Star Trek: “novelização” versus filme

O veterano escritor de ficção científica, Alan Dean Foster, é o autor da novelização de Star Trek, uma adaptação em forma de romance ao roteiro de Roberto Orci e Alex Kurtzman. Foster tem credenciais tanto como adaptador quanto escritor de contos de ficção. Sua contribuição para o universo scifi é inegável, incluindo o de Jornada. Para iniciarmos 2010 com o pé direito, veja agora uma comparação entre a novelização e a versão oficial do filme.

Embora tenha sofrido alterações, a adaptação de Foster ajudou a produção, com diálogos maiores, expandindo as motivações dos personagens e de situações que resultaram num entendimento melhor do próprio filme. Veja um resumo do que foi apurado no livro e que foi cortado ou mencionado de forma diferente no longametragem de J. J. Abrams.

INÍCIO

O livro começa fazendo uma descrição da explosão de uma supernova, sem entrar em detalhes de sua localização e período.

Após, a história muda para Vulcano, onde Amanda aparece dando luz a um menino, e demonstra seu desapontamento por Sarek não estar lá naquele momento. Sarek chega, eles conversam e lhe dão o nome de Spock em homenagem a um dos antigos construtores da sociedade Vulcana.

A próxima cena é a da USS Kelvin. Foster chama seu capitão de Pierre Robau (provavelmente desconhecia o nome completo). Os diálogos pré-ataque são mais demorados entre Robau e a tripulação, com análise pelos sensores e discussões sobre a procedência da nave. Sinal de saudação é enviado sem resposta. Robau determina que a nave fique em alerta amarelo e que se aproxime mais. Narada ataca. Robau determina que transfira potência para uma transmisão de emergência a Frota. O alienígena se identifica como Ayel e em nome de seu capitão determina que Robau vá a Narada. A tripulação discute a origem de Ayel e um dos oficiais especula que seja romulano pela descendência com Vulcanos: orelhas, perfil do rosto e coloração da pele, depois de Robau mencionar o fato de que ninguém viu um Romulano em cinquenta anos. O resto das cenas segue o filme, exceto pelo fato de que o navegador e não o computador informa a George Kirk que o piloto automático está inoperante. George determina que todos os comandos sejam passados para a cadeira do capitão.  

Após a destruição da USS Kelvin, a história do livro se volta para Vulcano, onde mostra jovens num centro de aprendizagem. Grupo de garotos insultam o pequeno Spock que bate em um deles. Spock fica num corredor sentado e vê seus pais a distância discutindo sobre o “direito de responder à agressão”. Sarek conversa com Spock e garante que ele nunca terá que escolher entre seu pai e sua mãe.

CORVETTE

A cena do Corvette começa em casa, onde o jovem Kirk está limpando e encerando sob as ordens de seu padrasto Frank. O irmão mais velho de Kirk, George, vai embora por causa de Frank. George diz a Kirk que Frank está lavando o carro do pai deles, porque ele vai vendê-lo sem dizer a Winona. George diz a Kirk que seu irmão mais novo vai ficar bem porque ele não é como o George, ele está “sempre fazendo tudo certo, boas notas, bichinho ensinado, fazendo tudo o que lhe dizem”. Em seguida, abraça o pequeno irmão e vai embora. Kirk pensa nas palavras de George, pegas as chaves e sai com o carro. Kirk passa rápido por um policial, que analisa o carro e seu ocupante por meio de um aparelho e o persegue (Kirk não cruza com seu irmão na estrada). O policial é humano e pergunta: “Qual o seu nome, filho?”.

Em Vulcano, Spock diante do Conselho recusa o convite para entrada na Academia de Ciências e dizendo ao seu pai: “No momento, pai, a melhor maneira de honrar nossa espécie seria entrar na Academia da Frota, como o primeiro Vulcano”.

CENA DO BAR.

Kirk é muito mais desagradável nas cenas de bar – não com Uhura, mas com os outros cadetes e com Pike. Ele acusa os outros cadetes de estarem com ciúmes, chama sarcasticamente os socos deles de adoráveis, e faz graça com suas formas físicas. Pike não assobia mas anuncia sua presença no bar.

A conversa entre Pike e Kirk é mais longa e difícil. Kirk está bastante sarcástico. Pike diz que seu pai não acreditava no cenário de não vencer, em que Kirk responde: “Ele com certeza aprendeu a lição”. Pike diz que “depende de como você o define, um vez que que está aqui”. “Não tenho certeza se eu chamaria de uma vitória”, diz Kirk.

Pike faz um longo discurso sobre a falta de instinto dos novos oficiais: “…Esse instinto que salta sem olhar, para ter uma chance quando a lógica e a razão insistem que tudo está perdido. É algo que Frota está perdendo. Sim, eles são admiráveis, respeitáveis. Mas na minha opinião, nós nos tornamos excessivamente disciplinados. O serviço está fossilizado…Deixe-me dizer-lhe algo. Os cadetes que você enfrentou?  … Oxford. Sorbonne. Eles se tornarão oficiais competentes. Executarão seus serviços com eficiência e classe. Mas e o material de comando? Pessoas em quem eu confiaria minha vida quando confrontados por um par de naves Klingon?”, balançou a cabeça tristemente. Pike convida Kirk a se alistar na Frota. Kirk ironiza, Pike insiste (não há menção de Pike falar sobre a Frota ser de manutenção da paz), mas Kirk encerra o assunto: “Acabamos, certo? Eu posso ir? Ou eu tenho que ficar sentado ouvindo mais sermão?”. 

Chegando no estaleiro de Riverside, Kirk conta a  Pike que ele, embora sem credenciais para entrar, convenceu a guarda do portão da base de que era sobrinho de Pike e ela acreditou nele, porque ele usou o seu charme encantador. Pike diz a Kirk que pode usá-lo como uma referência. Kirk conhece McCoy.

ACADEMIA.

Na Academia, Kirk já aparece com Gaila na cena do quarto de Uhura. Uhura surge, fala sobre as naves Klingons e que haverá teste de simulação por toda a semana. Ela percebe Kirk embaixo da cama, repreende a companheira de quarto e o manda embora. Na cena Uhura comenta com Gaila sobre Kirk, dizendo que ele não faz o seu tipo, embora seja bem inteligente e esperto.

TESTE DO KOBAYASHI MARU.

Foster descreve o cenário de simulação com vários administradores e técnicos fazendo manutenção dos equipamentos e acompanhando o desempenho dos cadetes, entre eles uma oraniana. O teste de Kirk se passa como no filme. Já a cena do auditório é mais detalhada. Enquanto se dirigem para onde se realizará a assembléia extraordinária, Kirk especula com McCoy se não teria algo a haver com sua “proeza” no teste. Kirk diz que fez um discurso, no caso de receber alguma comenda. A conversa se denrola com McCoy o advertindo por sua extrema arrogância e vaidade, “Espero ser capaz de escrever o primeiro artigo científico sobre um cadete que morreu de hemorragia cerebral devido a um excesso de ego”, ironiza Magro. 

Pike está presente a assembléia. Kirk e Spock justificam seus argumentos num debate mais longo. Aqui está uma palhinha desse duelo, no romance de Foster.

 “Talvez você apenas não goste que eu tenha vencido o seu teste”, provocou Kirk. “Eu sou Vulcano. Como não é um verbo do nosso vernáculo, não consigo compreender a sua indignação. Eu simplesmente fiz uma dedução lógica que, considerando o seu desempenho recente e sua racionalização para as ações que tomou, você é um mentiroso….Gestão de uma situação de crise depende da segurança de um capitão, no qual a equipe pode e vai seguir as ordens, não importa o quão desesperada ou aparentemente impossível as circunstâncias se encontrem. Ao alterar artificialmente as condições, você apresentou um elemento que estava fora dos parâmetros dados no teste. Como conseqüência, os cadetes, sob seu “comando”, tiveram suas próprias respostas comprometidas. Para satisfazer a sua própria vontade de precisar vencer a todo custo, você estava disposto a sacrificar suas avaliações de desempenho”.

Kirk: “A crise é, por definição, uma surpresa. E uma surpresa, por definição, não tem parâmetros. É o que seja no momento em que se anuncia. Consequentemente, qualquer ação tomada para combater é evidentemente válida. O qual justifica meus atos. Em uma situação real de crise, muitas vezes as ações tomadas fora das regras aceitas, regulamentos e parâmetros, resultam em sucesso. Seguindo as regras, passando pelo livro, se você me desculpar o clichê, é freqüentemente o caminho mais rápido para o desastre. A surpresa necessita ser encontrada com a surpresa, não previsibilidade…Evidentemente, defendemos diferentes abordagens para a gestão de crises, Comandante. ‘Gestão de crise’, tomada pelo seu significado real, não há nenhum livro regras para isso”.

Spock: “Dado que sua experiência em viagens espaciais está limitada ao dia do seu nascimento e a um intervalo de viagens subseqüentes modestas, lhe falta a experiência necessária para fazer esse julgamento. Você advoga uma metodologia baseada na suposição e na emoção, não na familiaridade e conhecimento”.

Na saída Pike diz a Kirk, “fazer trapaça não é ganhar”. 

NA USS ENTERPRISE.

Foster descreve Chekov como, provavelmente, vindo do “Conservatório da Cidade das Estrelas”, perto de Moscou, e que não começou na Academia. Não há diálogo sobre o assunto, apenas uma nota do escritor.

Kirk acorda e ouvi de uma conversa entre médicos e enfermeiros sobre o problema em Vulcano e a tempestade elétrica.

Após ficar convencido da teoria de Kirk, Pike determina uma parada de emergência para tentar entrar em contato com as naves e o planeta. Eles monitoram as naves através do painel tático na tela principal. Apesar da interferência, Uhura consegue captar transmissões de socorro e na tela os pontos, marcando as naves, começam a desaparecer.

O comandante romulano diz a Pike que devido a dificuldade humana para pronunciar o seu nome, ele pede para ser chamado de Nero.

Numa conversa entre Romulanos fica-se sabendo que a broca é necessária porque o calor do núcleo e a pressão são elementos que desencadeiam a reação da matéria vermelha.

Spock dá uma explicação mais detalhada do porque ele ter de ir resgatar seus pais e o Alto Conselho, “Eles estão no arco katrico. O abrigo foi construído para suportar não apenas distúrbio convencional, mas todas as variedades de radiação. As ondas do transporte não penetram. Não é possível obter uma trava
através de sua blindagem. Devo levá-los sozinho”.

Chekov solicita que os controles do transporte sejam transferidos para o seu console na ponte. Uhura ajuda Chekov com as coordenadas no transportador para trazer Kirk e Sulu.

Spock ao retornar de Vulcano traz uma grande arca, que supostamente ajudaria a manter a sua cultura. 

KIRK EXPULSO DA ENTERPRISE.

Kirk e Spock debatem sobre a possibilidade de se tentar parar Nero ou encontrar com a Frota. Kirk argumenta que o Capitão Pike “acredita que oficiais não devem seguir cegamente as ordens, sem olhar para formas alternativas de fazer as coisas. Eu posso falar a partir da experiência pessoal”. Spock se recusa a aceitar tal idéia e eles discutem asperamente. Kirk tenta obter de McCoy a declaração de que Spock está inapto para o comando. Spock diz que isso é motim. Em seguida, Kirk tenta citá-lo como emocionalmente comprometido no âmbito do Regulamento um, vinte e um. Spock diz que o não cumprimento de uma ordem direta é um caso de corte marcial, e McCoy diz: “Jim, por favor, ele é o Capitão!”. Sozinho, Kirk se rende e Spock dá a ordem final, “Se eu limitar você ao confinamento em seu quarto, provavelmente escapará. Você é muito engenhoso, o que faz com que seja potencialmente um bom oficial e agora marcado como uma ameaça, não só para a nave e à sua missão, mas para si mesmo. Não posso permitir que você permaneça nesta nave, onde a sua insubordinação representa um perigo e onde o seu poder de persuasão pode seduzir. Sr. Chekov, sinalize à baía de transporte para se preparar para o Sr. Kirk. Ele será transferido para um local onde possa utilizar seus talentos em qualquer grau que ele deseje, mas onde não seja capaz de prejudicar”. Kirk tenta fugir, mas é derrubado pelo toque neural de Spock.

NERO E PIKE.

À bordo da Narada, Nero revela a Pike sua admiração pelos humanos dizendo que “séculos atrás, antes do Alto Conselho Vulcano decidir revelar-se para o povo da Terra, nós já vínhamos, ocasionalmente, observando sua espécie de longe …Você é de uma raça mais nobre do que os nossos deploráveis primos”.

Pelo romance, a criatura que Nero introduz em Pike é de origem romulana. “Não vou discutir etmologia romulana”, diz Nero que dá uma descrição mais detalhada do ela faz, “ela se aloja na medula espinhal para desovar, secretando uma substância para não ser rejeitada, substância essa que deixa um efeito colateral interessante”.

ENCONTRO COM SPOCK PRIME.

McCoy aplica um sedativo a Kirk antes de ser embarcado num casulo de fuga. O doutor revela a Spock sua contrariedade de fazer tal coisa. “”Com o devido respeito por sua perícia médica, doutor, do que tenho visto e sei do tenente James Kirk, colocá-lo em êxtase permanente não é possível. E mesmo assim eu teria minhas dúvidas”, disse Spock.

Spock Prime tenta convencer Kirk de que o conhece dizendo o seu nome, nome de seu pai, nome de seu irmão, o nome de sua mãe, “Você nasceu em dois mil duzentos e trinta e três, numa fazenda em Iowa …”.  Mas Kirk, discrente, disse que nasceu em uma nave. “”Eu entendo seu ceticismo. As probabilidades de nos reunirmos através do espaço-tempo são tão improváveis que, no momento de confrontação real, eu também queria saber se estava sonhando”, alegou Spock.

A conversa entre Spock Prime e Kirk se estende por mais algumas páginas, tendo Spock Prime perguntado sobre os demais tripulantes. Ao saber que quase todos estão na Enterprise assumindo postos como no tempo original, Spock teoriza que esse encontro “conveniente” entre eles, o encontro com o velho Spock e cada um assumindo seu lugar não seria um produto da corrente do tempo, tentando corrigir a si mesma. 

Spock Prime diz que as comunicações de Delta Vega eram insuficientes para avisar Vulcano e ele tem evitado a estação para não prejudicar o fluxo do tempo.

A discussão com Scotty sobre a teoria de transporte em dobra é mais extensa, envolvendo coordenadas, margem de erro e possibilidade de falha.

KIRK ASSUMINDO A ENTERPRISE

No romance, Chekov não detecta a presença de invasores, mas sim um acesso não autorizado no painel dos refrigeradores auxiliares do tanque de água. Spock determina que seja selada a área e o envio de seguranças ao local e para proteção dos membros do Conselho Vulcano.

Kirk provoca Spock e faz o vulcano perder-se emocionalmente, deixando o comando. Quando Kirk assume a Enterprise, Chekov, Sulu, McCoy e Uhura exigem uma explicação antes de apoiá-lo, e ele conta-lhes sobre Spock Prime e que não pode dizer ao Spock/Quinto sobre ele. Há nova discussão a respeito da linha temporal alternativa.

O livro conta que a Narada destruiu as naves de defesa atmosféricas e desabilitou as estações automatizadas da Terra com os códigos fornecidos por Pike. Em órbita, Nero axalta uma admiração exagerada pelo planeta. Ayel aproveita para pedir que desista, já que a vingança sobre Vulcano está consumada e a tripulação quer ir para casa, mas Nero mantém seu objetivo, “Nós não retornaremos como simples mineradores, mas como conquistadores”.

Uhura, ao se despedir de Spock, entrega um tradutor configurado para entender Romulano.

Spock luta com vários romulanos deixando-os inconscientes, e depois explica a Kirk que ele foi treinado na arte marcial Vulcana Suus Mahana, que é usada apenas em ocasiões de perigo iminente contra múltiplos oponentes.

Spock não consegue fazer o elo mental com o romulano ainda vivo, então Kirk usa o que ele chama de “velho método humano”, desferindo socos para obter as respostas. 

Nero não percebe a presença de Kirk e Spock. Ele só fica sabendo de algo, quando os sensores indicam que alguém está pilotando a Jellyfish, e a mesma destruiu a entrada do hangar da Narada. Nero abre comunicações e vê que é Spock (Quinto).

Kirk não encontra com Nero como no filme, ele resgata Pike sem ser visto.

A Jellyfish é atingida por um dos torpedos da Narada e Spock ordena a sua auto-destruição e ao mesmo tempo traça um curso de colisão.

A reação de Spock ao ver Kirk oferecendo ajuda aos romulanos é diferente aqui. Ele diz no livro: “Capitão, ele destruiu o meu planeta natal. Como um ser humano diria – para o inferno com a lógica”.

Na cerimônia de passagem de comando, Pike dá a Kirk a comenda “pelo pensamento original” no teste do Kobayashi Maru.

Kirk diz a Spock (Quinto) que ele quebrou o código de encriptação do programa do Kobyashi Maru, tirando partido do fato de que as mulheres “Oranianas falam durante o sono”.  Spock diz que nunca vai entender uma trapaça. Kirk diz para ele dar tempo ao tempo.

Um beagle, muito peculiar,  materializa-se na sala de transporte da Enterprise, na última cena.

Espero que tenham apreciado.

15 Comments on "Star Trek: “novelização” versus filme"

  1. Parece que o Allan deu uma melhorada.
    O JJ deveria contrata-lo para fazer uma revisão de Star trek XII antes de filmar…

  2. pelo amor de deus, chamem ele para produzir o reteiro dos próximos filmes

  3. Com certeza o livro é muito melhor, até tem soluções e motivações adultas, diferente do que aquele filme com censura para 13 anos (ou seria livre?). Da até para dizer que esse sim é um texto de Star Trek. Pena que ele deixou a trapaça do Kirk na KOBAYASHI MARU do jeito do filme, ainda é muito tosco.

  4. Desde já,vamos torcer para que o Dean Foster possa dar o ar de sua graça para a sequencia do novo Star Trek!!!

    Alan Dean Foster!!
    Alan Dean Foster!!
    Alan Dean Foster!!

  5. Esperava mais do teste Kobayashi Maru, uma solução exótica, inédita, como mencionado por Spock em Star Trek II, ainda que por meio de trapaça. Concordo com o post 3, solução tosca e óbvia, tendo em vista os escudos das naves klingons estarem abaixados, mas deveriam estar erguidos mesmo com as condições dos testes alterados…
    Bem que este cachorrinho do Alm. Archer deveria materializar-se no próximo filme.

  6. Arrumem isso aí – NOVEL = romance e não NOVELA. Então não é novelização e sim romantização, transformação do roteiro em livro, romance, o literário, em oposição a short sotry = conto. E não é REVISÃO LITERÁRIA, de literary review. É crítica ou análise literária. Esses erros fazem com que o site perca um pouco de credibilidade, ao mesmo tempo em que as matérias costumam ser muito boas.

  7. Contratem este cara para o próximo filme rápido !!!

    Bem, não li tudo, não dá tempo agora, mas me pareceu no que li que ele melhorou um monte de coisa. Bem melhor.

    No entanto uma fragilidade do roteiro original não conseguiu melhorar muito. O abandono de Kirk por Spock naquele planeta.

    Abraços.

  8. Ralph Pinheiro | 6 de janeiro de 2010 at 2:32 pm |

    Post. 6.

    Na verdade, o nome “novelização”, vindo do termo em ingles novelization, para significar adaptação ao roteiro, é uma forma “aportuguesada”, como marqueteiro, lobista…
    O mais correto seria realmente adaptação ao roteiro, que pode ser em forma de romance ou novela, embora muitos digam que a diferença entre os dois gêneros narrativos seja muito sutil. Uma definição seria que o romance possui várias ações correndo em paralelo e independentes na história, enquanto que na novela as ações individuais são ordenadas, obdecendo a uma sequencia comum.
    Nós usamos o termo para melhor compreensão e por ser de uso geral, embora não conste no vernáculo oficial.

    Quanto a REVISÃO LITERÁRIA, estamos procurando incluir outras opções mais convenientes.

    Mas com tudo isso, não creio que vá prejudicar o conteúdo do artigo e o objetivo dele, que é o entretenimento.

    De qualquer modo, vale a observação da colega.

    Obrigado, Juliana.

  9. Caramba eu quero esse livro agora!!! só por esta matéria deu para perceber o quão talentoso Alan Dean Foster é ao lidar com novelizações de filmes….
    Estou curioso para saber como foi o trabalho dele com os 2 Transformers e com o Exterminador do Futuro 4….

    Ele devia escrever o próximo filme!!!!!

  10. Não tem nada a ver com esse topico mas é uma dúvida que me deixou intrigado, eu hoje via jornada nas estrelas a serie animada, realmente a enterprise fica voando de lado como eu vi ou é algum filme que sacanearam e colocaram na internet, o desenho que eu vi é muito tosco nave voando de lado, qualidade horrivel

  11. Só um detalheco pequeneneco: escrever um livro é uma coisa, fazer um roteiro, é outra coisa. Claro que o nosso amigo Alan possivelmente tem mais talento que os 3 patetas juntos, mas não quer dizer que em 2 horas de filme ele consiga colocar tudo o que ele escreve num livro. Ou seja, se ele desenvolver uma história para ST XII no calibre do livro dele referente a ST XI, terá que enxugar muuuuuito!

  12. Post 10
    OFF TOPIC
    Na minha opiniao TAS é horrível. Estórias ruins, com produçao paupérrima. Totalmente fora do canon, como foi dito pelo próprio Roddenberry. Eu tenho o BOX e nao tive melhor reaçao que a sua, vista pela internet.
    Devo salientar, porém, que muitos aqui no TB gostam, portanto, minha opiniao nao é nem maioria.

  13. Um dos filmes que curto muito é E.T., de Spielberg.
    Tanto que me foi dada a oportunidade de ler o livro do filme.
    A leitura me deu uma experiência maravilhosa, pois o texto revelou pormenores do que estava ocorrendo na mente dos envolvidos na história da criatura extraterrestre.

    Por isso, um bom livro só tem a acrescentar às nossas percepções.

    E Foster é o cara!

    A diferença é que ele ama o que faz!
    Seja um simples romance ou uma aventura Sci-Fi, Foster coloca a paixão que se transformam em idéias que se convertem em imagens verbais que se materializam com clareza diante dos olhos do nosso imaginário.

    Com certeza, esse romace vai ser devorado por mim com toda voracidade.

  14. Sei que vou receber minha pecha de maluco, mas vou falar assim mesmo: gostei de Star Trek do J.J.; tem alguns pontos problemáticos, é verdade, mas achei o cerne da história muito bem elaborado. Claro que sempre ficaremos saudosos da tripulação original, mas eles estão envelhecendo e indo para a terra desconhecida e se a tripulação do Séc. XXIII é mais carismática que as dos spin-ofs, fazer o que?

  15. Esses trechos me deixaram com “água na boca”. Acho que J. J. acertou em cheio na idéia de renovar a série nas telonas e que Alan é o nome certo para ajudar no roteiro. Infelizmente, por questões técnicas – principalmente tempo – por mais perfeito que o roteiro seja, ele tem que ser “enxugado”. Eu teria paciência de assistir um filme de três horas, pois gosto de Star Trek; mas e a grande maioria “não iniciada”? Como o objetivo era revigorar o clássico, atingindo públicos diversos, entre conhecedores e leigos, não havia outra alternativa ao diretor. Alan certamente está contribuindo brilhantemente. Imaginar as cenas do livro, encaixando no novo tratamento que foi dado à Star Trek, é instigante!

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