TOS 1×01: The Man Trap

Episódio inaugural apela para história simplória de vilania alienígena

Sinopse

Data Estelar: 1513.1.

A Enterprise chega ao planeta M-113 para entregar suprimentos ao dr. Robert Crater e sua esposa, Nancy, com quem o dr. Leonard McCoy esteve uma vez romanticamente envolvido. Os Craters já estavam em M-113 havia cinco anos, conduzindo uma pesquisa arqueológica nas ruínas do planeta. Acreditava-se que eles eram os únicos habitantes naquele mundo.

Crater diz a Kirk que a única coisa de que eles precisam é tabletes de sal. Além disso, tudo que desejam é serem deixados a sós. Kirk discorda, insistindo em que eles devem precisar de outros suprimentos e terão de passar por um exame médico. Enquanto se dá essa discussão, Darnell, um dos membros do grupo de descida, encontra uma jovem mulher e a segue.

Quando Kirk sai à procura do tripulante, encontra-o morto e, em seu corpo, há estranhas marcas circulares. O capitão ordena que os Craters sejam levados para a Enterprise. Na nave, McCoy demonstra surpresa ao comentar como Nancy tinha mudado pouco desde o último encontro dos dois, vários anos atrás. A volta de Nancy desenterrou alguns sentimentos no bom doutor que esconderam qualquer suspeita que ele normalmente teria.

No entanto, a mulher que McCoy vê como Nancy Crater é um criatura muito peculiar, a último sobrevivente de M-113, que pode literalmente aparecer como um ser diferente para cada pessoa que encontra. Invadindo as mentes das pessoas e extraindo suas memórias, a criatura pode conduzir suas potenciais vítimas a um falso senso de segurança antes de matá-las.

O problema enfrentado pela criatura é a necessidade por cloreto de sódio – sal. Sem ele, ela irá perecer. Em seu planeta natal, o sal está acabando. O resto de sua raça morreu, e essa última sobrevivente havia estabelecido uma relação simbiótica com o professor Crater. O pesquisador fornecia o sal necessário a sua sobrevivência e em troca ela se transformaria em Nancy… algo que vinha acontecendo desde o assassinato de sua esposa pela criatura, para absorção de seu sal.

Acidentalmente levada para a Enterprise, a criatura começa a matar tripulantes. Enquanto é caçado por Kirk e seus comandados, o ser mata Robert Crater e transforma-se novamente em Nancy, quase matando McCoy. Kirk e Spock, ao descobrir a estratégia da criatura, correm para os aposentos do doutor e convencem-no de que aquela não é a verdadeira Nancy. Em meio ao sofrimento, McCoy decide por matá-la, salvando a si próprio e a tripulação.

Comentários

“The Man Trap” é um episódio que evita grandes discussões filosóficas. Na verdade, fica muito clara a preferência pela ação, em detrimento da reflexão. E essa talvez seja uma das razões pelos quais, apesar da sofisticação modesta, este tenha sido o episódio escolhido pela NBC para a estreia de Jornada nas Estrelas na TV americana, em 8 de setembro de 1966.

A despeito da premissa simplória, a história acaba tocando em alguns temas interessantes, na forma dos dramas internos dos personagens, expostos em dois pontos da trama. Para começar, a relação simbiótica estabelecida entre o professor Crater e a criatura de M-113 expõe de forma bastante clara um conflito de “princípios” versus “conveniências”.

Apesar de o cientista saber que o alienígena tem comportamentos altamente reprováveis, ele a protege, fugindo de seus princípios com o intuito não de resguardar aquela criatura, mas sim o próprio “paraíso” que ela proporciona ao fingir ser sua esposa. A motivação de Crater não é a preservação de uma espécie em vias de extinção. Ele é oprimido pelo medo da perda e pela solidão.

O segundo conflito de ideias estabelecido no episódio é entre a “razão” e o “amor”, protagonizado pelo dr. McCoy, com sua dificuldade de perceber a verdade, ofuscado pela paixão antiga que nutria por Nancy Crater.

No fim, os “princípios” vencem a “conveniência”, já que o professor Crater acaba sendo morto, curiosamente, para proteger a própria conveniência da criatura, que estava sendo ameaçada pelo conhecimento dele de identificá-la sob qualquer forma que assumisse.

Analogamente, a “razão” supera o “amor”, e McCoy acaba percebendo (com uma demonstração contundente proporcionada por Spock, ninguém menos do que o símbolo maior da lógica e da razão existente na mitologia de Jornada nas Estrelas) que a suposta Nancy na verdade é de fato a criatura e termina por matá-la com um disparo de feiser.

Mas e aí? Tudo bem matar uma criatura potencialmente inteligente que está apenas lutando para sobreviver? A predisposição de Kirk e seus comandados para matá-la é um ponto fraco deste episódio.

À primeira vista, falta compreensão para a tripulação da Enterprise. A criatura é tratada como um monstro do começo ao fim; Kirk e seus comandados não param um segundo para pensar que a criatura poderia ser senciente e que, portanto, teria ao menos o direito à vida.

A inteligência dela, contudo, parece ser bem limitada. No prólogo, ainda havia sal no estoque dos Craters e ainda assim a criatura optou por matar um tripulante e sugar o sal de seu corpo sem nenhuma motivação para o assassinato que não fosse seu instinto mais primitivo.

É um pouco frustrante, ainda que não inesperada, a forma maniqueísta pela qual essa criatura foi apresentada no episódio, sendo retratada simplesmente como “o inimigo”, o mal a ser combatido.

Esse formato tem muita relação com o espírito dos anos 1950 e 1960, que ficaram marcados por muitas histórias de ficção científica em que os extraterrestres, via de regra, são vistos apenas como vilões implacáveis. A representação, contudo, não faz jus à tradição de Jornada nas Estrelas, consagrada em episódios como “Balance of Terror” e “The Devil in the Dark”.

E, de qualquer modo, falta sim ao pessoal da Enterprise um pouco mais de boa vontade para tentar um contato pacífico com a criatura ou ainda para evitar a sua morte, tentando apenas capturá-la.

Em termos de desenvolvimento dos personagens, quem saiu ganhando mais em “The Man Trap” foi a tenente Uhura. O diálogo que ela tem com o sr. Spock na ponte e o relacionamento dela com a criatura (que se disfarça como o homem dos sonhos dela) ajudam a traçar parte do perfil psicológico da oficial de comunicações da Enterprise.

Em compensação, a ordenança Rand só cumpre o mero papel de “garçonete” da nave, levando comida para Sulu no laboratório de botânica da Enterprise.

O personagem com maior potencial para evolução neste episódio foi sem dúvida Leonard McCoy, em função de seu relacionamento prévio com Nancy Crater. Infelizmente, pela qualidade do argumento, ficou só no potencial. Mesmo assim, vê-se o caráter humanista e sonhador de McCoy nos momentos em que interagiu com a falsa Nancy – algo que se tornaria uma marca registrada do personagem.

Avaliação

Avaliação: 2 de 4.

Citações

“He’s all yours, plum… Dr. McCoy.”
(“Ele é todo seu, pluma… Dr. McCoy.”)
Kirk

“Vulcan has no moon, miss Uhura.”
(“Vulcano não tem lua, senhorita Uhura.”)
“I’m not surprised, mr. Spock.”
(“Não estou surpresa, sr. Spock.”)
Spock e Uhura

Trivia

  • Este foi o primeiro episódio de Jornada nas Estrelas a ser exibido pela NBC (liderando a audiência no horário, quinta-feira, às 20h30), mas o sexto a ser produzido (incluindo na conta o piloto recusado “The Cage”).
  • O tenente Darnell foi interpretado por Michael Zaslow. Apesar de seu personagem ter morrido aqui, o ator voltaria à série como o alferes Jordan, em “I, Mudd”.
  • Neste episódio o doutor McCoy diz pela primeira vez a clássica frase: “Ele está morto, Jim.” Decerto não seria a última.
  • O ambiente do planeta e as tomadas feitas da órbita foram incrementados na versão remasterizada do episódio lançada em 2007, com a inclusão de efeitos em CGI.
  • O flerte entre Spock e Uhura mostrado neste episódio acabaria inspirando o roteiro do filme Star Trek (2009).
  • Na primeira versão do roteiro de George Clayton Johnson, a criatura só chegava à Enterprise no terceiro ato. Essa chegada foi antecipada na versão final.
  • Descobrimos neste episódio o hobby de Sulu ligado a botânica. No roteiro original, o arboreto seria um cenário complexo. Foi cortado por questões orçamentárias.
  • A trama básica de “The Man Trap” foi criada por Gene Roddenberry. Lee Erwin deu forma ao argumento inicial, e o roteiro é de George Clayton Johnson, reescrito ao final por Roddenberry.
  • No roteiro original de Clayton Johnson, o professor Crater sobrevivia e lamentava a morte da criatura. Foi Gene Roddenberry quem decidiu que ele devia morrer.
  • De todos os atores regulares da série, James Doohan é o único que não aparece neste episódio. Mas ainda assim o engenheiro Scott é ouvido no intercom.
  • O traje da criatura de M-113 é mais uma criação do mago dos objetos de cena de Star Trek, Wah Chang. Ela mais tarde serviria de adereço do castelo de Trelane em “The Squire of Gothos”.

Ficha técnica

Escrito por George Clayton Johnson
Dirigido por Marc Daniels

Exibido em 8 de setembro de 1966

Títulos em português: “A Armadilha” (AIC-SP), “O Sal da Terra” (VTI-Rio)

Elenco

William Shatner como James T. Kirk
Leonard Nimoy como Spock
DeForest Kelley como Leonard H. McCoy
James Doohan como Montgomery Scott (só voz, não creditado)
George Takei como Hikaru Sulu
Nichelle Nichols como Uhura
Grace Lee Whitney como Janice Rand

Elenco convidado

Jeanne Bal como Nancy Crater
Francine Pyne como Nancy Crater (ilusória)
Alfred Ryder como Robert Crater
Michael Zaslow como Darnell
Bruce Watson como Green
Vince Howard como tripulante
Sandra Gimpel como criatura de M-113 (não creditada)

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21 Comments on "TOS 1×01: The Man Trap"

  1. Essa criatura volta a aparecer em um outro episódio da série, ainda na primeira temporada, porém toda embalsamada! Não lembro o episódio, mas já mostrava como os estúdios economizavam já naquela temporada de TOS, que estava apenas nascendo!

  2. Se não me falha a memória, no começo do primeiro filme para o cinema, vemos SPOCK em VULCANO e havia uma enorme LUA (ou seria planeta?) no céu.

    Somente reassistindo o FILME para ter certeza …

    Porém, se as suspeitas forem confirmadas, teríamos aí um GRANDE FURO no CÂNON de Jornada …

  3. Aposto 100 créditos que o episódio que Ricardo menciona é The Squire of Gothos (O Senhor de Gothos).
    Cavalheiros, façam suas apostas!

  4. Henrique Hübner | 12 de dezembro de 2008 at 6:12 am |

    Pesquisando por aí, as referências indicam que a criatura de M-113 foi protagonizada por Sharon Gimpel.

    Aparentemente foi o único papel em que atuou… rs…

    Se quiserem, podem atualizar os dados:
    http://www.daviddarling.info/Star_Trek_encyclopedia/Original_Series/The_Man_Trap_Star_Trek.html

  5. Esse foi um episódio que me marcou muito.

    Era moleque, assistia a série há algum tempo quando me deparei com essa aventura, a idéia daquela bela miragem se transformar na criatura horrenda me assustou mesmo!

    E a cena onde Kirk berra de dor quando é tocado pela criatura me trouxe agonia.

    Mais uma da série “As Aparências Enganam”.
    Um episódio simples, mas formidável.

  6. >3 Bingo! Pode retirar seus 100 créditos, no escritório da UFP mais próximo.

  7. Em matéria de feiura esta criatura ganhou de 10 à 0 do Alien ou melhor do predador com aquela cara de caranguejo.
    :0

  8. É incrível o que se tira de ST mesmo qdo é um episódio menor, como esse. Basta expremer um pouco.

  9. PERVERSIDADE ALIEN, FICÇÃO OU REALIDADE
    Esse formato de concepção do inimigo “alienígena” tem muita relação com o espírito dos anos 50 e 60, que ficaram marcados por histórias de ficção científica em que os alíenigenas são vistos apenas como o mal personificado.

    Essa visão maléfica de um alien apesar de não estar próxima do universo de ST conforme aqui citado, creio estar mais próximo da realidade, visto alguns eventos ocorridos com OVNIS, sejam abduções, queimaduras, furto energético de usinas nucleares, etc…
    “Independence Day”, com certeza se aproxima da realidade dos aliens.
    Quanto a ST acredito que os BORGS efetuem esta papel maléfico de conquistar e sugar em vez de sal, conhecimento.
    😉

  10. Bom episódio. Mas a tuação do SHATNER no final, quando a criatura vai tirar o sal dele, se vê claramente que o Cap. Kirk deita na mesa em vez de cair desmaiado. Mais um momento trash do SHATNER. Mas um episódio legal e bem analisado como sempre pelo SALVADOR

  11. Apesar de ser trash, eu gosto mto do episódio. A criatura é um marco de ST, assim como o Mugato.

  12. Post 2: SAREK

    Você poderia ser mais claro.

    😕

  13. Em resposta aos POSTs 9 e 12 de OBSERVADOR:

    [1] – Os ALIENÍGENAS vistos como o INIMIGO é um TEMA RECORRENTE da SCI-FI dos anos 1950 e 1960, especialmente pela influência da GUERRA FRIA entre EUA e URSS. Por essa mesma razão, muitas séries costumavam mostrar ALIENS com capacidade transmorfa (“Cuidado, seu vizinho pode ser um COMUNISTA comedor de criancinhas”!!! “Não confie em ninguém” !!!): Quem não se lembra dos episódios de VIAGEM AO FUNDO DOM MAR, em que algum tripulante do SEAVIEW era substituido/possuído por algum ALIEN com más intenções?

    [2] – Em Star Trek – The Motion Picture, na CENA em que SPOCK está para finalizar o KHOLINAR em VULCANO, temos uma LUA gigantesca (ou seria um PLANETA) no céu. Porém, nesse episódio da série original (MAN TRAP), SPOCK afirma a UHURA que em VULCANO não há LUAS.

    Porém, é muito oportuna a observação do AUTOR desta matéria sobre MAN TRAP de que JORNADA geralmente fugia de MANIQUEÍSMOS como esses de que “TODO ALIEN BOM é UM ALIEN MORTO” !!!

    Em episódios como MENAGERIE (A COLEÇÃO – Partes 1 e 2), ERRAND OF MERCY (Missão Misericórdia) e tantos outros, vemos ALIENS que são mais BENÉVOLOS que os SERES HUMANOS, e o BEM e o MAL não são a ÚNICA ALTERNATIVA em uma EQUAÇÃO BINÁRIA extremamente simplificada: Há lugar para O CINZA entre o BRANCO e o NEGRO…

  14. 2 Sarek:

    Pelo que eu me lembro, o sistema solar de Vulcano tem um planeta que se aproxima do planeta Vulcano de ano em ano se não me engano.
    Mas acho que li isso num livro, ou seja, é um material não canônico.

  15. Acrescentando ao meu comentário no POST 13:

    Em VIAGEM AO FUNDO DO MAR também eram costumeiros episódios em que algum tripulante do SEAVIEW sofria uma LAVAGEM CEREBRAL (“CUIDADO com a PROPAGANDA COMUNISTA”).

    Portanto eles eram substituídos, possuídos, ou controlados por ALIENS MALVADOS numa espécie de ALEGORIA da GUERRA FRIA.

    O ser-humano é realmente ridículo quando expõe seus medos … Ao menos assim parece quando, olhando em RETROSPECTIVA, vemos que aquele MEDO IRRACIONAL era MUITO INFUNDADO e que o FIM DO MUNDO não estava ali na ESQUINA.

    Será assim, no FUTURO, quando assistirem os FILMES de nosso PRESENTE, onde Árabes são sempre vistos como TERRORISTAS FANÁTICOS …

    Nisso o FILME de J.J continua fiel ao LEGADO de JORNADA: segundo li aqui mesmo há um CAPITÃO da FROTA que é de origem ÁRABE …

  16. Em resposta ao POST 14:

    Valeu pela informação fabiofbg !
    Obrigado.

  17. Post 14 e 16:

    É possível que em STXI tiremos esta dúvida lunar a limpo, uma vez que teremos várias imagens do panorama Vulcano.

    Pos 13:
    [1] Os ALIENÍGENAS vistos como o INIMIGO é um TEMA RECORRENTE da SCI-FI dos anos 1950 e 1960, especialmente pela influência da GUERRA FRIA entre EUA e URSS

    Pode ser, no entanto a polêmica gerada nos EUA com o caso Roswell no Nove México em 1947 era grande, apesar de o governo ter armado um circo para manter tudo encoberto, a curiosidade e desconfiança do público aumentou consideravelmente.
    O aumento dos avistamentos também influenciou a população. A febre alienigena começava a aumentar sua temperatura e creio que Gene começou a utilizar deste artificio em ST. Não somente Roswell como o Triangulo das Bermudas são mistérios que inflenciam qualquer escritor de Sci-Fi.
    A reengenharia é outro fator contribuinte para isto, utilizada até certo ponto pelos governos segundo ufólogos, e de certa forma a vemos no universo de ST. Ex: Voyager e BORGS, TOS Return To Tomorrow, onde Kirk faz seu discurso clássico para convencer McCoy sobre os benefícios que a humanidade ganharia com a tecnologia adquirida através dos alienígenas que não dispunham de forma física e, necessitavam de corpos para construir andróides.
    Não creio que os aliens sejam uma alusão preponderante à guerra fria, visto que Checov era um russo e se encontrava na ponte junto com um capitão americano, aqui vemos a intenção de Gene de colocar panos frios nesta intolerancia governamental, vislumbrando um futuro onde não haveria mais barreiras entre os governos e sim entre a Terra e o que se encontra na última fronteira. Terra vs Klingons, vs Romulanos, vs Borgs, vs Xindis, vs Kardacianos, vs dominium, etc…
    😉

  18. Esse medo pode até ter sido irracional, mas nos proporcionou alguns clássicos da ficçao científica, como por exemplo: INVASORES DE CORPOS, traduzido tupiniquimmente como VAMPIROS DE ALMAS. Outro exemplo mais explicativo é O DIA EM QUE A TERRA PAROU, que fala mais sobre esses medos mas como crítica sobre o estado de coisas daquela época.
    Em ST algumas estórias foram criadas pró estas idéias, mas muitas diretamente contra.
    Faz parte da nossa história, foi uma fase e devemos aprender com ela.

  19. Pessoal, assisti à esse episódio ontem à noite (DVD) e concordo com os comentários do Salvador… Com relação à Lua de Vulcano, no diálogo entre a Uhura e Spock e diz claramente que em Vulcano não há luas…
    Sobre o comentário da Rand tb concordo… comprei recentemente o box da primeira temporada de TOS, e estou assistindo episódio à episódio, e até agora a Rand só leva/trás pratos de comida para o Sulu, capitão Kirk, etc.
    No mais, este episódio é bem “café com leite” mesmo, sem açúcar ! 😛

  20. esse episodio, apesar das criticas da resenha eu achei bem razoavel, tem uma fluidez muito boa, as vezes nem sempre um roteiro inteligente é o suficiente, mas eu acho que o que me atrai a rever esse episodio é a dublagem do Dr. Robert Crater, combinou muito bem com o personagem.

  21. Esse episódio foi realmente bem morno. O uso dos aliens de forma clichê (mau, mau e mau) não é realmente a premissa da série (graças a Deus), mas o fato é que esse tipo de coisa mostra a alma norte-americana: tudo qu é diferente não merece um segundo olhar, deve ser morto e extinto. Mas o conflito do McCoy(é assim que e escreve?) foi decididamente o ponto alto do episódio, na minha opinião. Por amar a Nancy, ele acreditou que a criatura era ela e tentou salvá-la, hesitando até o final. Imagino o quanto deve ter sido difícil matar a pessoa que ele amava, mesmo sabendo que era um fake.

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