil para os fãs, sem alienar o público comum. O resultado (novamente, poucos minutos de um filme bem mais longo) é bastante animador – parece infinitamente superior às “prequels” de George Lucas, por exemplo – e coloca “Star Trek” como forte candidato a líder de bilheteria no ano”.
Eu acho que Star Trek 2.0 vai ser isso, emocionante, empolgante, eletrizante, mas nada das memoráveis discussões éticas, filosóficas entre Kirk, Spock, McCoy. Nada de cenas que nos façam pensar ou discutir longas horas com os amigos sobre o assunto. Nada de mistérios a serem desvendados.
Acho que vai ser um filme dentro do estilo imposto pelos estúdios, mais ação, mais drama, menos cabeça.
Como disse o Salvador, entre no cinema com o espírito de quem vai ver um bom filme de ficção que lembra a velha Jornada. Aí sim vc vai se divertir muito.
10 janeiro, 2009 às 9:48 am
Salvador, na cena do bar teve aquela fala da Uhura insinuando que o Kirk “fazia amor” com vacas, ou coisa do gênero?
Espero que não!
Também parabenizo o Salvador.
Confesso que já não andava mais com a empolgação de antes com o filme, provavelmente até porque fazia tempo que não surgia nada de novo a respeito e aquela história de realidade paralela influenciou um pouco, mas tenho certeza que o filme será grande e muito bom!
10 janeiro, 2009 às 10:54 am
Comentário sobre o jovem SPOCK:
“Pelo menos do que vi, o Spock de Quinto não é tão bom quanto o de Nimoy. Enquanto o segundo sempre soube imprimir um ar de gravidade — um tom de “eu estou sempre certo” — ao personagem, o primeiro soa inseguro e mais emotivo do que nunca.”
Penso que o Spock de Nimoy sempre foi o modelo que deve ter inspirado o personagem Darth Tyranus/Conde Dooku da nova Trilogia SW, sobretudo no que se refere ao tom de “eu estou sempre certo”.
Em minha modesta opinião:
Christopher Lee (Drácula/Conde Dooku) e Leonard Nimoy são muito parecido, e até poderiam ter feito alguns filmes juntos.
Sobretudo, acho que Leonard Nimoy deveria mesmo ter interpretado o (suprimido) mago marrom Radagast no filme A Sociedade do Anel…
Espero que após a participação de George Takei, na dublagem em 2 episódios, na série animada Star Wars – THE CLONE WARS o próximo seja ouvirmos a voz de Leonard Nimoy…
10 janeiro, 2009 às 11:27 am
Olá colegas Trekkers… Como esse é o meu primeiro comentário no TB peço paciência.
Primeiro, os meus parabéns ao Salvador pelo texto. Vimos que a primeira resenha foi mais superficial, mas ele sempre volta depois com os detalhes.
Sou fã das antigas também (40 anos nas costas) e sempre percebi como os fãs de SW, apesar dos muitos xiitas, parecem mais unidos que nós, os fãs de ST. Venho assistindo à série de desenhos Clone Wars que tem o claro objetivo de atrair novos fãs e, apesar de, como todos, preferir os três filmes clássicos, tenho que admitir que a idéia é boa. Novos jogos, desenhos e quadrinhos é o que o Lucas faz (como ter o “dono” da franquia por perto ajuda, não?) e é o que todos nós deveríamos estar esperando para ST. Não que as críticas não sejam saudáveis, mas acho que temos que ser mais otimistas e ter mais paciência. A nova geração é muito exigente em termos de ação (o último Batman, os filmes da série Bourne e o novo Bond mostram bem o caminho das bilheterias) então é esse o rumo que a nossa franquia favorita vai tomar mesmo.
O que temos que esperar é que o novo filme que faça MUITO sucesso, venda bonequinhos, naves, jogos e traga NOVOS FILMES, pois assim, talvez, eles possam ter mais liberdade de fazê-los como desejamos, no verdadeiro espirito de Jornada nas Estrelas.
Por fim, uma idéia meio maluca: Vcs já imaginaram um episódio do universo espelho no cinema? Acabo de assistir aqueles do box de realidades alternativas (definitivamente os meus favoritos) e não consegui parar de pensar no assunto.
Um abraço a todos.
10 janeiro, 2009 às 11:58 am
Evitei ler os comentários das cenas descritas, mas li o restante. Parece que tudo está caminhando bem, a idéia sempre foi fazer um “Star Trek Ultimate”.
Gostei muito dos comentários a cerca dos efeitos especiais e a Enterprise. Esse é pra ver com certeza no cinema.
10 janeiro, 2009 às 1:00 pm
É de lascar… Vai chegar outubro e não chega maio… rsssss… ô espera cruel…
10 janeiro, 2009 às 1:27 pm
Acho que ação/filme cabeça/crítica ética, filosófica e social podem ser combinadas numa boa, e sempre foi isso que deu certo em Jornada. Quando tentaram tornar cerebral demais, ficou sonolento e descaraterizado, quando colocaram ação demais, perdeu o brilho (Enterprise, terceiro ano da clássica). Essa é a grande característica de Jornada, utilizar o pano de fundo de alguma questão social e discutí-la em um novo contexto (Guerra Fria X Star Trek VI, alguém?). A mesma coisa pode ser dita em relação ao humor. Quem disse que Jornada não tem humor nunca assistiu a clássica, cresceu com a TNG e suas encarnações posteriores.
10 janeiro, 2009 às 1:36 pm
POST 12:
…E outra, porque fazer um pobre beegle de cobaia de um experimento tão perigoso, se temos tanta coisa em ST que é descartavel, como redshirts e o Mayweather.
Olha, lavou minha alma saber que o Scott explodiu aquela praga! Devia ter mandado o próprio Archer.
Como podem dizer que o Scott foi o menos destacado? Ele eliminou o responsável por “A Night in Sickbay,” já virou meu herói.
10 janeiro, 2009 às 2:50 pm
Rafael RafaData,
a fala de Uhura sobre o “sexo animal” de Kirk está lá. Mas não soa péssima como parece. Na verdade, Kirk age na cena como quem merece um “sacode” assim…
Abraços,
Salvador
10 janeiro, 2009 às 4:02 pm
Salvador, por favor me tire uma dúvida: pelo que você viu, pode-se dizer que ST XI é um “Transformers” e o JJ Abrams um “Michael Bay”?
10 janeiro, 2009 às 4:22 pm
Salvador, eis uma boa avaliação mais detalhada. Valeu.
Mas eu preferi não ler o que você relatou de spoiler. Eu li a matéria com um olho aberto e outro fechado. Eu quero ver esses vinte e tantos minutos só com o filme inteiro mesmo.
Você até comentou que os 25 minutos não estragaram o filme pra você, mas para mim, que gosto de ser surpreendido, é demais ver tanta informação e que corresponde a quase um terço do filme.
Gostei de saber que a Enterprise ainda está imponente nas imagens. E que as cenas de ação estão equilibradas.
10 janeiro, 2009 às 7:45 pm
Post 30: acho difícil crer que o desafortunado beagle citado no filme seja o Porthos (o próprio almirante Archer já deve estar pra lá de senil). Acho que nem no século 22, um cachorro poderia viver tanto tempo. Levo mais fé que seja um descendente.
10 janeiro, 2009 às 8:01 pm
Rafael,
não vi “Transformers” ainda. Mas, de um modo geral, acho que Abrams é bem melhor que o Michael Bay.
Abraço,
S.
10 janeiro, 2009 às 8:12 pm
[...] Mergulhando fundo nas quatro cenas! Arquivado em: Noticias — startrekbr @ 21:11 [...]
11 janeiro, 2009 às 5:38 am
Existe uma razão para o fato de o sotaque russo do Anton Yelchin parecer falso, como o de Walter Koenig. Apesar de Yelchin ter nascido na Rússia (mais precisamente em Leningrado), ele migrou com seus pais para os EUA quando tinha apenas 6 meses de idade, quando ainda nem sabia falar. Talvez ele pudesse ter estudado mais, como quando os atores americanos fazem quando precisam fazer sotaque britânico ou vice-versa. Mas resta saber se realmente houve tempo para isso entre a escalação dele para o papel e o começo das filmagens. Aliás, para quem não se lembra, Anton é o garoto que contracena com Anthony Hopkins no filme “Lembranças de um Verão”.
11 janeiro, 2009 às 11:55 am
Eu vi os comentários do link disponibilizado pelo Salvador e ficou bem claro prá mim:
ST ROCKS!!!
Eu não conheço Watchmen e nunca li nada a respeito…
Mas se apresentando os dois, Watchmen é considerado quase um desastre perto do que era esperado (e algo temido por todos nós trekkers em relação ao filme do J. J. ( o outro, não eu, kkkkkkkkk)) enquanto ST deixou todo mundo grudado na telona…
É como disse em um post em outro tópico, com um de meus outros nicks (tenho vários)…
Todo mundo nasce, cresce, envelhece e morre…
Querer que Shatner (sou fan dele), Nimoy, Kelley, Doohan, Koenig, Takei, Nichelle & Cia fiquem eternamente jovens fazendo filmes de ST é esquecer destas simples verdades da vida…
Também mudou não só a nossa perspectiva do futuro, bem como nossas necessidades e anseios, além dos temores…Então é algo totalmente natural que ST seja em parte reescrita, pois se estamo fazendo um reboot, não há outra alternativa…
Assim quem sabe daqui a 20 anos tenhamos um reboot de TNG e uma nova visão do que será o futuro imaginado por aqueles que viverão no nosso futuro nosso…
Live long and prosper…
11 janeiro, 2009 às 12:40 pm
post. 39. Apenas para tentar ser fiel ao personagem original.
O próprio Anton disse isso. Ele achou muito estranho esse sotaque, mas foi determinação do Abrams.
11 janeiro, 2009 às 1:24 pm
Ralph,
ditto.
Abraço,
S.
11 janeiro, 2009 às 6:08 pm
Quando eu disse Teletransporte de Transdobra, eu realmente quiz dizer Teletrandobra entre duas naves viajando em dobra. E essa descoberta tornou Scott muito famoso. E por essa descoberta torna-lo famoso, ele era requisitado em vários lugares com honras e aplausos, no início. Logo depois a humildade do perssonagem o fez preferir ir para a Enterprise, e ele pode escolher onde e como trabalhar, ele também fez parte da fama da NCC-1701 gente.
Por isso que é revoltante a abordagem de que ele recebeu a tecnologia do Spock do futuro. Se isso for verdade teremos uma grande e triste reviravolta do perssonagem. Que passará de Humilde, Inovador e Heróico Scott, para um Palhaço, Trapaceiro e Aproveitador Scott. Ou seja, HUMILHANTE!!!!!!
11 janeiro, 2009 às 8:10 pm
O artigo do Salvador foi minucioso, equilibrado, ponderado, brilhante, simplesmente perfeito. Ele expressou em suas “considerações finais” tudo que eu mesmo gostaria de ter dito. Não sobra muito o que acrescentar. Pessoal, Gene Roddenbery trabalhou na época de TOS com os recursos tecnológicos e financeiros que dipunha, mas tinha o gosto de vanguarda. Em TNG, ele próprio evoluiu com as maiores disponibilidades. Hoje a linguagem do cinema mudou. Quem garante que, se fosse hoje, ele não faria algo parecido com a nova produção? Volto a afirmar que a morte da franquia só poderia ser evitada com esta renovação. O importante é termos a Jornada de volta, que as novas gerações possam conhecê-la e ter seu interesse despertado para toda a saga.
11 janeiro, 2009 às 9:19 pm
Gente, sejamos sinceros, esse filme vai ser o MÁXIMO! É verdade que, os trekkers conservadores que procuram nesse filme a série clássica, provavelmente não vão sair do cinema satisfeitos, mas precisamos ser receptivos a essa nova obra cinematográfica. E, mesmo que, para os trekkers , talvez o filme não vai vá ser ótimo (coisa que eu duvido), vejamos pelo lado bom: sem dúvida Star Trek XI vai atrair o público jovem, que vai se interessar por Jornada e, assim, conhecer à série original e as demais franquias que vieram depois. Já era hora de atrair a nova geração para Star Trek, porque eu tenho 12 anos e posso afirmar que dos quarenta alunos da minha sala só um conhecia a frase ‘vida longa e próspera’, sendo que ele nem sabia de onde ela era.
11 janeiro, 2009 às 9:35 pm
POST 43:
Amén
12 janeiro, 2009 às 7:13 am
Sinceramente não me lembro desse feito do scotty (teletransporte entre duas naves em dobra) ser mencionado em algum episódio ou filme.
Acho que isso consta em algum livro.
12 janeiro, 2009 às 9:06 am
Parece que as pessoas estão esquecendo que esses personagens são as versões mais jovens daqueles que conhecemos, e com o passar dos anos amadurecemos e mudamos nossa maneira de agir e ver o mundo. Acho normal um Kirk mais rebeldo nesse momento, e um Spock mais emocional e menos confiante, pois ainda são jovens.
12 janeiro, 2009 às 9:23 am
É o que eu seeeeeeeeempre disse.
Que venha Star Trek-The Classic Generation.
Em meus 40 anos de serviços prestados à Frota Estelar, ver os velhos diários sendo reabertos e relidos com tanto glamour e verdadeira tecnologia só me faz, como disse um velho amigo nosso, “sentir jovem”.
Dobra máxima a frente!
12 janeiro, 2009 às 9:33 am
Eu sou fan de SW desde que vi o primeiro filme em 1978 quando tinha uns 15 anos, sempre gostei de ficção cientifica, não era fan de Star Trek mas gostava de ver os episodios, na época eu achava eles muito parados, preferia seriados com mais ação, mas apartir de 1987 isso mudou quando aluguei o piloto da Nova Geração, comecei a me interessar mais por jornada, inclusive pela classica, que passei a amar, virei fan de ST participei até de um fan clube aqui de Porto Alegre o Kobayashi Maru.
Eu contei tudo isso porque acho que é possivel uma pessoa gostar de ST e SW com a mesma intensidade, Eu sempre gostei de saber como os filmes são feitos e de bons efeitos especiais, acho que por isso que só passei a men intereçar mais por jornada nos cinemas e pela nova geração.
Eu vou ao cinema sem medo, para ver um bom filme de sifi… eu estava sentindo falta de filmes de sifi nos cinemas principalmente os espaciais, nos ultimos anos a moda é Super herois e filmes de fantasia, e jornada vai trazer isso de volta, e se for um sucesso outros produtores farão mais filmes espaciais e isso me faria muito feliz.
Abraço a todos
e…
May the force be with you…
and
Live long and prosper
12 janeiro, 2009 às 1:47 pm
Oi Salvador
Como não vi as cenas, mas confio na sua percepção, penso que sua análise está correta. Deve ser interessante assistir uma releitura daquilo que vejo e gosto há 40 anos.
Veremos no que vai dar!
Um abraço.
Cláudio
12 janeiro, 2009 às 2:57 pm
Excelente matéria, parabéns.
12 janeiro, 2009 às 3:10 pm
CArdassian Ale
Pesosal com certeza o JJ adcionaou isso pra gente ficar discutindo.
ele nao ia adcionar isso por nada, seria muito mais facil falar que era andoriano ou klingon.
com certeza ele ja tem uma explicacao…
quem sabe nos gibis que vao sair antes do filme eles explicam isso.
12 janeiro, 2009 às 5:51 pm
Muito interessante esse comentário sobre as quatro cenas
que Salvador Nogueira viu do novo filme de Jornada nas Estrelas, serviu para eu saber que nesse filme, o Kirk que irá aparecer não será o heróico da série da tv, mas um rebelde, um encrenqueiro, bom mas eu espero que Kirk nesse filme se redima e seje o herói corajoso que eu tanto admiro. Mas eu gostei dessas revelações do Nogueira, eu espero que o filme seje tão interessante quanto promete, pelas descrições do Nogueira e que eu veja um grande filme com muita emoção e ação.
12 janeiro, 2009 às 7:39 pm
Os cardassianos tem uma certa parceria comercial antiga com os Klingons.
Os cargueiros cardassianos são importados. Else são construidos pelos Klingons baseados em seus modelos tradicionais. Também são comercialisados alimentos, bebidas, jóias e, principalmente armas entre os dois impérios.
E, o grande fato é: Cardassia Prime fica de um lado da fronteira do Império Romulano (depois da Federação), e Kronos (Qo´noS para os Xiitas) fica do lado oposto. Por isso o comércio dos dois impérios teriam que passar por território romulano e depois federado (e vice e versa) para acontecer. Desviar do dois território elevária a viagem em mais de três vezes.
Tem mais um fato interessante: As naves cardassianas da classe Galor foram desenvolvidas para fazer frente as naves federadas da classe Constitution.
Esses fatos mostram um envolvimento muito forte entre as potencias do quadrante para eles serem recentes. Por isso não acho que o envolvimento dos Cards seja impossível, eles só não estariam fortes militarmente, politicamente e/ou economicamente o suficiente para fazer realmente parte de TOS.
E para terminar uma curiosidade. Acredita-se que o trafego mercante legal entre Cardassia e Kronos dentro dos territórios de Romulos e da Federação eram a porta de entrada das famosas azusinhas no território federado na época que eram ilegais.
12 janeiro, 2009 às 8:52 pm
O bar já serve bebidas cardassianas, mesmo o filme sendo anterior a eventos da Série Clássica…
Romulanos? Não sou um super-mega sabe-tudo fã, mas um grande fã assim mesmo e creio q o 1º contato dos romulanos com os humanos se deu em um dos episódios da série clássica;
Acho que até mesmo na série mais “recente” chamada Enterprise respeitou isso. Contato que eu falo seria a presença de romulanos e não da tecnologia deles em si. Corrijam-me se eu estiver errado pls.
13 janeiro, 2009 às 11:39 am
Sim voce está certo KGBEER, na série classica, no episodio “BALANCE OF TERROR”, eles dizem que nunca tinham visto um romulano, pois na guerra contra a terra, as duas especies nunca tinham se visto.
Mas isso é um remake, ou seja vai comessar tudo de novo…
Acho melhor romulanos do que inventar outro vilão, outra raça…
É esperar para ver, né?
14 janeiro, 2009 às 1:28 pm
Viva aos remakes!
14 fevereiro, 2009 às 1:11 am
Sempre amei ST e estou ansiosissimo pra ver este filme! A nova velha Enterprise é simplesmente espetacular!
Mas que estória é essa do Kirk dirigir um Corvette enquanto ainda moleque? Ele não sabia dirigir um calhambeque na Chicago da série clássica, não?