Segunda parte da entrevista com Ron Moore
O produtor Ron Moore concedeu uma longa entrevista ao site Trek Movie, que foi dividida em três partes. Na primeira já mostrada pelo TB, Moore falou sobre as séries de Jornada, continuidade e cânon. Nesta segunda parte, o produtor de Battlestar Galactica comenta a respeito dos clichês da franquia e o que poderia ter sido diferente em Voyager.
Na série Deep Space 9 temos o beijo entre duas mulheres em Rejoined, e em Doctor Bashir, I Presume, Bashir tem um passado sombrio. Você enfrentou resistência a essas noções de quebra de modelos?
Moore: “Houve um pequeno embate nesse ponto. Eu sempre lutei para levar histórias dentro de direções sombrias ou sair com observações ambíguas ou mesmo fazer a Enterprise perder, ocasionalmente. Muito disso era no sentido de fazer a coisa diferentemente. Eu acho que estava procurando modelos para quebrar. Afinal, estávamos fazendo muitos episódios por ano, vinte e seis, o que parece inconcebível”.
Mas você faz vinte episódios em Battlestar Galactica.
Moore: “Esses seis extras fazem grande diferença. Em algum lugar da série, quando se chega a dezoito, já começa a passar na cabeça o que houve com Jornada. Para mim, dezoito sempre foi o ponto exaustivo, onde você se pergunta: Deus, ainda faltam oito para fazer. Como chegar a mais oito? Isso mata”.
Como você enfrentou as mesmices e os finais repetitivos e previsíveis de Jornada?
Moore: “Tínhamos essa coisa a bordo que eram os clichês da franquia. Após toda a reunião de escritores para falar de novas histórias, nós anotávamos quantos clichês de Jornada ouvimos naquele dia: O Data torna-se homem, o Data torna-se deus, eles descobrem um planeta, o planeta está vivo, etc. Havia todas essas categorias e concordávamos em nos manter equillibrados. Mas por haver muitos clichês e muitos padrões nas séries é que eu sempre procurava por algo diferente. Procurava por algo que não havia sido feito. Eu pensava: “Nós não havíamos feito algo, na qual a Enterprise perdesse”. E isso me impulsionava a fazer desse modo. Nós não havíamos feito algo onde a história termina numa observação mais sombria ou que Picard mata alguém ao invés de salvá-lo. Isso foi sempre o que quis fazer de diferente e como resultado eu estava sempre na maioria desses debates. Eu estava sempre argumentando, brigando e falando com veemência para tentar fazer alguma coisa um pouco diferente e tentar levar a série em direções às vezes aonde ela não poderia ir. Os produtores estavam certos algumas vezes. Eu estava apenas tentando nos levar para um lugar onde Jornada não poderia seguir à vontade”.
Você sente que Battlestar Galactica é a sucessora natural de Deep Space Nine?
Moore: “Eu acho que há uma certa linhagem nisso. Muitas das coisas que eu fiz em Battlestar nasceram de discussões com os roteiristas em Deep Space Nine. Coisas que eu disse que não poderia fazer na franquia. O personagem faz reviravoltas, coisa que nunca poderíamos fazer em Jornada. Estávamos sempre tentando fazer em Deep Space Nine os personagens rudes e desordenados o máximo possível e você só pode ir adiante e fazer isso com suas falhas. Isso me levou a pensar em termos de personagens falhos, e o que uma audiência pode tolerar de seu elenco principal e qual o propósito de escrever uma guerra na série. Nossa guerra contra o Dominion e os limites de quão longe podemos ir, a dificuldade que poderia se tornar, até onde poderíamos levar os personagens num estado de guerra perpétua. Sim, muitos de meus pensamentos em Battlestar Galactica começaram lá”.
Você considera Deep Space Nine uma série desprezada pelo estúdio?
Moore: “Estávamos meio que orgulhosos por sermos considerados como sendo as crianças bastardas de Jornada. Éramos verdadeiramente diferentes. Cada série era essencialmente sobre uma nave estelar audaciosamente indo a algum lugar e nós não. E nós sentimos orgulhosos disso. Nos orgulhamos de não termos tido a mesma publicidade e por termos sido esquecidos. Eu creio que eles (produtores) perderam a oportunidade por não continuarem a diversificar. Eles poderiam ter feito uma outra versão que fosse radicalmente diferente das anteriores. Infelizmente, voltaram a seguir com uma nave de novo, e, de certa forma, fazendo um outro refrão para a Série Clássica e A Nova Geração“.
Você se refere a Voyager e a Enterprise?
Moore: “Sim. Ambas eram essencialmente do mesmo formato. Isto é, você causa confusão nas tripulações, e complica a missão fundamental, mas quer ainda pegar de volta a noção de que Jornada é igual a uma nave indo para algum lugar com uma grande tela panorâmica. Eu sinto que provamos que Jornada não tem de ser assim, que poderia ser de muitas outras formas”.
Após o término de Deep Space Nine você foi para Voyager e ficou por pouco tempo. O que aconteceu entre você e Brannon Braga?
Moore: “Isso foi passado. Não quero falar sobre isso. Essencialmente saí. Eu provavelmente não teria saído. Saí com diferentes expectativas de que a série estava preparada criativamente e internamente para seguir. Brannon Braga e eu tivemos uma pequena desavença, um confronto criativo e pessoal. Então decidi que não iria mais trabalhar desse jeito”.
Voyager e Battlestar Galactica são naves a procura da Terra e sem infraestrutura. Existe algum paralelo? Se você fosse o produtor de Voyager, ela seria diferente?
Moore: “Provavelmente sim. Quando estive em meu breve período na série Voyager, comecei a pensar no que queria fazer. Me lembro de sentar com o grupo de roteiristas e sugerir que se a Voyager ficasse danificada, que continuasse danificada, deveríamos parar de repará-la. Outra idéia que tive foi fazer a tripulação desenvolver uma cultura própria dentro da nave, deixando de lado os protocolos da Frota e parando de pensar neles mesmos como pessoas da Frota ou de nível, mesmo que ainda vestissem uniformes e tentassem aderir aos regulamentos. Eu achava que seria interessante, considerando o tempo que levaria para a nave retornar para casa, eles não considerarem mais a Terra, de modo que teriam sua própria cultura, que seria diferente da que eles deixaram para trás. Eu não me lembro bem, mas alguém sugeriu também a noção de que a nave poderia proteger algumas naves alienígenas que encontrasse no caminho. Seria um comboio e de algum modo a nave da Federação concordaria em dar proteção as demais naves através de sistemas estelares hostis, enquanto fosse o caminho dela. Eu gostei dessa idéia e levei comigo, o que de certa forma foi feito com Galactica. Quanto a segunda pergunta, se eu fosse o produtor desde o começo, provavelmente usaria isso e levaria a série (Voyager) para uma direção mais sombria, mais angustiada e ser menos que uma bonita jornada de volta para casa”.
Nick Meyer introduziu muito do sentimento militarista em Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan, o qual deixou de existir em A Nova Geração. Você pensava nesse militarismo na série?
Moore: “O tempo todo. Havia todo esse tipo de protocolos e pequenas tradições que eu tentava injetar a qualquer hora. Como em “Data’s Day” havia o simples fato de que o dia começava com Riker rendendo a Data na ponte da Enterprise. Data informava sobre as condições da nave, vinha a formalidade do “eu assumo o posto” e “eu estou rendido” e Data vai embora. Então, a noção de um novo posto de guarda veio a bordo. Eu comecei me referindo a postos de serviço e oficiais da ponte e sendo certificado como oficial de quarto (responsável pela navegação e operação). Todas essas coisas eu comecei a infundir na nave porque é como os navios da Marinha funcionam e é uma tradição que vem de muito tempo. Isso ficou estabelecido como uma estrutura de comando da Marinha. Gene Roddenberry sempre mencionou Horatio Hornblower como um das inspirações para o capitão Kirk e eu sempre achei a linhagem naval como um importante componente de Jornada“.
Aguarde, em breve, a terceira e última parte dessa entrevista.
Fonte: Trek Movie
Edição: Nívea Doria
34 Responses to “Segunda parte da entrevista com Ron Moore”
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Alguém acompanhava as lutas-livres do WWF (supercatch) na Band? Esse Moore é a cara do “Diesel” (Kevin Nash)
heehehhe
Agora, falando sério.
Alguém ai acha que a Voyager foi uma enorme boa idéia jogada fora???
Imaginem se fosse Moore o produtor, vocês não acham bacana as idéias que ele propôs para a série?
Jolan Tru
Este cara como os demais são profissionais que se depararam com Jornada nas Estrelas – como profissionais – para trabalhar e ganhar dinheiro.
O fato é que em nada tem a haver com Jornada. Este é meu medo com o Jornada das Estrelas XI, e meu medo com o JJ Abrahams. O fato é que ser um cineasta competente, um roteirista competente (e quem sabe lucrativo) não é o suficiente para nossa franquia querida.
Tem que gostar e ENTENDER muito de Jornada nas Estrelas. Acho que o grande erro feito nas séries não foi a mesmice, mas sim terem perdido o ponto da séria clássica que contava com Gene, Coon e Justman, além é claro DC Fontana.
Nem a Nova Geração chegou perto da clássica em termos de originalidade, ação, roteiros e etc…
Concordam comigo??
Pra mim, o problema é que com $, acabaram se focando muito em tecnobaboseira e menos no enredo.
TOS era história pura, devido a falta de recursos. E é disso que eu sinto falta.
Concordo Flávio! Mas com certeza a mesmice da Nova Geração era latente! Tanto a Enterprise-D quanto a Voyager poderiam ter ido muito além do que certas regras permitiram.
A Nova Geração é um grande exemplo de uma nova proposta e que manteve a linha de ficção cientifica de Gene. Foi dificil me acostumar no inicio, mas depois passei a gostar bastante. Mas, pessoalmente, a serie classica tem mais tempero. A relação entre os personagens é bem mais divertida, e nisso eu “fecho” com meu xará, compartilho da mesma opinião.
Vale lembrar: Sou fan de Next Generation também, mas a Clássica está no topo. Achei Deep Space Nine legal, mas não me identifiquei com ela (como jornada). Mas a homenagem a serie clássica com o espisodio dos pingos, ficou show de bola! hahahaha
Achei Voyager legalzinho (cheio de furos) e Enterprise foi fraco mesmo!
A minha preferida é DS09 e depois a classica e nova geração e claro a ultima temporada de Enterprise, o resto é o resto. DS09 mostrou a realidadede uma estação.
Obrigado pelo apoio pessoal.
Complementando, primeiro perdão pelas redundâncias no texto. Em segundo lugar, falando sobre o que interessa, a série clássica tinha algo de familiar. Era pretensamente verossímil e até certo ponto e familiar, como se aquela nave cheia de gente e com corredores simples e iluminados fosse realmente a casa de alguém. E no nosso imaginário era mesmo, concordam??
Apesar de existir muito menos tecnologia, a cada episódio eu queria mais e mais ser o Capitão Kirk: O lider, o sedutor, e ao lado dele a equipe que tudo mundo queria ter para trabalhar.
Os vilões, de todos os tipos, forte como Khan, hilário como Mudd, misterioso como Charlie X, terrível como a cientista que rouba o corpo de Kirk no último episódio.
Isto nunca tivemos nas outras séries, nem na “Nova Geração” que foi a melhor.
Minha esperança é que o novo filme resgate isto. Não apenas os uniformes, os personagens mas também a magia. Para isto precisamos menos dos cineastas profissionais e mais dos fãs transvestidos e cineastas. Será que teremos isto??
Sempre senti falta de conflintos mais “banais” em Jornada…
Pois de conflitos morais todas as 5 séries estão recheadas, por isso DS9 é a minha preferida.
Pessoal, talvez eu seja execrado neste Post, mas tentem compreender:
Nós devemos desmistificar certas coisas. Rodemberry é apenas o “criador” de jornada. Parece que o autor limitou-se a “parir a criatura”, deixando os outros criarem (limitações criativas e profissionais talvez?)
A participação de outros autores foi fundamental para a construção de jornada, sendo eles conhecedores da série ou não. Foram eles que trouxeram algo novo, e isso que é legal. Não precisa ser “trekker” para criar um bom episódio, basta gostar de “sci-fi” e entender os personagens.
Nem na Série Clássica, Rodemberry participou ativamente de tudo. Foi o outro Gene (Gene Coon) que tornou a série possível: escreveu diversos episódios memoráveis (criou os klingons por exemplo). Foi graças a ele (e outros roteiristas) que Jornada durou três temporadas, uma vez que era um produtor e escritor experiente. Muitos esquecem essa participação fundamental, o que é lamentável.
Depois Rodemberry criou a phase 2, que deveria ser a série 2 de jornada. Não saiu do papel, transformando-se no filme 1. Aqui, nota-se o roteiro de Gene Rodemberry. Não sei se só fui eu que percebeu isso, mas ele realiza um verdadeiro “auto plágio” do episódio “Nomad” (máquina procurando o criador?), de certa forma. Nada genial. Sem contar que o filme é muito chato, convenhamos.
A Ira de Khan só foi possível por causa de Harvey Benettt e Nicholas Meyer. O mais engraçado é que Meyer não era trekker, alias, nunca tinha visto ST na vida! E realizou o melhor filme da franquia (na minha opinião) por ser um profissional talentoso. Foi justamente este “frescor” que fez com que jornada continuasse.
Aqui, Gene afastou-se por completo da criação dos filmes. Dizem às más línguas que ele odiava todos os filmes, e insistia em um roteiro seu em que os personagens voltavam no tempo para impedir o assassinato de JFK (hahahahahaha).
Com os filmes nas mãos de outros produtores, Gene criou a Nova Geração. Eis aqui, Gene mostra toda a sua criatividade: auto-plagiou-se novamente!! É incrível. Pegou o conceito da Série 2, e transformou em uma nova série, o que é patético.
Na Phase 2, Kirk não iria nos grupos avançados, ficando mais no comando da nave (Picard?). Seu primeiro oficial, Decker, iria participar da ação. Ele tinha um antigo romance com uma alienígena oficial da frota, Ilia. Isso foi mostrado no Filme 1. E o Rodemberry teve a cara de pau de imintar na criação de Riker e Troy, a mesma dinâmica. Inclusive, a própria similitude entre os deltanos e betazóides é fantástica, ambos são seres hendonistas e empatas… meu deus!
Por último, na phase 2, era para ter Xon, um vulcano diferente dos demais, que busca entender as emoções. Pronto, era só transforma-lo em robô e dar o nome de Data!
TNG só subsistiu justamente por que Gene adoeceu e outros produtores assumiram a franquia. Se não já tinha acabado no 2 ano da TNG. Berman teve seus méritos. Ele não é um produtor talentoso, nem um escritor de sucesso, mas é um típico profissional de show bussiness. O problema foi que ele extrapolou, criando aberrações como Voyager e Enterprise. Seu comando por muitos anos é que matou a franquia.
Quanto ao DS9, é óbvio que é mentira que Gene deu o aval para criação da série. Ele já estava moribundo, e com certeza não aprovaria a premissa. E graças a vários escritores, criou-se uma ótima série, que considero uma das melhores de ST.
Bom pessoal, espero que vocês compreendem as minhas críticas. Amo jornada e aprecio o trabalho de Gene (como “criador” da franquia). Só que devemos colocar os devidos “pingos nos is” e dar o crédito a outros autores. E lembrar como o “sangue novo” foi importante para a franquia.
Abraço
Ola pessoal, eu sempre me indentifique com a serie classica desde que eu a vi a 1ª vez na tv Exelcior canal 2 no Rio em 1968, acho que os estudios ao longo desse ano s sempre se procuparam com o faturamento e tudo que foi produzido foi como meta final o lucro e para issoele nao se importavam com qualidade nashistoris dai a mesmisse. o universo que envolve a federçao e muito rico. O espirito da jornada foi corrudido pelo$, e accho que o GENE nada pode fazer a respeito, pois certamente deveria se refem dos estudios, esperaramos que algum dia apareça um outro visionario e disperte o espirito de Jornada e de continuidade a MAE de toda a Ficçao cientifica.
O Tomalak manja…
É uma coisa muito louca a relação entre autores e jornada.
Uma coisa é certa, o talento e às vezes, a boa vontade de entender o universo (e digo boa vontade mesmo, não ser “trekker de carteirinha”) pode ser decisivo para o sucesso.
Coisas que não deram certo:
Olhem o exemplo de John Logan. Escritor premiado (Gladiador, entre outros), trekker de carteirinha (colocou uma referência no filme “Máquina do Tempo”) e fez uma porcaria de roteiro (Nemesis). Eu sou suspeito a falar, pois apesar de suas premiações, acho-no um autor pífio. E o olha que o cara é trekker hein??
Stuart Battie (acho que é assim o nome dele). Não sabia absolutamente nada de jornada nas estrelas, e só fez “cáca”. Eu sei que ele é um excelente editor… mas direitor??? Dizem que quando ele for dirigir o Nêmesis, no primeiro dia de filmagem deu “piti” e jogou aquele bonézinho que ele sempre usa (procurem fotos no google) no chão e fez que nem o “seu madruga” do chavez. (hahahaha essa história é verídica)
Moral da história: Ser trekker não garante sucesso. Ser sangue novo não garante sucesso. Ser primiado não garante sucesso… Acho que a única coisa, que ajuda, é o talento (estou falando obviedades).
É quase como se existe uma convergência cósmica de fatores na criação do filme. O Primeiro contato tinha tudo para dar errado, e não deu. O Insurreição tinha tudo para dar certo (com o sucesso do primeiro contato) e foi uma porcaria.
Espero que J.J. Abrams e os roteiristas estejam na “sintonia certa”.
Quanto à Abrams, não me importo que ele não seja trekker (eu acho que ele não é apesar de confirmar, é um amante de sci-fi). Isso pode ser bom no final de tudo. Olhe o caso do Nicholas Meyer. Mas olhem o caso do direitor do Nemesis… (viu não dá para prever nada!). Sou suspeito para falar, mas gosto de tudo que ele dirigiu e produziu, ele parece ser uma pessoa que valoriza a linguagem cinematográfica (ou televisiva) sempre inovando.
Minha ressalva: há alguns anos ele escreveu um roteiro para um suposto filme revival do Superman (Superman Lives, é só procurar). O filme propõem um total reeboot, com o Lutor revelando-se ser um Kriptoniano no final (WTF???). É uma verdadeira porcaria. Nunca saiu do papel, mas me dá medo, pois mostra que ele não tá nem ai, e toma a liberdade criativa que quiser para criar um reboot (taí um caso empírico).
Outro medo: os roteiristas. Apesar de serem trekkers de carteirinha (especialmente Orci) e saberem os episódios na ponta da lingua, temo pela qualidade do roteiro. Eles escreveram Transformers, que apesar de ser um filme visualmente atraentes, tem rombos maiores que um “wormhole”. Isso é preocupante, e acho que eles estão sendo superestimados após o sucesso de seu filme.
Vamos ver o que vai dar. Mas de qualquer forma, estou esperando anciosamente pelo filme.
Jolan Tru
Concordo com o post 2 do Romulano.
Foi uma “boa idéia jogada fora”, e pela entrevista este cara teria dado uma contribuição muito interessante na série. É pena que tenha “sido saído”.
Essa eterna obediência às leis da federação por vezes soava muito falso em Voyager, pela situação em que se encontravam ( sem saber nem ao certo se voltariam ). Uma nova cultura sendo formada aos poucos é algo bem plausível e teria sido interessante ver isso.
Um comboio, para auto proteção, legal. Teria sido legal também.
Quanto às sucessivas quase-destruições da Voyager e as seguidas reconstruções-milagrosas nem se fala.
Concordo com Marinho e Tomalak…
Pena que por causa do B&B agora não temos mais séries inéditas para assistir
Se nós pararmos para pensar até Enterprise possuia uma boa premissa. Contar a origem da federação.
Só que a história de colocar um vilão do futuro, guerra fria temporal, xindi, avacalhou com tudo. A execução foi pífia.
Sempre achei que a Enterprise deveria ser a primeira nave da federação, não da Terra. Imagina ter na ponte Andorianos, Telaritas, Alfa Centauris… Em contrapartida tivemos Mayweather, Reed, Sato… ô personagens mais sem graças!!!!
E o melhor personagem de todos, não era fixo. Bota incompetência dos roteiristas!! Como os caras não colocaram o Shran na ponte!!!
Qualquer um fazia uma série melhor.
Achei todas as considerações interessantes, logicamente não concordando com algumas delas, mas respeitando. O que me surpreende é que alguns comentários falam bem da DS9, que achei mediano, e mal da ENTERPRISE, que eu gostei muito. Qto aos comentários do Tornalak, não sei porque o termo plagiar-se a si mesmo: entendo que ele tinha um projeto que não foi usado (com excessão da Ilia) e que foi adaptado para um novo projeto. Existe mesmice em todos os seriados? concordo, mas ainda é bem melhor do que temos na média dos filmes em geral, e muito acima das produções de ficção, se é que podemos chamar de ficção uns filmes que andam por aí (como Matrix, por exemplo). Um exemplo de plágio maravilhoso foi o episódio “A BLINK OF AN EYE”, do Voyager, que não me canso de assistir.
Devo concordar que colocar pessoas fora do ambiente Trekker foi muito bom para a série (Nicholas Meyer é o principal exemplo), mas “estamos nas mãos” dos lucros e nada podemos fazer quanto a isso. Só nos resta esperar, e torcer, para o próximo filme dê um impulso para novas produções e é melhor nos prepararmos psicologicamente para mudanças drásticas, que possam comprometer a linha “estórica” natural de Star Trek, para termos bons filmes de ficção.
Realmente, as reconstruções da Voyager foram implausíveis e até desnecessárias, pois as dificuldades poderiam ter rendido bons episódios.
Abraço a todos
Tomalak, discordo com vc. Acho a Sato muitoooo interessante
Quem acredita que ST piorou por causa do $ acredita mesmo que em TOS ninguém pensava em $$$??
O problema da série é incompetência mesmo.
Mesmo porque existem episódios sofríveis e grandiosos em qualquer série.
Fazendo uma comparação: uma boa premissa como Enterprise ou Voyager jogada fora é como o Palio 2008 com traseira de Peugeot 107, não dá pra entender, mas alguém no comando acha que aquilo é que é o certo.
Concordo com o Severino, acho a Sato muito legal.
Somente o Maywether é fraquinho, todos os outros foram bons, principalmente o personagem Malcolm Reed. A série poderia ter sido melhor? com certeza. Mas eu gosto mesmo assim, principalmente o epísódio “THE DARKLY MIRROR”, onde a personagem Sato surpreende no final.
Qto ao comentário do Renzo sobre o dinheiro, não é que não visassem o dinheiro, mas antigamente o pensamento era diferente, se a série clássica fosse lançada hoje e tivesse o mesmo público (descontado o aumento populacional) que daquela época, não teria passado do primeiro ano, nem com carta do presidente americano.
Peço desculpas aos críticos e conhecedores profundos de Jornada, mas com todas a bobagens, falhas, erros apontados e discutidos, somados aos acertos, para mim Jornada é simplesmente o que há de melhor já criado em termos de seriados e filmes. Nada se compara.
Daqui a 50 anos, teremos outras gerações discutindo Jornada nas Estrelas. Nada, nada, já temos mais de 40 anos de Jornada.
Nasci depois que TOS havia sido encerreda, assisti a tudo (series e filmes), meu filho é fã (tem apenas 13 anos) e tenho certeza que muita coisa ainda será apresentada sobre as inumeras possibilidades que temos no universo fértil de Jornada.
Abraço a todos e até as próximas discussões durante mais 40 anos….
A falta de talento nos últimos anos não é privilégio de jornada.
Olhe o que Star Wars se tornou. E tem gente que acredita que o George Lucra$$$$ tinha escrito os roteiros há anos… tá na cara que não, ele só tinha um rascunho de uma página, no máximo, e tudo coisas que já tinham sido referidas no episódio IV, V e VI.
Era algo como:
Episódio 1: Obi-wan começa a treinar Anakin.
Episódio 2: Obi-wan continua treinando Anakin. Senador Palpitine começa a articular o golpe. Anakin se apaixona por uma princesa (nem Padmé tinha nome ainda)
Episódio 3: Anakin vai para o lado negro, o Imperador toma o poder, os jedis são exterminados.
Tudo o que está no meio, foi criado posteriormente. Jar Jar Blinks, a força vindo das células, Anakin criança prodígio, Anakin chorão…
Ele sabia que tinha que ligar o ponto A e o B. Mas nao sabia como fazer o recheio. hehehehe. Enterprise nem tinha isso, por que surgiu sem rumo.
Qualquer série que cria um vilão (Future Guy) sem nunca pensar nas suas motivações e origem, não pode ser levada a sério. E é um total desrespeito com o público.
O Giuseppi tem razão e espero que tenhamos bastante oportunidade nestes próximos 50 anos (não vou durar tando com certeza) de papear sobre Star Trek. A próposito, o que é TOS?
TOS é a série Clássica, The Original Series.
Giuseppe e VERDE, o pessoal daqui gosta muito de Jornada, as críticas apareceram porque Jornada poderia ter sido muito melhor do que foi nos últimos anos. E não se trata apenas de uma queda na qualidade, a queda foi também na audiência, nos ganhos financeiros, a ponto de haver interrupção das séries na TV e nos cinemas.
Todos temos interesse que Star Trek continue, mas para que tenhamos mais 50 anos de novas histórias, novos episódios e filmes, dependemos que o problema seja resolvido hoje, e para isso dependemos de J J Abrahms. Sorte a ele e a nós.
Tomalak, eu acho até que você foi generoso com George Lucas, as histórias não deviam estar assim tão “bem desenvolvidas” como você descreveu.
Gosto de Star Wars, principalmente a primeira trilogia. Quanto aos novos episódios, odiei o Episódio 1, não gostei do Episódio 2 ( mas não odiei ), e gostei muito do Episódio 3.
Marinho
Eu gosto muito de ficção, mas nem considero Star Wars propriamente como ficção… é mais fantasia sem qualquer conceituação mais profunda. É claro que a viagem pelo hiperespaço é uma decorrência das histórias do Asimov e do próprio Star trek. Gosto de Star Wars mas nada mais que isso, entre os 6 episódios me chamam mais atenção o V e o II, respectivamente. Não descarto a posição do Tomalak sobre a confecção das estórias, mas tenho razões para crer que não foi bem assim que ocorreu. Certas conotações da estória que até explicam por que as trilogias foram invertidas, porém não gostaria de comentar sobre isso.
Voltando ao que interessa, estou torcendo pelo J.J, pela Paramount por todo mundo para que realmente ST tome impulso novamente. Em termos de livros, não tenho encontrado coisas boas e novas na área de ficção. Geralmente deixam a ciência de lado e entram mais na área da mágia. Bons filmes de ficção são ainda mais raros e minha alegria quase que fica só com Star Trek. Eureka foi legal, Quinta Dimensão mediano, em termos de longametragem o último foi “O Homem Bicentenário¨ (no momento não me lembro de outro que tenha se destacado, nem “Eu, Robot ” e muito menos a Lenda – ainda prefiro ” A ùltima Esperança da Terra”), mas, no frigir dos ovos, é Star Trek mesmo.
Até mais….
VERDE, você viu o filme “Filhos da Esperança” ( “Children of Men” ) ?? Cara, gostei bastante. A direção é fantástica, o diretor fez umas tomadas enormes sem cortes ( é bom ver o making off ) inacreditáveis. Não cheguei a ler o livro.
Aquele filme com o Denzel Washington “Deja vú” também é legal.
Mas os dois são FC, digamos, light.
Tenho lido bem pouca ficção, ficção científica então creio que já tem mais de 10 anos que não leio nada. Mas já li uns bons livros. Do Asimov nunca havia lido nada da série de robôs até ver “Eu, Robô” com o Will Smith, e aí comprei o livro. Eu não lembro de uma “adaptação” tão diferente da história original como esta. Li “Fundação” ( diversos, nem lembro quantos ). Mas um dos livros do Asimov de quem mais tenho boas recordações foi “Fim da Eternidade”. Muito bom.
Lembro que gostei muito também de “Solaris”, do Stanislaw Lem ( o filme não é bom ). É pena que não tenha encontrado outro livro do autor.
A série “Duna” li toda, essa é campeã.
Mas quanto à livros de ficção científica moderna, não conheço muita coisa. Aliás estou bem desatualizado quanto a este tema.
Cara, até hoje não vi “O homem bicentenário”. Vou ver se pego na locadora neste fim de semana.
Marinho
Não vi esse não (como me escapou eu não sei), mas já anotei e vou assistir (CHILDREN OF MEN). DEJA VU eu assisti, gostei mas não é aquela pura ficção, mas é legal.
Quanto ao Asimov, acredito que tenha lido todos os livros dele lançado no Brasil, li alguns pockets também. O Homem Bicentário é uma estória menor, mas é o único filme que mostra como era no tempo do Asimov, mais romântico e inocente. O filme é engraçado e leva num crescendo coerente, apesar de não ser igual ao livro. Gostei demais. Eu, Robot pegou a maioria das idéias do Asimov e colocaram em um único filme, mas nada do conceito original, é mais dinâmico e de aventura porém não é um legítimo Asimov.
Quanto ao Solaris, existe uma versão polonesa deste filme que é melhor que a americana, apesar de ser um ritmo muito lento, tem 3 horas de duração. O final é que é muito bom e diferente do livro e também desta versão mais recente. Para quem gosta de ficção é válido.
Marinho
Esse filme CHILDREN OF MEN tem nome em português?
Grato
Sim. Pus o nome no post 28. Aqui saiu como “Filhos da esperança”.
VERDE, aguardo suas impressões sobre o filme. Fiquei até com vontade de ver de novo, vou ver se pego hoje.
VERDE, dá uma olhada no Blog do Castanheira.
http://chestnuttree-castanheira.blogspot.com/
Veja no post do dia 7 de março de 2008 a lista pessoal do Castanheira dos melhores filmes sci-fi de todos os tempos. Uma dica para quem gosta do gênero.
Marinho
Vi somente agora a sua resposta. estranho é que tinha entrado várias vezes para ver e não tinha nada. No momento estou no serviço e não dá para acessar o blog, mas ao chegar em casa irei fazê-lo.
Obrigado