DSC 1×08: Si Vis Pacem, Para Bellum

Com ingredientes certos, mas receita errada, episódio tem sabor de oportunidade perdida


Sinopse

Data estelar: 1308.9.

A USS Gagarin está numa batalha desesperada contra os klingons e recebe assistência da USS Discovery. São as duas contra seis naves inimigas — todas elas com dispositivos de camuflagem que tornam a luta ainda mais complicada. A despeito de todos os esforços, a Gagarin é destruída, forçando o capitão Lorca a bater em retirada.

Ele confirma ao almirante Terral o que relatórios da inteligência da Frota Estelar já sugeriam — o general Kol está no comando da reabilitada Nave dos Mortos e distribuiu a tecnologia de camuflagem entre casas aliadas, em seu esforço de governar um unificado Império Klingon. A Federação está sob risco de perder a guerra, o que torna a atual missão da Discovery ainda mais importante: um grupo de descida composto por Saru, Michael Burnham e Ash Tyler está no misterioso planeta Pahvo, local onde há um transmissor emite sinais subespaciais que, se ressintonizado, poderia servir como uma espécie de radar para detectar naves camufladas.

Até onde se sabe, o planeta só tem vida vegetal, e a missão do trio é caminhar até o transmissor e fazer as modificações necessárias. Saru se mostra impaciente para concluir a missão, mas Burnham e Tyler se sentem revigorados pela caminhada na floresta — o teletransporte só conseguiu colocá-los a 30 km do transmissor, por conta de interferência no sinal.

Durante a jornada, o trio é abordado por uma estranha nuvem brilhante de partículas que, a despeito de registrar no tricorder como parte da floresta, parece ter intenções e uma espécie de consciência, como que convidando os visitantes a segui-la — na direção oposta à do transmissor. Saru consegue estabelecer um contato inicial, que fica clara a presença de uma consciência. Isso muda os parâmetros da missão: será necessário convencer os pahvanos a deixarem que a Frota Estelar use seu transmissor.

O grupo segue a nuvem de partículas luminosas até uma espécie de cabana. Lá, enquanto Burnham e Tyler se sentem acolhidos pelo ambiente romântico, Saru tenta aprofundar o contato. Mas a verdade é que o kelpiano está muito perturbado. O que aos humanos soa como um suave sussurrar da floresta pahviana a ele soa como a ameaça constante e ruidosa de perigo, por conta de seus sentidos aguçados.

Quando o grupo se recolhe para dormir, Saru está torturado. Ele sai da cabana e pergunta se a nuvem brilhante não pode fazer o barulho parar. A nuvem então entra em sua mente e o deixa em um estado alterado de consciência — subitamente, ele está em paz.

No dia seguinte, Burnham e Tyler percebem a mudança de humor de Saru. Mas se apavoram quando o kelpiano esmaga seus comunicadores e anuncia que a missão mudara: eles agora vão viver lá, em Pahvo, abençoados pela harmonia do planeta. O comandante então sai para dizer a seus anfitriões que eles aceitarão o convite, dando a deixa para que Tyler e Burnham planejem uma ação alternativa — ela vai para o transmissor, enquanto ele distrai Saru.

E assim eles procedem, numa estratégia que funciona por algum tempo. Mas, quando o kelpiano percebe que está sendo enganado, ele parte em disparada atrás de Michael. Uma luta corpo a corpo se segue, em que Saru tenta destruir o equipamento da Frota Estelar. Burnham, contudo, consegue tonteá-lo com um feiser, enquanto ele, aos prantos, a acusa de sempre tirar as coisas dele — uma velha ferida se abrindo.

Os pahvanos se manifestam, e Michael faz um apelo desesperado para que eles os ajudem a colocar um fim no conflito com os klingons e cooperem com a Frota Estelar. Saru ainda os adverte de que o planeta será destruído, caso eles antagonizem os klingons, mas os pahvanos parecem decidir cooperar e acionam seu transmissor cristalino interestelar. O grupo de descida então é transportado à Discovery, mas Saru está desolado. Na enfermaria, ele pede desculpas por suas ações e confirma que estava consciente de tudo, mas nunca havia experimentado paz como a que sentiu em Pahvo.

Na ponte, o clima não está para festejos. O transmissor pahvano, em vez de transmitir apenas na frequência subespacial da Federação, mandou sinais também para os klingons — um convite, na tentativa de harmonizar as partes em conflito. Mas ninguém está apostando que uma solução diplomática é possível.

Com efeito, a nave de Kol detecta o sinal e se prepara para marchar a Pahvo. Por lá, também houve ação. L’Rell apareceu e ofereceu sua lealdade a Kol, destacando suas habilidades como interrogadora. O general então ordena que ela torture a almirante Cornwell. Mas a conversa toma um rumo inesperado, quando L’Rell diz à oficial da Frota Estelar que quer desertar. Ambas ensaiam uma fuga, mas, quando são flagradas, têm de lutar para disfarçar a aliança. Cornwell fica desacordada, e L’Rell diz que vai se desfazer do corpo — nisso, ela descobre que Kol matou todos os seus antigos aliados da casa de T’Kuvma. Sobre seus corpos, ela jura vingança.

De volta à ponte da nave-sarcófago, ela pede para ser aceita na casa de Kor, e Kol parece de início concordar, mas depois da a entender que sabe das mentiras dela e ordena que seja torturada e punida. Enquanto isso, a frota klingon viaja para Pahvo…

Comentários

“Si Vis Pacem, Para Bellum” tem todos os ingredientes de um episódio clássico de Jornada nas Estrelas. E, ao mesmo tempo, prova que não bastam os ingredientes; é preciso também ter a receita correta.

Numa primeira olhada, ele faz o serviço designado a ele — conduzir a trama geral de Discovery do ponto A ao ponto B, que, no caso em questão, é um confronto importante entre a Frota Estelar e o Império Klingon, tema que ficou “pendurado” para ser abordado no episódio seguinte.

Porém, numa análise um pouco mais detida, o que faltou foi a sensibilidade certa, sobretudo naquela se se apresenta como a trama principal do segmento — a aventura do grupo de descida no misterioso planeta Pahvo.

Muita expectativa foi criada em torno desse episódio, com membros da produção e gente que leu o roteiro original de Kirsten Beyer apontando-o como um ponto alto da temporada, Star Trek clássico capaz de arrancar lágrimas com o drama de Saru.

Houve, contudo, grande diferença entre a expectativa e a realidade. A distância entre ambas veio, em grande parte, da execução, em especial a edição, que mais uma vez prioriza o ritmo acelerado e acaba deixando o quebra-cabeça com peças faltando. Entende-se que é uma decisão estética, uma vez que tempo não faltava para executar a história. Do jeito que ficou, ele terminou com apenas 41 minutos, o segundo mais curto da temporada, perdendo apenas para “Battle at the Binary Stars”.

Aí a gente bate olho no que restou e fala, bem, temos um “estranho novo mundo”, à moda de Star Trek clássica, temos uma trajetória trágica e dramática para Saru, temos socos e pontapés no desfecho, no melhor estilo da série original, temos uma espécie alienígena que lembra muito as criaturas de energia superiores encontradas por Kirk e cia. dali a dez anos — os pahvanos são uma versão suavizada e mais misteriosa dos organianos, que também forçaram um confronto entre a Federação e o Império Klingon no clássico “Errand of Mercy”. Com todos esses ingredientes, o que poderia dar errado?

Bem, “errado” não é a palavra. O que mais me chama atenção aqui é o “potencial perdido”. Virando a pergunta de ponta-cabeça, como foi possível, com todos esses elementos, não gerar um episódio clássico, apaixonante, de Jornada nas Estrelas?

Fazendo uma aposta, diria que faltou profundidade — em tudo. Os pahvanos começam e terminam como um mistério, mas a mística do planeta e de seus habitantes não é desenvolvida. Em vez de vivenciarmos os efeitos de Pahvo sobre Saru, o que temos é “Saru fica doido e explica no final o que rolou”. Durante a história, jamais entramos na mente do kelpiano para sacar o que o planeta fez com ele. Nem uma pista. E, com uma explicação sumária, sem essa vivência (substituída por uma sequência rápida de cenas recicladas de outros episódios), acabamos ficando no raso — Saru é de uma espécie que não está no topo da cadeia alimentar em seu planeta e, como boa presa, tem uma sensação aguçada de perigo. Saru vive apavorado e tentando controlar seu pavor — meio como Spock tentava controlar suas emoções. Mas tudo isso nós já sabíamos. O episódio perde a oportunidade de aprofundar o tema ou dar novas nuances a ele. Começa a preocupar o fato de Saru soar como um “samba de uma nota só”.

A relação entre ele e Michael — a noção de “irmãos rivais” — é explorada aqui novamente e é consistente com o que vimos antes. Mas, de novo, ela não avança muito os dois personagens. Para uma série que se propõe a serialização, temos uma oportunidade perdida aqui de fazer o relacionamento deles evoluir.

Isso talvez tenha acontecido pela opção de levar Tyler junto para o grupo de descida e, com isso, desenvolver o relacionamento amoroso entre ele e Michael. OK, as cenas deles funcionam, mas, fora isso, Tyler parece supérfluo na história.

Enquanto o grupo de descida tem sua aventura em Pahvo, a bordo da Discovery vemos vários desenvolvimentos interessantes — um sinal de que Stamets, agora de volta ao seu estado ranzina, está de fato sofrendo efeitos adversos da fusão de seu DNA com o do tardígrado. Ele parece vagarosamente estar perdendo a sanidade, o que certamente aponta na direção de problemas mais adiante. A cadete Tilly é usada de forma efetiva como personagem nessa trama, indo além da função habitual de “sidekick” de Burnham. Bom para ela.

Lorca, mais uma vez, tem a chance de brilhar onde ele mais brilha — como um capitão combatente. A cena que abre o episódio, com o esforço para salvar a USS Gagarin do ataque dos klingons, é certamente a mais efetiva da série até agora em retratar uma batalha. E ajuda a ilustrar o fato de que Kol está distribuindo dispositivos de camuflagem para seus aliados, tornando bem menores as chances de a Federação vencer a guerra com facilidade.

E temos também uma sequência no “núcleo klingon” da série, em que vemos L’Rell interrogando a almirante Cornwell e tecendo suas mentiras, enquanto Kol consolida seu poder sobre o império na nave-sarcófago.

Todas esses elementos são apresentados quase como “marcos” que o episódio precisa atingir para manter a trama mais ampla de Discovery em andamento. É um jeito meio apressado e curioso de desenvolver o enredo — um que não permite que saboreemos o universo ficcional. Não estão faltando vozes klingons entre os klingons? A nave-sarcófago quase totalmente desabitada, na atabalhoada cena de “quase fuga” de L’Rell e Cornwell, serve de metáfora para os klingons. Onde está o Império? Onde estão as lideranças? As casas? O que eles estão fazendo?

Discovery se propôs a dar atenção ao “lado klingon”, o que é uma boa ideia. Mas ela parece viver uma crise de identidade quando não vai fundo o suficiente, mantendo apenas o mínimo necessário para seguirmos o enredo. Falando concretamente, até agora tivemos quatro personagens klingons principais: T’Kuvma, Voq, L’Rell e Kol. E tudo que podemos dizer sobre eles cabe em uma linha. T’Kuvma, o messias passional martirizado; Voq, o seguidor plebeu ungido à liderança; L’Rell, a trapaceira mentirosa; e Kol, o líder militar impiedoso.

Por um lado, já é mais variedade cultural do que costumávamos ver nos klingons em encarnações anteriores. Por outro lado, ainda fica longe de desenvolver esses personagens como “pessoas” em quem você possa acreditar. Suas motivações são todas muito simples, salvo talvez por L’Rell, o que é compatível com o tempo de tela que se devota a eles, mas incompatível com a ideia de que teríamos realmente uma visão profunda do Império Klingon e sua diversidade cultural.

É algo que não faria falta se os roteiristas não estivessem colocando os pés na água. Ou seja, se não tivéssemos cenas klingons independentes da trama a bordo da Discovery, não precisaríamos nos preocupar com a motivação deles. Mas, como temos, não basta por os pés na água — é preciso nadar.

A sensação geral é que falta respiro. E “Si Vis Pacem, Para Bellum”, justamente por se escorar numa premissa introspectiva — é o efeito que um planeta consciente e em harmonia tem sobre o perturbado Saru –, traz à tona a superficialidade com que certas linhas narrativas estão sendo tratadas na série.

Fica a admiração por tentarem ir mais longe, mas faltou coragem para apostar nisso para valer. Por que não fazer um episódio inteiro só com o grupo de descida em Pahvo, que explorasse mais o conceito e a mitologia desse planeta misterioso, assim como seus efeitos sobre a tripulação? E por que não um episódio inteiro para lidar com a trama de L’Rell e Kol, entrelaçada com o aprisionamento da almirante Cornwell e o sumiço de Voq, talvez temperado pela crise de Stamets e os esforços da Discovery para tentar equilibrar os rumos da guerra num momento em que os klingons parecem estar mais perto da vitória?

Uma das premissas básicas de um programa serializado é que a trama precisa servir aos personagens. Note como “Lethe”, apenas duas semanas antes, fez isso por Michael Burnham e Sarek, explorando esses personagens de forma profunda, refletida, fazendo evoluir a relação entre eles e lançando luz sobre o contexto de suas vidas.

Agora faça o contraste com “Si Vis Pacem, Para Bellum”, com todo o seu potencial inexplorado, invertendo essa lógica fundamental. Aqui, os personagens é que servem à trama, e nem mesmo Saru sai muito diferente do que começou.

Os ingredientes estavam todos lá. Com mais cinco minutos de duração distribuídos nos lugares certos e um cadinho mais de inspiração e reflexão, o episódio poderia nos ter oferecido uma receita bem diferente — e certamente mais apetitosa.

Avaliação

Citações

Lorca – There will be time to grieve. This is not that time.
(“Haverá uma hora para sofrer. Esta não é a hora.”)

Burnham – The needs of the many…
(“As necessidades de muitos…”)
Tyler – …are worth fighting for. Are worth dying for. But so are the needs of the few.
(“…merecem que lutemos por elas. Merecem que morramos por elas. Mas também as necessidades de poucos.”)
Burnham – Or the one.
(“Ou de um.”)

Saru – You won’t stop taking!
(“Você não para de tirar!”)

Trivia

  • O título do episódio é um antigo adágio em latim, que significa, “se você quer paz, prepare-se para a guerra”. É o nono episódio com título em latim na franquia.
  • Este é o terceiro episódio da franquia, e o segundo de Discovery, a não ter um teaser e começar diretamente no primeiro ato. Além dele, “Encounter at Farpoint”, de A Nova Geração, e “Magic to Make the Sanest Man Go Mad”, de Discovery, não tiveram um teaser.
  • Kirsten Beyer, roteirista do episódio, é conhecida do fandom por ter escrito vários romances de Star Trek: Voyager. Este é seu primeiro trabalho televisivo para a franquia.
  • Ted Sullivan, roteirista e co-produtor executivo, contou como Beyer teve a ideia para o episódio e especificamente o conceito do planeta Pahvo. “Ela queria explorar a ideia de paz em meio à guerra”, diz. “Ela escreveu uma bela história. Ela pega ideias e vira-as de ponta-cabeça, e acho que foi isso que ela fez tão belamente aqui. Acho que foi singular ver as coisas do ponto de vista de Saru.”
  • No roteiro original, Michael Burnham conta que o misterioso sinal subespacial emitido por Pahvo a encanta desde criança. Sua mãe adotiva, Amanda, ligava o rádio subespacial para que ela pudesse ouvi-lo em Vulcano. No episódio final, o diálogo é trocado pelo diário de bordo.
  • A atriz Jayne Brook revelou que a cena de interrogatório de sua personagem, a almirante Cornwell, por L’Rell era bem mais longa do que a que foi ao ar.
  • O romancista David Mack, que escreveu o primeiro livro de Discovery, também elogiou o roteiro original de Beyer antes da exibição. “Se o episódio ficar tão bom quanto o roteiro… quer dizer, o roteiro dela era incrível. O roteiro dela me fez chorar, era lindo. O final do roteiro é de partir o coração. Espero que a equipe de produção e de edição e de pós-produção e todo mundo, espero que eles executem o roteiro na tela tão bem quanto ela o escreveu na página. Se eles fizerem seu trabalho tão bem quanto ela, não haverá um olho seco na casa no 108.”
  • A tentativa dos pahvanos de trazer paz à Federação e ao Império Klingon lembra a atitude dos organianos em “Errand of Mercy”, da Série Clássica. Já sua influência sobre Saru lembrou o efeito que os esporos de Omicron Ceti III tiveram sobre Spock em “This Side of Paradise”.
  • A almirante Cornwell diz a L’Rell que a Federação não tem pena de morte. Se isso for verdade, sabemos que em 2256 a Frota Estelar ainda não instituiu a Ordem Geral Sete, que prevê pena de morte para quem desafiar a proibição de visitar Talos IV — planeta originalmente visitado pela Enterprise, sob o comando do capitão Pike, em 2254 (“The Cage”).
  • O romance de Tyler e Burnham começou numa linha do tempo alternativa, em “Magic to Make the Sanest Man Go Mad”, a exemplo do que aconteceu com o curto romante entre Worf e Troi em A Nova Geração, que foi visto primeiro em uma realidade alternativa em “Parallels”.
  • As cenas em Pahvo foram gravadas em locação em Hilton Falls e nas Kelso Conservation Areas, em Milton, Ontário, no Canadá. O clima estava chuvoso e quente, o que dificultou bastante a produção.

Ficha técnica

Escrito por Kirsten Beyer
Dirigido por John S. Scott
Exibido em 5/11/2017
Produção: 108

Elenco:

Sonequa Martin-Green como Michael Burnham
Jason Isaacs como Gabriel Lorca
Doug Jones como Saru
Anthony Rapp como Paul Stamets
Mary Wiseman como Sylvia Tilly
Shazad Latif como Ash Tyler

Elenco convidado:

Jayne Brook como Katrina Cornwell
Mary Chieffo como L’Rell
Wilson Cruz como Hugh Culber
Kenneth Mitchell como Kol
Michael Boisvert como Kovil
Conrad Coates como almirante Terral
Emily Coutts como Keyla Detmer
Anthony Grant como oficial de comunicação klingon
Julianne Grossman como computador da Discovery
Patrick Kwok-Choon como Rhys
Sara Mitich como Airiam
Oyin Oladejo como Joann Owosekun
Ronnie Rowe Jr. como Bryce
Tyler Evan Webb como guarda klingon

Confira o TB ao VIVO falando sobre o episódio

E leia a opinião do colunista Luiz Castanheira aqui.

50 Comments on "DSC 1×08: Si Vis Pacem, Para Bellum"

  1. Esse episódio vai ser bom, tô imaginando uma Tilly miserável no universo espelho, causando terror na galera. rs

  2. Stamets vai surtar de vez com vários saltos ao mesmo tempo

  3. Quem aposta comigo que o fim do ep vai ser o transporte da discovery pro mirror universe? rsrsrs

  4. A mala estava nas costas dela. Como uma mochila.
    Saru não destruiu os fasers porque o que ele queria evitar eram as comunicações, Fasers não são só para ataque ou defesa, podem ser usados como ferramentas de corte, para aquecimento, fontes de energia… Mas esta é a minha interpretação!

  5. Pra mim serve pra tapar o furo rs

  6. Eu realmente curti o episódio, não entendi como a live de ontem do Trek Brasilis achou inúmeros defeitos com relação a este episódio especificamente. Concordo com algumas coisas que foram ditas na live, mas com gostei das interações no planeta, dos personagens. Não era uma missão de exploração. Eles queriam estudar os recursos que aquele mundo tem a oferecer para vencer os klingons em batalha e esbarraram com uma nova forma de vida inteligente. Os nativos, por sua vez, dominaram a mente do Saru que passou a agir de forma estranha. Tudo foi bem satisfatório. Realmente não entendo como puderão aliviar a barra do episódio do anterior do Mudd e serem tão rigorosos com esse.

  7. Concordo com tudo! Mas gostaria de dizer algumas coisas a mais.

    Gente, quanto à nova concepção dos Klingons, não há como voltar atrás. O que está feito, está feito! O que não tem concerto, remediado está. hehehe

    Não teremos mais aqueles klingons metaleiros. Sinto muito!!!

    Agora, parem de lamentar e tentem curtir esses novos klingons. Há problemas? Há sim! Mas algumas mudanças de curso poderão ser tomadas já na próxima temporada.

    Vamos ser mais propositivos do que reclamões! hehe K’plá! 🙂

  8. Cara, concordo com pessoal do TB ao vivo em 95%. Eu já até havia comentado algumas coisas aqui desde o início. Até o momento não revi o episódio e sinceramente estou sem muita vontade, mas vou revê-lo e quem sabe terei uma nova visão.

  9. Olha, toda vez que os klingons entram em cena e tem algum destaque, o pessoal da live começa a reclamar. Porque esses não são os klingons que eles querem e que nos queríamos. E isso tem chateado muitos fãs.

    Mas quanto à nova concepção dos Klingons, não há como voltar atrás. O que está feito, está feito!
    Não teremos mais aqueles klingons metaleiros. Sinto muito!!! O que não tem concerto, remediado está.

    Agora, proponho pararmos de nos lamentarmos e procurar curtir esses novos klingons. Há problemas? Há sim! Todavia, eles artisticamente, ou criativamente ruins. São diferentes! Mas algumas mudanças de curso poderão ser tomadas já na próxima temporada para melhorá-los. Os próprios produtores já disseram que vão fazer um apanhado do que funcionou e o que não funcionou.

    Quanto aos phavianos e missão avançada no planeta, satisfatório. K’plá! 🙂

  10. Victor, o pessoal da live nunca foi contrário aos Klingons por conta da mudança visual, ao contrário. Eu tenho acompanhado a live desde o início e o apoio à série é intenso, inclusive sem ressalvas quanto à mudança visual dos Klingons. O que foi apontado foi a lentidão das falas, os discursos longos e enfadonhos e poucas atitudes, motivando quebra de ritmo, e nisso eu concordo em parte. Quando a participacao dos Klingons foi mais ativa houve elogios. Neste TB ao vivo agora que a crítica ficou mais intensa, neste caso achei sim um pouco severa demais.

  11. Eu não vejo problema com a linguagem, em si. De fato a produção ao colocar a linguagem como um aspecto das falas dos klingons é algo natural.

    Talvez, o tradutor possa ser utilizado mais vezes. Normalmente as maquiagens ajudam os atores a incorporar os personagens, todavia, em excesso, atenuam as expressões e ator tem que gesticular mais, ser mais treatal para compensar isso. Mas tenho que concordar que os klingons ficaram mais assustadores, o que não é ruim. Eles não se parecem mais com humanos fantasiados, o que é bom.

    Gostaria de ver uma assembléia klingon, com as cosas reunidas debatendo os rumos das guerras. Gostaria de ver os klingons sentido os prós e os contras das guerras que eles optaram por iniciar e especial, os verdadeiros motivos por trás dela.

    O discurso messiânico serviu apenas de desculpa para unir os klingons e Kol tem aproveitado isso a seu favor, porque ele se ressente tanto da Federação? Toda guerra tem dois lados. Não podemos apenas ver o lado da federação, senão cairemos num maniqueísmos.

    A L’rell é muito interessante e ela tem sindo melhor até que o Kol em muitos aspectos.

    Mas essa série tem tanto por fazer. Tem tando a apresentar ainda. Mas eu acho que uma critica da live de ontem está correta. O no formato de streaming, os produtores, a exemplo de Game of Thrones (que não é streaming), poderiam alterar a duração de um episódio para um tempo maior, para melhor desenvolver a trama.

  12. A Discovery não linda, mas faz um cafezinho com esporos que é uma beleza! hehehe

  13. E ela dá uns saltos que são uma maravilha!

  14. Não acho que se seguirmos esse caminho cheguemos ao século XXIII.

  15. Gostei do episodio mas nota 3,0 pois houve muitos cortes na trama que nitidamente atrapalham o conteúdo .

    Foi o mais curto até agora com 39min e pouco e me acostumei com pelo menos 47min dos anteriores, oque causou surpresa no final mas me pareceu que retiraram deliberadamente os últimos minutos deste episodio para aumentar no último deste ano antes da pausa até janeiro de 2018….

    Há dois cursos paralelos na trama e um terceiro , menor mas importante , sendo um mostrando pela primeira vez a tripulação da USS DSC descendo num planeta a ser explorado , outro com a Alm Katryn e os klingons, muito interessante e o terceiro com Stamets com sua personalidade voltando ao original ,mais ríspido e objetivo deixando o seu lado afetuoso e atencioso com todos para trás , como se fosse um doente bipolar mas na verdade desconfio que o último salto do esporo drive trouxe ele de volta do universo espelho e agora ele é o stamets original de novo e – detalhe , ele vê o futuro ,transita pelas dimensões do tempo e espaço e não foi à toa que o mostram chamando a cadete Tilly de capitão na engenharia, ela certamente será capitã da USS DSC no futuro da série ou num universo espelho em que ele já esteve .

    De início nesse episódio , vemos mais uma nave federada desconhecida até então no universo de ST TOS ,a USS Gagarin NCC 1309, do capt. T’Shen Kovil e soubemos que a tecnologia de camuflagem klingon está em pleno uso agora e destruiu a Gagarin , a Hoover e Muroc , sendo que a USS DSC não conseguiu ajudar a primeira mesmo com o esporo drive. Os klingons estão em vantagem tática e vencendo a guerra.( houve apenas uma USS Gagarin em TNG ,no ep The Mesure of a man ),

    Parece que a invisibilidade de naves é mais eficiente na guerra que o esporo drive.

    O trio da ponte da USS DSC , Tyler , Burnham e Saru , é mostrado no planeta Pahvo e neste encontram uma forma de vida alienígena jamais vista e que não aparece nos sensores . Parecem se apoderar de Saru e controlá-lo e podem ser uma Força decisiva na guerra da Federação x Klingons e de fato até o final da aventura percebemos que conseguirão reunir em sua órbita , a nave Sarcófago e a USS DSC., me dando a impressão que irão interceder para acabar com a guerra enquanto Burnham acredita que os klingons virão para atacar o planeta e se apoderar de sua capacidade de influir em campos eletromagnéticos e na tecnologia de camuflagem klingon… imaginando ela que , terão que defender o planeta , mas eu acho que não, me pareceu que os Pahvianos não precisam de ajuda…..são superiores…veremos no ep9….

    Nessa parte da história ficamos sabendo mais de Saru e de seus sentidos mais aguçados que os humanos e de sua grande capacidade de correr mais rápido e maior força tb.

    Já na trama da Alm Katryn , vemos a klingon L ‘Rell querendo desertar e dialogando com a Almirante em vez de torturá-la, mostrando ódio por Koll por causa de T’kuvma e de demais klingons mortos pelo Koll. Me deu a entender que combinou um teatro com a almirante para parecer que a havia matado,apenas para poder escapar com ela e desertar.

    Mas talvez Koll tenha percebido e o episódio termia com L’rell em vias de ser punida e não conseguir fugir…será que a almirante está apenas desmaiada e vai sozinha se recuperar e fugir ?

    L’Rell estava mesmo querendo desertar ? ou simulando isso? mas se assim foi , por que Koll vai puni-la? ou isso faz parte do plano da klingon para poder matar Koll e fugir?

    Os Pahvianos vão interceder na guerra ? …vão provocar um cessar fogo como os Organianos fizeram em TOS temp1 ep 27 ? ou vão fazer um Federado e um Klingon , descerem ao planeta sozinhos para se enfrentarem até a morte ?como ocorreu em TOS ,entre Kirk x Gorn , kkkkkkkk, quem sabe ?

    Ou desafiarão os dois lados a descerem ao planeta e cumprirem uma missão para que o vencedor ganhe o apoio dos Pahvianos?
    Ficaram muitas perguntas e espero que respondam no episódio 9 .

    Este episódio me lembrou bastante o estilo de TOS e parece que cada vez mais os episódios vão se parecer com aquele estilo que conhecíamos.

  16. Adorei o seu poder de síntese! Muito boa a descrição do episódio.

  17. Minha crítica quanto aos Klingons se refere ao que eles propuseram e apresentaram. Fizeram muito estardalhaço sobre assistirmos o lado Klingon que nunca foi visto, o ponto de vista Klingon, a fala Klingon.
    Isso pra mim funcionou até o segundo episódio. O discurso lento de Tkuvma até foi compreensível, mas a dinâmica não foi alterada nos demais episódios e ficamos meio que cansados de suas falas arrastadas em longos diálogos. O plot Klingon foi se definhando até vermos hoje Kol e LRell como personagens principais, o que para mim é pouco diante do vasto universo de casas apresentadas. Não sei se vão expandir mais, mas fica a impressão de que vamos ver os Klingons apenas com relação a ambição de Kol e a vingança de LRell. Embora, este tenha sido pra mim o episódio mais dinâmico dos Klingons. Nada tenho contra o visual. Deram até uma melhorada na maquiagem para facilitar mais a fala. O mistério das naves, rapidamente mostradas também acho legal para manter o climax da série.
    No geral eu gosto demais da série, apesar de um efeito aqui e outro ali não tão bem produzido, apesar de haver mais a sensação de terem cortado demais as cenas. No geral a série está cativando e merecidamente renovada. Ainda tem muito a desenvolver nos personagens. Então, é aguardar

  18. Aumentar o tempo dos episódios e reduzir um pouco a pressa seria muito legal, e aumentar o número de episódios por temporada seria perfeito.

  19. Seguindo o Lorca’s Tribble no Twitter, morri de rir deste twitte aqui:

    https://twitter.com/LorcasTribble/status/927643024879955969?ref_src=twsrc%5Etfw

  20. https://uploads.disquscdn.com/images/a07111ffe30092b510b3dd2290f0695873347f0e387afd9763a134f5a7302b81.png

    Alguém reparou na insígnia da federação no uniforme klingon? Estranho, não acham?

    Está na posição 00:26 do trailler.

  21. Seria um “troféu”?

  22. https://uploads.disquscdn.com/images/390e18ca665172820f10b8b9bb39b1b014b97be126f12d3a63cc8afa32cfea98.png

    Embora não esteja entre aqueles sedentos por batalhas espaciais em todos os episódios, reconheço que – ocasionalmente – um episódio com uma grande batalha faz parte da liturgia de Star Trek.

    No último After Trek foi dito que o próximo episódio lembraria “Balance of Terror” – Tomara.

  23. Dei uma nota 3,0 para este episódio (mas fiquei tentado a atribuir nota 2,5 ou mesmo 2,0).

    Se não o fiz foi por guardar uma esperança de a “maldição” dos episódios duplos de TNG tenha ficado para trás. Desde “The Best of Both Worlds”, em 100% dos episódios duplos, ficava com a nítida impressão de que a primeira parte era ótima e gerava grande expectativa, mas a conclusão era sempre decepcionante e um notório anti-clímax.

    Tomara que Discovery supere esse “paradoxo roteirístico” e entregue uma segunda parte bem melhor que a primeira.

  24. Desculpe a minha falha. Sinceramente pensava que Discovery se passava antes mesmo de Pike visitar Talos IV.

  25. João Luiz Silva Cruz | 8 de novembro de 2017 at 6:42 pm |

    LOL, pior que tem trekker parecido por aí…vou falar nada…

  26. João Luiz Silva Cruz | 8 de novembro de 2017 at 6:47 pm |

    Me lembrou TOS também, gostei da parte do Planeta, porém as cenas Klingon não foram bem feitas.
    Gostei da cena de Batalha também, acho que se aproximou mais do que a gente conhece do estilo star trek intercalando as cenas de comando com as imagens.

  27. Dois anos depois 2256….

  28. Ideia interessante.
    Realmente pode ser um troféu.

  29. Vai ver o Tyler ainda estava vestindo o uniforme da frota quando acabou a poção Polissuco.

  30. O MELHOR EPISÓDIO DESTA NOVA SÉRIE. ISSO SIM É JORNADA NAS ESTRELAS………..EXCELENTE.

  31. Desculpa aí…me empolguei e escrevi demais…..sorry!!!

  32. Humberto Junior | 8 de novembro de 2017 at 9:48 pm |

    Eu acredito que a almirante não citou a ordem geral 7 por pura questão de praticidade. Imaginemos o diálogo:
    Almirante: “Não há pena de morte na Frota Estelar… Com exceção da Ordem Geral 7, claro”
    L’Rell: “Ordem Geral 7?”
    Almirante: “Sim! Sim!”
    L’Rell: “Como assim?”
    Almirante: “Senta aqui, deixa te contar: tem esse Capitão Pike, sabe. Tem uns dois anos ele encontrou esse planeta Talos IV …”

  33. João Luiz Silva Cruz | 8 de novembro de 2017 at 10:11 pm |

    Acho que na live pegaram pesado com a ambientação no planeta, que para mim ficou excelente. No mais, as cenas da almirante sendo escoltada e do nada aparece o Kol (?!) e a cena final da L’rell com o Kol ficaram mal feitas, e nesse sentido eu concordo com o que o pessoal comentou na live.
    A série prometeu um desenvolvimento do arco Klingon e está entregando outro, é o grande problema de DSC na minha opinião, e não sei se eles irão conseguir resolver isso até o fim da temporada.

  34. Será que no episódio do Universo Espelho da Discovery teremos uma abertura diferente, estilo aos episódios “In a mirror, darkly” da série Enterprise?

  35. Nossa… como eu quero ver algo assim! hehe

  36. Além de que a própria Tilly disse em um dos primeiros episódios que ela ‘sabia que de algum jeito, ela iria ser capitã algum dia’…

  37. Imagina essa menina aloprando a tripulação! e o que será do lorca?

  38. João Luiz Silva Cruz | 10 de novembro de 2017 at 9:06 am |

    Caraca, vendo o artigo do César dos Star Trekkers descobrimos que o Tyler não é o Voq!
    http://www.startrekkers.com.br/comunicacoes/noticias-trekker/o-tenente-tyler-e-voq-sera-parece-que-nao.html

  39. Leandro Henrique Pereira Neto | 10 de novembro de 2017 at 11:26 am |

    Balança do Terror é uma batalha mais psicológica do que visual, duvido que façam isto, vai ser algo visual.

  40. Mas não concordo com a teoria dele. Não acredito que seja o Lorca. Ele ainda tem a sensibilidade nos olhos. As imagens projetadas no painel da ala médica podiam ser apenas uma mero detalhe do cenário, não necessariamente do interior do corpo do Tyler.

  41. João Luiz Silva Cruz | 10 de novembro de 2017 at 4:43 pm |

    Sim, a parte do Lorca ele errou, mas a do Tyler é plausível não acho que seja um mero enfeite.

  42. Há camas vazias na enfermaria ele exibem a mesma imagem!

  43. João Luiz Silva Cruz | 10 de novembro de 2017 at 9:26 pm |

    Ah, então lascou huahauhauhuahau

  44. Renato Naville Watanabe | 12 de novembro de 2017 at 6:11 pm |

    A parte do Lorca com certeza está errada, já que ele esteve em contato com o Pingo dele no último episódio sem nenhum problema.

  45. Muito longe ainda de TOS e TNG.

  46. Na enquete de votação prova que opinião é apenas opinião; a serie em si esta boa; o episódio mais ruim é sem duvida é o 7; que mostra vários pontos sem explicação. Quem assisti Star trek gosta de ciências; não precisa ser modinha. apesar que essa pegada de guerra contra klingons já esta me incomodando; espero que acabe logo. Falta lógica nos comentários e sobra sentimentos tipo ” não é como antigamente”; como se precisasse ser! Esse star terk é certo que tem a intenção de atrair mais publico o que me incomoda um pouco; mas é um mal necessário para continue a existir. Vida loga e prospera \// ( falta vulcanos nessa joça) Tem humanos demais.

  47. Christian Tavares | 13 de novembro de 2017 at 9:44 am |

    Essa série é um insulto à Jornada. A única coisa que eu realmente gosto é a agressividade dos Klingons que realmente faz jus ao conceito da espécie.

  48. “No roteiro original, Michael Burnham conta que o misterioso sinal subespacial emitido por Pahvo a encanta desde criança. Sua mãe adotiva, Amanda, ligava o rádio subespacial para que ela pudesse ouvi-lo em Vulcano. No episódio final, o diálogo é trocado pelo diário de bordo.”

    Eu me pergunto o motivo de algo tão belo, e que tanto contribuiria com o episódio, ter sido retirado.

  49. Prezado Salvador Nogueira, sobre uma das trívias, a sobre a pena de morte, creio que não é bem assim. Lá fala sobre Talos IV ser uma autorização a pena de morte, mas isso não significa que a pena de morte foi instituída na Federação. Possivelmente, pode ser interpretada como a pena de morte no brasil:

    Artigo 5º, inciso XLVII, alínea “a” da Constituição Federal (1988): Não haverá pena de morte, salvo em caso de guerra declarada.

    Se bobear, está no constituição da Federação:

    Artigo 7º: Não haverá pena de morte, salvo em caso de algum capitão inventar de ir em Talos IV

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