PIC 1×01: Remembrance

Almirante Picard decide abandonar a aposentadoria após conhecer suposta filha androide de Data

Sinopse

Jean-Luc Picard, almirante aposentado, está vivendo em seu vinhedo na França, Château Picard, com o pit bull Number One (Imediato). Picard sonha estar jogando pôquer com o androide Data no interior da nave estelar Enterprise-D. No sonho, o planeta Marte é atacado e explode, destruindo a nave.

Em Boston, a jovem Dahj é atacada por três indivíduos com capacetes, que se materializam na sala de seu apartamento e matam seu namorado. A jovem se defende e mata todos os intrusos. Em seguida, após um flash, ela vê o rosto de Picard em sua mente.

No Château Picard, o almirante se prepara para uma entrevista, com a ajuda de um casal de romulanos, Laris e Zhaban, assistentes do velho almirante há dez anos. Ele será entrevistado para discutir seu papel nos eventos trágicos envolvendo a explosão do sol dos romulanos. Durante a entrevista, fatos importantes são trazidos à tona: Picard deixou o comando da Enterprise para liderar uma missão de resgate em massa da população romulana, atendendo a um pedido de socorro daquela raça – 10 mil naves com capacidade de dobra iriam realocar 900 milhões de cidadãos romulanos para mundos longe do alcance da supernova. Entretanto, algo inimaginável aconteceu: um grupo de sintéticos (androides) destruiu o estaleiro Utopia Planitia em Marte, onde estavam sendo construídas as naves de resgate, matando 92.143 pessoas. Após o incidente, os sintéticos foram banidos, embora não se saiba por que se rebelaram e perpetraram o ataque. Picard revela que abandonou a Frota Estelar após ela se negar a prosseguir com o plano de resgate. Para ele, foi um ato criminoso.

A jovem Dahj procura Picard no Château e relata o que houve em seu apartamento em Boston. Abalada, explica que não sabia possuir aquelas habilidades: do nada, lutou, defendeu-se e matou todos os agressores. Picard a acolhe em sua casa. Ele tem outro sonho com Data: desta vez o androide está pintando um quadro de uma moça sem rosto. Picard acorda e olha para a parede do escritório: lá está um quadro semelhante ao do sonho, mas a moça está de costas. No mesmo instante, Laris entra e informa que Dahj desapareceu.

Picard vai aos Arquivos Quânticos da Frota Estelar, em São Francisco, e uma atendente holográfica o leva até uma sala onde estão guardados vários de seus pertences da época em que estava na ativa, entre eles um quadro igual ao que Data estava pintando no sonho – e o rosto no quadro era de Dahj. O quadro tinha sido pintado por Data por volta de 2369, cerca de 30 anos antes. O título do quadro: “Filha”.

Dahj vagueia à noite pelas ruas de Paris e entra em contato com sua mãe por meio de um dispositivo holográfico. Aflita, conta que tentaram matá-la e devem continuar tentando. A mãe insiste que ela volte a procurar Picard. Dahj estranha: como a mãe sabe sobre Picard, se ela não mencionou o nome dele? Mas a mãe ordena que ela feche os olhos e se concentre em Picard, para encontrá-lo. Dahj utiliza o dispositivo holográfico com grande rapidez e localiza Picard no mapa.

Quando Picard está saindo do prédio dos Arquivos, depara com Dahj. Ela diz que agora sabe muita coisa e que consegue ouvir o que se passa no outro quarteirão. Acha que talvez esteja ficando louca. Picard lhe revela, então, que ela pode ser uma androide construída por Data, um velho amigo também androide que, há mais de 20 anos, sacrificou a vida por ele em sua última missão juntos.

A conversa é interrompida quando Dahj alerta que os assassinos estão chegando. Dahj luta e consegue matar alguns. Picard percebe que são romulanos. Quando Dahj toma a arma do último e tenta matá-lo, ele cospe nela um líquido verde que corrói os dois e causa uma sobrecarga na arma. Há uma explosão, e ambos morrem. Picard testemunha tudo e também é derrubado pela explosão.

De volta ao Château na França, Picard, recuperado, sente-se culpado por não ter conseguido proteger Dahj e decide descobrir quem mandou matá-la. Vai até Instituto Daystrom, em Okinawa, encontrar-se com a Dra. Agnes Jurati, especialista em cibernética, para saber se é possível construir um androide senciente de carne e osso, como Dahj. Agnes mostra a Picard o B-4 desmontado, um androide idêntico a Data em aparência, mas inferior. Ela explica que Data, pouco antes de morrer, tentou transferir a B-4 toda a sua rede neural, mas quase tudo se perdeu, pois B-4 era muito diferente. Nenhum outro sintético era como Data, e ninguém tinha conseguido desenvolver de novo a ciência utilizada para criá-lo. Então surgiu Bruce Maddox, que a recrutou e, trabalhando juntos, chegaram muito perto de um androide como Data. Mas, após o banimento dos sintéticos, Maddox ficou arrasado e sumiu.

Agnes explica a Picard que seria possível construir um androide avançado, de carne e osso, se tivessem acesso à rede neural de Data, mas todos os seus neurônios morreram com ele. Picard tira do bolso o colar que Dahj deixara em seu Château na França, com dois círculos em intersecção como pingente, e Agnes reconhece o símbolo: clonagem neuronal fractal, uma ideia brilhante de Maddox. Segundo a teoria do cientista, todo o código de Data, inclusive suas memórias, poderia ser reconstituído a partir de um único neurônio positrônico. Se Dahj realmente era uma sintética, carregava em si a essência de Data. Picard sugere que Maddox criou Dahj inspirado no quadro de Data. Agnes então faz uma revelação: na clonagem neuronal fractal, os androides são criados em pares. Gêmeos. Picard conclui que deve haver outra Dahj em algum lugar.

Um romulano caminha pelos corredores de uma enorme estrutura metálica: Local Reivindicado pelos Romulanos. Naves romulanas entram e saem. Ele se aproxima da Dra. Soji Asha e se apresenta como Narek. Soji é idêntica a Dahj. Sua irmã gêmea. Narek observa que o colar dela é bonito. É um colar igual ao de Dahj, com dois círculos em intersecção. A estrutura metálica onde eles estão aparece por inteiro: é um imenso cubo borg no espaço.

Comentários

Picard é uma série realmente inédita em Star Trek pelo menos em um aspecto: o formato. Parece que veremos, pela primeira vez na franquia, uma minissérie “puro-sangue”, ou seja, um único arco narrativo em dez capítulos, e não episódios fechados, com começo, meio e fim, como sempre foi a tradição. Mesmo Discovery, que teve um grande arco narrativo em cada uma das duas primeiras temporadas, não seguiu o formato de minissérie à risca, uma vez que introduziu alguns episódios independentes, mesmo quando estes faziam referência ao arco narrativo maior da temporada. Assim, talvez o termo “capítulo” seja mais adequado a este primeiro segmento de Picard. Os próprios produtores da série a definiram como “um filme de 10 horas”. De fato, a estética e o ritmo lembram um filme longo. A belíssima fotografia também é de cinema – especialmente as tomadas no vinhedo.

O roteiro segue o modelo clássico, com fórmulas conhecidas, mas que funcionam. Nada de experimentações, como vimos no “Children of Mars”, do Short Treks, diretamente relacionado à nova série, em que praticamente não há diálogos, apenas longas sequências ao som de uma mesma música, como se fosse um videoclipe. O primeiro capítulo de Picard, ao contrário, é bastante escorado em diálogos, principalmente nas cenas com o protagonista, que dão conta da exposição necessária para contextualizar personagens e eventos. É preciso prestar atenção às palavras, ao que é dito, para compreender bem a trama. Há bastante informação relevante nos diálogos – que são intercalados por algumas cenas de ação, com lutas bem coreografadas.

A série não inova na técnica narrativa, mas traz o visual e outros elementos típicos de uma boa ficção científica de 2020: a representação futurística das cidades de Boston e Paris, ou os Arquivos Quânticos da Frota Estelar, armazenados em estase, são bons exemplos.

Depois de tantos prequels de Star Trek, após a retomada da franquia com o filme de J.J. Abrams em 2009, é interessante temos uma série se passando de novo no futuro, após os eventos de Nêmesis (2002), último filme com o elenco de A Nova Geração.

Não é preciso ter visto a série ou os filmes para entender a trama deste primeiro episódio, mas com certeza os fãs que conhecem A Nova Geração terão uma experiência muito mais rica. Naturalmente, como o título já revela, o foco da nova série é o personagem Picard, almirante aposentado agora vivendo uma outra etapa da vida, cerca de 20 anos após os eventos de Nêmesis. Apesar de geralmente não estar na lista dos preferidos dos fãs, o filme fornece várias das referências que vemos no episódio. Foi em Nêmesis, por exemplo, que Data sacrificou a vida para salvar Picard.

Na verdade, a cena do sonho, que abre o episódio com a música “Blue Skies” na versão de Bing Crosby, parte de duas despedidas anteriores de A Nova Geração: o filme Nêmesis, em que tanto Data quanto B-4 cantam “Blue Skies”, e “All Good Things…”, último episódio da série, que termina com um jogo de pôquer. A cena remete também ao início do filme Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato, em que Picard tem um pesadelo envolvendo os borgs. Assim como ele procurou proteção no vinhedo da família (em “Family”) após ter sido assimilado pelos borgs e virado Locutus (“The Best of Both Worlds”), também aqui ele busca refúgio no mesmo vinhedo, após o resgate malogrado dos romulanos. Essas e outras referências demonstram que os roteiristas de Picard conhecem de fato o personagem, respeitam a sua trajetória e o cânone da série. Com certeza, isso agradará aos fãs.

O sonho inicial, de certa forma, representa uma síntese do que o personagem é hoje: alguém assombrado por traumas e pesadelos do passado, como a morte de Data e o ataque a Marte. Ainda que tenha pesadelos, Picard diz que prefere sonhar a acordar: “Os sonhos são agradáveis. É a hora de acordar que me faz estremecer”, diz um melancólico Picard – comentário de quem não vê sentido na vida que está levando. É evidente que ele não está satisfeito com a aposentadoria autoimposta, onde vive com seu pit bull de estimação – que, a propósito, se chama Number One (Número Um, ou Imediato), uma versão canina de seu primeiro oficial, William Riker, dos tempos da Enterprise. “Não quero que o jogo termine”, diz Picard no sonho. Ele não quer acordar. Ou, fazendo uma análise freudiana, a frase pode ser interpretada como o desejo de Picard de voltar à ativa – não quer que o jogo da vida termine.

A cena da entrevista mostra que ele está decepcionado com os rumos tomados pela Frota Estelar e a Federação Unida de Planetas. E fica claro também que Picard não é mais uma unanimidade, não é mais visto como herói, e existe até hostilidade contra ele, após seus atos em relação ao resgate dos romulanos. A entrevista sintetiza a oposição entre Picard e o mundo à sua volta, que não é mais o mesmo mundo visto em A Nova Geração. Enquanto Picard ainda simboliza os valores humanistas que caracterizaram a série dos anos 1980/1990, a jornalista personifica uma sociedade que se tornou preconceituosa, algo que parecia superado no século 24 imaginado por Gene Roddenberry. Pelo fato de Marte ter sido atacado por androides, a repórter põe em dúvida a integridade de Data, mas Picard responde que jamais perdeu a confiança no androide. Quando Picard afirma que a Federação a princípio concordou em salvar milhões de vidas, ela de novo faz uma observação preconceituosa: “Vidas romulanas”. Ao que ele responde: “Não, vidas.”

Esse estado de espírito do velho almirante vai mudar após o aparecimento de Dahj, a suposta androide “filha” de Data. Pode-se argumentar que a motivação – desvendar o mistério da morte da jovem e encontrar sua irmã gêmea, em consideração a Data – não é forte o bastante para Picard decidir abandonar a aposentadoria. Mas é justamente isso que o episódio procura mostrar: no estado em que Picard se encontra, qualquer pretexto serve para que ele volte à ativa – e volte a viver. “Todos esses anos parado aqui, cuidando da minha dignidade ofendida… Não tenho vivido. Tenho esperado morrer”, ele diz. E eis aí, talvez, a essência deste primeiro capítulo: Picard, após anos de reclusão amargurada, encontra um motivo para voltar à ativa.

Um ponto positivo é que em nenhum momento tentam esconder a idade avançada do personagem – e nem do ator, Patrick Stewart. Pelo contrário, o fato de Picard ser agora um idoso é enfatizado pelos closes sem filtro, expondo as rugas no rosto, e em diversas cenas: Picard usa bengala no passeio com o cachorro; Zhaban, seu assistente romulano, embora com carinho, o trata como um velhote; e, no momento mais explícito, Picard perde o fôlego quando sobe correndo as escadas, ao fugir com Dahj dos agentes assassinos. Picard, definitivamente, não tem mais o vigor físico dos tempos em que era capitão na nave capitânia da Frota Estelar. Permanece íntegro, fiel aos seus princípios – mas agora toma chá Earl Grey descafeinado (a ideia foi de Patrick Stewart).

E aqui pode-se abrir um parêntese para elogiar a atuação contida de Stewart, em perfeita consonância com o momento atual de seu personagem. O próprio ator declarou em entrevistas que não sabe mais onde termina Jean-Luc Picard e onde começa Patrick Stewart.

A jornada pessoal de Picard aparentemente se dará em meio a tramas de espionagem, traição e mortes, envolvendo androides, romulanos e até borgs. Androides e romulanos estão interligados, uma vez que foram androides que atacaram Marte, destruindo as naves que iriam resgatar os romulanos, e são romulanos que matam a suposta androide Dahj. A cena final acrescenta mais um ingrediente na trama: os borgs, deixando um poderoso gancho para o próximo capítulo. A visão do cubo borg é de arrepiar, pelo menos para quem conhece a relação de Picard com esses seres cibernéticos. Mas a música que acompanha a cena, trazida de volta pelo compositor Jeff Russo, é o tema de “Balance of Terror”, da série original, episódio que introduz os romulanos na franquia – sugerindo que talvez sejam eles os vilões da vez.

A abertura da série é um show à parte: imagens e música se integram perfeitamente na construção do personagem-título: o fragmento que “cai do céu”, passando por vários outros fragmentos da vida de Picard, é seguido pela música que, por vezes, nos remete à flauta tocada por Picard em “The Inner Light”, terminando com o tema de abertura de A Nova Geração. No final, o fragmento se encaixa no rosto de Picard, como que fechando um quebra-cabeça, completando a imagem. Lindo e muito significativo!

Como de costume em Star Trek, há temas relacionados ao momento histórico atual, como terrorismo (o ataque dos androides a Marte) e o drama de refugiados (os romulanos, após a explosão de seu sol). Outro tema que se impõe é o papel do idoso na sociedade contemporânea. Com o aumento da longevidade humana, torna-se necessário pensar como inserir o idoso numa sociedade que supervaloriza a juventude. O episódio parece mandar um recado: um idoso como Picard ainda tem, sim, algo a oferecer e pode fazer a diferença.

Avaliação

Citações

“The dreams are lovely. It’s the waking up that I’m beginning to resent” (Os sonhos são agradáveis. É a hora de acordar que me faz estremecer).
Picard para Laris

“The Federation understood that there were millions of lives at stake”
“Romulan lives.”
“No. Lives.”
(A Federação entendeu que havia milhões de vidas em jogo.
Vidas romulanas.
Não. Vidas.)
Picard e a entrevistadora

“Sitting here, all theses years, nursing my offended dignity… I haven’t been living. I’ve been wating to die.” (Todos esses anos parado aqui, cuidando da minha dignidade ofendida… Não tenho vivido. Tenho esperado morrer.)
Picard para Laris e Zhaban

Trivia

  • O Château Picard foi filmado na vinícola Sunstone, na Califórnia, EUA.
  • As imagens do espaço no sonho de Picard foram fornecidas pela NASA.
  • O episódio mostra mais a Terra no que qualquer outro em Star Trek. Há cenas em LaBarre e Paris, na França; Boston e São Francisco, nos EUA; e Okinawa, no Japão.
  • O namorado de Dahj é xaheano, espécie introduzida no Short Treks “Runaway, com a rainha Po.
  • Na paisagem noturna de Boston, aparecem vários logos nos prédios, entre eles um da Aliança Ferengi, do Kasidy Yates Interstellar Freights e do London Kings, time de beisebol do século 21, todos relacionados à série Deep Space Nine.
  • É a primeira vez que vemos a Enterprise-D na tela da TV desde o episódio final da série Enterprise, “These Are the Voyages”, de 2005. É também a primeira vez que vemos a nave em ação com Picard e Data desde o filme de cinema Generations (1994).
  • Embora os jogos de pôquer ocorressem nos aposentos de Riker, no sonho ele ocorre no Ten Forward, o bar panorâmico da Enterprise-D.
  • Quando a FNN (Federation News Network) apresentou a breve biografia de Picard na Frota Estelar antes da entrevista, vemos várias imagens da série e dos filmes: Picard ao lado dos klingons em “Sins of the Father”, da terceira temporada, uma foto de divulgação de Insurreição (1998), com Picard de uniforme branco, e outra de Picard sentado, de Primeiro Contato ou Nêmesis.
  • Utopia Planitia, o estaleiro de Marte destruído pelos androides, era o mais importante de Star Trek, onde foi construída a Enterprise-D e outras naves.
  • No segundo sonho, Picard e Data estão usando o uniforme redesenhado a partir da terceira temporada de A Nova Geração. É a primeira vez que vemos os dois nesse uniforme desde o filme Generations (1994). O sonho também mostra Data pintando, um passatempo do androide que vimos em diversos episódios da série.
  • A cena dos Arquivos Quânticos da Frota Estelar mostra pertences conhecidos do capitão Picard, entre eles: o bat’leth do klingon Worf; uma adaga cerimonial klingon, importante no episódio “Sins of the Father”; um exemplar das obras completas de Shakespeare, aberto na peça “Tudo Está Bem Quando Acaba Bem”, de onde Picard tirou a passagem citada no episódio: “Não há legado melhor do que a honestidade”; miniaturas da Stargazer, primeira nave comandada por Picard, da Enterprise-D, da Enterprise-E e do Cousteau, o iate do capitão; a faixa do “Captain Picard Day”, que os estudantes da Enterprise-D fizeram no episódio “The Pegasus”, da sétima temporada de A Nova Geração.
  • B-4, o androide desmontado, foi encontrado em Nêmesis.
  • Picard diz a Agnes Jurati que Data sempre quis uma filha. É uma referência ao episódio “The Offspring”, da terceira temporada de A Nova Geração, em que Data cria Lal, uma filha androide.
  • O Dr. Bruce Maddox, mencionado pela Dra. Agnes Jurati no Instituto Daystrom, é o especialista em cibernética que quer desmontar Data no episódio “The Measure of a Man”, da segunda temporada. Data continuou a ter contato com ele, como vimos no episódio “Data’s Day”, da quarta temporada.
  • O Instituto Daystrom, onde Maddox e Agnes trabalharam juntos e onde foram construídos os androides que atacaram Marte, tem esse nome em homenagem ao Dr. Richard Daystrom, da Série Clássica, que apareceu no episódio da segunda temporada “The Ultimate Computer”. No episódio, Daystrom instala o supercomputador M-5, que possui uma rede neural similar à humana, para comandar a Enterprise.
  • As cenas no Instituto Daystrom foram filmadas na Sony Pictures Plaza, em Culver City, Califórnia. É a primeira vez que o Instituto aparece em tela.
  • A destruição do planeta Romulus pela supernova é um evento que ocorre no filme Star Trek, de 2009. O roteiro do filme é coassinado por Alex Kurtzman, um dos produtores da série Picard.

Ficha Técnica

Escrito por Akiva Goldsman & Michael Chabon & Kirsten Beyer & Alex KurtzmanJames Duff
Roteiro de Akiva Goldsman & James Duff
Dirigido por Hanelle M. Culpepper
Exibido em 23/01/2020

Elenco

Patrick Stewart como Jean-Luc Picard
Alison Pill como Dra. Agnes Jurati
Isa Briones como Dahj /Soji
Harry Treadaway como Narek

Elenco convidado

Brent Spiner como Data
Orla Brady como Laris
David Carzell como namorado de Dahj
Merrin Dungey como entrevistadora da FNN
Jamie McShane como Zhaban
Sumalee Montano como mãe de Dahj
Maya Eshet como Índice
Douglas Tait como o telarita

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