PIC 1×06: The Impossible Box

Picard enfrenta seus fantasmas no cubo borg e salva Soji

Sinopse

Em seu quarto, no Artefato, Soji sonha com ela própria quando criança, entrando numa sala e sendo repreendida pelo pai. Ela acorda assustada e Narek, que está na cama com ela, se interessa pelo conteúdo do sonho e sugere que Soji converse sobre o assunto com a mãe dela. Ele sabe que Soji conversa com a mãe todos os dias.

Na La Sirena, Agnes explica a Picard que o coração de Maddox não aguentou os ferimentos que ele sofreu em Freecloud, por isso morreu. Elnor percebe que Picard não está ansioso para chegar ao cubo borg. Agnes Jurati sabe que Picard foi assimilado pelos borgs, pois na sua área o estudo dos borgs é obrigatório. Picard fica abalado com o assunto e se retira. Elnor percebe que algo está atormentando Agnes.

Em seu chateau holográfico, Picard pesquisa no computador sobre o Artefato e vê Hugh. Também vê a si mesmo como Locutus.

Tarde da noite, Rios está treinando com uma bola de futebol quando Agnes aparece. Ela diz que se sente vazia, sem esperança e solitária. Eles se beijam e seguem de mãos dadas para os aposentos do capitão.

No Artefato, Narek entra em seu quarto e vê a irmã, Narissa, brincando com o seu tan zhekran. Ele pede a ela que devolva, pois aquela pequena caixa, para ele, não é um brinquedo, mas algo que lhe ajuda a pensar. Ele conta a Narissa que Soji tem um sonho recorrente e pergunta por que Maddox a teria programado para sonhar. Narissa acha que pode ser uma falha, mas Narek acha que é intencional. As vias neurais de Soji são auto-heurísticas, sempre buscando e formando conexões mais eficientes. Todo dia, essa habilidade traz provas claras de que ela não é humana, como acredita. Essa dissonância cognitiva deve ter um destino. Quando ela sonha, concilia as duas visões de si mesma, humana e sintética. Parte da verdade quer chegar à superfície. Narek acredita que isso é uma vulnerabilidade de Soji. Se ele conseguir que ela lhe conte seus sonhos, ele poderá acessar engramas subjacentes sem ativar as sub-rotinas de autodefesa. A informação que Narek e Narissa procuram está lá: a localização do planeta natal de Soji.

Enquanto isso, a La Sirena está prestes a sair da antiga Zona Neutra e entrar no espaço romulano, em violação a um tratado galáctico. Rios pergunta como Picard pretende entrar no Artefato sem autorização. Agnes sugere se fingirem de cientistas, mas Picard sabe que não vai funcionar, pois se os romulanos não o reconhecerem, os borgs o reconhecerão. Picard diz que devem agir ao estilo aberto do Qowat Milat, obtendo para ele uma autorização como um enviado diplomático da Federação para se encontrar com o diretor do Projeto de Recuperação Borg, que ele descobriu ser alguém que conhece: Hugh.

Raffi, visivelmente alcoolizada e fumando folha de cobra, vem à ponte e entra em contato com sua amiga Emmy, capitão do comando da Frota Estelar. Raffi explica que precisa de credenciais diplomáticas para Jean-Luc Picard entrar no Artefato. Emmy diz que não será possível, pois o Artefato é restrito a cientistas. Raffi informa que eles já estão a caminho e será estranho chegarem lá sem autorização. É claro que a Federação não tem nada a ver com isso, mas será difícil convencer os romulanos, já que Picard é a cara da Federação. Emmy então dá 24 horas a Picard, pede que Raffi não a procure mais e desliga.

No Artefato, Soji diz a Narek que teve o mesmo sonho de novo. Quis falar com a mãe a respeito, mas caiu no sono. Ele pergunta se isso acontece com frequência, mas ela não tem certeza. Narek diz a Soji que, segundo o monitoramento romulano do cubo, ela fala com a mãe todos os dias por exatos 70 segundos. Soji diz que isso é impossível. Sozinha em seu quarto, Soji entra em contato com a mãe, diz que há algo estranho com ela, tenta falar sobre o sonho, mas adormece.

A La Sirena se aproxima do Artefato e os romulanos autorizam apenas Picard a se teletransportar para o interior do cubo. Lá dentro, Picard experimenta flashbacks de sua assimilação e entra em pânico. Hugh aparece, diz que não sabe por que Picard está ali, mas oferece ajuda. Os dois se abraçam.

Quando Soji acorda, começa a remexer em todas as suas coisas: fotos antigas, diários, desenhos de infância, o colar que ela usa, e seu scanner indica que todos esses itens têm aproximadamente 37 meses.

Picard e Hugh caminham pelo cubo e Picard está visivelmente desconfortável naquele ambiente. Hugh o acalma, dizendo que aquilo não á mais um cubo borg e Picard não é mais Locutus. Picard agradece e diz que está procurando por Soji. Hugh conclui que ela está em perigo, já que Picard foi até ali para encontrá-la e um “espião romulano jovem e vistoso” chegou há duas semanas fingindo não estar perguntando sobre ela. Picard pede a Hugh que o leve até Soji.

Soji explica a Narek que todos os seus objetos têm menos de três anos, o que ela não consegue explicar. Narek sugere a possibilidade de que tenham implantado nela falsas lembranças. Soji diz estar com medo. Narek a conforta e diz que há um meio de ajudá-la: um método de meditação romulano chamado Zhal Makh.

Hugh mostra a Picard o trabalho de desassimilação e recuperação dos ex-borgs. Picard fica surpreso com o projeto. Hugh sugere que Picard seria um ótimo ativista pró-borgs livres, já que, ao contrário de Hugh, que é cidadão federado, os ex-borgs dali não podem sair do Artefato. Continuam escravos, só que agora não da rainha borg, mas dos romulanos.

Na La Sirena, Rios acorda Raffi, que se recupera da bebedeira, e lhe oferece café. Diz que ele ganhou uma aposta, já que Picard informou que encontrou Soji e ela está viva. Raffi se pergunta por que o Tal Shiar a deixou viva, depois de matar Dahj e destruir o laboratório de Maddox.

Narek caminha com Soji pelo Artefato, girando seu tan zhekran, até chegarem a um aposento de meditação. Ao entrarem, Narej diz a Soji tirar as botas e começar a jornada ao centro do espaço mais íntimo da mente, onde o cerne da verdade se oculta: os sonhos dela.

Soji explica que seus sonhos começam do mesmo jeito: ela ouve trovoada contra a janela e chama seu pai. Narissa observa Soji e Narek por uma câmera de segurança. Narek orienta Soji a relatar detalhes, como o que vê pela janela. Soji diz que vê árvores. Ela entra no laboratório do pai, mas não consegue ver no que ele está trabalhando. Narek a encoraja a prosseguir.

Hugh e Picard entram nos aposentos de Soji e encontram tudo revirado. Picard vê a foto rasgada de Dahj e Soji e conclui que Soji deve estar perto de descobrir o que ela realmente é. Hugh pergunta quem é ela, mas Picard diz que há tempo de explicar. Eles precisam encontrá-la. Hugh consulta uma tela holográfica que indica que Soji não está no cubo, o que é impossível – a menos que alguém a tenha escondido, conclui Picard.

Soji continua a jornada da meditação, caminhando passo a passo pela sala. Narek diz que ela não deve parar, mesmo que o pai grite com ela. Soji diz que vê seu pai, mas não consegue ver seu rosto. Finalmente, vê a si mesma como um boneco de madeira, deitado numa maca. Pela claraboia, ela vê duas luas vermelhas e muitos relâmpagos. Narissa vê tudo pela câmera, parabeniza o irmão por obter a informação e começa a procurar um planeta com duas luas vermelhas e constantes tempestades elétricas. Soji está confusa, e Narek diz que ela não é real, nunca foi. Enquanto ela, desesperada, chama pelo nome de Narek, ele sai da sala, deixa a pequena caixa do tan zhekran  sobre uma mesa e, angustiado, tranca Soji lá dentro. A pequena caixa se abre e solta uma radiação vermelha. Em lágrimas, Narek acompanha os sinais vitais de Soji em um monitor. Soji, em desespero, bate no chão com força, quebra o piso e se joga no buraco. Narek observa tudo pela porta de vidro.

Hugh detecta a presença de Soji no computador, entre um andar e outro, em alta velocidade. Picard conclui que ela foi ativada e se apressam para encontrá-la. Narek também a persegue, avisando a segurança que ela é extremamente perigosa. No caminho, um ex-borg reconhece Picard e o chama de Locutus, pouco antes de Soji quebrar o teto e cair no chão. Picard se apresenta como amigo de seu pai, mostra o colar de Dahj e diz saber o que está acontecendo com ela. Hugh alerta que muitos romulanos se aproximam e diz que conhece uma saída. Na La Sirena, Raffi relata que Picard está em apuros. Picard, Hugh e Soji entram numa sala e Picard a reconhece como sendo a “cela da rainha”. Hugh aciona o “trajetor espacial”, um tipo de teletransporte que os borgs adquiriram após assimilarem os sikarianos. Os borgs o usavam para a fuga da rainha, em caso de emergência. Soji sabe que o alcance do trajetor é de 40 mil anos-luz. Picard chama Raffi pelo comunicador e pede para a La Sirena marcar curso para Nepenthe, onde irá encontrá-los. Rios percebe que Elnor sumiu.

Elnor se materializa no Artefato, rapidamente matando com sua espada três romulanos apontavam as armas contra Picard, Soji e Hugh. Soji ouve outros romulanos se aproximando. Hugh confirma e diz que o trajetor está quase pronto e que eles podem ir – ele vai ficar e impedir que os romulanos os localizem. Elnor também decide ficar, para proteger a fuga deles. Picard não quer deixar Elnor para trás de novo, mas ele insiste em permanecer, pois sabe que vão destruir Soji caso a fuga fracasse. Picard e Soji atravessam o trajetor espacial. Hugh diz a Elnor que precisa de alguns minutos para desligar tudo e ocultar o cômodo. Elnor responde que não vai precisar de todo esse tempo. Ouvem-se guardas se aproximando, a porta da cela da rainha se fecha e Elnor diz: “Por favor, amigos, escolham viver.”

Comentários

Finalmente, Picard chega ao cubo borg. Desde Remembrance, o primeiro capítulo, quando ele visita Agnes Jurati no Instituto Daystrom, no Japão, e descobre que existe uma irmã gêmea de Dahj, o espectador sabia que ele iria até lá, pois Soji é mostrada no cubo ao final do episódio.

O que nem todos esperavam (especialmente a nova audiência, que não conhece Picard) é que o encontro com o cubo seria tão traumático para o personagem. Rios disse, conversando com Raffi na ponte, no episódio anterior, Stardust City Rag: “Acabei esquecendo que Picard também já foi borg. Devo ter bloqueado a lembrança.” E o próprio Picard deve ter bloqueado a lembrança de ter sido borg, pois não toca no assunto com Sete. Como bem comparou Wil Wheaton em sua entrevista com Jeri Ryan, no programa The Ready Room, Picard e Sete não conversam sobre o assunto assim como veteranos de guerra não falam sobre os traumas da guerra – é como se houvesse um silêncio consensual tácito sobre um assunto tabu.

Apenas no final, quando Sete se despede de Picard, ela toca brevemente no assunto, talvez pensando ser sua última oportunidade. Naquele que, provavelmente, é o diálogo mais importante para Picard naquele episódio (e uma das cenas favoritas que Jonathan Frakes já fez como diretor, segundo ele declarou à revista The Hollywood Reporter), o almirante, pela primeira vez em tela, admite não ter recuperado toda a sua humanidade após a experiência da assimilação borg. Os implantes podem ter sido removidos de seu corpo, mas as cicatrizes psicológicas continuam ali.

Assim, fica ainda mais claro por que escolheram Sete de Nove e Icheb para aparecerem no segmento anterior – os dois são ex-borgs, como Picard. Era uma preparação para o episódio seguinte, “The Impossible Box”, em que Picard enfrentaria o provável maior fantasma de seu passado: o trauma por ter sido assimilado para a Coletividade Borg e, involuntariamente, ter sido responsável por milhares de mortes. A cena em que Picard toca o reflexo de seu rosto fundido com a imagem de Locutus na tela do computador sintetiza o trauma que ele está prestes a enfrentar.

Picard entrando num cubo borg pela primeira vez desde “The Best of Both Worlds” é um momento fantástico. Patrick Stewart dá um show de interpretação, mostrando o almirante fragilizado pela idade e pelo medo. Paradoxalmente, é neste ambiente aterrorizante que ele vai encontrar, pela primeira vez nesta série, uma acolhida carinhosa e respeitosa de alguém que ele procura para pedir ajuda. O reencontro com Hugh, ex-borg como ele, é certamente o momento mais emocionante do episódio. (A relação anterior entre Hugh e Picard pode ser vista nos episódios “I, Borg” e “Descent”, de A Nova Geração.)

Ao ver os ex-borgs do Projeto de Recuperação Borg como vítimas, e não monstros, talvez Picard finalmente supere seu trauma. Seria um cubo borg não ameaçador uma metáfora da “caixa impossível” do título? Os ex-borgs também formam um grupo de excluídos que merece atenção, por serem vítimas. Hugh até sugere que Picard seria um excelente ativista na causa dos “xBs”. Aliás, é interessante comparar o tratamento dispensado aos ex-borgs: no espaço sem lei fora da Federação, recebem tratamento bárbaro – Icheb é retalhado sem anestesia e Sete é tratada como mercadoria; no Artefato, são tratados como escravos pelos romulanos, que lucram com a tecnologia borg, mas pelo menos recebem anestesia para a retirada dos implantes e acompanhamento médico e psicológico posterior; e, nos domínios da Federação – pelo menos até antes do ataque a Marte e do consequente preconceito contra sintéticos –, recebiam tratamento digno e podiam até entrar para Frota Estelar, como foi o caso do tenente Icheb.

Este foi um dos melhores episódios para o personagem Picard e seu intérprete, Patrick Stewart. Além das cenas do delírio traumático e do reencontro com Hugh, ele participou ativamente do resgate de Soji, lembrando os velhos tempos das missões do capitão Picard a bordo da Enterprise.

Soji e Narek, por sua vez também tiveram seus melhores momentos até aqui. Narek brilhou neste segmento, concluindo com aparente êxito sua missão de obter a informação do planeta natal de Soji, onde outros androides estariam sendo construídos. O ator se saiu muito bem ao expressar a dubiedade do espião que se apaixonou pelo objeto de sua missão, como comprovam a angústia e as lágrimas quando acredita que Soji está prestes a morrer. A cena da sala de meditação, em que Narek induz Soji a revelar seus sonhos, foi muito eficaz e bem construída, em vários aspectos: acrescentou mais uma camada à diversidade da cultura romulana (um dos principais pontos positivos da série é esse foco nos romulanos); deu espaço para Narek demonstrar toda a sua habilidade de espião, usando um método não violento, científico e inteligente de acessar o subconsciente da androide sem ativar seus mecanismos de autodefesa – abrindo a “caixa impossível” do título (Narek compara Soji à caixinha do tan zhekran – versão romulana do cubo mágico –, que deve ser aberta com sutileza e paciência); mostrou o conflito interior do personagem por ter de matar o objeto de seu amor; expôs um dos temas mais interessantes – e atuais – da ficção científica, a inteligência artificial; e moveu a engrenagem da trama principal, simultaneamente concluindo a missão de Narek e Narissa e iniciando uma nova etapa para Soji, agora que ela foi ativada.

A sequência da fuga de Soji e de Picard trouxe a dose de ação que garantiu movimento e dinamismo à parte final do episódio. Picard tem sido muito feliz no uso que faz do próprio cânone de Star Trek para resolver problemas da trama – o trajetor espacial dos sikarianos, por exemplo, que possibilitou a fuga de Picard e Soji, é um dispositivo visto no episódio “Prime Factors”, da primeira temporada da série Voyager. Recursos como este não são mero fan service, mas um modo inteligente de incorporar a uma nova narrativa elementos do imenso repertório existente no universo da franquia.

Como que para compensar o episódio anterior, quase todo centrado em Sete de Nove, neste até os personagens secundários têm seu momento especial. Raffi, apesar de ter tido uma recaída nas drogas depois de ser rejeitada pelo filho, conseguiu contribuir para a missão, obtendo as credenciais diplomáticas para o almirante entrar no Artefato – à custa da perda de mais uma amizade. As palmas puxadas por Picard, que à primeira vista podem parecer inadequadas e até constrangedoras, podem ser interpretadas como um comovente apoio moral a uma amiga de longa data que passa por momentos difíceis, um reconhecimento pelo seu esforço para ajudar a tripulação. É preciso reconhecer a excelente interpretação de Michelle Hurd desta personagem sofrida.

Rios, um personagem introspectivo e de difícil leitura, revelou-se neste episódio um homem sensível e equilibrado, capaz de demonstrar o mesmo carinho e atenção com uma amiga – Raffi – e com a mulher por quem, obviamente, se sentiu atraído desde o primeiro encontro. A cena dele com Agnes, após o treino com a bola (pretexto para mostrar o ator sem camisa e criar um clima de tensão sexual entre os dois), é, ao mesmo tempo, direta e sutil. Desprovida de paixão ou arroubo romântico, a cena contribuiu para expor o estado de solidão e tormento de Agnes, que não pode se abrir com ninguém sobre o ato terrível que, aparentemente, foi forçada a cometer, matando Maddox. Resolver a ansiedade e a insônia nos braços do capitão, afinal, não é uma má ideia – aliás, é recomendada pelo próprio Rios. Se Agnes é realmente uma vilã que está usando Rios para seus propósitos – ou se é Rios que desconfia de Agnes e decide sondá-la –, os outros capítulos dirão. Mas a cena foi adequada e importante justamente por isso, inclusive: manter a dúvida sobre as verdadeiras motivações de ambos os personagens.

Elnor subiu um patamar neste episódio. Se no anterior foi “fofinho”, trazendo humor com seus comentários ingênuos, aqui ele já demonstra certo amadurecimento, especialmente na cena em que percebe/sente o medo de Picard de enfrentar o cubo borg e o tormento interior de Agnes. (Essa percepção rende um momento engraçado quando mais tarde, na ponte, ele sente a tensão sexual entre Rios e Jurati.) E o final, quando Elnor surge com sua espada para defender Picard e garantir o sucesso de sua fuga, traz um toque de aventura muito bem-vindo, atenuando a tensão psicológica que predominou no episódio.

O mistério da trama principal – a suposta conspiração envolvendo sintéticos, romulanos, Federação e, possivelmente, borgs – continua avançando, trazendo respostas, mas deixando várias perguntas no ar, para que o espectador retorne na semana seguinte. Diferentemente dos dois episódios anteriores, mais individuais (com começo, meio e fim), “The Impossible Box” e todos os seguintes funcionarão como capítulos serializados até o desfecho, segundo informou o produtor Akiva Goldsman, em entrevista ao podcast Deadline.

Unindo de forma extremamente feliz todos esses elementos – mistério, dramas pessoais e psicológicos, emoção, um toque de humor, aventura, ação e até romance –, com a participação equilibrada de todos os personagens, que agora já conhecemos melhor, e o ritmo crescente até o gancho final, “The Impossible Box” desponta como o melhor episódio da temporada até aqui.

Avaliação

Citações

“Everyone is hiding something, whether they know it or not.”
(Todo mundo esconde alguma coisa, sabendo disso ou não.)
Narek para Soji

 “This cube is cut off from the rest os the Collective. They’re outcasts, stranded and under Romulan control. Maybe they’ve changed.”
“Changed? The Borg? They coolly assimilate entire civilizations, entire systems in a matter of hours! They don’t change, they metastasize!”
(Mas esse cubo está separado da Coletividade. São proscritos, estão sem rumo e sob controle romulano. Podem ter mudado.
Mudado? Os borgs? Eles assimilam friamente civilizações inteiras, sistemas inteiros em questão de horas. Eles não mudam, eles entram em metástase.)
Agnes e Picard

“Hugh?”
“I didn’t believe it, until now. Welcome to the Borg Reclamation Project. I don’t know what you’re doing here, but I’ll help you anyway I can.”
“Oh, I’ll take a friendly face.”
(Hugh?
Eu não acreditei, até agora. Bem-vindo ao Projeto de Recuperação Borg. Não sei o que faz aqui, mas ajudarei como puder.
Oh, um rosto amigo já vale.)
Picard e Hugh, quando se reencontram

Trivia

  • Quando Picard pesquisa o Artefato em seu computador, aparecem imagens da Enterprise-E e o cubo borg na batalha do setor 001, no filme Primeiro Contato; o comitê romulano liderado pelo pretor Neral, do episódio “Inter Arma Enim Silent Leges”, de Deep Space Nine; um drone borg de Primeiro Contato; Hugh em “I, Borg” e Locutus em “The Best of Both Worlds”, ambos episódios de A Nova Geração.
  • O Artefato é equipado com o trajetor espacial, adquirido após a assimilação dos sikarianos. O dispositivo e os sikarianos apareceram no episódio “Prime Factors”, da primeira temporada de Voyager.
  • Segundo o ator Jonathan Del Arco, o abraço entre ele e Picard quando se reencontram não estava no roteiro. Patrick Stewart disse que eles tinham de se cumprimentar de algum modo, e Del Arco sugeriu um abraço, pois é assim que receberia seu pai, falecido há 17 anos, caso o reencontrasse.
  • O tan zhekran, a caixinha que Narek deixa na sala de meditação, de onde sai a radiação mortal para Soji, é semelhante ao dispositivo usado por Tal’Aura para matar todos os senadores romulanos na cena inicial do filme Nêmesis.
  • Neste episódio, ficamos sabendo que os romulanos têm três nomes: um para estranhos, um para a família e o “nome verdadeiro”, reservado apenas aos que eles amam. Narek revela seu nome verdadeiro a Soji: Hrai Yan.
  • Santiago Cabrera é fã de futebol e chegou a ser jogador semiprofissional no time inglês Hampton & Richard Borough, antes de se dedicar totalmente à carreira de ator. Portanto, a cena com a bola não teve dublê.
  • Nepenthe, nome do planeta para onde Picard e Soji fogem, é uma droga do esquecimento mencionada na mitologia grega, uma planta que aliviava a melancolia. Estudiosos acham que podia ser um preparado à base de ópio.

Ficha Técnica

Escrito por Nick Zayas
Dirigido por Maja Vrvilo
Exibido em 27/02/2020

Elenco

Patrick Stewart como Jean-Luc Picard
Alison Pill como Dra. Agnes Jurati
Isa Briones como Soji Asha
Evan Evagora como Elnor
Michelle Hurd como Raffi Musiker
Santiago Cabrera como Cristobal “Chris” Rios
Harry Treadaway como Narek

Elenco convidado

Jonathan Del Arco como Hugh
Peyton List como Narissa
Barbara Eve Harris como Emmy
Sumalee Montano como a Mãe IA
Marti Matulis como trabalhador ex-borg
Ella McKenzie como a pequena Soji
Rico McClinton como o ex-borg mais velho
Charlie Newhart como guarda romulano

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