Star Trek: The Complete Comic Book Collection

6180ec5ijwl_sl500_aa280_.jpgSeguindo uma ótima dica do Aspen, um de nossos habitués do Fórum Trek Brasilis, adquiri recentemente a Star Trek: The Complete Comic Book Collection, um DVD-ROM contendo tudo aquilo produzido entre 1967 e 2002 de quadrinhos relacionado a Jornada nas Estrelas, em um trabalho de escaneamento e compilação realizado pela produtora GIT Corp. É o tipo de produto que parece bom demais para ser verdade, mas agora realmente existe. Com a obra já nas mãos, está na hora de uma review do material para o Trek Brasilis, então vamos ver a respeito dos detalhes da obra.

A embalagem me pareceu bastante adequada, com uma caixa de papelão contendo uma caixa padrão Amaray de DVD, com o único disco dentro, mais um encarte com instruções de uso. O verso da capa frontal lista as séries de HQ inclusas no disco.

A instalação e uso é bastante simples e direta. Não há software a ser instalado exceto o Adobe Acrobat Reader 7.0. Caso você já tenha o Acrobat instalado, pode sair usando imediatamente assim que inserir o DVD. Dois cliques no arquivo Start.pdf abrem o seu leitor de PDF instalado — no meu caso, apenas o Pré-Visualização padrão do Mac OS X. Este arquivo serve de índice, com o menu de opções. Arquivos adicionais vão sendo abertos a medida que se navega, o que pode deixar a coisa um pouco tumultuada, vamos dizer assim. Mas nada que ir fechando os arquivos não resolva, óbvio.

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PDF sobre PDF (clique para ampliar)

De muitas maneiras, toda a experiência de navegação faz lembrar um pouco a web de 1997. O ícone de suporte no PDF principal, por exemplo, apenas faz abrir o seu cliente de e-mail com uma janela de escrever nova mensagem endereçada para o suporte da GIT Corp. Não que isto seja necessariamente ruim, é claro. Muitas vezes, a simplicidade da coisa apenas agrega benefício, pois eu bem sei a dor de cabeça que algumas vezes o software dedicado de visualização da The Complete New Yorker, obra equivalente de acervo de revista, ocasionalmente me faz passar. E ademais, pelo menos eles não entraram no esquema de meterem o batidíssimo LCARS como interface.

As edições em si são bastante diretas em relação a manuseio — arquivos PDF puros e prontos, como qualquer documento do tipo. O trabalho de conversão realizou o escaneamento completo das edições, de capa a capa, incluindo publicidade, o que dá um bom ar histórico a cada uma das obras. Também é perfeitamente possível de se navegar diretamente pelas pastas do DVD, tendo acesso direto aos arquivos, muito útil para se copiar edições selecionadas para o disco rígido.

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Menu de edições, Star Trek: Early Voyages (clique para ampliar)

De conteúdo, a caixa entrega o que promete: ali está, na minha frente, tudo o que foi publicado nos EUA entre julho de 1967 e outubro de 2002, sendo que entre 2003 e 2006 nada foi produzido de Jornada em quadrinhos, o que deixou Enterprise de fora da obra. Cerca de 500 edições, de todas as várias editoras que já tiveram a licença para a franquia de Jornada nas Estrelas. O tamanho dos arquivos varia dependendo da extensão da edição original, mas algo entre 10 e 15 megabytes é típico.

O DVD também conta com PDFs documentais com um breve comentário a respeito do universo de quadrinhos de Jornada nas Estrelas, biografias dos personagens das séries até Voyager e créditos do DVD. Eu pessoalmente preferiria que eles tivessem utilizado outra fonte que não uma sans-serif metida a futurista, o que deixou estes PDFs documentais um tanto cansativos de lerem, mas nada que atrapalhe demais.

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Visualização de edição (clique para ampliar)

Há também uma seção de Material de Bônus que conta com algumas edições especiais feitas para acompanhar merchandising em geral, discos com vozes gravadas e outras variações de HQs. Uma que eu achei particularmente intrigante foi “Star Trek: Passage to Moauv“, que conta com um Sulu negro e uma Uhura loira de olhos azuis, até agora o momento mais “What The Frack?” que encontrei. Passage to Moauv também tem elementos de TAS, como a Tenente M’Ress, embora a aparência dela também esteja bem diferente, ainda que ela mantém elementos felinos. As razões destas mudanças não estão aparentes na trama, pelo que eu pude constatar ao longo da folheada no PDF.

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Uhura… caucasiana? (clique para ampliar)

Para aqueles que contam com um iPhone ou iPod touch, deixo uma dica adicional. O aplicativo disponível na iTunes App Store, Air Sharing, é bastante conveniente para o transporte e visualização de arquivos no iPhone, PDF incluso, o que é examente o que o médico-chefe da nave receitou para o caso de Star Trek The Complete Comic Book Collection. Claro, ainda não é realmente uma experiência de leitura de revista em um aparelho tipo ePaper, mas quebra bem um galho para ter várias edições à mão para quando se estiver na fila do banco ou algo do tipo. Mais detalhes sobre o Air Sharing, nesta postagem do MacMagazine.

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Star Trek: Untold Voyages no Air Sharing

No frigir dos ovos, uma excelente aquisição. O preço, de 39,99 dólares (Em desconto na Amazon.com do original 49,95) pode parecer um tanto salgado à primeira vista, mas o custo-beneficio é simplesmente imbatível, pois faz cada edição ter custado cerca de dez centavos de dólar, um preço menor mesmo do que aquelas típicas convenções de HQ nos Holiday Inn de subúrbio americano, com aquelas fileiras e fileiras de caixas próprias para guardar edições. Se você gosta do material de quadrinhos de Jornada nas Estrelas e se vira bem com o Inglês, é compra praticamente obrigatória.

16 Comments on "Star Trek: The Complete Comic Book Collection"

  1. Ahhh… pensei que ia te um resumo de todas as HQs 8)

  2. vou ter q comprar ainda mais qte tem versao para mac os x 🙂

  3. Muito legal! Tentador…
    Só não sei se eu conseguiria ler tudo algum dia…

    Eu já tinha esbarrado no YouTube com alguém que pôs o audio e as imagens de um desses discos que vinham com uma história para ouvir e ler…

    http://br.youtube.com/watch?v=HzxZ_uPCCZo

  4. ja pedi na amazon

  5. Luís Henrique Campos Braune | 17 de setembro de 2008 at 10:10 am |

    Só tem na amazon? Quanto?

  6. Luís Henrique Campos Braune | 17 de setembro de 2008 at 10:19 am |

    Falha nossa: o quanto ($$) eu já vi no artigo…

  7. Os quadrinhos de Jornada nunca fizeram jus à qualidade da série, no que diz respeito ao visual (pois quadrinhos são desenhos, e é nos desenhos que esperamos o esmero principal).

    Os desenhos são sempre esquisitos e parecem ser feitos por fanzineiros de terceira.

    Quando não, a qualidade das artes e dos artistas é bem irregular, ora bom, ora ruim.

    Talvez por isso, a Abril (editora onde eu trabalhei) não se motive a trazer mais títulos da série em quadrinhos.

    Mesmo amando STAR TREK, não me animo a ter essas coleções em casa.

  8. "Frank" Hollander | 17 de setembro de 2008 at 3:41 pm |

    Muito interessante… Mas uma pena que a obra está em inglês.

  9. Os únicos quadrinhos que me chamaram atenção são os Early Voyages, da tripulação do Pike, pois os desenhos parecem ser bons e a história interessante…

  10. Os únicos quadrinhos legais mesmo, bem desenhados e com os rostos reconhecíveis estão na revista…

    MAD.

  11. “Uhura… caucasiana?”

    Pois é… não dá pra se levar a sério! Se a publicação pela Devir vai ter essa qualidade, nem me animo em comprar!

  12. Aliás, dá pra perceber ali um desleixo do colorista, pois percebe-se os traços de Uhura e, por baixo da saia não é uma calça azul, mas as pernas dela! Se tivessem o Photoshop quando fizeram os quadrinhos, talvez a qualidade ficaria melhor. Não sei se optaram em mudar as cores propositalmente, mas desconfio que o colorista nem conhecia Uhura!

  13. Não era um trekker e sim, outro fã de Hans Solo!!!

  14. a Uhura caucasiana não foi um erro, na realidade, foi feita claramente em um período em que se negociava os direitos de imagem com os respectivos atores. Algo parecido foi feito no “Early Voyages”, que apesar de ter todos os personagem do “The Cage”, suas feições são propositalmente diferentes, para não precisar pagar royalties aos atores.

  15. Interessante esta questão dos direitos sobre a imagem, faz sentido. Certamente deve ser alguma coisa que para contratos posteriores, a cessão do direito de imagem para eventuais obras derivadas já deve ser cláusula padrão.

    Se bem que, no caso do Early Voyages, as feições são diferentes mas pelo menos os biotipos combinam.

  16. Alguém já viu vendendo no Brasil ?

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