DSC 1×01: The Vulcan Hello


Episódio de abertura de Discovery traz Star Trek para o século 21 e não pede desculpas por isso

Sinopse

Data estelar: 1207.3

Em um sistema de estrelas binárias na fronteira do espaço da Federação, o líder de uma Casa excluída do Alto Conselho do Império Klingon, T’Kuvma, evoca a mensagem ancestral de Kahless e tenta promover a união de seu povo.

Enquanto isso, a USS Shenzhou está em missão a um planeta desértico. Na superfície, a capitão Philippa Georgiou e sua primeiro oficial, Michael Burnham, tentam aprofundar um poço pertencente a uma espécie primitiva nativa daquele mundo, os crepusculanos. O objetivo é ajudá-los a lidar com uma tempestade de areia que vai durar 89 anos, mas sem fazer contato com eles e violar a Primeira Diretriz. Com disparos de um rifle feiser, Georgiou consegue atingir o lençol freático e cumprir a missão. Mas a chegada iminente da tempestade impede que a Shenzhou consiga localizá-las em órbita. Georgiou convida Michael a caminhar com ela e, sem que sua primeira oficial notasse, faz com que seus passos desenhem na areia o clássico delta da Frota Estelar — o objetivo é que a figura chame a atenção da Shenzhou para a localização delas. Com efeito, a nave desce à atmosfera do planeta e consegue teletransportar as duas oficiais.

A próxima parada da Shenzhou é um sistema de estrelas binárias jovens, ainda na fase de formação planetária, onde um satélite de telecomunicações da Frota Estelar pifou. A análise revela que o dispositivo foi deliberadamente danificado, e o oficial de ciências da nave, tenente-comandante Saru, também encontra sinal de um objeto de origem desconhecida em meio ao disco de acreção de uma das estrelas. Um campo de espalhamento impede uma sondagem, e tentativas de observar o objeto com um telescópio óptico antigo também não resultam em grandes revelações. Na impossibilidade de ir até ele com uma nave auxiliar, Burnham solicita permissão para ir até o objeto com um traje espacial.

O ambiente de radiação é bastante hostil e Burnham precisa limitar a exposição a menos de 20 minutos. Ao se aproximar, ela encontra um artefato similar a um obelisco alienígena, com pelo menos algumas centenas de anos. Ao pousar nele, ela induz uma resposta de movimento do objeto, que começa a se abrir. Não tarda até ela descobrir que não está sozinha. Ao se virar, depara com um guerreiro klingon num intrincado traje espacial. Ele ameaça atacar com um bat’leth, e Burnham liga seus propulsores. O impacto acaba acidentalmente matando o klingon, e a oficial da Frota parte à deriva, desacordada e com seu traje seriamente danificado.

A Shenzhou lança mão de todos os recursos para localizar sua oficial perdida e consegue transportá-la a bordo, onde ela é colocada numa câmara na enfermaria para receber tratamento de antiprótons, uma forma de combater os efeitos maléficos da radiação a que foi exposta. Em seu estado de torpor, Burnham relembra um lance traumático de sua infância, quando ela estudava em Vulcano e um computador a forçava a se lembrar do ataque promovido pelos klingons ao posto avançado humano-vulcano de Doctari Alfa, onde seus pais foram mortos. Daquele momento em diante, ela seria criada por seus pais adotivos, Sarek e Amanda.

Ao despertar na enfermaria, cerca de três horas depois de ter sido resgatada, Burnham abandona o tratamento incompleto e sai em disparada para a ponte, alertar sua capitão: há klingons no sistema. De início, a informação é recebida com ceticismo por Georgiou, que alega que quase ninguém vê um klingon há cem anos. Mas a confiança em sua primeiro oficial prevalece e ela decide passar a nave para alerta vermelho. As duas rapidamente bolam um plano para que os klingons se revelem — elas ameaçam usar as armas da Shenzhou para destruir o obelisco.

Em resposta, uma nave klingon gigantesca se descamufla e aparece muito próxima à nave da Federação. A crise está instalada, e os klingons, não estão a fim de conversa.

A bordo, T’Kuvma lamenta a morte do seu Portador da Chama — seu sucessor aparente e responsável por acender o farol de Kahless, que chamaria todas as Casas do Império Klingon a se unirem. Morto por Burnham no obelisco, Rejac é mumificado num ritual complexo e seu sarcófago é alojado no casco externo da nave. T’Kuvma evoca o sucessor de Rejac, seu irmão Or’Eq. Mas ele é cético quanto às chances de reunificar o império e abdica da função de Portador da Chama. Em compensação, Voq, um klingon albino e sem sangue nobre, clama pelo direito de sucessão. Impressionado com a paixão fervorosa de Voq pela causa, T’Kuvma concorda em fazer dele o Portador da Chama.

Sua função é “acender” o obelisco e, com isso, fazer com que o velho artefato emita uma luz cegante, acompanhada por um sinal subespacial que é captado por todo o quadrante.

Enquanto isso, a capitão Georgiou contacta o almirante Brett Anderson e recebe ordens de não atacar salvo provocação, enquanto uma frota de naves se dirige para apoiá-la em uma possível confrontação. E eis que a tripulação da Shenzhou é surpreendida pelo “acendimento” do farol klingon. Burnham especula que os klingons estejam chamando reforços e pede permissão para deixar a ponte. Seu objetivo é contactar Sarek, em busca de conselhos. Ela quer saber como os vulcanos conseguiram estabelecer relações diplomáticas com os klingons, antes mesmo que a Federação fosse fundada.

Sarek ressalva que a solução encontrada pode ser particular a seu povo, mas Burnham quer desesperadamente saber. Ela descobre que os vulcanos fizeram primeiro contato com os klingons em H’atoria, 240 anos antes, e tiveram sua nave destruída. Desde então, eles decidiram que, ao menor sinal de presença klingon, chegariam atirando — diriam “olá” a eles de um modo que pudessem entender.

Burnham então tenta persuadir sua capitão a seguir a mesma estratégia e dar aos klingons um “olá vulcano”. Mas Georgiou está determinada a não atirar em uma nave sem provocação e recusa a proposta. A primeiro oficial, temerosa de que o único resultado possível fosse a destruição da Shenzhou, a exemplo do que acontecera à nave vulcana em H’atoria, decide então se amotinar. Ela aplica uma pinça vulcana em Georgiou quando as duas estão sozinhas no gabinete da capitão e parte para a ponte, ordenando a tripulação a se preparar para atacar os klingons. Saru percebe pelos sinais corporais de Burnham que algo está errado e ela provavelmente está agindo contra as ordens de Georgiou. Ao resistir às ordens, ele ganha tempo suficiente para que a capitão recobre a consciência e chegue à ponte — com um feiser na mão, apontado para Burnham.

E, neste momento, uma série de assinaturas de dobra começam a pipocar pelo sistema. Os reforços klingons chegaram.

Continua…

Comentários

Toda franquia de entretenimento televisivo ou cinematográfico de sucesso precisa se equilibrar delicadamente entre dois pilares. Por um lado, ela precisa manter um conjunto de elementos reconhecíveis que permitam acessibilidade a quem demonstrou interesse pelo produto desde o começo, mas, por outro lado, ela tem a obrigação de trazer novos elementos ao conjunto da obra, sob o risco de ser rotulada meramente como “mais do mesmo” e se tornar irrelevante ou dispensável.

Não é difícil entender de onde vem essa dualidade. Você já parou para pensar por que crianças em geral gostam de ver 800 vezes o mesmo filme? Muitos psicólogos já, e entendem que a repetição em grande medida dá conforto a elas por oferecer-lhes algo que não encontram no mundo real: previsibilidade. Na vida cotidiana, os pequenos têm imensa dificuldade em entender como e por que as pessoas se comportam como se comportam, por que certas coisas acontecem de um certo jeito, por que certas coisas são proibidas, e assim por diante. E isso pode ser profundamente perturbador. Mas não é o que elas encontram ao depararem pela enésima vez com o mesmo filme. Ali elas veem um porto seguro — sabem o que cada personagem vai fazer, como vai agir, o que vai dizer, e se sentem reconfortadas em conhecer de antemão o desfecho (invariavelmente feliz) da história. O desconhecido, o diferente, o imprevisível podem mesmo ser apavorantes.

Com o amadurecimento, contudo, vem a temperança. Adultos, como as crianças, certamente adoram alguma medida de previsibilidade, mas reconhecem também o valor de serem surpreendidos. Eis aí a tênue linha que qualquer produto que faça parte de uma franquia precisa ter. E é exatamente sobre essa linha que o episódio piloto de Discovery caminha — um enorme desafio, vindo depois de 51 anos, mais de 700 episódios e 13 filmes de Jornada nas Estrelas. Ainda que não seja o melhor dos episódios de abertura de uma série trekker, ele certamente tem a virtude de ser o mais ousado.

O que ele faz, em essência, é apresentar — e então meticulosamente desconstruir diante de nossos olhos — o arcabouço de previsibilidade erigido nas últimas cinco décadas em torno da franquia. Não é surpresa, portanto, que alguns fãs menos afeitos à “terra desconhecida” tenham saído traumatizados.

Senão vejamos: “The Vulcan Hello” começa tão tradicional quanto possível. Uma missão a um planeta, debates sobre a primeira diretriz (ou Ordem Geral Um, como queira) e uma tripulação animada em investigar o desconhecido, explorar o espaço e expandir os horizontes. Temos até uma nova versão do triunvirato clássico, com Saru, de um lado, representando a cautela, Michael Burnham, de outro, representando o ímpeto, e a capitão Georgiou ao centro, uma líder forjada por caráter, sabedoria e compaixão. A camaradagem roddenberriana está lá, assim como uma rivalidade não muito diferente da existente entre Spock e McCoy e o clássico “vamos ver o que há lá fora”. Star Trek puro e destilado.

Mas a essa altura sabemos que essa harmonia está prestes a ser perturbada. Um fanático religioso klingon acha que é a reencarnação de Kahless e quer unir as Grandes Casas do Império por meio de uma guerra total contra a Federação. A missão de descoberta de Burnham ao obelisco klingon no sistema binário inicia uma sequência de eventos que culmina com um assalto a um oficial superior (ninguém menos que sua mentora e capitão), seguido de motim. E é aí que o rumo da história se desvencilha das amarras da previsibilidade. Não por um artifício, mas por uma imposição dos fatos.

Como já dizia Deep Space Nine, “é fácil ser santo no paraíso”. “The Vulcan Hello” é, a um só tempo, um episódio que celebra os valores tradicionais de Star Trek e que mostra quão frágil pode ser a “pax trekkiana”. Discovery se revela como uma releitura moderna e humanizada da série original de Jornada nas Estrelas. Ou todo mundo já se esqueceu daquele episódio, escrito por ninguém menos que Gene Roddenberry, em que Spock se amotina e rouba a Enterprise para cometer só o único crime punível com a morte na Federação? Curiosamente, por um motivo parecido. Enquanto Spock arriscou tudo pelo bem-estar do capitão Pike, Michael Burnham tinha em mente salvar a capitão Georgiou e sua tripulação do que ela via como uma ameaça iminente.

As ações são espelhadas, mas as reações não. Enquanto na Série Clássica os roteiristas tinham de devolver as peças aos seus lugares ao fim de cada episódio (cortesia dos talosianos, no caso em questão), na teledramaturgia moderna o recomendado é o contrário: ações têm consequências, e os personagens carregam seus fantasmas de um episódio para o outro. Discovery, claro, é Jornada nas Estrelas para o século 21, e não faz o menor esforço para disfarçar isso com algum verniz saudosista, nem pede desculpas por ser contemporânea.

Não há dúvida, contudo, de que é Jornada nas Estrelas. Por sinal, um aspecto extremamente roddenberriano de “The Vulcan Hello” é a contemporaneidade que envolve o dilema do episódio. Os fãs versados na história de Star Trek sabem que um dos objetivos primordiais de Roddenberry com sua “Caravana para as Estrelas” era discutir questões contemporâneas por meio de alegorias camufladas como ficção científica. Ele ambicionava fazer com Jornada nas Estrelas o que Jonathan Swift fez com “As Viagens de Gulliver”, e o piloto de Discovery tem tanto essa veia que chegou a ser presciente: embora o argumento seja de 2016, ele reflete de forma incrivelmente acurada o atual drama das relações entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, com a tensão do “quem ataca quem”. E a capitão Philippa Georgiou, na melhor tradição roddenberriana, define o que separa os justos dos tiranos: “A Frota Estelar nunca atira primeiro.”

Essa é uma verdade incontestável? Há casos excepcionais? Quem estava certa, Burnham ou Georgiou? Havia algum modo de evitar um confronto bélico? Um dos desafios intelectuais mais interessantes de Jornada nas Estrelas sempre foi o de avaliar as posições dos personagens e decidir o que você faria no lugar deles. São dilemas morais que não têm respostas fáceis. Há até quem diga que certo mesmo estava o Saru, que queria dar no pé assim que o “objeto de origem desconhecida” pintou na tela da USS Shenzhou. Esse é o tipo de exercício dos músculos cerebrais que é imprescindível a qualquer versão de Trek, e Discovery já mostra a que veio.

Tecnicamente, o episódio é primoroso. Nunca se viu na história de Jornada nas Estrelas valores de produção tão altos. Visualmente, cada tomada é uma pintura, apesar de algumas escolhas questionáveis do diretor David Semel, que aparentemente tem algum preconceito com câmeras que não estejam tortas. Mas a captura do mistério, do perigo e da sensação de estar no espaço profundo é inconfundível. A viagem da Michael até o obelisco num traje espacial, sozinha, já vale o episódio. E a cena em que Saru expõe a traição da primeiro oficial, com a câmera girando ao redor dos dois numa tomada contínua, tem uma energia incrível. Dá para cortar a tensão com uma faca.

Ajuda muito o fato de os atores principais deste episódio, Michelle Yeoh (Georgiou), Sonequa Martin-Green (Burnham) e Doug Jones (Saru), terem feito um incrível trabalho com seus personagens, o que chega a ser incomum para um piloto. O mesmo vale para James Frain (Sarek), que tinha os sapatos enormes de Mark Lenard para calçar, e, em menor medida, para Chris Obi (T’Kuvma), que sofreu demais sob um quilo de silicone da nova maquiagem klingon para vender convincentemente seus intermináveis discursos messiânicos (agora você já sabe como os cubanos se sentiam em dia de pronunciamento de Fidel Castro). Apesar disso, no geral, um excelente trabalho. Normalmente as vozes dos personagens demoram um pouco a vir ao elenco, mas não foi o caso aqui. Provavelmente porque “The Vulcan Hello” e “Battle at the Binary Stars” estão mais para um telefilme independente do que efetivamente para o piloto de Discovery.

Foi inovador e ousado abrir a série deste modo, ancorada na USS Shenzhou, e guardar a USS Discovery propriamente dita só para o terceiro episódio? Certamente sim. Foi sábio? Há controvérsias. Fico me perguntando se os dois episódios iniciais não seriam mais bem-recebidos se fossem exibidos como um telefilme, mais adiante, depois que o público já estivesse ligado emocionalmente à Michael Burnham. Decerto seria preciso incorporar parte deles aos episódios, como flashbacks, mas talvez fosse uma solução melhor. Do jeito que ficou, os produtores correram um risco enorme de enviar a mensagem errada aos telespectadores: ao contrário do que o piloto pode sugerir, Discovery não é sobre a desgraça de Burnham a bordo da USS Shenzhou; é sobre a redenção de Burnham a bordo da USS Discovery, enquanto ela encontra sua própria humanidade. Mas, como já dizia um certo capitão de nave estelar, “risco é o nosso negócio, senhores”. Melhor pecar pela ousadia que pela mesmice.

E, de toda forma, o que “The Vulcan Hello” vende de forma bastante eficaz é o fato de que Sonequa Martin-Green, seja qual for o posto e a patente de sua personagem, é a grande protagonista da série. Ela é quem nos levará da Shenzhou para a Discovery. Mas não sem antes passar pela traumática Batalha das Estrelas Binárias…

Avaliação

Citações

Georgiou – What am I looking at?
(O que estou vendo?)
Saru – Object of unknown origin.
(Objeto de origem desconhecida.)
Georgiou – Let’s get more specific.
(Sejamos mais específicos.)

Saru – We were biologically determined for one purpose and one purpose alone: to sense the coming of death. I sense it coming now.
(Fomos biologicamente determinados para um único propósito: sentir a chegada da morte. Eu sinto ela chegando agora.)

Burnham – Two hundred and forty years ago, near H’atoria, a Vulcan ship crossed into Klingon space. The Klingons attacked immediately. They destroyed the vessel. Vulcans don’t make the same mistake twice. From then on, until formal relations were established, whenever the Vulcans crossed paths with Klingons, the Vulcans fired first. They said hello in a language the Klingons understood. Violence brought respect, respect brought peace. Captain, we have to give the Klingons a Vulcan hello.
(“Há 240 anos, perto de H’atoria, uma nave vulcana cruzou o espaço klingon. Os klingons atacaram imediatamente. Destruíram a nave. Vulcanos não cometem o mesmo erro duas vezes. Dali em diante, até que relações formais fossem estabelecidas, sempre que os vulcanos encontravam os klingons, os vulcanos atiravam primeiro. Eles diziam olá numa língua que os klingons entendiam. Violência trouxe respeito, respeito trouxe a paz. Capitão, precisamos dar aos klingons um olá vulcano.”)

Georgiou – Starfleet doesn’t fire first. That’s all, Number One.
(“A Frota Estelar não atira primeiro. Isso é tudo, Imediato.”)

Trivia

  • O diário de bordo estabelece a data estelar do episódio como 1207.3, usando o mesmo formato adotado na Série Clássica, ambientada dez anos depois. No calendário da Terra, 11 de maio de 2256, um domingo.
  • A USS Shenzhou (NCC-1227) é batizada em homenagem à cápsula usada atualmente pelos chineses em suas missões espaciais. Sua classe foi batizada de Walker, em homenagem a Joe Walker, piloto de teste do avião-foguete X-15 em meados dos anos 1960. O desenho da nave, que supostamente seria antiga na época de Discovery, foi feito pelo veterano de Jornada John Eaves (o mesmo artista que projetou a Enterprise-E).
  • A capitão Georgiou menciona que o sistema binário está próximo a uma colônia andoriana em Gama Hidra. Vemos o setor de Gama Hidra mencionado em “Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan” durante o teste do Kobayashi Maru, que o coloca perto da Zona Neutra Klingon — que não existe ainda na época de Discovery. Em “The Deadly Years”, da Série Clássica, a Enterprise visita uma colônia experimental em Gama Hidra IV, que fica perto do espaço romulano. O setor foi mostrado em painéis táticos como um local estratégico em diversos episódios de A Nova Geração.
  • H’atoria, o palco do incidente que serviu de primeiro contato entre vulcanos e klingons, é mencionado no futuro alternativo visto em “All Good Things”, de A Nova Geração. Worf é mencionado como governador de uma pequena colônia klingon ali.
  • A Frota Sombria (Black Fleet) é o nome cerimonial dado aos cadáveres klingons que compõem o casco da nave-sarcófago. O nome foi tirado de um romance de Jornada nas Estrelas: “The Final Reflection”, escrito por John M. Ford e publicado pela Pocket Books em 1984. O livro é citado como uma grande inspiração para a representação dos klingons em Discovery, e também serviu de inspiração, no passado, para Ronald D. Moore, o maior especialista em klingons entre os roteiristas de A Nova Geração e Deep Space Nine. Contudo, muitos dos elementos mostrados em “The Final Reflection” foram ignorados por episódios das séries de Jornada ambientadas no século 24.
  • Embora a produção de Discovery esteja acontecendo em Toronto, no Canadá, algumas cenas de segunda unidade foram feitas em Los Angeles. Este episódio marcou um retorno de uma série de Jornada aos estúdios da Paramount. As cenas de Burnham com o traje espacial foram feitas com fundo verde no estúdio 16 da Paramount.
  • O roteiro deste episódio foi escrito originalmente por Bryan Fuller e depois reescrito por Akiva Goldsman, após a saída de Fuller da produção. As duas versões são muito próximas, mas algumas diferenças são notáveis. A entrada no diário de bordo originalmente era feita pela capitão Georgiou, Sarek era mais enfático ao sugerir a aplicação do “olá vulcano”, e o roteiro tinha um tom ainda mais sério. A inclusão da fala brincalhona de comissário de bordo do alferes Connor para Burnham quando ela inicia a atividade extraveicular, por exemplo, foi feita por Akiva Goldsman.

Ficha técnica

História de Alex Kurtzman & Bryan Fuller
Roteiro de Bryan Fuller e Akiva Goldsman
Dirigido por David Semel
Exibido em 24/09/2017
Produção: 101

Elenco:

Sonequa Martin-Green como Michael Burnham
Doug Jones como Saru
Emily Coutts como Keyla Detmer

Elenco convidado:

Michelle Yeoh como Philippa Georgiou
Sam Vartholomeos como Danby Connor
Maulik Pancholy como Dr. Nambue
James Frain como Sarek
Terry Serpico como Brett Anderson
Mary Chieffo como L’Rell
Chris Obi como T’Kuvma
David Benjamin Tomlinson como Or’Eq
Chris Violette como Britch Weeton
Romaine Waite como Troy Januzzi
Arista Arhin como jovem Michael Burnham
Bonnie Morgan como crepusculano
Tasia Valenza como voz do computador
Justin Howell como Portador da Chama/Rejac
Javid Iqbal como Voq
Ali Momen como Kamran Gant
Jimmy Chimarios como tripulante azul da Shenzhou
Nicole Dickinson como um klingon
Adam Winlove-Smith como um sentinela klingon

TB ao Vivo a respeito do episódio:

Para baixar o programa em áudio mp3, clique aqui.