DSC 2×08: If Memory Serves

Uma enxurrada de emoções, entre o passado e o futuro

Sinopse

Data estelar: 1532.9.

A bordo da nave NCIA-93 da Seção 31, Leland e Georgiou conferenciam com o almirantado do Comando da Frota Estelar por meio de hologramas. Eles discutem a estratégia para localizar os fugitivos Spock e Burnham. Fica decidido que o Controle, uma inteligência artificial, buscará possíveis paradeiros dentre as instalações médicas vulcanas fora de seu mundo natal, e toda a Frota é colocada em alerta na busca, exceto pela Discovery. O entendimento é que o capitão Pike está envolvido demais com seus tripulantes para entregá-los às autoridades competentes, caso os encontre.

Georgiou comunica então à Discovery que ela deve permanecer onde está, recuperando os detritos da sonda misteriosa vinda do futuro que atacou a nave auxiliar com Pike e Tyler a bordo. O capitão aceita com relutância suas ordens, mas pede a Saru que conduza remotamente uma busca por Burnham e Spock — Pike não está disposto a desistir deles.

Enquanto isso, Michael e um Spock ainda seriamente afetado rumam para Talos IV. Assim que entram no espaço restrito, se veem em curso de colisão com um buraco negro. Burnham tenta pilotar a nave auxiliar para longe, mas é forçada por Spock a manter o curso. Assim, entram no buraco negro, que então se desfaz, revelando Talos IV — era só uma assustadora ilusão talosiana.

Na superfície do planeta, Michael caminha pela superfície e encontra as famosas plantas azuis que cantam, mas é supreendida quando vê uma bela loira entrando em sua nave auxiliar, ao longe. Burnham retorna e aponta seu feiser para ela, exigindo que se identifique. Ela é Vina, a única humana residente de Talos IV, após o acidente da SS Columbia, 21 anos antes.

A mulher diz que os talosianos podem ajudar Spock a sair de seu estado de confusão mental e convida os irmãos a descerem ao subsolo. Com o teletransporte da nave auxiliar, os dois vão ao encontro dos misteriosos alienígenas.

Eles concordam em revelar a Burnham tudo que Spock sabe sobre o Anjo Vermelho e os sinais, mas em troca querem observar a lembrança do traumático evento que levou os dois a se afastarem. Com alguma relutância, e nenhuma alternativa, Burnham aquiesce.

A bordo da Discovery, Hugh Culber tenta retomar a vida normal, voltando a viver nos aposentos de Stamets. Mas ele se sente diferente, desconectado de suas lembranças e sua existência anterior. Paul, por outro lado, faz de tudo para “normalizar” o retorno de seu parceiro, o que exaspera Culber ainda mais. Também não ajuda que Hugh tenha de conviver na nave com seu assassino, Tyler. Um jantar romântico nos aposentos do casal acaba de forma brutal.

Em Talos IV, os alienígenas começam a desenovelar as memórias de Spock. Ele revela que o Anjo Vermelho apareceu pela primeira vez em sua infância, mostrando a ele a morte de Burnham numa tentativa de fugir de casa. O pequeno Spock correu para contar a seus pais de sua visão, o que permitiu que Sarek encontrasse Burnham e a salvasse da morte.

Anos depois disso, e apenas alguns meses atrás, o Anjo Vermelho voltou a aparecer para Spock, chamando-o a um planeta distante e lá permitindo um elo mental, em que revelou ao vulcano mais uma vez um futuro trágico, desta vez em escala cósmica — mundos inteiros, dentre eles a Terra, sendo destruídos por uma frota de sondas hostis similares à que atacou a nave auxiliar de Pike e Tyler. Spock não conseguiu identificar quem era o Anjo Vermelho, salvo que era humano, solitário e em desespero. Spock agora está convencido de que as próximas ações dele e de Burnham determinarão o futuro da vida senciente na galáxia. Eles precisam de algum modo impedir o cataclismo revelado pelo Anjo Vermelho.

Na Discovery, a fase difícil de Culber continua. No refeitório, ele parte para a briga com Tyler — eis aí dois homens cheios de lembranças, mas destituídos de sua identidade. Boa parte da tripulação da ponte está presente e cogita intervir, mas Saru os impede, dizendo que aquele é um momento catártico para ambos e que deve se desenrolar sem impedimentos. Naturalmente, o capitão Pike o admoesta por esta decisão e, apesar de relevar o ocorrido, pede adesão ao código de conduta da Frota Estelar em futuras ocasiões.

Hugh não está menos confuso após a briga do que antes. Conversando com Stamets, ele diz que não pode simplesmente continuar de onde parou e decide romper com o companheiro.

Em Talos IV, resta uma pergunta a ser respondida: afinal, o que aconteceu na Base Estelar 5 para que Spock se tornasse um fugitivo? Os talosianos oferecem a resposta a Burnham, mostrando que o vulcano decidiu deixar a unidade psiquiátrica após ser informado de que os sinais vermelhos que havia desenhado não eram uma alucinação, mas sim algo real. A médica quer impedi-lo de sair e diz que ele será transferido para uma instalação da Seção 31. Então Spock inicia sua fuga, rendendo os três oficiais com pinças vulcanas e golpes de arte marcial, mas sem no entanto matá-los. Aparentemente, a Seção 31 é a real responsável pelas mortes, se é que alguém morreu de fato.

Na Discovery, Pike é surpreendido por uma visão de Vina, sua paixão deixada em Talos IV. O reencontro é comovente, mas tem motivação prática: avisar que Burnham e Spock estão em Talos IV e precisam que o capitão vá buscá-los antes que a Seção 31 os alcance. Pike imediatamente ordena o uso do motor de esporos, mas ele falha — num ato de sabotagem. Além disso, Saru identificou três transmissões codificadas e não autorizadas enviadas da Discovery, e o suspeito de tudo isso é Tyler. O agente da Seção 31 professa inocência, mas Pike não tem escolha senão confiná-lo a seus aposentos. Enquanto isso, Airiam, afetada pela sonda, continua à solta.

Sem a possibilidade de usar o motor de esporos, a Discovery marca um curso em dobra para a Base Estelar 11, supostamente para reparos. Ela fica a apenas 2 anos-luz de Talos, e o plano é desviar no meio do caminho e ganhar tempo antes que a Seção 31 saiba onde eles estão indo. Mas o plano fracassa, e a nave de Leland chega a Talos praticamente ao mesmo tempo que a Discovery.

Na superfície, é hora de Michael pagar sua dívida com os talosianos e revelar a dolorosa lembrança que levou a sua rusga com Spock: para afastá-lo dela e assim proteger a família dos terroristas lógicos, ela ofende o jovem Spock, acusando-o de ser pouco humano, frio e incapaz de amar. Diz que não quer estar com um “mesticinho bizarro”, fazendo o coração do pequenino se partir em mil pedaços — uma ferida que jamais cicatrizou e que levou Spock a abraçar a lógica e renegar seu lado humano desde então.

Em órbita, a NCIA-93 e a Discovery disputam para ver quem teletransporta primeiro Michael e Spock. As duas naves travam neles, o que ameaça espalhar seus átomos pelo espaço. Eis então que Vina volta a aparecer para Pike e diz que ele tem de confiar nela e desistir deles. É o que ele faz. Burnham e Spock então se materializam na nave da Seção 31, para a alegria de Leland. A felicidade, no entanto, dura pouco. Pouco depois de partir em dobra, os dois se revelam ser apenas uma ilusão talosiana.

Os verdadeiros Spock e Burnham voltaram à Discovery numa nave auxiliar, e agora, juntos, precisam decifrar o mistério do Anjo Vermelho, com um agravante: após desobedecer ordens diretas, a Discovery é uma nave fugitiva…

Comentários

If Memory Serves” tinha uma dificílima missão autoimposta pelos produtores: equilibrar de forma satisfatória a tarefa de homenagear e referenciar as origens de Star Trek e a de levar adiante a trama da segunda temporada de Discovery, trazendo Spock definitivamente para a história e revelando o que está em jogo no mistério do Anjo Vermelho. Poucos discordariam de que o episódio cumpre de forma brilhante ambas as funções.

Antes de entrarmos no episódio em si, vale dedicar dois dedos de prosa para falar do “prelúdio” montado a partir de cenas de “The Cage“, episódio piloto da Série Clássica. Essa foi, sem dúvida, a mais audaciosa e arriscada conexão já feita entre a nova série e a encarnação clássica. Foi abraçar de forma afetuosa seus elos com o que veio antes, sob risco real de alienar fãs recém-chegados à franquia, desconhecedores de seu passado. Esses com certeza terão um momento WTF ao ver a abertura do episódio. Mas é o que permite fazer de “If Memory Serves” uma continuação tanto de “Light and Shadows” quanto de “The Cage“, produzido 54 anos antes. Além disso, coloca para dormir quaisquer discussões sobre a qual linha do tempo Discovery pertence. Estamos firmemente em território “prime”, ou, ao menos, tão “prime” quanto “The Cage“.

Claro, o “prelúdio” das cenas clássicas, montado de forma inteligente com transições trabalhadas e ao som da música-tema da Série Clássica, é só o aperitivo. Na visita de Burnham e Spock a Talos IV, temos o primeiro planeta alienígena a ser visto em Star Trek totalmente repaginado, com extremo bom gosto. Impossível não abrir um sorriso de satisfação ao ver Burnham encontrar as plantas azuis cantantes (ainda soprando a mesma melodia estranha) e reagir exatamente como Spock meio século atrás (ou três anos antes, pela cronologia da linha do tempo “prime” de Jornada nas Estrelas). Também vêm como grandes e deliciosas surpresas a aparição de Vina, com o bastão muito bem passado de Susan Oliver para Melissa George, e o envolvimento de Pike no segmento talosiano do episódio. Isso para não falar dos ditos cujos, recriados com sensibilidade e respeito para uma maquiagem à moda do século 21.

Se “New Eden” foi uma demonstração de como uma série moderna protagonizada pelo capitão Pike poderia encantar combinando o formato clássico aos valores de produção do século 21, “If Memory Serves” revela todo o esplendor do que essas mesmas qualidades podem fazer para realçar e expandir localidades apresentadas nas encarnações anteriores de Star Trek. Temos Talos IV como realmente ele deveria ter sido desde o início.

Agora, é claro que nenhum episódio poderia se escorar totalmente nesse surfe pelas ondas do passado. No fim das contas, o que torna “If Memory Serves” algo realmente memorável, e não simplesmente um espetáculo visual saudosista, é o trabalho com os personagens. Aliás, pela segunda vez seguida em Discovery vemos um ritmo adequado na contação da história, deixando a vida pessoal dos personagens se sobrepor ao enredo.

Se você parar para pensar, pouquíssimas coisas que empurram a trama adiante aconteceram no episódio. Dá para resumi-lo em algo como “Talosianos curam Spock revelando suas memórias do Anjo Vermelho, e a Discovery se torna uma fugitiva ao resgatá-lo de Talos IV”. E ainda assim temos 54 minutos muito bem gastos, fazendo a vida interna dos personagens assumir seu justo protagonismo.

Há dois fios condutores, um a bordo da Discovery e outro em Talos IV, mas um único tema unificador: trata-se de um episódio sobre “lembranças e identidade”. Usando muitos personagens de uma vez, faz-se esse experimento mental sobre o quanto as memórias fazem — ou desfazem — quem nós somos.

Em Talos, descobrimos que Spock se redefiniu após sua rusga com Michael, decidindo por abandonar seu lado humano após ser brutalmente rejeitado por sua irmã mais velha. Ao mesmo tempo, vemos ele tentando desvencilhar sua identidade das memórias perturbadoras — somadas a uma grande responsabilidade — que o Anjo Vermelho lhe trouxe. Michael também deseja redefinir sua relação com Spock, baseada neste momento numa única lembrança indesejada.

Na Discovery, as lembranças jamais esquecidas de Pike sobre Talos também cumprem seu papel, revelando o elo que se formou entre ele e Vina e dando sentido pleno ao que acontecerá com ele em “The Menagerie“, dali a dez anos. É sempre uma coisa bonita de ver quando a nova série cumpre seu papel de “enriquecer” o cânone pré-estabelecido, e isso é o que temos aqui, em sua forma mais sublime.

E, é claro, temos o confronto daqueles dois personagens torturados que vivem uma desconexão completa entre suas lembranças e quem eles são — Culber e Tyler. Discovery, desde sua primeira temporada, demonstrou especial apreço por simetrias, e esta é uma das mais belas já construídas pela série. A síntese aparece ao final do confronto entre os dois, assassino e assassinado, em que Culber diz, “Eu nem sei mais quem eu sou”, ao que Tyler responde, “Com quem você acha que está falando?” Os dois estão confusos, os dois estão perdidos, os dois estão sofrendo. São os dois lados do espelho, para referenciar a metáfora adotada desde o primeiro ano por inspiração de Alice no País das Maravilhas.

Um dos aspectos de modernidade que Discovery traz ao universo de Star Trek é esse trabalho mais intimista com os personagens, e é bom ver isso começar a deixar de ser monopólio de Michael Burnham e também deixar de ser algo totalmente orientado a enredo. O conflito ao redor de Culber (seja com Tyler, seja com Stamets) parece muito real, compreensível, acessível, e ao mesmo tempo está descomprometido de fazer a história maior avançar. Nem todo mundo tem algo importante para fazer na nave em todo episódio, e nem por isso suas jornadas pessoais devem desmerecer atenção.

Sem falar que um dos maiores fortes de Discovery é o elenco. E como ele trabalha bem! Em “If Memory Serves“, são atuações incríveis para todos os lados. Wilson Cruz transmite toda a angústia, frustração e raiva de Culber, e Anthony Rapp não deixa por menos; a cena do jantar romântico destruído é de partir o coração.

Sonequa Martin-Green e Ethan Peck também formam uma dupla interessante e reconhecível de irmãos. Há química entre os dois, e impressiona como Peck já está sendo celebrado por aí como “o real sucessor de Leonard Nimoy” após apenas dois episódios, um dos quais ele aparece completamente “fora da casinha”. É um jovem e incrível talento trazido a bordo da série, e esperamos que não o deixem escapar ao fim da temporada.

Quanto à revelação do que teria levado à rusga entre Michael e Spock — algo que tem sido aludido desde o começo da temporada –, está totalmente dentro do esperado, mas ao mesmo tempo parece totalmente realista. Quantas rusgas familiares tem raízes extraordinárias, para começo de conversa? Ademais, é mais uma camada que se adiciona à psique de nosso vulcano favorito em formação. Não só ele teve de aturar o bullying das outras crianças vulcanas por ser meio humano, como enfrentou as dificuldades de aprendizagem por conta de sua L’tak Terai, uma espécie de dislexia. A rejeição do pai, acompanhada da necessidade de se provar a ele. A mãe distante, tentando respeitar os costumes de Vulcano. E sua única ancoragem plena no mundo humano e emocional, Michael Burnham, de repente lhe vira as costas, rejeitando-o por racismo e negando sua capacidade de sentir emoções. Foi trivial, mas igualmente brutal, e ajuda a explicar de onde veio a vontade de Spock de fazer submergir seu lado humano. E, de novo, tudo isso apresentado de maneira brilhante pelos atores mirins Arista Arhin (Burnham) e Liam Hughes (Spock). Quem não derramou uma lágrima pelo pequeno Spock já pode solicitar cidadania vulcana.

Por fim, Anson Mount. Que trabalho incrível. Ele “vende” as consequências emocionais dos eventos do “The Cage” com uma sensibilidade que faz parecer que era ele mesmo que estava lá, filmando o primeiro piloto de Star Trek, meio século atrás. A cena do encontro entre Mount e Melissa George como Vina é impressionante. Sentimos com Pike suas emoções naquele etéreo momento, e tudo soa verdadeiro. Essa é, na verdade, a principal vantagem de ter um elenco tão talentoso: até os momentos menos críveis ganham “realidade” e ressoam conosco, quando se desenrolam diante dos nossos olhos.

Saru tem pouco a fazer no episódio, mas no que aparece também valoriza sua participação, mostrando que o personagem está mesmo num lugar diferente após seu Vahar’ai. A cena entre ele e Pike no turboelevador é divertidíssima, e tem uma veia cômica que só Doug Jones consegue imprimir.

Em paralelo a tudo isso, ainda tem a Seção 31, que a essa altura parece estar enfiada até o pescoço no mistério do Anjo Vermelho. Pode-se não gostar do que foi feito dela em Discovery, mas já está ficando claro que o uso não foi frívolo, apenas como “fan service“. Essa treta toda parece estar enrolada totalmente na Seção 31 e, nesse sentido, é sempre legal ver a série “roubartilhando” elementos não canônicos dos romances de Jornada, como a noção de que a organização é comandada por uma inteligência artificial, o Controle. Com Airiam aparentemente contaminada por um “vírus” do futuro ou algo do tipo, parece que inteligência artificial vai andar de mãos dadas com a trama maior da temporada — e, de novo, impossível não se lembrar de “Calypso” e se perguntar onde tudo irá se encaixar.

A direção de T.J. Scott é competente e soube valorizar os momentos emocionais que o roteiro proporcionava. Mas, como nem tudo são flores, o rapaz podia maneirar um pouco nas câmeras que giram, né? Aquela primeira entrada na nave da Seção 31 é de dar vertigem.

Ainda assim, há tanto mais que elogiar em “If Memory Serves” do que criticar que todas as reclamações soam como mera implicância. Discovery tem a dupla missão de contar histórias de Jornada nas Estrelas com sensibilidade moderna e ao mesmo tempo realçar o universo construído pelas encarnações anteriores da franquia. “If Memory Serves” é um exemplo perfeito de como manter esse delicado equilíbrio e fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

Avaliação

Citações

Burnham – “Where I come from, the one with the phaser asks the questions.” (“De onde eu venho, quem tem o feiser faz as perguntas.”)

Saru – “The Starfleet manual offers no regulatory guidelines for interactions between Humans with Klingons grafted to their bones and a ship’s doctor returned from the dead.” (“O manual da Frota Estelar não oferece diretrizes regulatórias para interações entre humanos com klingons enxertados nos ossos e um médico da nave que voltou dos mortos.”)

Pike – “Is that a smile I see on your face?” (“Isso é um sorriso que eu vejo no seu rosto?”)
Spock – “I believe it is. Yes.” (“Acredito que é. Sim.”)

Trivias

  • Temos aqui a quarta aparição do almirante andoriano Shukar, e a terceira do almirante tellarita Gorch. É a primeira vez que vemos a almirante vulcana Patar. Como junto a eles, na cena, havia um outro almirante, humano. Portanto, podemos dizer que os quatro povos que fundaram a Federação estavam representados.

  • A atriz Sara Mitich, que interpretou Airiam na primeira temporada, está de volta à série como a tenente Nilsson. É a segunda vez que essa personagem aparece neste segundo ano de Discovery.
  • Embora já tenha sido algo sugerido, este episódio parece confirmar que o Controle da Seção 31 é uma inteligência artificial. Uma AI chamada “Control” também fazia parte do romance de David Mack de 2017, “Star Trek Section 31: Control”.
  • As filmagens nas locações que serviram como Talos IV foram na Lafarge Quarry, a mesma pedreira de Ontário (Canadá) utilizada como o planeta Harlak em “The Wolf Inside”.
  • A jovem Michael Burnham foge para o The Forge, um perigoso deserto em Vulcano visto em “Yesteryear”, da Série Animada, e “The Forge”, de Enterprise.
  • Aqui é estabelecido que a Base Estelar 11 fica a dois anos-luz de Talos IV. Essa Base é de onde Spock rapta Pike em “The Menagerie”, da série original. A 11 também é cenário da ação em “Court Martial”, da Série Clássica, e referenciada visualmente em “Context is for Kings”, de Discovery.

  • Preparando-se para o papel de Vina, a atriz Melissa George assistiu a performance original de Susan Oliver em “The Cage“, e revelou que regravou alguns dos diálogos clássicos do episódio de 1964 para “If Memory Serves“. “Eles colocaram um pouco da minha voz em cima da dela para mesclar as duas juntas “, contou. “Eu não poderia recriar sua performance, pois a forma de se atuar mudou muito desde os anos 60. Há um tipo diferente de inflexão. Mas eu queria assistir e fazer uma homenagem a ela e à maneira como a personagem se sentia”, disse Melissa para uma entrevista ao site SyFy Wire.

Ficha técnica

Escrito por Dan Dworkin & Jay Beattie
Dirigido por T.J. Scott
Data de exibição: 7/03/2019
Produção 208

Elenco

Sonequa Martin-Green como Michael Burnham
Doug Jones como Saru
Anthony Rapp como Paul Stamets
Mary Wiseman como Sylvia Tilly
Wilson Cruz como Hugh Culber
Shazad Latif como Ash Tyler
Anson Mount como Christopher Pike
Michelle Yeoh como Philippa Georgiou

Elenco convidado

Melissa George como Vina
Ethan Peck como Spock
Alan van Sprang como Leland
Rachael Ancheril como Nhan
Dee Pelletier como uma talosiana
Rob Brownstein como o talosiano O Guardião
Alisen Down como uma psiquiatra da Frota Estelar
Hannah Cheesman como a tenente comandante Airiam
Emily Coutts como a tenente Keyla Detmer
Patrick Kwok-Choon como o tenente Gen Rhys
Oyin Oladejo como a tenente Joann Owosekun
Ronnie Rowe Jr. como o tenente R.A. Bryce
Julianne Grossman como o computador da Discovery
Arista Arhin como a jovem Burnham
Riley Gilchrist como o almirante andoriano
Liam Hughes como o jovem Spock
Harry Judge como o almirante tellarita
Jon De Leon como um engenheiro da Seção 31
Sara Mitich como a tenente Nilsson
Tara Nicodemo como a almirante Patar

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