Star Trek: mais que cinema-pipoca

startrek_19Jornada nas Estrelas já foi grande. Gozou de prestígio do público e crítica. Criou novos padrões para a televisão. Gerou milhões de fãs em vários países. Tudo isso quase foi perdido nos últimos 10 anos. Mas agora, Jornada nas Estrelas voltou a ser grande.

O dia da estréia do novo filme, 8 de maio de 2009, finalmente chegou e agora podemos degustar essa nova amostra de Jornada nas Estrelas na telona.

Embora eu tenha visto o filme na estreia, logo no dia 8 de maio, preferi aguardar passar a “ressaca” para escrever essa resenha. Por experiência própria em outros filmes anteriores que analisei, principalmente os da nova trilogia Star Wars, é fato que o hype e a empolgação inicial ofuscam a clareza de pensamento e contaminam o texto. Como exemplo, em momento que melhor descrevo como um surto psicótico, escrevi elogios e maravilhas sobre o Episódio II, “O Ataque dos Clones”; hoje eu jogaria pedras.

Voltando ao Star Trek, passada essa fase inicial de poucos dias, posso afirmar com a mais absoluta certeza de que gostei muito do vi. Era o filme que eu esperava. O diretor, J.J. Abrams, entregou um produto divertido, dinâmico e com um certo conteúdo que o diferencia de outros filmes-pipoca mais recentes.

Nunca exigi que o novo Star Trek fosse espetacular, mas pelo menos muito divertido e fiel às suas raízes. É e esse o filme que eu vi.

Não vou me ater muito no roteiro e na história, porque grande parte dos fãs aqui leitores certamente já assistiram o filme. Mais importante, as resenhas anteriores dos demais colegas do Trek Brasilis, Salvador Nogueira, Leandro Martins e Fernando Penteriche, já fizeram um excelente trabalho de cobertura do filme.

Apenas ressalto aqui o fato do roteiro, embora muito simples, funciona quase com perfeição. Em resumo, o vilão Nero e o Spock original, intepretado por Leonard Nimoy, voltam no tempo por acidente, 126 anos antes. Nero chega primeiro e, durante um ataque à primeira nave da Federação que aparece, a USS Kelvin, seu capitão é morto e o primeiro oficial, George Kirk, assume o comando pelo tempo suficiente para evacuar a nave e salvar os sobreviventes, dentre eles sua esposa no momento do parto do seu filho, James T. Kirk. George morre. A partir desse momento a linha do tempo é alterada e surge uma realidade alternativa, preservando o que já aconteceu nos filmes anteriores, mas estabelecendo essa nova realidade alternativa, o que abre o leque para novas interessantes possibilidades futuras.

O filme, após essa introdução inicial, passa a intercalar a infância de Kirk e Spock e como ambos optaram por ingressar na Frota Estelar. Lá o filme apresenta aos poucos os demais personagens (McCoy, Uhura, Sulu, Checov e Scotty) e como se unem durante a primeira viagem da Enterprise, para combater o vilão Nero e salvar o planeta Terra.

J.J. Abrams acertou em cheio na direção rápida, mantendo o filme ágil e divertido durante seus 126 minutos, que passam num piscar de olhos, sem cansar. A melhor descrição é de uma montanha russa de emoções. Tudo isso sem perder de foco os personagens, justamente a “alma” da Série Clássica.

A química entre os atores funciona que é uma maravilha e é evidente na tela que todos estão curtindo muito os papéis que lhe foram entregues.

O famoso triunvirato, Kirk, Spock e McCoy ficou perfeito na interpretação de, respectivamente, Chris Pine, Zachary Quinto e Karl Urban.

Kirk é o personagem principal do filme e, em função disso, Chris Pine está praticamente em todas as cenas. O grande macete é mostrar, de forma verossímil, como Kirk, um jovem desajustado do interior dos EUA, resolve se alistar na Frota Estelar apôs um sermão do capitão Pike (um grande momento do filme) e, após três anos, se mostrar um líder nato, pró-ativo, como o antigo Kirk que conhecemos. É o crescimento interior desse personagem que alicerça o filme. Ao final, Pine personifica a figura do capitão da Enterprise, sem emular os trejeitos do William Shatner. Ponto positivo.

Quinto está ótimo como Spock, mas sentimos falta daquela postura de nobreza que Leonard Nimoy conseguiu impor ao personagem. As comparações são inevitáveis ainda mais porque o próprio Nimoy está no filme, interpretando o Spock já idoso, e sua presença é majestosa.

Karl Urban é um assombro como McCoy. É o único que efetivamente emula o ator original que interpretou o mesmo personagem, DeForest Kelley. A perfeição é incrível, principalmente porque não se trata de uma simples cópia de atuação, mas sim uma homenagem digna de aplausos. Por isso, é o meu personagem preferido no filme.

Os demais atores que intepretam Uhura, Chekov, Sulu, Scotty estão ótimos e, ainda que não se pareçam fisicamente com os atores originais, conseguem atribuir a necessária caracterização para torná-los mais reais, mais humanos, mas perder as qualidades que conhecemos e adoramos nesses personagens.

Eric Bana é o ator menos aproveitado. Interpreta o vilão Nero, que busca vingança pela destruição, no futuro, do seu planeta natal, Romulus. O problema é que Nero tem apenas umas quatro ou cinco cenas e o roteiro se preocupa mais em estabelecer seu papel vingativo do que suas motivações. Em uma cena de flashback é explicado rapidamente porque busca vingança, mas é tudo muito apressado e sem a exposição necessária. É um vilão que serve ao propósito do filme, mas poderia ser muito melhor.

Quanto à produção do filme em si, é simplesmente espetacular. Os efeitos especiais são excelentes.

A minha única ressalva nesse ponto é a própria Enterprise. Eu gostei muito do novo design da nave e de sua nova ponte de comando. Tudo muito moderno e com alguns itens reminescentes da Série Clássica. Mas considero que faltou capricho nas demais áreas. A engenharia, por exemplo não possui um desenho muito bem definido e tem visual muito poluído (cheio de tanques, encanamentos, tubulações etc), o que contradiz o aspecto mais “clean” de outras seções da nave.

Também senti falta de algumas tomadas espaciais a mais da Enterprise. Não tanto como fizeram no primeiro filme para o cinema (Jornada nas Estrelas: O Filme, de 1979), mas um meio termo seria apropriado.

A trilha sonora de Michael Giacchino é muito boa, mas faltou um tema de destaque. Aliás, curioso que essa é uma das características que está se perdendo nas trilhas sonoras atuais. Filmes como Batman, Homem de Ferro, Homem-Aranha, etc, não possuem nenhum tema musical marcante, daquelas que ficam na nossa cabeça dias e dias após assistirmos o filme. A última trilha que me marcou de verdade foi a da trilogia Senhor dos Anéis. Depois disso, difícil me lembrar de outra com a mesma qualidade.

Da mesma forma, após assistir ao novo Star Trek, a única música que ficou comigo é a dos créditos finais que, aliás, não é do Michael Giacchino, mas sim do Alexander Courage, justamente a música de abertura da Série Clássica dos anos 60. Nada como música clássica!

Mas não sejamos muito críticos com essas questões, pois o filme tem tantos pontos positivos que não é justo criticar em demasia. São 126 minutos de pura emoção e aventura, que prende não só o fã como o público em geral. A excelente bilheteria inicial do filme já atesta esse fato e o absoluto sucesso financeiro do filme.

Um ponto controvertido e que poderia trazer problemas para os roteiristas é a tal “linha do tempo alternativa” criada pelo vilão Nero ao voltar ao passado e destruir a nave Kelvin. Muitos fãs criticaram muito essa jogada do roteiro, pois comprometia uma premissa do filme: como os personagens se conheceram e começaram a trabalhar em equipe.

Verdade, se é uma linha do tempo alternativa, assistimos no filme uma outra realidade, talvez diferente da original, pelo qual os personagens se encontraram de forma totalmente diferente. Mas enxergo por outro aspecto. O roteiro do filme atesta que é o destino que uniu a tripulação da Enterprise, independentemente das motivações e circunstâncias que colocaram cada personagem no seu devido lugar na ponte da Enterprise. Ou seja, essas pessoas estavam predestinadas a trabalharem juntas e salvarem a Terra e o Universo. Achei muito bacana esse lance do roteiro.

Ademais, a participação do Spock original na trama, interpretado por Leonard Nimoy, é um instrumento engenhoso para validar essa história de linha do tempo alternativa. Para os não-fãs, que não conhecem a história original da série, o filme marca um ponto inicial, que não se prende muito ao que foi estabelecido pela cronologia original. Já para os fãs, a presença do Spock original demonstra a continuidade, pois o personagem veio do futuro e presenciou todas as aventuras que assistimos desde sua primeira aparição no episódio piloto The Cage. Inclusive, o fato do personagem estar no filme e lembrar desses eventos, comprova que a cronologia original está intacta, sem modificações e que a nova linha do tempo introduzida com esse filme é alternativa, não modificativa. Assim, os eventos que conhecemos da série original, podem ou não ocorrerem da forma como vimos.

Como diria o próprio Spock, “sempre há possibilidades”.

Em suma, um grande filme e um novo começo mais do que merecedor para a série Jornada nas Estrelas. Que tenha vida longa e prosperidade.

Prós: grande diversão, ótimo elenco, excelentes efeitos especiais, muita aventura e ação de tirar o fólego, somado com um conteúdo que estava em falta nos últimos blockbusters.

Contras: roteiro simples; vilão com pouco desenvolvimento; a participação do Leonard Nimoy poderia ser maior; ter que esperar mais alguns anos pelo próximo filme.

Nota final: 8.0 de 10.

É um ótima nota para os meus preceitos. Acima de 8 eu começo a colocar filmes como Cidadão Kane, Lawrence na Arábia, Os Sete Samurais… e Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan (ainda imbatível).

63 Comments on "Star Trek: mais que cinema-pipoca"

  1. Márcio Carneiro | 13 de maio de 2009 at 12:27 am |

    Também acho que um dos maiores defeitos do filme é justamente a falta de trabalho em cima do Nero. Acho que é um dos únicos defeitos graves.

  2. Rodrigo Bruno 2.0 | 13 de maio de 2009 at 12:58 am |

    A Ira de Khaaaaannnnnnnn…será eternamente imbativel meu caro !!! Clássico de linha operistica jamais será igualado, muito menos superado.

    Star Trek 2.0 leva um 9.5 de 10.

    Ah diante de tanta festa devo lembrar q devemos honrar a memória do maior gentleman da história de ST: DeForrest Kelley ! que rumou em direção a fronteira final há 10 anos atrás.

    Abs.

  3. Teve algumas coisinhas que eu não gostei, mais foram bem poucas.

    Deixa eu ligar o modo xiita 🙂

    Também não gostei da engenharia da enterprise alem de muito poluída como o Luiz já disse, parece primitiva demais pros padrões do século 23. Me lembrou de alguns filmes B dos anos 90 aonde alugavam alguma refinaria desativada pra servi de cenário pra as naves. Com o orçamento desse filme poderiam te feito algo melhor e nem precisaria gastar muito. Bastava fazer um pequeno cenário e ser queria da à noção de uma engenharia grande, era só fazer o resto em CG e usar o velho recurso do cromaqui unir tudo Fora que não ter nada há vê com as naves da federação, e realmente destoa do resto da nave.

    Ainda na falando sobre os sets de filmagens, também não gostei foi da base da federação em Delta Vega? De boa, mais aquela porta junto com aquele corredor com azulejos brancos bem velhos tá mais pra algum frigorífico abandonado do que pra uma base da federação, mesmo que seja antiga. Por um momento eu achei que ia aparecer algum doido desses filmes de terror barato com algum machado para esquartejar o Kirk e o Spock. Do mesmo jeito que a engenharia da enterprise, poderia ter feito um pequeno cenário de um corredor segundo o estilo Star Trek e também poderiam ter usado CG mais o cromaqui para da noção de profundidade.

    Sobre os efeitos especiais. Não vou dizer que eu não gostei dos efeitos das naves entrando em dobra porque eu gostei, principalmente dos sons. Mais aquilo em dobra ou no hiperespaço? 🙂 Aliais qual seria a diferença? 🙂 Acho deveria ter preservado e apenas melhorados os antigos efeitos das naves entrando e em dobra e ou quando as naves estão em dobra como já foi feito em TNG ou então mantendo o estilo dos filmes anteriores com a tripulação clássica de TOS. Nesse filme as naves quando entra em dobra. lembra mais Star Wars do que Star Trek.

    Sobre o vilão Nero, também achei que poderia ter aproveitado melhor. Teve gente que reclamou da atuação dele, mais pra mim a atuação ta boa sem exageros.

    Desligando o modo xiita

    Mais no geral eu adorei o filme e me emocionou em vários momentos. De 0 a 10 eu dou nota 8. Pra quem não sabe, o 8 é meu numero favorito.

  4. Ralph Pinheiro | 13 de maio de 2009 at 8:40 am |

    Por falar em Khan já há rumores de usar esse personagem para o próximo filme. É claro que são rumores, mas será que daria o resultado esperado?

    Eu acho que Khan foi muito além do que se imaginava, mais pela belíssima atuação de Montalban. Não sei se outro ator faria no mesmo nível.

    Quanto ao filme, achei bem legal, fora o fato de haver alguns exageros, como por exemplo:

    o excesso de confiança de Kirk no Kobayashi Maru e a entrega de Spock ao primeiro sentimento de amor.

    Kirk deveria estar P… da vida por fazer o teste mais de uma vez e poderia ter ficado mais tenso por saber se seu truque daria certo ou não e dar uma pequena relaxada ao ver a mudança das regras funcionarem.

    Já Spock, acho que sua grande qualidade como personagem é exatamente por conter suas emoções ao máximo e de vez em quando dar uma escorregada sutil e não admitir isso, ao invés de cair com tudo numa relação de momento.

    Isso sem contar com Nero ser um personagem raso, sem passado e nem futuro, para quem viu o filme. Ficou meio perdido na história, como se caisse de para-quedas, embora Bana até que foi bem.

    No mais dou nota 8,5/10.

  5. Post 3.

    Acho que ali aqui no trekbrasilis que eles usaram uma fábrica de cerveja para a engenheria. Quando fui assistir o filme isso não saiu da minha cabeça…rs…e de fato parecia coisa de filme C, nem B.
    Mas tb acho que a engenharia mais legal que teve foi no filme 2, pq na minha opinião tinha as dimensões corretas, nas outras séries, sempre era algo pequeno demais, para uma nave com 700 pessoas + ou -.
    Mas o filme me surpreendeu demais, achei que ia ser ruim.

  6. O filme é bastante bom. Alguns fãs mais exaltados exageram nos elogios; defeitos há, mas na balança os pontos positivos com certeza pesam bem mais. Dou nota 8,5.

    Só gostaria de no próximo filme ver alguma trama básica mais criativa. Sinto falta das excelentes alegorias que TOS fazia para questionar a sociedade contemporânea. Um exemplo é aquele ótimo episódio onde Kirk e Spock viram gladiadores num programa de TV onde a sociedade funciona à imagem de Roma antiga. Se o próximo longa conseguir mixar isso com tudo de bom que já foi mostrado em ST XI, com certeza será uma obra-prima.

  7. Pelo visto o Archer continuou a linhagem do Porthos, não citaram o nome do Beagle. Achei demais!

  8. Poderia assinar embaixo da resenha do Luiz Felipe. Meus prós e os contras (estes, muito poucos) são exatamente os mesmos.

    E a respeito da polêmica linha de tempo alternativa: para quem ainda não percebeu, a cronologia original TAMBÉM se passa numa linha de tempo alternativa, já que nela, na última década do século XX, a Terra foi vítima das Guerras Eugênicas, e um notório ditador geneticamente aprimorado, Khan, fugiu numa nave espacial com seus seguidores. Como nada disto aconteceu na nossa “timeline”, a conclusão é óbvia…

    PS: como gosto de cerveja, já estou pedindo transferência para a engenharia do Scotty. Vai ser uma festa…

  9. Achei um ótimo filme, concordo com as críticas à engenharia e também achei a ponte muito poluída, mas são problemas que podem ser resolvidos com facilidade na seqüencia.
    E como o próximo filme não terá que apresentar novamente os personagens acredito que poderá ser ainda melhor que este.
    Dou 8,5 se não fossem os problemas que citei sobre a ponte e a engenharia daria nota 9 e se não fossem também as “coincidências” do roteiro daria nota 9,5.
    Só lamento que o desgaste da marca, a falta de publicidade e a fama que Jornada tem no Brasil de ser “celebral” demais tem feito a bilheteria brasileira ficar abaixo das expectativas. Resta esperar que com o boca a boca e o futuro lançamento em DVD o próximo filme tenha uma bilheteria maior no Brasil.

  10. José Eduardo Rosa | 13 de maio de 2009 at 10:11 am |

    Concordo com o que ja foi escrito, mas conteúdo não vi nenhum, cineminha pipoca, tipo sessão da tarde!
    nada de ciências, ou exploração espacial, tudo se resumiu, a matar o vilão e pronto.

    Mas pelo menos, os atores estão otimos, com excessão do nero/bana, meu Deus ele conseguiu ser pior que o vilão do Nêmesis.

    Agora para aqueles que sonham com o Shatner, o gancho ja foi dado (Spock usa seu elo mental com o Kirk novo, que fica sabendo de Nero e suas intenções… mas sera que Kirk também não fica sabendo de sua morte num certo planeta la no século 25?

  11. É… Sobre a trilha sonora, Giacchino se revelou influenciado pela linha de composição musical dos artistas da atualidade.

    Há muitos exemplos musicais que marcaram não apenas épocas, mas corações:

    Superman (John Williams)
    Piratas do Caribe (Hans Zimmer/Klaus Badelt)
    Indiana Jones (John Williams)
    RoboCop (Basil Poledouris)
    Batman (Danny Elfman)
    Star Trek-The Movie (Jerry Goldsmith)
    Star Trek II (James Horner)
    Top Gun (Harold Faltermeyer)
    Os Intocáveis (Ennio Morricone)
    Willow (James Horner)…

    Eu acho que o fato de as Trilhas Sonoras não possuirem mais o tal do “Fulano’s Theme” esteja realcionado com “custo”.
    Deduzo que criar temas específicos saia mais caro do que desenvolver simples scores.

    Pois hoje em dia, as trilhas estão muito parecidas umas com as outras.
    Se resumem a música de “suspense”, “ação”, “romance”, “sentimental”, etc..

  12. As naves entrando em dobra foram o que mais me chamaram a atenção também. Parecia SW.

    Outra coisa é a Enterprise saindo de dobra na órbita de Vulcano. Muito pareciso com SW.

    E tenho certeza que isso foi feito de propósito.

  13. José Eduardo Rosa | 13 de maio de 2009 at 10:28 am |

    Espero que os atores não tenham um ataque de estrelismo, e começem a aumentar seus cachês, se isso acontecer vamos ter substituições no elenco e isso seria péssimo, acho que ja gosto do Pine/Quinto/ e companhia!

  14. Eu ja declarei que gostei e muito do filme, mas algumas coisas realmente ficam bem estranhas. Certo que Spock TEM emoções, mas se entregar de vez pra Uhura, mesmo em um momento delicado da vida, pera da mae, planeta e ainda um pouco sem as manhas de lidar com seu lado humano é um pouco demais. Aliás, na hora eu ate que dei risada, mas lembrando agora fica mesmo MUITO estranho… A Uhura conseguiu a designação pra Enterprise dando uma dura no Spock… Quem ler isso e for ver o filme d novo presta atenção… “EU VOU PRA ENTERPRISE!” Ele quase respondeu “Sim, bem!”…rsrs… A enterprise é linda, sempre adorei esse design, mas achei ela um pouco poluida mesmo… deu a impressão de desorganizada… A eng do Scotty feia mesmo, nada a ver com qq coisa ja feita… Mas tudo isso é bastante facil de resolver daqui pra frente… Não tenho problemas com as conveniencias de roteiro mais citadas… Mas as duas juntas fica mesmo forçado: Spock e Kirk largados no mesmo planeta, ok… Nero abandou o Spock Prime la pra ver de camarote a destruição de Vulcano e o Spock abandonou Jim Kirk no mesmo lugar porque estava na mesma região e aquele deve ser o unico plante classe M por perto. Mas o Scotty estar lá tb… Dava pra colocar ele na historia de outro jeito né? 9,5

  15. Star Trek sempre foi cinema pipoca, excetuando o primeiro longa, do Robert Wise, que erroneamente pendeu para o lado cabeça de 2001 do que Star Wars, ao qual quis render lucros com alguma associação.

    Sim, lucros. Star Trek sempre teve filmes-pipocas por causa dos lucros.

    Desistiram de fazer a série Star Trek Fase II por perceberem que no cinema ganhariam muito mais.

    O mesmo aconteceu com a Nova Geração. Pararam a série no sétimo ano (e tinha potencial para uns dez anos tranquilamente) para também lucrar com as bilheterias do cinema.

    O termo pipoca que eu uso aqui não é o de um filme menor, mas popular, de massas. E é possível ter esse alcance e ainda ser um filme de qualidade, vide A Ira de Khan.

    Essa renovação da Jornada se dá porque se perdeu a mão no jeito de fazer um filme para o povão. Vide Inssureição e Nêmesis, que eram pipocas murchas.

    J J Abrams de fato entrega um filme para um público amplo e não estraga a base anterior. A força do nome dele, associada a moda das renovações das franquias, fazem com que tudo funcione e a bilheteria polpuda apareça.

    Para a sequência tudo terá que ser diferente. Ao menos o fator novidade não estará presente. Talvez até ele dirija porque os elencos dos blockbusters atuais estão sempre se melindrando em ter o mesmo diretor, caso de X-Men ou Homem-Aranha.

    O próximo filme será mais perigoso para a revitalização da franquai que esse, para falar a verdade.

  16. Deusdeth Soares | 13 de maio de 2009 at 10:52 am |

    Eu assisti ao filme duas vezes, e continuo achando muito bom, excelente filme.
    Eu particularmente não vi nenhum problema na Engenharia, e tb achei que o vilão Nero serviu para este filme. Se extendessem muito a história dele e suas motivações, teriam que explicar a relação dele Spock, segundo a HQ Countdown, etc.
    O que eu não gostei mesmo foi o modo como os roteiristas arranjaram para despachar o Kirk para o planeta Delta Vega, para que ele pudesse encontrar o Spock Prime. Não foi LÓGICO o capitão interino da Enterprise (Spock) mandar enviar o 1. oficial para um planeta inóspito. Seria mais lógico prendê-lo, etc. E assim, preso, o Kirk poderia tentar roubar um transporte, e acabar caindo no planeta. Faria mais sentido pra mim. No mais adorei o filme, incríveis efeitos especiais, os efeitos sonoros estão incríveis e a atuação dos atores, excelente.

    Ai ai ai… agora começa tudo de novo, a ansiedade pelo próximo filme… que angústia !!! :-)))

  17. A nova engenharia da Enterprise foi a parte que eu mais gostei do filme. Vou esclarecer bem o meu ponto de vista para que não pareça empolgação da minha parte:

    Primeiro: é fato que ENT foi a única parte do cânon perdido que ainda se mantém. Nela, o ambiente da NX lembrava um submarino ou navio e em algumas partes eram low tech. Já que ST XI é continuação desse universo, nada mais justo do que extrapolar.

    Segundo: é fato que quando vamos assistir um filme de FC queremos ver coisas fantabulosas e ultrahipersuper avançadas, afinal, isso é sinônimo de ficção cientifica. Mostrar algo que parece com o nosso dia-a-dia, por mais racional que pareça, causa em alguma surpresa. Mas ai eu pergunto: será que supertecnologia é sinônimo de ambiente clean? Não acho que um remendo seja uma heresia.

    Terceiro: O filme mostrou a engenharia como aquilo que deveria ser: uma gigantesca usina de antimatéria, capaz de gerar energia suficiente para mover e fazer funcionar uma nave como a Enterprise. Sob esse ponto de vista, é impossível varrer a termodinâmica para debaixo do tapete ou colocar todas as tubulações escondidas atrás das paredes (haja paredes) e eu acho que o século 23 não terá abolido a necessidade de tubulações.

    Quarto: Seguindo essa linha, devemos levar em consideração que todo o espaço interno de uma nave que viaja entre estrelas deve ser aproveitado. Deixar uma área do tamanho de um campo de futebol sem uso só por questões estéticas indica apenas que a nave foi projetada por estilistas de moda e não por engenheiros.

    Antes que comecem a questionar, eu já me adianto: EU SEI QUE É SÓ UM FILME. O meu ponto é: existem motivos para não gostar dessa nova engenharia? OK! Então também existem motivos para gostar… e tais motivo não são a pura e simples defesa intransigente do novo filme.

  18. Uma detalhezinho que achei legal, na cena em que Kirk e Spock são teleportados à Narada e há um tiroteio, são os feisers, que levam um instante para recarregar e fazem um movimento/mudança de cor quando isso ocorre.

  19. Eu queria so contar uma coisa, um tanto “off toppic”… Se conseguirem encontrar no Youtube (eu nao achei) olhem, mas eu consegui ja baixar. O Saturday Night Live com Justin Timberlake como host, nao sei a data… Tem um segmento bem engraçado… Ao final do “jornal” onde são comentadas noticias, temos a aparição dos nossos dois Spocks e do novo Kirk, onde eles falam sobre a relutancia dos fãs a aceitarem os novos atores… BEm interessante..rsrs O humor critico do SNL pega na veia… Tentem ver.

  20. Se o Spock (da nova lina temporal) sabe da consequência dos seus atos futuros, ele não pode fazer as coisas de forma diferente e restabelecer a linha de tempo em que a USS Kelvin e seu planeta natal não são destruidos??????? Adoro paradoxos temporais!!!!!!

  21. Algumas coisas que meu lado + crítico pensou, além ou conforme todo mundo já disse:

    Por que essa mania de explodir ou implodir planetas? (Apesar de ser interessante o mecanismo utilizado de criar uma singularidade e um buraco negro) Acho que falta criatividade quando o ponto é criar o conflito.
    Por que, numa nave com 700 pessoas e diante de um genocídio de mais de 6 bilhões sempre são enviados só 2 ou 3 pra resolver o problema? Tudo bem, a trama tratou de exigir isso, mas usar uns figurantes daria mais profundidade à trama e a grandiosidade que se pretende. E faria parecer menos com um episódio pra tv, a grande falha dos filmes mais fracos de ST.
    E essa de sempre partir de um pedido de socorro que chega ao QG da frota… Tem outras maneiras de descobrir o problema. Existem ameaças que não rugem tão alto.
    Mas o filme foi ótimo e acho que se esses fatos mudassem poderiam abalar demais a transição para esse novo começo, afinal.
    Quem sabe essas mudanças não vem no próximo?

  22. Flávio Dalera de Carli | 13 de maio de 2009 at 11:55 am |

    Até agora assisti duas vezes o filme. É realmente um bom filme. Mas penso que a cena final da destruição da Narada com uma infame piada entre Kirk e Spock vai contra tudo o que prega ST. Ao virar as costas e ordenar o abrir fogo contra uma Narada agonizante, Kirk agiu como um frio assassino e, assustadoramente, apoiado por um Spock vingativo. Não fosse essa cena, o filme seria nota 10. Mas com isso, penso que exatamente o objetivo da Federação, que no dizer do Capitão PiKe é pacífico e humanitário, fica comprometido. Ou seja, não é moralmente desejável, tampouco aceitável.

  23. Para o proximo filme, chamem ao nick mayer e utilizem os cenarios de new voyages.
    Ai, ao inves de custar 150 milhões, custe apenas uns dez…e quem sabe, o filme mereça sim ser chamado de star trek.

  24. E por acaso, Sr. Luiz Felipe, quanto VC dá de nota para o filme THE DARK KNIGHT???

    E STAR WARS – EPISÓDIO III – A Vingança dos Sith???

    E para o filme WATCHMEN????

  25. Achei a entrega do Spock as emoções com a Uhura bem lógico.
    Pois reparando na estória, a relação com a Uhura parece que já vinha acontecendo a algum tempo, por pelo menos 3 anos.

    Não gostaria de ver o Khan no próximo filme, já tivemos um vilão nos moldes dele, mais um?

    Preferia uma estória mais politica avaliando a sistuação da Federação e seus vizinhos, pois pareceu no filme, que a Federação não tem muito contato com Klingos e Romulanos, pois não são todos que conceguem traduzir as linguas deles.

  26. Lembro que assisti Primeiro Contato umas 11 vezes no cinema!
    Esse novo Star Trek… vi 2 vezes, e estou sem vontade de ver mais!
    Cinema pipoca?!
    Prefiro Wolverine, Terminator e Harry Potter!!!

  27. Concordo com o Luiz Felipe em quase tudo que ele escreveu, especialmente no que trata da engenharia da Enterprise. Realmente eu achei poluído o visual, não condiz com uma “nova” classe de naves Constitution. Para a Kelvin, 25 anos + velha, acho que serviu.

    Quanto a trilha musical, eu acho que ficou devendo um pouquinho, pq a musica que toca quando surge a “bela dama” pela 1 vez, pra mim ficou marcado ! (por sinal estou escutado agora, enquanto escrevo – Enterprising Young Men)

    Como trekker além de ver varias referencias a todos os filmes e séries (quando a Enterprise chega a Vulcano e encontra as naves federas destruídas, isso me lembrou a batalha de Wolf 359), o que me decepcionou foi a parte do teste Kobayashi Maru. Eu achei o Kirk debochado de mais. Se estavam tentando que ele fosse sarcástico, eu acho que “erraram a mão”.

  28. Artigo muito legal, bem escrito…concordo bastante com ele. Nota 8,75.

    Agora…falando em rumores de próximo filme…assisti a uma entrevista recente do Quinto…só não me lembro se foi no David Letterman ou na Ellen DeGeneres…onde ele já deu uma brecha falando que o personagem dele, o Sylar, tomou um rumo bem diferente para a p´roxima temporada…ele ganhou uns poderes de metamorfose…eu acho e vai poder ser interpretado por outros atores….

    Com certeza, para de dedicar a Star trek, futuras sequencias…e tudo mais!!!

  29. Ralph Pinheiro | 13 de maio de 2009 at 12:54 pm |

    post 25.
    Geralmente em cinema pipoca eu só vejo uma vez.

  30. Concordo com o post 15:
    “O próximo filme será mais perigoso para a revitalização da franquia que esse, para falar a verdade.”

  31. Nao sei como o Eric Bana concordou em fazer o Nero, com tao poucos diálogos. Qualquer desconhecido poderia ter feito esse papel.

  32. Antonio de Pádua | 13 de maio de 2009 at 1:25 pm |

    Acho que o que é bom tem de ser adotado. Na minha opinião não tem nada a ver achar ruim se isto ou aquilo lembra Star Wars. Notem também que muitas das cenas do novo filme lembram Battlestar Galactica (em especial a cena de entrada das naves em dobra). Se o efeito especial agrega credibilidade às cenas e a história deve ser adotado, independentemente se foi já usado neste ou naquele filme. Eu fico mais incomodado quando erros de séries ou filmes anteriores são repetidos, como a presença de som no espaço, por exemplo.

  33. O filme é muito bom, eu recomendo.
    Mas as novidades foram poucas.
    Muita coisa foi reaproveitada.
    Viagem no tempo alterando a linha do tempo da Voyager, a arma Xindi (ou seria a estrela da morte?), Anakin na moto, Han Solo no Bar, Obi Wan apartando a briga, etc…
    Mas as referências foram ótimas, quando eu cheguei em casa fui pegar a Ira de Khan para rever, estavam lá o Kobayashi Maru, a trapaça de Kirk, o “Eu não acredito em perder”, até a maçã (dentro da caverna).
    Beam me up Scott, We are back!

  34. Ralph Pinheiro | 13 de maio de 2009 at 4:01 pm |

    post 15:
    “O próximo filme será mais perigoso para a revitalização da franquia que esse, para falar a verdade.”

    Para falar a verdade será mais perigoso e mais fácil de fazer, porque eles tem um caminho novo para seguir sem as amarras do canon.
    Pode-se fazer novos aliens ou reciclar velhos como os Klingons e dizer que tudo se deve a alteração temporal. Pode-se até mesmo criar uma expectativa de morte nos personagens, porque não sabemos se todos continuarão até o fim.

  35. Eu acho que o furturo filme terá sinal verde para mudar ainda mais as coisas. O $J$J$ com o sucesso desse primeiro conseguiu esse direito. Também acredito que o filme será muito melhor, pois agora não terá que fazer a apresentação apressada dos novos “velhos” personagens e novo universo.
    Sobre o Kirk alguns gostaram e outros não, concordo com os dois grupos. Pois temos um Kirk antes e depois da Edselprise. O primeiro Kirk é um moleque chato e inútil, tomara que nuna mais apareça. O segundo é um corajoso, audacioso, engenhoso, forte e inteligente herói. Ou seja, quem não gostou é por que não intendeu a evolução do personagem.
    Agora o Spock (do Quinto) é chato mesmo, não gostei. Não pareceu em nehum momento em crise de mestiço nem de ófão de mãe ou mundo, simplesmente parecia um tremendo chato canastrão. Quando Nimoy entra em cena a comparação não só é óbvia como também extremamente fácil de ver o que é um Vulcano e o que não é.
    O Magro é perfeito, simplesmente ele é quem deveria ser o segundo personagem da trama.
    O resto é o resto, a Uhura é um pouco melhor, mas não muito.
    Os vilões realmente só servem ao filme.
    As naves eram muito ruins mesmo. A Narada é tão feia que o quê todo mundo penssava que era a frente era a traseira, e o seu poder de fogo era todo diferente a cada batalha, ela não conseguiu parar o choque da Kelvin, e conseguiu acabar com um frota de nave quase 20 anos mais modernas e mais uma frota Klingon com mais de um século de novas tecnologias.
    A Edselprise tem realmente os motores exagerados e o hangar muito pequeno. E a iluminação azul a deixa muito apagada, os coletores e disco defletores avermelhado fizeram falta sim, e olha que não estou apelando para o cannon.
    A engenharia e a doca da Edselprise no solo faz parecer que a tecnologia do combustível não evoluiu muito. A edselprise então parece ser movida a Diesel e não a reação de matéria e anti-matéria. Talvez faze-las parecer com destilarias era um agrado para o Scott.

  36. Tem umas críticas engraçadas… gente q reclamou q o Spock se entregou às emoções quando o planeta dele foi destruido… aquilo foi um choque até pra mim que sei q se trata de um filme… e ele nem chorou!!!!!! E gente, foi o planeta Vulcano que foi destruído… e não… sei lá… o planeta da raça El Auriana! Talvez os ancestrais de Tuvok morreram também!

    E que o Kirk e o Spock não agiram de acordo com os preceitos da federação ao atacar uma nave moribunda… é por isso que eu gosto + de DS9, Sisko teria feito pior, o Kirk não, deu chance pro Nero se render!

    Quanto ao teste Kobayashi Maru… caramba, é um teste feito para que a nave do capitão que está sendo testada seja destruida… ninguém passa no teste, mas Kirk sabotou o teste, eu achei ótimo, e bem humorada (humor dígno da série clássica) ver a sena que já foi citada em vários epsódios e em outras séries da franquia!

  37. Mais uma coisa… é uma pena DS9 nunca tenha chegado às telonas!

    PS. foi mal pela cena com “s”, é que eu estou sonhando com a Mega Sena!

  38. E aí gente!
    Assisti na segunda o filme, e vcs podem me matar, mas achei filme pipoca. Ritmo de ações alucinante, com bastante efeitos. Aliás muito bons. Se bem que com o mesmo dinheiro, SW se saiu melhor em termo de visual. Simplesmente adaptaram Jornada para o padrão atual de filmes de aventura espacial. Ajustaram o formato para o padrão MTV. Isso não quer dizer que não tenha gostado do filme. Só que passou rápido demais. Talvez eu tenha saldade daquelas tomadas demoradas para a gente ver os detalhes das coisas. Putz, senti falta disso. Os cenários foram bem legais e as tomadas no espaço com o ângulo de câmera rodopiando foram fantásticos. Pareciam imagens de dentro das “bombas”.
    Agora aquela engenharia com aqueles tanques de uma cervejaria…. hehehe, tenha dó.
    O final para mim foi a parte que menos colou.
    A trilha sonora que tanto falavam, achei bem fraquinha, sem graça para falar a verdade. Nem lembro mais da música do filme. Se não colocassem o famoso tema no final então….
    Acho que vcs tem razão, o perigo será na continuação… que venha… e logo caramba!!
    Abraços

  39. Bom, não sou fã ardoroso, mas me atrevo a criticar algumas coisas.

    1-A Enterprise não é uma nave que foi construida para explorar novos mundos durante 5 anos? Então, como ela foi construída depois de muitas outras? Pensei que ela fosse a primeira de uma série. Assim, achei tudo muito avançado para um início.

    2-Uhura não dá uns beijos no Kirk na série clássica? Achei que iria acontecer um início de relacionamento entre eles e não entre Uhura e Spok.

    3-Se a tendência é de o Spok ficar mais humano conforme o tempo passa-ele fala que é necessário ter relações com os humanos para entender seu modo de viver para melhorar seu desempenho como embaixador-então, como ele inicia sua carreira na tripulação com tantos momentos humanos e emotivos? O spok da série era uma pedra, muito divertida, mas uma pedra! Rrsrsrs!

    4-O filme é bom pra caramba! Pena que não entregaram o filme do Wolverine para J.J. Abrans.

    Abraço atodos!

  40. O omelete traz um artigo muito interessante e uma crítica muito ponderada sobre o novo filme. Vale a pena ler nos links:

    http://www.omelete.com.br/cine/100019622/Critica__Star_Trek.aspx

    http://www.omelete.com.br/cine/100019621/Star_Trek___o_canone_versus_o_novo_filme.aspx

  41. Post 39,

    Taí uma coisa que também já me intrigou, a missão de 5 anos parece que fazia sentido na época da série clássica, pois lá não se sabia direito nem em que ano a série se situava.

    Eu sempre achei estranho, pois tinha a idéia que a Enterprise saiu pelo universo em uma missão solitária de 5 anos, depois vendo a série em DVD, mostra o contrário, várias vezes eles tinham contato com a Federação e outros planetas federados.

    Mas aqui nesse novo canon, sei não, me parece que investir em naves cientificas não é bom negócio pra Federação, acho que existem assuntos mais urgentes que colocar por exemplo uma de suas melhores naves pra fuçar nos mistérios do universo, isso pode ser feito por outras pessoas.

    Desde a Ira de Khan que a Federação se tornou mas militar que cientifica.

  42. Quanto à críticas e absurdos que se lê aqui e em outros site… eu assino em bais dessa aqui:
    http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_critica=7449&id_filme=2091&aba=critica

  43. Romulo, vamos como o Jack… por partes.

    1º dúvida: antes da Enterprise NCC 1701 (nunca foi dito que ela era a 1º nave) teve outras Enterprises, e a 1º, a primeira Enterprise mesmo foi uma tal de NX… que teve uma séria própria, que passou no Brasil pela AXN.

    2º dúvida: essa é outra linha temporal… e francamente, o Kirk ser um garanhão ia ficar cansativo e pesar muito no personagem.

    3º dúvida: os vulcanos são mais emotivos do que os humanos (vide Tuvok), só que reprimem com todas as forças as emoções… qualquer discrepância ou dúvida… É QUE É OUTRA LINHA TEMPORAL!

  44. Ralph Pinheiro | 14 de maio de 2009 at 9:22 am |

    post 39.

    1) Em TOS a Enterprise foi escolhida, a princípio, para uma missão de exploração em espaço profundo com os mais belos interesses federativos em conhecer novas civilizações e novas formas de vida. Mas, com o tempo, percebe-se que sua intenção era primeiramente de angariar novos membros para a Federação e aumentar seu tamanho comercial e territorial. Tanto é que o episódio “Errand of Mercy” define bem esse pensamento. Mesmo assim, a Enterprise, por diversas vezes, foi chamada para auxiliar a Frota na busca de alguma nave desaparecida, para enviar suprimentos ou medicamentos para outros lugares e transportar autoridades.
    Neste tempo alternativo, me parece que a Frota vai ficar mais militarizada e a missão da Enterprise pode ser mais bélica do que de pesquisa, isto é, explorar sistemas ainda desconhecidos para expandir seu território. A tendencia é essa para o próximo filme (isso dá mais audiência). Então, considero o embate com os Klingons quase certo.

    2 – O famoso beijo interracial ocorre a revelia dos dois, por força dos poderes dos habitantes platonianos. Em TOS Uhura nunca demonstrou paixão por Kirk, mas sim por Scott.

    3 – Esse discussão do Spock nesta linha temporal ser mais emotivo do que o de TOS vai dar muito pano pra manga. Eu, particularmente, achei meio forçado sua relação com Uhura. Ela poderia ter uma afinidade grande com ele sem chegar as raias do agarra-agarra.

  45. Alex Rodrigues | 14 de maio de 2009 at 12:58 pm |

    Não sou trekker xiita, porém fiquei esperando mais, talvez por ter lido as revistas, ou ler muito spoiler …

    Enumerando as “falhas”, elas ficariam assim:

    1-Engenharia: pelo amor de deus, o que é aquilo ! não me lembro de ter visto uma engenharia de uma nave de Star Wars, mas conheço bem as da Galactica e das naves da Federação e pelo que senti parece que além de voltarem no tempo perderam tecnologia. Muito ruim, parecia uma casa de máquinas de um navio a querosene. Não entendi quando foi ejetado sei lá o que … por que aquilo não era um erator de dobra nem aqui nem em lugar nehum ! que por sinal eram quatro !!!
    Nota: 4

    2-Dobra Espacial: na realidade era o salto da Galactica, ou de um Star Destroyer. Cade a física nisto ? cade o efeito estilingue (TNG) e de reflexão (TOS-Cinema).
    Nota: 3

    3-Main View Screen: achei lindo o novo parabrisas da ponte ! No manual dos escritores para Star Trek a ponte é a área melhor blindada da nave, até mesmo por sua localização e na época da clássica, os escudos ainda não eram 100%, tanto que no primeiro filme, escutamos Sulo dizer que as novas telas aguentaram. Já imagino torpedos entrando e explodindo a ponte, teremos uma nova a cada filme.
    Nota: 1

    4-Corredores: Já repararam que eles saem da Ponte, entram no elevador e quando chegam a um determinado local tem tudo ao redor ? Não se percebe os deques da nave muito estranho. Não gostei do designer de 2001 uma odisséia no espaço.
    Nota: 5

    Depois comento mais. Em suma, dou NOTA 6 como Star Trek e NOTA 8 como filme de Ficção Cientìfica.

  46. TREK WARS??? WARS TREK??? J.G.L. Abrams???

    Saiba como o novo STAR TREK conseguiu ser tão “massa, véio” a ponto de o povão ter gostando tanto.

    O site gringo College Humor fez um vídeo comparativo e explicativo mostrando de onde o diretor J.J.Abrams tirou tanta “originalidade” para fazer do remake-reboot-recton-prequel-sequel-alternative-reality de JORNADA NAS ESTRELAS um sucesso imediato junto ao público em geral pelo mundo afora e a dentro:

    http://www.collegehumor.com/video:1910892

    Olhando o vídeo a gente tem a nítida impressão que o J.J. Abrams “StarWars-tizou” o universo de STAR TREK!!!

    Enfim, concordo em parte com a crítica do College Humor, a série ficou muito mais próxima de STAR WARS mesmo, mas, independentemente disso (e apesar de algumas coincidências difíceis de engolir no roteiro do filme – leia-se o Kirk achar o Spock na imensidão gelada de um planeta por acaso), STAR TREK é um filmão.

    => Filme que aliás, Quinlan Vos ainda não viu, nem mais gordo e nem mais magro, aqui por essas paragens…

    Ô roça maldita! 🙁

  47. só náo gostei de um única coisa, “Os Fases”, cadê o velho e bom feixe de Fases bem definido e de duração maior do que aquele tirozinho , parecendo as pistolas de SW, “Eu Heim”, minha nota de um adorador total de StarTrek e sem entrar em muitos detalhes, 1000 de 10

  48. Como fã de longa data de Star Trek, tive minha ponta de decepção com esse filme. Ver o “cânone” ser apagado em tantos aspectos como esse filme fez é o mesmo que renegar ou desmerecer tudo o que foi feito no cinema e na TV no passado.

    Porém… A Paramount Pictures é um estúdio cinematográfico com uma franquia de décadas nas mãos, e sua revitalização só se devia a um único e imperativo objetivo: lucro. Portanto era preciso “resetar” Star Trek, trazê-la para um estilo mais contemporâneo, acessível a um novo perfil de público, que curte ação frenética em detrimento de uma estória bem construída.

    O enredo desse Star Trek “reboot” é fraco; Nero é um vilão aquém de Shinzon, até então considerado o pior de todos; a relação Spock e Uhura é inusitada, descaracterizando mais o primeiro do que a segunda; o artifício da viagem no tempo já está esgotado, foi apenas uma maneira simples de ligar o futuro (agora “passado”) da franquia ao passado (agora “futuro”), reintroduzindo os personagens com novas possibilidades narrativas; a inclusão de Nimoy na estória foi tão somente um conduíte entre fãs antigos e prováveis fãs novos, uma tentativa (fútil) de manter os dois públicos atentos à nova produção; a destruição de Vulcano não foi só herética, foi completamente desnecessária; o merchandising da Nokia nem merece comentários.

    Mas houve bons momentos no filme, principalmente no que se refere à caracterização dos personagens. Chris Pine pode não ter chegado perto da atuação de Shatner, mas retratou um Kirk que na essência (com exageros, é verdade) era aquilo mesmo, mulherengo e bom de briga, sempre disposto a quebrar as regras; Zachary Quinto foi apenas mediano, não chegando aos pés de Nimoy; agora, Karl Urban como McCoy foi maravilhoso, senti que DeForest Kelly estava ali novamente, e Scotty também esteve bem representado.

    Em suma, um recomeço que deixa o velho (e melhor) Star Trek para trás, mas que é inevitável para o futuro da franquia (e da lucratividade) para o estúdio. Que dure enquanto houver público.

  49. Eu diria: Que sempre tenha público para que dure …

  50. Post 45: Sinto muito, mas se você se refere ao efeito de dobra de Battlestar Galactica (2004), lá quando as naves “saltavam”, um brilho as percorria, elas não alteravam seu movimento original e desapareciam. Na chegada, um brilho percorria o lugar da nave e ela aparecia ali.
    Em Star Trek agora, o que eu vi foi uma aceleração do efeito estilingue com som diferente e sem o brilho no fim. (ou brilho quase imperceptível). Ficou muito próximo de Star Wars.
    Ainda com referência às naves em dobra, gostei de que, estando em dobra, ao invés de vermos apenas o brilho “alongado” das estrelas típico de TNG, agora vemos umas estrelas ( ou algo de brilho similar) “passar perto”, dando mais realismo. Afinal se estamos mesmo viajando acima da velocidade da luz, como se consegue que as estrelas fiquem sempre do mesmo tamanho aparente?

  51. Vi o filme pela terceira vez, em cinema se horarios diferentes e com publico variado, de novo no final algumas pessoas aplaudiram (mais desta vez), um casal amigo comentou que nao conhecia quase nada de Jornada por nao ver regularmente, so ouvir falar, e disseram que nao fez diferença nao ter visto as series, que adoraram e que agora gostariam de ver algo das series filmes antigos, se a gente puder emprestar…
    Outra coisa que me chamou atençao nas 3 sessoes foi depopis ver e ouvir pais (que provavelemente via Jornada, mesmo sem parecer ser grandes fas), ouvirem dos filhos pre-aborrescentes que o filme ra mto legal, e discutirem passagens emocionantes do filme…
    E isso, a serie acabou indo aonde nenhuma outra esteve.

  52. Parece tbem que o boca-a-boca tem atraido ainda mais pessoas ao cinema, num efeito cascata, alguem que gostava um pouco vai ver, recomenda a outras pessoas que ficam curiosas e vao assim marcando com novos grupos, bem como tem aqueles (como eu) que ja viram 3 vezes e vao incentivando grupos diferentes a irem ver o filme.

    Interessante, que o McCoy chama a enfermeira Chapel, mas nao se ve quem seria…
    Pela logica tbem, poderiam eventualmente ter aparecido a numero um do Pike, assim como o Gary Mitchell, neste novo contexto.
    A parte da engenharia com mtos tubos, volantes de valvula, tbem achei mto poluido e atipico…
    A estaçao em Delta Vega podia ser velhinha, mas podia ter algum elemento futurista logo na entrada, p ser mais convincente… aqueles azulejos sujos, gancho de extintor (sem o extintor!!), pensei que era a entrada de um hospital publico!!!
    Senti falta tbem de algum tipo de efeito de bolha invisivel dos escudos das naves, que qdo a nave recebe um tiro, aparece brevemente protegendo a nave, os tiros pareciam ser impactos diretos sempre, independente do estado dos escudos.
    Enfim, acho que nenhum fa ficou cego para estes pequenos detalhes, mas isto nao comprometeu o bom desempenho geral do filme, que parece vir agradando tbem aos nao fas.

  53. temporalvorthex | 15 de maio de 2009 at 4:56 pm |

    Em minha opinião, o novo ‘Star Trek’ é cinema-pipoca e só. E nem é dos melhores. Como ‘Jornada nas Estrelas’ é um fiasco.

  54. Das naves a que era menos ST era a Meduza, que era tipicamente SW, ela tinha canhões fixos que precisava mirar com a nave inteira para atingir o alvo, ela tinha parabrisa sem nenhuma informatização, nem mira ou ajuda para Spock acertar a broca, ele tinha só uma telinha redonda que só serviu para comunicação. E tinha aquela “hélice” atrás, coisa também típica da franquia do tio Lucas.
    A Kelvin é unanimimente desinteressante. Todos os fãs a consideraram apenas uma peça do filme e não marcou sua imagem. Para uma homenagem ao avô do $J$J$ (ou quem seja) ficou muito chato. O que me surpreendeu um pouco é que ela tinha três armas, os Phasers que eram identicos a um canhão laiser usado desde 1999 em Israel contra mísseis, os torpedos, e uns canhãzinhos de tirinho branco que apareceram naquele video de um artigo de convenção. Os animadores graficos realmente não conhecem ST, quando o pai do Kirk acelera os motores de empuxo a toda eles ficam com a mesma iluminação (ou seja, eles estão lá), mas aquela luz branca no final do motor de dobra é que aumenta de intensidade com seu comando.
    A Narada poderia ter cido muito melhor, até parecia que era comandada por um bando de idiotas, só ai da para ver que o Nero não chega nem aos pés do Khan, e piór, até o Shinzon sabia estratégia de combate, você tinha a impressão que ela não era tanta coisa assim, para a de Countdown ficou devendo muito. E ninguém além de mim se confundiu sobre o que era a frente e o que era a traseira?
    A Edselprise só com luzes azuis ficou muito apagada, os coletores avermelhados fizeram falta sim, e o hangar da para comparar o tamanho dela com as naves auxiliares, parecendo que ela tem no máximo uns trezentos metros (mas sei que é a especificação oficial que vale), e o hangar e a seção engenharia são muito grandes para caberem naquele “tubinho” juntos. E sobre a engenharia parecer uma destilaria concordo plenamente, não só por dentro, como a doca dela na Terra é a destilaria por fora. Me decepcionei muito por estar certo no fato de que a nave ser construido no chão criou tanta polêmica e depois aparecer já no espaço sem mostrar como ela chegou lá.
    As naves auxiliares estranhamente eram todas diferentes, e ainda mais estranho, sobre aquela outra polêmica delas terem turbinas também ficou esquisito elas não serem usadas.A nave auxiliar do capitão ROBALDO era quase identica a Galileu da Enterprise de TOS, só era realmente novo os motores de empuxo nas “asas” de suporte dos motores de dobra.
    As outras naves federadas são apenas variações de posição entre os motores, seção disco e seção de engenharia. Ficando a impressão que não há realmente classe de naves, e sim várias formas de montar as peças. Não me pareceu útil esse esquema, deveriam haver naves que realmente tivessem diferentes tamanhos ou extruturas.
    A estação espacial também foi muito mal utilizada. Nem precisava aparecer no filme.
    Os Phasers de mão são bem menos uteis que os de TOS, naqueles haviam ajustes de potência (que ia de tontear a até vaporizar) e ajuste de feixe (poderia atirar em de forma disperssa a até super concentrados para cortar chapas de Duranium duplas.
    No todo o filme mostra que só a parte bélica da Terra evoluiu de forma significativa, e o resto ainda é muito similar aos dias de hoje. Essa visão me intristece muito e dá o tom do que virá, muito tiro, explosão e pouco conteudo. Essa nova Star Trek do $J$J$ fez bem de ser como foi, mas agora bem que poderia ser mais Star Trek.

  55. Francisco Oliveira | 15 de maio de 2009 at 7:33 pm |

    Amigo Padô , uma curiosidade : Quantas vezes você já asistiu à Star Trek ?
    São tantos detalhes que você enumera aqui e que respeito totalmente mas não vejo toda esta relevância e sinto por você estar tão amargurado com o resultado da produção de Abrams .
    Eu sei que existem erros , tenho todos filmes e seriados , posso assistir ao meu favorito A Ira de Khan com olhos mais aguçados e enumerar diversas distorções ,erros de figurino, conveniências do roteiro ,mas não ficaria feliz em fazê-lo .
    De toda forma aqui em casa tenho mais duas crianças interessadas no universo de jornada e isto sim é motivo de comemoração para mim , independente do que foi feito ou se deixou de fazer na produção de Star Trek .
    Abraço , Francisco Oliveira

  56. Gostei do filme, espero que venham outros mais e mais séries, porém não troco o acampamento que Kirk, McCoy e Spock fizeram no filme A Última Fronteira (se não me engano) por este novo filme. Não estou falando do filme todo (embora eu goste muito, mas os fans em geral não gostam) – falo apenas da cena do acampamento (que abre e fecha o filme). Esta cena, diz muito mais do que todo o Star Trek XI. É um bom filme, possivelmente verei de novo no cinema, comprarei o DVD, mas para ser ST precisa de alguns ajustes.

  57. Francisco Oliveira | 15 de maio de 2009 at 7:47 pm |

    Também gosto muito desta cena , vale lembrar que ela funciona perfeitamente como sentido de amizade , paz , congraçamento ,é sutil e amável mas acontece entre velhos amigos , em ST todos ainda são muito jovens ,se conhecendo ,difícil repetir as nuances desta amizade se ela está apenas começando , portanto se perdurar a série de filmes é provável que tenhamos um grande companheirismo entre os personagens como ocorreu na original .
    Abraço , Francisco

  58. Outra cosita: achei a nova Enterprise muito bacana, mas concordo com o aspecto pouco tecnológico da engenharia. Podiam ter feito em CG. A intenção era fazer parecer grande, como foi a intenção, mas, como sabemos que foi (e foi mesmo) filmado no interior de uma cervejaria (aquela famosa), não pegou bem.

    Mas ficou legal como um todo. Porém, a Enterprise dos filmes de Kirk e Cia (e porque não, de TOS também) tem muito mais elegância, tem charme, é mais clean.

    Mas aprovei a nova…

  59. Já assistie duas vezes, e o aspecto tecnológico me é muito chato, mas a aventura apesar de meio burra é muito emocionante e vale o segundo ingresso, mas já deu. Se o Nero fosse do século 26 e viesse parar no século 25, e invés de se apresentar a velha tripulação de TOS teriamos uma nova tripulação, com liberdade de criação para os perssonagens e atores. Os desenhos também seriam descomprometidos com a série classica. As mudanças fariam parte realmente do cannon. Até uma nova classe com poder de decolar do solo poderia ter causado menos polêmica. Ou seja, o $J$J$ teve que engolir a exigência da Paramount em fazer uma nova TOS ao invés de deixa-lo criar uma nova geração com muitos mais recursos e liberdade de criação.

  60. Post 59, Padô

    Realmente seria muito interessante ver algo novo de ST no cinema, mas será que algum dia a Paramount vai arriscar? Ela já teve nas mãos ótimos materiais como DSN e não soube, ou não pode usar, sem contar que podia já na época de Nemesis ter pensado em algo mais radical como fez agora, mas claro, agora pra mim é fácil julgar.

    Talvez a solução de levar algo novo para o cinema, seria seguir os passos do passado, criar uma nova série de tv e levar ela para o cinema, e tentar criar algum gancho com essa tripulação atual.

    No meu caso, gostei tanto do trabalho desse pessoal do novo ST, os atores e o JJ, que só tenho que agradecer. Esse é um filme que tem relevância pra história de Jornada, não foi uma idéia somente pra caçar dinheiro, (é claro que isso existe), mas teve um propósito maior, manter o nome de ST na mente das pessoas, de uma nova geração, e apesar de ser cedo ainda pra avaliar, os depoimentos aqui, demosntram que isso está sendo conseguido.

  61. Fatos, produção de primeira, efeitos especiais fantásticos, pequenos detalhes com acabamento e atores secundário, mas ótimo no geral. Entretanto esse filme não é nem será um ST do universo criado por Gene Roddenberry. Esse papo de linha temporal, JJ Abrams falando que não quis ser influenciado pelos filmes anteriores, tudo balela, vale pegar um roteiro com uma historia manjadissima (destruir planeta por vingança e ameaçar a terra de destruição, acho que já vi esse filme), e colar em uma das franquias mais respeitáveis para ganhar uns tostões. Não acrescentou nada ao universo original, apenas roubou algumas idéias e deturpou outra, com muita violência, algum sexo subjetivo e muito, mas muito plagio. Para exemplificar, Kirk é um caipira rebelde e vai para a frota vingar o pai, depois de uma dura de um capitão importante, ou seja ir para a frota por simples idealismo seria chato, e morra o idealismo imaginado por Gene Roddenberry. Spock esta apaixonado por Uhura, (já aconteceu em TOS, mas tenho certeza que ele se controlou depois que o efeito passou, hehehe) coisa pra pegar adolescente leitor de Crepúsculo, tem tanto cópia que vou precisar escrever um livro. Se liga galera, um produção de primeira para uma coletânea de plágios, não acrescentou nada ao universo ST, e duvido que revitalize a série.

  62. Achei o filme ótimo, mas a questão do paradoxo temporal é fundamental para a sobrevivência da franquia. Basta se perguntar duas coisas: morreu mesmo o pai do Kirk e como poderiam 2 Spocks conversarem ???

    Respondendo às perguntas: 1- o pai do Kirk só morreu na linha de tempo alternativa criada pelo novo filme; na linha de tempo original ele viveu para se orgulhar da entrada do filho na Frota e, inclusive, para ter outro filho. que o próprio Kirk não consegue salvar em um epísódio do primeiro ano da série original (somente consegue salvar o sobrinho); 2- somente é possível o encontro dos 2 Spocks porque a linha de tempo é alternativa e envolve um paradoxo temporal que precisa ser resolvido (sob pena de destruir ambas as linhas e, mais importante, a lógica de toda a franquia que sempre se preocupou em resolver os paradoxos temporais em todas as muitas viagens no tempo que ocorrem).

    Resumo novamente a questão do paradoxo temporal: se Kirk e o novo Spock sabem o que acontece com Romulus no futuro, então eles podem evitar a destruição do planeta com maior antecedência, mas se isso acontecer Nero não retorna no tempo e a linha de tempo alternativa a que os dois pertencem passa a não existir, prevalecendo a linha de tempo original, com o pai de Kirk vivo, o Capitão Pike comandando as primeiras missões da Enterprise e o atraso do velho Spock em salvar Romulus, mas isso tb traz de volta a linha de tempo alternativa criada por JJ Abrans.

    A coisa fica mais complicada quando pensamos na relação da Federação com Romulus. Na linha de tempo original essa relação já não era boa, mas mesmo assim haviam embaixadores, tanto que Spock é responsabilizado por Nero porque, sendo embaixador em Romulus, comprometeu-se a tentar salvar o planeta e não conseguiu. Mas na linha de tempo alternativa o relacionamento seria muito pior e, com certeza, Spock nunca seria o embaixador em Romulus, consequentemente não se comprometeria em salvar o planeta e Nero não teria contra quem direcionar sua ira pelo destino, o que desmotivaria seu retorno no tempo e, com isso, não existiria essa mesma linha de tempo alternativa.

    Como resolver o paradoxo temporal ?? Só vejo uma saída: seria o velho Spock voltar no tempo mais uma vez (e provavelmente os personagens da linha alternativa estariam envolvidos em tal processo), antes da chegada de Nero e da destruição da nave do pai de Kirk, impedindo que tal evento ocorra (pois esse foi o evento que iniciou a nova linha do tempo).

    Creio que a preparação desse caminho é que vai levar o segundo filme e o terceiro será a retomada da linha de tempo original, mas isso depende do que os produtores querem fazer com a franquia, ou seja: se o objetivo for mais dois filmes no cinema tudo se encaixa, se o objetivo for uma nova série na TV, então eles precisam da manutenção da linha alternativa para poder ter mais liberdade de criação, mas em algum momento terão de resolver o paradoxo.

    Alguem sabe o que vai acontecer ??

  63. Pessoal, que dizer? Demais o filme, muito bom mesmo. Todos estavam perfeitos, nossa, emoção do inicio ao fim… achei destruir vulcano exagerado, nossa é um dos fundadores da federação, se nao for o mais importante, a federação sofreria muito com um golpe desses e ate ficaria vulneravel. Mas, nossa nota 10 ao filme unica coisa que nao gostei e mudaria, foram os faiseres serem estilo starwar (nada contra SW, eu gosto tb), sempre achei os feixes continuos muito legais.
    Agora digo, vão ao cinema ver que nao irão se arrepender. Eu irei de novo e Vida longa e prospera.

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