Episódio introspectivo e turbinado pelo cânone revela fraquezas de Gabriel Lorca e Sarek

Sinopse

O embaixador Sarek prepara-se para deixar Vulcano a bordo de uma pequena corveta espacial, acompanhado pelo adjunto V’Latak. O destino da nave é secreto e envolve uma tentativa de estabelecer uma linha diplomática com algumas casas dissidentes do Império Klingon, na esperança de encontrar um caminho para a paz.

O esforço, contudo, falha, quando V’Latak se revela um terrorista vulcano, um extremista lógico que se opõe à integração entre Vulcano e os outros mundos da Federação. Em um ataque suicida, ele explode a bordo da nave, e Sarek tem tempo apenas de erguer um campo de força para evitar problemas maiores. Mas o embaixador é gravemente ferido.

A bordo da Discovery, enquanto Lorca e Tyler participam de um treinamento de tiro em uma sala de projeção holográfica, Michael Burnham percebe imediatamente que seu pai adotivo está sofrendo, graças ao elo telepático que os dois têm em razão de Sarek ter salvo a vida de Michael quando ela era criança, por meio de uma transferência parcial de seu katra — sua “alma” vulcana. O capitão Lorca é informado da situação e decide tomar satisfações com o almirante Terral, um vulcano.

Terral confirma a natureza da missão de Sarek e o desfecho desafortunado, indicando que a nave dele está à deriva numa nebulosa perto de Yridia. Atendendo ao pedido de Burnham, Lorca decide conduzir uma missão de resgate não autorizada.

A iniciativa não cai bem com a almirante Cornwell, que visita a Discovery nas proximidades da nebulosa para questionar a decisão unilateral do capitão. Katrina Cornwell e Gabriel Lorca claramente têm um passado de intimidade. Ela diz que veio apenas visitar um amigo e ajudá-lo num momento difícil, mas Lorca desconfia que está sendo avaliado. Ela insiste que ele voltou ao comando de uma nave estelar depressa demais, depois do que aconteceu à USS Buran e de seu recente aprisionamento pelos klingons.

Enquanto isso, a missão de resgate a Sarek não tem grandes progressos. A Discovery não pode entrar na nebulosa, pois há risco de explosão na interação entre os gases da nuvem espacial e os esporos embarcados. A solução proposta por Burnham é que ela vá numa nave auxiliar para dentro da nebulosa, e use um dispositivo projetado para aumentar o sinal telepático de sua conexão com Sarek como guia. Ela requisita a cadete Tilly para acompanhá-la e monitorar o equipamento, e Lorca designa o tenente Tyler como piloto para a missão, indicando que sua prioridade deve ser trazer Burnham de volta inteira, ou ele nem precisa voltar.

Na Discovery, Lorca segue em seus esforços para dissuadir a almirante Cornwell de que está tudo bem com ele — e isso inclui seduzi-la.

Na nave auxiliar, Burnham consegue repetidas vezes estabelecer um elo com Sarek, mas ele parece ter sua mente focada em um episódio do passado — o momento em que Michael foi rejeitada para o Grupo Expedicionário Vulcano. Ao encontrar Michael dentro de sua mente, Sarek tenta expulsá-la dali. Ela não entende o que se passa. Por que Sarek estaria revivendo, em seus últimos suspiros, a decepção que ela lhe causara? Tyler aponta que é atípico para alguém morrendo ficar pensando em uma decepção causada por outra pessoa. O mais normal seria a pessoa relembrar seus arrependimentos.

Michael renova seu esforço para contatar Sarek e o questiona sobre o que ele está tentando esconder. Eis que ele decide revelar um segredo guardado há sete anos: na verdade, Burnham não foi exatamente rejeitada pelo Grupo Expedicionário Vulcano. O que ocorreu é que o líder da organização não queria aceitar dois “não vulcanos” e pediu a Sarek que escolhesse entre Burnham, sua filha adotiva, e Spock, seu filho de sangue. Sarek decidiu preservar a vaga para Spock, preterindo Michael. Uma decisão que, mais tarde, se mostrou nula, pois Spock preferiu ir para a Academia da Frota Estelar, em vez de seguir carreira entre os vulcanos. Sarek revela então muita vergonha de sua decisão. Mas Michael pede que ele a ensine a salvá-lo como ele a salvou antes. E então ele desperta em sua nave à deriva, apenas por tempo suficiente para enviar um sinal localizador. O resgate está a caminho.

Na Discovery, Lorca e Cornwell estão dormindo juntos. Ela repara algumas estranhas cicatrizes em suas costas, mas, quando toca o corpo dele, o capitão desperta com um feiser na mão e aponta para ela. O momento é de choque. Ele pede desculpas, alegando não estar acostumado a dormir com ninguém, mas, para ela, é a gota d’água — Lorca já não é mais o mesmo homem desde o incidente com a USS Buran e está seriamente perturbado, incapaz de seguir no comando da Discovery. Lorca se desespera, pede que ela não faça nada, mas a almirante sai do alojamento determinada a tirá-lo da cadeira de capitão.

Em seguida, a enfermaria entra em contato: Sarek está a bordo, são e salvo, mas bastante debilitado. Lorca vai até lá e encontra Burnham muito grata pela chance que ele lhe deu de salvar seu pai adotivo. A missão de paz, contudo, parece perdida. Sarek não terá como encontrar os klingons no planeta neutro de Cancri IV. O capitão sugere que talvez a almirante Cornwell possa cumprir a missão no lugar dele — ela não perderia a chance de trilhar um caminho para a paz.

Cornwell concorda, mas diz a Lorca que, quando voltar, eles tratarão do afastamento do capitão para que ele tenha tratamento adequado. “Que a sorte favoreça os audaciosos”, respondeu Lorca, enigmaticamente.

A bordo da Discovery, Michael Burnham vive um momento de intensa confusão mental, com muitas emoções conflitantes. Ela se senta com Tyler no refeitório e ouve dele a conclusão óbvia: isso é que é ser humano. Confiante de que deu mais um passo importante rumo ao auto-conhecimento, ela se apresenta a ele como se tivessem acabado de se conhecer.

Em Cancri IV, a almirante Cornwell também acaba de conhecer alguns klingons, mas tudo não passou de uma armadilha. Dennas e Ujilli, líderes de duas das casas, usaram a oportunidade para capturar a oficial da Frota Estelar como prisioneira para o general Kol, líder do Império Klingon recém-unificado. Em troca, ele dará a elas sua tecnologia de camuflagem.

Comentários

Uma das perguntas que mais perturba os fãs é por que diabos os produtores quiseram estabelecer Star Trek: Discovery como uma série que se passa 10 anos antes da Jornada nas Estrelas clássica. A desvantagem — na forma de um descompasso visual e estilístico entre uma série produzida em 1966 e outra em 2017 — é mais que óbvia. Qual seria a vantagem?

Bem, “Lethe” responde a essa pergunta em grande estilo, não só respeitando o cânone da série original como enriquecendo-o enormemente. De quebra, é um grande episódio por si mesmo, com o potencial para agradar também os fãs recém-chegados, que não estão cientes das mais de cinco décadas de história pregressa da franquia. O trabalho perfeito nessas duas frentes faz deste segmento o melhor de Discovery até aqui.

O fato de Michael Burnham ser uma irmã adotiva mais velha de Spock oferece uma janela incrível na família humana-vulcana mais apaixonante da galáxia. E em “Lethe” descobrimos por que Sarek ficou tão desapontado pela decisão de Spock de não cursar a Academia de Ciências de Vulcano e, em vez disso, partir para uma carreira na Frota Estelar — uma rusga que levou os dois a ficarem 18 anos sem se falar. O conflito entre eles, na Série Clássica, sempre pareceu um pouco artificial, nada mais que uma conveniência de roteiro para impulsionar a trama do também ótimo “Journey to Babel”. Não faria sentido um embaixador vulcano que se casou com uma humana ter tamanha ojeriza da Frota Estelar a ponto de passar 18 anos sem falar com o filho pelo fato de ele ter optado por essa escolha de carreira, em vez de seguir em instituições puramente vulcanas.

Também podemos especular que a existência de Michael Burnham torna mais palatável a própria decisão de Spock de se afastar das instituições vulcanas, apesar de seu orgulho de ser vulcano. Afinal, sabemos que ele mesmo foi vítima de preconceito na infância, e Michael certamente também foi. Por sinal, ela foi vítima de um atentado no Centro de Aprendizagem Vulcana cometido por extremistas lógicos justamente por se oporem à presença dela, uma humana, lá. Spock, para os padrões vulcanos, sempre foi um rebelde, e jamais compactuaria com atitudes como essa.

Ou seja, a inclusão de Burnham à família de Sarek e Amanda é uma ótima adição ao cânone, que faz muitas coisas fazerem mais sentido depois disso do que antes.

Contudo, nenhum episódio pode se sustentar apenas com o que ele faz pelo passado da franquia. Sua trama precisa ressoar com o aqui e agora, com os telespectadores mais interessados na NCC 1031 do que na NCC 1701. E, nesse sentido, “Lethe” também não desaponta.

Temos aqui um episódio bastante introspectivo. Para que se tenha uma ideia, a cena de ação mais intensa do segmento é uma simulação de combate, e mesmo ela é basicamente uma “entrevista de emprego” em que Lorca sonda a possibilidade de recrutar Tyler como seu novo chefe de segurança a bordo da Discovery.

Duas tramas correm paralelamente — e, quando digo paralelamente, estou escolhendo a palavra com muito cuidado. Numa delas, Michael tenta resgatar Sarek, algo que envolve muito mais engajá-lo de forma íntima do que qualquer ação física. Na outra, Cornwell tenta alcançar Lorca, o que, de novo, envolve muito mais uma exploração da intimidade entre os personagens do que qualquer ação física.

Os dois “sondados” — Sarek e Lorca — reagem violentamente. O primeiro expulsa Michael de sua mente diversas vezes. O segundo se mantém na defensiva o tempo todo e, num momento extremamente tenso, chega a apontar um feiser para a mulher que está deitada com ele. Nos dois casos, as reações violentas acabam por catalisar a revelação do que eles tentam esconder. Sarek quer esconder a vergonha de ter preterido Michael em favor de Spock; Lorca quer esconder o fato de que ele se tornou outro homem depois da perda da USS Buran e seu recente cativeiro com os klingons. Em ambos os casos, a verdade vem à tona de forma dramática, com excelentes atuações de James Frain e Jason Isaacs.

O crédito vai para Joe Menosky, veterano de outros carnavais trekkers, e Ted Sullivan, recém-chegado à franquia, pelo belo paralelismo traçado entre duas histórias aparentemente muito diferentes.

Saímos conhecendo muito melhor tanto Sarek quanto Lorca. O primeiro se vê expondo aquilo que nenhum vulcano gosta de expor — seus pensamentos e sentimentos mais íntimos. Os contatos acontecem à revelia dele (e explicam por que os roteiristas quiseram introduzir todo aquele lance do katra no piloto da série) e a dinâmica das cenas “telepáticas” — misturando lembranças e interação em tempo real entre Sarek e Burnham, com o conflito representado fisicamente por uma luta entre eles — funciona muito bem.

Lorca, por sua vez, não é o tipo de capitão que aceita que as coisas aconteçam a contragosto. Ele se revela um líder maquiavélico, em que os fins justificam os meios. Se ele quer agradar Burnham, tudo bem lançar uma missão de resgate à revelia do Comando da Frota Estelar. Se ameaçado pela almirante Cornwell, tudo bem mandá-la para uma missão que ele realmente acreditava ser uma armadilha. A oportunidade de despachar Cornwell no lugar de Sarek é, no mínimo, uma conveniência feliz para ele, e sua indisposição de lançar uma missão de resgate após a notícia de sua captura é ainda mais intrigante — estaria o capitão intencionalmente abandonando sua amiga apenas para preservar  seu comando da Discovery? Ele iria tão longe assim? Saímos do episódio sem saber, apenas com a imagem de Lorca em seus aposentos, olhando para o vazio do espaço com o feiser preso à calça e seu reflexo na janela.

No fim das contas, todos os personagens — à exceção de Saru, mais uma vez escanteado — saem enriquecidos da jornada. Michael pela primeira vez decide abraçar sua humanidade, Sarek revela sua fragilidade emocional escondida sob décadas de treinamento de supressão vulcano, Lorca expõe, ainda que apenas por um momento, sua fragilidade, e Cornwell, coitada, é quem paga o pato com os klingons.

O resto do elenco, apesar do pouco tempo de tela, também ganha algumas cenas saborosas. Tyler, o recém-chegado, é quem mais avança sobre elas, revelando o desabrochar de uma relação mais íntima com Burnham. Tilly também tem bons momentos em tela, mostrando uma estranha relação de pupila-mentora com Michael (e podemos dizer que a mentora em assuntos da Frota Estelar é a pupila em termos de interações sociais). Stamets segue encarando outros efeitos colaterais estranhos de seu encontro com a rede micelial. Ele agora está mais relaxado e, apesar de não ser “Ave Maria”, está cheio de graça. Essa transformação é boa ou má para ele? Ainda não sabemos. Mas que é divertido ver em tela a nova vibe do personagem, bem interpretada por Anthony Rapp, isso é.

Visualmente, a bonança de Discovery continua. As imagens de Vulcano são incríveis, com a presença de dois corpos celestes ao fundo que remontam a Jornada nas Estrelas: O Filme, e o design da nave de Sarek também parece alinhado com o que se esperaria de uma nave vulcana daquele porte.

A cena de treinamento holográfico também é interessante e alinhada com o que se esperaria de um precursor primitivo dos holodecks com que nos acostumamos a partir de A Nova Geração. (E não custa lembrar que vimos uma sala de holografia a bordo da Enterprise em “The Practical Joker”, da Série Animada de Jornada nas Estrelas.)

E os klingons desta vez aparecem pouco e aparecem bem. É um alívio vê-los sendo usados de forma adequada, agindo e avançando a guerra do lado deles, em vez de meramente fazendo discursos. Kol, o novo poderoso chefão klingon, claramente, não é tão falante quanto T’Kuvma, mas soa bem mais perigoso e ardiloso. Ganhar uma guerra dele não parece trivial, e isso é bom para o futuro da temporada. Vejamos aonde vai.

Avaliação

Citações

V’Latak – May I inquire as to the nature of our diplomatic mission?
(“Posso perguntar sobre a natureza de nossa missão diplomática?”)
Sarek – Allow me to be diplomatic and ask that you do not. In times of crisis, ignorance can be beneficial.
(“Permita-me ser diplomático e pedir que não pergunte. Em tempos de crise, ignorância pode ser benéfica.”)

Burnham – Everyone applying to the Command Training Program will be smart. Personality doesn’t count.
(“Todo mundo que se inscreve no Programa de Treinamento de Comando será esperto. Personalidade não conta.”)
Tilly – That’s just something people with no personality say. Wait… Which… which in no way means you… you absolutely have a personality!
(“Isso é algo que pessoas sem personalidade diriam. Espere… o quê… o que de modo algum você é… você com certeza tem uma personalidade!”)
Burnham – Six point five seconds is not an arbitrary number. Your new time will earn you a physical endurance commendation. Today your goal is 6.5 seconds. Then, getting a transfer on a Constitution-class like the Enterprise. After that, First Officer track. See your path. Stay on it. Reach your destination. Cadet to captain; just like that.
(“Seis vírgula cinco segundos não é um número arbitrário. Seu novo tempo irá lhe render uma comenda de resistência física. Hoje sua meta é de 6,5 segundos. Então, obter uma transferência para uma nave da classe Constitution, como a Enterprise. Depois disso, rota para primeiro oficial. Veja seu caminho. Permaneça nele. Chegue a seu destino. Cadete a capitão; simples assim.”)

Cornwell – I can’t leave Starfleet’s most powerful weapon in the hands of a broken man.
(“Não posso deixar a arma mais poderosa da Frota Estelar nas mãos de um homem abalado.”)
Lorca – Don’t take my ship away from me. She’s all I got. Please, I’m begging you.
(“Não tire minha nave de mim. Ela é tudo que eu tenho. Por favor, estou implorando.”)

Trivia

  • O título do episódio foi tirado da mitologia grega. Lete era tanto um rio do mundo dos mortos quando a deusa do esquecimento. O mesmo nome, na Série Clássica, foi dado a uma das internas da colônia penal de Tantalus V, onde o doutor Tristan Adams promovia experimentos bizarros de esvaziamento da mente, em “Dagger of the Mind”. Os letheanos, por sua vez, são uma espécie que apareceu pela primeira vez no episódio “Distant Voices”, de Deep Space Nine, cujo argumento foi escrito por Joe Menosky, co-autor de “Lethe”.
  • Michael Burnham faz a primeira menção à USS Enterprise, nave que no momento tem como um de seus tripulantes seu irmão adotivo, Spock, sob o comando do capitão Christopher Pike.
  • As cenas em Vulcano foram filmadas no Museu Aga Khan, em Toronto.
  • Neste episódio vemos que os vulcanos ainda não se livraram de todos os extremistas que rejeitavam a influência de civilizações alienígenas. Grupos assim foram vistos cometendo atentados em Enterprise, ambientada um século antes de Discovery.
  • A simulação holográfica de batalha foi filmada em 12 horas, e a maior parte da coreografia foi elaborada por Jason Isaacs, baseada em suas experiências cinematográficas anteriores.

  •  Aprendemos mais sobre o passado do tenente Ash Tyler, antes de seu serviço a bordo da USS Yeager. Ele foi formado e condecorado pela Academia da Frota Estelar. Sua mãe era professora de ensino fundamental na Issaquah Elementary, a 24 km de Seattle, e morreu a caminho das luas de Grazer, por um acidente com um cometa errante.
  • Pela primeira vez vemos o capitão Lorca sentar-se na cadeira do capitão.
  • A atriz Mia Kirshner faz sua estreia interpretando Amanda Grayson. A personagem já foi vivida por cinco atrizes. Jane Wyatt fez Amanda na Série Clássica e nos filmes com o elenco original, Majel Barrett deu voz a ela em “Yesteryear”, da Série Animada, Cynthia Blaise viveu uma Amanda jovem, dando à luz Spock, em Jornada nas Estrelas V: A Última Fronteira, e Winona Ryder viveu Amanda em Star Trek (2009).
  • Descobrimos que Burnham ganhou o livro “Alice no País das Maravilhas” de Amanda Grayson durante um evento de troca de livros realizado na sétima lua de Eridani d, presumivelmente no mesmo sistema planetário de Vulcano.
  • Nas cenas da lembrança de Sarek em Vulcano, pode se ver ao fundo a nave T’Plana Hath, que promoveu o primeiro contato entre humanos e vulcanos, em 2063.

  • A nebulosa em que a nave de Sarek fica à deriva fica perto de Yridia, local próximo à fronteira klingon conhecido por abrigar “mercadores de informações”. Yridianos apareceram ou foram mencionados em Enterprise, A Nova Geração, Deep Space Nine e Voyager.
  • Os anciões de Cancri IV, assim como seu planeta (que serviu de palco para a malfadada reunião entre a almirante Cornwell e representantes klingons), jamais haviam aparecido antes em Jornada nas Estrelas.
  • A klingon Dennas é líder da Casa de D’Ghor, e o klingon Ujilli é líder da Casa de Mókai. Ambos fazem sua segunda aparição, depois de figurarem como hologramas em “Battle at the Binary Stars”.

Ficha técnica

Escrito por Joe Menosky & Ted Sullivan
Dirigido por Douglas Aarniokoski
Exibido em 22/10/2017
Produção: 106

Elenco:

Sonequa Martin-Green como Michael Burnham
Jason Isaacs como Gabriel Lorca
Doug Jones como Saru
Anthony Rapp como Paul Stamets
Mary Wiseman como Sylvia Tilly
Shazad Latif como Ash Tyler

Elenco convidado:

Jayne Brook como Katrina Cornwell
Wilson Cruz como Hugh Culber
James Frain como Sarek
Mia Kirshner como Amanda Grayson
Kenneth Mitchell como Kol
Conrad Coates como Terral
Emily Coutts como Keyla Detmer
Julianne Grossman como computador da Discovery
Luke Humphrey como V’Latak
Clare McConnell como Dennas
Sara Mitich como Airiam
Oyin Oladejo como Joann Owosekun
Damon Runyan como Ujilli
Jonathan Whittaker como diretor vulcano


Você pode baixar o mp3 para ouvir o debate offline aqui.

Ouça o Odocast sobre o episódio aqui.

Leia a coluna de Luiz Castanheira aqui.