Para Nimoy, filme irá inspirar nova geração de fãs

nimoy.jpgO ator Leonard Nimoy, que retornou a franquia para reviver o velho Spock, se diz muito animado com todo o trabalho de criação do filme. Nessa primeira parte da entrevista concedida ao site TrekMovie, ele compara o novo filme com a primeira produção do diretor Robert Wise, e comenta seu trabalho com Zachary Quinto.

Como você sabe, muitas declarações quanto ao fim da franquia já foram ouvidas por aí e ainda continuam, embora tenhamos um novo projeto. Por que você acha isso ainda relevante?

Nimoy: “Nós iremos descobrir o quanto relevante ela é. Eu tenho grandes esperanças de que este filme venha a inspirar toda uma nova geração de telespectadores e revigorar os velhos fãs. Eu acho que a relevância sempre tem a haver com personagens interessantes e boas histórias, além de uma positiva visão da humanidade e esperança no futuro. Nós temos o filme Wall-E, que é um filme maravilhoso, o qual nos leva a um excessivo consumismo e uma negligência ao planeta, dando num terrível resultado. Mas mesmo assim, neste filme existe um raio de esperança. Então existe esse ramo de planta é encontrado e que informa as pessoas que algo pode ser feito. Acho que Jornada sempre teve essa mensagem, de que alguma coisa pode ser feita. Ela tem sido sempre um veículo onde resolvemos os problemas. Acredito que a audiência vai gostar disso, e acho que isso sempre foi relevante. A idéia de um grupo de pessoas, muito dedicadas, muito profissionais, e intimamente ligadas, que começam a resolver problemas, será sempre relevante”.

Você mencionou o filme Wall-E que teve uma mensagem ambientalista. O seu filme Jornada nas Estrelas IV: A Volta Para Casa também teve uma mensagem ecologicamente correta. Que mensagem podemos ter nesse novo filme?

Nimoy: “Eu acho que é um filme inteiramente diferente. É mais uma história de aventura do que um comentário social. Eu diria que se existe uma maior direção emocional que determina no filme, tem a haver com o conceito de vingança e o dano que o desejo de vingança pode causar. E eu tenho sido sempre interessado nisso como uma preocupação. Eu acho que nós temos visto em nosso tempo várias facções políticas, vários líderes políticos que querem se vingar pelo que eles sentem ter sido atacados injustamente e o ciclo vai se repetindo, se repetindo e não para. Alguém tem de dizer – Vamos parar com isso, porque estamos destruindo um ao outro – Então, eu acho que, de fato, sigo o filme com este conceito”.

Durante a convenção Creation Star Trek Convention em Las Vegas, quando anunciaram um novo filme com Spock, você disse – Eu tenho de examinar onde Spock está agora, qual o seu processo de pensamento. Ele é mais lógico? Menos lógico? Mais preciso, calmo, maduro, mal-humorado? – Era justa essa preocupação? Você conseguiu responder essas perguntas?

Nimoy: “Eu estava preocupado em entrar num personagem em que estive fora por 18 anos. Eu estava preocupado no que poderia encontrar como identificador. O que poderia achar como ponto de entrada do personagem. Acredito que essas preocupações foram embora, quando entrei no cenário e comecei a trabalhar com J. J. Abrams e meus colegas atores. Esse sempre tem sido o ponto de contato – como trabalhar com o diretor e colegas atores e o script, claro. Se nos forem dadas oportunidades de estabelecer isso de certo modo, com o cenário, diretores, câmeras e assim sucessivamente, com os atores e estabelecer, com êxito seus relacionamentos um com o outro, encontrar seus momentos dramáticos e cômicos na cena, então tudo (problemas) desaparece gradualmente e acho que foi certamente o caso deste filme. Eu tive um maravilhoso divertimento e me senti totalmente seguro nas mãos do diretor e do script, e trabalhei com alguns ótimos atores. Eu realmente fiquei extremamente satisfeito. Creio que a audiência irá descobrir esses atores maravilhosos e irá gostar muito deles”.

Você já trabalhou com quatro diretores, incluindo você mesmo, nas produções de Jornada para o cinema – Robert Wise, Nicholas Meyer, William Shatner e agora JJ Abrams. O que você achou de diferente com Abrams?

Nimoy: “Todos os diretores anteriores trouxeram alguma coisa que foi valiosa para seus projetos, mas nenhum deles teve o tamanho e a dimensão de produção oferecida para lidar com esse filme”.

Até mesmo Robert Wise em Jornada nas Estrelas: O Filme?

Nimoy: “Sim. Mesmo Robert Wise. O primeiro filme, em comparação, foi menos complicado para filmar. Era de tamanho considerável e havia extensas imagens, mas não era tão complexo em suas imagens e em sua história, como esse é. Creio que essa é a maior diferença. A propósito, esse filme de Robert Wise teve muito pouca oportunidade para qualquer significante interação entre os personagens. O script foi feito de tal modo que não era sobre os personagens, era sobre o conceito e a nave. E neste caso, não acho que tivemos muita oportunidade, como atores, para trazer em cena os personagens que a audiência achou tão agradáveis na série de TV. No filme de J. J. Abrams é exatamente o oposto. Todos os relacionamentos entre os personagens estão funcionando. O humor, que ficou terrivelmente desprovido no primeiro filme, está presente constantemente nesse; o senso de diversão e aventura. Além da dimensão e do nível de produção que são gigantescos, em comparação. Acredite em mim, eu já estive envolvido em filmes e televisão por 57 anos, e nunca estive envolvido numa produção desta escala e tamanho. Não sei se Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa ainda mantém o record de bilheteria dos filmes da franquia, mas o novo filme irá obviamente passar esse record”.

No livro “Star Trek Movie Memories”, o autor, William Shatner, disse que no filme Jornada nas Estrelas: Generations tudo era novo e parecia diferente, e que se sentia mais como um convidado especial do que sendo um filme com ele. Nesta produção de Abrams as coisas parecem diferentes ou você sentiu alguma similaridade?

Nimoy: “Diferente não, porque eu me senti muito em casa. Bill estava trabalhando com um elenco de personagens que eram totalmente estranhos a ele. Eu já tive uma experiência muito diferente nesse novo filme. Interpretei frente a frente com os personagens, que embora estivessem sendo conduzidos por novos atores, eu os conhecia. Então me senti muito em casa”.

Você ajudou a guiar as atrizes Kirstie Alley e Robin Curtis nas performances da personagem Saavik. Qual a diferença com Zachary Quinto para interpretar não somente um vulcano, mas seu personagem?

Nimoy: “Bem, eu  não dirigi Kirstie Alley, ela foi dirigida por Nicholas Meyer, mas eu dirigi Robin Curtis. O molde para o personagem delas já estava pronto. Nós preparamos um novo terreno com a cena do pon farr e alguns outros elementos, mas esses eram elementos que eu já estava familiarizado. Tudo o que eu posso dizer é que Zachary Quinto assistiu bastante o meu trabalho como Spock, e nós levamos muito tempo conversando sobre os ingredientes essenciais do personagem, de modo que ele foi capaz de voar com ele. Creio que ele terá um maravilhoso sucesso. Ele também é um ator extremamente inteligente e talentoso e você pode ir muito longe com essas qualidades”.

Em breve você terá a segunda parte dessa entrevista.

Fonte: Trek Movie

34 Comments on "Para Nimoy, filme irá inspirar nova geração de fãs"

  1. O Nimoy é o cara que dá credibilidade ao filme. Ele não iria voltar a atuar, depois de 10 anos parados (ou mais?), sem fazer filmes ou seriados. Ele nao ia queimar a sua imagem por qualquer coisa. Além disso, o cara já é milhonário, e não deve estar fazendo isso visando a uma grana preta (quem já leu o livro “Eu sou Spock” sabe que Nimoy é pão-duro prá [email protected]#$%, ia de bicicleta filmar TOS para juntar dinheiro. No próprio livro ele diz que ele sempre investiu no seu futuro financeiro, para viver mais adiante, uma vida confortável)

    Jolan Tru

  2. Estava lendo com minúcias o comentário de Nimoy. Extremamente interessante! Olhem aquela parte que ele diz sobre o tema do filme: VINGANÇA.

    Nero está motivado por vingança, sente-se injustiçado por alguma maneira. Volto afirmar a minha teoria, que Nero pode ser um “pária”, um “exilado” do Império Romulano, tendo suas orelhas mutiladas como “punição” simbólica. Para mim, ele é descendente do Comandante Romulano de “Balanço do Terror”, cuja família pode ter caído em desgraça após o confronto com Kirk.

    É só eu ou achei o conceito meio “Shinzon” demais?

  3. Flávio Fernandes | 5 de agosto de 2008 at 1:29 pm |

    Amigos:

    Sabem, eu sempre fui muito crítico com o ST IV. Ao contrário da maioria, este sempre foi o filme que menos gostei.

    Achei meio uma paródia e meio um comédia. Pode ter sido um sucesso de bilheteria, mas, eu não gostei muito não.

    Do dia que assisti este filme (E foi no cine Metro – Avenida São João – Imaginem) em diante fiquei crítico com a visão de Nimoy sobre nossa Jornada nas Estrelas.

    No entanto, depois, vendo suas entrevistas dos Packs, outras entrevistas (inclusive esta), fui reconhecendo que o homem talvez seja a pessoa que mais tenha o espírito original de Jornada.

    Te-lo envolvido neste filme, reputo ser muito – mas muito – importante mesmo.

    Concordam??

  4. O Nimoy é uma pessoa muito inteligente, mas ao mesmo tempo parenta ser simples. Foi o único que conseguiu lidar com o “EGO” (em letras garrafais) do Bill Shatner. Justamente por possuir talento, não se sentia ameaçado pelo ego inflado do Tio Bill. Ao contrário do Takei, que fica choramingando pelos cantos reclamando do Shatner, e é um ator mediócre (que em todas as oportuinidades dadas a ele, falhou feio), Nimoy sempre disputou espaço com ótimas atuações.

    Fico muito feliz em tê-lo no filme.

  5. Flávio Fernandes | 5 de agosto de 2008 at 1:45 pm |

    Tomalak:

    Não esqueça que esta questão de falar de ego dos outros é quase sempre nutrida pelos invejosos.
    Talvez a questão do Nimoy não é saber lidar com Shatner, mas sim não ter inveja dele. Então facilita tudo.
    Os outros atores gostariam que ST-Original fosse igual a ST-Nova Geração aonde Picard ás vezes não participava da trama do episódio.
    Porém, não se esqueçam, que os melhores episódios da nova geração eram os que Picard era o pivô de tudo.
    Isto prova que ST-Original foi mais sabia em centralizar as tramas em Kirk-Spock-Maccoy ao contrário da Nova Geração na faze-lo em Picard-Data-Riker.
    Acho justo também Shatner reclamar de não participar deste filme. Não o incluiram de propósito e ele fará falta. Além de ter sido, realmente, uma última oportunidade para isto.

    Abraço.

  6. Ralph Pinheiro | 5 de agosto de 2008 at 2:27 pm |

    Nimoy foi bem claro: “concept of revenge”, conceito de vingança.
    Parece ser o tema do filme.
    Além do que o Orci adora A Ira de Khan e Balance of Terror.
    Taí uma boa mistura.
    O tema vingança sempre deu boas histórias para o cinema. Claro que STX foi uma exceção.
    A própria Ira de Khan é considerada a melhor história de Jornada.

    Se Nero tiver substancia e o tema for coerente e sólido poderemos ter uma boa história.

    Se isso for verdadeiro, só estou curioso em saber como os roteiristas farão para contar sobre Nero usando Balance of Terror como base para o público sem ficar cansativo ou confuso e ao mesmo tempo fazer os trekkers se deliciarem com uma boa recordação.

  7. É mesmo curioso como opinião é mesmo uma coisa muito pessoal.

    Eu respeitosamente discordo do colega Flávio Fernandes (05)quando ele diz que “ST-Original foi mais sabia em centralizar as tramas em Kirk-Spock-Maccoy ao contrário da Nova Geração na faze-lo em Picard-Data-Riker”.

    O que o Flávio considera prova de sabedoria, eu considero como a maior falha da Série Clássica em relação às demais (até mesmo em relação à Voyager, a série clássica ficou devendo).

    Logo de cara, fiquei muito contente com a escolha do J J Abrams como diretor do novo filme, pois com sua experiência com desenvolvimento de múltiplos personagens, suas motivações e interações com os demais (vide Lost), fiquei já seguro de que finalmente iria ver os personagens secundários de Sulu, Uhura, Checov e (em menor grau) Scotty tendo o desenvolvimento intra e inter-pessoal que a série clássica jamais permitiu.

    Todos os comentários do Nimoy até o momento só fazem corroborar essa minha expectativa. Agora é esperar pra ver…

  8. Ah, antes de criar uma desnecessária polêmica, quando eu disse no tópico anterior que “até mesmo em relação à Voyager, a série clássica ficou devendo”, estava me referindo ao desenvolvimento dos personagens secundários, somente isso… Só pra deixar claro 😉

  9. Eu concordo com tudo que o Lucian Solo falou. Acho que é uma das falhas de TOS não ter desenvolvido melhor os personagens secundários. Mas acredito ser uma tendência das séries de aventura daquela época, onde pensava-se em episódios como “mini” histórias, sem continuidade. Então, não existia um grande empenho no desenvolvimento de personagens, já que os fatos que ocorreram em episódios anteriores nem era mencionados.

    Espero que o JJ tenha a maestria de lidar com muitos personagens de forma satisfatória, como já mostrou em LOST e ALIAS. Outro cara que é bom nisso, na minha opinião, é o Brian Singer, que fez “os suspeitos” e “x-men”. Só ele para colocar trocentos mutantes e dar um desenvolvimento adequadro para QUASE todos (o Ciclops me vem a cabeça como equívoco). É uma coisa que o Brent Ratner nao conseguiu fazer em X3 nem a pau.

    Jolan Tru

  10. Qto ao tópico 3, gostaria de salientar que a versão do cinema foi diferente da do DVD. Eu também não tinha gostado quando assisti, e foi no Cinerama da época, lá na São João. A versão final ficou muito melhor. No geral, o IV foi engraçado, ecológico mas mesmo assim foi ST de verdade. Ruim, para mim, foi o V, não passa de sofrível, com Nimoy e tudo.
    Mesmo assim, confio no Nimoy sobre o novo filme e espero que seja uma verdadeira rampa de lançamento para um novo seriado.

  11. Espero que além dos Romulanos outros vilões clássicos tenham chance de aparecer neste novo filme em formato de participação especial.

  12. Faz tempo que eu vi o filme IV, mas gostei bastante do que vi. O pior filme é o V mesmo. E apesar de o pessoal gostar, não sou muito fã do filme 1, acho extreamente tedioso, com uma história manjada, pois o V´Ger parece uma versão gigante do “Nômade” (Vocês não acham similar aquele papo de “quero encontrar o criador”?). Verdade seja dita, a nova versão do DVD melhorou bastante, especialmente aquela cena em que Spock chora (como tiraram essa cena?) que acaba dando um significado para o filme.

    As longas cenas da Entrerprise entrando no V´ger são longas demais, um exercício de pura estética da ILM.

  13. Caro Tomalak, concordo contigo e completo, eu quase dormi durante o 1º Jornada para cinema, aquele filme quase foi uma descaracterização do espírito da série.

  14. Apesar do filme V ser sofrível, não existe nada pior que o Insurection (Imperfection) e o Nemesis (Merdênisis), que são inassistíveis. O Insurrection levou o ridículo à enéssima potência, ao colocar o Picard dançando mambo (vai lacraiaaaaa), o Data engraçadinho, o Worf com espinha… Putz, me dá nojo só de pensar, porque adoro o First Contact. Como conseguiram fazer um aborto como o Insurrection?

  15. Pessoalmente acho Insurection pior que Nemesis, pois Nemesis ainda teve participação dos Romulanos (vilões clássicos), bons efeitos especiais e boas sequencias de batalhas espaciais.

  16. “Se isso for verdadeiro, só estou curioso em saber como os roteiristas farão para contar sobre Nero usando Balance of Terror como base para o público sem ficar cansativo ou confuso e ao mesmo tempo fazer os trekkers se deliciarem com uma boa recordação.”

    Eu acho que não será necessária nenhuma explicação.

    Basta dizer que Nero quer matar o Kirk, porque no futuro ele destruira seu pai e sua família caira em desgraça. Pronto.

    Não precisa explicar mais do que isso. Será o suficiente para os não-fãs entenderem e os fãs, sentirem uma “brisa nostalgica”.

  17. “Não sei se Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa ainda mantém o record de bilheteria dos filmes da franquia, mas o novo filme irá obviamente passar esse record”.

    Esse comentário demonstra uma convicção de animar qualquer cético.

    É para todo o trekker ( em qualquer grau ) tomar vergonha na cara, tirar o traseiro da cadeira, e IR AO CINEMA prestigiar este filme na estréia.

    Gosto deste cara, é um dos melhores atores, representou um dos melhores personagens, sempre teve bom senso e bom gosto em relação a Star Trek. E ainda parece ser um cara de bom caráter.

    Não importa se não gostamos do Abrahms, ou se não gostamos dos outros atores, ou se estamos receosos quanto ao roteiro, nada importa: Que façamos isso pelo Nimoy. Cinema lotado, e na estréia.

    Do sucesso deste filme depende a continuação da franquia.

  18. Maria da Conceição G. Simões | 5 de agosto de 2008 at 7:27 pm |

    Essa entrevista só veio reforçar a minha confiança em Nimoy e no filme. Acredito que teremos uma renovação na franquia. Vocês notaram quando ele disse que ao ficar frente à frente com as personagens sentiu-se em casa? Então o Spock velho realmente irá viajar no tempo e conviver com o Spock jovem e os outros. Será que ele volta para seu tempo? Gostei também quando ele enfatizou que a essência de ST, a interação e a estória eram mais focados do que a tecnologia.
    Já estamos em agosto, mas ainda faltam 9 meses!!!!!!!!!!!!
    Vida Longa e Próspera para todos.

    OBS: não tenho participado dos fóruns devido a problemas com meu login. Espero resolver logo, para poder participar dos assuntos científicos, conforme foi meu pedido.

  19. “(…) tem a haver com o conceito de vingança e o dano que o desejo de vingança pode causar. (…) Eu acho que nós temos visto em nosso tempo várias facções políticas, vários líderes políticos que querem se vingar pelo que eles sentem ter sido atacados injustamente e o ciclo vai se repetindo, se repetindo e não para. Alguém tem de dizer – Vamos parar com isso, porque estamos destruindo um ao outro – Então, eu acho que, de fato, sigo o filme com este conceito.”

    Será que ele sugeriu um loop temporal em que o Nero volta pra se vingar e acaba descobrindo que prejudicou a si mesmo, tendo que reconsertar?

  20. Na verdade . esse conceito de vingança eh maisque suficiente pra termos um bom filme… agora.. pq o Nero que tanta vingança? será que o spock ou o kirk fizeram alguma coisa?

    Vamos esperar 9 meses pra essa criança nascer de vez..

    enquanto isso nao acontece .. vamos curtir a gravidez.. como bons pais e mães.. hehehe

  21. Ralph Pinheiro | 5 de agosto de 2008 at 8:55 pm |

    post 18. “…Vocês notaram quando ele disse que ao ficar frente à frente com as personagens sentiu-se em casa? Então o Spock velho realmente irá viajar no tempo e conviver com o Spock jovem e os outros. Será que ele volta para seu tempo?…”

    Nimoy dá entender na próxima parte da entrevista que seu personagem não morre, porque ele disse que até gostaria de retornar numa sequência. Só não sei se ele ficará preso no século 23 ou retornará ao 24. O mais provável é que retorne para não causar conflito temporal.

    post 19.
    “…Será que ele sugeriu um loop temporal em que o Nero volta pra se vingar e acaba descobrindo que prejudicou a si mesmo, tendo que reconsertar?…”

    Interessante seria se ele descobrisse que sua intromissão seria a causa da entrada de Kirk na história de seu pai.

  22. Post 19: eu pensei a mesma coisa, sobre o Looping temporal… parece ser interessante, mas muito complexo para os não-fãs! Eu particularmente não gostaria de ver viagem no tempo neste filme, estou com um gosto amargo da “Guerra Fria Temporal” de Enterprise

  23. Com isso, espero ver retornado os tempos áureos de Jornada nas Estrelas…

  24. Luís Henrique Campos Braune | 6 de agosto de 2008 at 9:12 am |

    Bah thê! Esperar até 05/2009…

  25. Levo muita fê no que Nimoy diz.
    O que eu espero ver é um filme à lá TOS, com enredo bom que nos segure na frente da TV, ou melhor, da telona.
    Acho que esse filme realmente tem chance de ser um sucesso.
    Qnto a revigorar a franquia e cativar um novo público, acho meio improvável, mas tomara que eu esteja errado.

    Por mais críticas que eu faça, torço pra que dê certo.

  26. Spock é o ícone de Star Trek em todas as suas eras/filmes/tvshows/books/etc..

    Todos os vulcanos ou personagens de orelhas pontudas dentro/fora do universo ST, fatalmente acabam lembrando Spock.

    Talvez esta seja a última vez que iremos ter o prazer de ver esta grande bandeira da ficção-científica na telona.

    Estou torcendo para que este filme nos dê o gostinho que Star Trek Generations não deu:
    O sabor do dever cumprido e do bastão transmitido com honra e heroísmo à nova geração/empreitada.

  27. Amigos do posts 19 e 23,

    Estive pensando sobre essa idéia da viagem temporal.

    Se Spock foi ao encontro do jovem Kirk, Spock e McCoy, aquele trio que vimos durante décadas em TOS, já estavam a servir na frota depois de testemunhar a visita do Spock do “futuro”?

    Talvez daí, a amizade formidável entre os três.

  28. Flávio Fernandes | 6 de agosto de 2008 at 10:48 am |

    Prezados Lucian e Tomalak (E demais):

    Realmente tenho opinião diferente. O trio Kirk-Spock-Maccoy – em evidência – significa (em minha opinião) o foco de Jornada.

    Aliás, as outras séries com muito mais grana não conseguiram nem chegar nos pés da série original.

    Os episódios baseados no Trio, além de gerar grande familiaridade com nossos heróis conseguiram gerar episódios históricos, jamais conseguidos pelas outras séries.

    Então, confio em JJ e em Nimoy para manterem este espírito no novo filme que será um grande acerto.

    Não queremos uma “Guerra nas Estrela” como um filme que é na verdade uma grande correria.

    Queremos um Jornanda mesmo, com Kirk-Spock-Maccoy mandando bala em seus velhos estilos.

    Abraços.

  29. Como cinéfilo incorrigível, qualquer filme que eu goste eu já assisto de 2 a 3 vezes no cinema.
    Como cinéfilo e trekker incorrigível vou assistir esse pelo menos umas cinco. E se gostar muito então, nem sei.

  30. É uma maneira de ver a coisa, Flávio. Respeito isso, mas será uma grande infelicidade para mim se JJ desperdiçar esta chance de desenvolver os demais personagens.

    Concordo que o trio Kirk-Spock-McCoy tenha sido o foco de TOS (de TOS, não de Jornada como um todo), porém uma série que poderia se tornar o expoente máximo de uma obra que fala sobre pessoas, na verdade acabou se tornando uma série que fala sobre ALGUMAS pessoas.

    Sempre quis saber mais sobre Sulu, Uhura e os outros e no entanto, em 79 episódios, saí de lá com uma mão na frente e a outra atrás em relação a isso. Até personagens esporádicos como o Mudd tiveram mais desenvolvimento que eles e sempre achei isso muito injusto, além de tornar a série manca aos meus olhos. Para isso bastava fazer uma série sci-fi de 3 aventureiros espaciais chamado Kirk, Spock e McCoy em sua pequena nave espacial, indo audaciosamente aonde ninguém jamais esteve e deixar logo de lado aquela vasta tripulação decorativa.

    Como o Tomalak bem disse, esse era o formato que funcionava na época… Entendo isso também, mas acho que hoje isso não funcionaria da mesma forma.

    Muito melhor pra mim foi a premissa da Nova Geração, que além de ter desenvolvido muito bem os tripulantes da ponte de comando, ainda teve o cuidado de desenvolver os personagens terciários, como a impetuosa alferes Ro Laren, o hilário Tenente Barclay o proficiente Chefe O’Brien
    (esse deu tão certo que foi promovido na série seguinte, isso é que é desenvolvimento), entre outros.

    Torço pra que o novo filme siga esta linha e quem sabe a (nova) série clássica possa se tornar a minha predileta desta vez.

  31. Post 12 e 13: é verdade que as cenas de ST I foram longas. Li que a PARAMOUNT obrigou a colocar por causa do alto custo na época. Foi cópia do episódio “The Changeling”, sim. Mas a conceituaçao técnica foi ímpar. Muito forte, por isso as pessoas nao gostam. Concordo até que poderia ser melhor, mesmo assim, na minha humilde opiniao, nao existe filme igual. Infelizmente o cinema nao pode reproduzir o peso dos livros e é isso que eu vejo neste filme, um pouco mais de ciência que o usual e é o filme do cinema que eu mais gosto.
    Qto ao J.J. Abrams, a única coisa que assisti dele, alem do horrível cloverfield, foi o Lost e esse eu gostei. ainda falta alguma coisa para fortalecer um bom conceito dele, mas pelo menos há esperança. Qto aos atores, alguns conheço e outros nao. mas acho que no geral tá bom, nao se pode esperar muito, mas a Winona Ryder foi uma surpresa.

  32. Ralph Pinheiro | 6 de agosto de 2008 at 12:29 pm |

    post 32. “…ainda falta alguma coisa para fortalecer um bom conceito dele…”

    Ele ainda tem muito que caminhar, Verde, mas se vc não assistiu a MI:III, assista. É um bom filme, uma concepção diferente do personagem de Tom Cruise, mais humano. Nada tão espetacular, mas bom. Gostei de Alias em algumas partes. Também o início de Fringe, eu assisti e gostei.

    Parece que o Abrams tem uma caracaterísitca básica. Ele pega velhos temas que foram bons no passado e agora esquecidos e dá uma atualizada ao seu estilo, com um toque mais dramático e de suspense. Ele investe muito nos personagens e isso pode funcionar com Jornada, já que o que deu certo na franquia foi o foco em personagens com potencial.

  33. Eu acredito no talento do JJ. Com certeza o cara não é um Michael Bay da vida, ou um McG, que está mais interessado no estilo que na história propriamente dita. Acho que se depender dele, será um bom filme.

    Meu medo é em relação aos roteiristas. Coincidentemente, os dois já trabalharam com Michael Bay, em “Transformers” que, convenhamos, não é um primor de roteiro. Só o personagem do Shia Belouf (nao sei se é assim que escreve o nome do rapaz) que foi desenvolvido, o resto, foi patético. Tudo ficou pior ainda do estilo de “Câmera Epilética de Michael Bay” (TM). Acho que Orci e Kutzman tem mais a provar para mim se são bons de roteiro do que JJ dirigindo.

    Quanto aos atores, acho que foi uma boa escolha. De repente se o filme fosse há uns 10 anos atrás, ficaria legal um Matt Damon como Kirk e um Gary Sinese como MacCoy… mas agora não dá mais. Gostei do Quinto, acho que o Pine vai dar um bom Kirk (apesar de bobinhos, gostei da sua atuação em outros filmes), o Urban parece ser um cara bacana, sou fã do Simon Pegg (adorei o Shaun of the Dead), o cara que vai fazer o Pike é um bom ator, acho a Zoe Saldana muito gata, o Nimoy tá no filme…

    Meu medo é com o roteiro mesmo. Odiei a volta ao conceito de “viagem no tempo”.

  34. Eu não gostei do MI 1 e não me interesei pelos outros. Não sabia que o 3 era dele, o negócio, então, é assistir para analisar. Obrigado pela dica.

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