Episódio aborda os diferentes legados que herdamos, como lidamos com eles e os passamos adiante
Sinopse
A Titan está em fuga, deixando transponders pelo caminho. Em perseguição, naves da Frota Estelar e a Shrike, comandada por Vadic. Ela é questionada por um de seus subordinados diante do prazo exíguo para o Dia da Fronteira e o mata. Vadic decide investigar todos os entes queridos que Picard possa ter.
A bordo da Titan, Beverly revela que as visões de Jack têm a ver com a síndrome irumódica, doença genética que foi herdada de Jean-Luc. O menino Jack já tinha visões, mas a mãe o tratava com um neuroinibidor. O rapaz, claro, está frustrado, bebendo na representação do bar da Guinan no holodeck. Jean-Luc se junta a ele e tenta elevar suas esperanças de um bom convívio com a doença.
Worf e Raffi chegam à Titan e têm uma recepção calorosa. O klingon diz que têm a missão de garantir que a morte de Ro Laren não seja em vão. Ele atualiza a tripulação sobre o plano dos metamorfos, destacando a importância de irem à Estação Daystrom, a fim de descobrir exatamente o que foi roubado de lá.
Riker, Worf e Raffi formam o grupo avançado. A chave obtida com o gângster vulcano Krinn funciona. Mas logo naves da Frota Estelar chegam à Daystrom, e a Titan precisa partir em fuga. O grupo avançado permanece na missão, enquanto a nave vai a Athan I, onde fica o Museu da Frota Estelar.
O trio encontra diversos itens bizarros a bordo da estação, e a inteligência artificial responsável pela segurança identifica Riker pelas câmeras do circuito interno. Um corvo aparece voando no corredor. O grupo chega ao mainframe, onde é confrontado por um holograma de Moriarty, conforme criado por Data no holodeck da Enterprise-D, e ele aponta sua arma para os invasores.
No Museu, Picard contata seu diretor, o comodoro Geordi La Forge — que não está nada feliz em vê-lo. Ele vem a bordo da Titan com sua filha, Alandra, e diz estar protestando contra a decisão da Frota Estelar de reunir todas as naves para o Dia da Fronteira. Jean-Luc explica o que está acontecendo, mas Geordi não está disposto a colaborar. Picard queria que ele adulterasse o transponder da Titan, mas Alandra explica que, a despeito dos protestos de Geordi, agora as naves da Frota são todas interligadas, de modo que a Titan age como um farol, mesmo sem o transponder.
Moriarty dispara contra o grupo avançado, enquanto soam notas musicais. Riker se lembra: é a música que Data tentava assobiar no holodeck quando se conheceram, em 2364. Will termina a música assobiando, e isso desativa o sistema de defesa — Moriarty desaparece, e eles adentram o coração do mainframe da estação. Lá, repousa um androide que se parece com Data, mas envelhecido.
Na Titan, Alandra lembra Geordi do Hangar 12, mas ele nem reage. Diante da negativa, Jack propõe a Sete e a Sidney La Forge que eles furtem o dispositivo de camuflagem da ave de rapina klingon batizada por McCoy de HMS Bounty, após ser capturada pelo capitão James Kirk em 2285. O veículo está no museu desde que foi resgatada do mar, na baía de São Francisco, no fim do século 23.
Na Daystrom, Riker, Raffi e Worf descobrem que o trabalho de Altan Inigo Soong foi cooptado pela Frota Estelar após o fim do banimento aos sintéticos. Soong morreu, mas deixou para trás um último híbrido androide-sintético que tem as lembranças e a personalidade de Data, Lore, B-4, Lal e Altan Soong. O projeto, contudo, não foi completado, e as personalidades múltiplas estão em conflito no androide, sendo usado passivamente como sistema de defesa de IA da estação.
Em Athan I, Geordi se recusa a ajudar e quer que Sidney fique com ele e Alandra no Museu, longe do perigo. Mas ela se recusa, comprometida com a tripulação da Titan e sua missão. Picard está convencido de que vão ter de enfrentar tudo sozinhos e convoca uma reunião estratégica com Shaw. Enquanto isso, Jack, Sydney e Sete partem para o furto do dispositivo de camuflagem da Bounty.
Na Estação Daystrom, uma equipe de segurança chega para render o grupo avançado, que tenta ativar o androide-sintético para que ele possa revelar o inventário dos itens roubados pelos metamorfos.
Geordi e Jean-Luc estão discutindo quando percebem que a Titan foi camuflada — eles logo ligam os pontos e percebem que Jack e Sydney são responsáveis. No fim, isso faz com que o comodoro decida colaborar, ajudando a estabilizar o dispositivo de camuflagem. A Titan chega à Daystrom e se torna invisível, para transportar o grupo avançado.
Para garantir o sucesso da fuga, Will decide enfrentar sozinho os seguranças e é capturado, enquanto os demais são transportados com o androide a bordo da Titan. Geordi se emociona a ver quem ele pensa ser Data na sala de transporte.
Worf se compromete a ir ao resgate de Riker. Jack, por sua vez, parece estar se afeiçoando a seu recém-descoberto pai, citando qualidades que parece ter herdado dele. Geordi consegue ativar o androide, que manifesta em rápida sucessão as personalidades de Data, Lore, B-4 e Soong. Ele se identifica como androide M5-10 e informa que o que foi roubado da Daystrom foi Jean-Luc Picard — o corpo de Picard.
A bordo da estação, Riker é interrogado por três seguranças, mas um deles é Vadic disfarçada. Ela mata os outros dois e leva Will na Shrike. Will se recusa a cooperar, mas então descobre que Vadic capturou sua esposa, Deanna Troi…
Comentários
“The Bounty” consolida esta terceira temporada de Star Trek: Picard como uma grande homenagem à Nova Geração, uma vez que vemos pela primeira vez uma reunião de praticamente todo o elenco da série dos anos 1980 com seu protagonista. Além desse grande reecontro, podemos apontar que “The Bounty” apresenta diferentes abordagens daquele que é um dos principais temas não apenas desta temporada, mas da série como um todo: o legado que recebemos de quem veio antes e o que deixamos para gerações futuras. Afinal, há diversas possibilidades do que se fazer com aquilo que herdamos: honramos, guardamos, nos desfazemos, nos orgulhamos, o que acrescentamos e transformamos, como o passamos adiante… Neste sexto episódio da terceira temporada, vemos tais reflexões em termos familiares, institucionais e profissionais.
Em relação a legado institucional, temos as consequências da Guerra Dominion, evento que vimos em Deep Space Nine. Afinal, a Federação e seus aliados saíram vencedores, porém a guerra nunca traz apenas como consequência a paz. Os meios utilizados para obtê-la muitas vezes podem voltar para nos assombrar. É o caso, aqui, para a Federação dos metamorfos que se rebelaram. Como vimos na série protagonizada por Benjamin Sisko, uma das estratégias utilizadas foi a contaminação do Grande Elo com uma doença desenvolvida pela Seção 31. Isso é lembrado neste episódio e, embora Picard tente continuar em sua fé inabalável no lado mais bonito de sua instituição, lembrando que a própria Frota ofereceu a cura, Shaw acrescenta que muitos metamorfos foram utilizados de maneira nem um pouco benevolente. A dor de alguns justifica a paz de muitos?
As consequências do que a Federação fez a esses metamorfos leva ao grupo de Vadic, que até deseja novamente a tranquilidade e o silêncio da comunhão no Grande Elo, mas que não consegue esquecer a dor pela qual ela e seus semelhantes passaram. Apenas a vingança pode levá-los a aplacar seu sofrimento. Sofrimento este que, inclusive, deixa de lado o tabu de um metamorfo não ferir outro (algo que havia sido quebrado anteriormente por Odo, também, de certa forma, “corrompido” pela convivência com os sólidos) em momentos de frustração e contrariedade. Ou seja, a Federação deixou um legado de dor e agora sofre as consequências de suas antigas escolhas.
Quando falamos sobre legado familiar, isso é bem representado nas relações de Jack e Jean-Luc e na de Geordi LaForge e suas filhas, principalmente com Sidney. Descobrimos que as visões e sonhos de Jack estão atrelados à síndrome irumódica, condição médica que havia levado Picard à morte no final da primeira temporada da série e com a qual ele convivera por décadas. Se aos poucos Jack estava se abrindo para o lado positivo de ser herdeiro do almirante, agora ele encara o lado negativo. Se Beverly Crusher por anos tentou proteger Jack das consequências de ser filho de um personagem tão lendário, agora estava claro que ela não poderia protegê-lo de tudo o que isso poderia significar.
Isso traz dois belos diálogos entre pai e filho. Embora Jack volte a ser ácido com o pai na primeira conversa entre eles após o diagnóstico, o fato de ela ocorrer novamente no holodeck, no Ten Forward nos mostra que eles já têm um lugar “deles”. Mesmo sendo uma conversa dura, está mais do que estabelecido o vínculo que se criou entre eles. Na última conversa deles no episódio, após vários acontecimentos vividos na Titan, Jack também reconhece o legado positivo de ser filho de Picard: a lealdade, a coragem e a sabedoria herdados do lado paterno. Não podemos controlar aquilo que passamos para nossa descendência nem podemos escolher a qual característica vamos puxar de quem nos deu a vida, mas podemos escolher como lidar com tudo isso em nosso cotidiano.
Passando para outra família, ao chegarem a Athan I, o lugar onde fica o museu da Frota Estelar (lar de naves lendárias da franquia no início do século XXV), reencontramos o agora comodoro Geordi LaForge. Apesar de todo o orgulho que Sidney demonstra ao longo da temporada de ser sua filha, é nítido que há um conflito entre pai e filha. Agora um pai de família, o antigo engenheiro da Enterprise se preocupa com a segurança das filhas e não tanto com aventuras espaciais ao lado de seus antigos companheiros de nave. Ele se revolta com o fato de seu antigo capitão ter levado a filha a participar de algo tão perigoso. Ele guarda com carinho os velhos tempos na memória, mas não pode deixar de lado o seu instinto paterno de proteção. As duas filhas acabam representando as duas facetas de Geordi: Sidney puxou o seu lado aventureiro, que tem em seus companheiros de tripulação uma família escolhida; já Alandra aproxima-se mais do Geordi maduro, que escolhe a própria família como tripulação. Sidney é aquela que pilota aquilo que o pai constrói, Alandra aquela que preserva antigas naves ao lado do pai.
As duas não parecem estar em conflito, no entanto. Alandra tenta fazer com que o pai e a irmã consigam se entender. No entanto, Geordi não consegue fugir do seu papel de pai protetor. Quando LaForge e Picard entram em acordo para a nave partir deixando Sidney, ela mostra que sua escolha é diretamente relacionada a tudo que aprendeu com ele mesmo. No final, quando Alandra, Sidney e Jack pegam o dispositivo de camuflagem da Bounty, a nave de rapina klingon usada por Kirk e sua tripulação (Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock e Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa), Geordi dá o braço a torcer, abraça novamente o seu passado e ajuda os jovens a fazer o dispositivo funcionar na Titan. É muito bonito ver Sidney poder finalmente demonstrar todo o orgulho do pai e demonstrar que ela absorveu ensinamentos valorosos dele, tanto quanto a irmã. Isso é algo que ressoa naqueles que cresceram assistindo à Nova Geração e tem naqueles personagens seus modelos.
No legado profissional (e, digamos, também familiar), temos o retorno dos Soong. Na estação Daystrom, Raffi e Worf usam a chave obtida com o vulcano criminoso no episódio anterior para poderem entrar. Eles vão acompanhados de Riker. O lugar, onde estão depositados os maiores segredos da Seção 31, é guardado por uma IA avançadíssima, que, ao identificar William Riker, passa a mostrar uma projeção de um corvo, a tocar certas notas musicais e projeta também uma versão do Professor Moriarty, que tenta atirar neles enquanto sofre com a tal música. Quando Riker identifica a música e a liga ao corvo e a Moriarty, descobrimos que, de alguma forma, a IA é Data.
Se apenas o fato de Riker encabeçar o grupo avançado — embora quem tenha a chave para a infiltração na Estação Daystrom seja Worf e Raffi — já desperta a nostalgia dos fãs de TNG, o próprio modo como essa incursão se dá nos remete à antiga série. As piadinhas entre Riker e Worf, alarmes desligados no último momento, a exploração de um terreno hostil, comandado por uma IA que libera um corvo holográfico e se materializa no professor James Moriarty apontando uma arma para eles… puro suco de A Nova Geração. Para quem embarcou em Jornada apenas em Picard, talvez não capte como todas essas pistas nos levam diretamente à revelação de mais uma “ressurreição” de Data e, consequentemente, mais uma participação de Brent Spiner na série.
Claro que cabe sempre nos perguntarmos se recorrer mais uma vez a um tipo de ressurreição de Data não acaba por esvaziar o significado de suas outras duas mortes. Por um lado, sim. O público já investiu emocionalmente na despedida de um personagem tão querido por duas vezes. Ao mesmo tempo, dada a sua natureza sintética e a possibilidade de diferentes backups que ele tenha feito de si, não é absurdo que possa haver sobrevida a ele. Além disso, numa temporada que é nitidamente mais uma minissérie de A Nova Geração do que exatamente uma continuidade de Star Trek: Picard, não poderíamos prescindir da presença não apenas do ator, mas de seu personagem icônico reencontrando-se com os colegas de tripulação. Pelos personagens em si, pelos atores e por nós, fãs.
No entanto, o androide Daystrom M-5-10 não é meramente Data, nele convivem em conflito as personalidades de Lore, B4, Lal e de Altan Soong, o filho de Noonien Soong e criador do corpo sintético que a consciência de Jean-Luc Picard habita desde o final da primeira temporada. Ou seja, esse androide é a personificação do legado profissional dos Soong , como se uma raça inteira de sintéticos liderada pela “filha de Data”, Soji, não bastasse. De certa forma, Altan de fato reconhece a sua soberba, embora ainda habite um corpo feito à imagem e semelhança dos Soong viventes desde o Adam Soong do século 21. Isso pode nos levar a reflexões e conjecturas acerca dessa grande família de gênios, clones e sintéticos. Vale ressaltar que é sempre fascinante ver o trabalho dramático de Spiner fazendo a transição entre as diferentes personalidades que habitam aquele corpo, assim que ele é ativado.
Salientamos também que a caracterização da Estação Daystrom como um grande depósito dos achados da Seção 31 nos coloca em alerta sobre possíveis novas histórias repletas do legado da própria franquia. Afinal, ficamos sabendo que o corpo de James Kirk foi recuperado e se relaciona a um “projeto Phoenix”. Então, provavelmente esse projeto, assim como vários dos itens ali mantidos servem ou servirão a algum propósito futuro. Nefasto ou não, possivelmente dependendo do ponto de vista. Resta-nos aguardar para saber se isso de fato vai se concretizar nas telas.
“The Bounty”, portanto, é um bom episódio que consolida a terceira temporada de Picard como uma grande homenagem ao legado de A Nova Geração, da própria série ao lembrar de eventos da primeira temporada e da franquia como um todo, representados nos itens armazenados na estação Daystrom e nas naves clássicas vistas no museu da Frota Estelar. É impossível ao fã antigo não se emocionar ao rever, por exemplo, o reecontro de Geordi e Data ou reassistir a cenas da primeira temporada de TNG enquanto Riker descobre a identidade da IA de segurança da estação Daystrom. Apesar de ter alguns elementos que atuem na coersão da própria série, ainda assim o gostinho que fica na nossa boca no final é de que a própria Star Trek: Picard acaba sendo deixada de lado em sua última temporada em prol do saudosismo de fãs mais antigos da franquia, o que parece ir um tanto de encontro à reflexão de Altan Soong apresentada neste episódio.
Avaliação




Citações
“For so long, my mother thought to protect me from you. To shield me from being collateral damage in the life of Jean-Luc Picard. Irony is… maybe I was doomed before I was even born.”
(Por muito tempo, a minha mãe quis me proteger de você, me proteger de ser um dano colateral na vida de Jean-Luc Picard. A ironia é… talvez eu estivesse condenado antes mesmo de nascer.)
Jack Crusher
“Captain Riker…”
“Worf, call me Will. Come on.”
“You should know that I now prefer pacifism to actual combat. Energize.”
“We’re all gonna die.”
(Capitão Riker…)
(Worf, me chame de Will. Qual é!)
(O senhor deve saber que agora eu prefiro o pacifismo ao combate. Ativar.)
(Vamos todos morrer.)
Worf e Riker
“Oh, she’s a beauty. Which one’s that?”
“The USS Voyager She made her name farther out than… any of those other relics had ever gone. I was reborn there. She was my home. Her crew were my family.”
(Oh, é muito bonita. Qual é essa?)
(A USS Voyager. Ela fez o nome dela ir mais longe do que qualquer uma dessas outras relíquias já foram. Eu renasci ali. Ela era o meu lar. A tripulação dela era a minha família.)
Jack Crusher e Sete de Nove
“Before I gifted Picard my golem, my intention was to live beyond my years. To become my own legacy. Now, I see in my final days that wasn’t just poor Humanity, it was poor science… because evolution is not an act of preservation. It’s addition. Into this new golem will go a bit of Lal, B-4, of Lore and, of course, a great deal of Data. This time with the true wisdom and Human aesthetic of age. With the hope in that in totality, something– someone– will rise to be the best of us.”
(Antes de presentear Picard com o meu golem, minha intenção era viver além dos meus anos, me tornar o meu próprio legado. Agora eu vejo, em meus últimos dias, que não foi só humanidade ruim, foi ciência ruim. Porque a evolução não é um ato de preservação. É um acréscimo. Nesse novo golem vai um pouco da Lal, do B-4, do Lore e, é claro, muita coisa do Data. Dessa vez, com a sabedoria e a verdadeira estética humana da idade. Com esperança de que, na totalidade, alguma coisa, alguém vai se erguer para ser o melhor de nós.)
Altan Soong
Trivia
- “The Bounty” marca a primeira vez na história de Star Trek que naves regulares de três seriados diferentes (neste caso A Nova Geração, Deep Space Nine e Voyager) aparecem juntas na tela em um quarto seriado.
- Alandra La Forge é interpretada pela filha real de LeVar Burton, Mica Burton.
- O androide Daystrom M510 é o quarto personagem diferente que Brent Spiner interpretou em Picard, junto com os originais Data, Altan Soong, e Adam Soong.
- Worf responde há quanto tempo ele não vê Picard com a mesma frase que Spock falou quando perguntaram quanto tempo ele serviu com Pike no episódio “The Menagerie”, da Série Clássica: onze anos, quatro meses e cinco dias.
- O corvo holográfico foi uma referência ao episódio “Birthright, Part I”, de A Nova Geração, quando Data sonhou pela primeira vez.
- A música que Riker assobia, “Pop Goes The Weasel”, é a mesma de seu primeiro encontro com Data no holodeck em “Encounter at Farpoint”, o episódio de estreia da série A Nova Geração. Foram mostradas imagens desse segmento. No velório de Data, em Nêmesis, Riker não conseguia lembrar qual música era. A notação musical de “Pop Goes The Weasel” esteve no final dos créditos como uma pista o tempo todo, assim como um diagrama do Museu da Frota, que incluiu a USS Voyager.
- O nome da mãe de Will Riker é Betty, de acordo com seu arquivo pessoal da Frota, exibido na Estação Daystrom. É a primeira vez que o nome dela é oficialmente mencionado.
- Pela primeira vez, é mostrado um dispositivo de camuflagem sendo usado através de uma parte do interior da nave que entra e sai do foco.
- Estão armazenados na Estação Daystrom: um pingo de “ataque” geneticamente modificado; um vinculum borg (um dispositivo de processamento no coração de cada nave borg que interligava as mentes de todos os zangões, purgando pensamentos individuais e disseminando informações relevantes para a coletividade); um thalaron remano (dispositivo projetado para emitir um pulso biogênico em cascata com o qual se destrói toda a matéria orgânica na área alvo), de Jornada nas Estrelas: Nêmesis, um segundo dispositivo Genesis, e o corpo do capitão James T. Kirk, presumivelmente recuperado de Veridian III, de Jornada nas Estrelas: Generations.
- O museu orbital da Frota Estelar começou sua vida como a enorme doca espacial em órbita da Terra, vista em Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock e desde então foi transferido para Athan I , para preservação histórica junto com sua coleção de naves estelares, que inclui:
- A USS Defiant (NX-74205) da classe Defiant, que claramente sobreviveu a seu encontro com a USS Protostar em Star Trek: Prodigy na última temporada;
- A USS Enterprise (NCC-1701-A) da classe Constitution, vista pela última vez em Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida;
- USS Voyager (NCC-74656), da classe Intrepid, segura em casa após suas aventuras em Star Trek: Voyager;
- A Ave de Rapina Klingon chamada de HMS Bounty, trazida de volta à Terra em Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa;
- A USS New Jersey (NCC-1975) da classe Constitution, uma nave de design da Série Clássica, antes não vista, nomeada para o local de nascimento do showrunner Terry Matalas e o ano em que ele nasceu, notavelmente NÃO o modelo de nave de Star Trek: Strange New Worlds;
- Uma nave estelar da classe Constellation, talvez a original USS Stargazer de Picard, vista em “The Battle”;
- Uma classe Akira, uma classe Nebula e e uma pequena nave estelar classe Sabre;
- Uma ave de rapina romulana da era da Série Clássica;
- Uma nave estelar classe Klingon K’t’inga, talvez a nave Kronos One de Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida;
- A USS Excelsior (NCC-2000) da classe Excelsior e a USS Pioneer, do jogo Star Trek Online), ambas listadas na sequência de créditos finais;
- O projeto de renovação de Doug Drexler da Enterprise NX-01, a versão atualizada da nave do capitão Archer de Star Trek: Enterprise. Esta modificação da nave foi revelada no calendário de 2011 Star Trek: Ships of the Line, e foi finalmente canonizada na última temporada, quando o modelo da Eaglemoss do NX-refit apareceu na casa da família de Picard vista em “Hide and Seek“.
Ficha Técnica
Escrito por Christopher Monfette
Dirigido por Dan Liu
Exibido em 23 de março de 2023
Título em português: “A Bounty”
Elenco
Patrick Stewart como Jean-Luc Picard
Jeri Ryan como Sete de Nove
Michelle Hurd como Raffaela Musiker
Ed Speleers como Jack Crusher
Elenco convidado
Michael Dorn como Worf
Jonathan Frakes como William T. Riker
Gates McFadden como Beverly Crusher
Todd Stashwick como Liam Shaw
Amanda Plummer como Vadic
Ashlei Sharpe Chestnut como Sidney La Forge
LeVar Burton como Geordi La Forge
Brent Spiner como Data / Altan Soong / androide Daystrom M-5-10
Daniel Davis como James Moriarty
Mica Burton como Alandra La Forge
Stephanie Czajkowski como tenente T’Veen (apenas créditos)
Amy Earhart como computador da Titan
Joseph Lee como tenente Mura
Jin Maley como alferes Esmar (apenas créditos)
Vaughn Page como metamorfo na ponte da Shrike
Byron Quiros como tenente da Frota Estelar
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