Um hermano trekker todos os dias na TV brasileira

Por Alexandre Madruga
Colaboração para o Trek Brasilis

Quem acompanha televisão já deve ter visto esse argentino comentando sobre política, futebol e tudo que acontece no mundo, com uma imensa biblioteca ao fundo. Mas os amantes de Star Trek mais atentos perceberam detalhes curiosos na vasta quantidade de livros da imagem: pequenas naves do mundo trekker. Uns contaram cinco, outros sete e até nove mininaves. Ele afirma “gostar delas e que ficariam legais na decoração”. Seria esse hermano mais um trekker de carteirinha?

O jornalista Ariel Palácios nasceu em Buenos Aires em 1966, mas foi criado no Brasil. Cresceu em São Paulo, Governador Valadares e Londrina, onde está o time de coração dele e a Universidade Estadual de Londrina, onde se formou em em jornalismo e começou carreira como freelancer no jornal da cidade, a Folha de Londrina. Em 1993, em Madri, Espanha, fez o Master de Jornalismo no jornal El País. Hoje, é correspondente da GloboNews para a América Latina e também comenta sobre futebol no canal SportTV.

Virou trekker em 1978, quando começou a ver o seriado pela TV, em Londrina. Desde então, fã confesso, viu todas as séries e filmes, e se lembra de se emocionar e chorar em diversas cenas. Acompanha Star Trek atual e atentamente. Achou Discovery genial e está ansioso pela série do Picard, mas adorou mesmo foi Primeiro Contato e a trilogia de J.J. Abrams. E abre o coração sobre que odiou na franquia favorita. “Detestei a decisão da produção de acabar abruptamente com a série Enterprise.” Para Ariel, Star Trek o ajudou a reforçar algo que já tinha na própria personalidade desde a infância, que é a tolerância, o apreço pela diversidade e o fascínio pela ciência. Como não gostar dele?

Ariel mora em Buenos Aires, na Argentina, e atendeu ao Trek Brasilis para responder algumas perguntas sobre Star Trek

Como começou essa paixão trekker?

Ariel Palácios: Começou em 1978. Em Londrina comecei a assistir a série original na TV, que era transmitida no finalzinho da tarde. Eu tinha 13 anos. Achei fascinante pelo enredo, visão de futuro, diálogos, filosofia antirracismo e cosmopolita da série. E já são 40 anos como trekker, hehe!

Qual personagem e capitão que mais gostou?

Ariel Palácios: É difícil dizer… são tantos! E pelos mais diversos motivos. Desde Kirk e Spock, passando por Picard e Riker, Dax e Quark, todos os doutores, de Phlox a McCoy, de Burnham a Lorca, passando por Janeway a Sete de Nove, T’Pol e Archer. Worf, Shran, gul Dukat… todos geniais. Dos capitães gostei de todos, sem exceção. Todos. Até do Lorca e da Georgiou. Há alguns personagens nos quais nunca encontrei graça, como Hoshi e Wesley Crusher. Porthos era mais legal que esses dois juntos.

Com qual personagem você mais se identifica?

Ariel Palácios: Talvez Picard. E algo de Spock. E algo de Phlox.

E quanto às naves? Vários trekkers perceberam as tantas naves que tem na sua estante. Quando começou a colecionar as naves?

Ariel Palácios: Quando elas começaram a ser vendidas em Buenos Aires, no ano passado. Ela possuem o tamanho exato para colocá-las nas estantes.

Dos filmes, qual mais gostou e por quê?

É difícil dizer. Mas acho que gostei mais de A Última Fronteira, por estar carregado de ironias. E também muitíssimo de A Terra Desconhecida… ora, o filme conta com Christopher Plummer como um klingon!

Como vê o conceito de Star Trek ao longo das exibições? Como vê a influencia na sociedade?

Ariel Palácios: Acho que é um conceito de uma civilização que serve de exemplo. A influência na sociedade pode ser verificada em alguns setores por intermédio da tecnologia. Talvez de forma não óbvia, como o uso dos tablets, dos comunicadores. Mas é difícil de medir, de forma não subjetiva, que influência tem do ponto de vista humanístico.

Por qual a nave você é apaixonado?

Ariel Palácios: Por fora, gosto da Enterprise do Kirk, a nova, a de A Terra Desconhecida. Mas prefiro o bar da nave de Picard (e os quartos). A área de comando favorita é a da Enterprise do filme do Abrams.

Já colocou algum uniforme de Star Trek? Se sim, qual? Se não, qual gostaria de vestir?

Ariel Palácios: Não, nunca coloquei. Acho que os melhores uniformes são os da última fase de Picard. Tenho frio no pescoço. Prefiro colarinhos altos.

Você toparia vir a uma convenção trekker no Brasil?

Ariel Palácios: Sim, toparia. O problema é o tempo! Mas, se  — Scotty, beam me up — e eu puder estar aí em 2 segundos, problema resolvido.

O que mais te emocionou em Star Trek?

Ariel Palácios: Tantas coisas… é difícil fazer uma lista. Mas poderia dizer que as relações entre certos personagens, as falas humanistas de Picard etc.

Qual cena, episódio ou filme que te fez refletir?

Ariel Palácios: Muitas cenas… é uma série que te faz refletir praticamente na maioria dos capítulos.

Qual futuro você espera para a sociedade, baseado nos conceitos de Star Trek?

Ariel Palácios: Espero… digo, gostaria, de cosmopolitismo, tolerância, o rechaço às superstições, o respeito à diversidade e a busca de avançar pela ciência.

O que é Star Trek para você?

Ariel Palácios: Uma série estupenda. Aquilo que se encaixaria naquele cenário: “Qual série levaria para uma ilha perdida?” Bom, eu levaria todas as séries de Star Trek.

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