FSPOK – Sem Fronteiras :: Uma jornada para assistir o filme

20160719_123146Em 20 de junho, mais rápido que o teletransporte de Além da Escuridão, nosso leitor e colega FSPOK teve o privilégio de acompanhar a pré-estreia de Star Trek – Sem Fronteiras durante uma viagem a Berlim – Alemanha. O Trek Brasilis entrou em contato para ter suas percepções em relação ao filme, ao cinema e aos trekkers de outro país. Atenção: O texto possui levíssimos spoilers, a maioria referenciando os trailers.

Sobre a viagem, sala e outros trekkies:

Tive o privilégio de assistir a uma pré estreia de Star Trek – Sem Fronteiras em Berlim no ultimo dia 20/07.
Antes de ir para Alemanha já sabia que o filme iria estrear junto com a premiere de San Diego (EUA) e comecei a vasculhar os sites berlinenses pra descobrir onde poderia assistir e descobri que as salas estavam vendendo antecipadamente e… e já quase lotadas!!!

20160719_122928Encontrei o Cine Star, no Sony Center, uma sala IMAX 3D no enorme complexo de lojas da Sony em Potsdamer platz. Só tinha disponível 20% dos lugares do meio pra frente. O pessoal já comprando tudo! Consegui duas entradas via pela internet. 17 Euros cada e versão original com som em inglês. Valeu cada Euro gasto, além de ganhar alguns brindes, um calendário 2017 de fotos e frases do Spock e dois cartões de naves lembrando Star Trek – Phase-II.
No dia do filme, fiz o First Contact com um fã clube Berliner-Trekdinner.de, todos com camisetas ou uniformes da Frota na frente do cine e, um tanto preocupados se o filme seria bom. Eles são trekkers que não gostaram muito de Star Trek – Além da Escuridão, então estavam desconfiados com o novo filme. No final porém, estávamos todos contentes pela qualidade do filme. A sala é fantástica e a tela um pouco maior que a que conheço no Shopping Bourbon em São Paulo. As poltronas em couro são bem mais largas e confortáveis.

Sobre o filme:

Foi muito bom, considero o melhor dos três da Kelvin-Timeline, com uma tripulação realmente remetendo a TOS e muitos, mas muitos aliens por todo o filme! Até um tripulante “descendente” de Alien o 8º Passageiro está no filme prestando uma valiosa ajuda a Kirk.
Trechos homenageiam a série e os seis primeiros filmes desde o primeiro minuto. Quem é trekker vai perceber, rir e se emocionar durante os 123 minutos. Como num filme da franquia Missão Impossível e Star Trek – Além da Escuridão, no início vemos a hilária conclusão de uma missão em planeta alienígena que remete um pouco a Star Trek – A Terra Desconhecida e já mostra um Kirk maduro e visivelmente questionando “por que estamos aqui fazendo isso?
O filme todo é rápido mas com momentos de reflexão importantes e memoráveis. Ao final fica aquele gostinho de quero mais. Tem enredo bom apesar de um defeito na minha opinião, em relação a uma tecnologia usada por Krall, mas enfim, nenhum filme de Star Trek é perfeito. A fotografia e CG são fantásticas, tudo que você teria gostado de ver em na Série Clássica de 1966 se os estúdios tivessem os dólares e a tecnologia de hoje.

O destaque pra mim é a Enterprise em todos os detalhes até a metade do filme <trecho editado pelo TB para evitar spoilers>. A Base Yorktown também é espetacular e pelo menos dez vezes maior e mais complexa que Deep Space Nine, sinaliza novamente que nesta timeline tudo é tamanho mega, talvez por influência da Narada do filme de 2009.
Em IMAX 3D eu senti que estava dentro da NCC-1701 e da base. Foi sensacional e Star Trek também é isso, viajar pelo espaço e por lugares aonde ninguém esteve, certo?

Com relação aos novos mundos, resumo que é bem interessante a região do espaço visitada pela NCC-1701 para não liberar spoilers. Região inexplorada e que faz jus aos medos de McCoy como ele já dizia em Star Trek 2009.

Mostraram pouco o planeta Altamid já citado nos trailers e o seu cenário é o do set de filmagens de Vancouver.

O relacionamento da tripulação e principalmente da “trindade de Star Trek” é realçado e muito bem mostrado. Vemos Sulu e Chekov mais presentes desta vez e Scotty mais ainda, dando um tom de humor e criando clima com Jaylah, a aliada. Até Keenser tem um papel importante uma característica desconhecida e Krall é bem melhor que o Khan de 2013 e de Nero, com diálogos e momentos psicológicos interessantes não mostrados nos trailers.

A USS Franklin é usada por Kirk & cia. como todos já viram nos trailers e isto, junto com o papel de cada um na trama, lembra um pouco Star Trek – A Volta para Casa, há um objetivo, todos tem uma tarefa, há humor entrelaçado na história e muita ação. No final do filme fiquei em dúvida se a estratégia usada contra as naves de Krall já não foi usada antes em outro filme? Assistam e me respondam depois.

Avaliação: Pra mim Star Trek – Sem Fronteiras foi nota 9 de 10. Para comparação com outros filmes considero:

Star Trek – Além da Escuridão: 7.

Star Trek 2009: 8

Star Trek – A Ira de Khan, A procura de Spock, A Volta para Casa, A Terra Desconhecida e First Contact: 10.

 

A equipe do Trek Brasilis agradece a colaboração do colega FSPOK.

9 Comments on "FSPOK – Sem Fronteiras :: Uma jornada para assistir o filme"

  1. Maurício Monteiro | 2 de agosto de 2016 at 9:54 pm |

    Verde, política, na verdade, é a arte da argumentação; não essa… coisa que vemos em nosso país.

  2. Percebeu o diferencial dela em relação as demais naves da época?!

  3. TOTAL VERDADE

  4. Mauricio Silva de Moura | 3 de agosto de 2016 at 9:42 pm |

    Prezado Everton. Voce tocou em um ponto muito importante: a tradição deve ser mantida no sentido de não descaracterizar a obra original. Pode-se usar a linha alternativa do tempo, mas, jornada sempre foi kirk, MCkoy e Spock. É isso que JJ não comprendeu. Spock nao deve ser Kirk, nem vice versa. Bem ao menos essa é a minha visão.

  5. Mauricio Silva de Moura | 3 de agosto de 2016 at 9:46 pm |

    Concordo com Fspock. Devem ficar mesmo. Ao que me parece JJ é bom apenas nos efeitos especiais. Quando paguei pra ver Transformers percebi que o roteiro era péssimo, a estória não capturava a atenção de ninguem que estava assistindo, contudo os efeitos especiais eram um dos melhores que ja tinha visto em um filme de ficção cientifica. assim, Justin na direção, Pegg coredator e jj só nos efeitos. Por isso que esse ultimo mais recente agradou. Só se jj mudar da noite para o dia, mas, se ele dirigir o quatro será igual aos outros nos quais dirigiu.

  6. Ricardo Pinheiro | 16 de agosto de 2016 at 12:42 am |

    Pois é, aqui também encerrou com palmas. Espero que hajam outras pré-estreias. E descobri uma aluna hoje que é trekker, pela reação dela quando me viu com uma camisa com o símbolo da Frota Estelar. Já terei mais simpatia ao corrigir as provas dela. =)

  7. Ricardo Pinheiro | 16 de agosto de 2016 at 12:44 am |

    Bicicleta é uma tendência mundial, apesar de ter gente que diga que “bicicleta é coisa de comunista, de hippie, de idiota”. Sinto, quem usa carro podendo usar outro transporte público é que é idiota.

    Em Amsterdam eu não andei de bicicleta, mas caminhei muito a pé, andei de bonde, de metrô também… Achei bacana, por mais que eu achei a cidade feia e envelhecida.

  8. Ricardo Pinheiro | 16 de agosto de 2016 at 12:46 am |

    Minha esposa disse que é um romance travestido de sci-fi. Como ficção científica é um ótimo meio para criar metáforas e tratar de outros temas, achei viável. Mas ainda assim, é um filme LENTO. Mas gosto dele.

    E sim, o V’Ger e os Borgs se encaixam.

  9. Ricardo Pinheiro | 16 de agosto de 2016 at 12:48 am |

    Sim, sim, concordo.

    Aí temos polarização, quando os homossexuais querem afrontar e agem
    de forma quase pornográfica na frente das pessoas (e se você critica, é rotulado disso tudo que você falou), e a “liga das senhoras carolas” que ainda acham que a homossexualidade é algo que não existe na sociedade.

    Equilíbrio, gente. Equilíbrio.

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