Faran Tahir fala sobre o “capitão da Federação”

faran-tahir-2.JPGComo já foi noticiado pelo TB, o ator paquistanês Faran Tahir foi o escolhido para interpretar um novo papel no filme de Jornada nas Estrelas. Esse personagem ficou conhecido como o “capitão da Federação”. Tahir, em entrevista ao site Deadbolt, falou a respeito de seu trabalho como o capitão Robau (Rabu) e o que ele representará para a história de Jornada.

Inicialmente, há uma controvérsia quanto ao nome real do personagem. O site The Trek Movie informou que, embora o site Deadbolt escreva o personagem como Rabu, seu nome é realmente Robau. Ainda não há uma confirmação oficial quanto ao seu nome. Por ora, consideraremos os dois.

Tahir disse achar natural a reação dos fãs, ao saberem que haveria um capitão árabe, “Eu sou, de um certo modo trekker, mas alguns amigos meus são trekkers autênticos, de modo que eles acessam todos esses blogs sobre a franquia. Alguns dias atrás, me enviaram um link de uns 500 blogs que falavam sobre o assunto, isto é, que havia um ator originário do Oriente Médio, que interpretava um capitão e que isso nunca tinha acontecido antes. Têm havido outros personagens vindos Oriente Médio, mas nunca tinham sido capitães. Houve muita discussão nos blogs sobre o fato”, comentou o ator.

Embora a reação inicial, para Tahir, Jornada possibilita mostrar o personagem sem olhar para sua etnia, “Pelo menos para mim, é maravilhoso porque é um contexto no qual minha etnia não está sendo discutida como um tema. Para mim é maravilhoso, porque é sobre um personagem na história que está tentando deixar os trabalhos A, B, C concluídos e você não está levando em consideração a cor de sua pele, não importa qual. Estamos vivendo hoje numa verdadeira competição e os blogs estão relacionados a isso. O filme nos dá esperança, de um certo modo, se você olhar para as realidades de hoje, esperançosamente, como não sendo as de amanhã”.

O que você poderia nos dizer sobre o capitão Robau (ou Rabu)? “Ele é um novo personagem. Ele nunca foi visto nesta saga. É claro que a produção está mantendo o filme em segredo e eu respeito isso. Acredito que a idéia deles seja assim: que é uma história conhecida e que se nós pudermos reintroduzí-la com uma nova aparência e uma nova abordagem, muito disso dependerá de quanta surpresa o filme trará. De modo que tudo o posso dizer é que meu personagem é um capitão de nave”.

Com o posto de capitão da Federação poderíamos presumir que você é um cara legal? “Eu sou um cara legal. Eu sou um dos capitães da Federação, o que é espetacular para mim porque eu venho de um filme, O Homem de Ferro, fazendo um cara mau. Assim, eu não ficarei marcado como aquele que interpreta caras ruins. Ele é uma pessoa boa e há uma bela história heróica neste personagem. Ele comanda uma nave, a qual nunca foi vista na saga antes”.

Tahir falou também sobre a lealdade do filme para com a Série Original. “O filme é muito fiel aos personagens que lá estão. Você põe novas percepções dentro deles e insere coisas que até agora as pessoas têm procurado nelas mesmas. É uma bela mistura. O sentimento do filme é maravilhoso, pelo menos na parte em que eu estive. Tem um verdadeiro sentimento sólido nele. É muito tangível. A nave que eu comando tem muito “músculo”. Parece algo capacitado”.

A respeito de J. J. Abrams, o ator só teve elogios, “Eu creio que ele saiba o que está fazendo. Ele tem uma grande visão e uma grande maneira de executar sua visão. Acho que muitas pessoas ficarão agradavelmente surpreendidas. Esse filme também reintroduz a franquia para uma geração perdida e creio que ele tem isso em mente”, finalizou.

Fonte: TrekWeb, Trek Movie

35 Comments on "Faran Tahir fala sobre o “capitão da Federação”"

  1. Alan Pires Ferreira | 15 de abril de 2008 at 10:49 pm |

    Fico contente em saber que, bem no momento em que os árabes estão sendo demonizados pelo mundo ocidental, Star Trek segue sua tradição de olhar além do horizonte, para quando este mar agitado tiver passado. É bom observar que, durante a Idade Média, quando os cristãos é que estavam em sua pior fase de obscurantismo religioso, foram os árabes que preservaram a cultura ocidental. Agora que a nuvem escura da fé recai sobre eles, teremos de retribuir o favor, pelo bem de todos. Teremos de fazer o impossível para não embarcarmos em guerras santas, em nomes de deuses de barro criados à imagem e semelhança do Homem.

    À medida em que amadurecemos, vamos percebendo que religião é apenas uma palavra bonita para egoísmo; que a noção de que a felicidade deva ser restrita apenas a um pequeno grupinho de adoração é hedionda. Ainda vai demorar muitos séculos, mas sem dúvida chegará o dia em que expulsaremos todos os deuses para os livros de contos infantis, de onde nunca deveriam ter saído. Um dia ainda alcançaremos o futuro brilhante proposto por Jornada nas Estrelas. Um mundo ateu e inclusivo, onde o misticismo tribal chauvinista será substituído por uma filosofia de vida humanista, baseada em razão e compaixão.

  2. Infelizmente, o mundo está entrando em uma nova Idade das Trevas com o fundamentalismo! Não me refiro ao islâmico, mas ao cristão mesmo, via Mr. Bush! Em nome do quê? Democracia? Não! Riqueza! Ai do povo brasileiro se essa história do Brasil ter o equivalente a 33 bilhões de barris de petróleo… o que o fundamentalismo bushiano alegará pra tentar invadir nossa terra? O universo utópico de Rodenberry está muito além do século 24 para acontecer. Só uma pitada de realidade!!!

  3. Lembro de uma entrevista do Abrams em que ele diz que esse filme terá o fundo politico-social de TOS e isso é muito positivo.

    E não ha duvida de que o fundamentalismo é o “assunto do momento na politica” e como isso tem haver com o petróleo, uma fonte de energia que está se esgotando, isso nos remete a outra questão “do momento” que pode pintar nesse novo filme: Meio Ambiente.

    Enfim, os pessimistas que me desculpem, mais eu estou esperançoso para esse novo filme.

  4. Ralph Pinheiro | 16 de abril de 2008 at 6:23 am |

    Até que enfim teremos uma nave e um capitão com “músculo”. Eu já estava cansado de ver só a Enterprise com poder de enfrentar os perigos e as batalhas, de ver capitães idiotas e sem poder de reação, de naves frágeis e ineficientes. Será que a Frota resume-se somente em Kirk e na Enterprise? Tá na hora de mostrar porque a Federação domina um território imenso e é respeitada por Impérios poderosos.
    Só espero que ele não morra no fim.

  5. "Frank" Hollander | 16 de abril de 2008 at 8:46 am |

    A introdução deste Capitão me indica que se tudo correr bem pode-se derivar daí uma série.

  6. Como tenho um bisavô que era sírio, fico feliz em ver um personagem do Oriente Médio com destaque em Jornada. Porém, será que ele aparecerá mais do que pouquíssimos minutos?

  7. Pela quantidade de personagens que esse filme trará, acho que o nosso amigo árabe terá uma participação pequena, e não duvido que morra no final dela – bem no estilo que os klingons tanto gostam: tombando com honra, lutando! 😀

    Agora não me leve a mal Ricardo, mas me impressiona esse medo dos norte-americanos… se o Bush não invadiu até hoje a Venezuela, país rico em petróleo governado por um “anti-imperialista” (dos outros), porque ele invadiria o Brasil do Lula Paz e Amor? Primeiro era a cobiça pela Amazônia, agora é o nosso petróleo! Por Surak, eu teria esse medo é se o Chavez (ou similar) fosse presidente dos EUA!

  8. Daniel Siqueira | 16 de abril de 2008 at 10:18 am |

    “Um dia ainda alcançaremos o futuro brilhante proposto por Jornada nas Estrelas. Um mundo ateu e inclusivo, onde o misticismo tribal chauvinista será substituído por uma filosofia de vida humanista…”

    Bem, acho que você está preso a uma noção corrompida da religião. Nunca vi em Jornada, nada sobre um mundo ateu, pelo contrário. A mensagem de ST sempre foi o respeito absoluto às diferenças, incluindo às crenças e de cada um.

  9. Quando tomei conhecimento desse personagem no filme me empolguei bastante. Senti que tinha acertado na escolha. Foi uma sacada de coragem e que tudo tem haver com a que se propõe Star Trek!

    Sobre a Federação e Frota nem sempre ter sido bem representada por seus oficiais, embaixadores e pesquisadores (quantos deles eram petulantes e tendenciosos ao ponto de comprometer todo uma tripulação ou povo) etc. é um ponto que já estamos todos amadurecidos para ver isso mudar.

    Muitos aspectos que temos certos em Jornada nem nunca sempre foram bem expostos. Muitas famas, como do poderio da Federação, da truculência em batalha dos Klingons, da qualificação dos oficiais, dentre outras coisas é de conhecimento, é falado, mas pouco visto, comprovado.

    Espero que esse filme traga um novo apuramento nesse sentido, sem esquecer todas as inúmeras qualidades que Jornada sempre acertou e mostrou é claro, mas não podemos ter tudo, não é mesmo, talvez isso já seja pedir demais, hehehe. Não tem como fazer algo perfeito, ainda mais direcionado as massas.

    Só sei que ainda assim espero um bom filme, que pode sim revigorar a franquia e fortalecê-la em seus pontos até hoje mais frágeis, fora deixá-la mais contemporânea!

  10. "Frank" Hollander | 16 de abril de 2008 at 11:48 am |

    ^7: Saldan, salvo engano já saiu informação dizendo que ele não será um capitão-red-shirt.

  11. O Julian Bashir (ds9) também era árabe, não?

  12. Concordo com o Saldan. A grande quantidade de gente no elenco e considerando que o arco Spock/Kirk vai ser contado mais a fundo, não dá muito espaço para os outros personagens. Então é de concluir que o Robau vai ter uma pequena participação, mas se ele for bem e não morrer poderá ter uma continuação, mesmo em outro filme.

  13. Frank, quem disse que seu personagem não iria morrer foi o Bruce Greenwood com o Pike. Nada foi dito sobre o Robau.

  14. Luiz Castanheira | 16 de abril de 2008 at 3:34 pm |

    Oh Boy! Deve ser influência de Star Wars… Dooku, Rabu… George… You bastard!

  15. Fecho com Daniel Siqueira!
    Star Trek não é preconceito… inclusive religioso. Primeiro Post… Hedionda foram suas palavras. Não comento nada para naum perder meu tempo com a referida mente fechada. E é só!
    Assim como Rafael, também espero que muitos aspectos sejam melhor abordados em jornada… pois agradaria a todos os fãs, e que vire um enorme sucesso para desencadear novos filmes e seriados!
    Também que o filme esteje voltado para os personagens e seus conflitos internos e entre si, com o universo que os cerca, enfim o melhor de jornada, não uma baboseira de naves explodindo o tempo todo só por explodir (uma ou outra explosão tá beleza e é bom d+!)

  16. A questão não é medo, não! É apenas para reflexão e desanuviarmos um pouco do novo filme. Quanto a Hugo Chávez, esqueci desse também!!! Obrigado, Saldan, agora são duas as preocupações…hehehehehe!!!!!

  17. Valter…Bashir era Indiano

  18. Ao contrario de outras series..JOrnada é sempre uma arca de noé, sempre mostrou todas as religiões e etnias….Na serie classica tinhamos o tipico americano(KIRK);um russo, um da escocia(representando os europeus) e sulu os asiaticos….Na nova geração temos um francês como capitão…bom sempre jornada mostrando que somos todos iguais…

  19. Alan Pires Ferreira | 16 de abril de 2008 at 10:47 pm |

    “Condeno os falsos profetas, e condeno o esforço para se tomar o poder da decisão racional, de se drenar as pessoas de seu livre arbítrio – e também de uma quantidade infernal de dinheiro. As religiões variam em grau de idiotismo, mas eu rejeito todas. Para a maioria das pessoas, a religião não é nada além de uma substituta para um cérebro defeituoso.” – Gene Roddenberry (Eugene Wesley Roddenberry, 21/08/1921-24/10/1991), criador de Jornada nas Estrelas (Star Trek).

    Não há capelões a bordo da Enterprise, nem deuses em Jornada nas Estrelas. Temos apenas alienígenas com maior compreensão e domínio sobre o mundo natural, divinizados por povos mais atrasados. Os Q. do seriado TNG, os Profetas do seriado DS9 e os Guardiões do seria VOY são todos alienígenas em um patamar evolutivo mais elevado que o nosso. Outros exemplos de falsas divindades:
    TOS 1X07 O ESTRANHO CHARLIE/ CHARLIE X
    TOS 1X18 ARENA/ ARENA
    TOS 1X26 MISSÃO DE MISERICÓRDIA/ ERRAND OF MERCY
    TOS 2X02 METAMORFOSE/ METAMORPHOSIS
    TNG 1X01 ENCONTRO EM LONGÍNQUA/ ENCOUNTER AT FARPOINT
    VOY 1X01 O GUARDIÃO/ CARETAKER

    Eventualmente, algumas dessas pretensas divindades se aproveitam de sua posição privilegiada para extrair favores ou recursos dos menos favorecidos. Vemos esse golpe ser aplicado em vários episódios:
    TOS 2×04 O LAMENTO POR ADÔNIS/ WHO MOURNS FOR ADONAIS?
    TOS 2×09 FRUTO PROIBIDO/ THE APPLE
    TAS 1X21 A SERPENTE/ HOW SHARPER THAN A SERPENT’S TOOTH
    TNG 4×13 O PACTO/ DEVIL’S DUE
    VOY 3×15 FALSOS PROFETAS/ FALSE PROFITS

    Em Star Trek a religião é invariavelmente apresentada por um enfoque negativo, mostrando-a como um vício irracional que faz mais mal que bem à sociedade. Sacerdotes são normalmente retratados como pessoas fingidas, aproveitadoras, corruptas, com sede de poder. Alguns episódios que abordam o tema:
    TNG 3×04 QUEM OBSERVA OS OBSERVADORES?/ WHO WATCHES THE WATCHERS?
    DS9 1×20 NAS MÃOS DOS PROFETAS/ IN THE HANDS OF THE PROPHETS
    DS9 4×17 ASCENÇÃO/ ACCESSION
    VOY 3X23 ORIGEM DISTANTE/ DISTANT ORIGIN
    ENT 3×12 REINO ESCOLHIDO/ CHOSEN REALM

  20. Cuidado Rabu atrás de você!
    Cuidado com a retaguarda do capitão Rabu!
    Dá pra imaginar um monte de piadas com esse nomes.rssss
    Voltando a vaca fria, não é ele que tem musculos e sim a nave, acredito que veremos uma legítima (mas defasada) nave de guerra proxima a novíssima Enterprise em uma cena de batalha, fica o meu palpite. Quanto ao fato de ser paquistanês acho ótimo. Abrams está se mostrando mais corajoso que Rodenberry em seu futuro esquematizado, entre negros brancos e asiáticos, onde estão as outras raças? Só fui ver algo diferente com aquele capitão de origem indiana que tinha sua nave desativada pela sonda alienígena em Jornada IV, mesmo assim foi só. Mas e o Bashir? veio em um dos filhotes DS9, médico de ascendência Hindu. Gostaria de ver mais desde descendentes de indios a mongóis e singaleses. E viva a raça humana.Fui… 🙂

  21. Assim como a alquimia deu lugar à química e a astrologia deu lugar à astronomia, é inevitável que a religião dê lugar à filosofia, à medida em que o ser humano for amadurecendo. Star Trek é uma coletânea de parábolas mostrando como resolver nossos inevitáveis dilemas e conflitos ATRAVÉS DA RAZÃO E DA COMPAIXÃO, jamais apelando ao sobrenatural. Segue um discurso do ex-produtor do seriado, Brannon Braga, na Conferência Ateísta da Islândia, em 2006. O título da palestra é “Jornada nas Estrelas como uma Mitologia Ateísta”: http://ibka.org/en/node/40

    As diversas religiões apresentam misticismos tribais antagônicos, a serem resolvidos através da FORÇA BRUTA. Para os muçulmanos, o porco é um animal impuro. (Por pressão deles, os bancos do Reino Unido já não distribuem cofrinhos para as crianças, e recentemente uma versão do conto infantil clássico dos Três Porquinhos foi banido de um concurso literário.) Já para o hinduístas e jainistas o porco é um animal sagrado. Uma vez que toda religião almeja a conversão final do infiéis, ESMAGANDO A DIVERSIDADE DE PENSAMENTO, estamos diante de um dilema. Ela é incompatível com o sonho de respeito à diversidade, pois nela os mitos de um povo são impostos através da força sobre os outros povos. Os próprios cristãos afirmam que O ÚNICO caminho de salvação seria através de Jesus, que seria uma encarnação do deus ÚNICO. Afirma também que APENAS os membros deste grupo de adoração conhecem a verdade e têm direito à felicidade. Ao ler sobre isto pela primeira vez, nos livros de História, Spock deve ter sentido um calafrio diante de tanta arrogância!

  22. Tamyres Aparecida | 16 de abril de 2008 at 11:56 pm |

    ALAN?
    Mas e daí???
    Me perdoe mas eu devo discordar de vc e concordar com Daniel Siqueira e Marcos
    Como vc pode falar de uma situação que como vc mostrou em cima não entender?
    Eu trabalho em um orfanato… jamais eu encontrei por lá um ser tãooo inteligente e superior como vc… muito pelo contrário… quem doa alimentos, brinca com as crianças são as velinhas estupidas e tementes a Deus… sao os pobres burros que gostam de massacrar infiés de outras religioes como vc diz que ajudam por la…
    Me diga o que voce fez hoje de BOM? Melhor… me diga apenas um dia que voce visitou um orfanato por exemplo? Melhor… não me diga… pense!
    Pois é… não se lembrou de nada? Se voce não lembrou… não ajudou niguém, então a sua filosofia de vida meu amigo, não ajuda de nada para o mundo melhor de Gene? Em NADA! Essas pessoas burras SIM AJUDAM a criar o mundo que Gene aspirava, um mundo melhor!
    Bjssss…

    ps1:como geralmente é lembrado nesse site… uma das melhores coisas de jornada é ser tolerante, não um fundamentalista ateu como vc. Alias o mais importante em jornada é que o que menos importa é se um ou outro personagem ou raça é ATEU ou RELIGIOSO… não sei se voce percebeu…

    ps2: Em DS9 mostra-se também bons sacredotes, vide Kai Opaka… voce pareceu conhecer todos os episodios de cor e salteado! PARABÉNS! O que me dá vontade de te perguntar onde voce deu esse CTRLC, CTRLV… pois pareceu que usou toda sua sapienza em um assunto que pouco tinha a ver com a noticia do árabe! Achou o site hoje?

    ps3: Sua a vida é GUIADA por tudo que Gene ou Rick ou Braga dizem?hihihi Há várias lições de vida lá sim… mas parece que no site supra citado não tinha essas lições

    ps4: 😉 no more ps!

  23. Daniel Siqueira e Marcos, vocês são dois trapaceiros.

    Vamos por os pingos nos I’s:
    -Jornada nas Estrelas nos ensina que a diversidade de pensamento é a maior FORÇA da sociedade; deve ser APRECIADA e até mesmo ESTIMULADA;
    -Já a religião nos ensina que a diversidade de pensamento é a maior FRAQUEZA da sociedade; deve ser TEMIDA e REPRIMIDA.

    Aí vocês usam de trapaça, ao afirmarem que o sonho de tolerância proposto por Star Trek só estará completo se acolher de braços abertos a intolerância proposta pela religião! O partido religioso do Egito usa o mesmo artifício: Convida todos os fundamentalistas do país a votarem nele, prometendo que será a última vez; assim que assumirem o poder, prometem acabar com “essa bobagem de democracia de uma vez por todas”.

    Pelo pouco que sabemos da vida civil, a religião não foi PROIBIDA no futuro utópico de Jornada nas Estrelas; apenas não atrai mais seguidores como hoje. Porque o ser humano EVOLUIU POSITIVAMENTE para um patamar mais alto, onde não precisa mais se apegar a sobrenaturalismos para justificar sua conduta.

    “São as diferenças que nos fortalecem.” – Capitão Jean-Luc Picard.
    “Infinita diversidade, infinitas combinações.” – Lema vulcano.

  24. O problema é que se confudem os árabes com uma parte fundamentalista extremista seguidora da fé islâmica.

    Mesmo na religião católica, ocmo qualquer outra, há pessoas capazes de terríveis atrocidades em nome da fé ou de um suposto Deus.

    Faran Tahir deve ser muito competente ao ponto de ser mostrado como um capitão da Frota Estelar, a despeito de propagandismo ideológico com fins de desdemonização dos árabes.

    Torço para que ele e seu papel sejam respeitados como qualquer ser humano, independente de seu credo, etnia e visão política, deveria ser…

    E que sua nave não tenha nome de comida árabe e nem de ritos religiosos.

  25. Concordo com o Alan Pires Ferreira. Só acho que o problema não é a religião, e sim o homem. Acredito que no futuro as pessoas serão mais moderadas, sem chegarmos ao ponto de sermos todos ateus, um equíbrio harmônico entre ciência e religião.
    Se ST sempre mostra a religião como algo negativo, é porque ela reflete nossa sociedade. Exceto pelos casos pontuais de pessoas que fazem algo de bom sem esperar nada em troca, até hoje as religiões em geral se mostraram apenas uma forma de se legalizar a busca por poder, guerras etc.
    Assisti dois filmes recentemente que mostram a cara da humanidade: O Reino e Trade. O primeiro mostra como os terroristas islâmicos já nem sabem mais a diferença entre explodir ou ir ao supermercado comprar laranja, aposto que se houvesse uma melhor distribuição dos lucros do petróleo os fundamentalistas islâmicos teriam menos apoio da população, a concentração de renda feita pela família real saudita por exemplo é uma coisa de doido. Já o segundo filme mostra a hipocrisia do Bush ao dizer que é um cara família, guiado pelos valores cristãos, etc, mas que permite o tráfico de crianças e mulheres dentro do seu próprio quintal, porque os EUA não tira suas tropas do Oriente Médio e investe o dinheiro na NASA? Seria legal! Em 10 anos já teríamos uma colônia na Lua e chegado em Marte.
    Ou seja, não importa a religião, a nacionalidade, etc, o que importa é o caráter, a comprensão, etc.
    E mais uma vez ST vai mostrar que existe espaço para todos com um capitão árabe.

  26. post 23: “…E que sua nave não tenha nome de comida árabe e nem de ritos religiosos….”

    Não vejo nenhum problema quanto ao nome da nave.
    Já tivemos a USS Yamaguchi NCC-26510, USS Zhukov NCC-26136, USS Yangtzee Kiang NCC-72453…

    O site ex-astris-scientia menciona a USS Rabin NCC-63293, USS Shenandoah NCC-73024, USS Al-Batani NCC-42995, USS Tripoli NCC-19386 e etc…

    É claro que por ser ele árabe não tem de comandar uma nave de nome árabe. Mas é bem natural ele ter relação com o seu povo em alguma tradição. Não digo religiosa, mas tradição cultural. Se ele no momento de stress dizer al go em árabe, como fazia o Chekov é bem natural.

  27. Os “latrino-americanos” são a raça pior retratada em ST. Já tivemos personagens BEM secundários com nomes hispânicos que não permitem identificar sua origem geográfica. Normalmente são red shirts que, se não morrem, também não fazem nenhuma diferença. E não me lembro de ninguém com um nome de origem portuguesa.

    Já o problema da religião é que, qualquer uma delas, baseia-se na fé exclusivista. Uma colide com a outra, o que acaba gerando a intolerância religiosa. O pior é que tudo isso deriva da incapacidade do homem, o único animal conhecido (até agora) que tem consciência da morte, de aceitar seu inevitável fim.

  28. Luís Henrique Campos Braune | 17 de abril de 2008 at 11:30 am |

    Este artigo, pra mim, foi o melhor até agora, não só pelo artigo em si, mas pelos comentários (exceto quando uns se estranharam – coisa feia!).

    Sou descendente de alemão, mas sou apaixonado pela cultura árabe, e, como dito antes, este povo teve já foi o dominador da ciência na Terra. Infelizmente, hoje estão numa situação muito precária.

    Como seria bom que todas as etnias e culturas pudessem coexistir em paz… a diversidade é uma coisa tão maravilhosa!

    Independete das pessoas adotarem ou não uma religião, gostaria que o ser humano ultrapassasse a barreira da intolerância e cada um pudesse viver com as suas concepções.

    Sou ateu, e infelizmente constatamos que as religiões mais provocam problemas do que solução. É uma coisa do ser humano. Acreditar em Deus é uma questão de fé de cada um, o problema são os dogmas e doutrinas feitas pelo homem (mesmo que se diga que são ordenadas por Deus), que fazem nossa raça sofrer tanto.

    Se tirássemos a forma como as religiões são conduzidas hoje, seríamos felizes – o que equivale dizer que o ser humano terá amadurecido. Então, nós, com ou sem Deus, com o sem religião, só seremos melhores quando formos verdadeiramente sábios…

  29. Luís Henrique Campos Braune | 17 de abril de 2008 at 11:32 am |

    este povo teve já foi = este povo já foi;
    com o sem religião = com ou sem religião.

  30. Post 26: concordo plenamente, “insclusive” vide aí:
    Shenandoah NCC-73024 – Uma batalha da Guerra Civil americana, que é atualmente retratada no Teatro com Scoth Bakula
    Yangtzee Kiang NCC-72453 – Um grande rio Chinês
    USS Tripoli NCC-19386 – Batalha da Segunda Guerra
    USS Hood – Encouraçado britânico afundado pelo também couraçado alemão Bismarck.
    USS Potenkim – couraçado russo
    USS Yamato – couraçado Japonês
    Chega se não não saio daqui! 😀
    Retratar a realidade e a história é um fato, ponto final. Quanto a religião vemos claramente isso em DS9 com a fé dos Bajorianos, tendo sido abordado aí casos de intolerância religiosa e a pratica comum e saudável. Não adianta tentar filosofar, a ciência e a religião sempre andaram juntas desde o inicio dos tempos, e em jornada não é diferente. Afinal o que salva uma pessoa da morte são os avanços na medicina mas quem conforta e ajuda na recuperação pode ser a sua fé. Não gosto de pensar muito de forma dissociada sobre isso….

  31. Fala Alan!

    Entendo seu ponto e concordo plenamente… achei graça e perplexidad somente do rumo que tomou a cv no final… eu disse que era hedionda e talz pois vc fez uma afirmação um tanto forte… tanto é que mecheu com um cara paz e vida longa como eu…hehehe
    mas vc esta completo de razão ao afirmar que

    “-Jornada nas Estrelas nos ensina que a diversidade de pensamento é a maior FORÇA da sociedade; deve ser APRECIADA e até mesmo ESTIMULADA;
    -Já a religião nos ensina que a diversidade de pensamento é a maior FRAQUEZA da sociedade; deve ser TEMIDA e REPRIMIDA. ”

    mto legal! Da minha parte naum trapaciei falando que no jornada deve-se acolher cegamente toda e qualquer religião naum. mas agora digo que mto pelo contrário, naum faço suas as minhas palavras pra naum ser repetitivo aqui(as do ultimo post e algumas do segundo e primeiro)… pois expressam minha opnião
    mas como foi dito religião naum é pro mal naum meu jovem! tem gent q infelizment faz pra enganar e talz… mas a humanidad pra evoluir deveria buscar a desenvolver corpo e alma em todos os sentidos… conhecer a si msm… mas acho que já deu por aqui…

    ao menos vc pôs o circo pra pegar fogo um pouco… e como o proprio jornada levantou uma poeira legal sobre o assunto dscutido… bem legal
    No mais é isso ae!
    Um grande abraço!

    Marcos Valério

  32. Eu acho que a regra de ouro é que, no trato com os nossos semelhantes, precisamos nos despir de nós mesmos.

    Acredito que a religião do futuro (englobando todas) vá entender isso melhor do que a atual, evitando muito de seus erros. Quando se conhece o outro com maior profundidade, quando se olha para as experiências alheias que levaram a determinadas crenças, descobertas ou filosofias de vida, dá-se a verdadeira compaixão. Como diria um certo personagem: Fascinante!

    Fascinante universo humano a ser explorado.

    Deixando a semântica de lado, todos que discutem aqui estão retratando a mesma esperança: que o ser humano, no futuro, chegue a um nível de educação no qual ele se torne senhor de suas idéias, e não que seja possuído por elas. E que a busca pela verdade, quer científica, filosófica, religiosa, seja sempre libertadora, pessoal, consagradora da individualidade em perfeita harmonia com o mundo. O ser humano pleno de realizações, vivendo a vida em felicidade.

  33. Uma discussão em nível tão inteligente só poderia mesmo ocorrer em um site de Trekers, completamente diferente de outras que a gente vê em outros blogs por aí. Todos estão certos.
    O importante mesmo é que Jornada tenha a coragem de mostrar um capitão árabe em uma época em que predomina o insano preconceito americano contra todo e qualquer árabe. Isto segue bem a tradição e a cultura cosmopolita de Star trek, como já foi feito com Chekov, em plena Guerra Fria.

  34. Alan Pires Ferreira | 18 de abril de 2008 at 8:54 pm |

    Pessoal, quando eu falei em “trapaça” é claro que eu estava sendo irônico, até por causa do exemplo que citei do partido islâmico egípcio. Espero que não tenha sido mal compreendido.

    Que a religião não é a fonte de todos os mares é fato; inclusive, algumas das pessoas mais preconceituosas que conheço são atéias. O problema é que a religião justifica, abençoa e cristaliza o preconceito. Sem Deus há pessoas boas praticando o bem e pessoas más praticando o mal. Porém, para obrigar um cidadão pacato a desprezar e até perseguir seu vizinho, a melhor maneira é convencê-lo de que isso seria do agrado de uma divindade.

    Pode-se argumentar que, por outro lado, a religião também estimule a bondade, mas eu discordo. O que ela estimula é o comércio da caridade, onde gente mesquinha compra um lugar no céu e geralmente exige a conversão do necessitado em troca do auxílio. Pessoas naturalmente boas ajudam o próximo independentemente de recompensa no além. A fé também não corrige nenhum sociopata, como costuma divulgar; ela apenas canaliza seu ódio para alvos mais convenientes a ela: mães solteiras, ateus, homossexuais, defensores do aborto, nudistas, roqueiros etc. (A lista varia ao longo do tempo.)

    Os países onde mais há paz social são os de maioria atéia (Japão, Reino Unido etc.) e todas as conquistas sociais da humanidade foram conquistadas sob os berros de protesto dos religiosos: foi só com o avanço da RAZÃO e do SECULARISMO que conseguimos o fim dos sacrifícios humanos, a abolição da escravidão, a emancipação social feminina…

  35. Alan Pires Ferreira | 18 de abril de 2008 at 9:00 pm |

    Resumo de episódios:

    TNG 3×04 QUEM OBSERVA OS OBSERVADORES?/ WHO WATCHES THE WATCHERS?
    O planeta Mintaka III está passando por um período de explosão cultural, onde a fé está sendo deixada de lado em favor da ciência. Observadores da Federação são enviados incógnitos, para observar o processo de perto. Mas ocorre um acidente, e os federados são revelados ao povo local, que até então desconhecia a existência de extraterrestres. Os visitantes são imediatamente tomados como deuses, por causa de sua tecnologia superior, e isso leva o planeta imediatamente de volta ao obscurantismo religioso. Caberá ao capitão Picard convencer os nativos a retomarem sua jornada em direção à ciência (baseada em evidências), abandonando por uma segunda vez a crença religiosa (baseada em tradição, autoridade, intuição e mero desejo de acreditar).

    DS9 1×20 NAS MÃOS DOS PROFETAS/ IN THE HANDS OF THE PROPHETS
    Quando a professora Keiko O’Brien tenta explicar a seus alunos, na escola da Estação Espacial Nove, os princípios científicos por trás da fenda espacial vizinha à estação, a aula é invadida pela Vedek Winn, líder espiritual do planeta Bajor. Ela exige que o método de instrução secular seja alterado, passando o currículo a incorporar suas crenças religiosas nativas, que idolatram os Profetas (alienígenas) residentes na Fenda como divindades. Diante da negativa da educadora em incluir misticismo tribal no currículo, a religiosa a acusa de violar o Templo Celestial com seus ensinamentos mundanos. Instiga os bajorianos a agredirem a professora, boicotarem a escola e fazerem uma greve geral na estação espacial, criando um problema diplomático para a Federação.

    DS9 4×17 ASCENÇÃO/ ACCESSION
    Akorem Laam, um poeta bajoriano desaparecido há tempos, volta para casa vindo da fenda espacial, e clama para si o título de Emissário – O guia espiritual máximo de seu planeta natal. Ele imediatamente re-institui no planeta Bajor o repulsivo sistema de castas sociais abolido décadas antes e inicia um tempo de obscurantismo e perseguição religiosa.

    VOY 3X23 ORIGEM DISTANTE/ DISTANT ORIGIN
    Do outro lado da Via Láctea há uma civilização avançada de répteis inteligentes, descendentes diretos dos velociraptors que viveram aqui na Terra há 65 milhões de anos. Um cientista daquela espécie consegue localizar a nave espacial Voyager e identificar nos humanos que a pilotam primos distantes, originários do mesmo planeta natal. Porém, sua civilização é dominada pelo obscurantismo religioso, baseado em uma crença tribal chauvinista segundo a qual eles seriam criações divinas. A idéia de uma origem distante e de uma evolução natural da espécie são consideradas heresias, e os inquisidores estão dispostos a destruir a Voyager apenas para esconder uma evidência que poderia desafiar seu fundamentalismo.

    ENT 3×12 REINO ESCOLHIDO/ CHOSEN REALM
    Uma raça alienígena está aniquilando a si mesma por motivo banal: Uma de suas seitas religiosas afirma que o mundo teria sido criado em 10 dias, enquanto outra afirma que ele teria sido criado em 12 dias. Uma situação similar à que acontece na Irlanda, Oriente Médio, Bálcans e África Central, onde divisões religiosas impedem o povo de resolver tolas disputas políticas e territoriais; Transformando querelas em guerras civis, porque a população foi dividida artificialmente através do misticismo tribal chauvinista.

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