21 Responses to “Autores do Almanaque Jornada nas Estrelas lançam novo livro”

Comments

Read below or add a comment...

  1. trekker

    Pergunta: porém, Dumont continua a ser o primeiro brasileiro a voar em um avião (em todo o mundo)? Sim, sei que tem aqueles dois irmãos americanos que “disputam” a vaga de Dumont, mas pra mim aí tem dedinho do governo americano…

  2. Leandro Martins

    @1: No dia que o público aceitar que o avião não foi uma invenção, mas sim um desenvolvimento, como a televisão e o satélite, será o dia em que o país vai ter real percepção da colaboração de Dumont e dos demais que trabalharam para o resultado final. Até lá, é só a velha choradeira nacional no tema.

  3. fernando de paula

    choradeira nacional ou não ,o fato é que avião como hoje conhecemos ,é um aparelho capaz de alçar vôo por seus próprios meios e não catapultado como o flyer dos irmãos wright .
    como as imagems da época comprovam o 14 bis voou como os aviões modernos o fazem hoje em dia

  4. trekker

    É óbvio, Leandro Martins. Mas o fato é: quem botou o bicho no ar primeiro? Isso tem muito valor e nós, brasileiros, não damos muito valor ao que é nosso, ao que é feito por aqui. Praticamente não temos heróis – aquelas pessoas que possam nos inspirar, nos fazer acreditar que podemos algo mais.

    Se é pra chorar a honra de termos um brasileiro como o primeiro cara que fez subir um avião, então pra mim é um choro válido.

    Leia o livro “O Conceito de Tecnologia” (v. 1 e 2) de Álvaro Vieira Pinto que vc perceberá a ideologia por trás de tantos movimentos provenientes dos centros dominadores.

    Veja também sobre o MBT Osório, tanque de guerra especificado e projetado pelo Brasil na década de 80 pela Engesa. Muita coisa no Brasil é sufocada pelos países que detém o poder. Não só no Brasil, mas em toda “a periferia do mundo”.

    Deixa eu chorar aqui o Dumont…

  5. Leandro Martins

    Trekker, um equipamento militar nunca ser adquirido pelo próprio país de origem sempre é morte certa do potencial de vendas do equipamento. E certamente quem fez o Exército Brasileiro nunca adquirir o Osório foram as forças ocultas das potências estrangeiras, claro, claro. Mas é evidente que não podemos deixar de exercitar nossa tradicional veia de “Vamos Culpar os Outros”.

  6. Leandro Martins

    Eu acho espantoso como consideram que aparentemente o Santos-Dumont só seria merecedor das Pompas & Fanfarras de seus conterrâneos por supostamente ter sido o primeiro a construir certa tecnologia. Disto temos uma bela demonstração dos Valores Brasileiros: se alguém não foi o primeiro a fazer algo, então não interessa quão valiosa tenha sido sua colaboração no geral, este alguém é um perdedor que não merece ser lembrado ou celebrado.

    Por isto o brasileiro sempre vai ser um frustrado sobre esta história: ele não celebra as conquistas do Santos Dumont por aquilo que as conquistas em si colaboraram para o desenvolvimento humano. Não, querem celebrar o cara pura e simplesmente por ter que ser o “primeirão”.

  7. trekker

    Lenadro, no caso específico do Osório, a coisa poderia dar certo com a nacionalização. Sabemos de todos os entraves que envolve este processo, mas poderia ocorrer. Mas o fato é que o Osório foi morto.

    Precisamos de mais auto-estima (autoestima?), este é o ponto. O brasileiro só se acha patriota na Copa do Mundo, enquanto deveria ser em questões mais sérias e significativas.

    Por isso choro o Dumont…

  8. Leandro Martins

    Claro, autoestima. A velha racionalização que justifica deixar de lado valorizar a colaboração em si para dar lugar a um triunfalismo patológico completamente desvinculado de sinceridade em oferecer mérito e também de aplicação prática.

    Pois é gozado como ninguém nunca chora da mesma forma ou intensidade o fato de que o Brasil só ter tido algum simulacro de indústria aeroespacial a partir do final dos anos 60 e início dos 70, décadas e décadas depois do desenvolvimento inicial da tecnologia.

    Ou seja: mesmo que tenha sido o primeiro e tal, de que isto teria realmente adiantado? Absolutamente nada. Mas até aí, tudo bem — fomos os “primeiros”. É, Viva Nós, e nossa autoestima.

  9. fernando de paula

    vamos no lembrar de algums fatos
    a tecnologia espacial americaana é filha do belicismo alemão ,de nada adiantaria eles terem colocado o primeiro avião no ar ,pois sem o vom braum não chegariam ao espaço
    por outro lado possuir a quarta maior industria aérea do planeta não é pouca coisa para um pais como o brasil ,é só olhar para as pistas de aeroportos amricanos para ver que a maioria das empresas domésticas deles voam de embraer

  10. Leandro Martins

    É, como se eles não tivessem nada de indústria aeronáutica antes do fim da 2GM, não, Fernando? Os EUA não desenvolveram e construíram centenas de milhares de aeronaves durante o conflito devido a eles não terem sido os primeiros, huh? E não tinham um parque tecnológico vasto para absorver o know-how adquirido da turma do VonBraun, huh? E nem teriam inúmeras indústrias com décadas de tradição já por esta época e tal. Claaaro que nunca teriam ido ao espaço com tudo isto, imagina…! Velha tradição nacional de “Vamos diminuir o mérito dos outros para nos sentirmos melhor, yay!”

  11. Kodai

    O brasileiro isso, o brasileiro aquilo. A velha mania do brasileiro falar dele mesmo como se não fosse também brasileiro.
    -
    Quanto a Santos Dumont e a polemica de quem “inventou” o avião, tudo isso se arrasta até hoje em grande parte por culpa do próprio Dumont, que devido a sua idéia de que o avião é para todos, nunca se preocupou em patentear sua criação.
    -
    E sobre a frustração brasileira de querer ser dono da “invenção” não reconhecendo toda a contribuição da história antes do primeiro vôo de Dumont digo que, isso não é exclusividade nossa. Nos EUA se alguém perguntar “quem “inventou” o avião?” a resposta vem de boca cheia: WRIGHT BROTHERS!!!
    -
    Por mim, enquanto lá a cantiga de grilo for essa, não me espanta que por aqui a orquestra permaneça a mesma.

  12. Leandro Martins

    Sim, Kodai, vamos fazer uma tentativazinha de inserir uma dose de Estilo Sem Substância e Dois Errados Fazem Um Certo, huh?

  13. Farah

    Pipa é avião? Os chineses já levantavam pipas gigantes no ar 1000 anos antes dos Irmão Wright levantarem a deles.
    Santos Dumond não levantou um avião com linha de pipa e uma catapulta, do chão. Ele pilotou um avião. Com motor, profundor, quilhas e flaps. Como deve ser um avião. Atá qualquer ultraleve moderno é um avião, não aquela pipa dos WRIGHT BROTHERS!!!…………………

  14. Marmolaro

    Olá gente
    Se vcs tem tantas dúvidas assim sobre Santos Dumont, eu recomendo o livro Santos Dumont – Asas Da Loucura. Uma biografia escrita por um AMERICANO. Achei bem interessante o modo imparcial que ele descreveu a vida dele, seu gênio inventivo. Ele estava muito além de nacionalismos e títulos de quem fora o primeiro disso ou aquilo. Ele sequer patenteou suas invenções, deixando para todos, para todos poderem desenvolver mais suas idéias.

    Asas Da Loucura * Editora: Objetiva * Autor: PAUL HOFFMAN * ISBN: 8573025921 * Origem: Nacional * Ano: 2004 * Edição: 1 *

  15. VERDE

    Esse é o maior problema de quem inventou o avião, pois o Dumont não patenteou mas os Irmãos Wrights sim.
    Pena que o nacionalismo americano, para não dizer , chauvinsmo, nunca registra em seus livros de história a participação de Dumont.
    Logicamente na Europa a realidade é outra….

  16. Leandro Martins

    Eu não estaria tão seguro assim sobre o tão comentado “reconhecimento europeu” ao Santos Dumont. Vamos ver um exemplo? Documentado por este próprio missivista, em seu finado bloginho pessoal: Teste do sistema de entertenimento da Air France. Air France, nada menos — se acreditam que os franceses consideram incondicionalmente SD como o inventor do avião, podem se decepcionar.

  17. Caros,

    a discussão sobre a invenção do avião eu tratei em detalhes noutro livro: “Conexão Wright-Santos-Dumont” é o nome da criança. Acho que consegui dar uma resposta satisfatória a essa questão que incomoda sobretudo aos brasileiros, sem tirar o mérito de ninguém. Modéstia à parte, recomendo a leitura. E o lançamento do “1910″ pode ser uma boa oportunidade para comprarem o “Conexão” também e levarem os dois autografados! ;-)

    Abraços,
    Salvador

  18. Cláudio Silveira

    Meus parabéns para Salvador e Silvana

    É deste tipo de inovação autoral e jornalística que a gente precisa!
    Espero que possam lançar o livro também aqui no Rio e em outras cidades do Brasil.
    Um abraço,
    Cláudio

  19. NSilva

    Pioneiros da aviação norte-americana, os dois irmãos, que possuíam uma oficina de bicicletas, lançaram-se à construção de planadores. Segundo seu diário, voaram num aeroplano chamado “Flyer” a 17 de Dezembro de 1903, em Kitty Hawk, na Carolina do Norte. O diário registra três outros vôos com o mesmo aparelho, dos quais um de 59 segundos à velocidade de 50 km/h e um outro, a 5 de Outubro de 1905.

    Os irmãos Wright tentaram vender sua aeronave ao Exército dos EUA; depois ao governo francês; e, posteriormente, a um grupo de industriais. Não obtiveram sucesso. Em 1907 foram à Europa, onde prosseguiram as negociações para a venda do invento. Somente em 1908 realizaram experiências públicas de vôo no Velho Mundo. Daí em diante, obtiveram grandes sucessos. O Exército norte-americano aceitou o avião em 1909 e, anos depois, os irmãos Wright passaram a ser considerados pelo governo dos EUA como inventores do aeroplano.

    Os irmãos Wright não reclamaram para si somente a honra do primeiro avião ou do primeiro vôo, mas anexaram um rótulo qualificativo do seu Flyer no Instituto Smithsonian: “O avião original dos Irmãos Wright: a primeira máquina do mundo movida a energia, mais pesada que o ar, na qual o homem fez vôos livres, controlados e sustentados”.

    A partir de 1906, os Wright se envolveram numa série de disputas de patentes. Depois da morte de Samuel P. Langley , outro pioneiro da aviação, e de Santos Dumont ter realizado seu feito em Paris, começou a discussão de quem seria o verdadeiro “Pai da Aviação”.

    O primeiro vôo dos irmãos Wright, realizado no dia 17 de Dezembro de 1903, não teria sido um vôo autônomo (a ascensão da aeronave por meios próprios). Os Wright não foram a Paris, concorrer ao desafio lançado pelo milionário Ernest Archedeacon, que oferecia a Taça da Aviação e 3000 francos para quem conseguisse voar em avião uma distância de 25 metros com ângulo de queda máximo de 25 graus. Santos Dumont foi o detentor do primeiro recorde homologado em aeroplano, com o 14-BIS, em 1906, depois de ter ganhado o Prêmio Deutsche de la Meurthe, pelo primeiro vôo bem-sucedido em balão dirigível, feito entre Saitn-Claud e a Torre Eiffel, em 1901.

    Os irmãos Wright só apareceram em 1908, com uma aeronave mais avançada que qualquer outra existente, reivindicando o título de pioneiros da aviação mundial. Mas até 1910, todos os aparelhos dos Wright necessitavam de uma catapulta ou vento intenso em uma pista em declive, enquanto o aparelho de Santos Dumont saia do chão por seus próprios meios, voava de forma controlada e pousava tranquilamente.

    NSilva é nascido, residente na cidade de Santos Dumont MG.
    Visitem o Museu Cabangú e tirem suas dúvidas.

    Cosdiais saudações

  20. NSilva

    Corrigindo,
    Cordiais Saudações.

Escreva um comentário:

Use esta ferramenta para fazer seus comentários sobre os artigos e postagens no Trek Brasilis.

Quaisquer opiniões divergentes não são apenas permissíveis como encorajadas, mas certifique-se de que aquilo que posta seja realmente isto: opiniões. Pois qualquer colocação sem boa argumentação, sem evidências que a suportem e sem conhecimento do que se fala não pode ser classificado como opinião, mas sim como mero pitaco.

Os comentários são passíveis de moderação pela equipe do TB, aplicando para isto as Normas de Uso gerais do Fórum Trek Brasilis. Xingamentos gratuitos e quaisquer outras atitudes nocivas que podem ser classificadas com trollismo será algo que a equipe de colaboradores pode bloquear. As opiniões divulgadas pela ferramenta de comentários são de total responsabilidade de seus respectivos autores e não necessariamente refletem as opiniões do Trek Brasilis e de seus colaboradores.