A morte do capitão

Saiba tudo sobre o final original escrito e filmado do sétimo filme, “Jornada nas Estrelas: Generations”, com a morte de Kirk.

 Quando, em 1991, as cortinas se fecharam, as luzes se acenderam e os créditos começaram a subir, após a Enterprise sumir entre as estrelas levando sua lendária tripulação, os fãs pensaram: “É isso aí. Foi muito bom, mas acabou. Agora a Série Clássica deixa o status de programa de entretenimento e se converte em uma lenda”.

Mas não foi bem assim que aconteceu. Em 1994, a Nova Geração estava pronta para assumir seu posto e levar a série de filmes adiante, mas seu produtor-executivo, Rick Berman, achou que “Jornada nas Estrelas VI – A Terra Desconhecida” não havia sido uma despedida suficiente para nossos heróis, e que, para o novo filme, seria preciso dar um tom de “passagem da tocha”.

Com a missão de realizar o encontro das duas tripulações na telona, Rick Berman tratou de atacar em dois fronts diferentes. Em um deles, desenvolvia uma história com Maurice Hurley. Em outro, uma outra, com Ronald D. Moore e Brannon Braga. A versão que acabou avançando melhor foi a da dupla, de modo que o conceito inicial de Hurley acabou logo descartado.

Ao escrever o roteiro, Brannon e Ron perceberam que seria extremamente complicado dar um papel relevante a todos os personagens das duas séries. Duas medidas foram tomadas para tentar solucionar a questão: a primeira, que cumpria a dupla função de também deixar claro que aquele filme era de fato da Nova Geração, era limitar a participação dos personagens clássicos (à exceção de Kirk) aos 15 primeiros minutos. A segunda era dispensar o quarteto Uhura, Scotty, Chekov e Sulu, ficando apenas com o trio principal, Kirk, Spock e McCoy.

Foi assim que a história surgiu –mas Rick Berman e seus comandados esqueceram que Leonard Nimoy e DeForest Kelley já não eram mais atores inexperientes. Nimoy, que também foi convidado para dirigir o filme, pulou fora, depois de ver que Spock não era realmente importante e de descobrir que Berman não deixaria que ele pedisse mudanças no roteiro –que de fato estava precisando.

Kelley também não se sentiu bem com o filme, como ele mesmo relatou em entrevista à revista “Star Trek Communicator” de julho/agosto de 1995. “Eu decidi que se eu precisava sair, eu queria sair com Jornada VI em vez de estar apenas no início desse filme como um bonequinho”, disse. “E Leonard também se sentiu assim.”

O ator não era pretensioso, mas não queria ver seu personagem usado apenas como um registro de que estava lá. “Eu não esperava tremendos papéis porque você não pode lidar com tanta gente em duas horas. Eu certamente que seríamos utilizados durante o filme todo. Esse não era o caso de jeito nenhum.”

Como Nimoy e Kelley pularam fora, Berman tratou logo de convocar James Doohan e Walter Koenig para substituí-los. Acostumados a pequenas pontas, mesmo nos filmes da série original, os dois aceitaram sem grandes problemas, apesar de seus desafetos com o colega William Shatner.

Aliás, trazer Shatner para o filme não foi uma coisa das mais difíceis. Oferecer uma cena de morte a um ator sempre é um truque dos mais baixos para deixá-lo interessado. Ainda mais no caso do capitão James T. Kirk, cuja carreira no cinema parecia encerrada em 1991. Com a visão enviesada pela vontade de voltar a interpretar o velho Jim em uma última aventura, Shatner nem se preocupou com a morte que lhe ofereceram.

“Eu não vi sentido naquilo”, disse Kelley. “Eu nunca vi nenhuma razão para matarem Kirk de qualquer modo.” Apesar disso, nas entrelinhas, o ator sugeriu o que isso significava para ele e seus colegas. “Ninguém nunca tentaria fazer um filme com a Jornada nas Estrelas original sem o capitão Kirk.” Para Magro, a Série Clássica estava mesmo “morta, Jim”.

Muitos dos fãs se revoltaram com a morte do ícone máximo de seu seriado favorito –principalmente do modo que foi executada, com o capitão perdendo a vida ao cair de uma ponte. Uma morte tão trivial e evitável que parecia estar ali tirada da cartola de última hora, sem ser fruto de uma grande reflexão. E é exatamente o que ela era.

Depois que o filme foi concluído, a Paramount realizou uma exibição-teste e descobriu que o final estava desagradando a 99% do público. Antecipando uma catástrofe, o estúdio pediu que Rick Berman inventasse um outro final, “melhorando” o clímax da história. Com o relógio tiquetaqueando e a data de estréia marcada, o final que todos conhecemos foi o melhor que o trio Berman, Braga e Moore conseguiu criar.

E, por incrível que pareça, é de fato muito melhor do que a versão original. Pois é, acredite se quiser, mas a primeira morte de Kirk conseguiu ser muito mais estúpida do que a primeira. Lendo a novelização do filme, feita de forma brilhante por J.M. Dillard, nem parecia que o final original (que foi reproduzido no livro) era tão ruim –e essa foi a impressão que ficou entre os fãs durante muito tempo.

Nos últimos anos, alguns fãs mais “quentes” conseguiram copiar “workprints” (versões preliminares dos filmes usadas como referência para apreciação do estúdio ou para futura edição) antigos, que continham muitas cenas perdidas de “Generations”. Entre elas estava a famosa descida suborbital de pára-quedas feita por Kirk, enquanto Scotty e Chekov aguardavam sua descida e algumas esticadas de cenas aqui e ali durante a porção referente à Nova Geração.

Mas, claro, o que todos queriam ver era a morte original de Kirk. Teria finalmente o capitão sua honra e integridade restaurada por uma morte mais adequada? Doce ilusão. Os cinco minutos que antecedem a baixa de Jim na primeira versão são um show de trapalhadas. Não acredita?

Agora chegou a hora de conhecê-la. O Trek Brasilis está disponibilizando o que possivelmente é a melhor versão digitalizada atualmente[1] existente desta seqüência, pois vem de um workprint em que os efeitos especiais já estão incorporados, e há até música provisória nas cenas, retirada de outros filmes. Antes de continuar a ler, se você quer ver por si mesmo o final, sem saber antes do que se trata, é melhor começar o download. Use um programa que permita retomada de download em caso de desconexão, pois o arquivo tem 17,1 Mb, para 7 min 37 s de vídeo. O formato, como sempre é AVI (Divx).


Download YouTube [2]

Formato: AVI (Divx)
Duração: aprox. 9 min
Tamanho: 17.1 Mb
Resolução: 304×128

 A Cena

Kirk acaba de voltar com Picard do Nexus para evitar que Soran destrua o sistema Veridian. Kirk confronta o vilão em uma das pontes do complexo, enquanto Picard se encaminha para a plataforma de lançamento. Enquanto Kirk e Soran travam uma troca interminável de socos e pontapés, Picard tenta desativar o míssil. Por total incompetência, o capitão ativa, involuntariamente, o despositivo de camuflagem da plataforma. O painel some diante de seus olhos e não há nada que ele possa fazer[3].

Enquanto isso, Kirk é quase atirado de um penhasco, mas consegue se segurar a uma corda. Ele volta até Soran sem que o vilão o perceba e coloca o inimigo a nocaute. Picard grita para ele: “Pegue o controle remoto na cintura de Soran e desative o dispositivo de camuflagem.” É o que Kirk faz. Picard volta a trabalhar na plataforma e Kirk dispara uma frase para ficar na história: “O século 24 não é tão duro afinal”.

Ele mal completa a frase quando Soran, que até então estava desacordado, volta à consciência e dispara uma arma nas costas do capitão, que cai prostrado no chão. Picard consegue alterar o rumo do míssil, que acaba caindo no próprio planeta[3]. Tendo seu plano frustrado, Soran parte, desarmado, na direção de Picard. Ao ver o Kirk morto, Picard mata o vilão sem dó nem piedade, friamente. Kirk troca suas últimas palavras com Picard, para depois ser enterrado por seu sucessor no comando dos filmes de Jornada. É isso.

Com um final desses, não é à toa que o público-teste ficou decepcionado. A versão que foi ao cinema, apesar de continuar tola e sem sentido, pelo menos não destrói os personagens como a versão original. Picard incompetente, incapaz de desprogramar um míssil? Kirk fazendo uma piadinha besta antes de ser morto pelas costas? Picard matando friamente um inimigo desarmado? Quem escreveu isso seguramente estava com problemas.

E estava mesmo. A mesma dupla que escreveu “Generations” também trabalhou freneticamente no episódio final de A Nova Geração, concluído menos de um ano antes do filme estrear. Com a pressão do estúdio para o lançamento do filme e a dificuldade de equacionar o fim de uma série e a produção de um longa-metragem simultaneamente acabou produzindo este resultado.

Mesmo assim, “Generations” continua sendo lembrado pelos fãs como um filme atraente e divertido do franchise, apesar da triste morte do símbolo máximo da série original. E estarmos aqui, agora, 35 anos depois que tudo começou[1], falando sobre isso é a prova de que é preciso muito mais que uma ponte ou um tiro nas costas para matar James T. Kirk. Ou, como diria McCoy, “ele sempre estará vivo enquanto nos lembrarmos dele”.

Notas de republicação:

[1] Artigo originalmente publicado no conteúdo clássico do Trek Brasilis em 2001.

[2] A seqüência final original está disponibilizada no You Tube.

[3] Nesta versão, não está inserido os efeitos especiais de camuflagem, vôo do míssil e da aurora nexus.

 

37 Comments on "A morte do capitão"

  1. Que mer*a foi ver o capitão morrer dessa forma, sempre quiz ver um filme que as duas naves se encontrassem e o capitão mostrasse as suas qualidades na ponte de comando. E ver as tripulação se interando umas com as outras.

  2. Eu acho que eles poderiam ter dado uma mistureba com o roteiro de First Contact. ( mais ou menos como no livro do Bill)

    Tipo, no seu voo inaugural, a Ent B encontra uma nave El Auriana, fugindo do QD( fugindo dos borgs) por uma fenda espacial, porém a fenda é instável e a nave está sendo puxada de volta ao QD.

    Kirk se teleporta pra lá e coordena o transporte de todos para a Ent B, mas quando faltava só ele, o transporte da defeito e ele é tragado pro QD com a nave

    80 anos depois, os Borgs atacam a Terra, com Kirk, assimilado, no comando.

    A Ent E salva o Kirk e destroe a nave borg , e depois voltam ao passado para impedir os borgs de impedirem o primeiro contato Terra-Vulcano

    Ai enquanto o Kirk ajuda o Zefram Cochrane a reconstruir a Fenix na Terra, na Ent, o Picard luta contra os borgs, a rainha borg e aquela coisa toda.

    No fim a Ent volta pro século 24, mas o Kirk fica no século 21 junto com alguma “kirk girl” da vez.

    O que acham? Melhor que Generations, não? 8)

  3. Sinceramente ate hoje eu não engulo o final de Generation, eu acredito que se eles realmente quisessem o capitão Kirk no filme com certeza teriam achado uma forma de trazer ele de volta a vida, quem e aficionado por jornada nas estrelas sabe muito bem que dentro da franquia tudo e possível, acho que faltou boa vontade ao Sr. J.J. Abrams.
    Teria sido muito bom ver o velho capitão em ação novamente, agora e esperar e ver como vai ser o resultado deste novo filme.

  4. Sem me aprofundar demais nas questões discutidas acima…falo somente me baseando no amor que sinto por Star trek…tenho um carinho especial por Generations porque foi o primeiro filme da franquia que assisti no cinema qndo tinha 11 anos…adorei, gostei do roteiro…acho que a galera da Nova Geração levou bem seu primeiro longa…o vilão não foi dos piores…só lamento mesmo a estupidez do Shatner…mais enfim….tem que aceitar né? todo mundo sabe que o ego do velho Jim é maior que a Enterprise….

  5. Pra mim, Kirk deveria ter uma morte mais honrosa!!!

  6. concordo com a mariana e tb tinha 11 anos qdo vi generations na telona por isso tenho um carinho pelo filme apesar das “fatalidades”.Podemos considerar como o segundo melhor da galera da Nova Geração, ja é alguma coisa…

  7. Apesar de apreciar o Generations como adulto, posso confessar que assistir aos 12 anos o filme não foi uma experiência das mais agradáveis. Achei o filme ruim, confuso e sem graça. Hoje já acho um pouco melhor…

  8. Quando eu comprei o DVD duplo, acabei vendo essa porcalhada… Nunca me senti tão envergonhado com a morte de alguem na vida…

  9. Luís Henrique Campos Braune | 26 de setembro de 2008 at 7:51 am |

    Post 2: quequesetáfazendoaqui? Caraca, Madrugão, vc tá melhor que muito maluco que trabalha em Hollywood… Vai trabalhar lá, rapá!

    Ótima idéia!

  10. Talvez o JJ nem fez esforço pra levar o Shatner justamente porque ele pode de repente roubar a cena no filme, coisa que não ficaria bem para o novo Kirk, que tem a missão de conquistar novos fãs.

  11. O que foi feito foi feito, contunuo com a opinião que o Shatner está velho e não dá mais para filmes de ação. Deixem os novos assumirem o comando. Melhor não ter o Shatner do que ter mais uma despedida melancólica… – Generations já foi o suficiente, principalmente depois da grande despedida de ST VI.

  12. Flávio Fernandes | 26 de setembro de 2008 at 9:49 am |

    Pessoal:

    1) Em minha opinião Kirk não deveria ter morrido. Foi inútil isto;

    2) Generations teve um roteiro muito ruim. Eu não gosto de quase nada que Rick Berman “criou” em Jornada;

    3) Pena que este filme não ficou na mão de Nimoy. Se tivesse ficado seria muito melhor;

    4) Um filme com as 2 tripulações teria sido muito legal, mas, todos deveriam participar e trabalharem juntos. Foi perdida uma grande oportunidade.

    Um abraço.

  13. Ok!

    A morte do Kirk foi horrível mesmo!
    Desnecessária!

    Na minha visão, Kirk tinha que ser enviado de volta para a Enterp-B, depois de dar a “benção” para o Picard…

    (Já que sonhar não é proibido, permitam-me, resumidamente…)

    Depois de meterem um cascudo em Soran (nome de uma dança folk japonesa!) e desativando o míssil, Picard convenceria Kirk a entrar no Nexus, que está se aproximando rapidamente.
    Kirk aceita.

    Após a despedida, Picard se abriga e Kirk desaparece no Nexus.
    Picard restabelece contato com a Enterp-D e com Riker e Cia.
    Todos vão para casa com o senso do Dever Cumprido.

    Enquanto isso, no século XXIII…

    O grandioso galeão estelar Enterp-B está quase indo a pique frente à selvagem crepitância da faixa de energia.
    Suas velas de dobra estão com os nervos à flor da pele.

    Kirk está no Nexus, concentrando-se em retornar ao ponto onde estava, mas o ponto de retorno deveria ser preciso: Nem muito antes, nem depois.

    Demora Sulu, em seu primeiro grande desafio, está, com todas as suas forças, mostrando que nasceu para ser uma formidável timoneira.

    Kirk sente que está pronto para voltar ao seu século.
    Ele se põe de pé na escadaria interna da casa, domando com toda a força de sua alma, a saudade que tenta lhe aprisionar o coração…

    Kirk reergue seu semblante! Segura firmente no corrimão de madeira escura e desce com toda enegia para…
    O Deck do Defletor.

    Chekov informa que todos os tripulantes da nave em perigo, que já explodiu, estão a bordo.
    É dada a ordem de virar a majestosa nau rumo para casa, mas a faixa de energia nega lhe a liberdade!

    Kirk sente que a Filha de sua Amada está precisando de uma mãozinha.
    Concluída a inversão de polaridade do defletor principal, Kirk avisa Scott:
    -Scott, você não faria melhor, hein!

    O defletor cumpre com inenarrável imponência a sua obrigação!
    A Enterprise-B se desacorrenta, mas o casco é atingido.

    A faixa de energia prossegue em seu caminho, enquanto a Enterp-B tira a poeira que ficou em seus ombros.

    O relatório de danos e baixas informa sangrias no deck onde estava o Cap.Kirk.

    Scott, Harriman e Chekov descem ao deck atingido.
    -Onde está… o Cap.Kirk?

    Por trás do corredor aparece um abatido, mas aliviado Kirk que saúda:
    -Cavalheiros… (terminando silenciosamente sua frase com um carismático sorriso de “enfim, tudo acabou bem”.)

    E assim, o século XXIII é restaurado.
    Ou seja, as aventuras do Cap.Kirk e companhia continuarão enquanto NÓS nos lembrarmos deles.

    Para o deleite inspiracional dos cadetes do século…

    XXIV.

  14. RAUL
    QUAL MOTIVO DO PICKARD FALAR PARA O KIRK VOLTAR AO NEXUS?

  15. (resumidamente…)

    Picard: -O senhor nos concedeu vida!

    Kirk: -? Apenas meu dever 😉

    Picard: -Há uma chance de você voltar para casa!

    (a Onda Nexus rasgando o céu se aproxima cada vez mais: o míssil era de fato desnecessário.)

    Kirk: -Sim… para casa!

    Picard: -Obrigado… Capitão Kirk!

    Kik: -Adeus!

  16. Por que não colocaram um Kirk envelhecido? No piloto de TNG o Magro aparece conversando com Data. Se pensarmos na evolução da expectativa de vida, o Kirk é mais novo que Mccoy, e poderia aparecer com uma outra trama, baseada em um episódio de TOS e tento o Kirk como consultor experiente.

  17. ^13 – Ficou excelente, realmente faltou inspiração e criatividade a quem escreveu o roteiro original.

  18. Alberto G Monteiro | 26 de setembro de 2008 at 3:19 pm |

    Roteiro ridículo, filem mais ou menos. Quando Picard estava no Nexus, sabendo que poderia voltar para onde quisesse no tempo, era só ter voltado para uma situação mais favorável a ele, como quando ele encontra o Soran na Enterprise, logo no começo do filme. O problema é que este negócio de volta no tempo sempre tem muitas furadas e nem sempre os “gênios” de Hollywood conseguem costurar todas as mancadas. Lamentável, até hoje não me conformo com este final ridículo.

  19. resumindo: pra mim a serie classica terminou em A terra desconhecida e a Nova Geração começou (e terminou) em First Contact..

    Generations?? o que é isso?

  20. Esse Nexus não teve nexus.

  21. Se tenho que engolir Generations, então aceito o livro o retorno do capitão Kirk como continuação desta história estupida.

  22. Luís Henrique Campos Braune | 26 de setembro de 2008 at 8:25 pm |

    Post 11: Formidável!

  23. Vcs ficam falando o tempo todo que Shatner está velho para reviver o capitão Kirk, agora o que dizer do belo filme “caçada a outubro vermelho”, onde o Sean Connery em uma brilhante atuação, tinha já 60 anos.

  24. ^23: Sean Connery ficou preso em alguma anomalia temporal ou ficou congelado como o Buck Rogers entre os filmes Caçada a Outubro Vermelho Zero e Caçada a Outubro Vermelho Um?

    Alguém já viu o ridículo episódio final de Enterprise onde um barrigudo comandante Riker tem que reviver seu tempo de mocidade do episódio Pegasus de TNG?

  25. Não aceito as desculpas dos roteiristas. Todo mundo queria ver as 2 tripulações juntas. Eles perderam pra sempre a chance. Grande decepção!

    O filme é tão “bom” que tanto o roteirista Moore quanto o Shatner já deram declarações de arrependimento.

    Spock, volta no tempo e apaga isso!

  26. Hollander: muito bom, concordo contigo… hahahha

  27. Raoul: gostei bastante da história, nunca tinha pensado nisso. Isso só ressalta a incompetência dos roteiristas. Poderiam ter filmado um final onde o Kirk, após ajudar Picard, volta para o seu tempo. Simples.

  28. Luiz
    Hoje em dia 60 anos dá para tirar de letra, agora 77, venhamos e convenhamos.
    Depende tb do tipo de ação, veja o filme 5 teve ações incompátiveis com a idade dos personagens, enquanto que o filme VI (feito anos depois) foi dinâmico por causa do enredo e não por ações.
    Se vc assistiu algum dia “Fuga no Século XXIII”, verá o fantástico Peter Ustinov fazendo um papel de velho, foi ótimo e de acordo com a idade dele.
    Se o “Almirante Kirk” estivesse atrás de uma mesa controlando as ações, poderia até ser feito. Claro, se o personagem não tivesse morrido…

  29. Em ficção-cientifica tudo é possível…achem a onda nexus e lá estará o capitão kirk, assim como estava parte de Guinan, e pronto, teriamos de volta o bom e velho capitão, independente do carater do Sr. Bill Shatner. O grande problema nessas produções é que o ego dos que estão na direção não consegue olhar para os lados e aceitar opiniões boas, como as várias que temos neste forum.

  30. Em ficção tudo é possível, menos diminuir a idade do Shatner, como disse o VERDE 77 anos não dá.

    Generations não foi um filme ruim mas poderia ter sido melhor do que foi, o problema é que tentaram mostrar muita coisa num filme só.

    Morte “estúpida” do Kirk

    Chip de emoção do Data (o Data ficou abestalhado)

    Destruição da Enterprise D

    Falecimento do sobrinho e do irmão de Picard

    Inalguração da Enterprise B

    Suposta filha de Sulo

    Encontro dos 2 Capitães

    É muita desgraça e eventos acontecendo ao mesmo tempo, e este Nexus que ficou meio sem nexo na minha cabeça até hoje.

    Generations pra mim foi um filme bom, teve ação e tudo, mas acho que tinha potencial se tivessem reescrito muita coisa.

  31. Verde logico que o Shatner não sairia dando socos e golpes de Karate com 77 anos, mas acho que ele poderia muito bem estar na ponte de uma Enterprise neste ou no proximo filme, sem nenhum problema, para isto bastaria um bom enrredo. Cansamos de errar nesta vida sem chance de consertar, já na ficção não é assim podemos acertar um grande erro e é por isso que defendo tanto nosso amado capitão mais uma vez na ponte da enterprise
    afinal como vc mesmo falou ele está com 77 anos e não sabemos por quento tempo ele ainda ira representar

  32. Luís Henrique Campos Braune | 27 de setembro de 2008 at 11:55 pm |

    O post 31 é importante: ter 77 anos não é problema, Nimoy está nesta faixa e está no filme. O que deve ser feito é ter coerência com os tipos de cenas que se pretende dar a atores desta idade.

    Paul Newman (escrevi certo?) faleceu hoje ou ontem, com 83 anos, muito próximo da idade dos atores que fazem nosso heróis.

    Até quando os teremos??…

  33. Já vi tanto Boston Legal que eu acho que seu visse o Shatner em um novo filme de Jornada, eu ia começar a rir e pensar “Danny Crane”!!!!

    Não existe propósito para ressuscitar o James Kirk no novo filme. Se eu não gostei da história em ter o Spock viajando no tempo (preferia Nimoy contando a história), imagina inserir uma technobable de Nexus, que é a coisa mais sem nexo do mundo. Eu que já sou trekker, achei horrível de entender essa porcaria, ainda mais para os não-fãs.

    Se fosse para fazer isso, era melhor lançar em DVD de uma vez, para ser vendido em convenções de Trekkers, por que duvido que o publico em geral iria gostar….

  34. Apesar de uma idéia legal, ter as duas tripulações juntas numa única nave seria impraticável… dois capitães, dois primeiros-oficiais, dois engenheiros chefes (o que já aconteceu em TNG)… seria uma bagunça!

    Então vamos supor que o encontro fosse cada tripulação com sua respectiva nave. Uma grande covardia com a Enterprise classe Constitution… ela é bem menor, muito atrasada tecnologicamente, mais lenta e não é nem de perto páreo para a Enterprise classe Galaxy. Só iria atrapalhar…

    Não concordo que o filme seja péssimo, mas está muito longe de ótimo. Mas levando em consideração estes detalhes, acho que fizeram o que puderam naquele momento.

  35. E já teve uma batalha com a Enterpriese e a Excelsior, portanto a idéia já foi usada.
    Concordo com o Tomalak: CHEGA DE NEXUS.
    Uma má idéia usada duas vezes devemos usar a frase do Chekov: “Errar uma vez vergonha sua, errar duas vezes, vergonha minha”.

  36. Apesar desta matéria estar ficando para trás, gostaria de comentar sobre as observações de nosso colega de Frota, Alan – post 34.

    A idéia de usar a plenitude das duas tripulações seria válida.

    As diferenças técnicas entre as naves poderia ser usada com vantagens em situações dentro da história.

    Poderiamos ter visto até cenas onde os capitães trocariam as cadeiras de comando por motivos desta ou daquela situação, ou o velho engenheiro trazer uma solução arcaica mas salvadora para Enterp-D ou, ver Data indagar pela ausência de emoções em Spock.

    Daria um bom filme com lances que entrariam para a história.

    Mas a grande questão esbarraria aqui:
    A junção destas duas naves exigiria uma ameaça de tamanho descomunal contra a estabilidade do espaço da Federação.
    Um Soranzinho como vilão mandaria o filme para a desgraça.

  37. Sei que este post é antigo, mas não posso deixar de comentar… A morte do capitão Kirk foi simplesmente ridícula e totalmente desnecessária. Mas na ficção tudo é possível. Basta querer e ressuscitam James T. Kirk.

Leave a comment

Your email address will not be published.


*