Uma entrevista com Linda Park, Parte II

A atriz Linda Park falou na primeira parte da entrevista para o Star Trek.com, de seu personagem Hoshi Sato em Enterprise e de outros papéis em que atuou nas séries de TV. Agora, nesta segunda metade, Linda Park responde as perguntas dos internautas sobre a origem da personalidade de Hoshi Sato, o final controverso de Enterprise, sua opinião quanto a Star Trek e a carreira pós-Jornada.

Quem foi o maior brincalhão no cenário de Enterprise?

“Oh, sem dúvida, foi Scott (Bakula).”

Os dialetos e diálogos  alienígenas eram todos escritos no roteiro ou parcialmente para você ajustá-los imediatamente?

“Eles eram completamente escritos no roteiro, mas eu e quem estava trabalhando na cena comigo, nós deveríamos compor os dialetos.”

Quem ou o que foi sua inspiração para Hoshi?

“Hmmmm, eu acho … Eu não sei. Eu assumi isso em grande parte de minha jornada pessoal.”

Alguém realmente perguntou quanto do personagem tinha em você …

“Cada parte, há muito de mim. Mas eu assumo este núcleo e apenas digo: – “E se não apenas em certas ocasiões, eu estive insegura, solitária e tímida e apenas uma sonhadora, romântica? E se isso fosse para mim não apenas nessas circunstâncias, mas em 70% das minhas circunstâncias?” – Então, eu tinha acabado de crescer esta parte dela. Hoshi foi um aspecto muito secreto, mais jovem de mim mesma, um aspecto menos confiante em mim mesma.”

Se você pudesse ter trabalhado em qualquer outra série ou filme de Jornada, qual você teria gostado de trabalhar e por quê?

“Definitivamente, eu diria que o novo filme Star Trek. É a minha sensibilidade de ter algo que seja completamente novo, fresco, fresco sobre tudo. Eu acho que Zachary Quinto é um ator extraordinário. Eu não havia assistido Heroes na TV, porque eu estava na Bulgária gravando um filme e não tinha nenhuma TV por lá. Então, eu baixei todos da primeira temporada de Heroes para assisti-los. Era como (batata frita) chips, eu não conseguia parar. Eu me tornei uma grande fã de Zachary Quinto, e eu acho que ele foi um incrível Spock no filme. Chris Pine e eu temos o mesmo agente, e eu sou fã dele também. Eu só o vi em The Lieutenant of Inishmore, no teatro Geffen, em Los Angeles. Por isso, teria sido muito divertido trabalhar com alguns contemporâneos, que eu acho que são muito bons.”

Quais foram seus pensamentos sobre o final da Enterprise, que foi basicamente um episódio para amarrar tudo? Foi frustrante? Você se sentiu como um extra em uma história de A Nova Geração?

“(Risos) Eu me senti como um extra em uma história de A Nova Geração, mas eu não me importei. Nós não tínhamos ligação com qualquer um dos outros elencos, realmente, exceto para o elenco de A Nova Geração. Foi por uma série de razões. Marina Sirtis (Troi) e eu acabamos fazendo um pequeno filme juntas, então eu a conhecia anteriormente. Michael Dorn (Worf) e eu somos amigos e tivemos o mesmo publicitário por um tempo. Brent Spiner (Data) tinha estado em alguns episódios, e ele era muito engraçado e maravilhoso. LeVar Burton (La Forge) dirigiu a série. Havia um monte de crossovers, mesmo antes da final haver acontecido, e por isso os acolhemos de braços abertos, porque eram como amigos próximos vindo para passar o tempo um pouco mais. Jonathan Frakes (Riker) havia dirigido alguns episódios, também, e ele é um cara divertido. Eu me senti como se fosse … não um final que você esperava e sonhava, mas foi um final divertido para um ator estar lá, porque eram grandes amigos ao redor.”

Qual foi a melhor coisa que lhe aconteceu como resultado de seu envolvimento com Jornada?

“Eu acho que a melhor coisa que aconteceu comigo é que, como retrospecto, eu vejo que grande impacto Jornada tem não só na nossa cultura, mas em muitas pessoas. Até hoje quando eu recebo cartas, algumas delas são sobre outras coisas que eu fiz, mas a maioria deles são sobre Jornada. O efeito cascata desse show é interminável. Foi por algumas gerações e será para as gerações vindouras. Agora, com J.J. tendo ressuscitado Jornada para o público mais novo e realmente ter feito isso legal novamente, é algo que eu tenho muito orgulho – como eu estou ficando mais velha, agora estou com 32 anos e penso sobre a família – ter sido uma parte disso, é algo que eu vou compartilhar com minha família. Eu vou compartilhar tudo que eu fiz com a minha família, mas Jornada vai ser algo realmente especial para compartilhar com eles.”

Qual o seu trabalho pós-Enterprise que lhe deixa orgulhosa?

“Uma grande parte do trabalho que eu fiz foi com grupos. Eu amei a série Raines, mesmo que fosse apenas para alguns episódios porém muitos fizemos. Fiquei muito orgulhosa desse seriado e é um seriado que eu iria ver apenas como um membro da platéia. Mesmo agora, às vezes eu vou assistir um episódio, porque eu adorei a série na íntegra. Eu também fiquei muito honrada de ter estado em uma série com Dennis Hopper, que eu era muito fã. Isso foi em Crash. Foi perto do fim, e eu não consegui fazer uma cena com ele, mas tive a honra de trabalhar em um projeto com ele. Acabei algo que foi uma grande coisa para mim, que é Elektra. Eu fiz uma produção de que esteve no Getty Villa, com Olympia Dukakis, e que foi realmente, realmente momento formativo para mim, pessoalmente. Ela e eu fomos para a mesma escola de drama e ela falou da cerimônia de abertura. E depois de me encontrar, 10 anos depois, ela falou na minha formatura, fazendo uma peça grega com ela no anfiteatro da Getty Villa, nas montanhas de Malibu … Eu sempre vou relembrar esta experiência, fazendo esta peça no palco ao ar livre, como um dos momentos mais memoráveis da minha vida.”

O que vem por aí para você, e em que direção você gostaria que de seguir sua carreira a partir daqui?

“É interessante. Eu achava que eu queria fazer um filme muito mais depois de Jornada. Em seguida, então acabou sendo, felizmente, uma série de TV atrás da outra. Algo que aconteceu durante esse tempo é que o nível da TV, que está sendo feito agora, tornou-se incrível. Então, eu adoraria continuar a exercer papel na televisão, e eu adoraria continuar a encontrar personagens que eu nunca tinha interpretado antes e que são de gêneros que eu nunca tinha feito antes. Eu adoro Weeds. Eu realmente, realmente gostaria de fazer alguma comédia. Eu adoro comédia e é algo que eu realmente não fiz antes. Eu amo Modern Family. Eu poderia não dar certo totalmente, mas eu adoraria tentar meter a mão na comédia. Eu só acho que é melhor continuar tentando coisas que você não sabe como fazer ou que não tenha feito antes porque é isso que te mantém vivo e vibrante, com fome e procura. E eu tenho escrito muito mais recentemente. Então, eu gostaria de fazer meu próprio filme ou programa de TV em algum ponto.”

7 Comments on "Uma entrevista com Linda Park, Parte II"

  1. Dá para perceber que a concorrência é grande e a para da dura, para se conseguir pápeis também na TV.
    A Parker vai ter que suar bastante …

  2. Bem… Aparecer no novo filme de jornada? Olha, é bem provável que, de repente, eles concertem a linha temporal e apareçam todos as naves, com a criatividade do Sr. Abrams…

  3. A gente deveria fazer uma lista de quem quer aparecer no STF2.2, na ordem de quem puxa mais o saco do $J$J$.

  4. Puxar o saco faz parte no meio artístico…

  5. E de outros meios também…

  6. Gostei dela falar da questão familia ST, porque como fã sinto isso, imagine quem participou e pra sempre seu nome vai estar lá.

    Se até o Sr. Shatner vai seu meio de campo, porque ela não né?!

  7. Correção: faz seu meio de campo.

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