Abrams fala sobre fãs de Jornada, ficção e ciência

j-j-abrams-8.jpgO produtor e diretor J. J. Abrams durante promoção da série Fringe, declarou que o novo filme de Jornada nas Estrelas não é uma reciclagem de material antigo da série original, mas algo novo para o público. Ele também falou da diferença entre a ficção científica e histórias bizarras em suas produções. 

A respeito do novo filme, Abrams voltou a falar sobre o objetivo de balancear uma história para os fãs devotados e o público em geral, “Eu nunca fui um tipo de fã de Jornada que tinha expectativas ou limites sobre a “versão correta” que o filme poderia ter. Mas ao mesmo tempo, uma das razões por eu me envolver com Jornada, foi ela ter fãs devotados, então senti que era importante honrá-los e honrar a série (original). Eu aprendi tanto quanto pude sobre a série e fui ajudado por Bob Orci, que é um dos roteiristas do filme e um declarado trekker. Ele sabe de todos os detalhes ocultos, sendo aquele que me mantinha correto na filmagem” disse Abrams ao site The A V Club.

Continuando o diretor a falar sobre o objetivo do filme, “Mas, essencialmente, eu não estava fazendo um filme exclusivo para os fãs dedicados, e sim para os apreciadores de filmes. O produto final, creio eu, não requer qualquer conhecimento anterior da série. Digo, quase nenhum, porque se você perguntar para as pessoas sobre quem é Kirk ou Spock, elas saberiam dizer. Eu acho que as pessoas têm alguma percepção desses dois personagens. E esse filme traz o conhecimento de um mundo que pré-existiu por décadas, mas quando você assistí-lo, não será muito o que esperava e definitivamente não será uma reciclagem de coisas que você já viu antes. É uma nova introdução de uma coisa que também está agradecida. É um interessante balanço”.

Abrams disse que procura saber o que os fãs pensam, através de seus comentários em foruns pela internet, “A internet é o grande caminho para captar o sentido do que as pessoas detestam e amam e o que elas querem mais ou menos. Isso não quer dizer que você tenha de seguir tudo o que dizem, mas se algo ressoar você não poderá negar e ignorar”.

Em outra entrevista ao site Buddy TV, Abrams falou sobre ficção científica e ciência. Embora seja conhecido por seus trabalhos no gênero ficção científica, Abrams prefere produzir mais histórias incomuns e extraordinárias. Ele fez um resumo de seus mais conhecidos projetos, “Fazer Jornada é realmente ficção científica. Já com Lost você poderia argumentar que seria ficção científica, mas não estávamos aberto sobre isso no início. Alias teve uma tendência a ficção no início. Jornada é Jornada. Eu não gosto do gênero mais do que eu gosto de histórias que são um pouco excêntricas ou bizarras. Isso significa alguma versão de ficção científica”.

Quanto a diferença da ficção com a ciência real, Abrams comentou ao SciFi Wire, “Quando Jornada foi ao ar e eles tiveram aqueles comunicadores, foi um sonho legal. Só que agora, em nossos bolsos, nós temos os nossos comunicadores. Agora lemos semana passada que a invisibilidade está próxima. Esse negócio que você acharia que em milhões de anos não seria possível, hoje está acontecendo todo o dia”, disse o produtor.

“Nós estamos vivendo em um período extremamente avançado de realização científica, quase incontrolável e que mantém impulsionando nossa versão de que a ficção científica é um lugar diferente”.

Fonte: Trek Movie e TrekToday

36 Comments on "Abrams fala sobre fãs de Jornada, ficção e ciência"

  1. Quanto a ser ou não um reboot, já ficou claro e nem precisa mais bater nessa tecla, porém, ainda há muito mistério que nos deixa “grilados”! Gostaria logo de um trailer para clarear um pouco sobre o novo filme, servindo de divulgação e, ao mesmo tempo, dando material novo para as nossas discussões no fórum!

  2. Tudo a mesma coisa… o discurso realmente naum muda… falta mesmo é material de divulgação novo.
    Fiquei intrigado somente com a frase:
    “Agora lemos semana passada que a invisibilidade está próxima.”
    ???? Que tipo de invisibilidade ele quis dizer??? Pessoas invisíveis nas ruas??? Tanques invisíveis??? O ar ja é invisível! Alguém sabe dizer do que se trata?

  3. “Quando Jornada foi ao ar e eles tiveram aqueles comunicadores, foi um sonho legal. Só que agora, em nossos bolsos, nós temos os nossos comunicadores. Agora lemos semana passada que a invisibilidade está próxima. Esse negócio que você acharia que em milhões de anos não seria possível, hoje está acontecendo todo o dia”

    E isso signfica que ele vai “linkar” a tecnologia vista em Jornada com a tecnologia que temos hoje, pra ficar algo mais próximo da nossa realidade.

    Ou será que esse filme terá uma nova tecnologia, pra dar aquele mesmo ar futurista da série classica?

  4. É realmente necessario comentarmos sobre algo que o Abrams não comenta?
    …O FILME…

  5. Maria da Conceição G. Simões | 7 de setembro de 2008 at 10:00 pm |

    “…É uma nova introdução de uma coisa que também está agradecida. É um interessante balanço”.
    Ou seja é Jornada na visão dele. Mas como Nimoy estava lá talvez seja Jornada na nossa visão também. Não entendi sobre a invisibilidade. Será que ele quis dizer o teletransporte?

  6. Ai…ai…essa entrevista me deixou um pouco preocupada,muito mistério, fazer um filme não só para fãs mas para todos os “apreciadores de filmes”….sei lá….depois de 42 anos, será que rola??

  7. abrams é um tolo se acha que vai agradar a trekker e nao-trekker ao mesmo tempo, ainda mais com um reboot

  8. Essa notícia sobre estudos da invisibilidade já é bem velha.

    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010160060526

  9. “abrams é um tolo se acha que vai agradar a trekker e nao-trekker ao mesmo tempo, ainda mais com um reboot”

    Eu não entendo bem, esse pessimismo de uns que dizem que o Abrams não vai cosneguir agradar trekkers e não trekkers.

    E a preciptação de outros, em dizer que para agradar não-trekkers terão que mudar tudo.

    Ao que me parece, o filme simplesmente vai partir do principio de tudo, de como “a tripulação de TOS se reuniu” como diz o Abrams.

    Ou seja, é um filme para fãs, que verão personagens conhecidos e ao mesmo tempo, filmes para não fãs, já que serão apresentados aos personagens.

    Apartir disso, se o filme for bom, se tiver densidade dramática, um bom ritimo de ação, personagens carismáticos e alguns bons efeitos especiais. Pode tranquilamente agradar todo mundo.

    E como eu venho dizendo, se ele agradar a ponto de criar toda uma legião de novos trekers, então esse filme pode sim se tornar um filme, no minimo, diferenciado.

  10. Como se trata de um início (talvez um reinício) fica fácil produzir algo que seja de entendimento ao não trekker, portanto esta afirmação não me surpreende.
    Quanto à invisibilidade, costumo ler o Scientific in American e não vi até agora nada de novo, a não ser o esquema de invisibilidade para os radares. Que eu saiba, a invisibilidade é uma impossibilidade física, assim como ultrapassar a velocidade da luz. Seria necessário um contorno, como o da dobra espacial é para um efeito maior que a velocidade da luz, para se conseguir um algo semelhante.

  11. “abrams é um tolo se acha que vai agradar a trekker e nao-trekker ao mesmo tempo, ainda mais com um reboot”
    Concordo. Não é pessimismo, é lógica.
    É impossível agradar todo mundo. Fato.
    Ele quer agradar o público mediano – a maioria.
    Fans de Star Trek NÃO SÃO medianos, desculpem mas gostar de Star Trek NÃO É pra qualquer um.
    Um pouco de massa encefálica se faz mister.

  12. Abrams é um tolo se acha que vai agradar a trekker e nao-trekker ao mesmo tempo, ainda mais com um reboot
    (Fabio, 8 de Setembro, 2008 às 12:43 am)

    Eu estive pensando sobre o futuro da série.
    Qual caminho tomar antevendo a marca daqui a mais 40 anos?

    Eu já tenho 40 anos! E me diverti muito com StarTrek!
    É, cavalheiros! Nós crescemos e os nossos oficiais da Frota Estelar já se aposentaram! E pergunto: Até quendo estaremos aqui?

    Nas reuniões de oficiais da Frota (convenções) o que se vê mais são os da velha guarda tentando manter a pira de Jornada acesa.
    E outra vez pergunto: Até quendo estaremos aqui?

    Hoje, Star Trek está tentando se reerguer, na esperança de inspirar uma nova geração de jovens a seguir carreira na “Frota Estelar”.

    Jornada que deve ser apresentada sempre da forma que NÓS ENTENDEMOS COMO A CERTA.
    Quanto egoismo!

    No final eu penso: Que direito tenho eu de querer que Star Trek seja a mesma coisa daquela que eu conheci?

    O meu tempo de servir a Frota já se concluiu! As coisas se transformaram, o futuro hoje é realidade!

    Mas a saga da exploração deve continuar! E somos nós que a continuaremos? A nossa moda?
    A nova geração deve, agora, assumir os nossos postos!

    E para isso será fundamental que Star Trek-2009 seja recontada em uma linguagem compatível à jovem geração.

    A nossa missão é mostrar aos que estão vindo à Academia da Frota, de que, por detrás deste novo filme, há uma honrada história de heróis que levaram a nobreza do espírito humano a lugares jamais sonhados (ou seja, a nossa própria alma).

    Este Star trek não é para nós, a velha geração, mas para nossos “filhos”.

    Esta é a chance de passarmos o bastão para uma verdadeira nova geração!

    Lembram-se quando nós concluímos a Academia? Lembram-se do juramento da Frota?
    E de quando assumimos de vez servir dentro da velha Enterprise? Eram bons tempos, não foi?

    Depois de tantas coisa que passamos…

    Quando esta nova geração de fãs estiver de pé, do mesmo modo que nos levantamos, e no final declararem em uníssono, o juramento da Frota Estelar…

    Vo… vou tentar…

    …tentar não cho-chorar!

    “Espaço, a fronteira final…”

  13. uau….que emocionante Raul!!! realmente tudo deve ser olhado através de vários pontos de vista…acho que vai ser bom se daqui a 20 anos…quando terei quase 50, que o universo de Star trek esteja reciclado, com novos filmes e até séries decorrentes…mais que dá medo dá!!! acho que sou muito tradicional.

  14. Raul Mamoru “A nova geração deve, agora, assumir os nossos postos!” ´
    Eu naum tenho dúvidas que uma nova geração de fans nascerá. Boa sorte J.J. nesta missão!

    “Embora a Cimitarra fosse uma nave essencialmente predadora – só carregasse combustível e armas – sua grande vantagem sobre a Enterprise era o sistema de camuflagem – um esquema por meio do qual as naves se tornam invisíveis. Até então, somente os Klingons haviam conseguido construir naves capazes de se tornar invisíveis.”
    Somente com essa introdução eu ja desanimei de ler o resto da reportagem Mário… mas vlw de qualquer forma… Demorará ainda muito tempo para construirmos uma Cimitarra.

    Aliás… uma coisa que eu sempre achei errada era o fato da Federação não possuir naves que pudessem ser camufladas, naves próprias para batalha e etc… Apesar do caráter “extrememente pacifista” da Frota, isso é uma gigantesca incoerência, dado a importância política e estratégica da federação… in suma… sempre achei os oficiais da frota um bando de incopetentes neste apecto, em deixar o espaço da federação a merce de que quer que fosse (vide ST1, ST3(somente uma nave científica para defender um planeta proibido????) e ST4) so pra citar uns poucos… Em dois desses casos a incopetência da frota em defender a Terra?! é gritante! Torço para que esse filme mostre algo mais real a respeito da estratégia militar da federação e seus aliados.

  15. Post 14.
    “…uma coisa que eu sempre achei errada era o fato da Federação não possuir naves que pudessem ser camufladas, naves próprias para batalha e etc……”

    Marcos, tudo se deve ao tal do incident de Tomed.
    Na cronologia oficial de Jornada e com referencia aos episódios Neutral Zone, The Defector e Pegasus – STNG.

    Em 2311 houve um ataque Romulano a um posto da Federação. Milhares de pessoas morreram no incidente que ficou conhecido como Tomed. Depois desse incidente a Federação e o Império Romulano assinaram o Tratado de Algeron, onde a Federação se comprometia a não desenvolver a tecnologia de camuflagem em troca da não interferência dos Romulanos na Federação.

    O que ocorreu neste período ainda é um mistério. Nunca foi explicado satisfatóriamente.

  16. Eu acho o seguinte:

    Cada vez mais o Abrams revela que não é trekker. Ele tá mais para um fã de “ficção científica em geral” que trekker mesmo. Não que isso seja ruim, é só uma constatação. O Nicholas Meyer que para mim é o melhor diretor que já passou por Jornada não era trekker, e produziu os melhores filmes da clássica, ST II e ST VI.

    Eu acho que não dá para fazer ST para um “grande público’. Não tem o apelo que Star Wars e Batman. SW, por exemplo, transcende a ficção, e muita gente que gosta de filme de aventura compra a idéia, assim como o Batman é muito mais que um filme de quadrinhos. Agora Jornada, acredito eu, tem que ter uma pré-disposição para Ficção Científica, acredito eu…

    Se ST se restringir ao público da “ficção”, já vai fazer uma boa bilheteria. O problema é que ST estava muito fechado em seu mundinho nos últimos anos, que englobava só os trekkers, fazendo com que os outros fãs de ficção nem chegassem perto. Peguem por exemplo o Generations. Ele é inassistível para quem não é trekker.

    Por isso o tal “reboot” ou “prequel”. Tem-se contar a origem desses personagens para que o publico em geral comece a se importar com eles. Ao mesmo tempo que nós, trekkers, nao sabemos nada sobre sua juventude! (a única história de ST não contada). Acho que o timming é perfeito, por isso não admito pensar que o ideal seria continuar no Século XXIV. Vocês acham que um “Nemesis II” ou um “superameaça borg do Século XXV” vai ter um apelo a um público mais amplo que nós trekkers?? Dificil né, já que a crise de originalidade nessas histórias já até decepcionaram os trekkers cativos….

    Por isso eu apoio a decisão da Paramount. É tudo ou nada. E se for uma porcaria, eu peço, encarecidamente, deixem ST em paz. Lancem todos os Boxes de uma vez, em Blu Ray, com preço acessível, que eu vou comprar e assistí-lo até o fim da minha vida, muito feliz. Orgulhoso de ser trekker, e amar essa série. Não sou partidário do “produza qualquer coisa, desde que seja Jornada”.

  17. Flávio Fernandes | 8 de setembro de 2008 at 2:16 pm |

    Pessoal:

    Puxa vida, a 7 meses da estréia do filme não temos nada sobre ele. Somente este bla-bla-bla destes caras.
    É claro para que não é fã, isto não faz diferença. Mas para a gente, faz muita.
    Por isto tenho medo deste filme. Eles não tão nem aí com os fãs. Será que isto será transportado para o projeto em sí??
    Espero realmente que não.

    Abraços.

  18. Post 16

    Concordo com o Tomalak, O filão está exatamente na série Clássica, Jornada não tem o apelo de um Batman por exemplo, mas seus personagens são tão conhecidos quanto.

    E a origem de Kirk e sua turma tem que ser contada, de maneira honesta e competente.

  19. E com certeza o filme será focado em Spock. Ele é o personagem mais conhecido (muito mais que o Kirk), é só apresentar sua foto para qualquer não trekker que irá reconhecê-lo (pode até nao saber o seu nome, ou chamá-lo de Dr. Spock, ou dizer que ele é do Guerra nas Estrelas, mas irão reconhecê-lo). Nenhum outro personagem de ST tem essa fama.

  20. É, pessoal, o tradicionalismo pode ser equivalente a imobilidade. ST nos fala muito sobre isso. Não podemos parar no tempo. Deixem os jovens produzirem coisas novas e vamos ver com otimismo. Nostalgia pode ser coisa boa, mas não deve ser confundida com estagnação. ST foi um marco da novidade da época, tenho certeza que voltará a ser, pode não ser com esse filme que deve ser mais comercial, mas pode abrir as portas para muita coisa nova.

  21. Opa! Vlw Ralph! Não sabia dessa não.
    Mas a federação é realmente mestre nesse tipo de tratado naum é naum? (q a desfavoreça estrategicamente)

  22. Leandro Martins | 8 de setembro de 2008 at 5:27 pm |

    Para se conhecer mais alguma coisa sobre os eventos relacionados ao incidente de Tomed, aqui há um link bom para o Conteúdo Clássico do TB — eu sei, é sobre livros e portanto fora do C&C oficial, mas ainda assim há info interessante a se considerar.

  23. o abrams e o orci acabam de revelar em diversos sites (trekweb e tremovie por exemplo) que escreveram uma cena para william shatner (kirk) mas ele recusou por que queria um papel maior

  24. Citando o Tomalak:

    “Eu acho que não dá para fazer ST para um “grande público’. Não tem o apelo que Star Wars e Batman. SW, por exemplo, transcende a ficção, e muita gente que gosta de filme de aventura compra a idéia, assim como o Batman é muito mais que um filme de quadrinhos. Agora Jornada, acredito eu, tem que ter uma pré-disposição para Ficção Científica, acredito eu…”

    Comentando discordâncias:

    Quantas raças de Star Trek são NÃO humanóides?

    Quantos NÃO humanóides fazem parte da Frota Estelar?

    Quantas naves da Frota tem um design SEM disco?

    Quantos tipos de “acessórios” (armas e veículos) legais tem no aparato da Frota Estelar?

    Eu meu ver, Jornada está para Superman, assim como Star Wars está para Batman.

    Enquanto os primeiros (Jornada e Superman) são “Eruditos” os segundos (Star Wars e Batman) são Populares. Estes têm maior apelo do público porque condensam em casa cena, cada frame, a maior quantidade possível de objetos e referências a várias épocas, culturas, etnias, raças, profissões, etc.

    Enquanto que Jornada e Superman, cito este como referência, vivem presos “numa ‘cueca vermelha’ e traje colante” até hoje, em pleno Séc. XXI.

    Só para efeito de comparação cito novamente Star Wars, onde, mesmo numa cena com 200 Jedi cada um deles tem na aparência e vestimenta características que os diferenciam o suficiente para serem INDIVIDUALMENTE interessantes até para um leigo que por ventura esteja passando em frente à tela da TV e assim ganha potencialmente um novo apreciador, e quem sabe, até um futuro fã.

    Só pra lembrar, em breve, o Cartoon Network estréia a série Star Wars – THE CLONE WARS, e com isso poderá criar uma nova geração de fãs.

    Lucas novamente “fazendo escola” e seguindo o caminho inverso de STAR TREK, que migrou da TV pro cinema.

  25. Interessante os aspectos que tu trouxeste. Mas mesmo assim, não consigo fazer a relação, pois o super é bem mais POP que Jornada. Só Jornada I teve um orçamento decente (e agora o novo filme), os outros lucraram principalmente por serem filmes baratos. Eu acho que nós, como trekkers, costumamos superestimar nosso patrimônio. Não me entendem mal, adoro ST, mas acho que talvez não tenha a importância que nós achamos que tem. Posso estar equivocado, são só divagações…E é dificil pensarmos dessa forma, pois já estamos “afetados” pelo amor ao ST.

    Esse é um pouco de medo que tenho em relação ao novo filme, De repente estamos criando um hype todo e não vai ser tudo isso. Ou não, devido ao orçamento inchado, vai ser um estouro de bilheteria. Sei lá, to confuso… ehheehhe

  26. Caro Tomalak,

    Você não está confuso, está é apreensivo!

    É verdade o que você disse sobre a supervalorização dos filmes de nossa amada série.

    Como eu já disse anteriormente, a filosofia do “quanto mais barato melhor” acabou destruindo a esperança de que seria melhor do que os resultados na telinha.

    O uso de cenários repetidos, maquetes de ponta cabeça, cenas já filmadas, efeitos de fimes anteriores, etc..

    Isso tudo acabou enfeiando a coisa.
    Agora com o tal de reboot, espero que essa “filosofia” que nasceu em “A Ira de Khan” seja deixada para trás!

    Você tem toda razão em dizer tais coisas, Tomalak!

  27. ST pode nao ser importante para a industria televisiva e cinematográfica, mas para a cultura nestes empreendimentos é promordial, pena que a maioria das pessoas nao se importam com isso. Para eles, Californocation e Gossip Girls já sao o suficientes.

  28. discordo pra mim a ira de khan e a terra desconhecida – logo os mais baratos da franquia – sao obras primas do cinema de ficcao cientifica

  29. Entendo que, como filmes pertencentes a saga estelar da Enterprise, A Ira de Khan e A Terra Desconhecida são de fato obras-primas.

    As premissas de ambas e de outras são empolgantes, mas o cinema também é esmero e investimento.
    É visual e se baseia no Novo.

    Star Trek II nos envolve, mas em termos de esmero técnico derrapou em vários lugares, usou cenas de Star Trek the Movie e a continuação – Star Trek III – não foi diferente.

    Star Trek IV foi um filme simples, repararam que usaram a sala do reator onde Spock morreu, como a sala do banco de dados da nave klingon?

    Em Star Trek V, (na cena que antecede o “plano B”, mostra em primeiro plano o Cap. Kirk, em segundo a janela da nave auxiliar e, fora dela um modelo da Enterprise pendurada(!!!!) foi o cúmulo da filosofia do “quanto mais barato, melhor”.

    Em A Terra Desconhecida, as cenas com a Enterprise deixando a Doca Orbital são reuso de Star Trek III e IV (se não me engano).

    E nos filmes da Nova Geração, quanto menos cenas de efeitos e naves, melhor!

    Nesse sentido, As Panteras levam esse assunto técnico com mais seriedade!

    A quem esses figurões dos estúdios querem enganar?

    É nesse sentido – negativo sim – é que cito a série do cinema.

    Esse lado barato, dispenso!

  30. Eu acho que o negócio é fazer o filme com dinheiro, mas de forma eficiente. Estamos cheios de exemplos de filmes que gastaram muito, mas parecem baratos. Depende do diretor. Peguem o exemplo de Superman o Retorno: o Singer gastou 300 milhões para fazer o filme (???) não é um pouco de exagero? O Peter Jackson gastou isso para fazer todos os filmes de Senhor dos Aneis!

    Acho que um orçamento de 100, 120, 150 milhões é um valor razoável. Peguem por exemplo o Primeiro Contato. Por mais que ele não invista em cenários grandiosos, não me passou a imagem de ser um filme barato. Senão me engano custou uns 50 milhões, sendo que para o Stewart foram gastos 20 milhões. No Nêmesis então, que o Spiner levou 10 milhões!!!!

    E ainda tem gente quer filme da Nova Geração. É claro que um ator não vai trabalhar de graça, mas a gana pelo lucro às vezes os tornam sangue-sugas. O Shatner tem todo direito de pedir altos valores, pois se encontra em alta, ganhou um Emmy. O Stewart é um ator consagrado no teatro e estrelou outra franquia de sucesso (X-men). Mas putz, o Spiner? O que ele está fazendo hoje? Vi ele no filme do Independence Day, um do Jack Lemmon e do Walter Mattau, e no Superhero e foram interpretações ridículas!!!!!

    Odeio quando os atores cobram milhões pelo dinheiro, inviabilizando produções, e depois aceitam fazer qualquer porcaria por qualquer dinheiro. É o capitalismo, fazer o que…

    E pelo ritmo que andava as produções de TNG, o próximo filme seria 50 milhões para Stewart e Spiner, e 10 milhões para alguns cenários e o restante dos atores, em um total de orçamento de 60 milhões.

    A utilização de novos atores em STXI não deixa de ser uma contenção de despesas, para investir em produção. Os caras podem ser bons, mas vão ganhar pouco comparado aos outros. E tem contrato para 3 filmes. Se for um sucesso, pelo menos os próximos filmes não gastaram exclusivamente com atores, como antigamente acontecia….

  31. Acho que dessa produção quem é a estrela principal em matéria de remuneração é o J. J. Abrams, sem dúvida. O cara tem um prestígio incrível. E não é só na Paramount não, em toda a Hollywood. As emissoras e os estúdios ficam na espera que uma chance de agendarem algum projeto com ele. Vamos ver se ele tem bala na agulha mesmo.
    Jornada reboot vai ser um desafio para ele e se for um sucesso, com boa audiência e boa crítica, mesmo que não arrebente a bilheteria, ele será venerado mais do que Shatner e Nimoy. Imagine o ego do velho Bill numa situação dessas?

  32. Foi uma boa sacada o contrato para os 3 filmes (apesar de ser coisa usual), além de garantir um orçamento razoavel para mais dois filmes, é uma quase garantia de que terá mais esses dois filmes.
    Como o J. J. está el alta, é quase certo que será um sucesso como foi o Spielberg no passado.

  33. Estou levando fé mais pelos ATORES e, mais ainda, pelos ROTEIRISTAS (Roberto Orci e Alex Kurtzman).

    Essa dupla, com o diretor Michael Bay, conseguiu fazer do DESACREDITADO filme “TransFormers” virar um SUCESSO de bilheteria, cujo custo foi de “apenas” 150 milhões e a arrecadação foi de 708 milhões.

    Por sorte, Orci e Kurtzman ainda ganharam um colega roteirista que é tão viciado em “TransFormers” quanto eles dois, o Ehren Kruger.

    A propósito, o filme de Star Trek servirá de “trampolim” pro filme”TransFormers”- A Vingança do Fallen, pois deverá trazer o trailer final, cuja estréia será em 26 de Junho, enquanto Star Trek será dia 8 de Maio.

    E depois ainda virá ‘G.I.JOE – Rise of Cobra’, dia 7 de Agosto de 2009.

  34. Justamente por causa do “superestimado” “Transformers” que tenho medo da dupla de roteiristas. O roteiro não é bom, repleto de personagens descartáveis, e esquecíveis. O único bem escrito foi o Sam (Shia BeLeouf) que também interpretou bem…

    Vou dar o benefício da dúvida, já que Michael Bay é um péssimo diretor, de repente o que ficou de ruim foi culpa dele 🙂

    Para mim o JJ nao tem que provar nada, pq sou fã das coisas que ele produz… agora quanto aos roteiristas, parafraseando a Regina Duarte, “Tenho medo”.

    E anotei ai: O GI JOE vai ser o filme mais imprestável de 2009. Diretor meia-boca, atores pessimamente escalados (Anna Kourkova é atriz agora? Pensei que era modelo! Nem gostosa ela é). E o pior é a produção de arte: criaram armaduras de couro para o GI JOE, nada mais irreal. Uma coisa é trabalhar com algo inverossímel, como um mutante com garras e colã amarelo, a outra é tu retratar o exército! Porra, nao tinha como colocar uma roupa camuflada normal???

  35. Bom, ainda não vi um script de outra produção deles em que possa dizer se são bons ou não.
    Fazer um roteiro de Transformers é uma coisa, já com Jornada é outra completamente diferente. É um universo bem mais complexo.

    Orci disse que escrever para Transformers foi um aperitivo para o prato principal que é Star Trek.
    Porisso dou também o benefício da dúvida de que Transformers foi algo despretencioso, feito para ser um filme de pura ação e sem cérebro, tendo as cagadas habituais de Bay.

    Me parece que eles estão escrevendo a série Fringe. Eu vi o piloto. É interessante, um pouco corrido em alguns momentos e arrastado em outros, mas os personagens têm substância.

  36. Tenho vontade de ver o Fringe. De repente está ai o talento deles que eu não consegui ver ainda…

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