Antes do bombástico painel de Star Trek: Strange New Worlds na CCXP México, que revelou o novo trailer e data de lançamento da 4ª temporada, o elenco da série participou de uma rodada de entrevistas à imprensa, que contou com uma exclusiva com o Trek Brasilis.
Para além de extrair dos atores Paul Wesley (Kirk), Ethan Peck (Spock), Rebecca Romijn (Una) e Celia Rose Gooding (Uhura) a maior quantidade de informações sobre os novos episódios, também conseguimos arrancar algumas palavras em português de Wesley, noivo da modelo alemã de ascendência brasileira Natalie Kuckenburg.
Abaixo, você confere a entrevista em vídeo e sua transcrição completa:
Trek Brasilis: Minha primeira pergunta é sobre os estranhos novos mundos que vocês estão visitando na 4ª temporada, porque o produtor executivo Henry Alonso Myers disse que vai ser uma temporada mais estranha e nova. Eu queria saber, no set, para vocês, qual foi o momento mais estranho que vocês tiveram?
Rebecca Romijn: É tão difícil de responder porque não podemos revelar muito.
Ethan Peck: Não temos permissão para dar spoiler de nada.
Celia Rose Gooding: Eu posso dizer algo completamente fora de contexto, onde Uhura está em gravidade zero por algum motivo, e ela está segurando dois objetos muito pesados, e ela tem que se inclinar em um ângulo de 90 graus para a vertical. E a sensação de estar em nossos trajes EV em gravidade e ter que controlar seu corpo e não sentir a gravidade… Isso foi muito estranho para mim.
Trek Brasilis: Sim, é uma temporada que vocês têm dinossauros, eu assisti ao trailer.
Rebecca Romijn: Ah, está no trailer?
Celia Rose Gooding: Está no trailer, sim.
Rebecca Romijn: Oh, ok. Eu ia mencionar isso, mas eu não sabia se você tinha assistido. Esse foi um dos mais estranhos para mim. E, na verdade, nós usamos um fantoche do Jurassic Park. E foi incrível atuar com aquele fantoche em particular e ver o titereiro mexendo no fantoche, que estava fazendo expressões faciais e a maneira como ele estava se movendo e tudo mais. Eu me tornei um membro da audiência, eu estava quase, tipo, saindo da cena até certo ponto, porque foi incrível ver o titereiro fazer seu trabalho.
Paul Wesley: Isso é tão legal.
Rebecca Romijn: Sim!

Trek Brasilis: Alguns de vocês e alguns showrunners disseram que esta temporada é a melhor. Eu queria saber de vocês qual é a grande diferença desta temporada em relação às anteriores.
Rebecca Romijn: Acho que as temporadas 4 e 5 são as duas melhores.
Ethan Peck: Acho que experiência…
Rebecca Romijn: Sim, experiência… Eu acho que estamos todos tão confortáveis em nossos personagens nesse momento e nossos relacionamentos uns com os outros.
Paul Wesley: Eu também acho que a escrita sempre foi espetacular, mas eu não sei, há algo sobre como os episódios se conectam um no outro nas temporadas 4 e 5 que é realmente atraente.
Celia Rose Gooding: Sim, eu acho que tem um pouco de energia de chefão final. É que estamos indo para o extremo mais distante da estranheza e da novidade, e eu acho que é isso que torna essas duas temporadas tão impactantes e dinâmicas.

Trek Brasilis: Na 3ª temporada temos um episódio muito bom da Erica Ortegas, um episódio centrado na personagem. Também temos com Una na 2ª temporada, com “Ad Astra Per Aspera“. Há algum assim que podemos esperar na 4ª temporada? Episódios específicos dos personagens?
Rebecca Romijn: Uh, sim.
Celia Rose Gooding: Meu personagem especificamente tem um tipo enorme de confronto da personagem em direção ao final da 4ª temporada, que estou realmente muito orgulhosa e animada.
Trek Brasilis: Interessante. E podemos ver mais de Una?
Rebecca Romijn: Sim, você sabe, Una, agora que ela está livre e tranquila de não esconder suas origens ilirianas e ainda pode trabalhar na Frota Estelar, agora consegue liderar mais missões. Então ela faz um pedido no início da quarta temporada para passar mais tempo nos planetas e liderar mais missões, e assim podemos ver Una em ação muito mais, o que foi muito divertido.

Trek Brasilis: Esta é especificamente para Ethan, sobre Spock. Estamos chegando mais perto da Série Original, então, de alguma forma, você tem que ser mais Nimoy, mais lógico. Eu queria saber como isso se manifesta na 4ª temporada em suas relações, nas relações de Spock com Kirk e também com a Chapel.
Ethan Peck: Então, eu acho que o Spock é tão, em Strange New Worlds, um estudante da humanidade. E acho que ambos representam professores para ele, Chapel e Kirk. E, conforme ele aprende mais sobre sua humanidade, ele se torna menos humano. Então eu acho que o tipo de dor que ele experimenta, da vulnerabilidade, a qual eu associaria com humanidade — que é a emoção —, e ele realmente se esforçando pela lógica, isso o ensina a ser mais lógico para se machucar menos. Então ele meio que se torna menos humano através desses relacionamentos, de uma forma engraçada.
Trek Brasilis: Interessante. E isso reflete em Kirk também, essa amizade ou “bromance” que vocês têm?
Ethan Peck: Eu não tenho certeza disso. Eu acho que o torna mais adversário, porque eles têm esse tremendo respeito mútuo. Eles também têm que ter espaço para essas diferenças, porque eles têm essa grande conexão e também esse grande desacordo. E eles têm que coexistir se quiserem ser uma família.
Trek Brasilis: Muito interessante. E você, Paul, como foi para trazer o seu Kirk para o Kirk que vimos na Série Original, especialmente nessa amizade com Spock, construindo essa amizade na 4ª temporada?
Paul Wesley: Sim… Quero dizer, o Ethan… É muito bom porque temos nossa dinâmica na vida real, que é, na minha opinião, bem Kirk e Spock. Eu não sei se você se sente da mesma maneira.
Ethan Peck: Sim.
Paul Wesley: E isso torna tudo muito mais fácil. Conforme nós começamos a nos conhecer melhor e nos tornar mais amigos — amigos mais próximos —, isso ajuda, obviamente, trabalhando no set. Mas, você sabe, é um dos relacionamentos mais importantes da série, que é o tipo de lógica versus o que você quiser chamar… instinto. Eu acho que estamos fazendo um bom trabalho prestando homenagem ao porquê as pessoas amam tanto esse relacionamento. Mas estou muito orgulhoso do que fizemos. Vamos ver, vamos ver o que eles pensam. (risos)

Trek Brasilis: Indo para essa conexão com a Série Original, alguns fãs estão reivindicando uma série “Year One”. Como vocês se sentem sobre isso? Vocês sabem que é algo que os fãs estão pedindo, então como vocês, especialmente vocês dois, se sentem sobre os fãs cobrando isso, querendo ver mais de vocês dois juntos?
Ethan Peck: Eu ficaria muito animado para fazer isso.
Rebecca Romijn: Sim, parece uma ótima ideia.
Paul Wesley: Ficaríamos honrados em fazer isso.
Celia Rose Gooding: Acho que os fãs querendo ver mais de nós é sempre uma sensação agradável, eles não estão cansados de nós.
Ethan Peck: É muito lisonjeiro.
Celia Rose Gooding: É muito lisonjeiro eles quererem nos manter empregados. (risos)

Trek Brasilis: Star Trek tem agora 60 anos e sempre contou com um comentário político e social. Eu queria saber de vocês qual é a lição política ou lição social que podemos ter na quarta temporada.
Paul Wesley: Eu acho que todas as temporadas têm uma mensagem política e social de esperança, otimismo…
Rebecca Romijn: Otimismo, curiosidade… não ter medo do desconhecido e abraçar o medo, abraçando o desconhecido.
Celia Rose Gooding: Colaboração acima da alienação.

Trek Brasilis: A 4ª temporada é uma temporada completa de 10 episódios, mas a 5ª temporada é mais curta. Eu queria saber como foi para vocês esse processo de filmagem. Foi tudo junto? Vocês tinham slots diferentes? E como foi para vocês e para seus personagens também?
Celia Rose Gooding: Eu acho que, se a 4ª temporada fosse o “ano da graduação”, a quinta temporada foi como o acampamento de verão. Ela pareceu muito… Toda a quinta temporada pareceu muito comemorativa e referencial. Foi muito boa de fazer, não parecia tão triste quanto eu pensei que poderia ser.
Rebecca Romijn: Eu me senti muito sortuda por termos uma 5ª temporada e que fomos capazes de dar um fim a todos os nossos personagens e histórias de uma forma muito boa. Obviamente, sabemos o próximo capítulo, então não é o fim da história. Então, eu não sei, eu senti — nos sentimos — muito gratos e sortudos que teremos uma 5ª temporada.
Paul Wesley: Estou animado sobre ela. Eu ainda não a vi, mas estou animado com o final da série, eu acho. (risos)
Trek Brasilis: O seu papel vai ser muito importante.
Celia Rose Gooding: Sim!

Trek Brasilis: Essa é especialmente para o Paul, porque eu sou do Brasil e um passarinho me disse que sua noiva tem raízes brasileiras.
Paul Wesley: Sim!
Trek Brasilis: E eu ouvi também que você sabe um pouco de português.
Todos: Vamos lá, vamos lá!
Paul Wesley: “Eu não falo português.” Eu posso dizer “obrigado”… Eu, na verdade, não sei muito português, eu provavelmente deveria aprender…
Trek Brasilis: Eu queria muito saber qual seria a frase mais Kirk a se dizer em português.
Paul Wesley: O Kirk… Hm…
Ethan Peck: Você pode dizer tipo “disparar torpedos de fótons”. Talvez deva aprender agora. (risos)
Paul Wesley: Um para subir, Scotty! Não, eu não sei… Eu provavelmente deveria estudar. Quando formos fazer uma turnê brasileira, eu vou saber tudo.
Trek Brasilis: Combinado!

Trek Brasilis: Uma última coisa para o nosso público brasileiro… Estamos aqui na CCXP, mas, na próxima semana, teremos no Brasil a STXP, somente para Star Trek. Eu queria que vocês mandassem um recado para os fãs brasileiros de Star Trek.
Todos: Uau!
Celia Rose Gooding: Brasil! Cadê a câmera?
Paul Wesley: Brasil, nós amamos vocês.
Ethan Peck: Queria estar lá!
Paul Wesley: Nós não recebemos o convite.
Rebecca Romijn: Eu sei, não recebemos o convite. Essa câmera aqui?
Celia Rose Gooding: Brasil, nós amamos vocês!
Paul Wesley: Nós amamos vocês!
Celia Rose Gooding: Brasil!
Rebecca Romijn: Vida longa e próspera! Como se diz “vida longa e próspera” em português?
Trek Brasilis: Vida longa e próspera!
Rebecca Romijn e Paul Wesley: Vida longa e próspera!
Trek Brasilis: Perfeito!

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