TNG 1×06: Where No One Has Gone Before

tng006-2Segmento representa muito bem a essência de Jornada nas Estrelas. Leia agora a revisão do Trek Brasilis para “Where No One Has Gone Before”, de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração.

Sinopse:

Data Estelar: 41263.1.

Um expert em propulsão da Frota Estelar, chamado Kosinski, e seu assistente alienígena, o Viajante (Traveller, no original), vão a bordo da Enterprise para aumentar a capacidade de dobra da nave.

Mas algo sai terrivelmente errado e, depois de duas acelerações em dobra, a Enterprise vai parar a 350 milhões de anos-luz de distância, numa dimensão onde os mundos físico e mental se confundem.

Para retornar, levaria mais de três séculos! A única maneira de voltar é através dos poderes inexplicados do Viajante. O problema é que ele está morrendo.

Comentários:

tng006-1A se julgar pelo nome, os fãs poderiam esperar mais um remake da Série Original, mas isso não poderia estar mais longe da realidade. “Where No One Has Gone Before” representa, de uma tacada só, a essência de Jornada nas Estrelas, um conceito absolutamente original no franchise e o melhor episódio de A Nova Geração até então produzido.

O episódio é uma jóia em termos de efeitos visuais. As imagens da Enterprise na galáxia M33 e, depois, no ponto em que pensamento e realidade se misturam são, para resumir, espetaculares.

A história é uma prova viva de que o real desenvolvimento dos personagens se dá naturalmente, quando eles se encontram face a situações específicas, e não artificialmente, como foi tentado em “The Naked Now”. Temos um insight muito melhor de Picard nos poucos momentos em que ele conversa com sua mãe, ao contrário do que ocorre no episódio em que a falsa embriaguez o leva a fazer papel de bobo com a doutora Beverly Crusher.

Cientificamente falando, a história é até forçada. Mas isso conta muito pouco, quando a aventura de exploração torna-se internamente consistente e tão interessante para o telespectador. A ficção fala mais alto que a realidade.

hands-travelerPela primeira vez, Troi (embora ainda de forma muito discreta) tem uma função na nave, servindo de termômetro para as reações da tripulação.

Além disso, o episódio oferece diversos desdobramentos para o resto da série: incentivado pelo Viajante, Picard promove Wesley Crusher a alferes honorário, o que faria a aparição do personagem ainda mais constante. Como consolo, isso também representa o primeiro passo para que Wesley deixasse a série. Há males que vêm para bem.

“Where No One Has Gone Before” faz jus ao nome. É Jornada nas Estrelas em sua essência — a exploração do desconhecido, levada aos seus limites. Um dos melhores episódios do atribulado primeiro ano de A Nova Geração.

Citações:

Viajante – “Up until now, you have been… uninteresting. It’s only now that your lifeform begins to merit serious attention.”
(Até agora, vocês eram… desinteressantes. Só agora sua forma de vida começa a merecer séria atenção.)

Riker – “Shall I call for Doctor Crusher, sir?”
(Devo chamar a doutora Crusher, senhor?)
Picard – “Why? Is someone ill?”
(Por quê? Tem alguém doente?)

Trivia:

  • O ator que interpretou o personagem Viajante, Eric Menyuk, esteve próximo de conseguir o papel de Data, na época em que os atores estavam sendo contratados.
  • Biff Yeager estréia aqui como o Engenheiro-Chefe de nome Argyle, ficando por vários episódios no cargo, até a transferência de LaForge para esta função. Porém neste episódio Riker o apresenta como “Um dos nossos Engenheiros-Chefes”.
  • O nome da mãe de Picard, que aparece neste episódio, somente será revelado no episódio do 6º ano “Chain of Command, Part II”. Seu nome era Gessard Picard.
  • O Viajante ainda voltaria mais duas vezes, até o final da série, nos episódios “Remember Me” do 4º ano e “Journey´s End”, do 7º ano de produção.

Ficha técnica:

História de C.J. Holland
Roteiro de Tracy Tormé & Lan O’Kun
Direção de Richard Compton
Exibido em 30/11/1987
Produção: 006

Elenco:

Patrick Stewart como Jean-Luc Picard
Jonathan Frakes como William Thomas Riker
Brent Spiner como Data
LeVar Burton como Geordi La Forge
Michael Dorn como Worf
Gates McFadden como Beverly Crusher
Marina Sirtis como Deanna Troi
Wil Wheaton como Wesley Crusher
Denise Crosby como Natasha “Tasha” Yar

Elenco convidado:

Majel Barrett como Lwaxana Troi
Rob Knepper como Wyatt Miller
Nan Martin como Victoria Miller
Robert Ellenstein como Steven Miller
Carel Katarina como sr. Homn
Raye Birk como Wrenn
Danitza Kingsley como Ariana
Michael Rider como chefe do transporte

15 Comments on "TNG 1×06: Where No One Has Gone Before"

  1. gosto bastante desse episódio, de longe o melhor da primeira temporada…assisti novamente essa semana e fiquei pensando que a partir dele o personagem do Wesley poderia ter sido desenvolvido de uma maneira mais interessante…bem menos “mala sem alça”.
    E esse episódio explica o porquê que o W. Crusher “surtou ” na última temporada e virou um tipo de andarilho né?…que loucura….

  2. Achei também o episódio fenomenal. A galaxia M33 para mim refletiu no conceito da Nexus de Generations.
    Outra coisa muito interessante é o tema da “Transdobra”, pois ao alcaça-la, a Enterprise-D pode ir (teoricamente) para todo o espaço, e quando saiu desse recurço caiu de para-quedas naquele lugar.
    E sei que o Castanheira não gosta de fugirmos do tema, más acho que certos temas, como a “Transdobra” nesse episódio poderia ter aberto um grande leque de possibilidades em ST, novos tipos de temas, histórias de exploração onde nenhum homem realmente jamais estive e, até mesmo um real futuro novo no Pós-TNG. Por isso desculpe ao Ralph, más é dificíl esconder uma idéia tão profunda que poderia ter mudado tudo.

  3. Foi um ep. muito bom de TNG, eu fikei viajando legal quando a ENT chega naquele local distante p cacete!

    O mais legal é que ninguém virou sapo quando a dobra 10 foi ultrapassada 😛

  4. O benefício do personagem deste episódio é que ele mais tarde ajudou a série a se livrar do Wesley…

  5. Concordo com a Mariana, esse episódio é disparado o melhor da primeira temporada.

  6. Post 2
    Nao vejo vc saindo do tema, está apenas comentando algo diferente para este episódio, o que nao se configuraria sair do tema.
    Esta est[oria é tao grande que poderia trazer muitas possibilidades, mas poderia levar ST por um caminho difícil de se fazer, uma vez que os episódios já eram tao caros.

  7. Esse episódio tem o verdadeiro espírito de jornada.
    Não sei por quê, mas como este episódio, os melhores não disparam nenhum um tiro, já repararam?

  8. O primeiro “ótimo” episódio da nova geração, e como foi dito, tem nele a verdadeira “essência de Jornada nas Estrelas”, ainda desenvolve o personagem Wesley que gosto muito.

  9. Adoro este episódio ! Ele não é apenas o melhor da primeira temporada de TNG, mas um dos melhores de toda a série, pena que o roteiro teve que “correr” no final para terminar dentro do tempo, isso porque ele poderia ter sido melhor trabalhado, etc. Se fosse um episódio em 2 partes, seria melhor ainda.
    Sobre o comentário do nosso amigo Padô, sobre Transdobra, eu acredito que essa “tecnologia” deve ser a usada em uma nova série de TV, se esta série se passar após TNG (ou se preferir, após Nemesis). Esta seria a única maneira de se explorar os outros 3 quadrantes da nossa Galáxia, e talvez arriscar algumas incursões em outras galáxias próximas.

  10. Esse alienígena viajado poderia ter ficado com a tripulação da Enterprise.

    Muitas jornadas poderiam ser realizadas com a ajuda desse potencial parceiro.

    Poderíamos ter ido a planetas inalcançáveis e prestar ajuda humanitária, conhecer culturas, ganhar novas amizades e trocar conceitos tecnológicos.

    Há tanta coisa para se ver no espaço… E a nossa vida é tão curta.

  11. O elenco convidado listado no final da matéria refere-se ao episódio “Haven”. Creio que todos os demais elementos da ficha técnica também estão equivocados, não pude verificar com exatidão.

    Desculpem pelo nitpicking.

  12. Esse com certeza é um dos episódios que eu mais gostei e gosto… Ainda hoje eu coloco o DVD e assisto ele…

  13. Com certeza está entre os menos “toscos” da 1ª temporada.
    Os episódios finais do Wesley foram interessantes, nas primeiras temporadas mostraram somente o lado “mala” dele.

  14. Rogério Silvestre | 21 de janeiro de 2009 at 11:57 am |

    Apesar do reesultado final ter sido de mediano a ruim, a primeria temporada de TNG teve alguns episódios muito bons. Este e o “11001001” estão entre os meus favoritos de toda a série.
    Como disse a Mariana, o personagem Wesley poderia ter se desenvolvido bem melhor a partir deste personagem. A porpósito, eu não tenho nada contra o Wesley. A galera fica malhando o personagem, mas há alguns episódios que considero bons em que ele “protagoniza”.

  15. Eu também não tenho nada contra o Wesley, sendo que ele já ajudou a “salvar a nave” várias vezes.

    A ficha técnica acima é do episódio anterior. Eis a desse episódio:

    Escrito por: Diane Duane & Michael Reaves
    Dirigido por: Robert Bowman
    Exibição: 26/10/1987

    Elenco:

    Patrick Stewart como Jean-Luc Picard
    Jonathan Frakes como William Thomas Riker
    Brent Spiner como Data
    LeVar Burton como Geordi La Forge
    Michael Dorn como Worf
    Gates McFadden como Beverly Crusher
    Marina Sirtis como Deanna Troi
    Wil Wheaton como Wesley Crusher
    Denise Crosby como Natasha “Tasha” Yar

    Elenco Convidado:

    Eric Menyuk como Viajante
    Stanley Kamel como Kosinski
    Biff Yaeger como Engenehiro-Chefe Argyle

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