Autores do Almanaque Jornada nas Estrelas lançam novo livro

Salvador Nogueira e Susana Alexandria, autores do Almanaque Jornada nas Estrelas, lançam um novo livro na próxima semana. Também da Editora Aleph, 1910 – O Primeiro Voo do Brasil traz a história real de Dimitri Sensaud de Lavaud, que realizou o primeiro voo registrado do Brasil e da América Latina no dia 7 de janeiro de 1910 em Osasco, São Paulo. Nogueira também é editor do Trek Brasilis.

Projetado e construído inteiramente no Brasil, o avião São Paulo de de Dimitri Sensaud fez um voo diante de uma plateia de curiosos que o viu percorrer 103 metros em pouco mais de seis segundos. Com documentos, fotos, depoimentos e muita pesquisa, a obra resgata um capítulo importante não só da história da aviação, mas da história de São Paulo e do Brasil. São 144 páginas, com preço de R$ 38.

Serão duas noite de lançamento com autógrafos. A primeira é nesta terça-feira (29/6) na Capital paulista, a partir das 19 horas na Livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista (Rua Treze de Maio, 1.947 – Piso Térreo – Paraíso). Já a segunda ocorre em Osasco no dia 1º de julho, também às 19 horas,  na Livraria Cultura do Supershopping Osasco (Avenida dos Autonomistas, 1.828 – 1º piso).

21 Comments on "Autores do Almanaque Jornada nas Estrelas lançam novo livro"

  1. Pergunta: porém, Dumont continua a ser o primeiro brasileiro a voar em um avião (em todo o mundo)? Sim, sei que tem aqueles dois irmãos americanos que “disputam” a vaga de Dumont, mas pra mim aí tem dedinho do governo americano…

  2. boa sorte

  3. Leandro Martins | 24 de junho de 2010 at 12:29 pm |

    @1: No dia que o público aceitar que o avião não foi uma invenção, mas sim um desenvolvimento, como a televisão e o satélite, será o dia em que o país vai ter real percepção da colaboração de Dumont e dos demais que trabalharam para o resultado final. Até lá, é só a velha choradeira nacional no tema.

  4. fernando de paula | 24 de junho de 2010 at 7:06 pm |

    choradeira nacional ou não ,o fato é que avião como hoje conhecemos ,é um aparelho capaz de alçar vôo por seus próprios meios e não catapultado como o flyer dos irmãos wright .
    como as imagems da época comprovam o 14 bis voou como os aviões modernos o fazem hoje em dia

  5. É óbvio, Leandro Martins. Mas o fato é: quem botou o bicho no ar primeiro? Isso tem muito valor e nós, brasileiros, não damos muito valor ao que é nosso, ao que é feito por aqui. Praticamente não temos heróis – aquelas pessoas que possam nos inspirar, nos fazer acreditar que podemos algo mais.

    Se é pra chorar a honra de termos um brasileiro como o primeiro cara que fez subir um avião, então pra mim é um choro válido.

    Leia o livro “O Conceito de Tecnologia” (v. 1 e 2) de Álvaro Vieira Pinto que vc perceberá a ideologia por trás de tantos movimentos provenientes dos centros dominadores.

    Veja também sobre o MBT Osório, tanque de guerra especificado e projetado pelo Brasil na década de 80 pela Engesa. Muita coisa no Brasil é sufocada pelos países que detém o poder. Não só no Brasil, mas em toda “a periferia do mundo”.

    Deixa eu chorar aqui o Dumont…

  6. Leandro Martins | 24 de junho de 2010 at 7:32 pm |

    Trekker, um equipamento militar nunca ser adquirido pelo próprio país de origem sempre é morte certa do potencial de vendas do equipamento. E certamente quem fez o Exército Brasileiro nunca adquirir o Osório foram as forças ocultas das potências estrangeiras, claro, claro. Mas é evidente que não podemos deixar de exercitar nossa tradicional veia de “Vamos Culpar os Outros”.

  7. Leandro Martins | 24 de junho de 2010 at 7:51 pm |

    Eu acho espantoso como consideram que aparentemente o Santos-Dumont só seria merecedor das Pompas & Fanfarras de seus conterrâneos por supostamente ter sido o primeiro a construir certa tecnologia. Disto temos uma bela demonstração dos Valores Brasileiros: se alguém não foi o primeiro a fazer algo, então não interessa quão valiosa tenha sido sua colaboração no geral, este alguém é um perdedor que não merece ser lembrado ou celebrado.

    Por isto o brasileiro sempre vai ser um frustrado sobre esta história: ele não celebra as conquistas do Santos Dumont por aquilo que as conquistas em si colaboraram para o desenvolvimento humano. Não, querem celebrar o cara pura e simplesmente por ter que ser o “primeirão”.

  8. Lenadro, no caso específico do Osório, a coisa poderia dar certo com a nacionalização. Sabemos de todos os entraves que envolve este processo, mas poderia ocorrer. Mas o fato é que o Osório foi morto.

    Precisamos de mais auto-estima (autoestima?), este é o ponto. O brasileiro só se acha patriota na Copa do Mundo, enquanto deveria ser em questões mais sérias e significativas.

    Por isso choro o Dumont…

  9. Leandro Martins | 24 de junho de 2010 at 8:21 pm |

    Claro, autoestima. A velha racionalização que justifica deixar de lado valorizar a colaboração em si para dar lugar a um triunfalismo patológico completamente desvinculado de sinceridade em oferecer mérito e também de aplicação prática.

    Pois é gozado como ninguém nunca chora da mesma forma ou intensidade o fato de que o Brasil só ter tido algum simulacro de indústria aeroespacial a partir do final dos anos 60 e início dos 70, décadas e décadas depois do desenvolvimento inicial da tecnologia.

    Ou seja: mesmo que tenha sido o primeiro e tal, de que isto teria realmente adiantado? Absolutamente nada. Mas até aí, tudo bem — fomos os “primeiros”. É, Viva Nós, e nossa autoestima.

  10. fernando de paula | 24 de junho de 2010 at 9:37 pm |

    vamos no lembrar de algums fatos
    a tecnologia espacial americaana é filha do belicismo alemão ,de nada adiantaria eles terem colocado o primeiro avião no ar ,pois sem o vom braum não chegariam ao espaço
    por outro lado possuir a quarta maior industria aérea do planeta não é pouca coisa para um pais como o brasil ,é só olhar para as pistas de aeroportos amricanos para ver que a maioria das empresas domésticas deles voam de embraer

  11. Leandro Martins | 24 de junho de 2010 at 9:46 pm |

    É, como se eles não tivessem nada de indústria aeronáutica antes do fim da 2GM, não, Fernando? Os EUA não desenvolveram e construíram centenas de milhares de aeronaves durante o conflito devido a eles não terem sido os primeiros, huh? E não tinham um parque tecnológico vasto para absorver o know-how adquirido da turma do VonBraun, huh? E nem teriam inúmeras indústrias com décadas de tradição já por esta época e tal. Claaaro que nunca teriam ido ao espaço com tudo isto, imagina…! Velha tradição nacional de “Vamos diminuir o mérito dos outros para nos sentirmos melhor, yay!”

  12. O brasileiro isso, o brasileiro aquilo. A velha mania do brasileiro falar dele mesmo como se não fosse também brasileiro.

    Quanto a Santos Dumont e a polemica de quem “inventou” o avião, tudo isso se arrasta até hoje em grande parte por culpa do próprio Dumont, que devido a sua idéia de que o avião é para todos, nunca se preocupou em patentear sua criação.

    E sobre a frustração brasileira de querer ser dono da “invenção” não reconhecendo toda a contribuição da história antes do primeiro vôo de Dumont digo que, isso não é exclusividade nossa. Nos EUA se alguém perguntar “quem “inventou” o avião?” a resposta vem de boca cheia: WRIGHT BROTHERS!!!

    Por mim, enquanto lá a cantiga de grilo for essa, não me espanta que por aqui a orquestra permaneça a mesma.

  13. Leandro Martins | 25 de junho de 2010 at 10:09 am |

    Sim, Kodai, vamos fazer uma tentativazinha de inserir uma dose de Estilo Sem Substância e Dois Errados Fazem Um Certo, huh?

  14. Pipa é avião? Os chineses já levantavam pipas gigantes no ar 1000 anos antes dos Irmão Wright levantarem a deles.
    Santos Dumond não levantou um avião com linha de pipa e uma catapulta, do chão. Ele pilotou um avião. Com motor, profundor, quilhas e flaps. Como deve ser um avião. Atá qualquer ultraleve moderno é um avião, não aquela pipa dos WRIGHT BROTHERS!!!…………………

  15. Olá gente
    Se vcs tem tantas dúvidas assim sobre Santos Dumont, eu recomendo o livro Santos Dumont – Asas Da Loucura. Uma biografia escrita por um AMERICANO. Achei bem interessante o modo imparcial que ele descreveu a vida dele, seu gênio inventivo. Ele estava muito além de nacionalismos e títulos de quem fora o primeiro disso ou aquilo. Ele sequer patenteou suas invenções, deixando para todos, para todos poderem desenvolver mais suas idéias.

    Asas Da Loucura * Editora: Objetiva * Autor: PAUL HOFFMAN * ISBN: 8573025921 * Origem: Nacional * Ano: 2004 * Edição: 1 *

  16. Esse é o maior problema de quem inventou o avião, pois o Dumont não patenteou mas os Irmãos Wrights sim.
    Pena que o nacionalismo americano, para não dizer , chauvinsmo, nunca registra em seus livros de história a participação de Dumont.
    Logicamente na Europa a realidade é outra….

  17. Leandro Martins | 25 de junho de 2010 at 10:34 pm |

    Eu não estaria tão seguro assim sobre o tão comentado “reconhecimento europeu” ao Santos Dumont. Vamos ver um exemplo? Documentado por este próprio missivista, em seu finado bloginho pessoal: Teste do sistema de entertenimento da Air France. Air France, nada menos — se acreditam que os franceses consideram incondicionalmente SD como o inventor do avião, podem se decepcionar.

  18. Caros,

    a discussão sobre a invenção do avião eu tratei em detalhes noutro livro: “Conexão Wright-Santos-Dumont” é o nome da criança. Acho que consegui dar uma resposta satisfatória a essa questão que incomoda sobretudo aos brasileiros, sem tirar o mérito de ninguém. Modéstia à parte, recomendo a leitura. E o lançamento do “1910” pode ser uma boa oportunidade para comprarem o “Conexão” também e levarem os dois autografados! 😉

    Abraços,
    Salvador

  19. Cláudio Silveira | 28 de junho de 2010 at 8:19 am |

    Meus parabéns para Salvador e Silvana

    É deste tipo de inovação autoral e jornalística que a gente precisa!
    Espero que possam lançar o livro também aqui no Rio e em outras cidades do Brasil.
    Um abraço,
    Cláudio

  20. Pioneiros da aviação norte-americana, os dois irmãos, que possuíam uma oficina de bicicletas, lançaram-se à construção de planadores. Segundo seu diário, voaram num aeroplano chamado “Flyer” a 17 de Dezembro de 1903, em Kitty Hawk, na Carolina do Norte. O diário registra três outros vôos com o mesmo aparelho, dos quais um de 59 segundos à velocidade de 50 km/h e um outro, a 5 de Outubro de 1905.

    Os irmãos Wright tentaram vender sua aeronave ao Exército dos EUA; depois ao governo francês; e, posteriormente, a um grupo de industriais. Não obtiveram sucesso. Em 1907 foram à Europa, onde prosseguiram as negociações para a venda do invento. Somente em 1908 realizaram experiências públicas de vôo no Velho Mundo. Daí em diante, obtiveram grandes sucessos. O Exército norte-americano aceitou o avião em 1909 e, anos depois, os irmãos Wright passaram a ser considerados pelo governo dos EUA como inventores do aeroplano.

    Os irmãos Wright não reclamaram para si somente a honra do primeiro avião ou do primeiro vôo, mas anexaram um rótulo qualificativo do seu Flyer no Instituto Smithsonian: “O avião original dos Irmãos Wright: a primeira máquina do mundo movida a energia, mais pesada que o ar, na qual o homem fez vôos livres, controlados e sustentados”.

    A partir de 1906, os Wright se envolveram numa série de disputas de patentes. Depois da morte de Samuel P. Langley , outro pioneiro da aviação, e de Santos Dumont ter realizado seu feito em Paris, começou a discussão de quem seria o verdadeiro “Pai da Aviação”.

    O primeiro vôo dos irmãos Wright, realizado no dia 17 de Dezembro de 1903, não teria sido um vôo autônomo (a ascensão da aeronave por meios próprios). Os Wright não foram a Paris, concorrer ao desafio lançado pelo milionário Ernest Archedeacon, que oferecia a Taça da Aviação e 3000 francos para quem conseguisse voar em avião uma distância de 25 metros com ângulo de queda máximo de 25 graus. Santos Dumont foi o detentor do primeiro recorde homologado em aeroplano, com o 14-BIS, em 1906, depois de ter ganhado o Prêmio Deutsche de la Meurthe, pelo primeiro vôo bem-sucedido em balão dirigível, feito entre Saitn-Claud e a Torre Eiffel, em 1901.

    Os irmãos Wright só apareceram em 1908, com uma aeronave mais avançada que qualquer outra existente, reivindicando o título de pioneiros da aviação mundial. Mas até 1910, todos os aparelhos dos Wright necessitavam de uma catapulta ou vento intenso em uma pista em declive, enquanto o aparelho de Santos Dumont saia do chão por seus próprios meios, voava de forma controlada e pousava tranquilamente.

    NSilva é nascido, residente na cidade de Santos Dumont MG.
    Visitem o Museu Cabangú e tirem suas dúvidas.

    Cosdiais saudações

  21. Corrigindo,
    Cordiais Saudações.

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